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Relatório e Contas. Primeiro Semestre

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Academic year: 2021

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PT- Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Sede: Av. 5 de Outubro, n.º 208, Lisboa

Relatório e Contas

(2)

DESTAQUES OPERACIONAIS... 3

DESTAQUES FINANCEIROS... 4

ÓRGÃOS SOCIAIS ... 6

ESTRUTURA SIMPLIFICADA DA PT-MULTIMÉDIA EM 30 DE JUNHO DE 2005... 7

RELATÓRIO DE GESTÃO... 8

Eventos do Semestre e Desenvolvimentos Recentes...8

Evolução dos Negócios ...10

Análise dos Resultados Consolidados ...13

Perspectivas Para o Segundo Semestre...21

PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS NO CAPITAL DA SOCIEDADE ...24

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS QUALIFICADAS...27

TRANSACÇÕES DE ACÇÕES PRÓPRIAS ...29

CONTAS CONSOLIDADAS ...30

DOCUMENTOS DE APRECIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DAS CONTAS CONSOLIDADAS ...81

CONTAS INDIVIDUAIS...86

(3)

DESTAQUES OPERACIONAIS

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga(1)

Casas Passadas ('000) 2.606 2.514 3,7%

Com capacidades Interactivas 2.484 2.283 8,8%

Clientes TV por Subscrição(2,3) ('000) 1.465 1.487 (1,5%)

Cabo 1.076 1.123 (4,2%)

Satélite 389 364 6,8%

Adições Líquidas TV por Subscrição ('000) 16 45 (64,7%)

Cabo 10 30 (65,4%)

Satélite 6 16 (63,2%)

Taxa de Penetração Cabo (%) 41,3% 44,7% (3,4pp)

Subscrições Premium(3) ('000) 786 876 (10,2%)

Rácio Pay to Basic (%) 53,6% 58,9% (5,2pp)

Acessos Banda Larga ('000) 333 269 23,7%

Adições Líquidas Banda Larga ('000) 27 39 (29,3%)

Taxa de Penetração Banda Larga (%) 30,9% 23,9% 7,0pp

ARPU Global (Euro) 27,60 25,02 10,3%

Audiovisuais - Portugal

Bilhetes Vendidos ('000)(4) 3.080 3.675 (16,2%)

Taxas de Ocupação Médias (%) 12,5% 16,0% (3,5pp)

1S04 ∆ 05/04

1S05

(1) Em resultado do ajustamento da base de Clientes, na sequência da migração para os novos sistemas de gestão de clientes, aprovisionamento e facturação, o número de clientes de TV por Subscrição no final do primeiro semestre de 2005 e no final do ano de 2004 foi, respectivamente, de 1.465 mil e 1.449 mil. O número de clientes de banda larga via cabo, ajustado a este efeito, foi no final do primeiro semestre de 2005 e no final do ano de 2004 foi de 333 mil e 305 mil, respectivamente.

(2) Os números apresentados referem-se ao número total de clientes do serviço básico da TV Cabo. Saliente-se que a TV Cabo oferece vários serviços básicos, suportados em diversas tecnologias, direccionados para diferentes segmentos de mercado (doméstico, imobiliário e hotelaria), com distinto âmbito geográfico (Portugal Continental e ilhas) e com um número variável de canais em cada serviço.

(3) Os números apresentados incluem produtos em regime de promoção temporária (p.e., promoções do tipo “Try and Buy”), ligações em redes comerciais e contratos com promotores imobiliários ainda não activos.

(4)

DESTAQUES FINANCEIROS

Receitas de Exploração 305,8 285,9 7,0%

TV por Subscrição e Internet Banda Larga 271,4 243,6 11,4%

Custos Oper. Excl. Amortizações 211,0 199,6 5,7%

EBITDA (1) 94,8 86,3 9,9%

Resultado Operacional Recorrente 66,5 61,4 8,4%

Resultado Líquido 43,8 37,1 18,1%

Capex 55,6 22,2 150,4%

Capex em % das Receitas 18,2 7,8 10,4pp

EBITDA menos Capex 39,2 64,1 (38,8%)

Dívida Líquida 245,7 36,0 583,1%

Margem EBITDA (2) (%) 31,0 30,2 0,8pp

Dívida Líquida / EBITDA (x) 1,3 0,2 1,1x

EBITDA / Juros Líquidos (x) 39,7 184,0 (144,2x)

1S04 ∆ 05/04

(2) Margem EBITDA = EBITDA / Receitas de Exploração. (1) EBITDA = Resultado Operacional Recorrente + Amortizações.

Milhões de euros 1S05

As receitas de exploração aumentaram 7,0% face ao primeiro semestre de 2004, para 305,8 milhões de Euros.

As receitas da actividade de TV por Subscrição e Internet de Banda Larga cresceram 11,4% para 271,4 milhões de Euros no

primeiro semestre de 2005, representando 88,8% das receitas consolidadas da PT-Multimédia. As receitas do primeiro

semestre de 2005 reflectem o impacto negativo do diferimento da facturação de clientes em situação anormal de mora

nos respectivos pagamentos.

O EBITDA atingiu 94,8 milhões de Euros, um aumento de 10,0% relativamente ao primeiro semestre de 2004,

equivalente a uma margem EBITDA de 31,0%.

O resultado operacional recorrente aumentou 8,4% face ao primeiro semestre de 2004, para 66,5 milhões de Euros. A

margem operacional foi de 21,7%, um aumento de 0,3pp relativamente ao primeiro semestre de 2004.

O resultado líquido do primeiro semestre de 2005 ascendeu a 43,8 milhões de Euros, um crescimento de 18,1% face a

37,1 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004.

O investimento em activos tangíveis e intangíveis (“Capex”) aumentou 33,4 milhões de Euros relativamente ao primeiro

semestre de 2004, totalizando 55,6 milhões de Euros, equivalente a 18,2% das receitas. Excluindo itens non cash, o capex

no primeiro semestre de 2005 totalizou 38,8 milhões de Euros, um aumento de 16,6 milhões de Euros face ao primeiro

semestre de 2004. Este aumento deve-se essencialmente ao reforço do investimento em set top boxes, no âmbito do

projecto de digitalização em curso, bem como na renovação dos sistemas de informação e a investimento em rede de

forma a melhorar a oferta e a qualidade dos serviços de TV por Subscrição e de Internet de Banda Larga.

(5)
(6)

ÓRGÃOS SOCIAIS

Membros da Mesa da Assembleia Geral

Presidente

Miguel Galvão Teles

1

Secretário

Nuno Maria Macedo Alves Mimoso

Membros do Conselho de Administração

Presidente

Miguel Horta e Costa

Comissão Executiva

Presidente

Zeinal Bava

Vogais

Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros

José Manuel de Morais Briosa e Gala

Henrique Manuel Fusco Granadeiro

Vogais Não Executivos

José Augusto Castelhano Nunes Egreja

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva

António

Domingues

José Pedro Sousa de Alenquer

Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes

Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão

Luís João Bordalo da Silva

Carlos Alpoim Vieira Barbosa

Fiscal Único

Efectivo

Ascenção, Gomes, Cruz & Associado – SROC,

Representada por Mário João de Matos Gomes

Suplente

Pedro Matos Silva, Garcia Júnior, P. Caiado & Associados – SROC,

Representada por Pedro João Reis de Matos Silva

1

(7)

ESTRUTURA SIMPLIFICADA DA PT-MULTIMÉDIA EM 30 DE JUNHO DE 2005

(1) Em 14 de Julho de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação de 33,33% na Warner Lusomundo Sogecable após aprovação da Autoridade da Concorrência espanhola.

(2) Em 25 de Agosto de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação na Lusomundo Serviços, SGPS, S.A., incluindo 80,91% da Lusomundo Media, SGPS,

TV Cabo Portugal 100% Cabo TV Açoreana 83,82% Cabo TV Madeirense 69,00% PT-Conteúdos Lisboa TV Sport TV Portugal 100% Lusomundo Moçambique

PT-Multimédia

TV por Subscrição

e

Internet de Banda Larga

Lusomundo Audiovisuais 100% Outras Participações Grafilme 55,56% Lusomundo Cinemas 100% 100% Lusomundo Media, SGPS Notícias Direct Vasp Gráfica Funchalense Global Notícias Rádio Notícias Outras Participações Açormédia 100% 33,33% 74,97% 50,00% 99,72% 82,67% 90,00% Lusomundo Serviços, SGPS Warner Lusomundo Sogecable(1) 33,33% Lusomundo España 100% Empresa DN Funchal 40,00% Jornal do Fundão 51,34%

Audiovisuais

Media

(2) 40,00% 50,00% Outras Participações 100% Naveprinter 99,98% TV Cabo Portugal 100% Cabo TV Açoreana 83,82% Cabo TV Madeirense 69,00% PT-Conteúdos Lisboa TV Sport TV Portugal 100% Lusomundo Moçambique

PT-Multimédia

TV por Subscrição

e

Internet de Banda Larga

(8)

RELATÓRIO DE GESTÃO

Eventos do Semestre e Desenvolvimentos Recentes

Remuneração Accionista

ƒ Em 30 de Maio de 2005, a PT-Multimédia procedeu ao pagamento de um dividendo em dinheiro de 0,50 Euros por

acção referente ao exercício de 2004, conforme deliberação da Assembleia Geral de accionistas realizada no dia 28

de Abril de 2005.

