O Atlético Paranaense não parece estar disposto a ceder na disputa com a Globo. Após recusar a proposta da emissora pelos direitos de transmissão do Campeonato Paranaense e se unir ao Coritiba para exibir o clássico entre os times pela internet, o clube resolver vetar até os “melhores momentos” do encontro para a empresa.
Por lei, o detentor dos direitos de
transmissão tem que ceder 3% das imagens da partida para fins jornalís-ticos, mas não há uma determinação sobre o conteúdo dessa porcentagem. O Atlético Paranaense, com o aval do Coritiba, resolveu excluir o gol da par-tida no vídeo repassado. O argumento é que os “melhores momentos” são uma propriedade valorizada e que não poderia ser repassada gratuitamente.
Atlético barra imagens e sobe
confronto com a Globo
POR DUDA LOPES B O L E T I M NÚMERO DO DIA SEGUNDA-FEIRA, 6 DE MARÇO DE 2017 WWW.MAQUINADOESPORTE.COM.BR Reprodução em vídeo do gol do Atlético Paranaense
no clássico não foi permitida pelo clube
para as emissoras. “Infelizmente é assim que alguns clubes trabalham no
Brasil”, comentou o apresentador do Sportv, André Rizek,
durante o programa Redação.
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100mi
De Reais em renda líquida atingiu a Arena
Corinthians com bilheteria após a partida
contra o Santos, no último sábado.
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S A N T O S A S S I N A C O M R E D E S O C I A L
O Santos assinou contrato com a Dugout, plataforma digital que fornece a torcedores conteúdos e acesso aos bastidores de seus times de forma gratuita. Com o acordo, a Dugout vai permitir que o clube faça interações com os torcedores do mundo inteiro através do endereço dugout.com/santos.
A Dugout possui parceria com 32 clubes, entre eles estão Arsenal, Monaco, Roma e Barcelona.
M O N D E L E Z
A C E R TA C O M M L S
A MLS anunciou um contrato de patrocínio com a Kellogg’s. A empresa chega para substituir a companhia de alimentos Mondelez, que havia se retirado da principal liga de futebol dos Estados Unidos após dois anos de parceria.
Nova patrocinadora, a Kellogg’s aposta na liga que registra o maior crescimento nos Estados Unidos e que também conta com contínuos aumentos de visibilidade mundial.
H E I N E K E N F E C H A C O M R Ú G B I
A Heineken renovou acordo de parceria e continuará como patrocinador oficial da Copa do Mundo de rúgbi até 2019, que será disputada no Japão. Os valores do novo contrato não foram divulgados.
“A Heineken é uma marca unida ao rúgbi com história e estamos satisfeitos em estender uma das relações mais conhecidas do esporte”, afirmou Bill Beaumont, presidente da entidade que comanda o rúgbi.
A decisão irritou a Globo, que resolveu se manifestar publica-mente por meio de seus programas televisivos. No “Bom Dia Paraná”, o apresentador afirmou que o clube havia se compro-metido a enviar os gols: “Quem perde é você que acordou para ver os gols da rodada e infelizmente não viu”, cravou. O Globo
Esporte local voltou a lamentar a decisão.
O Sportv, no programa Redação, também citou diretamente o caso: “Em respeito ao nosso público, tenho que informar que adoraríamos exibir as imagens do clássico. Só que o Atlético mandou para a gente três minutos de imagens, sem os gols. Ser-vem de pouca coisa para exibir aqui”.
“Infelizmente é assim que alguns clubes trabalham no Brasil. As imagens estão na internet e não podemos exibir”, afirmou o apresentador do Redação Sportv, André Rizek. Frente às recla-mações de torcedores na internet, o jornalista teve que explicar que legalmente a emissora não podia usar as imagens que esta-vam disponíveis na internet.
