ANEXO I
1. NOME DO MEDICAMENTO
TAXOTERE 20 mg/0,5 ml concentrado e solvente para solução para perfusão 2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada frasco para injetáveis de unidose de TAXOTERE 20 mg/0,5 ml concentrado contém docetaxel (como tri-hidrato) correspondente a 20 mg de docetaxel (anidro). A solução viscosa contém 40 mg/ml de docetaxel (anidro).
Excipientes com efeito conhecido:
Cada frasco para injetáveis unidose de solvente contém 13% (p/p) de etanol a 95% v/v em água para preparações injetáveis (252 mg de etanol 95% v/v).
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Concentrado e solvente para solução para perfusão.
O concentrado é uma solução viscosa transparente amarela ou amarela-acastanhada. O solvente é uma solução incolor.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas Carcinoma da mama
O TAXOTERE em associação com a doxorrubicina e ciclofosfamida é indicado no tratamento adjuvante de doentes com:
• carcinoma da mama operável com gânglios positivos • carcinoma da mama operável com gânglios negativos
Em doentes com carcinoma da mama operável com gânglios negativos, o tratamento adjuvante deverá ser restrito a doentes elegíveis para receber quimioterapia de acordo com os critérios estabelecidos a nível internacional para o tratamento primário do carcinoma da mama precoce (ver secção 5.1).
O TAXOTERE em associação com a doxorrubicina está indicado no tratamento de doentes com carcinoma da mama localmente avançado ou metastático que não receberam terapêutica citotóxica anterior para este estadio da doença.
O TAXOTERE em monoterapia está indicado no tratamento de doentes com carcinoma da mama localmente avançado ou metastático, que não responderam à terapêutica citotóxica. A quimioterapia anterior deve ter incluído uma antraciclina ou um fármaco alquilante.
O TAXOTERE em associação com trastuzumab está indicado no tratamento de doentes com carcinoma da mama metastático cujos tumores apresentem sobre-expressão de HER2 e que não receberam quimioterapia anterior para a doença metastática.
O TAXOTERE em associação com a capecitabina está indicado no tratamento de doentes com carcinoma da mama localmente avançado ou metastático que não responderam à terapêutica citotóxica. A quimioterapia anterior deve ter incluído uma antraciclina.
Carcinoma do pulmão de células não pequenas
O TAXOTERE está indicado no tratamento de doentes com carcinoma do pulmão de células não-pequenas localmente avançado ou metastático, após falha de quimioterapia anterior.
O TAXOTERE em associação com cisplatina está indicado no tratamento de doentes com carcinoma do pulmão de células não-pequenas localmente avançado ou metastático, não operável, que não receberam quimioterapia anterior para este estadio da doença.
Carcinoma da próstata
O TAXOTERE em associação com a prednisona ou prednisolona está indicado no tratamento de doentes com carcinoma da próstata metastático hormono-resistente.
Adenocarcinoma gástrico
O TAXOTERE em associação com a cisplatina e 5-fluorouracilo está indicado no tratamento de doentes com adenocarcinoma gástrico metastizado, incluindo adenocarcinoma da junção gastroesofágica, que não receberam quimioterapia prévia para a doença metastática.
Carcinoma da cabeça e pescoço
O TAXOTERE em associação com a cisplatina e 5-fluorouracilo está indicado no tratamento de indução de doentes com carcinoma espinocelular (epidermoide), localmente avançado de cabeça e pescoço.
4.2 Posologia e modo de administração
Ouso de docetaxel deve ser restrito a unidades especializadas na administração de quimioterapia citotóxica e só deve ser administrado sob a supervisão dum médico com experiência no uso de quimioterapia antineoplásica (ver secção 6.6).
Dose recomendada:
Para o carcinoma da mama, de células não-pequenas do pulmão, gástrico e cabeça e pescoço, pode ser utilizada uma pré-medicação constituída por um corticosteroide oral, tal como a dexametasona na dose de 16 mg/dia (p.ex. 8 mg 12/12 horas) durante 3 dias, com início no dia anterior à administração do docetaxel, salvo se
contraindicada, (ver a secção 4.4). Pode utilizar-se uma administração profilática de G-CSF para diminuir o risco de toxicidade hematológica.
Para o carcinoma da próstata, dado o uso concomitante de prednisona ou prednisolona, o regime de
pré-medicação recomendado é 8 mg de dexametasona oral, 12 horas, 3 horas e 1 hora antes da perfusão de docetaxel (ver a secção 4.4).
O docetaxel é administrado em perfusão de uma hora de três em três semanas Carcinoma da mama
No tratamento adjuvante do carcinoma da mama operável com gânglios positivos e gânglios negativos, a dose recomendada de docetaxel é 75 mg/m², administrados 1 hora após a doxorrubicina a 50 mg/m² e ciclofosfamida a 500 mg/m² de três em três semanas, durante 6 ciclos (regime TAC) (ver também Ajustes da dose durante o tratamento).
Para o tratamento de doentes com carcinoma da mama localmente avançado ou metastático, a dose recomendada de docetaxel em monoterapia é de 100 mg/m². No tratamento de primeira linha, administra-se o docetaxel na dose de 75 mg/m² em terapêutica combinada com doxorrubicina (50 mg/m²).
Em associação com trastuzumab, a dose recomendada de docetaxel é 100 mg/m² de três em três semanas, com o trastuzumab administrado semanalmente. No estudo principal a perfusão inicial de docetaxel foi começada no dia seguinte à primeira administração de trastuzumab. As doses subsequentes de docetaxel foram administradas
Em doentes sem quimioterapia anterior com carcinoma do pulmão de células não-pequenas, a posologia recomendada é de 75 mg/m² de docetaxel seguidos imediatamente por 75 mg/m² de cisplatina durante 30-60 minutos. Para o tratamento após falha de quimioterapia anterior com base em compostos de platina, a dose recomendada é de 75 mg/m², em monoterapia.
Carcinoma da próstata
A dose recomendada de docetaxel é 75 mg/m². Uma dose de 5 mg de prednisona ou prednisolona é administrada por via oral, duas vezes ao dia, continuamente (ver secção 5.1).
Adenocarcinoma Gástrico
A dose recomendada de docetaxel é de 75 mg/m² durante 1 hora de perfusão, seguida de 75 mg/m²
de cisplatina durante 1 a 3 horas de perfusão (ambos apenas no dia 1), seguidos de 750 mg/m² de 5-fluorouracilo por dia administrado por perfusão contínua de 24 horas durante 5 dias, iniciada após a perfusão de cisplatina. O tratamento é repetido a cada três semanas. Os doentes devem receber pré-medicação com antieméticos e hidratação apropriada para a administração de cisplatina. Deve ser feito tratamento profilático de G-CSF para minimizar o risco de toxicidade hematológica (ver também Ajustes da dose durante o tratamento).
Carcinoma de cabeça e pescoço
Os doentes devem receber pré-medicação com antieméticos e hidratação apropriada (antes e depois da
administração de cisplatina). A administração profilática de G-CSF pode ser utilizada para minimizar o risco de toxicidade hematológica. Foi administrada profilaxia antibiótica a todos os doentes do braço contendo docetaxel dos estudos TAX 323 e TAX 324.
• Indução de quimioterapia seguida de radioterapia (TAX 323)
Para o tratamento de indução de doentes com carcinoma espinocelular (epidermoide) inoperável, localmente avançado de cabeça e pescoço (SCCHN) a dose recomendada de docetaxel é de 75 mg/m² por perfusão durante 1 hora, seguida de cisplatina 75 mg/m² durante 1 hora, no primeiro dia, seguida de perfusão contínua de 750 mg/m² diários de 5-fluorouracilo durante cinco dias. Este regime terapêutico é administrado a cada 3 semanas durante 4 ciclos. Após a quimioterapia, os doentes devem receber radioterapia.
• Indução de quimioterapia seguida de radioterapia (TAX 324)
Para o tratamento de indução de doentes com carcinoma espinocelular epidermoide localmente avançado (tecnicamente não ressecável, com baixa probabilidade de cura cirúrgica e com o objetivo de preservação do órgão) de cabeça e pescoço (SCCHN), a dose recomendada de docetaxel é de 75 mg/m² por perfusão durante 1 hora no primeiro dia, seguida de 100 mg/m² de cisplatina administrada em perfusão com duração de 30 minutos a 3 horas, seguida de 5-fluorouracilo 1.000 mg/m²/dia em perfusão contínua do dia 1 ao dia 4. Este regime é administrado a cada 3 semanas durante 3 ciclos. Após a finalização da quimioterapia, os doentes deverão receber quimioradioterapia.