ƒ Em 24 de Maio de 2005, a PT-Multimédia concluiu o programa de recompra de acções próprias (share buyback),

através da emissão de put warrants de estilo europeu, a atribuir aos accionistas, na proporção de um warrant por

cada acção detida. Assim, foi atribuído e creditado nas contas dos accionistas da PT-Multimédia, 1 warrant por cada

acção da PT-Multimédia detida e depositada, à data de 4 de Maio de 2005, em conta aberta junto de intermediário

financeiro habilitado. Os put warrants conferiram aos respectivos titulares os seguintes direitos: (i) por cada 10 put

warrants, o direito a alienar uma acção da PT-Multimédia por si detida ao preço de exercício, no caso de opção pela

liquidação física; ou (ii) receber, por cada put warrant, em dinheiro, 0,1 da diferença positiva entre o preço de

exercício e o preço de referência das acções da PT-Multimédia. O preço de exercício dos warrants foi fixado em

21,50 Euros por acção da PT-Multimédia e o preço de referência, correspondente à cotação média ponderada da

acção da PT-Multimédia no Eurolist by Euronext na data de exercício (dia 23 de Maio de 2005) foi fixado em 18,43

Euros. Dos 156.896.928 put warrants emitidos 23.485.140 (correspondentes a 2.348.514 acções) tiveram liquidação

física, tendo os restantes 133.411.788 sido liquidados financeiramente. Deste modo, no âmbito do share buyback a

PT-Multimédia devolveu aos seus accionistas 91,5 milhões de Euros.

Desenvolvimentos Corporativos

ƒ Em 25 de Agosto de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação na Lusomundo Serviços, SGPS,

S.A., incluindo 80,91% da Lusomundo Media, SGPS, S.A., à Olivedesportos – Publicidade, Televisão e Media, S.A.,

sociedade integralmente detida pela Controlinveste, SGPS, S.A.. Esta operação de venda havia sido anunciada no dia

28 de Fevereiro de 2005, tendo ficado a sua execução apenas sujeita à condição de emissão de uma decisão

definitiva de não oposição pela Autoridade da Concorrência, condição que se verificou no passado dia 10 de Agosto

de 2005. O encaixe da PT-Multimédia com esta operação foi de 173,8 milhões de Euros, sendo que 10,1 milhões de

Euros foram utilizados para pagamento da participação de 5,94% na Lusomundo Media, SGPS, S.A. detida pela

Portugal Telecom, SGPS, S.A.

ƒ Em 14 de Julho de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação de 33,33% na Warner

Lusomundo Sogecable após aprovação da Autoridade da Concorrência espanhola.

Capital Social

(9)

acções próprias adquiridas em resultado do exercício financeiro de parte dos warrants emitidos no âmbito do share

buyback.

ƒ Em 1 de Junho de 2005, a PT-Multimédia realizou um stock split com o desdobramento de 1 acção para 2 acções, na

sequência do qual o valor nominal de cada acção foi alterado de 0,50 Euros para 0,25 Euros. Deste modo, o capital

social da PT-Multimédia passou a estar representado por 309.096.828 acções, tendo sido atribuída a cada accionista

uma nova acção por cada acção detida.

Novos Serviços

ƒ Em Maio, a PT-Multimédia lançou o seu serviço de TV Digital, o Funtastic Life. Com 60 canais, o serviço Funtastic

Life veio reforçar a oferta de conteúdos ao nível do entretenimento, filmes, séries, documentários, desporto,

programação infantil e música, através da introdução de 10 novos canais. Com conteúdos seleccionado de acordo

com as preferências dos Clientes, o Funtastic Life tem um preço por mês de 26,76 Euros.

ƒ Ainda em Maio, a PT-Multimédia reforçou a sua oferta Premium de cinema lançando um canal dedicado à comédia,

o Lusomundo Happy. Este novo canal veio completar e fortalecer a proposta de valor da oferta Premium de cinema

que contava já com os canais Lusomundo Premium, Lusomundo Gallery e Lusomundo Action.

ƒ Em Maio, a PT-Multimédia quadruplicou, de modo gratuito e automático para todos os seus clientes, a largura de

banda do acesso à Internet via cabo de 512kps para 2Mbps e de 1 Mbps para 4 Mbps, e lançou uma nova oferta

comercial com velocidade downstream de 8 Mbps.

Órgãos Sociais

ƒ Em 28 de Abril de 2005, a Assembleia Geral de Accionistas da PT-Multimédia elegeu Miguel Galvão Teles para

Presidente da Mesa da Assembleia Geral, para completar o mandato em curso correspondente ao triénio 2004/2006.

(10)

Evolução dos Negócios

Televisão por Subscrição e Internet de Banda Larga

Casas Passadas ('000) 2.606 2.514 3,7%

Com capacidades Interactivas 2.484 2.283 8,8%

Clientes TV por Subscrição(2,3) ('000) 1.465 1.487 (1,5%)

Cabo 1.076 1.123 (4,2%)

Satélite 389 364 6,8%

Adições Líquidas TV por Subscrição ('000) 16 45 (64,7%)

Cabo 10 30 (65,4%)

Satélite 6 16 (63,2%)

Taxa de Penetração Cabo (%) 41,3% 44,7% (3,4pp)

Subscrições Premium(3) ('000) 786 876 (10,2%)

Rácio Pay to Basic (%) 53,6% 58,9% (5,2pp)

Acessos Banda Larga ('000) 333 269 23,7%

Adições Líquidas Banda Larga ('000) 27 39 (29,3%)

Taxa de Penetração Banda Larga (%) 30,9% 23,9% 7,0pp

ARPU Global (Euro) 27,60 25,02 10,3%

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga(1) 1S05 1S04 ∆ 05/04

(1) Em resultado do ajustamento da base de Clientes, na sequência da migração para os novos sistemas de gestão de clientes, aprovisionamento e facturação, o número de clientes de TV por Subscrição no final do primeiro semestre de 2005 e no final do ano de 2004 foi, respectivamente, de 1.465 mil e 1.449 mil. O número de clientes de banda larga via cabo, ajustado a este efeito, foi no final do primeiro semestre de 2005 e no final do ano de 2004 foi de 333 mil e 305 mil, respectivamente.

(2) Os números apresentados referem-se ao número total de clientes do serviço básico da TV Cabo. Saliente-se que a TV Cabo oferece vários serviços básicos, suportados em diversas tecnologias, direccionados para diferentes segmentos de mercado (doméstico, imobiliário e hotelaria), com distinto âmbito geográfico (Portugal Continental e ilhas) e com um número variável de canais em cada serviço.

(3) Os números apresentados incluem produtos em regime de promoção temporária (p.e., promoções do tipo “Try and Buy”), ligações em redes comerciais e contratos com promotores imobiliários ainda não activos.

Após 10 anos de actividade, a TV Cabo renovou os seus sistemas de gestão de clientes, facturação e aprovisionamento.

Durante o processo de migração para os novos sistemas, a base de Clientes existente foi amplamente revista, tendo-se

efectuado as correcções que se vieram a mostrar necessárias. Adicionalmente, o processo de desligamentos foi menos

eficiente durante o período de implementação dos novos sistemas, o que originou um aumento no número de clientes

com facturas em atraso. Em resultado deste processo, Clientes inactivos e Clientes com determinado número de facturas

em atraso foram eliminados da base de Clientes reportada e as suas receitas diferidas para efeitos de apresentação das

demonstrações financeiras do semestre. Consideram-se Clientes inactivos aqueles que embora constem da base de dados

da TV Cabo não estão a ser facturados nem subscrevem ou acedem a qualquer dos seus serviços.

Em resultado dos ajustamentos efectuados foram eliminados 104 mil subscritores de TV por Subscrição da base de

Clientes referente a Dezembro de 2004 e 143 mil clientes da base de Clientes referente a Junho de 2005. O ajustamento

no número de subscritores de Internet foi de 10 mil em Dezembro de 2004 e de 22 mil em Junho de 2005.

Uma vez que a estabilização do processo de migração para os novos sistemas só estará concluída no final do ano de

2005, não se exclui a hipótese de virem a ser efectuados ajustamentos adicionais à base de Clientes no segundo

semestre de 2005.

