SOCIEDADE LIMITADA - X 1. Histórico e regime jurídico:
- Chamada anteriormente de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, a sociedade limitada surgiu por atos legislativos, em atendimento aos interesses de pequenos e médios empreendedores, os quais reclamavam por um tipo de sociedade que limitasse a responsabilidade dos sócios, a exemplo do que ocorre com as sociedades por ações, sem que tivessem que atender às complexas formalidades desta, nem a sujeição da prévia autorização do Estado;
- Para atender estes interesses surgiu em 1862, na Inglaterra, e um ano após em França, um subtipo de sociedade anônima, onde foram estabelecidas regras que simplificavam este tipo de sociedade, para atender empreendimentos que não necessitavam de grandes recursos. Em 1863, na Alemanha, surgiu a sociedade limitada, como um tipo próprio de organização societária, e não como uma sociedade anônima simplificada, esta iniciativa legislativa inspirou outras legislações em outros países, como no Brasil, em 1919, com o Decreto nº 3.708, a chamada Lei das Limitadas – LL;
- Por ser sucinto, o Dec. 3.708 recebeu críticas neste sentido, uma vez que dispunha, dentre outras poucas matérias específicas, a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais, responsabilidade dos gerentes, delegação de poderes de gerência, retirada do sócio dissidente, responsabilidade dos sócios por deliberações contrárias à lei e ao contrato social. Assim nos casos omissos este tipo de sociedade se regia pelo Código Comercial e pela Lei das Sociedades Anônimas;
- Com a entrada em vigência do atual Código Civil a sociedade limitada passou a ser regida por aquele diploma legal, através dos arts. 1.052 a 1.087. Na omissão aplica-se a regra disposta no art. 1.053 e § Único/CC, ou seja, quando a matéria não está disciplinada no capítulo pertinente a este tipo de sociedade, esta fica sujeita à disciplina da sociedade simples, ou, se expressamente previsto no contrato social, à da Lei das Sociedades Anônimas;
2. Constituição:
- A sociedade limitada se constitui por um contrato celebrado entre os sócios. Para que o contrato social venha a ser considerado válido, o mesmo deve atender os requisitos gerais de validade estabelecidos na legislação e mais especificamente no art. 104/CC, por ser considerado espécie de atos jurídicos. Assim deverão ser observados os seguintes requisitos:
a) capacidade dos sócios: neste aspecto o que geralmente se analisa é a possibilidade do menor vir a participar como sócio deste tipo de sociedade. Atualmente por uma construção jurisprudencial, o registro de empresa admite a participação de menores nos contratos sociais ou suas alterações, uma vez atendidos os seguintes critérios: 1º) o menor não pode exercer a gerência; 2º) o capital deve estar totalmente integralizado; 3º) Deve ser observada a legislação civil na formalização da representação ou assistência do menor, ou seja, deverão ser atendidas as formalidades específicas da manifestação da vontade do incapaz, existentes na lei civil, na assinatura do instrumento de direito societário. Assim se a incapacidade é absoluta, o menor é representado, se relativa, assistido;
b) objeto lícito, possível e determinável: serão determinados pelo objeto social. Será considerada nula a sociedade contratada para a exploração de atividade ilícita. Impossível será o objeto quando não puder ser realizado ou ser explorado economicamente. O objeto será determinado, porque não é possível registrar um contrato cujo objeto é indeterminado;
c) forma escrita ou não defesa em lei: a forma do contrato social é a escrita, por instrumento público ou particular, devendo constar no mesmo as cláusulas essenciais, e o visto de um advogado (§ 2º, do art. 1º, d a Lei nº 8.906/94). Há de ser observado que o direito não repudia por completo a forma oral de contratação da sociedade, uma vez que terceiros não sócios podem provar por qualquer meio permitido em direito a chamada sociedade de fato, independentemente da exibição de um instrumento escrito de contrato social. São três as implicações, para as sociedades contratadas oralmente: 1ª) o sócio não pode demandar os demais ou a própria sociedade, para fazer valer os seus direito (art. 987/CC0; 2ª) o sócio demandado por terceiros não pode opor-lhe a existência da sociedade; 3ª) a sociedade é considerada irregular, porque não pode obter o seu registro na Junta Comercial;
