ESTADO DA BAHIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE MADRE DE DEUS GABINETE DO PREFEITO
DECRETO Nº 065/2018
De 03 de outubro de 2018
“Dispõe sobre os procedimentos administrativos autorizativos, para licenciamento de festas e eventos, no Município de Madre de Deus, no âmbito do Uso do Solo, Utilização Sonora, Comércio Ambulante, Efeitos no trânsito local, Oferta de Segurança Pessoal, Patrimonial e de entorno, dentre outros.” O PREFEITO MUNICIPAL DE MADRE DE DEUS, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, com base na Lei Orgânica do Município, ART 101, e:
Considerando o disposto no Código de Polícia Administrativa do Município, Lei nº 056/92, na Lei nº 498/2009, que disciplina eventos em áreas privadas; Lei nº 494/2009 – do Código de Meio Ambiente Municipal e seus Decretos regulatórios nº 017/2010 e Decreto nº 058/2017, Decreto Municipal nº 033/2011 alterado pelo Decreto nº 078/2017, Decreto Municipal nº 029/2013 e, em atenção a Lei Estadual 12.929/2013 e seu decreto regulatório nº 16.302/2015 que dispõe sobre as normas de proteção contra incêndio e pânico no Estado da Bahia,
DECRETA:
Art. 1º - O presente decreto tem por objeto estabelecer normas para instauração e trâmite de processo administrativo, com a finalidade de deliberar o licenciamento e fiscalização de festas e eventos, no Município de Madre de Deus, apurando aos dispositivos legais disciplinadores, das atividades desempenhadas no âmbito do Uso do Solo, Utilização Sonora, Comércio de Bebidas Alcóolicas, Comércio Ambulante, Impedimento do Trabalho Infantil, Efeitos no trânsito local, Oferta de Segurança Pessoal, Patrimonial e de entorno, dentre outros aspectos que se façam necessários a plena e correta análise dos pedidos de autorização formulados ao Município.
Art. 2º - Em princípio, define-se como evento, lastreados na legislação vigente supracitada, a realização de shows e toda e qualquer atividade recreativa, social, cultural, educacional, religiosa ou esportiva, institucional ou promocional, comunitário ou não, previamente planejado, cuja realização tenha caráter temporário, com ou sem venda de ingresso e que ocorram em:
I – Imóveis públicos ou privados;
II – Edificações ou suas áreas externas, ainda que descobertas e abertas, áreas de lazer, áreas para a prática de atividades físicas, desportivas e similares;
IV – Logradouros públicos, tais como ruas, praças, parques e afins.
Art. 3º - Quanto ao porte, os eventos classificam-se como:
I – Pequeno Porte
a) Público de até 500 (quinhentas) pessoas,
b) Façam uso de estruturas com no máximo 20m² (vinte metros quadrados), e altura máxima de 0,50cm (cinquenta centímetros).
c) Não utilizem gás liquefeito de petróleo, fazendo uso exclusivo de equipamentos elétricos,
d) Seja considerado pela SESC como de baixa interferência no trânsito de entorno do evento.
II – Médio Porte
a) Público estimado de 501 (quinhentos e uma) até 2.500 (duas mil e quinhentas) pessoas,
b) Façam uso de estruturas com no máximo 60m²(sessenta metros quadrados) e altura máxima de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros).
c) Caso utilizem gás liquefeito de petróleo, que seja em botijão de 13Kg e em número máximo de 3 (três) botijões,
III –Grande Porte
a) Público estimado acima de 2.501(duas mil e quinhentas e uma) pessoas.
Art. 4º -Fica a SUCOM, nos termos da lei 649/2015, responsável pelo competente licenciamento e
fiscalização – no que couber, e a quem competirá, o apoio administrativo necessário à análise das solicitações e interface junto aos demais órgãos da administração para as considerações pertinentes ao devido licenciamento.
Parágrafo Único – Poderá a SUCOM, considerando a necessidade temporal e interesse da administração, convocar representantes dos demais órgãos para formatar decisão conjunta e a tempo.
Art. 5º - Através da ASCOM será dada publicidade à relação dos eventos licenciados, através do sitio
eletrônicooficial e, demais meios de comunicação.
