CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS
UNIDADE ACADÊMICA DE DIREITO
CURSO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS
KEYLLA MEDEIROS LACERDA
RECURSOS CÍVEIS E AS RECENTES ALTERAÇÕES JURÍDICAS
SOUSA - PB
2004
RECURSOS CÍVEIS E AS RECENTES ALTERAÇÕES JURÍDICAS
Monografia apresentada ao Curso de
Ciências Jurídicas e Sociais do
CCJS da Universidade Federal de
Campina Grande, como requisito
parcial para obtenção do título de
Bacharela em Ciências Jurídicas e
Sociais.
Orientadora: Professora Esp. Aurélia Carla Queiroga da Silva.
SOUSA - PB
2004
RECURSOS CIVEIS E AS RECENTES ALTERAQOES JURIDICAS
BANCA EXAMINADORA
AURELIA CAR LA QUEIROGA DA SILVA Prof.3 Ms ORIENTADORA
Prof.(a)
Prof.(a)
S O U S A - P B . 2004.
Kessya, Kezzyo; Kelsen; Kandyce e
Aos meus pais que mim ensinaram a viver, guiaram meus
primeiros passos e estao presentes e estao presentes em todos os
momentos de minha vida, sao meus verdadeiros amigos, sofrem com o
meu sofrer e festejam as minhas alegrias, e neles que encontro a forca
para enfrentar os obstaculos da vida, com eles aprendi o que e viver,
amar, respeitar e por tudo isso agradeco, especialmente por terem mim
dado a vida.
Aos meus irmaos que sempre estiveram presente em todos os
momentos de minha vida, pelo apoio, compreensao, amizade, carinho e
amor que dedicaram-me.
A Avani que, que sempre me apoio em todas as dificuldades ao
longo do curso e pelas precisa e coerentes consideracoes.
A minha avo que desde quando eu era crianca esteve ao meu lado
demonstrando o quanto eu Ihe sou importante.
manifesta".
Rui Barbosa
Trabalha e fiscaliza com severidade e
justica a aplicacao do produto do teu
esforco.
A Pesquisa realizada e de natureza teorica, procedida de forma direta, numa abordagem diaietica. Seu objeto consiste na analise dos "Recursos Civeis Com As Recentes Alteracoes". Durante o estudo, pretendeu - s e , como objetivos de resguardar direitos, propiciar as partes sem litigios debates do seu pretenso direito em pelo das duas instancias, estudar os Recursos Civeis e as alteracoes posteriores, em seus aspectos doutrinarios e legais, positivos e quanto a sua sistematica processual civil e as inovacoes dos recursos civeis para os tribunals. Tudo no molde a verificar se as alteracoes ocorridas nos recursos veio com as alteragoes que doutrinariamente, pois os recursos civeis e possibilitar uma correta avaliacao de toda a sistematica e ainda fazer vislumbrar possibilidades de termos os recursos necessarios, e de muita relevancia para o processo civil e esta entre as questoes que demanda maior atencao de todos os estudiosos do assunto, basta dizer que sobre o tema quase todos os processualistas tratam da materia e muitos sao os estudos especificos, livros tratando apenas de recursos civeis, o que demonstra a complexidade e inesgotabilidade do tema em apreco que com certeza, durante muitos anos sera a questao proposta objeto de inumeros estudos, todos buscando urn melhor aperfeicoamento do estudo do Instituto dos recursos civeis, harmonizando-o com os demais principios do direito ja esposado anteriormente. O referencial teorico que fundamenta a pesquisa compoe-se do texto da Lei N° 10.352/2001 referente as inovacoes no codigo de Processo Civil. O presente estudo alem de ampliar os conhecimentos a cerca dos recursos civeis e suas recentes alteracoes, proporcionou urn aprofundamento a cerca do assunto o que pode levar a novas perspectiva de compreensao do direito.
Palavras c h a v e s : Recursos, inovacoes, alteracoes, sistematica, complexidade, inesgotabilidade.
INTRODUQAO 08
CAPITULO 1 - RECURSOS E SUA SISTEMATICA NO PROCESSO CIVIL 12
1.1 Quanto a pretensao do recorrente 13 1.2 Quanto ao efeito dos recursos 14
1.3 Do direito de recorrer 16 CAPITULO 2 - ATOS PROCESSUAIS QUE COMPORTAM OS RECURSOS 18
2.1 Recursos possiveis 19 2.2 Correicao parcial 20
CAPlTULO 3 - PRINCIPIOS GERAIS DOS RECURSOS 23
3.1 Principio taxatividade 23 3.2 Principio da unirrecorribilidade 24
3.3 Principio da fungibilidade recursal 26
3.4 Principio da dialeticidade 27 3.5 Principio da complementariedade 27
3.6 Principio da consumacao 28 3.7 Principio da voluntariedade 28 3.8 Principio da devolutividade dos recursos 28
3.9 Principio da aplicacao da lei vigente ao tempo da publicidade da decisao 30
3.10 Principio do exaurimento das vias recursais 31
3.11 Principio do duplo grau de jurisdicao 31
CAPITULO 4 - PRESSUSPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS 34
4.1 Pressupostos subjetivos dos recursos 34
4.1.1 Recurso do vencido 35 4.1.2 Recurso do terceiro prejudicado 37
4.1.3 Recurso do Ministerio Publico 38 4.2 Pressupostos objetivos dos recursos 39
4.2.1 Da sucumbencia 39 4.2.2 Recorribilidade da decisao 40
4.2.5 Contagem do prazo 47 4.2.6 Prazo recursal do revel 52 4.2.7 Casos especiais de interrupcao de prazos de recursos 53
4.2.8 Do preparo 54 CAPITULO 5 - INOVAQOES DOS RECURSOS CIVEIS PARA OS
TRIBUNAIS 55 5.1 Recurso extraordinario, especial e embargos infringentes 55
5.2 Recurso de apelacao e seu efeito devolutivo 57
5.2.1 Do efeito suspensivo da apelacao 64 5.3 Agravo retido e de instrumento 65
5.4 Embargos infringentes 70 5.4.1 Legitimacao para embargar 71 5.5 Inovacoes sobre o agravo previsto no art. 544 73
5.6 Inovacoes sobre os julgamentos pelos tribunals 74
CONSIDERAQOES FINAIS 77
No exercicio de suas atividades, qualquer operador do direito, inevitavelmente, havera de se deparar com as questoes dos recursos, em qualquer ramo do direito, cada um com a sua formatacao propria, no caso presente a pretensao e aprofundar conhecimentos sobre recursos civeis com as recentes alteragoes, que nos ultimos tempos tern sido objeto de algumas mudancas e muitos questionamentos, pois para uns ha recursos em excesso, prejudicando assim a celeridade da justica e para outros aquelas medidas sao todas necessarias, ate porque ha de se garantir principios fundamentals como o do devido processo legal e o da ampla defesa.
Diante de tantos questionamentos e tomando como base a vontade de cada cidadao de debater o seu eventual direito perante Juiz e Colegiados de Julgadores, ainda, considerando uma sociedade em que, com frequencia, fala de injustiga e ate acusa julgadores de imparciais, exercendo as suas fungoes em casos especificos de forma confrontuosa com a lei visto os vinculos com estruturas economicas viciadas ou com poderes representados por dirigentes devassos e que nenhum compromisso tern com a Justiga, com a dignidade ou com o conjunto normativo, o que faz reclamar esclarecimentos que motiva quase sempre recursos que arrastam demandas para campos interminaveis.
Pesquisar sobre os recursos civeis e suas recentes alteragoes e possibilitar uma correta avaliagao de toda a sistematica e ainda fazer vislumbrar possibilidades de termos os recursos necessarios aliados a principios como o da celeridade da
Como visto o tema pesquisado e de muita relevancia para o processo civil e esta entre as questoes que demanda maior atencao de todos os estudiosos do assunto, basta dizer que sobre o tema quase todos os processualistas tratam da materia e muitos sao os estudos especificos, livros tratando apenas de recursos civeis, o que demonstra a complexidade e inesgotabilidade do tema em aprego que com certeza, durante muitos anos sera a questao proposta objeto de inumeros estudos, todos buscando urn melhor aperfeicoamento do estudo do Instituto dos recursos civeis, harmonizando-o com os demais principios do direito ja esposado anteriormente.
A visao leiga sobre a justica e a forma de observar os recursos, quase sempre colocando como forma procrastinatoria e capaz de fazer com que uma demanda reprimida continue no seu estado de injustiga por muito tempo ao contrario do que seria a busca do objetivo dos recursos, no caso a garantia de demandas avaliadas pelo menos por dois niveis de julgadores, sendo o segundo grau formado por urn colegiado de julgadores como mais experiencia, o que atenderia mais ao justo do que a visao entropica de parte da sociedade e ate de pessoas da imprensa.
A Justica e feita por tecnicos, mais nao podemos nos esquecer que o seu fim e a paz social e como tal os recursos tern o fim de atender as necessidades da coletividade, os direitos dos cidadaos e nesta dimensao e que precisamos compreender os reclames do povo e adequarmos a tecnica aos anseios de toda a coletividade, buscando as formas a rapidez nos julgamentos de forma a garantir que a prestagao jurisdicional seja efetivada no menor tempo possivel e sem tanta burocracia ou atos que atormente tanto os que buscam as garantias do estado em
espirito e a certeza de que o seu direito sera restaurado de forma satisfatoria.
A pesquisa desenvolvida e acerca de um tema ja bastante conhecido e que outros pesquisadores e profissionais que escrevem sobre o processo civil ja se deleitaram sobre o tema, assim, o material disponivel e exuberante e tornou a mesma viavel.