O embate entre Globo e Atlético Paranaense começou nas ne-gociações pelos direitos de transmissão do Campeonato Para-naense. A emissora comprou o direito do torneio, mas teve que negociar com os clubes individualmente. Com proposta inferior a R$ 2 milhões, menor do que foi pago no último ano, a equipe, junto com o Coritiba, resolveu não fechar o contrato.
Para a transmissão do clássico, a solução foi contratar uma produtora independente para fazer a cobertura da partida pela internet. Na primeira tentativa, a Federação Paranaense vetou o evento minutos antes de a bola rolar. Na última semana, a parti-da foi finalmente disputaparti-da na Arena parti-da Baixaparti-da.
A discussão aberta pelo Atlético Pa-ranaense sobre a venda de um pacote de melhores momentos do futebol é, de fato, importante para se desenvol-ver mais o negócio. Mas, a partir do instante em que ela é feita sem o res-paldo de qualquer outro clube, parece muito mais uma luta que o Furacão ganhará dentro do Paraná, mas dificil-mente alcançará todo o Brasil.
A disputa não é novidade para o clube. No começo dos anos 2000, o Atlético abriu fogo contra as rádios que transmitiam os jogos do time sem pagar pelos direitos. Exigiu dinheiro, peitou o sistema. Foi um movimento que ganhou baixíssima adesão de
ou-tros clubes, e acabou solucionado ca-seiramente, só com rádios do Paraná.
Em 2010, o Atlético foi um dos mais ferrenhos opositores à ideia de fechar acordos exclusivos de televisão, que implodiram o Clube dos 13 e fatiaram os direitos de TV do Brasileiro entre os clubes, tirando qualquer chance de haver uma barganha coletiva.
É isso o que impede, agora, que o Atlético tenha a adesão dos outros clubes. Não há, no esporte brasileiro, a conscientização de que o dono do conteúdo é o esporte, não a televisão.
Quando argumenta que os clubes deveriam vender os direitos aos me-lhores momentos de uma competição,
o Atlético prega no deserto. Ninguém consegue entender que existe essa pro-priedade, porque, desde sempre, são as emissoras de TV as responsáveis por captar e veicular, como bem querem, imagens de competições esportivas.
Historicamente, as emissoras exi-bem o que querem, já que são elas que captam e distribuem as imagens entre os demais players do mercado.
E o esporte, que é o verdadeiro dono do conteúdo, nunca exigiu o que lhe é de direito. O Atlético usa a fragilida-de local para levantar a questão. Mas, nacionalmente, a luta já está perdida.
Por incompetência do esporte,
Atlético prega no deserto
O P I N I Ã O
POR ERICH BETING
Criado em 2001, o Brasil Open já passou por diversas transfor-mações. Do evento de relaciona-mento na Costa do Sauipe para o sucesso de público em São Paulo com a presença de Rafael Nadal, o torneio ganhou a concorrência do Rio Open no meio do caminho. No fim de semana, chegou ao fim mais uma edição do evento, reali-zado agora no Clube Pinheiros.
E, em clube de elite de São Pau-lo, o evento mostrou que, com a presença de patrocinadores, tem respirado no cenário nacional com público e ativações de seus par-ceiros. Para a edição deste ano, a organização dos jogos, feita pela agência Koch Tavares, manteve os seus principais aportes.
No domingo, Fila e Vivo deram demonstração de ativação com
o torneio. As duas marcas se uniram para fazer um jogo entre dois patroci-nados das empre-sas. Flávio Saretta, pela companhia de telecomunicação, e Fernando Melige-ni, embaixador da marca de material esportivo, entraram
em quadra para disputar uma par-tida amistosa.
Os dois ex-atletas já vinham sendo usados pelas duas empre-sas durante o torneio. Saretta, por exemplo, gravou um vídeo para que os convidados da Vivo realiza-rem um jogo de realidade virtual. Meligeni foi ativado pela Fila para dar autógrafos aos presentes.
