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A Atuação de Bibliotecários

em Centros de Processamento

de

utsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Dados"

FEDCBA

N o r m a M a c h a d o P o r c i ú n c u l a

C e n t r o d e P r o c e s s a m e n t o d e D a d o s E s c o l a d e E n g e n h a r i a d e S ã o C a r l o s

U n i v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o

INTRODUÇÃO

o

C e n t r o d e P r o c e s s a m e n t o d e D a d o s d a

E s c o l a d e E n g e n h a r i a d e S ã o C a r l o s d a U n i v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o m o s t r a c o m o b i b l i o t e c á r i o s e a n a l i s t a s s e i n t e r a g e m , fa -z e n d o p a r t e d e e q u i p e s d e t r a b a l h o .

o

Centro de Processamento de Dados (CPD) da Escola de Engenharia de São Car-los (EESC) da Universidade de São Paulo, desde sua criação em novembro de 1967, promoveu entre outras atividades o traba-lho conjunto de bibliotecários e profissio-nais em processamento de dados.

A convivência no decorrer destes anos nos ensinou a visualizar algumas pos-sibilidades de atuação de bibliotecários em entidades voltadas para o processamento automático de informações.

Embora sejamos um centro universi-tário pensamos que tais possibilidades ocor-rem também em ambientes empresariais, e abrangem de um modo geral seis áreas: a

*

Trabalho apresentado ao XIV Congresso Nacional de Informática. Seminário de "A Informática e a Biblioteconomia". São Paulo, 16 a 23 de outubro de 1981.

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A Atuação de Bibliotecários em Centros de Processamentos de Dados Norma Machado Porciúncula

de assunto.

O subsistema de circulação cuida de controlar o cadastro de usuários da biblio-teca e o registro de empréstimos, consultas e reservas efetuadas diariamente. Relativa- . mente ao cadastro de usuários são produzi-dos dois índices, um em sequência de nú-mero de registro e outro em ordem alfabé-tica de sobrenome, que permitem recuperar informações sobre qualquer leitor. O regis-tro de circulação de documentos utiliza apenas um cartão perfurado. A partir dos dados nele contidos são emitidos todos os relatórios necessários para controlar a cir-culação como o diário de circulação, os relatórios estatísticos mensais c anuais, e as cartas de cobrança a leitores atrasados.

O subsistema de recuperação de in-formações para usuários, permite o aten-dimento a solicitações de bibliografias, mediante a tradução de assuntos em nú-· meros de classificação do "Automation Classification Code".

Embora hoje seja este mesmo o es-quema no qual a biblioteca funciona, está se· planejando a atualização do sistema, possível agora depois do recente recebi-mento de novos recursos computacionais, que permitirão o uso de terminais para con-sulta direta.

Esta foi a primeira experiência do CPD em termos de utilização de bibliotecá-rios em processamento de dados, e devido ao bom êxito atingido, este trabalho fruti-ficou e, no fundo, deu origem às demais experiências.

equipes formadas por técnicos distintos, tais como analistas, programadores, opera-dores, digitaopera-dores, prepara dores e coletores de dados.

Reconhecendo a necessidade de do-cumentação de projetos tanto como meio de comunicação ao usuário final o produto de solicitações por ele efetuadas, quanto para permitir o conhecimento global ou a introdução de modificações e atualizações futuras em sistemas projetados, o CPD cui-dou para que este procedimento entrasse logo em vigor.

A organização e manutenção da do-cumentação de projetos foi a segunda expe-riência na qual se utilizou o trabalho con-.junto de bibliotecários e de técnicos em

processamento de dados.

No princípio esta área foi denomina-da "Biblioteca de Programas", e nela, atra-vés do preenchimento de um formulário que englobava aspectos biblioteconômicos e computacionais e ao qual eram anexadas listagens e fluxogramas, todo programa produzido era documentado e arquivado e posteriormente divulgado através de um periódico bimestral. A evolução desta "Bí-blíotsca de Programas" deu origem à "Área de Documentação de Projetos."