Para ajustes de posologia de cisplatina e 5-fluorouracilo, consulte os respetivos resumos das características do medicamento.
Ajustes da dose durante o tratamento Em geral
Docetaxel deve ser administrado quando a contagem de neutrófilos é
≥
1.500 /mm3.Nos doentes que tenham experimentado neutropenia febril, contagem de neutrófilos < 500/mm³ durante mais de uma semana, reações cutâneas graves ou cumulativas, ou neuropatia periférica grave durante o tratamento com docetaxel, a dose de docetaxel deve ser reduzida de 100 mg/m² para
75 mg/m², e/ou de 75 mg/m² para 60 mg/m². Se o doente continuar a apresentar as mesmas reações com a dose de 60 mg/m2 o tratamento deverá ser interrompido.
Tratamento adjuvante do carcinoma da mama
Em doentes que receberam tratamento adjuvante para o carcinoma da mama com docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida (TAC) deve considerar-se a profilaxia primária com G-CSF. Nos doentes que manifestaram neutropenia febril e/ou infeção neutropénica, a dose de docetaxel deverá ser reduzida para 60 mg/m² em todos os ciclos subsequentes (ver secções 4.4. e 4.8). Doentes que experimentam estomatite de Grau 3 ou 4 devem ter a sua dose reduzida para 60 mg/m².
Em associação com cisplatina
número de plaquetas durante o ciclo de terapêutica anterior foi <25.000 /mm³, ou em doentes que manifestaram neutropenia febril, ou em doentes com toxicidades não hematológica graves, a dose de docetaxel nos ciclos subsequentes deve ser reduzida para 65 mg/m². Para os ajustes da dose de cisplatina, ver o resumo das características do medicamento correspondente.
Em associação com a capecitabina
• Para os ajustes da dose de capecitabina quando associada com docetaxel, consulte o resumo das características do medicamento da capecitabina.
• Para os doentes que desenvolvam pela primeira vez toxicidade de Grau 2 que persista até à altura do tratamento seguinte com docetaxel/capecitabina, deve-se adiar o tratamento até resolução para Grau 0- 1, e retomar com 100% da dose original.
• Para os doentes que desenvolvam pela segunda vez toxicidade de Grau 2 ou pela primeira vez toxicidade de Grau 3, em qualquer momento durante o ciclo de tratamento, o tratamento deve ser adiado até resolução para Grau 0- 1, e então retomar com docetaxel a 55 mg/m².
• Para quaisquer manifestações subsequentes de toxicidade, ou em caso de qualquer toxicidade de Grau 4, deve-se descontinuar a administração de docetaxel.
Para os ajustes da dose de trastuzumab, consulte o Resumo das Características do Medicamento de trastuzumab. Em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo
Se ocorrer um episódio de neutropenia febril, neutropenia prolongada ou infeção neutropénica, apesar do uso de G-CSF, a dose de docetaxel deve ser reduzida de 75 para 60 mg/m². Se ocorrerem episódios subsequentes de neutropenia complicada a dose de docetaxel deve ser reduzida de 60 para 45 mg/m². No caso de trombocitopenia de Grau 4 a dose de docetaxel deve ser reduzida de 75 para 60 mg/m². Os doentes não devem ser tratados, novamente, com ciclos subsequentes de docetaxel até à recuperação do nível de neutrófilos para > 1.500 /mm e de plaquetas para > 100.000 /mm3. Se a toxicidade persistir o tratamento deve ser suspenso (ver sec
o 4.4).
Ajustes de posologia recomendados para toxicidades em doentes tratados com docetaxel em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo (5-FU):
Toxicidade Ajuste da dose
Diarreia grau 3 Primeiro episódio: reduzir a dose de 5-FU em 20% Segundo episódio: reduzir a dose de docetaxel em 20%
Diarreia grau 4 Primeiro episódio: reduzir a dose de 5-FU e de docetaxel em 20% Segundo episódio: descontinuar o tratamento
Estomatite/mucosite grau 3 Primeiro episódio: reduzir a dose de 5-FU em 20%
Segundo episódio: parar apenas a administração de 5-FU em todos os ciclos subsequentes
Terceiro episódio: reduzir a dose de docetaxel em 20%
Estomatite/mucosite grau 4 Primeiro episódio: parar apenas a administração de 5-FU em todos os ciclos subsequentes
Segundo episódio: reduzir a dose de docetaxel em 20%
Para ajustes das doses de cisplatina e 5-fluorouracilo, consulte os respetivos resumos das características do medicamento.
No estudo clínico principal SCCHN aos doentes que experimentaram neutropenia complicada (incluindo neutropenia prolongada, neutropenia febril, ou infeção), foi recomendado utilizar G-CSF para se obter cobertura profilática (p.ex. dia 6-15) em todos os ciclos subsequentes.
x LSN e bilirrubina >1 x LSN. Nestes doentes não é recomendada a redução de dose e o docetaxel só deve ser administrado quando estritamente indicado. Não se dispõe de dados em doentes com afeção hepática tratados com docetaxel em terapêutica de associação nas outras indicações.
População pediátrica
A segurança e eficácia de TAXOTERE no carcinoma nasofaríngico em crianças com idade entre 1 mês e menos de 18 anos ainda não foi estabelecida.
Não existe utilização relevante de TAXOTERE na população pediátrica na indicação carcinoma da mama, carcinoma do pulmão de células não pequenas, carcinoma da próstata, carcinoma gástrico e carcinoma da cabeça e pescoço, não incluindo o carcinoma nasofaríngico menos diferenciado de tipo II e III.
População idosa
Com base nos resultados de farmacocinética obtidos, não há quaisquer instruções especiais para a utilização do docetaxel na população idosa.
Em associação com a capecitabina, em doentes com 60 ou mais anos de idade, recomenda-se uma redução da dose de capecitabina para 75% (ver o resumo das características do medicamento da capecitabina).
4.3 Contraindicações
Reações de hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1. O docetaxel não pode ser administrado em doentes com contagens basais de neutrófilos <1.500 células/mm3. O docetaxel não pode ser administrado em doentes com afeção hepática grave, visto não existirem dados disponíveis nestes casos (ver as secções4.2e 4.4).
Também são aplicáveis as contraindicações de outros medicamentos, quando associados ao docetaxel. 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização
Para o carcinoma da mama ou do pulmão de células não pequenas, uma pré-medicação constituída por um corticosteroide oral, tal como a dexametasona na dose de 16 mg/dia (p.ex. 8 mg 12/12 horas) durante 3 dias, com início no dia anterior à administração do docetaxel, salvo se contraindicada, pode reduzir a incidência e a gravidade da retenção de líquidos, bem como a gravidade das reações de hipersensibilidade. Para o carcinoma da próstata, o regime de pré-medicação recomendado é 8 mg de dexametasona oral, 12 horas, 3 horas e 1 hora antes da perfusão de docetaxel (ver a secção 4.2).
Hematologia
A neutropenia é o efeito secundário mais frequentemente observado com o docetaxel. Os valores mínimos de neutrófilos ocorrem, em mediana, ao fim de 7 dias, mas este intervalo pode ser mais curto em doentes já sujeitos a terapêuticas anteriores intensas. Deve realizar-se uma monitorização frequente de hemogramas completos em todos os doentes tratados com docetaxel. Os doentes não deverão voltar a receber docetaxel até que os neutrófilos recuperem para um nível
≥
1.500 /mm3 (ver a secção 4.2).Em caso de ocorrência duma neutropenia grave (<500 /mm3 durante sete ou mais dias) no decurso do tratamento com docetaxel, recomenda-se uma redução da dose nos ciclos subsequentes ou a utilização de medidas de suporte adequadas (ver a secção 4.2).
Em doentes tratados com docetaxel em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo (TCF), a taxa de ocorrência de neutropenia febril e infeção neutropénica foi mais baixa em doentes que receberam profilaxia com G-CSF. Doentes tratados com TCF devem receber tratamento profilático de G-CSF para minimizar o risco de neutropenia complicada (neutropenia febril, neutropenia prolongada ou infeção neutropénica). Os doentes a receberem TCF devem ser cuidadosamente vigiados (ver secções 4.2 e 4.8).
