Condução de pepino japonês com diferentes formas de poda
Ana Luisa R de Araújo1; Rhuan José G Pastoriza2; Mairykon C da Silva2; Marcelo N da Silva2; Roberto de A Melo3;Jeane Emili de Medeiros3; José Luiz S de
Carvalho Filho4; Dimas Menezes4
1Mestranda do PPGAMGP na UFRPE – Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, 52171-900 -
Recife/PE, [email protected], 2Discente na UFRPE, [email protected]; [email protected]; [email protected]; 3PNPD/Capes/Facepe na UFRPE,
[email protected]; [email protected]; 4Docente na UFRPE no Departamento
de Agronomia, Área de Fitotecnia, [email protected], [email protected] RESUMO
A cultura do pepino é de clima tropical, sendo preferido o seu cultivo em condições de temperatura elevada, mas pode ser cultivado nas regiões de temperatura amena, onde não ocorram frio e geada. É comum entre os produtores de pepino japonês em ambiente protegido fazer a prática da poda das ramas e, ou folhas. Há uma grande variação na intensidade de podas. Esse trabalho teve por objetivo avaliar tipos de poda de condução em dois híbridos de pepino japonês: Master Green (Sementes Sakama) e Soudai (Sementes Feltrin). O experimento foi realizado no Departamento de Agronomia, Área de Fitotecnia da UFRPE, Recife, PE. Os híbridos foram conduzidos no sistema hidropônico com substrato pó de coco, em vasos com capacidade para cinco litros. Após dez dias do semeio as mudas foram transplantadas. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso com parcelas subdivididas, onde a parcela principal foi constituída pelos tratamentos: 1. Uma haste principal (retirada de todos os brotos secundários); 2. Duas hastes secundárias (desponta na terceira folha e condução com apenas duas hastes secundárias); 3. Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com apenas uma folha; 4. Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com duas folhas, cada um ocupou seis vasos. As sub-parcelas foram compostas pelo híbrido Master Green e Soudai, cada um ocupou três vasos. Os resultados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Pode-se constar que não houve interação significativa entre o fator tipos de poda e cultivares de pepino. Como não foram detectadas diferenças estatística para número total de frutos, massa total de frutos e entre os híbridos, fica a cargo do produtor escolher a forma de poda que melhor se adeque às suas condições de cultivo.
PALAVRAS-CHAVE: Cucumis sativus L., produtividade, cultivo protegido. ABSTRACT
Conducting Japanese cucumber with different ways of pruning
The cucumber is a tropical climate, its cultivation being preferred in conditions of high temperature, but can be grown in regions of mild temperature, do not occur where cold and frost. It is common among the producers of Japanese cucumber in a greenhouse to the practice of pruning and branches, or leaves. There is a wide variation in the intensity of pruning. This work aimed to evaluate types of pruning driving in two Japanese cucumber hybrids: Green Master (SAKAMA Seeds) and Soudai (Seeds Feltrin). The experiment was conducted at the Department of Agronomy, Crop Science UFRPE area, Recife, PE. The hybrids were conducted in hydroponic system with coconut fiber substrate in pots with a capacity of five liters. After ten days of sowing the seedlings were transplanted. The experimental design was randomized blocks with split plots, where the main plot was formed by the treatments: 1. A main stem (removal of all
suckers) 2. Two secondary stems (stands out on the third sheet and driving with only two secondary stems) 3. Main stem and pruning of side shoots leaving them with only one sheet 4. Main stem and pruning of side shoots leaving them with two leaves, each occupied six vessels. The sub-plots were composed by the hybrid and Soudai Master Green, each took three vessels. The results were submitted to ANOVA and means were compared by Scott-Knott test at 5% probability. It may be noted that no significant interaction between the factor pruning types and cultivars of cucumber. Since no statistical differences were found for total fruits, total weight of fruit and between hybrids, is borne by the producer to choose the form of pruning that best suits your growing conditions.
Keywords: Cucumis sativus L., productivity, greenhouse.
O pepino é uma das principais culturas exploradas em ambiente protegido, podendo-se obter frutos de excelente qualidade comercial, com aumento significativo na lucratividade, em comparação com o cultivo no campo (Papadopoulos, 1999).
É notório o crescimento da utilização do cultivo em ambiente protegido, uma vez que permite obter produtos de melhor qualidade, aumento na produtividade e coloca no mercado produtos que, em condições de cultivo em campo não seria possível. Além do controle parcial das condições climáticas, o ambiente protegido reduz os efeitos da sazonalidade (Oliveira et al., 2011).
A cultura do pepino é de clima tropical, sendo preferido o seu cultivo em condições de temperatura elevada, mas pode ser cultivada nas regiões de temperatura amena, onde não ocorram frio e geada. O consumo do pepino é feito basicamente na forma de salada, mas existem outras formas de consumo, como em conserva (Goto, 2003). O pepino japonês é consumido, basicamente em saladas. Os frutos são tipicamente afilados e alongados, entre 20 a 30 cm, de coloração verde escura e triloculares com acúleos brancos. Possui sabor típico e agradável, sendo os frutos preferidos em mercados exigentes, como a capital paulista (Goto, 2003; Filgueira, 2007).
Nomura & Cardoso (2000) quando avaliaram a redução da área foliar e o rendimento do pepino japonês constataram que as plantas suportaram até 25% de desfolha sem decréscimo na produção. Como também, a remoção de frutos novos tortos promoveu uma maior emissão de ramificações laterais e aumentou a produção de frutos comerciais. Segundo Cardoso & Silva (2003) o comportamento das cultivares pode ser afetado pelo local, época e condições de cultivo.