Atualmente esta área é responsável pelo registro e atualização de todas as in-formações pertinentes aos projetos de sis-temas desenvolvidos pelo CPD. Seu acervo é composto por documentos produzidos ou durante, ou no início ou no final das diver-sas fases de trabalho com um sistema,-quais

sejam a análise, a projeção, a implantação, a operação e manutenção.

A forma e conteúdo dos documentos produzidos e dirigidos para diferentes usuá-rios foram definidos por um grupo de ana-listas e compreendem os seguintes manuais: É sabido que boa parte da segurança •

FEDCBA

m a n u a l d e a n á l i s e d o s i s t e m a (MA): de sistemas automatizados é devida, entre produzido no final da fase de análise do sis-outros fatores, a uma boa documentação e tema, contém a definição do sistema, o projetos. Tais projetos, em geral, envolvem levantamento de necessidades, a

decompo-Rev. bras. Bibliotec. e Doe. 14 (3/4): 215-221, Jul./Dez. 1981

mente de um contato com entidades nacio-nais e internacionacio-nais das quais se teve notí-cia já haviam implantado ou desenvolvido sistemas semelhantes.

Estudou-se então todo o material coletado, levantou-se as necessidades dos usuários da biblioteca do Centro e os recur-sos oferecidos pelo equipamento computa-cional de que se dispunha, e a partir daí delineou-se o novo sistema, procurando fazer um casamento entre estes três aspec-tos.

Em meados de 1970 o sistema de in-formações da biblioteca estava implantado e operacional para cerca de 275 livros,

1800 manuais IBM e 56 títulos de periódi-cos. Hoje este mesmo sistema continua sen-do o suporte em que se apóia o funciona-mento da biblioteca.

Considerando a biblioteca como um sistema composto basicamente de seis sub-sistemas, quais sejam o de administração, o de seleção e aquisição, o de processamento físico, o de processamento técnico, o de circulação, e o de recuperação de informa-ções para usuários, o sistema desenvolvido abrange parte deste todo, especificamente os três últimos subsistemas.

Em termos de processamento técnico o único procedimento executado na bi-blioteca é o cadastramento do documento em formulário de dados preenchido ma-nualmente. O desdobramento das diversas entradas, ou opções pelas quais o usuário poderá localizar o documento, é efetuado automaticamente, produzindo catálogos em forma de livros, compostos basicamente de três seções: uma sobre literatura especia-lizada, outra sobre literatura que serve de suporte do equipamento, e outra sobre pe-riódicos. Para cada uma das seções é emiti-do um arquivo mestre em seqüência de nú-mero de tombo, e uma série de índices que remetem as consultas a estes arquivos: índi-ce alfabético de autores, índice kwic de tí-tulos, índice alfabético de coleções, índice biblioteca, a área de documentação de

pro-jetos, a área de operação de equipamentos, a área' de desenvolvimento de sistemas de informações técnico-científicas, a área de publicações e a área de treinamento de pes-soal.

Relataremos aqui a forma como bi-bliotecários passaram a fazer parte de nos-sas equipes de trabalho.

o

BIBLlOTECÃRIO

NA

BIBLIOTECA DO CPD

A organização da biblioteca do CPD foi uma preocupação inicial. Antes mesmo da inauguração oficial do Centro contra-tou-se um bibliotecário para desempenhar tal tarefa.

Como toda biblioteca pertencente a uma entidade de processamento de dados ela possuía duas características:

• a formação do acervo inicial a par-tir de manuais fornecidos pelo fabricante do computador, os quais documentam todo o "software" disponível para o equi-pamento, e

• a possibilidade imediata de automa-tizar suas rotinas, serviço devido à disponi-bilidade de equipamentos.

Partindo do pressuposto, apesar do acervo inicial composto de poucos manuais técnicos, de que a biblioteca funcionaria desde o início de forma automatizada, cui-dou-se desde logo de iniciar a formação do bibliotecário em processamento de dados, através de cursos de introdução à compu-tação, técnicas e linguagens de programa-ção.

Vencida esta etapa, o trabalho de de-senvolver o projeto do sistema de informa-ções que daria suporte ao funcionamento da biblioteca, foi atribuído ao próprio bi-bliotecário.