Toda pesquisa precisa fugir da rotina dos antecessores, ate em razao do carater da mesma algo de novo ha de surgir, no caso presente a pretensao e avancar para conhecimentos novos, inclusive a cerca dos ultimos debates quanto ao carater dos recursos que sao taxados de protelatorios e nunca e lembrada a relevancia deles diante dos principios de direito e diante desse triangulo fazer surgir um novo elo que e a possibilidade de fazer fluir o equacionamento entre a garantia dos recursos e a celeridade do processo, o que, por certo, implicaria no surgimento de uma nova processualista onde tivesse mantido os principios fundamentals deste ramo do direito e de outros que correlatamente se aplica e novas formas capaz de garantir ao julgador uma maior velocidade na resolucao das demandas e em todos os graus de recursos, em razao do debate que pudesse surgir com esta pesquisa haveria de ser acrescentado novos elementos ao tema como seja: os anseios da coletividade e os principios fundamentals dos Recursos ou ainda os recursos e a fluente modificacao na sistematica juridica.
Com a pesquisa desenvolvida espera-se ser suficiente para explicitar os diversos angulos da necessidade de se aprofundar o estudo acerca de um assunto de tamanha relevancia como o que aqui e proposto e que possa ainda fazer fluir algum debate que venha enriquecer a pesquisa realizada, quern sabe, capaz de
CAPITULO 1
R E C U R S O S E SUA SISTEMATICA NO P R O C E S S O CIVIL
Os recursos c i v e i s viabilizam u m a g a m a bastante a m p l a de situacoes que nao de s e r e m c o n s i d e r a d a s para a s u a definicao e no caso p r e s e n t e a palavra recursos e g e r a l m e n t e e m p r e g a d a no sentido lato para dizer q u e recurso e o direito q u e tern u m a das partes o u ate as partes de recorrerem no sentido de v e r e m garantido a q u i l o que e n t e n d e m ser o s e u direito, neste sentido h a d e se dizer q u e m e s m o as agoes, a contestagao, a excegao e inclusive as m e d i d a s preventivas f a z e m parte do colorario recursos, p o u c o importa que na via ordinaria, p o r e m , o e n t e n d i m e n t o e que se socorrer do Poder Judiciario e uma e s p e c i e de recurso e neste c a m p o e que esta estabelecido a latitude do direito.
A p e s a r da latitude recursos a luz do direito processual tern u m a a c e p g a o tecnica e neste sentido restrita a o que esta previsto na lei e a s s i m p o d e m o s dizer q u e recurso e o direito q u e tern uma das partes o u ate as partes de se s o c o r r e r e m d a s diversas instancias do Poder Judiciario b u s c a n d o sempre u m a nova avaliagao, por c o l e g i a d o d o Judiciario no tocante ao s e u direito q u e havia sido n e g a d o na instancia anterior, v i s a n d o a reforma ou a modificagao, ou s i m p l e s m e n t e a invalidagao d a sentenga.
L a b o r a e m e q u i v o c o os que p e n s a m que a a c a o rescisoria ou m e s m o o m a n d a d o d e s e g u r a n g a e u m recurso no sentido tecnico, pois diante da sistematica q u e se discute os recursos sao s e m p r e e m razao de d e c i s a o proferida e m primeiro grau. No caso p o u c o importa se e m razao de c o m p e t e n c i a especial o primeiro grau de jurisdigao verifica-se e m um juiz singular ou num c o l e g i a d o de Juizes, assim, e p r u d e n t e reafirmar q u e o recurso decorre s e m p r e de u m a d e c i s a o de J u i z o c o m p e t e n t e e tera q u e ser interposto antes do transito e m j u l g a d o da decisao, pois o c o r r e n d o o e n c e r r a m e n t o do p r a z o recursal e inviavel o manejo de qualquer p r e t e n s a o no sentido de fazer c o m que instancia superiora tome c o n h e c i m e n t o da materia contida no processo.
1.1 - Q u a n t o a p r e t e n s a o do recorrente
Q u a n t o a p r e t e n s a o do recorrente sao tres a classificagao dos recursos, c o m o seja:
a) De reforma, neste caso o recorrente b u s c a modificar a solugao dada a d e m a n d a p r o c u r a n d o sempre obter u m p r o n u n c i a m e n t o mais e q u a n i m e e favoravel ao seu direito;
b) de invalidagao, neste c a s o o recorrente b u s c a tao s o m e n t e anular o u cassar a decisao, pleiteando a s s i m u m n o v o p r o n u n c i a m e n t o d a instancia judicial e m relagao ao s e u direito. O caso e m d e b a t e a c o n t e c e g e r a l m e n t e q u a n d o ocorre vicios p r o c e s s u a i s que muitas v e z e s obriga a renovagao de toda instrugao;
c) De integracao ou a i n d a de e s c l a r e c i m e n t o , c o m o alias e mais c o m u m . Este caso ocorre atraves d o s e m b a r g o s declaratorios q u a n d o a parte recorrente pleiteia esclarecer ponto o b s c u r o ou imprecisao do j u l g a d o ou a i n d a para suprir o m i s s a o e m relacao a d e c i s a o e os pedidos.
1.2 - Q u a n t o ao efeito d o s recursos
Q u a n t o ao efeito dos recursos, no caso e m relacao ao Juiz q u e o s decide os recursos e n f r e n t a m varios efeitos:
Devolutivos o u reiterativo, neste caso o Juiz d e v o l v e ao T r i b u n a l a c a u s a e assim, e m s e d e de apelagao p o d e r a os Juizes d o recurso examinar todo o processo, inclusive as p r o v a s e a materia de fato, ao passo q u e se o recurso for para T r i b u n a l s superiores e e m terceiro grau, por e x e m p l o , um recurso extraordinario o u e s p e c i a l , ai, o c o n h e c i m e n t o da materia sera restrito ao a c o r d a o e ao que tiver sido p r e q u e s t i o n a d o ;
a) Interativos, neste caso, a materia i m p u g n a d a e j u l g a d a pelo Juiz q u e proferiu a d e c i s a o i m p u g n a d a , isto nos e m b a r g o s declaratorios e infringente;
b) Misto o p o r t u n i d a d e e m que e permitido o r e e x a m e da materia pelo orgao prolator c o m o a materia pode ser d e v o l v i d a a outra instancia, no caso, e v i d e n t e m e n t e , superior.
Os recursos a i n d a e n f r e n t a r a o situacoes que influenciam na marcha do processo, a u t o r i z a n d o o u n a o a execugao do d e c i s u m e a s s i m p o d e m o s dizer que os efeitos, mais cotejados, sao:
a) S u s p e n s i v o s , m o m e n t o e m que e s u s p e n s o os efeitos d a d e c i s a o e assim nao pode ocorrer a execugao da s e n t e n c a ;
b) N a o s u s p e n s i v o o u devolutivo, no caso e admitida a execugao provisoria da sentenga. C o m o se o b s e r v a e s s a s d u a s q u e s t o e s sao f u n d a m e n t a l s , pois as v e z e s sentengas q u e p o d e r i a m ser e x e c u t a d a s ficam no a g u a r d e da d e v o l u g a o d o transito e m j u l g a d o do p r o c e s s o o q u e enseja r e c l a m e s d a parte e muitas v e z e s ate a m a c u l a g a o do Poder Judiciario q u a n d o a q u e l e nada fez para receber a s criticas desfavoraveis.
A i n d a , no tocante aos efeitos ha de se dizer q u e o A g r a v o de Instrumento e um recurso q u e , por si so, nao s u s p e n d e os efeitos d a d e c i s a o interlocutoria a t a c a d a , c o n t u d o c a b e r a ao relator atribuir ou n a o efeito s u s p e n s i v o ao recurso, ou deferir, e m antecipagao de tutela total ou parcialmente, a p r e t e n s a o recursal, c o m u n i c a n d o ao Juiz sua decisao, art. 527, III, do C P C , t a m b e m ha de se registrar q u e a apelagao, ao contrario do a g r a v o de instrumento, g e r a l m e n t e , dar efeito s u s p e n s i v o e m relagao ao d e c i s u m , no entanto, e m a l g u n s c a s o s o julgador, ao r e c e b e r o a p e l o o faz no efeito devolutivo.
1.3 Do direito de recorrer
Os recursos, via de regra d e c o r r e m da intuicao h u m a n a de s e m p r e buscar u m novo horizonte, no c a s o do judiciario b u s c a m u m a nova decisao, pois o inconformismo e latente nas p e s s o a s e faz parte da propria visao h u m a n a de que n i n g u e m d e v e r a se conformar c o m a primeira resposta, assim, tudo, e m ciencias inexata, e passivel de u m a nova avaliacao, assim, e que os litigantes que nao estao satisfeitos, b u s c a m u m a nova decisao e a s s i m f a z e m duas, tres ou quatro v e z e s e se a lei permitisse t r a n s f o r m a v a m as batalhas j u r i d i c a s e m infindaveis.
Muitas sao as razoes que levam os seres h u m a n o s a r e c o r r e r e m d a s decisoes judiciais, entre elas p o d e m o s apontar a de o r d e m cultural, a do inconformismo, mas, c o n t u d o ha q u e s t o e s q u e sao relevantes diante d a materia e m d e b a t e , assim, p o d e m o s dizer q u e a possibilidade de erro ou m a fe d o j u l g a d o r e u m a t e s e q u e t o r n a - s e relevante e a i n d a p o d e m o s juntar a e s s a relevancia a relacao natural do ser h u m a n o , que nao se sujeita a u m a unica d e c i s a o e nos dias atuais q u a n d o para a tristeza de t o d o s nos, e c o m u m , o u v i r m o s falar de mero d o s p o d e r e s da republica, inclusive do Poder Judiciario, que se e n v o l v e m c o m situacoes p o u c o r e c o m e n d a v e l , p r a t i c a n d o atos e atitudes c o n f r o n t u o s a s c o m o direito e c o m a lei, assim, razao assiste aos q u e q u e r e m sempre u m novo j u l g a m e n t o .