- Além dos requisitos gerais de validade acima expostos, o contrato social deverá, também, preencher outros dois requisitos, de natureza particular a este tipo de contrato (art.981/CC): 1º) a contribuição dos sócios para a formação da sociedade através de dinheiro, bens ou créditos, sendo vedado a contribuição somente com a prestação de serviços (§2º, art. 1.055/CC); 2º) distribuição de resultados: o que significa que se impõe a participação de todos os sócios nos lucros da sociedade, considerada nula a existência de cláusula inserida no contrato negado tal participação (art. 1.008/CC). Deve ser observado que o não atendimento dos requisitos do contrato social, considerados específicos, compromete a validade de uma ou mais cláusulas e não a do negócio em seu todo, ou seja, a sociedade será considerada válida, embora o seu contrato social seja parcialmente inválido;
- Para a doutrina o contrato social deve atender aos seguintes pressupostos, como condição de existência da sociedade, podendo levar à dissolução da sociedade, caso não venham a ser atendidos: 1º) a pluralidade de sócios: a participação de no mínimo dois sócios, no quadro societário, uma vez que o nosso Direito não admite a sociedade limitada unipessoal, dissolvendo-se nos termos do art. 1.033, IV/CC; 2º) a affectio societatis: constitui esta a disposição dos sócios em formar e manter a sociedade uns com os outros, e se não existe ou desaparece este ânimo, a sociedade não se constitui ou deve ser dissolvida; - Como em todo contrato, o de constituição da sociedade limitada apresenta cláusulas, ajustadas entre os sócios, contendo o preâmbulo, com a identificação e qualificação das partes contratantes, seguido das disposições de vontade, organizadas por tópicos. No contrato social existem as chamadas cláusulas essenciais, consideradas indispensáveis para efeitos de registro na Junta, e as cláusulas acidentais, as que dizem respeito às relações entre os sócios, uma vez que a ausência das mesmas não impede o registro. As essenciais estão definidas no inciso III, do art. 53, do Decreto nº 1.800/96, que regulamentou a Lei do Registro de Empresas, ou sejam, o tipo de sociedade empresária adotado; declaração do objeto; capital social, forma e prazo de integralização; a quota de cada sócio; a extensão da responsabilidade dos sócio; nome e qualificação dos sócios e dos administradores; nome da sociedade empresária; localização da sede e filiais; duração, que poderá ser por prazo determinado ou indeterminado; fim do exercício social que não deve coincidir com o ano civil. Como acidentais, encontramos as que estabelecem o pro labore; as que definem as conseqüências do falecimento do sócio e outras;
- O contrato social pode ser alterado por deliberação dos sócios a qualquer tempo, basta que os sócios ou a maioria deles considerem necessária a alteração. Pelas regras contidas no Código Civil, existem as seguintes hipóteses de alteração:
a) designação de administrador não sócio: esta hipótese somente será cabível se houver permissão expressa no contrato social. A alteração dependerá da vontade unânime dos sócios, enquanto não integralizado a totalidade do capital social, ou, se totalmente integralizado, da aprovação do sócio ou sócios titulares de 2/3 do capital social (art. 1.061/CC);
b) destituição de administrador sócio: exige-se a aprovação de titular ou titulares de quotas representativas de 2/3 do capital social, salvo se o contrato estabelecer outro quorum maior ou menor (§ 1º, art. 1.063/CC);
c) expulsão do sócio minoritário: a alteração poderá ser aprovada por sócio ou sócios titulares de mais da metade do capital social, nas duas hipóteses em que é cabível essa forma de expulsão, ou sejam, no caso da mora na integralização, ou prática de atos que põem em risco a continuidade da empresa, nesta última hipótese se o contrato social permitir (§ único do art. 1.004 e o art. 1.085/CC);
d) demais alterações: dependem da aprovação de sócio ou sócios titulares de ¾ do capital social (V, art. 1.071 e I, art. 1.076/CC0);
3. Responsabilidade dos sócios:
- Ao assinar o contrato social os sócios, dentre as principais obrigações assumidas, ficam obrigados a entregar para a sociedade constituída, dinheiro, bem ou crédito, no montante contratado, integralizando as quotas do capital que subscreveram. A integralização do capital poderá ser à vista, quando a entrega é concomitante com a assinatura do contrato social, ou a prazo quando a mesma se der posteriormente à constituição. Os sócios, para tanto, deverão combinar e ficar estabelecido no contrato social a distribuição do capital social entre eles, e, assim podemos dizer que a quota subscrita corresponde ao montante prometido individualmente pelos sócios para a formação do capital social, integralizada no momento da constituição ou posteriormente;
- Os sócios participantes do contrato social assumem obrigações e titularizam direitos, uns perante os outros e, também, criam um novo sujeito, a pessoa jurídica, com a qual os mesmos passam a manter vínculos obrigacionais, como devedores ou credores, a exemplo da quota subscrita, onde a sociedade se torna credora do sócio. É considerado remisso o sócio que não cumpre a obrigação de integralizar a quota, passando o mesmo a responder sempre pelo dano emergente da mora, independente da natureza de sua contribuição (art. 1.004/CC). Pode a maioria dos demais sócios preferir, à indenização, a exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado, aplicando-se, em ambos os casos, o disposto no § 1º, do art. 1.031/CC. Se expulso o sócio remisso, lhe será restituído, as entradas feitas, deduzidas as quantias correspondentes aos juros de mora, cláusula penal expressamente prevista no contrato social e despesas (art. 1.058/CC);
- Enquanto não solucionada a mora do sócio remisso, poderão os sócios deliberar pela suspensão de um ou mais direitos do mesmo, como o recebimento de lucros, participação nas deliberações sociais, mediante deliberação neste sentido lançada em ata registrada na Junta, desde que o contrato social conste cláusula elegendo a Lei sobre as sociedades por ações, como diploma de regência supletiva, de forma a aplicar o art. 120 daquela lei, subsidiariamente;
- Não integralizada a quota de sócio remisso, deverá haver uma redução proporcional do capital social da sociedade. Em querendo evitar a diminuição os sócios deverão proceder na forma do art. 1.058/CC;
4. Responsabilidade pelas obrigações sociais:
- Com a personalização da sociedade limitada existe a separação patrimonial entre a pessoa jurídica e os seus sócios. Assim a regra é a da irresponsabilidade dos sócios da sociedade limitada pelas dívidas sociais, respondendo os sócios apenas pelo valor das quotas que se comprometem, no contrato social, limitando-se, portanto, a responsabilidade dos sócios
(art. 1.052/CC). Desta forma quem negocia com a sociedade limitada deve saber que tem apenas o patrimônio social por garantia, assim se negociar mal, sem exigir qualquer tipo de garantia, sofre as conseqüências pelos prejuízos, caso não venha a receber o seu crédito, motivado pelas perdas decorrentes dos insucessos da atividade econômica da sociedade, não sendo lesado pela limitação da responsabilidade dos sócios;
- Entretanto existem outras situações, dos chamados credores não negociais, onde a limitação das responsabilidades dos sócios, pode vir a representar prejuízos, pois diferentemente dos credores negociais, aqueles não possuem os instrumentos que estes costumam utilizar, com o objetivo de se preservarem da insolvência do empresário, a justificar, nos termos da lei, as exceções à limitação da responsabilidade dos sócios, passando assim a responder ilimitadamente pelas dívidas da sociedade, em casos excepcionais, como:
a) a obrigação pela formação do capital social: neste caso os favorecidos são os credores negociais e os não negociais. Se o limite da responsabilidade dos sócios pelas obrigações da limitada é o total do capital social subscrito e não integralizado, eles deverão responder solidariamente pela integralização do capital social (art. 1.052/CC), podendo assim o credor responsabilizar, solidariamente, os sócios pelo capital não integralizado, para a satisfação do seu crédito, respondendo subsidiariamente, ou seja, depois de exaurido o patrimônio social. Entretanto, se capital social estiver totalmente integralizado, não há qualquer responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais, de natureza negocial;