A fase inicial constou de um levanta-mento bibliográfico a respeito da literatura disponível sobre o assunto e

simultanea-O BIBLlsimultanea-OTECARIsimultanea-O

NA AREA

DE DOCUMENTAÇÃO

DE

PROJETOS DESENVOL

VI-DOS PELO CPD

Rev,bras. Bibliotec. e Doe. 14 (3/4): 215-221, JuL/Dez. 1981

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Norma Machado Porciúneula

sição do todo em partes.

• manual de aplicação do sistema (MAP): produzido no final da fase de pro-jeção do novo sistema, contém a

recompo-sição do sistema em novas partes, a síntese das partes em um novo todo integrado e otimizado.

FEDCBA

• m a n u a l d o p r o j e t o c o m p u t a c i o n a l d o s i s t e m a (MIe): produzido no início da fase de implantação do sistema, é uma vi-são global do sistema sob o ponto de vista computacional.

• m a n u a l d e p r o g r a m a ç ã o d o s i s t e m a

(MIP): produzido para durante a fase de implantação do sistema é uma descrição detalhada de todos os arquivos e programas do sistema.

• m a n u a l d e i n i c i a ç ã o d o s i s t e m a

(MOI): produzido para a fase de operação do sistema, inclui rede PERT para orientar o início da operação do sistema, cronogra-mas, relação de pessoal, material e equipa-mento e mobiliário necessário.

• m a n u a l d e r e g i s t r o d e d a d o s d o s i s t e m a (MOR): produzido para a fase de operação do sistema, inclui regras gerais sobre o preenchimento de formulários,. descrição de formulários e de operações executadas para coletá-I os, assim como dia-gramas de seções verticais e tabelas de ações.

• m a n u a l d e d i g i t a ç ã o d e d a d o s d o s i s t e m a : produzido para a fase de opera-ção do sistema, inclui regras gerais sobre a digitação de dados, descrição dos formulá-rios manipulados na digitação, descrição dos passos executados para digitação dos referidos formulários e descrição do equi-pamento necessário.

• m a n u a l d e o p e r a ç ã o d o c o m p u t a -d o r r e q u e r i -d o p e l o s i s t e m a :produzido para a fase' de operação do sistema, inclui especi-ficação do equipamento que será operado, descrição de cartões de controle requerido e de mensagens emitidas, detalhes de for-mulários utilizados para impressão de

rela-A rela-Atuação de Bibliotecários em Centros de Proeessamentos de Dados

tórios, e tempos de duração do processa-mento.

Uma vez definido o formato e con-teúdo dos manuais atribuiu-se ao bibliote-cário a responsabilidade de implantação e manutenção das rotinas de funcionamento da nova área.

O esquema adotado para operaciona-lizá-las foi o de entrevistas semanais entre o bibliotecário e os analistas e programadores.

No primeiro contato o bibliotecário e o analista coordenador do projeto deta-lham os sumários dos diferentes manuais adequando-os com especificações típicas do projeto em questão e elaboram uma lista de nomes de analistas e programadores envolvidos, associando a cada nome os nú-meros de itens dos sumários sobre os quais ele deverá informar. Feito isto, define-se de comum acordo com os participantes um cronograma semanal de entrevistas, durante as quais são transferi das para o bibliotecá-rio as informações requeridas para a docu-mentação do projeto.

Uma vez datilografados os manuais gerados são arquivados em pastas e arma-zenados, tornando-se disponíveis para uma circulacão restrita no ambiente do próprio CPD, e para receber futuras modificações e atualizações.

O que se concluiu, depois de algum tempo de funcionamento da Área de Do-cumentação de Projetos, é que sem o auxí-lio e a disciplina de um bibliotecário ela não estaria operacional, os projetos conti-nuariam a existir somente na cabeça dos técnicos, causando enormes problemas quando um deles se desligava da instituição ou entrava simplesmente em férias.

um controle em termos de conteúdo e cir-culação.