0 recurso, e v i d e n t e m e n t e tern sua natureza j u r i d i c a e ele n a o p o d e ser c o n s i d e r a d o c o m o u m a a c a o distinta, pois esta posto e m relacao ao proprio d e c i s u m q u e a n a l i s o u t o d o o processo, assim, e e v i d e n t e que o ato de recorrer esta v i n c u l a d o ao proprio direito de acao, direito este q u e nao se e s g o t a n a primeira instancia e neste
sentido vale lembrar que a propria Constituicao a p o n t a para a possibilidade do d u p l o grau de jurisdicao, assim, o direito de a c a o nao se e s g o t a com a s e n t e n c a , c o n t u d o ha de se dizer q u e o direito de recorrer, nele, esta embutido u m o n u s p r o c e s s u a l , assim, a parte que t e v e e m s e u desfavor os efeitos d a sentenca, se desejar, p o d e r a suportar o seu onus, r e s i g n a n d o - s e ao que foi decidido, a s s i m , se a parte b e n e f i c i a d a c o m a s e n t e n c a nao poder ou p o d e n d o nao recorrer d a decisao, tornara definitivo os efeitos do que foi decidido e c a b e r a a q u e l e que tiver o b r i g a c a o d e c o r r e n t e da s e n t e n c a cumpri-la.
CAPITULO 2
ATOS P R O C E S S U A I S QUE COMPORTAM OS R E C U R S O S
Em t o d o s os p r o c e s s o s e n c o n t r a m o s atos p r o c e s s u a i s que sao praticados pelas partes, por serventuarios da justica, por peritos e ate por terceiros e p r i n c i p a l m e n t e pelo Juiz. Os atos praticados pelas partes, e v i d e n t e m e n t e p o d e r a o ser i m p u g n a d o s pela outra parte, os atos dos s e r v e n t u a r i o s estao sujeitos a legalidade e nao p o d e r a o subtrair ou prejudicar os direito das partes, ja q u a n t o a o s peritos, estes atos m e r e c e m profunda a v a l i a c a o pelas partes e s e u s a d v o g a d o s e c o n s e q u e n t e m e n t e pelo Juiz, pois s a o p e s s o a s q u e e m i t e m laudos e t o d o s eles p o d e r a o contribuir ou prejudicar o j u l g a d o r q u a n d o d a sua decisao, assim, terao as partes q u e na sua n e c e s s a r i a atengao i m p u g n a r o p o r t u n a m e n t e aquilo que for a p r e s e n t a d o pelos peritos. F i c a n d o para o julgador os atos q u e c o m p o r t a m ou nao recursos, pois neste sentido e bom lembrar o art. 162, caput, do C P C que diz: "os atos do Juiz consistirao e m sentencas, d e c i s o e s interlocutorias e d e s p a c h o s " e v i d e n t e m e n t e a s e n t e n c a e ato pelo qual o Juiz poe t e r m o ao processo, ja o ato interlocutorio e ato pelo qual o julgador, no decorrer do processo, resolve q u e s t o e s de incidente e os d e s p a c h o s sao t o d o s os d e m a i s atos do Juiz, praticados, e v i d e n t e m e n t e , no processo, sejam eles de oficio o u a r e q u e r i m e n t o da parte e d e v e n d o a lei nao e s t a b e l e c e r outra f o r m a , isto e o que esta c o n s i g n a d o nos
paragrafos 1° a 3° do citado a r t i g o: assim, e c o n v e n i e n t e que se diga q u e os d e s p a c h o s
de m e r o e x p e d i e n t e nao c a b e m recursos, art. 5 0 4 do C P C .
Os recursos, e m relacao a primeira instancia, g e r a l m e n t e o c o r r e m da sentenga q u e no caso e a apelagao e na dicgao do nosso C o d i g o d e P r o c e s s o Civil n a o ha mais os i m p e d i m e n t o s de recurso em relagao ao valor d a c a u s a . Os d e s p a c h o s interlocutorios e n s e j a m recursos, no caso, o A g r a v o retido ou o A g r a v o de Instrumento, salientando pois que nao ha previsao de recurso para d e s p a c h o de mero expediente, ate p o r q u e s a o atos q u e visam impulsionar a marcha processual e c o m o tal nao prejudica e n e m f a v o r e c e a q u a l q u e r d a s partes.
2.1 R e c u r s o s possfveis
Os recursos possfveis estao d e l i n e a d o s no art. 4 9 6 do C P C e sao eles: apelagao; agravo; e m b a r g o s infringentes; e m b a r g o s de declaragao; recurso ordinario; recurso especial; recurso extraordinario; e m b a r g o s de d i v e r g e n c i a e m recurso especial e e m recurso extraordinario; assim; ver-se q u e a lista de recursos e terminativa visto q u e o caput do art. citado, c o m muita clareza diz: "sao cabiveis os seguintes recursos", logo, a luz desta assertiva e i m p o s s i v e l outros recursos, assim, m e d i d a que tiver a p a r e n c i a de recurso ela nao pode ser c o n s i d e r a d a c o m o tal e neste c a m p o p o d e m o s citar a agao rescisoria que c o m o o proprio n o m e diz e u m a agao e n a o um recurso.
Entre os recursos ha a q u e l e s que sao proprios do primeiro grau de jurisdigao, no caso p o d e m o s citar a a p e l a c a o , o a g r a v o retido e de instrumento e os e m b a r g o s de declaragao, s e n d o q u e este ultimo e o a g r a v o c a b e t a m b e m na s e g u n d a instancia e o A g r a v o c a b e t a m b e m nos T r i b u n a l s de Cupula. Q u a n t o as decisoes de tribunals no caso a c o r d a o s a a d m i s s i v e i s os s e g u i n t e s recursos: e m b a r g o s infringentes, e m b a r g o s declaratorios, recurso ordinario, s e n d o este possivel para o S T F e o S T J , pois assim esta d e l i n e a d o no art. 102, II, e art. 105, II d a C F , r e c u r s o e s p e c i a l para o S T J e recurso extraordinario p a r a o S T F e e m b a r g o s de d i v e r g e n c i a no S T F e no S T J .
Ha de se registrar que e m r a z a o do f r a c i o n a m e n t o d o s T r i b u n a l s e m t u r m a o u C a m a r a nao ha p r e v i s a o de recurso no sentido de corrigir a disparidade de e n t e n d i m e n t o no e n t a n t o o C o d i g o de Processo Civil no s e u art. 4 7 6 e seguintes instituiu o incidente de uniformizagao de jurisprudencia.
2.2 Correigao parcial
A p r o p o s t a de trabalho e debater q u a n t o a o s recursos e no caso trazer a d e b a t e a correigao parcial q u e na e x p r e s s a o d o nosso C o d i g o d e P r o c e s s o Civil nao e u m recurso p r o p r i a m e n t e dito, c o n t u d o e u m p r o c e d i m e n t o q u e socorre, c o m eficacia, a parte prejudicada, d e s d e q u e n a o haja possibilidade de recurso. O nosso sistema recursal e bastante a m p l o e esta amplitude a u t o r i z o u o mestre A l f r e d o B u z a i d e (apud C U N H A , 2 0 0 2 , p. 130) afirmar que:
No novo Codigo de Processo Civil existe sempre um recurso proprio contra cada tipo de decisao judicial que venha a ser proferida, existem hipoteses em que a parte se defronta com a eminencia de sofrer um prejuizo e para evita-lo nao tern um recurso especifico, assim, para evitar este dano, pode a parte se socorrer da correicao parcial no sentido de fazer afastar a injustiga praticada pelo despacho do julgador.
A correigao parcial, no p a s s a d o era r e g u l a m e n t a d a pelo C o d i g o de Processo Civil e a s s i m teve v i g e n c i a no C o d i g o r e v o g a d o , p o s t e r i o r m e n t e foi a m e d i d a e n c a m p a d a pelas leis de o r g a n i z a g a o judiciaria, e c o m o tal de cada Estado ou ainda pelo Regimentos Internos. dos T r i b u n a l s que q u a s e sempre recebia a d e n o m i n a g a o de reclamagao, assim, nao consta c o m o norma p r o c e s s u a l implicita no C o d i g o de Processo Civil vigente, d e s t a c a n d o - s e a i n d a q u e a Justiga F e d e r a l , atraves da lei 5 1 0 / 6 6 , q u e era a lei que a o r g a n i z a v a no artigo6° e 9° tratava d a correigao parcial e a d o t a v a este nome, atribuindo c o m p e t e n c i a para j u l g a m e n t o ao C o n s e l h o d a justiga Federal e posteriormente a Lei 7.727 de 1989 que c u i d o u da instalagao dos Tribunals regionais Federals, no paragrafo unico do art. 1 1 , m a n d o u que as disposigoes da lei 5.010 de 1966 c o n t i n u a s s e e m vigor, possibilitando a s s i m sua aplicagao ate q u e o C o n s e l h o d a Justiga Federal e l a b o r a s s e u m a nova proposta normativa d i s p o n d o sobre a o r g a n i z a g a o da Justiga Federal e m 1° e 2° graus, o q u e revela b e m a importancia da materia e m q u e s t a o .