Em doentes tratados com docetaxel em associação com doxorrubicina e ciclofosfamida (TAC), a taxa de ocorrência de neutropénia febril e infeção neutropénica foi mais baixa em doentes que receberam profilaxia com G-CSF. Deverá considerar-se a profilaxia primária com G-CSF em doentes a receber tratamento adjuvante com TAC para o carcinoma da mama para mitigar o risco de neutropenia complicada (neutropenia febril, neutropenia prolongada ou infeção neutropénica). Os doentes a receberem TAC devem ser cuidadosamente vigiados (ver secção 4.2 e 4.8).
Reações de hipersensibilidade
Os doentes devem ser vigiados cuidadosamente quanto a reações de hipersensibilidade, em especial durante a primeira e segunda perfusões. Poderão ocorrer reações de hipersensibilidade alguns minutos após o início da perfusão de docetaxel, devendo portanto estar disponíveis recursos para o tratamento de hipotensão e broncospasmo. Caso ocorram reações de hipersensibilidade, sintomas ligeiros tais como rubor ou reações cutâneas localizadas, não será necessário interromper o tratamento. No entanto, em caso de reações graves, tais como hipotensão grave,
broncospasmo, ou erupção/eritema generalizado, deverá interromper-se imediatamente a administração de docetaxel, instituindo-se uma terapêutica adequada. O docetaxel não deverá ser novamente administrado a doentes que
desenvolveram reações de hipersensibilidade graves. Reações cutâneas
Têm sido observados eritemas cutâneos localizados nas extremidades (palma das mãos e planta dos pés), com edema seguido de descamação. Foram notificados sintomas graves, tais como erupção seguida de descamação que levaram à interrupção ou suspensão do tratamento com docetaxel (ver a secção 4.2).
Retenção de líquidos
Doentes com retenção de líquidos grave, tal como derrame pleural, derrame pericárdico e ascite devem ser vigiados cuidadosamente.
Doenças Respiratórias
Síndrome de dificuldade respiratória aguda, pneumonia intersticial/pneumonite, doença pulmonar intersticial, fibrose pulmonar e insuficiência respiratória têm sido notificados e podem ser associados a morte. Foram notificados casos de pneumonite por radiação em doentes a fazer radioterapia concomitante.
Em caso de desenvolvimento de novos sintomas pulmonares ou agravamento, os doentes devem ser
monitorizados cuidadosamente, avaliados de imediato e tratados apropriadamente. É recomendada a interrupção da terapêutica com docetaxel até ao diagnóstico ser conhecido. O início precoce dos cuidados paliativos podem ajudar a melhorar o estado do doente. O benefício de reiniciar o tratamento com docetaxel deve ser
cuidadosamente avaliado. Doentes com afeção hepática
Nos doentes tratados com docetaxel em monoterapia na dose de 100 mg/m2 que apresentem transaminases séricas (ALT e/ou AST) superiores a 1,5 vezes o LSN em simultâneo com níveis de fosfatase alcalina superiores a 2,5 vezes o LSN, existe um risco aumentado de ocorrência de reações adversas graves tais como morte tóxica incluindo sépsis e hemorragias gastrointestinais que podem ser fatais, neutropenia febril, infeções,
trombocitopenia, estomatites e astenia. Portanto a dose recomendada de docetaxel nos doentes com testes da função hepática (TFH) elevados é de 75 mg/m2 e os TFH devem-se efetuar no início da terapêutica e antes de cada ciclo (ver a secção 4.2).
Nos doentes com níveis de bilirrubina sérica >LSN e/ou ALT e AST >3,5 vezes o LSN em simultâneo com fosfatase alcalina >6 vezes o LSN, não é possível recomendar uma redução da dose, e o docetaxel não deverá ser utilizado, salvo se estritamente indicado.
Em associação com a cisplatina e o 5-fluorouracilo para o tratamento de doentes com adenocarcinoma gástrico, o estudo clínico determinante excluiu doentes com ALT e/ou AST >1,5 x LSN, associado a fosfatase alcalina>2,5 x LSN e bilirrubina >1 x LSN. Nestes doentes não é recomendada a redução de dose e o docetaxel só deve ser
Toxicidade cardíaca
Foi observada insuficiência cardíaca em doentes que receberam docetaxel em associação com trastuzumab, em particular na sequência de quimioterapia contendo antraciclinas (doxorrubicina e epirrubicina). Esta pode ser moderada a grave e tem sido associada a morte (ver secção 4.8).
Quando os doentes são candidatos ao tratamento com docetaxel em associação com trastuzumab, devem ser sujeitos a uma avaliação cardíaca inicial. A função cardíaca deve ser também monitorizada durante o tratamento (p.ex. de três em três meses) para ajudar a identificar doentes que possam desenvolver disfunções cardíacas. Para mais detalhes consulte o resumo das características do medicamento de trastuzumab.
Afeções oculares
O edema macular cistóide (EMC) tem sido notificado em doentes sob terapêutica com docetaxel. Os doentes com insuficiência visual devem ser submetidos imediatamente a um exame oftalmológico completo. Caso seja diagnosticado EMC, o tratamento com docetaxel deve ser descontinuado e deve-se iniciar um novo tratamento apropriado (ver secção 4.8).
Outros
Devem ser tomadas medidas contracetivas tanto por homens como por mulheres durante o tratamento e, no caso dos homens até pelo menos 6 meses após o fim da terapêutica (ver secção 4.6).
O uso concomitante de docetaxel com inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, claritromicina, indinavir, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, telitromicina e voriconazol) deve ser evitado (ver secção 4.5).
Precauções adicionais para uso no tratamento adjuvante do carcinoma da mama Neutropenia complicada
Para os doentes que experimentam neutropenia complicada (neutropenia prolongada, neutropenia febril, ou infeção), deve considerar-se o uso de G-CSF e uma redução da dose (ver secção 4.2).
Reações gastrointestinais
Sintomas tais como dor e sensibilidade abdominal precoce, febre, diarreia, com ou sem neutropenia, podem ser manifestações precoces de toxicidade gastrointestinal grave e devem ser avaliados e tratados de imediato. Insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
Os doentes devem ser monitorizados quanto a sintomas de insuficiência cardíaca congestiva durante o tratamento e o período de acompanhamento. Em doentes tratados com o regime TAC para o carcinoma da mama com gânglios positivos, o risco de ICC demonstrou ser superior durante o primeiro ano após o tratamento (ver secções 4.8 e 5.1).
Leucemia
Nos doentes tratados com docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida (TAC), o risco de mielodisplasia tardia ou de leucemia mieloide requer acompanhamento hematológico.
Doentes com 4+ nódulos
Como o benefício observado em doentes com 4+ gânglios não foi estatisticamente significativo na sobrevivência livre de doença (SLD) e na sobrevivência global (SG), a relação positiva risco/benefício do TAC para os doentes com 4+ gânglios não foi completamente demonstrada na análise final (ver secção 5.1).
População idosa
Os dados disponíveis em doentes com idade >70 anos sobre o uso de docetaxel em associação com doxorrubicina e ciclofosfamida são limitados.
Dos 333 doentes tratados com docetaxel de três em três semanas num estudo no carcinoma da próstata, 209 doentes tinham idade igual ou superior a 65 anos e 68 doentes tinham mais de 75 anos. Nos doentes tratados com docetaxel de 3 em 3 semanas, a incidência de consequentes alterações nas unhas ocorreu com uma frequência ≥10 % mais elevada em doentes com idade igual ou superior a 65 anos em comparação com os doentes mais
novos. A incidência de febre, diarreia, anorexia e edema periférico ocorreu com uma frequência ≥10 % mais elevada em doentes com idade igual ou superior a 75 anos face aos doentes com menos de 65 anos.
Entre os 300 doentes (221 doentes na fase III do estudo e 79 doentes na fase II) tratados com docetaxel em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo, no estudo do carcinoma gástrico, 74 tinham 65 anos de idade ou mais e 4 doentes tinham 75 anos de idade ou mais. A incidência de efeitos adversos graves foi mais elevada nas populações idosas em comparação com as mais novas. A frequência de incidência dos seguintes acontecimentos adversos (todos os graus) foi mais elevada em ≥10 % nos doentes com 65 ou mais anos do que nos doentes mais novos: letargia, estomatite, infeção neutropénica..