b) responsabilidade ilimitada dos sócios e por irregularidade: trata-se de exceção à regra da responsabilidade limitada, atingindo aos chamados credores não negociais, onde os sócios respondem de forma direta e ilimitada, sem necessidade do prévio exaurimento do patrimônio social, assim temos:
- o credor fiscal: nos termos do inciso III, do art. 135/CTN, imputa-se esta responsabilidade ao sócio gerente, na condição de responsável tributário pelas obrigações da limitada, podendo o fisco direcionar a execução do tributo diretamente contra ele, independentemente da situação patrimonial da sociedade, e, também, nos termos do inciso VII, do art. 134/CTN, aos sócios, solidariamente com a sociedade, no caso de liquidação desta;
- a Seguridade Social: (art. 13/Lei 8.620/93), responde o sócio, seja ele gerente ou não, de forma solidária, por débitos da sociedade junto àquela; - as deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a
responsabilidade dos que expressamente as aprovaram (art. 1.080/CC);
5. Deliberações em assembléias:
decisões das sociedades, nem todos tem o poder de influir com sua vontade no conteúdo das mesmas;
- As matérias elencadas art. 1.071/CC, dependem da deliberação dos sócios, além de outras indicadas no contrato, bem como as discriminadas nos arts. 1.066, § 1º e 1.068/CC;
- Será obrigatória a assembléia para deliberarem sobre as matérias acima, quando o número de sócios for superior a dez (§ 1º, art. 1.072/CC), devendo ser observadas as formalidades legais para que as deliberações sejam consideradas válidas. Estas formalidades dizem respeito à periodicidade, convocação, quorum de instalação, registro em ata e o seu arquivamento na Junta Comercial. Quando o número de sócios não ultrapassa dez, o contrato social pode estabelecer que as deliberações serão adotadas em reunião de sócios (art. 1.072/CC). A reunião ou assembléia poderá ser substituída por um documento firmado por todos os sócios, decidindo sobre as matérias que seriam objeto delas (§ 3º, art. 1.072/CC);
- São estas as formalidades para a assembléia:
a) periodicidade: a assembléia deve ser realizada pelo menos uma vez por ano e nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, designando-a como anual ou ordinária, devendo constar da ordem dia os assuntos constantes no art. 1.078/CC; b) competência para convocação: é dever do administrador a convocação da
assembléia dos sócios (art. 1.072/CC) e também pelo sócio ou pelo conselho fiscal nos casos estabelecidos no art. 1.073/CC;
c) modo de convocação: os anúncios de convocação da assembléia dos sócios devem ser publicados no Diário Oficial do Estado em que se encontrar sediada a sociedade limitada, e se no Distrito Federal, pelo Diário Oficial da União, e também em jornal de grande circulação na sede da mesma, por três vezes, sendo a primeira convocação com prazo mínimo de antecedência de oito dias da realização da assembléia, e a segunda com prazo mínimo de cinco dias (§ 3º, art. 1.152/CC). Dispensada a publicação dos anúncios nas hipóteses do §2º, do art. 1.072/CC;
d) quorum de instalação: para que sejam validados os trabalhos da assembléia, um número mínimo de sócios deve estar presente ou estar representado por procurador, um outro sócio ou advogado. Nos termos do art. 1.074/CC, em primeira convocação a assembléia se instala com sócios titulares de, no mínimo ¾ do capital social, em segunda convocação com qualquer número;
e) quorum de deliberação: deverá ser atendido o disposto nos arts. 1.061 e 1.076/CC. O contrato social pode determinar quorum diferente do legal, na hipótese do § 1º, do art. 1.063, ou para qualquer matéria sujeita à aprovação por maioria simples, para a qual poderá ser exigido quorum qualificado;