Q u a n t o a correigao parcial vale a pena lembrar a ligao de T U C C I (2000, p 2 5 0 ) :
Trata-se de medida sui generes, nao contemplada na legislagao processual civil, codificada ou extravagante, cuja finalidade precipua e a de coibir a inversao tumultuaria da ordem processual, em virtude de erro, abuso ou omissao do Juiz.
P o d e m o s dizer q u e a correigao parcial n a o e u m recurso p r o p r i a m e n t e dito m a s sim u m a m e d i d a incidental q u e contribui para evitar tumultos p r o c e s s u a i s e m virtude de atos praticados pelo Juiz q u e e m n a d a c o n t r i b u e m para a s u a regular m a r c h a e as v e z e s Prejudica s o b r e m a n e i r a u m a d a s partes e q u a n t o a m e d i d a e m si, p o d e m o s afirmar q u e e l a se a s s e m e l h a a processualistica d o A g r a v o Instrumento e g e r a l m e n t e e dirigido a o orgao correcional existente n o s T r i b u n a l s e a f i n a l i d a d e e corrigir erros procedimentais c o m e t i d o s pelo Juiz e q u e por via d e regra c a u s a prejuizo a u m a d a s partes e c o m o a correigao parcial n a o esta c o n t e m p l a d a pelo vigente C o d i g o d e Processo Civil, assim, a s u a d e c i s a o e m sede d e Juiz equivale a d e c i s a o interlocutoria e e m razao d e l a c a b e A g r a v o d e Instrumento.
Falando sobre o a s s u n t o o tratadista T E O D O R O J U N I O R1 cita c o m o e x e m p l o o
d e s p a c h o d e e x p e d i e n t e q u e e irrecorn'vel, mas q u e pode ocasionar tumultuo c o m p l e m e n t a r a marcha d o processo e assim lesar interesse d o litigante, isto d e p e n d e n d o do m o d o q u e o Juiz v e n h a proferir-lo, assim, e m c a s o s identicos e ainda nas o m i s s o e s d o s j u i z e s do q u e nao c a b e o recurso d e A g r a v o assim e possivel a correigao parcial para corrigir erro p r o c e d i m e n t a l .
Para q u e seja possivel a m e d i d a e necessario, pelo menos, tres pressupostos. todos d e e l e v a d a relevancia, quais sejam: a) a existencia d e u m a d e c i s a o o u d e s p a c h o que c o n t e n h a erro o u abuso, e v i d e n t e m e n t e , c a p a z de tumultuar a marcha normal do processo; b) o d a n o o u a possibilidade d e d a n o no caso irreparavel para a parte, c) a inexistencia d e recursos para sanar o erro apontado.
CAPITULO 3
PRINCIPIOS G E R A I S DOS R E C U R S O S
Principios sao as o r d e n a c o e s q u e se irradiam e i m a n t a m os sistemas de normas, sao, c o m o o b s e r v a m G o m e s C a n o t i l h o e Vital Moreira, "nucleos de c o n d e n s a c o e s ' nos quais c o n f l u e m valores e b e n s constitucionais".Assim, p o d e m o s dizer que os principios sao e l e m e n t o s basicos e irradiadores d a s normas, c o m o tal sao c o l u n a s q u e sustentam o o r d e n a m e n t o j u r i d i c o e a s s i m s e r v e m de base para a e l a b o r a c a o n o r m a juridica.
Os principios q u e norteiam os recursos civeis sao: taxatividade, unirrecorribilidade, fungibilidade, dialeticidade, e x a u r i m e n t o d a vias recursais, c o n s u m a c a o , c o m p l e m e n t a r i e d a d e , v o l u n t a r i e d a d e e devolutividade; da a p l i c a c a o da lei vigente ao t e m p o d a p u b l i c a c a o d a d e c i s a o e d u p l o g r a u de jurisdicao.
3.1 Principio da taxatividade
0 principio d a taxatividade decorre do e n t e n d i m e n t o de q u e a norma e taxativa e c o m o tal so admite c o m o r e c u r s o os e s t a b e l e c i d o s e m lei federal de carater p r o c e s s u a l , pois a n o s s a Constituicao e s t a b e l e c e que so p o d e legislar sobre norma processual o
legislativo federal e os recursos c i v e i s sao os e s t a b e l e c i d o s no C o d i g o de P r o c e s s o Civil ou na legislacao, t a m b e m , ordinaria, q u e t e n h a igual carater, d a i o sentido da taxatividade, assim, o principio e m c o m e n t o impoe a o i n c o n f o r m a d o que a p r e s e n t e , contra a d e c i s a o ensejadora da insatisfacao, u m recurso previsto e m lei. O s recursos civeis e s t a o e n u m e r a d o s t a x a t i v a m e n t e no artigo 4 9 6 , d o C o d i g o de P r o c e s s o Civil.
Define Rui Portanova ( 2 0 0 1 , p 3 5 0 ) .
Em virtude do principio da taxatividade, so podem servir como recurso os instrumentos especificamente previstos em lei federal, quer seja via Codigo de Processo Civil, quer seja por outra lei de mesma hierarquia. A enumeracao legal nao e exemplificativa, mas taxativa. A interpretacao neste caso e restritiva, e nao ampliativa.
A s s i m , a avaliagao de q u a l q u e r p e d i d o d a parte q u e n a o esteja c a t a l o g a d a c o m o recurso nao poder por q u a l q u e r das Cortes ser recebido, p r o c e s s a d o e d e c i d i d o como recurso.
3.2.Principio da unirrecorribilidade
O principio d a unirrecorribilidade, t a m b e m d e n o m i n a d o unicidade ou s i n g u l a r i d a d e recursal, e a q u e l e e m q u e consiste e m n a o se pode entrar c o m mais de u m recurso contra a m e s m a decisao, ou seja, contra q u a l q u e r d e c i s a o recorrivel, cabe a p e n a s um recurso.
0 referido principio foi a d o t a d o p e l o sistema recursal civel brasileiro e c o m p o r t a excegoes q u e estao previstas legalmente:
a) a possibilidade de interposigao conjunta de e m b a r g o s declaratorios e de outro recurso;
b) a possibilidade de interposigao de R e c u r s o Especial e extraordinario;
c) a possibilidade de interposigao de e m b a r g o s infringentes e R e c u r s o Especial e extraordinario, a s s i m m e s m o ha de se observar que esta mantido o principio, pois o e m b a r g o d e c l a r a t o r s , m e s m o diante de outros recursos ele p r e s c i n d e a q u a l q u e r m o d a l i d a d e outras de recurso visto que s u s p e n d e o prazo para recorrer e d a sua analise p o d e r a ser c o n s i d e r a d a c o m o s a n a d a a imprecisao ou o b s c u r i d a d e e ainda, e m persistindo a os motivos dos e m b a r g o s ensejara, a partir d a i recurso, se n a o interposto a n t e s ou c o m p l e m e n t o se ja interposto e no caso do recurso extraordinario e especial nao correm os dois a o m e s m o t e m p o , via de regra o Especial e j u l g a d o e m primeiro lugar e se a materia constitucional nao restar prejudicada, e m razao da modificagao d a decisao, o que t o r n a o recurso p r e j u d i c a d o e m razao d a p e r d a do objetivo e se nao h o u v e r modificagao do j u l g a d o p e l o S T J entao o recurso percorrera o c a m i n h o d a Corte Constitucional, assim, a l e m d e s s a s c o n d i g o e s ha de se registrar que os motivos para cada u m dos recursos sao distintos, no c a s o do E s p e c i a l o f u n d a m e n t o maior e e m relagao a interpretagao de lei e no extraordinario o d e b a t e sera sobre questao constitucional, assim, o s recursos dividi-se e m dois a p e n a s e m d e c o r r e n c i a d a c o m p e t e n c i a de c a d a T r i b u n a l .
3.3.Principio d a f u n g i b i l i d a d e recursal
N a o se p o d e interpor u m r e c u r s o por outro. Se h a d u v i d a na doutrina ou jurisprudencia, a p r o v e i t a - s e o recurso, d e s d e q u e nao haja erro g r o s s e i r o e-ou nao t e n h a h a v i d o ma-fe. O principio da c o n v e r s i b i l i d a d e dos recursos e o que permite aos tribunais " a p r o v e i t a r e m " u m recurso interposto, por e n g a n o , q u a n d o houver d u v i d a objetiva s o b r e qual a e s p e c i e recursal a ser utilizada, e nao tenha havido erro grosseiro ou ma fe por parte do recorrente. A t u a l m e n t e , o C o d i g o de P r o c e s s o Civil nao preve e x p r e s s a m e n t e a aplicabilidade do principio d a fungibilidade, mas nao veda a sua utilizagao. Ja o C o d i g o de Processo Penal prestigia o a l u d i d o p r i n c i p i o e m s e u artigo 578, diz: "Salvo a hipotese de ma-fe, a parte nao sera prejudicada pela interposigao de um recurso por outro. Paragrafo unico: Se o juiz, d e s d e logo, r e c o n h e c e r a i m p r o p r i e d a d e do recurso interposto pela parte, m a n d a r a processa-lo de a c o r d o com o rito do recurso c a b i v e l . " No a m b i t o do direito civil, a doutrina e j u r i s p r u d e n c i a c o n s a g r a m o referido principio
0 objetivo f u n d a m e n t a l da aplicagao do principio e permitir que o recorrente tenha o seu direito a p r e c i a d o nos c a s o s e m q u e ha falha do sistema recursal civel e, por isso, a utilizagao do referido principio e uma excegao, logo, nao e aplicavel a todas as especies recursais.