Art. 6º - Dos Procedimentos administrativos:
I – A solicitação do evento será feita, obrigatoriamente, no balcão de protocolo da SUCOM, mediante requerimento padrão, contendo as informações necessárias a cada órgão envolvido no licenciamento e apresentação dos documentos exigidos no catálogo de serviços disponível no balcão de atendimento;
II – O requerimento deverá ser protocolado com antecedência mínima de 10 (dez) dias da data de realização do evento, devidamente instruída com a documentação exigida no presente decreto,
III –As taxas e preços públicos exigidos para realização do evento serão emitidos pelos respectivos órgãos ou entidades, ficando a concessão da licença condicionada ao pagamento de todas as taxas e/ou preços públicos, salvo os casos de isenção previstos em lei, em especial o Código Tributário do Município,
a) Cada órgão será responsável por comprovar o pagamento de suas taxas ou dar isenção na forma da lei, quando se fizer necessário;
IV – O licenciamento do evento poderá ser condicionado à delimitação da área, ao tipo da via, aos horários de menos intensidade de trânsito, ao público e a natureza do evento,
V – Quando o evento envolver comércio informal, caberá o licenciamento individual de cada comerciante, nos termos da legislação em vigor,
VI – Documentação a ser apresentada, considerando o porte do evento: a) Eventos de Pequeno Porte:
Aqueles exigidos no catálogo de serviços, b) Eventos de Médio e Grande Porte:
Todos os solicitados para pequeno porte, acrescentados, consoante análise específica, de:
1.Apresentar projeto contemplando distribuição espacial das estruturas do evento; 2.Apresentar ART/CAU do responsável técnico pelas estruturas do evento; 3.Apresentar Termo de Acordo firmado junto a SESP quanto a coleta dos resíduos gerados pelo evento;
4.Apresentar autorização da SESC, com as devidas medidas mitigadoras de impacto no trânsito de entorno do evento;
5.Apresentar classificação etária do evento definida pelo Juizado de Menores; 6.Apresentar laudo de acompanhamento do Conselho Tutelar;
7.Apresentar plano de atendimento emergencial a saúde do público envolvido; 8.Apresentar plano de acessibilidade e de evacuação em caso de sinistro; 9.Apresentar autorização e/ou laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros; 10.Apresentar certificado de contratação de segurança específica para o evento; 11.Apresentar o “de acordo” à solicitação de apoio das Polícias Civil e Militar; 12.Apresentar laudo da vistoria da Vigilância Sanitária, quando da manipulação/comercialização de alimentos.
Art. 7º - Para fins de licenciamento em área privada, este decreto complementa o exigido na lei
Art. 8º - Para fins de licenciamento em área pública, estes somente, e exclusivamente, se darão em
caráter comunitário, ou institucional.
§1º – Entende-se por evento de caráter comunitário, aquele que envolva apenas 1 (uma) via de acesso local, desde que a solicitação seja instruída com abaixo assinado de pelo menos 50%(cinquenta por cento) dos moradores manifestando concordância com a realização.
§2º - Entende-se por evento de caráter institucional, aqueles, sem fins lucrativos, e: integrantes do calendário oficial de eventos do município; aqueles decretados – pelo chefe do poder executivo - como de interesse coletivo; eventos de natureza religiosa; eventos promocionais de campanhas sócio-educativas; eventos culturais e eventos esportivos.
Art. 9º - Fica estendido, em caráter excepcional, em 2hs o horário de funcionamento de bares,
restaurantes e afins, determinado no art. 1º do decreto municipal de nº 029/2013, inclusos no presente limite, todos os demais estabelecimentos que realizem eventos no Município, na forma que se segue:
§1º - Nas datas previstas no calendário oficial de eventos do município, a ser divulgado pela SECULT;
§2º - No período compreendido entre o dia 01 de outubro até o fim das festividades carnavalescas no Município;
§3º - Para efeito do quanto disposto nos parágrafos anteriores, limita-se, impreterivelmente: a) De segunda a quinta, o horário limite estabelecido para uso de fonte sonora, será a1h
da manhã, e para funcionamento do estabelecimento às 2hs da manhã;
b) De Sexta a domingo e nos dias de feriados, o horário limite estabelecido para uso de fonte sonora, será às 2hs da manhã, e para funcionamento do estabelecimento às 3hs da manhã.
c) Define-se o horário em regime de 24 horas.
§4º - Os estabelecimentos deverão adequar-se aos horários ora fixados, quando deverão estar com suas atividades completamente encerradas. Não há tolerância para os horários acima determinados.
§5º - A multa fixada pelo descumprimento aos horários fixados é de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Art. 10 - O limite de horário definido no artigo 9º não se aplica aos eventos oficiais, promovidos e realizados pelo Poder Público Municipal.