(11)

O serviço de TV por Subscrição atingiu 1.465 mil clientes (1.076 mil clientes de TV por Cabo e 389 mil clientes de TV por

Satélite) no primeiro semestre de 2005. Excluindo o efeito do ajustamento da base de clientes, o serviço de TV por

Subscrição adicionou 16 mil clientes no primeiro semestre de 2005. O número de subscrições de canais premium no final

do primeiro semestre de 2005 ascendia a 786 mil.

Durante o primeiro semestre de 2005 foi dada continuidade à digitalização dos serviços de TV por Subscrição, tendo o

número instalado de set top boxes que permitem o acesso a serviços digitais ultrapassado as 380 mil no final de Junho.

Em Maio, a PT-Multimédia lançou o seu serviço de TV Digital, o Funtastic Life. Com 60 canais, o serviço Funtastic Life

veio reforçar a oferta de conteúdos ao nível do entretenimento, filmes, séries, documentários, desporto, programação

infantil e música, através da introdução de 10 novos canais. Com conteúdos seleccionado de acordo com as preferências

dos Clientes, o Funtastic Life tem um preço por mês de 26,76 Euros.

Ainda em Maio, a PT-Multimédia reforçou a sua oferta Premium de cinema lançando um canal dedicado à comédia, o

Lusomundo Happy. Este novo canal veio completar e fortalecer a proposta de valor da oferta Premium de cinema que

contava já com os canais Lusomundo Premium, Lusomundo Gallery e Lusomundo Action.

No final do primeiro semestre de 2005 existiam 333 mil clientes de banda larga via cabo. Excluindo o efeito do

ajustamento da base de clientes, as adições líquidas no primeiro semestre de 2005 foram de 27 mil novos clientes, o que

compara com adições líquidas de 39 mil clientes em igual período do ano passado.

Em Maio, a PT-Multimédia quadruplicou, de modo gratuito e automático para todos os seus clientes, a largura de banda

do acesso à Internet via cabo de 512kps para 2Mbps e de 1 Mbps para 4 Mbps, e lançou uma nova oferta comercial com

velocidade downstream de 8 Mbps.

Em Junho, a NetCabo foi eleita pelo segundo ano consecutivo como o Melhor ISP português pelos leitores da PC Guia, o

título de informática e tecnologias de informação com maior tiragem a nível nacional. Este prémio Leitor é o

reconhecimento da melhoria contínua da qualidade do serviço NetCabo, em resultado dos investimentos que têm sido

realizados no reforço da rede e do serviço de apoio ao Cliente.

Na globalidade, os serviços de TV por Subscrição e Internet de Banda Larga geraram um ARPU de 27,60 Euros, um

crescimento de 10,3% relativamente ao primeiro semestre de 2004, em resultado da maior penetração dos serviços de

Internet de Banda Larga, dos aumentos de preço do serviço base de TV por Subscrição e do ajustamento da base de

clientes.

Audiovisuais

No primeiro semestre de 2005, a PT-Multimédia inaugurou 3 novos cinemas: um no Funchal, com 6 salas, outro no Porto

com 7 salas e um terceiro em Coimbra com 10 salas. Assim, o circuito de cinemas da PT-Multimédia em Portugal conta

actualmente com 171 salas, num total de 31.376 lugares.

(12)

mundial. Adicionalmente, a exibição cinematográfica, tal como a distribuição de vídeo, está a ser afectada pelo elevado

nível de pirataria de DVD.

(13)

Análise dos Resultados Consolidados

A análise efectuada em seguida deverá ser lida em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas e as

correspondentes notas anexas.

As demonstrações financeiras consolidadas auditadas da PT-Multimédia foram preparadas de acordo com as Normas

Internacionais de Relato Financeiro (International Financial Reporting Standards - IFRS) adoptadas pela União Europeia. A

informação financeira de períodos anteriores foi reajustada de acordo com os IFRS de forma a permitir uma correcta

comparação.

A data de transição entre os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (estabelecidos no Plano Oficial de

Contabilidade e demais legislação complementar - POC) anteriormente adoptados e os IFRS, foi de 1 de Janeiro de 2004,

conforme definido pelo IFRS1. Na nota 40 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas, é divulgada informação

adicional e explicativa das diferenças identificadas pela PT-Multimédia entre IFRS e POC.

Tendo sido assinado, em 28 de Fevereiro de 2005, um contrato promessa de venda da Lusomundo Serviços, SGPS, S.A.

(correspondente ao negócio de Media), cuja concretização ocorreu a 25 de Agosto após a decisão definitiva de não

oposição da Autoridade de Concorrência, o negócio de Media passou a ser apresentado como uma operação

descontinuada. Assim, e de acordo com os IFRS, reapresentam-se as demonstrações de resultados do primeiro semestre

de 2004 reflectindo a descontinuidade deste negócio.

(14)

Resultados Consolidados

Receitas de Exploração 305,8 285,9 7,0%

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga 271,4 243,6 11,4%

Audiovisuais 39,1 45,0 (13,2%)

Outras (4,8) (2,7) 73,5%

Custos Operacionais Recorrentes, Excluindo Amortizações 211,0 199,6 5,7%

Custos com o Pessoal 21,2 20,9 1,0%

Custos Directos dos Serviços Prestados 97,3 89,1 9,3%

Custos com Telecomunicações 15,6 13,3 17,8%

Custos com Programação 67,1 60,1 11,7%

Outros Custos Directos 14,6 15,7 (7,4%)

Custos das Mercadorias Vendidas 8,1 7,1 15,3%

Marketing e Publicidade 9,0 11,7 (23,4%)

Serviços de Suporte 19,3 17,0 13,8%

Custos com Manutenção e Reparação 10,6 6,6 61,4%

Outros Fornecimentos e Serviços Externos 41,6 42,1 (1,2%)

Provisões 3,9 2,0 96,8%

Impostos, excluindo Imposto Sobre o Rendimento (0,1) 1,2 n.s.

Outros Custos Operacionais 0,2 2,0 (91,3%)

Resultado Operacional antes de Amortizações (EBITDA) 94,8 86,2 10,0%

Amortizações 28,3 24,8 14,0%

Resultado Operacional Recorrente 66,5 61,4 8,4%

Outros Custos / (Proveitos) 0,0 4,4 n.s.

Mais / (Menos) Valias Alienação de Imobilizado (0,0) (0,0) n.s.

Custos Operacionais Não Recorrentes 0,0 4,4 (98,9%)

Resultado Antes de Resultados Financeiros e Impostos 66,5 57,0 16,6% Outros Custos / (Ganhos) Financeiros Líquidos 1,1 2,1 (44,6%)

Juros Suportados Líquidos 2,4 0,5 408,8%

Outras Perdas / (Ganhos) Financeiros Líquidos (1,1) (0,3) 259,8%

Perdas / (Ganhos) Empresas Associadas (0,2) 1,9 n.s.

Resultados Antes de Impostos e Interesses Minoritários 65,4 54,9 19,0%

Imposto Sobre o Rendimento (17,5) (16,9) 3,4%

Resultado das Operações Continuadas 47,9 38,0 25,8%

Resultado das Operações Descontinuadas (4,0) 0,1 n.s.

Interesses Minoritários (0,1) (1,1) (87,3%)

Resultado Líquido Consolidado 43,8 37,1 18,1%

1S04 ∆ 05/04

(15)

Receitas de Exploração Consolidadas

As receitas de exploração da PT-Multimédia cresceram 7,0% no primeiro semestre de 2005, ascendendo a 305,8 milhões

de Euros. As receitas do primeiro semestre de 2005 reflectem o impacto negativo do diferimento da facturação de

clientes em situação anormal de mora nos respectivos pagamentos. Adicionalmente, o montante das provisões para

cobrança duvidosa foi ajustado decorrente do diferimento de receitas.

Considerando este efeito, as receitas da actividade de TV por Subscrição e Internet de Banda Larga aumentaram 11,4%

no primeiro semestre de 2005, para 271,4 milhões de Euros, reflectindo o crescimento da base de clientes, o aumento de

preço dos serviços de TV por Subscrição e a crescente penetração do serviço de Internet de Banda Larga. No primeiro

semestre de 2005, a actividade de TV por Subscrição e Internet de Banda Larga foi responsável por 88,8% do total das

receitas da PT-Multimédia.