3.4. Principio d a dialeticiadade
0 proprio n o m e do principio j a diz muito, pois a dialetica e f u n d a m e n t a l na a r g u m e n t a g a o e p o r q u e nao dizer na f u n d a m e n t a g a o , assim, o m e n c i o n a d o principio consiste no dever q u e e imposto ao recorrente, de o recurso ser a p r e s e n t a d o c o m os f u n d a m e n t o s de fato e de direito q u e d e r a m c a u s a ao i n c o n f o r m i s m o e m relagao a d e c i s a o prolatada. A a p r e s e n t a c a o do recurso sem a d e v i d a f u n d a m e n t a c a o implica o nao c o n h e c i m e n t o do m e s m o e a f u n d a m e n t a g a o nao e m e r a m e n t e legal e sim os f u n d a m e n t o s q u e autorizam e q u e m o v e m o recurso.
3.5. Principio d a c o m p l e m e n t a r i e d a d e
O principio e m d e b a t e e d a q u e l e s q u e importa n a c o m p l e m e n t a g a o de alguma coisa e no caso presente quern tera q u e ser c o m p l e m e n t a d o e o recurso, o q u e ocorre q u a n d o tiver sido intentado E m b a r g o s Declaratorios e a p o s o j u l g a m e n t o d a q u e l e , a partir d a d e c i s a o d o s E m b a r g o s Declaratorios e q u e p o d e a parte prejudicada e se tiver sido ela a recorrente c o m p l e m e n t a r o s e u recurso para d e b a t e r o q u e tiver fluido e m razao do ultimo d e c i s u m .
3.6. Principio d a c o n s u m a g a o
O p r i n c i p i o e m debate, c o n s u m a a materia c o m u m unico recurso, o u seja impossibilita a apresentagao de u m n o v o recurso contra u m a d e c i s a o ja atacada. E que, uma v e z oferecido o recurso, o recorrente j a exercitou o seu direito de recorrer, c o n s u m a n d o a c h a n c e de o fazer, o p e r a n d o - s e assim, a p r e c l u s a o consumativa.
3.7. Principio da v o l u n t a r i e d a d e
C o m o o proprio C o d i g o de processo Civil diz, o recurso e voluntario, a parte nao esta o b r i g a d a a recorrer e se ha recurso obrigatorio e nos c a s o s q u e a lei c o m p e l e ao Juiz o recurso de oficio, assim, o principio d a v o l u n t a r i e d a d e consiste na exigencia de que nao haja duvida a c e r c a d a v o n t a d e de o recorrente e m i m p u g n a r o decisum recorrido.
3.8. Principio d a d e v o l u t i v i d a d e dos recursos
O o r g a o destinatario do recurso c o n h e c e r a d a materia i m p u g n a d a . Nisso consiste o p r i n c i p i o d a d e v o l u t i v i d a d e do recurso ou "tantum devolutum quantum
appellatum"., pelo qual sera a p r e c i a d o o objeto d a insatisfacao d e m o n s t r a d a no recurso, o art. 5 1 5 do C P C diz: "A apelagao d e v o l v e r a ao Tribunal o c o n h e c i m e n t o d a materia impugnada", assim, e s t e e u m p a r a m e t r o para q u e se estabelega a n e c e s s i d a d e de ser a materia j u l g a d a pelo Tribunal debatida no recurso por contra razoes recursal, ainda, ha de se registrar q u e o paragrafo primeiro d o artigo ultimo citado e s t a b e l e c e que: "serao, objeto de apreciagao e j u l g a m e n t o pelo Tribunal t o d a s as q u e s t o e s suscitadas e discutidas no processo, a i n d a que a s e n t e n c a nao as t e n h a j u l g a d o por inteiro". No caso o legislador a d m i t i u q u e por o c a s i a o do recurso p o s s a a parte q u e interessar alegar e trazer ao d e b a t e t o d a s as q u e s t o e s , m e s m o q u e a sentenga nao as t e n h a d e b a t i d o o u s o b r e elas j u l g a d o por inteiro, assim, n o v a m e n t e , fica o tribunal restrito ao que constar da pega recursal o u d a q u e l a q u e a impugnar, no c a s o os s e u s p e d i d o s sao limites para as d e c i s o e s e as q u e s t o e s nao suscitadas e a s s i m nao discutidas no p r o c e s s o nao poderao ser objetos d e apreciagao pelo T r i b u n a l no j u l g a m e n t o d a apelagao, neste sentido ja decidiu o S T J , pela terceira T u r m a , no R e c u r s o Especial 2 9 . 8 7 3 - 1 , DJU de 26.04.93, p. 7.204.
C o m efeito, e v e d a d o ao j u l g a d o r do r e c u r s o analisar q u e s t o e s nao suscitadas pelas partes, a m e n o s q u e sejam q u e s t o e s de o r d e m publica, pelo q u e nao e d a d o ao juiz se eximir d a r e s p o n s a b i l i d a d e de julgar, m e s m o q u e de oficio, tais questoes. O juiz
d e v e estar adstrito a o s limites do p e d i d o , sob p e n a de incorrer e m j u l g a m e n t o extra, ultra ou citra petita o que conduziria a n u l i d a d e do j u l g a d o .
O principio do tantum devolutum quantum appellatum c o n t e m o principio d a proibigao da reformatio in pejus, pois se a s s i m fosse, o j u l g a d o r estaria d e s b o r d a n d o dos limites impostos p e l o recurso, q u e e o p e d i d o . Enfim, "o objeto d o r e c u r s o e, t a o -somente, a materia efetivamente impugnada, acrescida d a q u e l a s q u e s t o e s que o juiz
d e v a c o n h e c e r de oficio, inclusive e m d e c o r r e n c i a d a r e m e s s a ex-oficio, pois neste sentido e a S u m u l a 4 2 3 do S T F q u e diz: "Nao transita e m j u l g a d o a s e n t e n c a por haver obtido o recurso 'ex officio' q u e se c o n s i d e r a interposto 'ex lege'", a p l i c a n d o esta Sumula, c o m isto, duvida nao ha de q u e a materia publica e a remessa de offcio enseja ao Tribunal ad quern a avaliagao da materia e m t o d a sua extensao.
3.9. Principio da a p l i c a c a o d a lei vigente ao t e m p o da publicagao da d e c i s a o
A n o s s a Constituicao explicitou o principio d a legalidade, assim, e m materia de direito publico e valido o q u e a lei autorizar e assim os recursos sao regidos pelo principio a lei v i g e n t e ao t e m p o d a publicagao d a d e c i s a o e a aplicavel na regulagao do recurso.
A c e r c a da materia e m debate, a j u r i s p r u d e n c i a patria e no sentido de q u e a lei processual aplicavel ao recurso e a vigente a e p o c a da publicagao d a decisao, neste sentido o T r i b u n a l Regional Federal d a 1a Regiao c o n s a g r o u o referido principio, que
esta materializado na S u m u l a n° 2 6 d o T r i b u n a l Regional Federal d a 1a R e g i a o q u e
d i s p o e : "A lei regente do recurso e a que esta e m vigor na data d a publicagao da sentenga o u decisao". T a m b e m , o Superior Tribunal de Justiga, j a se m a n i f e s t o u sobre o tema, m e r e c e n d o d e s t a q u e t r e c h o d a e m e n t a do a c o r d a o do R e c u r s o Especial
140.862, in verbis: "Os recursos s a o regidos pelas regras e m vigor ao t e m p o d a publicagao da d e c i s a o c a u s a d o r a d a insatisfagao, e, nao pelos preceitos que posteriormente v e n h a m a entrar e m vigor." Diante do q u e duvida n a o ha d a
aplicabilidade do principio j a c i t a d o; que inclusive evita a criagao de variagoes na
aplicagoes de normas para o p r o c e s s a m e n t o de recursos.
3.10. Principio do exaurimento das vias recursais
O e x a u r i m e n t o das vias recursais, c o m o principio e instrumento de h a r m o n i z a g a o da processualistica e c o n s e q u e n t e m e n t e facilita de f o r m a p e d a g o g i c a a hierarquia d o s recursos, pois o citado principio faz c o m que so possa subir o p r o c e s s o para u m outro Tribunal a p o s ter se e s g o t a d o t o d o s os recursos legais e portanto p o s s i v e i s n a q u e l a instancia, pois, assim, o m e n c i o n a d o principio a p o i a - s e na n e c e s s i d a d e de q u e t o d o s os recursos cabiveis para o m e s m o j u i z o "a quo" d e v a m ser utilizados a n t e s da interposigao de u m recurso para o tribunal ad quem, por isto se d a d e c i s a o a ser a t a c a d a c a b e e m b a r g o s declaratorios p o r q u e antes d e s s e intentar q u a l q u e r outro recurso? A t e p o r q u e o prazo recursal, com a intentagao do e m b a r g o d e c l a r a t o r s , e s u s p e n s o e nao traz a s s i m q u a l q u e r prejuizo a parte, o a g u a r d e do j u l g a m e n t o para a intentagao de outro recurso.
3 . 1 1 . Principio do d u p l o grau de jurisdigao
O d u p l o grau de jurisdigao e um principio d a q u e l e s que p o d e m o s dizer que e f u n d a m e n t a l e m materia de recurso, pois a s s i m a norma c o l o c a a disposigao da parte a possibilidade de ver a sua d e m a n d a avaliada por pelo m e n o s d u a s instancias do Poder
Judiciario, s e n d o a primeira, via de regra, analisada por u m Juiz m o n o c r a t i c o e a s e g u n d a por u m colegiado, assim, as lides ajuizadas d e v e m s u b m e t e r e m - s e a e x a m e s sucessivos, o n d e e fluente a garantia de boa solugao.