Art. 11 - Todo e qualquer evento, que faça uso de fonte sonora, independente do tipo de fonte, deverá
solicitar o respectivo alvará de utilização sonora, junto à SUCOM, ficando seus equipamentos calibrados dentro dos limites estabelecidos em legislação específica.
Art. 12 - Os promotores dos eventos de médio e grande porte – de qualquer natureza – que
demonstrarem, mediante justificativa, a necessidade de utilização, durante o evento, de níveis máximos de sons e ruídos, deverão solicitar autorização à SUCOM, que deliberará previamente sobre os níveis máximos a serem utilizados, considerando a localização, duração do evento e a legislação municipal.
Art. 13 - Os órgãos envolvidos no licenciamento e fiscalização deverão atuar no âmbito de suas
respectivas competências.
Art. 14 - O responsável legal pelo evento responderá civil e criminalmente, na forma da lei, pela
violação, destruição ou depredação do bem ou patrimônio público que ocorra durante o evento no espaço público, e no seu entorno, bem como por toda informação falsa ou inexata prestada no curso do processo de licenciamento, garantida a ampla defesa e o contraditório.
Parágrafo único. Independentemente da aplicação das penalidades de notificação e multa, os responsáveis a que se refere o caput deste artigo estão sujeitos, nos termos das normas legais pertinentes, além da reparação imediata do dano causado, às sanções de suspensão temporária ou impedimento, de licenciamento de eventos sob sua responsabilidade por prazo não superior a dois anos, a critério da administração.
Art. 15 - Independente do público estimado, sem prejuízo das demais providências cabíveis, fica a
cargo do responsável legal do evento garantir a segurança, saúde e integridade física dos participantes.
Art. 16 - O licenciamento não poderá frustrar evento anterior para a mesma data e hora, local e/ou
entorno, que acarrete impacto no trânsito, circunstância que deverá ser verificada previamente à apresentação do requerimento à SUCOM, de que trata o art. 6º, inciso I, deste decreto.
Art. 17 - O disposto neste decreto aplica-se aos eventos de pequeno, médio e grande porte a se
realizar em logradouro público, em propriedade pública e em propriedade particular no Município de Madre de Deus.
Art. 18 - Em se constatando desobediência às normas legais supra-citadas, bem como as definidas no
presente decreto, adotar-se-ão as sanções previstas nas mesmas, sendo elencadas para fins de classificação do ato infracional, a determinação de sua gravidade, a fixação da sanção correspondente e eventual cumulação sancionatória, análise das seguintes circunstâncias, dentre outras consideradas pertinentes:
I - a proporcionalidade entre a intensidade da sanção e a gravidade da ocorrência, inclusive quanto ao número dos usuários atingidos;
III - os antecedentes do Responsável legal pelo evento; IV - a ocorrência de reincidência;
V - as circunstâncias gerais agravantes ou atenuantes da situação.
§ 1º - Considera-se reincidência, a prática de infração tipificada no mesmo dispositivo regulamentar, em que o responsável legal tenha sido notificado ou multado anteriormente.
§ 2º - A reincidência caracteriza-se pela repetição de falta, de igual natureza, após o recebimento de notificação anterior, no prazo de 01 (um) ano.
§ 3º - Na hipótese de ocorrência concomitante de mais de uma infração, as penalidades correspondentes a cada uma delas poderão ser aplicadas simultânea e cumulativamente.
§ 4º - As sanções serão aplicadas de forma a permitir a sua individualização, em relação às condutas praticadas.
Art. 19 – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação e terá seus efeitos mantidos até o final
das festividades carnavalescas no Município.
Art. 20 – Revogam-se as disposições em contrário. Gabinete do Prefeito, em 03 de outubro de 2018
Jeferson Andrade Batista
A Prefeitura Municipal de Madre de Deus comunica aos interessados que realizará licitação na modalidade Pregão Eletrônico
Nº 007/2018, no dia 22/10/2018 às 09:00 horas, cujo objeto é a Contratação de empresa especializada para fornecimento
de Equipamentos, Moveis e Eletro Eletrônicos visando atender as necessidades da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Madre de Deus, sob sistema de registro de preços, para futuras e eventuais contratações, conforme condições, quantidades e exigências estabelecidas no Termo de Referência, anexo I do Edital. Local: Avenida Rodolfo de Queiroz Filho, s/n – 2º andar - Centro - Madre de Deus (BA). Edital através do e-mail: [email protected] no site