As populações idosas tratadas com TCF devem ser cuidadosamente vigiadas. Excipientes
Este medicamento contém 13% (p/p) de etanol 95% v/v (álcool), i.e. até 252 mg de etanol 95% v/v por frasco de solvente, o que equivale a 6 ml de cerveja ou 2,6 ml de vinho por frasco para injétavel.
É nocivo para indivíduos que sofram de alcoolismo.
Este facto deve ser tido em consideração no caso de mulheres grávidas ou a amamentar, crianças e grupos de risco elevado tais como doentes com afecção hepática ou com epilepsia.
Deve ter-se em consideração possíveis efeitos no sistema nervoso central.
A quantidade de álcool neste medicamento poderá causar alterações no efeito de outros medicamentos. A quantidade de álcool neste medicamento poderá afetar a capacidade dos doentes para conduzir ou utilizar máquinas (ver secção 4.7).
4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação
Estudos in vitro mostraram que o metabolismo do docetaxel pode ser modificado pela administração concomitante de compostos que induzam, inibam ou sejam metabolizados pela citocromo P450-3A (e assim possam inibir a enzima competitivamente), tais como ciclosporina, cetoconazol e eritromicina. Por conseguinte, deverão tomar-se precauções no tratamento de doentes com esta terapêutica concomitante, visto haver um potencial para uma interação significativa.
Em caso de combinação com inibidores do CYP3A4, a ocorrência de reacções adversas ao docetaxel pode aumentar, como resultado do metabolismo reduzido. Se a utilização concomitante de um inibidor forte do CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, claritromicina, indinavir, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, telitromicina e voriconazol) não puder ser evitada, é recomendada uma monitorização clínica e um ajuste da dose de docetaxel durante o tratamento com o inibidor forte do CYP3A4 (ver secção 4.4). Num estudo farmacocinético com 7 doentes, a co-administração de docetaxel com o inibidor forte do CYP3A4 cetoconazol leva a uma diminuição significativa da depuração de docetaxel de 49%.
A farmacocinética do docetaxel na presença de prednisona foi estudada em doentes com carcinoma da próstata metastático. O docetaxel é metabolizado pelo CYP3A4 e a prednisona é conhecida como indutor do CYP3A4. Não se observou qualquer efeito estatisticamente significativo da prednisona sobre a farmacocinética do docetaxel.
4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento Gravidez
Não existe informação sobre o uso de docetaxel em mulheres grávidas. O docetaxel demonstrou ser embriotóxico e fetotóxico em coelhos e ratos, e reduziu a fertilidade em ratos. Tal como outros medicamentos citotóxicos, o docetaxel pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. Portanto, o docetaxel não deve ser administrado durante a gravidez a menos que tal seja claramente indicado.
As mulheres em idade fértil tratadas com docetaxel devem ser aconselhadas a não engravidar e a avisarem o médico assistente imediatamente caso isso aconteça.
Amamentação
Docetaxel é uma substância lipofílica, no entanto desconhece-se se é excretado no leite materno. Consequentemente, devido ao potencial para reações adversas nos lactentes, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com docetaxel.
Contracepção em homens e mulheres
Deverá ser utilizado um método contraceptivo eficaz durante o tratamento. Fertilidade
Nos estudos não clínicos, o docetaxel demonstrou efeitos genotóxicos, podendo alterar a fertilidade masculina (ver secção 5.3).
Consequentemente, os homens a ser tratados com docetaxel são aconselhados a não conceber uma criança durante o tratamento e até pelo menos 6 meses após o fim da terapêutica, bem como a aconselhar-se sobre a conservação de esperma antes de iniciar o tratamento.
4.7
Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram efetuados estudos relativos aos efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. A quantidade de álcool no Taxotere pode afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas (ver secção 4.4). 4.8 Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança para todas as indicações
As reações adversas consideradas como possível ou provavelmente relacionadas com a administração de docetaxel têm sido obtidas em:
• 1312 e 121 doentes tratados com 100 mg/m2 e 75 mg/m² de docetaxel em monoterapia, respetivamente. • 258 doentes tratados com docetaxel em associação com doxorrubicina.
• 406 doentes que receberam docetaxel em associação com cisplatina. • 92 doentes tratados com docetaxel em associação com trastuzumab. • 255 doentes que receberam docetaxel em associação com capecitabina.
• 332 doentes que receberam docetaxel em associação com prednisona ou prednisolona (apresentam-se os efeitos adversos clinicamente importantes relacionados com o tratamento).
• 1276 doentes (744 e 532 no TAX 316 e no GEICAM 9805, respetivamente) que receberam docetaxel em combinação com doxorrubicina e ciclofosfamida (apresentam-se os efeitos adversos clinicamente importantes relacionados com o tratamento).
• 300 doentes com adenocarcinoma gástrico (221 doentes na fase III do estudo e 79 doentes na fase II) que receberam docetaxel em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo (apresentam-se os efeitos adversos clinicamente importantes relacionados com o tratamento).
• 174 e 251 doentes com carcinoma de cabeça e pescoço que receberam docetaxel em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo (apresentam-se os efeitos adversos clinicamente importantes relacionados com o tratamento).
Estas reações foram descritas usando o Critério Comum de Toxicidade do NCI (grau 3 = G3; grau 3-4 = G3-4; grau 4 = G4) e os termos COSTART e os termos MedDRA. A frequência é definida como: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.
As reações adversas mais frequentes com docetaxel em monoterapia foram: neutropenia, (que se revelou reversível e não cumulativa, tendo o valor mínimo sido atingido, em mediana, ao fim de 7 dias e a duração mediana da neutropenia grave (<500 células/mm³) ter sido de 7 dias), anemia, alopecia, naúseas, vómitos, estomatite, diarreia e astenia. A intensidade dos efeitos adversos do docetaxel pode ser aumentada quando o taxotere é administrado em associação com outros agentes quimioterapêuticos.
Na associação com trastuzumab, são apresentados os efeitos adversos (todos os graus) notificados em ≥10%. Observou-se uma incidência acrescida de EAs graves (40% vs. 31%) e EAs de Grau 4 (34% vs. 23%) no braço da associação com trastuzumab em comparação com o docetaxel em monoterapia.
Na associação com capecitabina, são apresentados os efeitos indesejáveis mais frequentes relacionados com o tratamento (≥ 5%) notificados num estudo de fase III em doentes com carcinoma da mama que não responderam ao tratamento com antraciclinas (ver o Resumo das Características do Medicamento da capecitabina).
As reações adversas seguintes são frequentemente observadas com docetaxel: Doenças do sistema imunitário
Reações de hipersensibilidade ocorreram geralmente alguns minutos após o início da perfusão de docetaxel e foram normalmente ligeiras a moderadas. Os sintomas observados mais frequentemente foram rubor, erupção com e sem prurido, sensação de aperto no peito, dor nas costas, dispneia e febre ou arrepios. Reações graves caracterizaram-se por hipotensão e/ou broncospasmo ou erupção/eritema generalizado (ver secção 4.4). Doenças do sistema nervoso
O desenvolvimento de neurotoxicidade periférica grave requer a redução da dose (ver secções 4.2 e 4.4). Sinais neuro-sensitivos ligeiros a moderados, caracterizam-se por parestesia, distesia ou dor incluindo sensação de queimadura. Os acontecimentos neuromotores são, principalmente caracterizados por fraqueza.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Reações cutâneas reversíveis foram observadas e foram geralmente consideradas ligeiras a moderadas. As reações foram caracterizadas por erupção, incluindo erupções localizadas principalmente nas mãos e pés (incluindo síndrome grave da mão e do pé), mas também nos braços, face ou tórax, e frequentemente associadas a prurido. Ocorreram geralmente erupções uma semana após a perfusão de docetaxel. Foram notificados, com uma frequência inferior, sintomas graves tais como erupções seguidas de descamação, que raramente levaram à interrupção ou suspensão do tratamento com docetaxel (ver as secções 4.2 e 4.4). Perturbações graves das unhas são caracterizadas por hipo ou hiperpigmentação e por vezes dor e onicólise.