Para a d i s c u s s a o do a s s u n t o e f u n d a m e n t a l o b s e r v a r m o s o que consta do art. 5, LV da Constituigao Federal que a s s i m preleciona: "Aos litigantes, e m p r o c e s s o judicial o u administrativo e a o s a c u s a d o s e m geral s a o a s s e g u r a d o s o contraditorio e a ampla defesa c o m os m e i o s e recursos a ela inerentes", assim, ver-se que o dispositivo constitucional nao garante a p e n a s o contraditorio e a a m p l a defesa mas evolui para recursos s e n d o a q u e l e inerente ao proprio principio da a m p l a d e f e s a o u do contraditorio e c o m o tal obriga o legislador patrio q u a n d o d a e l a b o r a c a o de n o r m a s ordinarias a q u a n d o tratar do a s s u n t o ter que observar o p r i n c i p i o do d u p l o grau de jurisdigao f a c e o q u e esta e s t a b e l e c i d o no pacto social vigente, contudo, ha s e m p r e a possibilidade do legislador ordinario e s t a b e l e c e r as regras para r e c u r s o e ate quais sao os c a s o s e m q u e nao c o m p o r t a recurso, isto e m razao de um outro principio, no caso o da celeridade processual e a i n d a assim restrito a q u e l a s materias de p e q u e n o s valores Em f a c e da algada, situagao que ocorre c o m f r e q u e n c i a no Direito do trabalho e n u n c a ocorre no Direito Processual Civil visto q u e pelas nossas normas deste ultimo nao h a limite f i n a n c e i r o p a r a a d m i s s i b i l i d a d e de recurso, no entanto ha q u e se registrar a evolugao do nosso Direito P r o c e s s u a l Civil q u e e m razao d a lei 10.352/2001 modificou o art. 5 1 5 , § 3° para possibilitar ao T r i b u n a l , e m p r o c e s s o e m grau de recurso j u l g a r a lide d e s d e que a c a u s a versar d o b r e q u e s t a o e x c l u s i v a m e n t e de direito e o p r o c e s s o tivesse sido extinto no j u i z o de admissibilidade, assim, neste caso, nao ocorreu q u a l q u e r violagao ao principio e m d e b a t e mas, u m a evolugao, d e s t a vez a t e n d e n d o ao principio d a c e l e r i d a d e , o que e p l a u s i v e l , pois no p a s s a d o o tribunal d a v a provimento ao recurso e
devolvia o p r o c e s s o para que o Juiz proferisse nova sentenga o q u e d e m a n d a v a u m lapso t e m p o r a l bastante a c e n t u a d o .
CAPITULO 4
P R E S S U P O S T O S DE ADMISSIBILIDADE DOS R E C U R S O S
0 sistema recursal para ser mais bem c o m p r e e n d i d o esta dividido e m varias etapas e uma delas diz respeito aos p r e s s u p o s t o s de a d m i s s i b i l i d a d e dos recursos, que, c o n s e q u e n t e m e n t e esta dividido e m p r e s s u p o s t o s subjetivos e objetivos e todos sao de f u n d a m e n t a l importancia para a sistematica recursal, inclusive, no dizer de M A R Q U E S , (1997, p. 150): "o objeto desses juizo de a d m i s s i b i l i d a d e sao os pressupostos recursais, isto e o s requisitos n e c e s s a r i o s p a r a q u e o J u i z o a d quern d e c i d a o merito do recurso i n t e r p o s t o " A s s i m , ha de se destacar que e m b o r a os recursos t e n h a m p r e s s u p o s t o s proprios e p a r t i c u l a r s , ainda, para t o d o s o s p r o c e d i m e n t o s recursais ha requisitos o u exigencias de o r d e m geral, c o n t u d o c o m u n s a sua admissibilidade, d e s t a f o r m a p a s s a m o s a estudar o s p r e s s u p o s t o s subjetivos e objetivos.
4 . 1 . Pressupostos subjetivos dos recursos
O s p r e s s u p o s t o s subjetivos p r e n d e m - s e a quern estao legitimados a recorrer e assim estao divididos e m tres possibilidades: a parte v e n c i d a (autor ou reu o u ainda ambos); o terceiro prejudicado o u o Ministerio Publico. Q u a n d o d i z e m o s que o autor o u
o reu, ou a i n d a a m b o s p o d e m intentar recurso e p o r q u e e m d e t e r m i n a d a situacoes autor e reu v e e m - s e na situacao de s u p o r t a r e m o n u s q u e e n t e n d e m i n a d e q u a d o seja pela obrigagao imposta pela sentenga ou por ressarcimento que a d e c i s a o deixou de contemplar, isto p o d e se exemplificar c o m o s e n d o o caso da indenizagao ou da reparagao de d a n o s onde u m a parte pleiteia u m a certa quantia e o Juiz defere valor b e m a q u e m do pleiteado, g e r a n d o assim, as vezes, insatisfagao de a m b a s as partes e ai a lei autoriza o r e c u r s o de a m b a s as partes.
O s p r e s s u p o s t o s aqui e l e n c a d o s sao c o m u n s a q u a s e t o d o s os recursos, ressalvando-se, a p e n a s , o recurso d e n o m i n a d o de e m b a r g o s de declaragao, visto q u e a q u e l e p o d e ser intentado tanto pelo v e n c i d o q u a n t o pela parte v e n c e d o r a visto que o mesmo cuida de esclarecer p o n t o s o b s c u r o s ou a i n d a de corrigir imprecisoes e por este motivo p o d e ser ajuizado o recurso por a m b a s as partes.
4 . 1 . 1 . R e c u r s o do v e n c i d o
O recurso, na l i n g u a g e m tecnica, para ser admitido, ha n e c e s s i d a d e de que seja do vencido, assim, so a parte v e n c i d a p o d e r a recorrer d a d e c i s a o . Essa e a regra, no entanto, ha de se questionar e se a parte i n g r e s s o u e m j u i z o , pleiteou u m direito seu sobre um f u n d a m e n t o e o j u l g a d o r q u a n d o d a sentenga d e s a c o l h e u os s e u s f u n d a m e n t o s principais e a c o l h e u u m f u n d a m e n t o q u e a p a r e n t e m e n t e era d e s p r e z i v e l , mas, no entanto, m e s m o a s s i m deferiu o j u l g a d o r tudo aquilo q u e foi pleiteado, assim,
nao ha c o m o a parte recorrer da d e c i s a o para, a p e n a s , ver corrigido os f u n d a m e n t o s d a m e s m a , contudo, a outra parte p o d e recorrer da d e c i s a o p o r q u e foi totalmente vencida.
Ha casos e m q u e as d u a s partes s u p o r t a m o n u s e a s s i m p o d e a m b a s r e c o r r e r e m d a decisao, isto ocorre q u a n d o a l g u e m pleiteia o ressarcimento de um d a n o e entende que a q u e l e foi por e x e m p l o de R$ 100,000,00, ao passo e m que o Juiz, por o c a s i a o da sentenga deferiu e m s e u favor R$ 5 0 . 0 0 0 , 0 0 , a s s i m o m e s m o t e v e seu direito r e c o n h e c i d o e m a p e n a s c i n q u e n t a por cento d a q u i l o q u e pleiteava e por outro lado a parte re contestava a existencia de d a n o s e m sua Integra, assim, f i c o u insatisfeita c o m a c o n d e n a g a o o q u e possibilita a interposigao de recurso por a m b a s partes, no prazo de quinze dias.
A i n d a no c a s o do e x e m p l o a c i m a citado admite-se que uma das partes nao recorra, assim, a outra t e n d o recorrido p o d e a q u e l a parte q u e nao recorreu aderir a o recurso da outra, art. 5 0 0 do C P C , e no prazo de 15 dias que Ihe havia sido c o n c e d i d o para impugnar o recurso t a m b e m recorrer d a decisao, assim, ele p r o d u z o seu recurso a d e s i v o e as s u a s razoes de i m p u g n a g a o do recurso da outra parte, s e n d o q u e nesse c a s o o juiz, o b r i g a t o r i a m e n t e abrira p r a z o para que o a p e l a n t e inicial a g o r a possa i m p u g n a r o recurso a d e s i v o e posteriormente, se for o caso fara subir o p r o c e s s o para o T r i b u n a l , e bom lembrar q u e no c a s o de recurso a d e s i v o se o a p e l a n t e originario desistir, a u t o m a t i c a m e n t e , o recurso a d e s i v o sera c o n s i d e r a d o prejudicado e c o m o tal inexistente visto que esta v i n c u l a d o a o direito de apelar d a q u e l a arte q u e m a n e j o u o s e u recurso. A i n d a , para efeito de recurso c o n s i d e r a - s e com o m e s m o direito os litisconsorcios q u e integram o processo. A i n d a , h a d e se dizer q u e para recorrer nao basta a legitimidade que a p e s a r de ser indispensavel a i n d a e preciso que haja o
interesse e este tera q u e ser c a b a l , irrefutavel, m a n i f e s t a d o atraves de pega escrita, no caso o recurso q u e tera q u e p r e e n c h e r as regras tecnicas e legais.