A marca de cerveja Stella Artois foi outra que apostou em ação de relacionamento. A empresa rea-lizou uma partida de duplas com convidados na quadra central do torneio, com direito a arbitragem e gandulas do torneio, além de réplicas do troféu do Brasil Open. Já a companhia aérea Emirates sorteou viagens para Dubai.
Com ativações, Brasil Open
respira em São Paulo
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A Gol renovou contrato de patrocínio com a CBF por mais quatro anos. A companhia aérea apre-sentou nesta sexta-feira (dia 3), em seu hangar, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a nova aeronave que fará o transporte da seleção brasi-leiro. Apelidado de #VoaCanarinho, o avião conta com o símbolo e as cores do país.
Inspirado no apelido oficial da seleção, que sur-giu em 1954, quando passou a utilizar o uniforme amarelo, a aeronave foi apresentada no dia em que o técnico Tite realizou, no hangar da compa-nhia aérea, a convocação dos jogadores para os jogos contra Uruguai e Paraguai pelas
eliminató-rias da Copa do Mundo de 2018.
O primeiro voo da #VoaCanarinho será em 20 de março, com destino a Montevidéu, para a partida contra os uruguaios, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
O avião escolhido para receber o visual especial foi o PR-GUK, modelo Boeing 737-800 Next Gene-ration, com capacidade para até 177 passageiros e equipado com wi-fi e sistema de entretenimen-to a bordo. A aeronave possui ainda configuração Sky Interior, iluminação de LED, e tomadas abaixo de todos os assentos para carregar equipamentos eletrônicos portáteis.
Gol renova com CBF e apresenta avião personalizado
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5 O jornal francês Le Monde
rev-elou, na sexta-feira (dia 3), sus-peita de pagamento de propina para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
De acordo com a publicação, o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, ligado ao ex-governador do Rio, Sérgio Ca-bral Filho, teria depositado US$ 1,5 milhão a Papa Massata Diack,
filho de Lamine Diack, então pres-idente da Iaaf (Associação Inter-nacional das Federações de Atle-tismo) e membro do COI.
Segundo o jornal francês, a hold-ing Matlock Capital Group, das Ilhas Virgens britânicas, que gere negócios de Soares, teria deposita-do o valor em uma conta de Papa Massata três dias antes da eleição.
O assunto aparece em investiga-ção da Justiça Federal da França
aberta no final de 2015 para apu-rar a anuência de dirigentes da Iaaf ante o escândalo de doping do atletismo russo. Lamine Di-ack, que chegou a ser detido, per-manece em prisão domiciliar na França. Papa Massata permanece foragido e com mandado de prisão expedido pela Interpol.
A eleição que definiu a sede dos Jogos de 2016 foi realizada em 2009 em Copenhague, na Dina-marca. A candidatura do Rio não era considerada a favorita. No en-tanto, derrotou Madri, Tóquio e Chicago no pleito.
Na época, Shintaro Ishihara, prefeito de Tóquio, chegou a sug-erir que o então presidente Lula teria feito promessas “ousadas” a membros africanos do COI. Mais do que insinuações, a análise da movimentação financeira da famí-lia Diack mostra indícios sérios de pagamento de propina na eleição. O COI prometeu colaborar com as investigações em andamento.
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
Eleição do Rio 2016 pode ter sido
comprada, diz jornal francês
O Twitter chegou a um acordo com a ESL (Ele-tronic Sports League), que promove competições de esportes eletrônicos para transmissão de tor-neios através da rede social. A ESL é considerada a maior liga do mundo nesse segmento.
“Os fãs de esportes eletrônicos são conectados ao digital e esse acordo com o Twitter expande o
alcance da ESL”, festejou Johannes Schiefer, vice--presidente de redes sociais da ESL.
O início da parceria ocorreu no último sábado (dia 4), com a transmissão do Intel Extreme Mas-ters, em Katowice, na Polônia.
Além disso, a ESL também irá produzir conteúdo original para o Twitter com bastidores do evento.