B

o caso de discos e fitas magné-ticas, disquetes e "decks" de cartões per-furados, nos quais estão armazenados pro-gramas e arquivos relacionados aos sistemas desenvolvidos, ou ao sistema operacional do equipamento ou do "software" forneci-do pelo fabricante da máquina.

Este conjunto de veículos de infor-mação forma uma "biblioteca" de apoio indispensável ao funcionamento diário do Setor de Operação e sua organização e manutenção estão também sob responsabi-lidade de um bibliotecário.

A descrição do que contém cada um destes elementos faz parte de relatórios emitidos por utilitários componentes do próprio sistema operacional. O bibliotecá-rio cuida de ter sempre disponível para consulta uma cópia atualizada de tais relatórios para poder informar qual é.o conteúdo de um disco ou fita, ou para, dada uma informação, localizar em que veículo ela está armazenada. Cuida tam-bém de etiquetar adequadamente cada um deles e armazená-l os numa certa ordem em estantes ou arquivos.

O acesso a tais veículos é livre en-quanto para utilização na própria sala de operação. Um controle de circulação é efe-tuado quando por qualquer razão eles são retirados deste local.

o

BIBLlOTECARIO

NA AREA

DE DESENVOLVIMENTO

DE

SISTEMAS DE

INFORMA-ÇOES

TÉCNICO-CIENTfFI-CAS

O BIBLlOTECARIO

NA AREA

DE

OPERAÇÃO

DOS

EQUI-PAMENTOS DO CPD

Uma vez organizados os livros e ma-nuais, os discos, fitas e disquetes, e os vo-lumes de documentação de projetos e com a experiência adquirida na concepção do sistema de informações da própria bibliote-ca, o CPD decidiu incluir em sua estrutura de prestações de serviços uma área de de-Certos materiais manipulados pelo

Setor de Operação do Centro necessitam

senvolvimento de sistemas de informações técnico-científicas.

O bibliotecário contratado inicial-mente para a biblioteca do Centro foi pro-movido a analista de sistemas depois de vá-rios cursos realizados no centro educacio-nal do fornecedor de equipamento, e de vá-rias disciplinas cursadas na pós-graduação, em nível de mestrado, do Instituto de Ciên-cias Matemáticas da USP em São Carlos; a ele foi atribuída a coordenação de futuros projetos de sistemas de informações

técní-co-cien tíficas.

Nesta linha de trabalho foram aten-didas solicitações de bibliotecas de três outras universidades: a Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará, em

Be-lém; a Biblioteca Central da Universidade "Gabriel Renê Montero", em Santa Cruz de Ia Sierra-Bolívia; e a Biblioteca da Uni-versidade da Associação de Ensino de Ri-beirão Preto.

O BIBLlOTECARIO

NA ÃREA

DE TREINAMENTO

DE

PES-SOAL

Este trato diário entre bibliotecários e profissionais em processamento de dados nos possibilitou não somente resolver satis-fatoriamente nossos problemas inseridos na intersecção das duas áreas, como também adquirir um "know-how" de como ensinar processamento de dados para os graduados em biblioteconomia.

Iniciamos então o oferecimento de cursos e estágios planejados especificamen-te para biblioespecificamen-tecários. A finalidade destes não é formar bibliotecários-analistas, mas sim oferecer recursos para que bibliotecá-rios, participando de equipes de desenvolvi-mento de projetos de sistemas, de informa-ção, possam dialogar em nível de igualdade com técnicos em processamento de dados. Na relação de cursos estão inseri das disciplinas como introdução à computação,

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Norma Machado Porciúncu!a A Atuação de Bibliotecários em Centros de Processamentos de Dados

linguagens de programação e métodos de análise, projeção, implantação e operação de sistemas de )informação.

Os exercícios práticos são dirigidos para resolução de problemas pertinentes às bibliotecas e para o tratamento de dados não-numéricos de um modo geral.

Existem duas outras opções ofereci-das em forma de estágios. A primeira é dirigi da para aqueles interessados na rotina operacional do Centro em três áreas: biblio-teca, operação e documentação de proje-tos. Geralmente atende a alunos da Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos, que permanecem de 6 a 12 meses colaborando nos trabalhos e apren-dendo os diversos procedimentos executa-dos em cada seção.