Perturbações gerais e alterações no local de administração
As reações no local de perfusão foram geralmente ligeiras e consistiram em hiperpigmentação, inflamação, rubor ou secura da pele, flebite ou extravasamento e engorgitação venosa.
A retenção de líquidos inclui acontecimentos tais como edema periférico, e menos frequentemente efusão pleural, efusão pericárdica, ascite e aumento de peso. O edema periférico normalmente tem início nas extremidades inferiores e pode generalizar-se com um aumento de peso igual ou superior a 3 kg. A retenção de líquidos é
Lista tabelada de reações adversas no cancro da mama para TAXOTERE 100 mg/m em monoterapia
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes
Infeções e infestações
Infeções (G3/4: 5,7%;incluindo sépsis e pneumonia, fatais em 1,7%)
Infeções associadas com neutropenia G4 (G3/4: 4,6%)
Doenças do sangue e do
sistema linfático
Neutropenia (G4: 76,4%); Anemia (G3/4: 8,9%); Neutropenia febril Trombocitopenia (G4: 0,2%)Doenças do sistema
imunitário
Hipersensibilidade (G3/4: 5,3%)Doenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia Doenças do sistemanervoso Neuropatia sensorial periférica (G3: 4,1%); Neuropatia motora periférica (G3/4: 4%) Disgeusia (grave: 0,07%)
Cardiopatias Arritmia (G3/4: 0,7%) Insuficiência cardíaca
Vasculopatias Hipotensão;
Hipertensão; Hemorragia Doenças respiratórias,
torácicas e do mediastino Dispneia (grave: 2,7%) Doenças gastrointestinais Estomatite (G3/4: 5,3%);
Diarreia (G3/4: 4%); Náuseas (G3/4: 4%); Vómitos (G3/4: 3%)
Obstipação (grave: 0,2%); Dor abdominal (grave: 1%); Hemorragia gastrointestinal (grave: 0,3%)
Esofagite (grave: 0,4%)
Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos Alopecia; Reações cutâneas (G3/4: 5,9%);
Alterações das unhas (grave: 2,6%) Afeções
musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos e ósseos
Mialgia (grave: 1,4%) Artralgia
Perturbações gerais e alterações no local de administração Retenção de líquidos (grave: 6,5%) Astenia (grave: 11,2%); Dor Reação no local de perfusão;
Dor no peito sem qualquer envolvimento cardíaco (grave: 0,4%)
Exames complementares
de diagnóstico G3/4 Aumento da bilirrubina sérica (<5%); G3/4 Aumento da fosfatase alcalina sérica (<4%);
G3/4 Aumento da AST (<3%);
G3/4 Aumento da ALT (<2%)
Descrição das reações adversas selecionadas no cancro da mama com Docetaxel Winthrop 100 mg /m2 em monoterapia
Doenças do sangue e do sistema linfático
Raros: episódios hemorrágicos associados a trombocitopenia de grau 3/4. Doenças do sistema nervoso
Quanto à reversibilidade existem dados disponíveis em 35,3% dos doentes que desenvolveram neurotoxicidade após o tratamento com docetaxel a 100 mg/m2 em monoterapia. Estes efeitos foram reversíveis espontaneamente dentro de 3 meses.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Muito raros: um caso de alopecia não-reversível no final do estudo. 73% das reações cutâneas foram reversíveis dentro de 21 dias.
Perturbações gerais e alterações no local de administração
A dose cumulativa mediana de descontinuação do tratamento foi superior a 1.000 mg/m2 e o tempo mediano para a reversibilidade do efeito de retenção de líquidos foi de 16,4 semanas (variando de 0 a 42 semanas). O início de uma retenção moderada a grave de líquidos é mais lenta (dose cumulativa mediana: 818,9 mg/m2) em doentes com pré-medicação comparativamente com doentes sem pré-medicação (dose mediana cumulativa: 489,7 mg/m2) foi no entanto notificado em alguns doentes durante os estadios iniciais da terapêutica.
Lista tabelada de reações adversas no carcinoma do pulmão de células não pequenaspara TAXOTERE 75 mg/m² em monoterapia
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes
Infeções e infestações
Infeções (G3/4: 5%)Doenças do sangue e do sistema
linfático
Neutropenia (G4: 54,2%); Anemia (G3/4: 10,8%); Trombocitopenia (G4: 1,7%)
Neutropenia febril
Doenças do sistema imunitário
Hipersensibilidade (não grave)Doenças do metabolismo e da
nutrição
Anorexia
Doenças do sistema nervoso Neuropatia sensorial periférica
(G3/4: 0,8%) Neuropatia motora periférica (G3/4: 2,5%)
Cardiopatias Arritmia (não grave)
Vasculopatias Hipotensão
Doenças gastrointestinais Náuseas (G3/4: 3,3%); Estomatite (G3/4: 1,7%); Vómitos (G3/4: 0,8%);
Diarreia (G3/4: 1,7%)
Obstipação
Afeções dos tecidos cutâneos e
subcutâneos Alopécia; Reação cutânea (G3/4: 0,8%) Alterações das unhas (grave: 0,8%) Afeções musculoesqueléticas e dos
tecidos conjuntivos e ósseos Mialgia
Perturbações gerais e alterações no
local de administração Astenia (grave: 12,4%); Retenção de líquidos (grave: 0,8%); Dor
Lista tabelada de reações adversas no cancro da mama para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com doxorrubicina
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes Infeções e infestações Infeção (G3/4: 7,8%)
Doenças do sangue e do
sistema linfático
Neutropenia (G4: 91,7%); Anemia (G3/4: 9,4%); Neutropenia febril; Trombocitopenia (G4: 0,8%)Doenças do sistema
imunitário
Hipersensibilidade (G3/4: 1,2%)Doenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia Doenças do sistemanervoso Neuropatia sensorial periférica (G3: 0,4%) Neuropatia motora periférica (G3/4: 0,4%)
Cardiopatias Insuficiência cardíaca;
Arritmia (não grave)
Vasculopatias Hipotensão
Doenças gastrointestinais Náuseas (G3/4: 5%); Estomatite (G3/4: 7,8%); Diarreia (G3/4: 6,2%); Vómitos (G3/4: 5%); Obstipação
Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos Alopécia; Alterações das unhas (grave: 0,4%); Reação cutânea (não grave) Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos e ósseos Mialgia Perturbações gerais e alterações no local de administração Astenia (grave: 8,1%); Retenção de líquidos (grave: 1,2%); Dor Reação no local de perfusão Exames complementares
de diagnóstico G3/4 Aumento da bilirrubina sanguínea (<2,5%); G3/4 Aumento da fosfatase alcalina (<2,5%) G3/4Aumento da AST (<1%); G3/4 Aumento da ALT (<1%)
Lista tabelada de reações adversas no carcinoma do pulmão de células não pequenas para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com cisplatina
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes Infeções e infestações Infeção (G3/4:5,7%)
Doenças do sangue e do
sistema linfático
Neutropenia (G4: 51,5%); Anemia (G3/4: 6,9%); Trombocitopenia (G4:0,5%) Neutropenia febrilDoenças do sistema
imunitário
Hipersensibilidade (G3/4: 2,5%)Doenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia Doenças do sistemanervoso Neuropatia sensorial periférica (G3: 3,7%); Neuropatia motora periférica (G3/4: 2%)
Cardiopatias Arritmia (G3/4: 0,7%) Insuficiência cardíaca
Vasculopatias Hipotensão (G3/4: 0,7%)
Doenças gastrointestinais Náuseas (G3/4: 9,6%); Vómitos (G3/4: 7,6%); Diarreia (G3/4: 6,4%); Estomatite (G3/4: 2%)
Obstipação
Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos Alopécia; Alterações das unhas (grave 0,7%); Reação cutânea (G3/4: 0,2%) Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos e ósseos Mialgia (grave: 0,5%) Perturbações gerais e alterações no local de administração Astenia (grave: 9,9%); Retenção de líquidos (grave: 0,7%); Febre (G3/4: 1,2%) Reação no local de perfusão; Dor Exames complementares
de diagnóstico Aumento da bilirrubina sanguínea G3/4 (2,1%); Aumento da ALT G3/4 (1,3%) Aumento da AST G3/4 (0,5%); Aumento da fosfatase alcalina sanguínea G3/4 (0,3%)
Lista tabelada de reações adversas no cancro da mama para TAXOTERE 100 mg/m² em associação com trastuzumab
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes
Doenças do sangue e do sistema
linfático
Neutropenia (G3/4: 32%); Neutropenia febril (inclui neutropenia associada a febre e a uso de antibióticos) ou sépsis neutropénica
Doenças do metabolismo e da
nutrição
AnorexiaPerturbações do foro
psiquiátrico
InsóniaDoenças do sistema nervoso
Parestesia; Cefaleias; Disgeusia; HipoestesiaAfeções oculares
Aumento do lacrimejo; ConjuntiviteCardiopatias
Insuficiência cardíacaVasculopatias
LinfoedemaDoenças respiratórias, torácicas
e do mediastino
Epistaxis; Dor faringolaríngea; Nasofaringite; Dispneia; Tosse; Rinorreia
Doenças gastrointestinais
Náuseas; Diarreia; Vómitos; Obstipação; Estomatite; Dispepsia; Dor abdominalAfeções dos tecidos cutâneos e
subcutâneos
Alopécia; Eritema; Erupção cutânea; Alterações das unhas
Perturbações gerais e alterações
no local de administração
Astenia; Edema periférico; Pirexia; Fadiga; Inflamação das mucosas; Dor; Sintomas gripais; Dor torácica; Arrepios
Letargia
Exames complementares de
diagnóstico
Aumento de peso
Descrição das reações adversas selecionadas no cancro da mama para TAXOTERE 100 mg/m2 em associação com trastuzumab
Cardiopatias
Foi notificada insuficiência cardíaca sintomática em 2,2% dos doentes que receberam docetaxel em associação com trastuzumab, comparativamente com 0% dos doentes que receberam docetaxel em monoterapia. No braço de docetaxel mais trastuzumab, 64% tinham recebido terapêutica adjuvante prévia com antraciclinas em comparação com 55% no braço de docetaxel em monoterapia.