As receitas do negócio de Audiovisuais diminuíram 13,2% no primeiro semestre de 2005, para 39,1 milhões de Euros,

uma vez que a PT-Multimédia deixou de distribuir as consolas Playstation e respectivos jogos desde 1 de Abril de 2004, e

também os vídeos da Columbia (produtora de cinema do Grupo Sony). Adicionalmente, o alinhamento do calendário

contabilístico da Warner Lusomundo (de Dezembro a Novembro) com o adoptado na PT-Multimédia (de Janeiro a

Dezembro) efectuado no primeiro trimestre de 2004, traduziu-se na incorporação de sete meses de actividade da Warner

Lusomundo - Dezembro de 2003 a Junho de 2004 - nas contas do primeiro semestre de 2004, enquanto que as contas

do primeiro semestre de 2005 reflectem apenas seis meses de actividade dos cinemas Warner Lusomundo. Excluindo

estes efeitos, as receitas do negócio de Audiovisuais subiram cerca de 1,5% no primeiro semestre de 2005,

essencialmente devido à boa performance das áreas de distribuição cinematográfica e vídeo que compensou a quebra de

receitas registada ao nível da exibição cinematográfica.

Resultados Operacionais antes de Amortizações (EBITDA)

O EBITDA situou-se nos 94,8 milhões de Euros, um aumento de 10,0% em relação ao primeiro semestre de 2004. A

margem EBITDA do primeiro semestre foi de 31,0%, um crescimento de 0,9 pp face ao primeiro semestre de 2004.

Custos Operacionais Consolidados Recorrentes (excluindo Amortizações)

Os custos operacionais consolidados recorrentes excluindo amortizações, totalizaram 211,0 milhões de Euros no primeiro

semestre de 2005, registando um acréscimo de 5,7% face a igual período do ano anterior, num cenário em que as

receitas de exploração cresceram 7,0%.

Os custos com pessoal aumentaram 1,0% no primeiro semestre de 2005, totalizando 21,2 milhões de Euros, equivalentes

a 6,9% das receitas consolidadas.

(16)

semestre de 2005, nomeadamente os novos canais do serviço de TV Digital, Funtastic Life, os quais vieram enriquecer a

oferta de TV por Subscrição da PT-Multimédia.

No primeiro semestre de 2005, os custos das mercadorias vendidas aumentaram 15,3%, ascendendo a 8,1 milhões de

Euros, em resultado essencialmente do processo de implementação do protocolo celebrado com o Governo da República

e com o Governo Regional da Madeira, ao abrigo do qual a Cabo TV Madeirense disponibiliza os quatro canais nacionais

à população da Madeira. Estes canais são acedidos através de set top boxes digitais que são vendidas aos utilizadores

finais a um preço subsidiado. O subsídio dos Governos reflecte-se em receitas suplementares, sendo o impacto no

EBITDA nulo.

Os custos de marketing e publicidade registaram um decréscimo de 23,4% no primeiro semestre de 2005, para 9,0

milhões de Euros, em resultado da racionalização dos custos com publicidade e com campanhas promocionais. Os custos

de marketing e publicidade representam 2,9% das receitas.

Os custos com serviços de suporte (incluindo maioritariamente os custos de outsourcing relativos a sistemas de

informação, call centers e logística) aumentaram 13,8% no primeiro semestre de 2005, para 19,3 milhões de Euros,

devido essencialmente ao aumento dos custos com os serviços de apoio a clientes para suportar o lançamento dos novos

serviços e a entrada em funcionamento dos novos sistemas de informação. Os custos com serviços de suporte

representaram 6,3% dos proveitos operacionais consolidados.

Os custos com manutenção e reparação tiveram um aumento de 4,0 milhões de Euros no primeiro semestre de 2005,

uma vez que o crescimento da base de clientes de TV por Subscrição e a expansão do serviço de banda larga exigiram

uma intensificação dos trabalhos de manutenção e reparação da rede, de modo a garantir níveis mais elevados de

qualidade de serviço.

Os custos de fornecimentos e serviços externos decresceram 1,2% no primeiro semestre de 2005, para 41,6 milhões de

Euros, não obstante o aumento das comissões de venda e dos ajustamentos efectuados na remuneração dos Service

Providers em 2004. Esta rubrica representou13,6% das receitas consolidadas do primeiro semestre de 2005.

As provisões aumentaram 1,9 milhões de Euros no primeiro semestre de 2005, para 3,9 milhões de Euros. Este aumento

deveu-se essencialmente ao maior nível de provisões relativas a dívidas de clientes inerente à actividade de TV por

Subscrição e Internet de Banda Larga.

As amortizações aumentaram 14,0% no primeiro semestre de 2005, totalizando 28,3 milhões de Euros. As amortizações

foram inferiores ao capex em 27,3 milhões de Euros, resultando num rácio de capex sobre amortizações de 1,96 vezes. As

amortizações representaram 9,3% das receitas consolidadas do primeiro semestre de 2005.

Resultado Operacional Recorrente

(17)

Resultado Consolidado Líquido

O Resultado Líquido situou-se em 43,8 milhões de Euros no primeiro semestre de 2005, um crescimento de 18,1%, face

a 37,1 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004.

Os encargos financeiros líquidos ascenderam a 2,4 milhões de Euros no primeiro semestre de 2005, face a 0,5 milhões de

Euros registados no semestre homólogo de 2004, reflectindo o aumento da dívida líquida no período.

Os outros ganhos financeiros líquidos aumentaram de 0,3 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004 para 1,1

milhões de Euros no primeiro semestre de 2005, essencialmente devido ao registo de um ganho de 3,5 milhões de Euros

na operação de share buy back correspondente à diferença da cotação média da acção da PT-Multimédia entre a data de

emissão dos warrants e a data de fixação do preço de referência dos mesmos. Esta rubrica inclui essencialmente despesas

financeiras diversas, nomeadamente comissões bancárias e respectivas taxas.

Os ganhos relativos a empresas associadas totalizaram 0,2 milhões de Euros no primeiro semestre de 2005, face a perdas

de 1,9 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004. Esta rubrica inclui essencialmente a proporção da PT-Multimédia

nos ganhos da Sport TV e da Lisboa TV, no total de 1,2 milhões de Euros, e nos prejuízos da Warner Lusomundo

Sogecable e da SGPICE, no total de 0,9 milhões de Euros.

O custo relativo a imposto sobre o rendimento aumentou, no primeiro semestre de 2005, para 17,5 milhões de Euros,

face a 16,9 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004.

A rubrica de operações descontinuadas incluiu a apropriação pela PT-Multimédia dos resultados da Lusomundo Serviços,

SGPS, S.A. (negócio de Media) no primeiro semestre de 2005.

CAPEX

No primeiro semestre de 2005, o capex totalizou 55,6 milhões de Euros. Este valor inclui 16,8 milhões de Euros relativos

à aquisição à Hispasat do direito de uso da capacidade de satélite de um quinto transponder até ao final da sua vida útil

que se estima termine em Dezembro de 2016. O pagamento destes 16,8 milhões de Euros ocorrerá ao longo da vida útil

do transponder, pelo que este montante corresponde a um item non cash. Excluindo esta parcela, o capex do primeiro

semestre de 2005 foi de 38,8 milhões de Euros, o que corresponde a um aumento de 16,6 milhões de Euros

relativamente ao primeiro semestre de 2004. O aumento do capex deve-se essencialmente ao reforço do investimento

em set top boxes, no âmbito do projecto de digitalização, bem como na renovação dos sistemas de informação e a

investimento em rede de forma a melhorar a oferta e a qualidade dos serviços de TV por Subscrição e de Internet de

Banda Larga. Adicionalmente, investiram-se 3,2 milhões de Euros na manutenção e remodelação do circuito de cinemas

e na abertura de três novos complexos.

Equipamento Terminal 7,1 6,0 17,9%

Infra-estrutura TV por Subscrição 22,0 9,6 129,2%

(18)

EBITDA menos CAPEX

(19)

Balanço Consolidado

O gearing [Dívida Líquida/(Dívida Líquida + Capital Próprio)] em 30 de Junho de 2005 ascendia a 39,3% e o indicador

[(Capital Próprio + Dívida de Longo Prazo)/Total do Activo] era de 51,3%. O indicador Dívida Líquida/EBITDA no final do

mês de Junho de 2005 era de 1,3 vezes e o rácio de cobertura dos encargos financeiros líquidos pelo EBITDA era de 39,7

vezes.