4.1.2. R e c u r s o do terceiro prejudicado
O terceiro prejudicado p e s s o a q u e d u r a n t e a primeira f a s e do p r o c e s s o nao integrou a relagao p r o c e s s u a l , assim, nao t o m o u parte no p r o c e s s o ate que a sentenga fosse prolatada e a q u e l a produziu e m ralagao a q u e l e terceiro efeitos q u e Ihes deu prejuizo f a c e o s e u interesse ser ligado o u i n t e r d e p e n d e n t e d a relagao j u r i d i c a material que foi s u b m e t i d a a j u l g a m e n t o e a s s i m tern interesse j u r i d i c o c o n e c t a d o a e s s a relagao juridica material q u e foi s u b m e t i d a a apreciagao judicial e e m razao disto a sentenga Ihe trouxe prejuizos, o que enseja-lhes u m a das c o n d i g o e s para intervir no processo recorrendo d a d e c i s a o , d e s d e q u e t e n h a interesse.
C o m a prolagao d a sentenga o seu interesse j u r i d i c o e atingido e por esta razao, a lei Ihe r e c o n h e c e o direito de interpor recurso c o m o terceira p e s s o a prejudicada, neste sentido e o artigo 4 9 9 d a lei formal civil, para tentar, atraves desse recurso, afastar o g r a v a m e q u e h a v e r a de suportar e c o m o tal fere o s e u interesse, a s s i m p a r a interpor recurso precisa, c o m o j a foi dito ter interesse j u r i d i c o e este nao se c o n f u n d e c o m u m so fato, seja ele so e c o n o m i c o o u m e s m o so moral, o q u e n a o e j u r i d i c o e so o
interesse j u r i d i c o autoriza o recurso ainda, precisa d e m o n s t r a r a existencia do interesse e ter q u e exibir o n e x o entre as d u a s reagoes, no caso a j u r i d i c a e a material, assim p o d e m o s dizer q u e a j u r i d i c a e o objeto do p r o c e s s o e q u e pertence a parte v e n c i d a e
de outro lado a sua relacao j u r i d i c a material, d a qual e ou se diz titular c o m o respectivo elo ou nexo de ligacao entre a m b a s . O recurso de terceiro prejudicado e m o d a l i d a d e de intervengao de terceiro, no caso, na f a s e recursal, e a s s i m equivale a assistencia, para t o d o s os efeitos, lei-a-se, inclusive, de competencia.
4.1.3. R e c u r s o do Ministerio Publico
Por fim, discute-se a possibilidade de recurso interposto pelo Ministerio Publico e neste sentido o art 4 9 9 do C P C e bastante claro que o recurso p o d e ser interposto, t a m b e m , pelo Ministerio Publico, ainda, o paragrafo s e g u n d o do m e s m o artigo diz que: "o Ministerio Publico tern legitimidade para recorrer assim no processo em que e parte, como naqueles em que oficiou como o fiscal da lei", portanto clara e a regra legal e o STJ atraves d a S u m u l a 2 2 6 decidiu q u e : "o Ministerio Publico tern legitimidade para recorrer na agao de acidente no trabalho, ainda que o segurado esteja assistido por advogado". O r a n a q u e l a c o n d i g a o o parquet a g i u a p e n a s c o m o fiscal da lei e a s s i m o tribunal superior r e c o n h e c e u aquilo q u e a lei ja dizia que p o d e a q u e l e representante do Ministerio Publico recorrer de u m a d e c i s a o q u e beneficiava u m a p e s s o a , e assim nao e q u e s t a o difusa mas q u e existe o interesse publico, portanto d e m o n s t r a d o esta a amplitude d a s possibilidades ministeriais.
A o recorrer o parquet a s s u m e as condigoes reservadas a parte no processo recursal e a s s i m tern iguais p o d e r e s e onus, a s e m e l h a n g a d o q u e ocorre q u a n d o
exerce o direito de acao, r e s g u a r d a d o a p e n a s a regra q u a n t o ao o n u s do p a g a m e n t o das custas p r o c e s s u a i s , ja q u e aquele, por forca de lei e d i s p e n s a d o de p a g a m e n t o de preparo dos recursos que por ventura i n t e r p o e: pois a s s i m p r e l e c i o n a o art. 3 1 1 § 1° da
lei formal civil.
4.2. P r e s s u p o s t o s objetivos d o s recursos
Os p r e s s u p o s t o s objetivos dos recursos sao varios e a s s i m p a s s a r e m o s a ve-los e analisar c a d a u m dentro d e sua extensividade.
4 . 2 . 1 . Da s u c u m b e n c i a
A s u c u m b e n c i a e u m dos requisitos de g r a n d e importancia e c o m o tal f u n d a m e n t a l e esta v i n c u l a d o ao interesse processual e m recorrer, assim, esta vinculado, na maioria dos recursos a lesividade c o m p o r t a d a pelo recorrente ou ao prejuizo sofrido pelo m e s m o e m razao da sentenca, o que legitima a parte a recorrer, pois nao e d e m a i s lembrar que s o m e n t e o v e n c i d o pode intentar recurso e m relacao a decisao.
O p r e s s u p o s t o e m c o m e n t o esta posto e m relacao a q u a s e totalidade dos recursos, nao se o p e r a n d o a p e n a s e m relagao a o s e m b a r g o s de d e c l a r a g a o que se
destina a dar clareza a d e c i s a o e m relagao a p o n t o s o b s c u r o s , a t o r n a d o extreme de d u v i d a , pois e fungao d o s e m b a r g o s de d e c l a r a g a o clarear as contradigoes, obscuridade, e: t a m b e m , a obter manifestagao e x p r e s s a do j u l g a d o r a respeito do ponto
que nao foi discutido na d e c i s a o e sobre o qual deveria ter se manifestado, o que e frequente.
4.2.2. Recorribilidade da decisao
C o m o muito diz o p r e s s u p o s t o e m d e b a t e a recorribilidade da d e c i s a o e possivel e m relagao a g r a n d e parte das d e c i s o e s judiciais, no entanto, nao pode ocorrer nos d e s p a c h o s de mero expediente, ja tratado anteriormente, pois assim diz o art. 5 0 4 do C P C , portanto, p o d e se afirmar q u e e m relagao ao j u i z o do primeiro grau c a b e recurso d o s d e s p a c h o s interlocutorios, que no caso e o A g r a v o Retido ou de Instrumento, t a m b e m c a b e recurso q u a n d o a sentenga tiver omitido ponto q u e deveria ser j u l g a d o ou a i n d a ara sanar contradigoes, no c a s o a medida c a b i v e l e e m b a r g o s de declaragao e t a m b e m o recurso de A p e l a g a o da s e n t e n g a nas condigoes j a e x p o s t a s anteriormente, assim, nao e demais afirmar que recorribilidade da d e c i s a o so p o d e ocorrer recurso q u a n d o existir p r e v i s a o legal, no caso e s t a b e l e c i d a e m n o r m a f e d e r a l .
4.2.3.Tempestividade
A tempestividade requer a observancia de perfodo, prazo e se a parte tern que intentar um recurso tempestivamente logo tera que postar a sua irresignacao num determinado prazo que devera estar explicitado no Codigo de Processo, no caso, Civil. O art. 506 e 508, daquele conjunto normativo, combinado com o art. 184 do mesmo codigo estabelece os prazos e diz como os mesmos devem ser contados, assim, para que o recurso seja tempestivo e necessario que a parte tenha cumprido os prazos estabelecidos e se assim nao fizer o recurso e intempestivo, nao pode subsistir e como tal nao sera conhecido., o que, consequentemente, impede o seu provimento.
Os prazos para recorrer sao peremptorios visto que nao se prorrogam e no maximo comporta excecoes desde que prevista em lei, assim, podemos citar o caso do advogado que falece no periodo em que deveria, como, representante da parte interpor o recurso, ou ainda o falecimento da propria parte que obriga a habilitagao dos seus sucessores, na forma legal, nesses casos, o Juiz mediante requerimento da parte interessada devolvera o prazo por inteiro para recurso, do contrario, escoado o lapso temporal previsto em lei perdeu a parte a possibilidade de recorrer, lembrando que neste caso ocorre a interrupcao. O prazo recursal ainda pode ser suspenso por ocasiao das ferias forense, art. 179 do CPC ou quando se verificar obstaculo criado pela outra parte, art. 180 do CPC. Quando ocorrer a suspensao do prazo recursal assim a contagem do prazo que havia se iniciado para a entrega do recurso e suspenso e superado os motivos da suspensao dos prazos eles voltam a correr, sem prejufzo daquele lapso temporal ja decorrido, assim, os prazos nao sao reabertos na sua integra
e apenas contar-se-a o periodo que faltava para completar o lapso temporal da entrega do recurso. TEODORO JUNIOR (2002, p. 375): observa que: "o obstaculo criado pelo proprio Juiz, nao previsto no Codigo, mas tambem configura um caso de suspensao do prazo recursal".
Tambem interrompe o prazo para interpor recurso o oferecimento de embargo de declaragao (art. 538, caput, na redagao da Lei n° 8.950; cf., infra, § 22, n° II, 1). A Fazenda Publica e ao Ministerio Publico computa-se em dobro o prazo para recorrer (art. 188), seja qual for o recurso. O simples fato de haver litisconsorcio entre partes interessadas em recorrer nao Ihes aumenta o prazo, que e comum; todavia, se os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, contar-se-a o prazo em dobro (art. 191). 0 terceiro prejudicado dispoe, para recorrer, de prazo sempre igual ao da parte.