Doenças do sangue e sistema linfático
Muito frequentes: A toxicidade hematológica foi aumentada em doentes que receberam trastuzumab e docetaxel, em comparação com o docetaxel isoladamente (32% de neutropenia grau 3/4 versus 22%, usando o critério NCI-CTC). De salientar que é provável que se trate de uma sub estimativa, uma vez que se sabe que o docetaxel em monoterapia na dose de 100 mg/m2 induz neutropenia em 97% dos doentes, 76% de grau 4, com base nas contagens hematológicas de valor mínimo. A incidência de neutropenia febril/sépsis neutropénica foi aumentada em doentes tratados com Herceptin em associação com docetaxel (23% versus 17% em doentes tratados com docetaxel em monoterapia).
Lista tabelada de reações adversas no cancro da mama para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com capecitabina
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes
Infeções e infestações Candidíase oral (G3/4: <1%)
Doenças do sangue e do sistema
linfático
Neutropenia (G3/4: 63%); Anemia (G3/4: 10%) Trombocitopenia (G3/4: 3%)Doenças do metabolismo e da
nutrição
Anorexia (G3/4: 1%);Diminuição do apetite Desidratação (G3/4: 2%); Doenças do sistema nervoso Disgeusia (G3/4: <1%);
Parestesia (G3/4: <1%) Tonturas; Cefaleias (G3/4: <1%); Neuropatia periférica Afeções oculares Aumento da lacrimação
Doenças respiratórias, torácicas e do
mediastino Dor faringolaríngea (G3/4: 2%)
Dispneia (G3/4: 1%);
Tosse (G3/4: <1%);
Epistaxis (G3/4: <1%)
Doenças gastrointestinais Estomatite (G3/4: 18%);Diarreia (G3/4: 14%); Náuseas (G3/4: 6%); Vómitos (G3/4: 4%); Obstipação (G3/4: 1%); Dor abdominal (G3/4: 2%); Dispepsia
Dor abdominal superior; Boca seca
Afeções dos tecidos cutâneos e
subcutâneos Síndrome mão-pé (G3/4: 24%) Alopécia (G3/4: 6%); Alterações das unhas (G3/4: 2%)
Dermatite;
Erupção cutânea eritematosa (G3/4: <1%); Descoloração das unhas; Onicólise (G3/4: 1%)
Afeções musculoesqueléticas e dos
tecidos conjuntivos e ósseos Mialgia (G3/4: 2%); Artralgia (G3/4: 1%) Dor nas extremidades (G3/4: <1%); Lombalgia (G3/4: 1%); Perturbações gerais e alterações no
local de administração Astenia (G3/4: 3%); Febre (G3/4: 1%); Fadiga/fraqueza (G3/4: 5%); Edema periférico (G3/4: 1%);
Letargia; Dor Exames complementares de
diagnóstico Diminuição de peso; Aumento da bilirrubina sanguínea G3/4 (9%)
Lista em tabelada de reações adversas no cancro da próstata para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com prednisona ou prednisolona
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes
Infeções e infestações Infeção (G3/4: 3,3%) Doenças do sangue e do sistema
linfático Neutropenia (G3/4: 32%); Anemia (G3/4: 4,9%) Trombocitopenia; (G3/4: 0,6%); Neutropenia febril Doenças do sistema imunitário Hipersensibilidade (G3/4: 0,6%) Doenças do metabolismo e da
nutrição Anorexia (G3/4: 0,6%)
Doenças do sistema nervoso Neuropatia sensorial periférica (G3/4: 1,2%);
Disgeusia (G3/4: 0%)
Neuropatia motora periférica (G3/4: 0%)
Afeções oculares Aumento do lacrimejo (G3/4: 0,6%)
Cardiopatias Diminuição da função ventricular
esquerda cardíaca (G3/4: 0,3%) Doenças respiratórias, torácicas e do
mediastino
Epistaxis (G3/4: 0%);
Dispneia (G3/4: 0,6%);
Tosse (G3/4: 0%)
Doenças gastrointestinais Náuseas (G3/4: 2,4%);Diarreia (G3/4: 1,2%);
Estomatite/Faringite (G3/4: 0,9%); Vómitos (G3/4: 1,2%)
Afeções dos tecidos cutâneos e
subcutâneos Alopécia; Alterações das unhas (não grave) Erupção cutânea exfoliativa (G3/4: 0,3%) Afeções musculoesqueléticas e dos
tecidos conjuntivos e ósseos Artralgia (G3/4: 0,3%); Mialgia (G3/4: 0,3%) Perturbações gerais e alterações no
Lista tabelada de reações adversas para tratamento adjuvante com TAXOTERE 75 mg/m² em associação com doxorrubicina e ciclofosfamida em doentes com carcinoma da mama com gânglios positivos (TAX 316) e com gânglios negativos (GEICAM 9805) – dados recolhidos
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes
Infeções e infestações
Infeção (G3/4:2,4%)Infeção neutropénica. (G374: 2,6%)
Doenças do sangue e do
sistema linfático
Anemia (G3/4: 3%); Neutropenia (G3/4: 59,2%); Trombocitopenia (G3/4: 1,6%); Neutropenia febril (G3/4. NA)Doenças do sistema
imunitário
Hipersensibilidade (G3/4: 0,6%)Doenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia (G3/4: 1,5%) Doenças do sistemanervoso Disgeusia (G3/4: 0,6%); Neuropatia sensorial periférica (G3/4: <0,1%)
Neuropatia motora
periférica (G3/4: 0%); Síncope (G3/4: 0%); Neurotoxicidade (G3/4: 0%);
Sonolência (G3/4: 0%) Afeções oculares Conjuntivite (G3/4:
<0,1%) Distúrbios do lacrimejo (G3/4: <0,1%);
Cardiopatias Arritmia (G3/4: 0,2%);
Vasculopatias Vasodilatação (G3/4:
0,5%) Hipotensão (G3/4: 0%); Flebite (G3/4: 0%) Linfedema (G3/4: 0%) Doenças respiratórias,
torácicas e do mediastino
Tosse (G3/4: 0%)
Doenças gastrointestinais Náuseas (G3/4: 5,0%); Estomatite (G3/4: 6,0%); Vómitos (G3/4: 4,2%); Diarreia (G3/4: 3,4%); Obstipação (G3/4: 0,5%) Dor abdominal (G3/4: 0,4%)
Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos Alopécia (persistente: <3%); Toxicidade cutânea (G3/4: 0,6%);
Alterações das unhas (G3/4: 0,4%) Afeções
Descrição das reações adversas selecionadas para tratamento adjuvante com TAXOTERE 75 mg/m² em
associação com doxorrubicina e ciclofosfamida em doentes com cancro da mama gânglios positivos (TAX 316) e gânglios negativos (GEICAM 9805).