Activo Corrente 198,9 233,0

Caixa e Equivalentes a Caixa 37,6 26,7

Contas a Receber 130,2 168,6

Existências 14,7 16,1

Impostos a Recuperar 5,9 9,4

Custos Diferidos e Outros Activos Correntes 10,6 12,2

Activo não Corrente 648,5 834,5

Investimentos em Empresas Participadas 38,3 50,3

Outros Investimentos 0,0 1,3

Activos Intangíveis 217,4 319,1

Activos Tangíveis 238,4 275,7

Activos por Impostos Diferidos 131,8 165,2

Outros Activos não Correntes 22,6 23,0

Activos de Operações Descontinuadas 241,4 0,0

Total do Activo 1.088,8 1.067,6

Passivo Corrente 342,3 277,8

Dívida de Curto Prazo 7,6 34,8

Contas a Pagar 256,9 156,7

Acréscimos de Custos 49,3 61,7

Proveitos Diferidos 17,0 6,9

Impostos a Pagar 10,9 16,3

Provisões e Outros Passivos Correntes 0,7 1,4

Passivo não Corrente 253,5 280,5

Dívida de Médio e Longo Prazo 112,2 117,3

Contas a Pagar 68,4 68,4

Provisões e Outros Passivos não Correntes 72,8 83,0

Responsabilidades com Benefícios de Reforma 0,0 8,8

Impostos Diferidos 0,0 2,9

Passivos de Operações Descontinuadas 113,7 0,0

Total do Passivo 709,5 558,3

Capital Próprio antes de Interesses Minoritários 369,8 498,1

Capital social 77,3 78,4

Prémio de emissão de acções 159,3 159,3

Reservas e Resultados Transitados 89,5 137,5

Resultado Líquido 43,8 122,9

Interesses Minoritários 9,4 11,2

Capital Próprio 379,3 509,3

Total do Passivo e Capital Próprio 1.088,8 1.067,6

(20)

Dívida Líquida Consolidada

A PT-Multimédia passou a considerar como dívida as locações financeiras, entre as quais se destacam as referentes a

direitos de uso de capacidade de satélite de cinco transponders. Assim, em 30 de Junho de 2005, a dívida bruta

consolidada da PT-Multimédia ascendia a 285,0 milhões de Euros.

Em 30 de Junho de 2005, a dívida líquida consolidada da PT-Multimédia ascendia a 245,7 milhões de Euros, um aumento

de 130,7 milhões de Euros em relação ao final de 2004. Este aumento decorre essencialmente do pagamento de

dividendos relativos ao exercício de 2004, no montante de 77,3 milhões de Euros, e do dispêndio de 91,5 milhões de

Euros com o programa de share buyback realizado em Maio de 2005. Considerando o encaixe proporcionado pela venda

do negócio de Media (163,7 milhões de Euros), a dívida líquida da PT-Multimédia em 30 de Junho de 2005 seria de 82,0

milhões de Euros.

Capital Próprio (excluindo Interesses Minoritários)

Em 30 de Junho de 2005, o capital próprio, excluindo interesses minoritários ascendeu a 369,8 milhões de Euros, uma

diminuição de 128,3 milhões de Euros em relação a 31 de Dezembro de 2004, em resultado (i) do pagamento de

dividendos no semestre relativos ao exercício de 2004, no montante de 77,3 milhões de Euros; (ii) do dispêndio de 91,5

milhões de Euros com o programa de share buyback realizado em Maio de 2005; e (iii) do resultado líquido gerado

durante o período de 43,8 milhões de Euros.

Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado de acordo com as

demonstrações financeiras individuais da empresa, preparadas de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade

Português. Em 30 de Junho de 2005, as reservas distribuíveis da PT-Multimédia ascendiam a aproximadamente 106,5

milhões de Euros. O nível das reservas distribuíveis é influenciado pelo montante: (i) de acções próprias adquiridas; (ii) do

resultado líquido gerado; e (iii) de dividendos pagos.

05/04PF

Dívida de Curto Prazo 105,5 34,8 6,9 98,6 1428,1%

Empréstimos Bancários 0,0 25,0 0,0 0,0 n.s.

Empréstimos de Accionistas 98,0 0,0 0,0 98,0 n.s.

Locações Financeiras 7,6 9,8 6,9 0,7 9,6%

Transponders 6,6 6,0 6,0 0,6 10,5%

Dívida de Médio e Longo Prazo 179,5 184,6 166,6 12,9 7,7%

Empréstimos Bancários 0,0 10,9 0,0 0,0 0,0% Empréstimos de Accionistas 67,3 67,3 67,3 0,0 0,0% Locações Financeiras 112,2 106,5 99,3 12,9 13,0% Transponders 111,3 98,1 98,1 13,2 13,5% Passivo Remunerado 285,0 219,4 173,5 111,5 64,3% Disponibilidades 37,6 26,7 24,7 12,8 51,9% Empréstimos a Accionistas 1,8 32,0 33,8 (32,0) (94,8%)

Dívida Líquida Consolidada 245,7 160,7 115,0 130,7 113,6%

(1) Valores pro-forma em 31 de Dezembro de 2004 excluindo a dívida da Lusomundo Serviços, SGPS, S.A. Milhões de euros

30 Junho 2005 31 Dezembro 2004 Variação

Pró-forma (1)

(21)

Perspectivas Para o Segundo Semestre

A PT-Multimédia pretende continuar a liderar o sector multimédia em Portugal, procurando: (i) a manutenção do

crescimento sustentado da sua base de clientes e serviços; (ii) a introdução de novos produtos e a melhoraria dos níveis

de qualidade de serviço, de acordo com as melhores práticas internacionais; e (iii) continuar a explorar sinergias

resultantes da integração e consolidação das várias áreas de negócio em que actua, em particular ao nível da redução de

custos e da geração de receitas adicionais.

Promover o Crescimento do Negócio de Televisão por Subscrição e Aumentar a sua Rendibilidade

No negócio de TV por Subscrição, a estratégia continuará a ser de aumento de penetração do serviço sem prejudicar a

margem operacional do negócio, dando especial enfoque ao serviço de TV por Satélite, onde o potencial de crescimento

é superior. A retenção de clientes continuará a ser uma preocupação, sendo prioritário o aproveitamento de novos

serviços de forma a aumentar a proposta de valor para cada cliente. Paralelamente, tenciona fomentar o aumento da

receita por cliente (ARPU), aumentando a penetração e o leque de produtos premium oferecidos.

Digitalizar em Pleno o Serviço Premium de TV por Subscrição

A PT-Multimédia pretende prosseguir com a digitalização do serviço premium de TV por Subscrição da PT-Multimédia, e

consequente desmantelamento no cabo da oferta analógica dos canais Premium e substituição do sistema de

encriptação utilizado na plataforma de satélite. As principais razões para esta opção estratégica prendem-se com o

superior nível de segurança oferecido pelos sistemas digitais quanto ao controlo de acessos ilegítimos a conteúdos

condicionados, bem como com as maiores potencialidades da transmissão em sinal digital no que respeita a serviços

adicionais disponíveis para o Cliente, nomeadamente Vídeo on Demand, EPG, serviços de multijogos e multicâmaras,

todos eles de valor adicional para o Cliente e diferenciadores da concorrência. Também ao nível de equipamentos, o sinal

digital permitirá a possibilidade de introduzir, num futuro próximo, novos equipamentos como o Personal Vídeo Recorder

para gravação digital e para oferta de serviços de Push Vídeo on Demand.

Lançar Mais Canais Temáticos

A programação do serviço de TV por Subscrição continuará a ser valorizada com a introdução de mais canais de

reconhecida qualidade no novo serviço digital Funtastic Life (lançado em Maio deste ano), em áreas temáticas muito

específicas onde se considera necessário completar a oferta.

Acelerar o Fornecimento de Soluções de Acesso de Banda Larga à Internet

A PT-Multimédia continuará empenhada na expansão do serviço de acesso à Internet de banda larga, procurando

continuar a liderar a inovação ao nível deste serviço e segmentando a oferta de modo a melhorar a proposta de valor

para o cliente. Neste sentido, a PT Multimédia tem investido na sua rede de cabo de modo a garantir elevados níveis de

qualidade de serviço. Paralelamente, investir-se-á, em parceria com o portal do Grupo PT, o www.sapo.pt, no

desenvolvimento de novos conteúdos e serviços. No âmbito desta parceria, no segundo semestre de 2005, será lançado

para os clientes de banda larga da PT-Multimédia o serviço Sapo Messenger, que possibilita comunicações PC2PC de voz

sobre IP (VoIP) e vídeo gratuitas entre utilizadores.

Integrar do Negócio de Audiovisuais com os Serviços de Subscrição Premium

(22)

Reforçar a Posição de Liderança no Negócio de Exibição Cinematográfica

A PT-Multimédia considera prioritária a consolidação da sua actual posição de liderança de mercado na área dos

Cinemas. Será dada continuidade à actual estratégia que consiste, por um lado, no desenvolvimento selectivo em centros

urbanos do circuito multiplex e, por outro lado, no preenchimento, desde que assegurada adequada rentabilidade, de

alguns hiatos em certas áreas rurais e de nichos nos centros urbanos de Lisboa e Porto. Paralelamente, será dada

continuidade aos processos de renegociação das rendas, melhoria dos serviços de bilheteira e de redimensionamento do

pessoal. A PT-Multimédia continuará a implementar um conjunto de acções na área dos cinemas de forma a tornar a

operação mais flexível e adaptável as modificações do mercado e das preferências dos Clientes. Estas acções contemplam

alterações de lay-out dos cinemas e mudança de imagem, bem como a renovação dos Sistemas Informáticos de forma a

dotar a Empresa de uma ferramenta adaptada às novas formas de venda, de promoção e de controlo do negócio.

