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OS LUSÍADAS C A M Õ E S

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Academic year: 2021

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OS LUSÍADAS

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SOBRE O AUTOR...

❖O sonetista lusitano tem sua história pessoal

descrita por incertezas, mas historiadores

acreditam que ele tenha nascido em Lisboa ou

Coimbra em 1524 ou 1525 e falecido em 1580

(teria vivido, portanto, cerca de 55 anos).

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Luís de Camões foi enterrado no Convento de Sant’Ana. Um amigo, D. Gonçalo Coutinho, inscreveu na lápide da sepultura

que reservara para o poeta:

“Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.”

(4)

Os Lusíadas (1572)

O poema se organiza tradicionalmente em cinco partes:

1. Proposição (Canto I, Estrofes 1 a 3)

Apresentação da matéria a ser cantada: os feitos dos

navegadores portugueses, em especial os da esquadra de Vasco da Gama e a história do povo português.

2. Invocação (Canto I, Estrofes 4 e 5)

O poeta invoca o auxílio das musas do rio Tejo, as Tágides, que irão inspirá-lo na composição da obra.

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3. Dedicatória (Canto I, Estrofes 6 a 18)

O poema é dedicado ao rei Dom Sebastião, visto como a esperança de propagação da fé católica e

continuação das grandes conquistas portuguesas por todo o mundo.

4. Narração (Canto I, Estrofe 19 a Canto X, Estrofe 144)

A matéria do poema em si. A viagem de Vasco da Gama e as glórias da história heróica portuguesa.

5. Epílogo (Canto X, Estrofes 145 a 156)

Grande lamento do poeta, que reclama o fato de sua “voz rouca” não ser ouvida com mais atenção.

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Os Lusíadas trata-se de uma obra

épica a qual relata os grandes feitos dos

portugueses.

Narra a descoberta do caminho

marítimo para o Oriente por Vasco da

Gama, contém ainda uma síntese da

história da pátria portuguesa.

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❖ relata o assassinato de

Inês de Castro, em 1355,

pelos ministros do rei D.

Afonso IV de Borgonha, pai

de D. Pedro, seu amante.

EPISÓDIO DE INÊS DE

CASTRO

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➢Inês de Castro chegou a Portugal como acompanhante de

D. Constança Manuel.

➢ A sua beleza encantou o princípe e os dois

apaixonaram-se. Era uma relação adúltera, pois D. Pedro estava casado com D. Constança.

➢Este relacionamento com D. Inês não agradou a D.

Afonso IV que, em 1344, mandou exilar Inês no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. No entanto, a distância não teria apagado o amor entre Pedro e Inês, pois continuavam a corresponder-se com frequência. Com o objetivo de afastar o casal, D. Constança convidou D. Inês para ser madrinha do seu segundo filho, porém tal fato ainda não abalara a relação clandestina de Inês e D. Pedro.

(10)

➢Quando D. Constança faleceu, D. Pedro

mandou Inês regressar do exílio e os dois foram

viver juntos, o que provocou grande escândalo na

corte, para enorme desgosto do Rei, seu pai.

Começou então uma desavença entre pai e filho.

➢Do relacionamento entre D. Pedro e D. Inês,

nasceram quatro filhos: Afonso em 1346 (morreu

pouco depois de nascer), João, em 1349; Dinis em

(11)

O r e l a c i o n a m e n t o e n t r e D . P e d r o e D . I n ê s s u s c i t o u f o r t e o p o s i ç ã o p o r m o t i v o s d e o r d e m m o r a l , r e l i g i o s a e p o l í t i c a : - e r a u m a r e l a ç ã o a d ú l t e r a ; - D . I n ê s e D . P e d r o e r a m p r i m o s e m s e g u n d o g r a u ; - D . I n ê s e r a m a d r i n h a d o s e g u n d o f i l h o d e D . P e d r o c o m C o n s t a n ç a ; - r e c e i o d e q u e o s f i l h o s d e D . I n ê s c o m D . P e d r o v i e s s e m a s e r c o n s i d e r a d o s h e r d e i r o s .