Doenças do sistema nervoso
Observou-se neuropatia sensorial periférica no decorrer do tempo mediano de acompanhamento em 10 dos 84 doentes com efeitos de neuropatia sensorial periférica no final da quimioterapia no estudo de carcinoma da mama com gânglios positivos (TAX316).
Cardiopatias
No estudo TAX 316, 26 doentes (3,5%) no braço TAC e 17 doentes (2,3%) no braço FAC sofreram de insuficiência cardíaca congestiva. A todos os doentes, exceto a um em cada braço, foi-lhes diagnosticada ICC mais de 30 dias após o período de tratamento. Dois doentes no braço TAC e 4 doentes no braço FAC morreram devido a insuficiência cardíaca.
No estudo GEICAM 9805, 3 doentes (0,6%) no braço TAC e 3 doentes (0,6%) no braço FAC desenvolveram insuficiência cardíaca congestiva durante o período de acompanhamento. Um doente no braço TAC morreu devido a cardiomiopatia dilatada.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
No estudo TAX316, foi notificada alopécia persistindo durante o período de acompanhamento após o final da quimioterapia, em 687 de 744 doentes TAC e em 645 de 736 doentes FAC.
No final do período de acompanhamento (mediana actual do tempo de seguimento de 96 meses), foi observada alopécia contínua em 29 doentes TAC (3,9%) e 16 doentes FAC (2,2%).
No estudo GEICAM 9805, a alopécia persistiu durante o período de acompanhamento (mediana do tempo de acompanhamento de 10 anos e 5 meses) e foi observada continuamente em 49 doentes (9,2%) no braço TAC e 35 doentes (6,7%) no braço FAC. A alopécia relacionada com o medicamento em estudo, começou ou piorou em 42 doentes (7,9%) no braço TAC e 30 doentes (5,8%) no braço FAC durante o período de acompanhamento. Doenças dos órgãos genitais e da mama
Observou-se amenorreia contínua no tempo mediano de acompanhamento em 121 dos 202 doentes com amenorreia no final da quimioterapia no estudo TAX316.
No estudo GEICAM 9805, a amenorreia persistiu durante o período de acompanhamento (mediana do tempo de acompanhamento de 10 anos e 5 meses) e foi observada continuamente em 18 doentes (3,4%) no braço TAC e 5 doentes (1,0%) no braço FAC.
Perturbações gerais e alterações no local de administração
No estudo TAX316, observou-se o aparecimento de edema periférico contínuo em 19 doentes dos 119 doentes com edema periférico no braço TAC e em 4 doentes dos 23 doentes com edema periférico no braço FAC. No estudo GEICAM 9805, observou-se o desenvolvimento de linfoedema em 4 dos 5 doentes no braço TAC e em 1 dos 2 doentes no braço FAC no final da quimioterapia, e não foi solucionado durante o período de acompanhamento (mediana do tempo de acompanhamento de 10 anos e 5 meses). A astenia persistiu durante o período de acompanhamento (mediana do tempo de acompanhamento de 10 anos e 5 meses) e foi observada continuamente em 12 doentes (2,3%) no braço TAC e 4 doentes (0,8%) no braço FAC.
Leucemia aguda / Síndrome de mielodisplasia
Ao fim de 10 anos de acompanhamento no estudo TAX316, foi notificada leucemia aguda em 4 dos 744 doentes TAC e em 1 dos 736 doentes FAC. Síndrome de mielodisplasia foi notificada em 2 dos 744 doentes TAC e em 1 dos 736 doentes FAC .
Ao fim de 10 anos de acompanhamento no estudo GEICAM 9805, observou-se ocorrência de leucemia aguda em 1 dos 532 (0,2%) doentes no braço TAC. Não houve notificação de casos em doentes no braço FAC. Não houve doentes diagnosticados com síndroma de mielodisplasia em qualquer grupo de tratamento.
Complicações neutropénicas
A tabela seguinte mostra que a incidência de neutropenia de Grau 4, neutropenia febril e infeção neutropénica foi reduzida em doentes que receberam profilaxia primária com G-CSF após tal ter sido obrigatório no braço TAC do estudo GEICAM.
Complicações neutropénicas em doentes a receber TAC com ou sem profilaxia primária com G-CSF (GEICAM 9805)
Sem profilaxia primária com G-CSF
(n=111) n (%)
Com profilaxia primária com G-CSF (n=421) n (%) Neutropenia (Grau 4) 104 (93,7) 135 (32,1) Neutropenia febril 28 (25,2) 23 (5,5) Infeção neutropénica 14 (12,6) 21 (5,0)
Infeção neutropénica (Grau 3-4) 2(1,8) 5 (1,2)
Lista tabelada de reações adversas no adenocarcinoma gástrico para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo
Classes de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes
Infeções e infestações
Infeção neutropénica; Infeção (G3/4: 11,7%).Doenças do sangue e do sistema
linfático
Anemia (G3/4: 20,9%); Neutropenia (G3/4: 83,2%); Trombocitopenia (G3/4: 8,8%); Neutropenia febril.
Doenças do sistema imunitário
Hipersensibilidade (G3/4: 1,7%)Doenças do metabolismo e da
nutrição
Anorexia (G3/4: 11,7%).
Doenças do sistema nervoso Neuropatia sensorial periférica
(G3/4: 8,7%) Tonturas (G3/4: 2,3%); Neuropatia motora periférica (G3/4: 1,3%)
Afeções oculares Aumento do lacrimejo (G3/4: 0%)
Afeções do ouvido e do labirinto Alteração da audição (G3/4: 0%)
Cardiopatias Arritmia (G3/4: 1,0%)
Doenças gastrointestinais Diarreia (G3/4: 19,7%); Náuseas (G3/4: 16%); Estomatite (G3/4: 23,7%); Vómitos (G3/4: 14,3%). Obstipação (G3/4: 1,0 %); Dor gastrointestinal (G3/4: 1,0%); Esofagite/disfagia/odinofagia (G3/4: 0,7%)
Afeções dos tecidos cutâneos e
subcutâneos Alopécia (G3/4: 4,0%). Erupção cutânea / prurido (G3/4: 0,7%); Alterações das unhas (G3/4: 0,7%);
Descamação cutânea (G3/4:
0%).
e 3,4% dos doentes, que receberam profilaxia com G-CSF e em 15,6% e 12,9% dos doentes sem tratamento profilático de G-CSF (ver secção 4.2).