Continuar uma Sólida Remuneração Accionista

Em termos financeiros, a PT-Multimédia vai continuar a privilegiar uma estratégia de crescimento e maximização de cash

flow de modo a cumprir o seu objectivo prioritário de uma crescente criação e distribuição de valor aos accionistas.

Procurar Novas Oportunidades de Investimento

A PT-Multimédia continuará a avaliar as oportunidades de desenvolvimento e expansão da sua actividade para sectores e

mercados que lhe permitam aproveitar o potencial de crescimento que a área de TV por Subscrição oferece e criar, desta

forma, valor para os seus accionistas.

Lisboa, 12 de Setembro de 2005

O Conselho de Administração,

Miguel Horta e Costa, Presidente do Conselho de Administração

Zeinal Bava, Presidente da Comissão Executiva

Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo, Vogal da Comissão Executiva

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros, Vogal da Comissão Executiva

José Manuel de Morais Briosa e Gala, Vogal da Comissão Executiva

Henrique Manuel Fusco Granadeiro, Vogal da Comissão Executiva

José Augusto Castelhano Nunes Egreja, Vogal do Conselho de Administração

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva, Vogal do Conselho de Administração

António Domingues, Vogal do Conselho de Administração

(23)

Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes, Vogal do Conselho de Administração

Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Vogal do Conselho de Administração

Luís João Bordalo da Silva, Vogal do Conselho de Administração

(24)

PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS NO CAPITAL DA SOCIEDADE

Nos termos e para os efeitos do artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais, presta-se a seguinte informação

quanto às participações financeiras detidas pelos membros do Conselho de Administração e pelo Fiscal Único da

PT-Multimédia, à data de 30 de Junho de 2005:

Membros do Conselho de Administração

Miguel Horta e Costa, Presidente do Conselho de Administração, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Zeinal Bava, Presidente da Comissão Executiva, é titular de 89.196 acções da PT-Multimédia.

Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

José Manuel de Morais Briosa e Gala, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Henrique Manuel Fusco Granadeiro, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

José Augusto Castelhano Nunes Egreja, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

José Pedro Sousa de Alenquer, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Joaquim Aníbal Brito Freixial de Goes, Administrador, é titular de 150 acções da PT-Multimédia.

Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Luís João Bordalo da Silva, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Carlos Alpoim Vieira Barbosa, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

(25)

Data da Natureza da Quantidade Preço transacção transacção transaccionada (euros)

03-01-2005 Compra 2.202 18,54 03-01-2005 Compra 2.484 18,54 03-01-2005 Compra 368 18,54 03-01-2005 Compra 81 18,54 03-01-2005 Compra 83 18,54 03-01-2005 Compra 420 18,54 04-01-2005 Compra 55 18,74 04-01-2005 Compra 2.468 18,74 04-01-2005 Compra 1.481 18,74 04-01-2005 Compra 416 18,74 05-01-2005 Compra 2.659 18,95 05-01-2005 Compra 1.035 18,74 05-01-2005 Compra 437 18,95 05-01-2005 Compra 776 18,95 07-01-2005 Compra 4.480 19,09 07-01-2005 Compra 778 19,09 25-01-2005 Compra 3.422 19,43 25-01-2005 Compra 616 19,40 25-01-2005 Compra 108 19,48 25-01-2005 Compra 111 19,48 25-01-2005 Compra 43 19,48 26-01-2005 Compra 1.485 19,47 26-01-2005 Compra 46 19,47 26-01-2005 Compra 47 19,47 28-01-2005 Compra 314 19,69 28-01-2005 Compra 11 19,69 31-01-2005 Compra 1.921 19,96 31-01-2005 Compra 76 19,97 31-01-2005 Compra 78 19,97 31-01-2005 Compra 18 19,97 31-01-2005 Compra 82 19,68 02-02-2005 Venda 776 20,01 22-02-2005 Compra 1.800 19,22 03-03-2005 Compra 2.453 19,63 03-03-2005 Compra 1.207 19,63 03-03-2005 Compra 697 19,63 09-03-2005 Venda 1.800 19,51 17-03-2005 Compra 1.219 19,09 18-03-2005 Compra 1.039 19,25 18-04-2005 Compra 502 18,70 20-04-2005 Compra 136 18,80 21-04-2005 Compra 6.585 18,75 06-05-2005 Compra 1.590 18,14 06-05-2005 Compra 9.014 18,14 06-05-2005 Compra 1.790 18,14 06-05-2005 Compra 123 18,14 06-05-2005 Compra 152 18,14 06-05-2005 Compra 23 18,14 06-05-2005 Compra 130 18,14 23-05-2005 Venda 100 21,50 23-05-2005 Venda 1.852 21,50 23-05-2005 Venda 1.330 21,50 23-05-2005 Venda 316 21,50 23-05-2005 Venda 31 21,50 23-05-2005 Venda 32 21,50 23-05-2005 Venda 7 21,50 23-05-2005 Venda 205 21,50 23-05-2005 Venda 50 21,50 23-05-2005 Venda 104 21,50 23-05-2005 Venda 14 21,50 13-06-2005 Compra 487 16,81 13-06-2005 Compra 626 16,81

14-06-2005 Saída por split 52.557 BPI Vida - Comp.de Seguros de Vida, S.A.

Transacções efectuadas com acções da PT-Multimédia durante o primeiro semestre de 2005 Data da Natureza da Quantidade Preço

transacção transacção transaccionada (euros)

21-01-2005 Venda 11.000 19,40 18-02-2005 Compra 4.000 19,68 23-02-2005 Compra 5.385 19,05 24-02-2005 Compra 3.188 18,95 28-02-2005 Compra 3.644 19,70 28-02-2005 Venda 4.000 19,80 18-03-2005 Compra 3.200 19,11 18-03-2005 Compra 700 19,11 18-03-2005 Venda 15.127 19,16 21-03-2005 Compra 7 19,16 29-03-2005 Venda 280 19,18 15-04-2005 Venda 200 18,98 09-05-2005 Compra 2.400 18,09 10-05-2005 Compra 147 18,07 10-05-2005 Venda 147 18,20 11-05-2005 Compra 16.200 18,11 17-05-2005 Compra 4.779 18,26 20-05-2005 Venda 7.140 18,30 23-05-2005 Venda 19.300 21,50 23-05-2005 Venda 840 21,50 23-05-2005 Venda 4.779 21,50 30-05-2005 Compra 840 17,66 30-05-2005 Compra 600 17,66

14-06-2005 Saída por split 55.951 14-06-2005 Entrada por split 111.902

17-06-2005 Compra 42.471 8,57

23-06-2005 Compra 10.000 8,50

30-06-2005 Venda 180 8,69

(26)

Joaquim Francisco Alves Ferreira de Oliveira, durante o período que decorreu entre 1 de Janeiro de 2005 e 30 de Junho

de 2005, momento em que deixou de exercer funções de Administrador da PT-Multimédia, foi titular de 179.434 acções

da Empresa, não tendo efectuado qualquer transacção de acções da PT-Multimédia nesse mesmo período.

Fiscal Único

(27)

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS QUALIFICADAS

Nos termos da alínea d) do nº1 do artigo 9º do Regulamento nº 4/2004 da CMVM, presta-se a seguinte informação

quanto às participações qualificadas detidas por terceiros no capital social da PT-Multimédia.

À data de 30 de Junho de 2005, a Portugal Telecom, SGPS, S.A. (PT) detinha directamente 180.609.700 acções da

PT-Multimédia, correspondentes a 58,43% do capital social e dos direitos de voto. Os membros dos órgãos de

Administração e de Fiscalização das empresas que se encontram em relação de domínio ou de grupo com a PT detinham

340.793 acções da PT-Multimédia, equivalentes a 0,11% do capital social e dos direitos de voto.

Em termos globais, a participação directa e indirecta da PT na PT-Multimédia é de 58,54% à qual corresponde idêntica

percentagem de direitos de voto.

À data de 13 de Julho de 2005, o Banco Espírito Santo, S.A. (BES) detinha directa e indirectamente 8,05% do capital

social da PT-Multimédia e dos direitos de voto. No quadro seguinte apresenta-se a participação do BES calculada nos

termos do n.º 1 do art.º 20.º do Código dos Valores Mobiliários.

Em 11 de Julho de 2005, o Fundo de Pensões BES, gerido pela ESAF – E.S. Fundos de Pensões, S.A., adquiriu 800.000

acções da PT-Multimédia, passando a deter uma participação superior a 2% do capital social da PT-Multimédia e dos

correspondentes direitos de voto, conforme consta do quadro acima apresentado.