A segunda procura atender a usuários interessados em projetar sistemas de infor-mação para sua própria instituição. Neste caso os cursos oferecidos são um pré-requi-sito indispensável para o estágio. Depois dos cursos o que se faz é ensinar ao aluno' como abordar biblioteconomicamente um projeto "'de sistema de informação que fun-cionará automaticamente.

. Nesta linha de trabalho orientamos estagiários de várias partes do Brasil e do exterior, tais como:

• da Escola de Minas e Energia da Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais;

• da Universidade Federal da Paraiba, em Campina Grande;

• da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus de Botucatu;

• da Universidade Federal de São Carlos;

• da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, no Paraná e • da Universidade de Coirnbra - Por-tugal.

o

BIBLlOTECARIO

NA AREA

DE PUBLICAÇÕES

DO CPD

precisam ser atualizados sem demora, pas-sando a incluir não somente métodos e téc-nicas de trabalho com sistemas automati-zados, mas principalmente prevendo ensi-nar aos alunos a projeção e operação de sis-temas racionalizados e integrados de infor-mações técnico-científicas, automatízados ou não; em outras palavras a ênfase do en-sino não deve recair, como acontece em geral, sobre códigos e tabelas de classifica-ção e catalogaclassifica-ção que, dentro do contexto mais global de um sistema, são apenas fer-ramentas disponíveis que podem ser usadas ou não.

A segunda é dirigida aos profissionais em processamento de dados e diz respeito à composição de equipes de trabalho. Re-. Os bibliotecários coordenam também

a publicação de periódicos editados pelo CPD, quais sejam: "Boletim Informativo do CPD", "Sistemas" e "CPD Informa".

Durante seis anos, de 1968 a 1973, o Centro editou um dos primeiros periódicos especializados em processamento de dados do Brasil - o "Boletim Informativo do CPD" - que registrava dados sobre a utiliza-ção do computador, cursos oferecidos, bi-bliografia recebida, notícias sobre eventos locais e nacionais, e finalizava com uma seção de estudos onde eram divulgados em média dois artigos por número publicado.

A partir de 1974 o periódico "Siste-mas" substituiu o boletim anterior. Os da-dos estatísticos sobre a produção do Cen-tro deixaram de fazer parte de seu conteú-do, passando-se a enfatizar os artigos que começaram a ser divulgados em maior quantidade ao lado de outras três seções: editorial, referências bibliográficas e notí-cias e transcrições. Este periódico foi muito bem aceito pela comunidade de informá-tica, citado mais de uma ocasião por outro periódico "Dados e Idéias", e solicitado' por inúmeras instituições, inclusive por uma Biblioteca Pública de Moscou.

A mais recente publicação do Centro é um folheto - "CPD Informa" - que circula em âmbito do campus da USP em São Car-los, comunicando aos usuários testes de programas efetuados, "softwares" implan-tados, plantões de atendimento, enfim notícias locais.

CONCLUSÃO

Finalmente relatada nossa expenen-cia temos duas sugestões a fazer. A primei-ra é dirigida às escolas de biblioteconomia e diz respeito aos currículos de graduação. Pensamos que tais programas de formação

Rev; bras. Bibliotec. e Doe. 14 (3/4): 215-221, JuL/Dez. 1981

comendamos que, quando o projeto a ser desenvolvido estiver relacionado a sistemas de informações técnico-científicas, não se esqueçam de incluir em seu grupo o biblio-tecário, elemento indispensável na aborda-gem biblioteconômica do problema, em cima da qual será elaborada a concepção computacional do sistema. Esta recomen-dação, aliás, decorre da filosofia de

Januá-rio Estevam Martins, lavrador, 76 anos, do Vale do São Francisco. Ele diz:

"Aqui vale a palavra:

O que é meu, é meu. O que é de Pandu, é de Pandu.

Quando eu preciso, ele me ajuda. Quando ele precisa, eu dou minha parte."

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Rev. bras. Bibliotec. e Doe. 14 (3/4): 215-221, JuL/Dez. 1981

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