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➢Instigado por D. Diogo Lopes Pacheco, Pêro Coelho e Álvaro

Gonçalves, D. Afonso IV ordena a execução de D. Inês de Castro, aproveitando a ausência de D. Pedro.

➢No dia 7 de Janeiro de 1355, em Coimbra, D. Inês é assassinada.

Segundo a lenda, as lágrimas derramadas, no rio Mondego, pela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas, que ali crescem, seriam o seu sangue.

➢A morte de Inês provocou a fúria em D. Pedro que se revoltou

contra o pai.

➢Quando subiu ao trono, em 1357, anunciou o casamento com

Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal.

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➢ Depois de ter sido coroado rei, D. Pedro capturou dois dos assassinos de Inês e mandou executá-los (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com muita brutalidade: a um foi arrancado o coração pelo peito e a outro pelas costas. Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para França e, posteriormente, seria perdoado pelo Rei no leito da morte.

➢ Segundo a lenda, D. Pedro teria feito desenterrar a amada, coroando-a como Rainha de Portugal e obrigou os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte.

➢Mandou construir dois túmulos no Mosteiro de Alcobaça, tendo transladado para um deles o corpo de D. Inês. Juntar-se-ia a ela em 1367 e os restos de ambos jazem juntos até hoje, para que, segundo a lenda, possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final.

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EPISÓDIO DO VELHO DO RESTELO

Os navios portugueses estão prestes a largar; enquanto isso, esposas, filhos, mães, pais e amigos dos marinheiros chegam à praia (do Restelo) para dar seu adeus, envolto em muitas lágrimas e lamentos, àqueles que partiam para

perigos inimagináveis e talvez para não mais voltar. No meio desse ambiente emocionado, destaca-se a figura imponente de um velho que, com sua "voz pesada", ouvida até nos navios, faz

um discurso veemente, condenando aquela aventura insana, impelida, segundo ele, pela cobiça e o desejo de riquezas, poder,

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Quando a esquadra está contornando a África,

região do Cabo da Boa Esperança, o céu escurece e

um gigante monstruoso aparece sobre o mar e faz

ameaças a Vasco da Gama, por estar invadindo seu

território.

O Gigante conta que foi um dos titãs que se rebelou

contra Zeus, foi derrotado e transformado no Cabo

das Tormentas (Cabo da Boa Esperança, região de

grandes tempestades), e que um dia se apaixonou

por Tétis, mulher do deus Netuno, como castigo por

tamanha paixão ousada, ele costuma ver a bela ninfa

banhar-se naquelas águas, porém não pode

abraçá-la e beijá-abraçá-la.

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Esse episódio , simboliza a superação

dos portugueses com relação ao medo

do “Mar Tenebroso”, das superstições

medievais que povoavam o Atlântico e o

Índico de monstros e abismos.

Adamastor é uma visão, um espectro,

uma alucinação que existe só nas

crendices dos portugueses. É contra

seus próprios medos que os

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ILHA DOS AMORES

Vênus, deusa do Amor (mitologia romana) imagina um meio de recompensar os portugueses por todas as dificuldades enfrentadas .

Auxiliada por Cupido prepara-lhes uma ilha maravilhosa onde as mais belas ninfas esperarão por eles. Camões mostra o local como um verdadeiro paraíso.

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O episódio da Ilha dos Amores representa a glorificação do povo português, a quem é reconhecido um estatuto de

excepcionalidade. Pelo seu esforço continuado, pela sua persistência, pela sua fidelidade à tarefa de expansão da fé cristã, os portugueses como que se divinizam. Tornam-se assim dignos de ombrear com os deuses, adquirindo um

estatuto de imortalidade que é afinal o prêmio máximo a que pode aspirar o ser humano.

De certo modo, podemos dizer que é o amor que conduz os portugueses à imortalidade. Não o amor no sentido vulgar da palavra, mas o amor num sentido mais amplo: o amor desinteressado, o amor da pátria, o amor ao dever, o

empenho total nas tarefas coletivas, a capacidade de suportar todas as dificuldades, todos os sacrifícios.

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Colégio Objetivo Jaguaré

Disciplina de Língua Portuguesa

Professora Lenise Freitas

Referências

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