Em 6 de Julho de 2005, a Santander Totta SGPS, S.A. (entidade que domina, indirectamente, o Banco Santander Totta

S.A., o Banco Santander de Negócios Portugal, S.A. e a Totta Ireland Plc) passou a deter, a título indirecto, um total de

30.845.749 acções da PT-Multimédia equivalentes a 9,98% dos direitos de voto, nos seguintes termos:

ƒ 30.575.090 acções, correspondentes a 9,89% dos direitos de voto, detidas pela Totta Ireland Plc nos termos do art.

20º nº 1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários, tendo em consideração o contrato de empréstimo celebrado

com esta sua participada em 24 de Maio de 2005;

ƒ 270.659 acções, correspondentes a 0,09% dos direitos de voto, detidas pelo Banco Santander de Negócios Portugal,

S.A.

Por sua vez a Santander Totta SGPS, S.A. é dominada, indirectamente, pelo Banco Santander Central Hispano, S.A.,

sendo-lhe assim imputáveis os referidos direitos de voto. A relação de domínio indirecto pelo Banco Santander Central

Hispano S.A, verifica-se através de domínio total por este da Santusa Holding SL, que por sua vez domina, com uma

Entidade Nº Acções % do Capital Social

Banco Espírito Santo, S.A. 17.694.414 5,72%

ESAF - E.S. FIM 259.813 0,08%

ESAF - E.S.G. Patrimónios 73.620 0,02%

ESAF - E.S. Fundos Pensões 6.728.039 2,18%

Fundo Pensões PPA 2.110 0,00%

Fundo Pensões BES 6.725.929 2,18%

Elementos dos Órgãos Sociais do Banco Espírito Santo, S.A. 111.270 0,04%

(28)
(29)

TRANSACÇÕES DE ACÇÕES PRÓPRIAS

No dia 25 de Maio de 2005, a PT-Multimédia adquiriu 2.348.514 acções próprias ao preço de 21,50 Euros por acção em

resultado da liquidação física de 23.485.140 put warrants emitidos no âmbito do programa de share buyback. Dando

cumprimento à deliberação tomada pela Assembleia Geral de accionistas realizada no dia 28 de Abril de 2005, estas

acções foram extintas no dia 1 de Junho de 2005, conduzindo a uma redução do capital social da PT-Multimédia no

montante de 1.174.257 Euros.

(30)
(31)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Demonstrações dos Resultados Consolidados

para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2005 e 2004

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2005 2004

Operações Continuadas: Receitas operacionais:

Prestação de serviços 6 281.735.478 261.135.852

Vendas 6 16.089.810 20.431.454

Outros proveitos operacionais 6 7.984.754 4.299.145

Total das receitas operacionais 305.810.042 285.866.451

Custos operacionais recorrentes:

Custos com o pessoal 7 21.153.256 20.947.286

Custos directos dos serviços prestados 8 97.295.837 89.137.755

Amortizações 26 e 27 28.295.994 24.810.884

Custo das mercadorias vendidas 8.140.583 7.060.756

Marketing e publicidade 8.959.251 11.701.919

Serviços de suporte 19.344.535 17.002.888

Manutenção e reparação 10.608.700 6.574.083

Fornecimentos e serviços externos 9 41.572.615 42.093.568

Provisões e ajustamentos 32 3.884.878 1.974.330

Impostos (124.164) 1.228.071

Outros custos operacionais 170.354 1.957.027

Total dos custos operacionais recorrentes 239.301.839 224.488.567

Resultado operacional recorrente 66.508.203 61.377.884

Perdas / (ganhos) com a alienação de activos, líquidas (48.779) (48.484)

Outros custos 49.606 4.410.011

Resultado antes de resultados financeiros, impostos e interesses minoritários 66.507.376 57.016.357

Juros líquidos 2.385.899 468.918

Perdas / (ganhos) com variações cambiais, líquidas 572.677 601.109

Perdas / (ganhos) em activos financeiros, líquidas (737) (1.000.254)

Perdas / (ganhos) em empresas participadas, líquidas (166.474) 1.901.717

Outros custos / (proveitos) financeiros, líquidos 11 (1.643.183) 101.449

Resultados antes de impostos e interesses minoritários 65.359.194 54.943.418

Imposto sobre o rendimento 12 (17.486.824) (16.904.145)

Resultado das operações continuadas antes de interesses minoritários 47.872.370 38.039.273 Operações Descontinuadas:

Resultado das operações descontinuadas antes de interesses minoritários 13 (3.958.300) 114.035

Resultado antes de interesses minoritários 43.914.070 38.153.308

Interesses minoritários 14 138.246 1.088.342

Resultado líquido do período 43.775.824 37.064.966

Resultado líquido por acção:

Básico 16 0,14 0,24

Diluído 16 0,14 0,24

Na comparação dos valores apresentados do resultado líquido por acção deve ser considerado o stock split realizado em 1 de Junho de 2005, que se traduziu no desdobramento de 1 acção para 2 acções, passando o valor nominal de cada acção de 0,50 Euros para 0,25 Euros.

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados consolidados para os semestres findos em 30 de Junho de 2005 e 2004.

(32)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Balanços Consolidados em 30 de Junho de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004

(Montantes expressos em Euros)

Notas 30 de Junho de 2005 31 de Dezembro de 2004 Activo

Activo corrente

Caixa e equivalentes de caixa 17 37.560.378 26.738.795

Contas a receber - clientes 18 124.353.117 122.867.281

Contas a receber - outros 19 5.821.366 45.717.889

Existências 20 14.663.224 16.102.289

Impostos a recuperar 21 5.889.955 9.395.861

Custos diferidos 22 10.592.805 5.223.841

Outros activos correntes - 7.001.799

Total do activo corrente 198.880.845 233.047.755

Activo não corrente

Impostos a recuperar 553.061

-Investimentos em empresas participadas 24 38.318.845 50.259.880

Outros investimentos 25 30.867 1.277.047

Activos intangíveis 26 217.423.765 319.131.235

Activos tangíveis 27 238.371.265 275.708.145

Activos por impostos diferidos 12 131.769.187 165.191.581

Outros activos não correntes 23 21.997.063 22.974.902

Total do activo não corrente 648.464.053 834.542.790

Total dos activos das operações continuadas 847.344.898 1.067.590.545

Activos afectos a operações descontinuadas 13 241.431.918

-Total do activo 1.088.776.816 1.067.590.545

Passivo Passivo corrente:

Dívida de curto prazo 28 7.568.328 34.822.073

Contas a pagar - fornecedores 29 132.365.449 125.971.879

Contas a pagar - outros 29 124.556.728 30.692.609

Acréscimos de custos 30 49.287.503 61.719.624

Proveitos diferidos 31 16.953.346 6.858.154

Impostos a pagar 21 10.880.137 16.306.006

Provisões correntes 32 706.984 1.373.444

Outros passivos correntes 33 24.098 9.622

Total do passivo corrente 342.342.573 277.753.411

Passivo não corrente:

Dívida de médio e longo prazo 28 112.208.098 117.342.878

Contas a pagar - outros 29 68.443.822 68.443.822

Provisões não correntes 32 50.766.615 60.043.142

Benefícios de reforma - 8.846.352

Passivos por impostos diferidos 12 35.787 2.877.987

Outros passivos não correntes 33 21.997.064 22.973.402

Total do passivo corrente 253.451.386 280.527.583

Total dos passivos das operações continuadas 595.793.959 558.280.994

Passivos afectos a operações decontinuadas 13 113.709.241

-Total do passivo 709.503.200 558.280.994

Capital próprio

Capital social 34 77.274.207 78.448.464

Prémios de emissão de acções 34 159.288.231 159.288.231

Reserva legal 34 7.039.998 1.535.803

Outras reservas 34 2.066.656 7.397.370

Resultados transitados 34 80.385.349 128.531.975

Resultado líquido 34 43.775.824 122.909.582

Capital excluindo interesses minoritários 369.830.265 498.111.425

Interesses minoritários 14 9.443.351 11.198.126

Total do capital próprio 379.273.616 509.309.551

Total do capital próprio e do passivo 1.088.776.816 1.067.590.545

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2005 e em 31 de Dezembro de 2004.