4.2.4. Prazos recursais
Os prazos recursais geralmente obedecem a regras gerais e especiais, assim podemos dizer que o prazo comum a generalidade dos recursos e de 15 dias, pois assim dispoe o art. 508 do CPC e o mesmo vale para a parte recorrente e para a parte recorrida, esta, para responder ao recurso. 0 prazo de 15 dias aplica-se aos seguintes recursos:
a) Apelagao, art. 513 e seguintes do CPC;
b) Embargos infringentes, art. 531 e seguintes do CPC; c) Recurso Ordinario, art. 539 do CPC;
d) Recurso especial interposto contra decisao de merito ou interlocutoria, nos casos do art. 105, III da CF, cominado com os arts. 541 e 542, § 3°, do CPC; e) Recurso Extraordinario contra decisao de merito ou interlocutoria, prevista no
art. 102, III, da CF. combinado com os arts. 541 e 542, § 3°, do CPC; f) Recurso de Embargo de Divergencia, art. 546 do CPC;
g) Recurso Adesivo, cujo prazo de interposicao e o mesmo dado para interpor ou responder o recurso principal art. 500 do CPC.
Nao seguem a regra geral os seguintes recursos. Com o prazo de 10 dias:
a) Agravo, na forma retida ou de Instrumento, pois assim consta do art. 522 do CPC;
b) Agravo de Instrumento contra decisao que denegar Recurso Extraordinario para o STF ou no caso de Recurso Especial para o STJ, conforme preceitua o art. 544 do CPC;
c) Recurso para o Colegiado do Juizado Especial Civel ou criminal conforme art. 42 da Lei 9.099/95;
d) Embargos infringentes contra sentenga de 1° grau de jurisdigao, proferida na Agao de Embargos do Devedor a Execugao Fiscal;
e) Recurso contra sentengas proferidas em processo que tramitaram na justiga da infancia e da juventude, salvo o recurso de embargos de declaragao que o prazo e de cinco dias, art. 198, II do ECA.
a) Agravo contra decisao singular do relator que decidir de piano o conflito de competencia, art. 120 do CPC;
b) Agravo contra decisao do relator que converteu Agravo de Instrumento em Agravo Retido, devolvendo os autos ao Juizo da causa onde serao apensados aos autos principals, salvo se a hipotese for de Agravo de
Instrumento e contiver pedido de provisao jurisdicional que requeira urgencia ou ocorrer perigo de lesao grave e de dificil reparagao, o que nao autoriza o relator a proceder a conversao ja mencionada, pois assim trata o art. 572, II, do CPC;
c) Agravo proposto contra decisao singular do relator que nao admitiu os Embargos Infringentes encaminhado ao orgao competente para o julgamento do recurso nao permitido, pois assim trata o art. 532 do CPC;
d) Embargos de Declaracao contra sentenga ou acordao, art. 536 do CPC; e) Agravo contra decisao singular do relator do STF que nao admitir ou negar
provimento de imediato ou ainda reformar desde logo o acordao proferido em recurso de Agravo de Instrumento, interposto contra decisao anterior do Presidente do Tribunal e recorrido, negando seguimento ao Recurso extraordinario, conforme preceitua o art. 545 do CPC;
f) Agravo contra decisao singular do relator do STJ que nao admitir ou negar provimento de imediato, ou ainda, reformar desde logo o acordao proferido em recurso se Agravo de Instrumento, interposto contra decisao anterior do Presidente do Tribunal recorrido, negando seguimento ao Recurso Especial, pois assim preceitua o art. 545 do CPC;
g) Agravo contra decisao singular do relator que desacolher seguimento a recurso, por entende-lo manifestamente inadmissivel, improcedente, prejudicado ou confrontuoso com Sumula ou ainda jurisprudencia dominante do mesmo Tribunal, do STF ou ainda de Tribunal Superior, tambem contra decisao singular do relator que der provimento de imediato ao recurso por entender que a decisao recorrida esta em manifesto confronto com Sumula ou jurisprudencia dominante do STF ou ainda de Tribunal's Superiores, na forma do art. 557, caput e §§ 1° e 1°A, do CPC, Agravo este dir9igido ao orgao competente para o julgamento do recurso nao admitido, processado nos proprios autos e possibilita ao relator retratar-se de sua anterior decisao, art. 557 do CPC;
h) Agravos Regimentais. Os Agravos Regimentais estao anotados nos Regimentos Internos do Supremo Tribunal Federal, art. 317, e do Superior Tribunal de Justiga art. 258, devendo o mencionado recurso ser interposto no prazo de cinco dias, pois este lapso de tempo nao foi alterado pela lei 9.139, de 30 de novembro de 1995, tendo aquela norma modificado o prazo de recurso de Agravo, previsto no art. 522 do CPC que passou a ser de dez dias; i) Agravo contra decisao singular do Relator do STF que julgou improcedente
pedido de liminar na Agao Direta de Inconstitucionalidade, em razao de descumprimento de preceito fundamental, na forma do art. 102, § 1°, da Constituigao Federal em razao de ter entendido nao ser caso de tal descumprimento ou por faltar alguns dos requisitos previstos em lei, ou por ser inepta a inicial conforme art. 4°, § 2°, da Lei n° 9.882/99;
j) Agravo contra decisao singular do Presidente do Tribunal, proferida em recurso meramente devolutivo, contra decisao concessiva de habeas data, assim, suspendendo a execugao da sentenga ate que o recurso seja julgado como dispoe o art. 16 da lei 9.507/97;
k) Agravo interposto contra decisao singular do Presidente do Tribunal proferida em recurso de apelagao contra decisao que concedeu Mandado de Seguranga e como tal suspendeu a execugao provisoria da sentenga, ate o julgamento do recurso interposto, na forma do art. 13, da lei n° 1.533/51; I) Agravo interposto contra decisao singular do Presidente do Tribunal, proferida
em recurso de apelagao contra sentenga concessiva de Mandado de Seguranga interrompendo a execugao da liminar e da sentenga que concedeu a seguranga, em razao de requerimento de pessoa juridica de direito publico, com o fundamento de grave lesao a ordem, a saude, a seguranga e a economia publica, na forma do art. 4°, da lei n° 4.348/64;
m) Por fim tratamos aqui da correigao parcial que nao e recurso, visto ser mero sucedaneo recursal e como tal um simples substitutive do recurso, existindo para as hipoteses de inversao tumultuaria das fases procedimentais provocada pelo julgador e que tramita como se fosse um Agravo de Instrumento, sendo que o prazo de interposigao e de cinco dias, pois assim consta no art. 6°, I, da lei n° 5.010/66.
E prudente que se observe que o prazo para interpor recurso e comum as partes e, assim, se ambas sucumbem da sua pretensao, logo terao o prazo comum para a interposigao do recurso, assim podemos exemplificar que se por ventura for o recurso
de apelagao o prazo e de quinze dias para o seu ajuizamento e assim se ambos resolverem apelar terao que fazerem no mesmo prazo no caso quinze dias e desta forma o processo nao saira do cartorio devendo os procuradores copia-lo ou fazerem suas anotagoes naquele local, sendo assim o prazo para responder e o mesmo destinado a interposigao de recurso, que geralmente e de quinze dias e como tal esta consignado no art. 508 do CPC, no entanto, comegando cada um da intimagao, no caso de quern vai apelar, da sentenga e de quern vai responder, da intimagao dando-lhe conhecimento da interposigao do recurso e da possibilidade que tenha como parte vencedora de se contrapor, por meios de contra razoes ao recurso interposto.
Geralmente a regra geral tern suas excegoes e aqui correm por conta da Fazenda Publica, seja ela federal, estadual ou municipal, o Ministerio Publico e quando ocorrer litisconsorcio representados por advogados diversos o prazo para recorrer e em dobro, conforme preceitua os art. 188 e 191 do CPC. Pois quanto ao que seja Fazenda Publica a jurisprudencia pacificou que trata-se da Uniao, Estados Membros e Municipios, incluindo-se ai Prefeitura e Camara Municipal, neste sentido e o dissidio jurisprudencial, "in verbis". "Fazenda publica: leia-se tambem a Uniao Federal, o Estado,
a Prefeitura(RT 594/94), a Camara Municipal (RJTJESP 118/227, maioria), os institutos de previdencia estaduais (RT 472/184), a Camara dos Deputados (RT 634/94/'.
4.2.5. Contagem do prazo
O prazo para interposigao de recurso, via de regra se dar a partir da data em que a parte com possibilidade de recorrer tenha tornado ciencia da decisao, e aquela se dar,
geralmente, atraves de intimagao da decisao e sua efetivagao devera ocorrer na forma do art. 506 do Codigo de Processo Civil, como seja:
a) da leitura da sentenga em audiencia. Neste caso o Juiz designa audiencia e manda intimar as partes para que comparega em dia e hora designada para assistirem a leitura da sentenga, assim, isto ocorrendo a parte tera que observar o prazo a partir daquele momento.
b) da intimagao as partes, quando a sentenga nao for proferida em audiencia, neste caso a de se observar que nao havendo audiencia de leitura da sentenga ou a sentenga nao tendo sido proferida na audiencia e portanto lido no culminar daquela entao, a luz do nosso Codigo de |processo Civil, art. 506, II, tera que ocorrer intimagao as partes e neste caso a intimagao nao devera ser a parte propriamente dita mas sim ao seu advogado, portanto, se intimada for apenas a parte a intimagao nao tern valor e consequentemente nao se inicia a contagem do prazo para interposigao de recurso, pois, o art. 238 do CPC estabelece que "in verbis": "nao dispondo a lei de outro modo, as intimagoes serao feitas as partes, aos seus representantes legais e aos advogados, pelo correio ou, se presentes em cartorio, diretamente pelo escrivao ou chefe de secretaria". Como se observa a forma de se proceder a intimagao prevista no art. 238 resguarda a possibilidade da existencia de outras modalidades previstas tambem em lei.