Lista tabelada de reações adversas no carcinoma da Cabeça e do Pescoço para TAXOTERE 75 mg/m² em associação com cisplatina e 5-fluorouracilo
•
Indução quimioterapêutica seguida de radioterapia (TAX 323) Classes de sistema deórgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes
Infeções e infestações
Infeção (G3/4: 6,3%);Infeção neutropénica
Neoplasias benignas e
malignas (incluindo
quistos e polipos)
Dor oncológica (G3/4: 0,6%)Doenças do sangue e
sistema linfático
Neutropenia (G3/4: 76,3%); Anemia (G3/4: 9,2%) Trombocitopenia (G3/4: 5,2%) Neutropenia febrilDoenças do sistema
imunitário
Hipersensiblidade (não grave)Doenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia (G3/4: 0,6%)
Doenças do sistema
nervoso
Disgeusia/Parosmia; Neuropatia sensorial periférica (G3/4: 0,6%) TonturasAfeções oculares
Aumento do lacrimejo;Conjuntivite
Afeções do ouvido e do
labirinto
Alteração da audição
Cardiopatias
Isquemia miocárdica(G3/4:1,7%) Arritmia (G3/4: 0,6%)
Vasculopatias
Alterações venosas (G3/4:0,6%)
Doenças
gastrointestinais
Náuseas (G3/4: 0,6%); Estomatite (G3/4: 4,0%); Diarreia (G3/4: 2,9%); Vómitos (G3/4: 0,6%) Obstipação; Esofagite/disfagia/ odinofagia (G3/4: 0,6%); Dor abdominal; Dispepsia; Hemorragia gastrointestinal (G3/4: 0,6%)Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos
Alopécia (G3/4: 10,9%) Erupção cutânea com prurido; Pele seca; Descamação cutânea (G3/4: 0,6%)
Afeções
musculoesqueléticas,
dos tecidos conjuntivos
e ósseos
Mialgia (G3/4: 0,6%)Perturbações gerais e
alterações no local de
administração
Letargia (G3/4: 3,4%);
Febre (G3/4: 0,6%);
Retenção de líquidos; EdemaClasses de sistema de órgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes
Exames
complementares de
diagnóstico
Aumento de peso
•
Indução quimioterapêutica seguida de quimioradioterapia (TAX 324) Classes de sistema deórgãos segundo a base de dados MedDRA
Reações adversas muito
frequentes Reações adversas frequentes Reações adversas pouco frequentes
Infeções e infestações
Infeção (G3/4: 3,6%); Infeção neutropénicaNeoplasias benignas e
malignas (incluindo
quistos e polipos)
Dor oncológica (G3/4: 1,2%)Doenças do sangue e
sistema linfático
Neutropenia (G3/4: 83,5%); Anemia (G3/4: 12,4%); Trombocitopenia (G3/4: 4,0%); Neutropenia febril Neutropenia febrilDoenças do sistema
imunitário
HipersensibilidadeDoenças do
metabolismo e da
nutrição
Anorexia (G3/4: 12,0%)Doenças do sistema
nervoso
Disgeusia/Parosmia (G3/4: 0,4%); Neuropatia sensorial periférica (G3/4: 1,2%) Tonturas (G3/4: 2,0%); Neuropatia motora periférica (G3/4: 0,4%)Afeções oculares
Aumento do lacrimejo ConjuntiviteAfeções do ouvido e do
labirinto
Alteração da audição (G3/4: 1,2%)
Cardiopatias
Arritmia (G3/4: 2,0%) Isquémia miocárdicaVasculopatias
Alterações venosasDoenças
gastrointestinais
Náuseas (G3/4: 13,9%); Estomatite (G3/4: 20,7%); Vómitos (G3/4: 8,4%); Diarreia (G3/4: 6,8%); Esofagite/disfagia/odinofa gia (G3/4: 12,0%); Obstipação (G3/4: 0,4%) Dispepsia (G3/4: 0,8%); Dor gastrointestinal (G3/4: 1,2%); Hemorragia gastrointestinal (G3/4: 0,4%)Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos
Alopécia (G3/4: 4,0%); Erupção cutânea com prurido
Pele seca; Descamação
Experiência pós-comercialização
Neoplasias benignas e malignas (incluindo quistos e pólipos)
Casos de leucemia aguda mieloide e síndroma mielodisplástico foram notificados em associação com o docetaxel quando administrado em combinação com outros agentes de quimioterapia e/ou radioterapia.
Doenças do sangue e sistema linfático
Foram notificadas supressão da medula óssea e outras reações adversas hematológicas. Foi notificada coagulação intravascular disseminada (DIC), associada por diversas vezes a sépsis ou falência multiorgânica.
Doenças do sistema imunitário
Foram notificados alguns casos de choque anafilático, por vezes fatal. Doenças do sistema nervoso
Foram observados casos raros de convulsões ou perda de consciência momentânea com a administração de docetaxel. Estas reações aparecem por vezes durante a perfusão do medicamento.
Afeções oculares
Foram notificados casos muito raros de perturbações visuais transitórias (clarões, luzes intermitentes, escotoma) ocorrendo normalmente durante a perfusão do medicamento e associados a reações de hipersensibilidade. Estes foram reversíveis após descontinuação da perfusão. Foram notificados raramente casos de lacrimejo com ou sem conjuntivite, e casos de obstrução do canal lacrimal que resultaram em excesso de lágrimas. Foram notificados casos de edema macular cistóide (EMC) em doentes sob terapêutica com docetaxel.
Afeções do ouvido e do labirinto
Foram notificados raramente casos de ototoxicidade, afeções de audição e/ou perda de audição. Cardiopatias
Foram notificados casos raros de enfarte do miocárdio. Vasculopatias
Foram notificados raramente episódios de tromboembolismo venoso. Doenças respiratórias,torácicas e do mediastíno
Síndroma de dificuldade respiratória aguda e casos de pneumonia intersticial/pneumonite , doença pulmonar intersticial, fibrose pulmonar e insuficiência respiratória por vezes fatal foram raramente notificados. Casos raros de pneumonite por radiação foram notificados em doentes a fazer radioterapia concomitante.
Doenças gastrointestinais
Foram notificados episódios raros de desidratação em consequência de acontecimentos gastrointestinais, perfurações gastrointestinais, colite isquémica, colite e enterocolite neutropénica. Foram notificados casos raros de íleus e obstrução intestinal.
Afeções hepatobiliares
Foram notificados casos muito raros de hepatite, por vezes fatal principalmente em doentes com distúrbios hepáticos pré-existentes.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Casos muito raros de lúpus eritematoso cutâneo e erupções bolhosas, tais como eritema multiforme, síndroma de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica foram notificados com docetaxel. Em alguns casos, outros fatores concomitantes podem ter contribuído para o aparecimento destes efeitos. Foram notificadas alterações
semelhantes a esclerodermia geralmente precedidas de linfedema periférico com a utilização do docetaxel. Foram notificados casos de alopécia permanente (frequência desconhecida).
Doenças renais e urinárias
Insuficiência renal e falência renal foram notificadas. Em cerca de 20% destes casos não houve fatores de risco para a falência renal aguda tais como medicação nefrotóxica concomitante e doenças gastrointestinais. Perturbações gerais e alterações no local de administração
A retenção de líquidos não foi acompanhada de episódios agudos de oliguria ou hipotensão. Edema pulmonar e desidratação foram notificados raramente.
Doenças do metabolismo e da nutrição
Foram notificados casos de hiponatremia, principalmente associados a desidratação, vómitos e pneumonia. Notificação de suspeitas de reações adversas
As notificações de suspeitas de reacções adversas após a AIM são importantes. Estas permitem a monitorização continua da relação benefício / risco do medicamento. Os profissionais de saúde são convidados a notificar quaisquer suspeitas de reacções adversas por meio do sistema de comunicação nacional listado no Apêndice V. 4.9 Sobredosagem
Foram notificados alguns casos de sobredosagem. Não existe antídoto conhecido para a sobredosagem com docetaxel. Em caso de sobredosagem, o doente deve ser mantido numa unidade especializada, com monitorização regular das funções vitais. Em caso de sobredosagem, é previsível a exacerbação dos efeitos adversos. Prevê-se que as principais complicações da sobredosagem sejam uma supressão da medula óssea, neurotoxicidade periférica e mucosite. Os doentes devem receber terapêutica com G-CSF logo que possível após a deteção da sobredosagem. Outras medidas sintomáticas apropriadas devem ser tomadas, quando necessário. 5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1 Propriedades farmacodinâmicas
Grupo Farmacoterapêutico: Citotóxicos que interferem com a tubulina, Código ATC: L01CD 02 Mecanismo de ação
O docetaxel é um agente antineoplásico que atua promovendo a agregação da tubulina em microtúbulos estáveis e inibindo a sua dissociação, o que conduz a uma marcada redução de tubulina livre. A ligação do docetaxel aos microtúbulos não altera o número de protofilamentos.
Ficou demonstrado in vitro que o docetaxel interrompe a rede microtubular nas células, essencial para as funções celulares vitais, como a mitose e interfase.
Efeitos farmacodinâmicos
O docetaxel demonstrou ser citotóxico in vitro relativamente a uma série de linhagens de células tumorais humanas e murinas e ainda em ensaios clonogénicos com células tumorais humanas de remoção recente. O docetaxel atinge elevadas concentrações intracelulares, com um longo tempo de permanência nas células. Além disso, verificou-se que o docetaxel era ativo em algumas mas não em todas as linhagens de células com sobre-expressão da glicoproteína p codificada pelo gene de resistência a múltiplos fármacos. In vivo o docetaxel revelou ser independente do regime terapêutico e possuir um vasto espectro de atividade antitumoral experimental contra tumores humanos e murinos em estadio avançado.
Eficácia e segurança clínicas Carcinoma da mama