(33)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Movimento do Capital Próprio, Excluindo Interesses Minoritários, para o Exercício Findo em 31 de Dezembro de

2004 e para o Semestre Findo em 30 de Junho de 2005

(Montantes expressos em Euros)

Saldo em 31 de Dezembro de 2003, de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites

em Portugal 78.448.464 159.288.231 - - 123.058.392 30.716.226 391.511.313

Impacto da adopção dos IFRS em 1 de Janeiro de 2004

(Nota 40.2) - - - - - (3.461.334) (3.461.334)

Saldo em 1 de Janeiro de 2004, de acordo com as IFRS 78.448.464 159.288.231 - - 123.058.392 27.254.892 388.049.979

Aplicação de resultados - - - 1.535.803 16.628.507 (30.716.064) (12.551.754)

Outros ajustamentos (i) - - - - (132.289.529) 131.993.147 (296.382)

Resultado líquido de 2004 - - - 122.909.582 122.909.582

Saldo em 31 de Dezembro de 2004 78.448.464 159.288.231 - 1.535.803 7.397.370 251.441.557 498.111.425

Compra de acções próprias (Nota 34) (ii) - - (50.493.051) - - - (50.493.051)

Exercício financeiro do put warrants (Nota 34) (ii) - - - - (44.441.968) - (44.441.968)

Cancelamento de acções próprias (Nota 34) (ii) (1.174.257) - 50.493.051 - (49.318.794) - -

Dividendos atribuídos e pagos (Nota 15) - - - (77.274.207) (77.274.207)

Aplicação de resultados - - - 5.504.195 - (5.504.195) -

Outros ajustamentos (i) - - - - 88.430.048 (88.277.806) 152.242

Resultdo líquido do primeiro semestre de 2005 - - - 43.775.824 43.775.824

Saldo em 30 de Junho de 2005 77.274.207 159.288.231 - 7.039.998 2.066.656 124.161.173 369.830.265 Resultados transitados e resultado líquido do periodo Total capital próprio, excluindo interesses minoritários Capital social Prémio de emissão

de acções Acções próprias Reserva legal Outras reservas

(i) No exercício de 2004, foi efectuada a transferência de um montante de 120.186.209 Euros da rubrica “Outras reservas” para a rubrica “Resultados transitados”, relativo a ajustamentos de transição e lucros não atribuídos da TV Cabo Portugal, em resultado da contribuição do investimento detido pela PT-Multimédia nessa sociedade, para a constituição da PT TV Cabo. No primeiro semestre de 2005, foi efectuada a transferência de um montante de 87.519.241 Euros (Nota 34) da rubrica “Resultados transitados” para a rubrica “Outras reservas”, decorrente dos custos associados aos put warrants terem sido reconhecidos na rubrica “Outras reservas”.

(ii) No primeiro semestre de 2005, a PT-Multimédia procedeu à emissão e atribuição de put warrants aos seus accionistas, tendo determinados custos desta operação sido registados na rubrica “Outras reservas”.

O anexo faz parte integrante da demonstração do movimento do capital próprio para o semestre findo em 30 de Junho de 2005.

(34)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Demonstrações dos Fluxos de Caixa Consolidados

para os Semestres Findos em 30 de Junho de 2005 e 2004

(Montantes expressos em Euros)

Nota 37 2005 2004

Actividades operacionais:

Recebimento de clientes 360.937.681 446.436.406

Pagamentos a fornecedores (213.883.818) (280.157.608)

Pagamentos ao pessoal (21.578.673) (37.737.962)

Fluxo gerado pelas operações 125.475.190 128.540.836

Pagamento do imposto sobre o rendimento (1.275.023) (850.933)

Outros pagamentos relativos à actividade operacional (17.331.126) (44.094.221)

Fluxos das actividades operacionais (1) 106.869.041 83.595.682

Actividades de investimento: Recebimentos provenientes de:

Investimentos financeiros 37.1 71.750.000 18.154.504

Activos tangíveis 58.902 43.825

Subsídios de investimento 75.956 -

Juros e proveitos similares 1.508.153 1.071.685

Dividendos 37.2 1.032.083 -

Outros recebimentos provenientes de actividades de investimento - 2.833

74.425.094 19.272.847 Pagamentos respeitantes a:

Investimentos financeiros 37.3 (40.950.000) (45.343.501)

Activos tangíveis (29.848.078) (34.870.913)

Activos intangíveis (14.507.146) (24.571)

Outros pagamentos respeitantes a actividades de investimento (169) (50.000)

(85.305.393) (80.288.985)

Fluxos das actividades de investimento (2) (10.880.299) (61.016.138)

Actividades de financiamento: Recebimentos provenientes de:

Empréstimos obtidos 37.4 126.451.470 44.634.757

Pagamentos respeitantes a:

Empréstimos obtidos 37.5 (28.500.000) (58.510.966)

Amortizações de contratos de locação financeira (5.213.919) (1.444.328)

Juros e custos similares (5.267.988) (5.144.095)

Dividendos (79.166.717) (13.483.368)

Reduções de capital e prestações suplementares 37.6 (50.493.051) -

Outros pagamentos respeitantes a actividades de financiamento 37.6 (40.957.976) -

(209.599.651) (78.582.757)

Fluxos das actividades de financiamento (3) (83.148.181) (33.948.000)

Variação da caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 12.840.561 (11.368.456)

Efeito das diferenças de câmbio (6.753) (56.724)

Caixa e seus equivalentes no início do período 24.726.570 24.309.924

Caixa e seus equivalentes no fim do período 37.7 37.560.378 12.884.744

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa consolidados para os semestres findos em 30 de Junho de 2005 e 2004.

(35)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 30 de Junho de 2005

(Montantes expressos em Euros)

1. Nota Introdutória

A PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. (“PT-Multimédia” ou “Empresa”) foi constituída pela Portugal Telecom, SGPS, S.A. (“Portugal Telecom”) em 15 de Julho de 1999 com o objectivo de, através dela, desenvolver a sua estratégia para o negócio de multimédia. Actualmente, o negócio de multimédia explorado pela PT-Multimédia e pelas suas empresas participadas que integram o seu universo empresarial (“Grupo” ou “Grupo PT-Multimédia”), inclui serviços de televisão por cabo e satélite, a edição e venda de videogramas, a exploração de salas de cinemas e a distribuição de filmes. Em 2003, a PT-Multimédia passou a produzir os canais Premium de cinema para a sua plataforma de televisão por subscrição, os quais são comercializados igualmente aos demais distribuidores de televisão por cabo interessados.

O serviço de televisão por cabo e satélite é fornecido pela CATVP – TV Cabo Portugal, S.A. (“TV Cabo Portugal”) e pelas empresas por esta detidas. A TV Cabo Portugal foi constituída em 3 de Novembro de 1992 e iniciou a sua actividade em 29 de Julho de 1993, a qual compreende: a) a distribuição do sinal de televisão por cabo e satélite; b) a exploração de serviços de comunicações electrónicas, no que se inclui, serviços de comunicação de dados e multimédia em geral; e c) a prestação de serviços de assessoria, consultoria e afins, directa ou indirectamente relacionados com as actividades e serviços acima referidos.

Até 2003, a actividade da TV Cabo Portugal e suas participadas esteve regulamentada por diversos diplomas legais, nomeadamente a Lei nº 31-A/98 (Lei da Televisão), que foi revogada e substituída pela Lei nº 32/2003, o Decreto-Lei nº 241/97, relativo ao exercício da actividade de operador de rede de cabo, as Portarias nº 501/95 e 791/98, que regulamentavam a exploração de redes de distribuição de televisão por cabo e a fixação das normas técnicas a que devem obedecer a instalação e o funcionamento dessas redes, a Lei nº 91/97 (Lei de Bases das Telecomunicações) e o Decreto-Lei nº 381-A/97, que veio desenvolver os princípios consagrados na referida Lei de Bases das Telecomunicações, acolhendo as regras comunitárias.

Em 2004, foi aprovada a Lei n.º 5/2004 (Lei das Comunicações Electrónicas), que estabelece o regime aplicável às redes e serviços de comunicações electrónicas, que revogou, entre outros diplomas, a Lei n.º 91/97, o Decreto-Lei n.º 381-A/97 e o Decreto-Lei n.º 241/97. De acordo com a Lei das Comunicações Electrónicas, que altera substancialmente o regime das actividades da TV Cabo Portugal e suas participadas, passa a vigorar um regime de autorização geral em que as empresas que pretendam oferecer redes e serviços de comunicações electrónicas devem simplesmente comunicar à Autoridade Nacional das Comunicações (“ANACOM”) uma descrição sucinta da rede ou serviço cuja oferta pretendam iniciar e a data prevista para início de actividade, cabendo à ANACOM emitir declaração que confirme essa comunicação e que descreva em detalhe os direitos em matéria de acesso e interligação e de instalação de recursos. No seguimento desta nova Lei, a ANACOM irá publicar regulamentos de execução da Lei das Comunicações Electrónicas, bem como proceder às alterações e adaptações necessárias dos registos, licenças e autorizações emitidos ao abrigo da legislação anterior, como sucede no caso da TV Cabo Portugal e suas participadas.

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