É comum entre os produtores que cultivam pepino japonês em ambiente protegido fazer a prática da poda das ramas e, ou folhas. Há uma grande variação na intensidade de podas. Esse trabalho tem o objetivo avaliar tipos de poda de condução em dois híbridos de pepino japonês.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi realizado no Departamento de Agronomia, Área de Fitotecnia da Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE, Recife, PE, com latitude de 8º10’52’’S e longitude de 34º54’47’’W, entre os meses de janeiro a março de 2012.
Os híbridos foram conduzidos em cultivo protegido no sistema hidropônico com substrato pó de coco, em vasos com capacidade para cinco litros. Após dez dias do semeio as mudas foram transplantadas no espaçamento de 1,0 m entre fileira e 0,6 m entre as plantas, ficando uma por vaso. As plantas receberam, três a quatro vezes por dia, solução nutritiva através de sistema de gotejo pressurizado.
O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso com parcelas subdivididas, onde a parcela principal foi constituída de 6 vasos e a sub-parcela de 3 vasos. Foram adotados quatro tratamentos na parcela principal: 1. Uma haste principal (retirada de todos os brotos secundários); 2. Duas hastes secundárias (desponta na terceira folha e condução com apenas duas hastes secundárias); 3. Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com apenas uma folha; 4. Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com duas folhas. As sub-parcelas foram compostas pelo híbrido A: Master Green (Sementes Sakama) e o híbrido B: Soudai (Sementes Feltrin).
Os tratos fitossanitários foram realizados preventivamente durante todo o ciclo da cultura de acordo com as recomendações técnicas.
Foram realizadas, em média, três colheitas por semana. Em todas, foram avaliados o número de frutos (NF) e a sua massa (MF). Os resultados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade, utilizando-se o Programa Sisvar (Ferreira, 2008).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na Tabela 1 estão as médias para número total e massa total de frutos em kg para os híbridos Master Green e Soudai calculadas para os diferentes tipos de podas das
hastes. Pode-se constar que não houve interação significativa entre o fator tipos de poda e cultivares de pepino.
Para os diferentes tipos de podas avaliados não houve diferença significativa entre características avaliadas para produção (Tabela 1). O terceiro tipo de poda, haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com apenas uma folha, foi o que apresentou o maior valor com uma média de número total de frutos por sub-parcela (43,16). Já para massa total de frutos o quarto tipo de poda, haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com duas folhas apresentou uma média de 8,97 kg por sub-parcela.
Quando comparados os híbridos de pepino japonês entre si, também não houve diferença significativa entre características avaliadas para produção (Tabela 2). O híbrido Master Green apresentou para média de número total de frutos 40,75 e para massa total de frutos 8,15 kg por sub-parcela; já o híbrido Soudai apresentou para média de número de frutos 41,16 e para massa total de frutos 8,6 kg por sub-parcela.
Como não foram detectadas diferenças estatística para número total de frutos, massa total de frutos e entre os híbridos, fica a cargo do produtor escolher a forma de poda que melhor se adeque às suas condições de cultivo.
AGRADECIMENTOS
À UFRPE, CNPq, PNPD, CAPES e FACEPE pelo apoio institucional. REFERÊNCIAS
CARDOSO AII; SILVA N. 2003. Avaliação de híbridos de pepino tipo japonês sob ambiente protegido em duas épocas de cultivo. Horticultura Brasileira 21: 170-175. FERREIRA DF. (2008). SISVAR: um programa para análises e ensino de estatística. Revista Symposium (Lavras), v. 6, p. 36-41.
FILGUEIRA FAR. 2007. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. Viçosa: UFV, 421 p.
GOTO R. 2003. Programa brasileiro para a modernização da horticultura: normas de classificação do pepino. São Paulo: CQH/CEAGESP.
NOMURA ES; CARDOSO AII. 2000. Redução da área foliar e o rendimento do pepino japonês. Scientia Agricola 57: 257-261.
OLIVEIRA EC; CARVALHO J de A; SILVA WG da; RESENDE FC; GOMES LAA; JESUS MCN de. 2011. Análise produtiva e econômica do pepino japonês submetido a diferentes laminas de irrigação. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 15: 702-708.
PAPADOPOULOS I. 1999. Fertirrigação: situação atual e perspectivas para o futuro. In: FOLEGATTI MV. (coord.) Fertirrigação: citrus, flores, hortaliças. Guaíba: Agropecuária. Cap. 1, p. 11-154.
Tabela 1. Médias para diferentes podas em pepino japonês cultivado em ambiente protegido no sistema hidropônico (Averages for different pruning in japanese cucumber grown in a greenhouse in hydroponic system) Recife, UFRPE, 2012
Tratamento N° Total
Frutos Massa T. Frutos (kg)
Uma haste principal 41,08 8,36
Duas hastes secundárias 37,00 7,55
Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com apenas uma folha
43,16 8,62 Haste principal e poda dos brotos secundários deixando-os com
duas folhas 42,58 8,97
CV % 21,41 21,43
Tabela 2. Médias para híbridos de pepino japonês cultivado em ambiente protegido no sistema hidropônico (Averages for Japanese cucumber hybrids grown in a greenhouse in hydroponic system). Recife, UFRPE, 2012
Tratamento N° Total de Frutos Massa T. Frutos (kg)
Master Green 40,75 8,15
Soudai 41,16 8,60