f) atas: os trabalhos serão dirigidos por uma mesa composta de presidente e secretário, escolhidos entre os sócios presentes ou recair sobre outras pessoas, caso haja recusa dos sócios ou se estes não forem suficientes para compor a mesa. Deverá ser marcado o início e o término das fases de discussão e votação de cada matéria da ordem do dia, assegurando o direito à voz e ao voto dos sócios presentes, devendo o secretário registra em ata os trabalhos e deliberações adotadas. Cópia da ata, autenticada pela mesa ou pelos administradores, deverá ser levada a arquivamento na Junta Comercial, no prazo de 20 dias (§ 2º, art. 1.075/CC). Caso ocorra alteração do contrato social, além da ata, também deverá ser levada a arquivamento na Junta, o instrumento de alteração do contrato social, o qual deve ser firmado pelos sócios titulares da quota suficientes para a validação da matéria;
6. Reunião dos sócios:
- Caso o número de sócios da sociedade não ultrapasse dez, a assembléia não é obrigatória, podendo as matérias mencionadas no art. 1.071/CC, serem apreciadas e deliberadas em reunião dos sócios;
- Nos termos dos arts.1.072, § 6º e 1.079/CC as regras sobre a assembléia dos sócios aplicam-se às reuniões, nos casos omissos no contrato social, ou seja, quando este não disciplinar sobre periodicidade, convocação, quorum de instalação e registro dos trabalhos. A ata ou outro documento de registro das deliberações, previsto em contrato social, deverá ser levado a registro na Junta Comercial;
7. Administradores:
- Competem aos administradores, chamados de gerentes ou diretores, administrar e representar a sociedade limitada, interna e externamente. Deverão ser identificados no Contrato Social ou em ato apartado, e são escolhidos pelos sócios. O quorum de deliberação para a escolha do administrador, dependerá do instrumento de designação. Assim o administrador sócio nomeado em contrato social, será eleito por sócio ou sócios titulares de ¾ do capital social, por ser este o quorum para modificação do ato constitutivo (I, art. 1.076/CC), e o designado em apartado, por sócio ou sócios titulares de mais da metade do capital social (II, art. 1.076/CC), enquanto que o administrador não sócio, independente do instrumento de sua nomeação, deve ser escolhido pela unanimidade dos sócios, enquanto não totalmente integralizado o capital social, ou por sócios detentores de 2/3 deste capital, quando totalmente integralizado (art. 1.061/CC), devendo o contrato social prever a possibilidade da escolha de um administrar não sócio;
- O mandato do administrador será por prazo determinado ou indeterminado, podendo ser destituído a qualquer tempo:
a) o administrador sócio, quando designado no contrato social, por vontade de sócios ou sócios titulares de quotas correspondentes a 2/3 do capital social, se outro quorum não for estabelecido no contrato social (§ 1º, art. 1.063/CC);
b) o administrador não sócio, designado no contrato social, pela deliberação de sócios que sejam titulares de ¾, do capital social, uma vez que a sua remoção exige alteração do contrato social (1.071, V e 1.076, I/CC);
c) se designado em ato separado, seja ele sócio ou não: o quorum de deliberação para a destituição será a da maioria absoluta dos sócios (arts. 1.071, II e 1.076, II/CC);
- Se a diretoria ou gerência é composta de mais de uma pessoa, no contrato social deverá ser explicitado se a representação da sociedade é exercida individualmente ou em conjunto, ou seja, se agem separadamente ou em conjunto;
- As responsabilidades dos administradores estão definidas na Lei, assim como as sanções pelo descumprimento dos seus deveres (arts. 1.011, 1.016 e 1.017/CC). Será pessoalmente responsável pelas obrigações tributária da sociedade, quando originadas de “atos praticados com excesso de poderes ou infração da lei, contrato social ou estatuto” (III, art. 135/CTN);
8. Conselho fiscal:
- Para que haja uma adequada instrumentalização do exercício do direito de fiscalização pelos sócios da gestão da sociedade limitada, o contrato social pode instituir conselho fiscal, o qual será composto de, no mínimo, três membros efetivos e suplentes, eleitos em assembléia ordinária ou em reunião, (art. 1.046/CC), com mandato até o ano seguinte. Não pode fazer parte do conselho os impedidos de administrar sociedade empresária (§ 1º, art. 1.011/CC) e aquelas pessoas que por presunção não teriam isenção, como os administradores, empregados da sociedade e outros (§ 1º, art. 1.066/CC). Os sócios minoritários que representam pelo menos 1/5 do capital social, têm direito de eleger, em separado, um membro e seu suplente do conselho fiscal. As atribuições deste estão disciplinadas no art. 1.069/CC.