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Rev. Adm. Pública vol.40 número4

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Academic year: 2018

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R A P R i o d e J a n e i r o 4 0 ( 4 ) : 5 2 1 - 2 , J u l . / A g o . 2 0 0 6

Palavras da diretora

Ao longo de mais de três décadas, desde sua criação, a RAP tem

dedica-do alguns números a questões contemporâneas específicas, em face de sua re-levância e oportunidade. Este número da revista é temático, objetivando levar

o leitor a refletir sobre as novas perspectivas da Regulação, sob a ótica de

ex-periências brasileiras e internacionais.

Os autores pertencem ao Programa de Pós-Graduação em Administra-ção Pública e Governo da Eaesp/FGV, presente no rol das melhores institui-ções de ensino do país, e oferecem aos leitores a possibilidade de estudar profundamente tal assunto, que tem ressonância significativa no âmbito so-ciopolítico-econômico brasileiro.

Regulação no Brasil: desenho das agências e formas de controle discute a gênese das agências reguladoras brasileiras, as propostas para revisão do mo-delo e as distintas formas de controle sobre estes novos entes, dotados de au-tonomia. Conclui que a criação das agências sob um modelo único e a não-distinção entre as formas de controle podem ser explicadas pela combinação de características do sistema político-institucional brasileiro, com preferênci-as e resistêncipreferênci-as de atores intragovernamentais.

Delegação e controle político das agências reguladoras no Brasil sistemati-za os mecanismos de controle político previstos no modelo institucional origi-nalmente concebido para as agências reguladoras. Aprecia, ainda, as alterações relacionadas ao controle político dessas agências, introduzidas pelo projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional (2004), que versa sobre a gestão, a or-ganização e o controle social das agências reguladoras independentes (ARIs).

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P a l a v r a s d a D i r e t o r a

R A P R i o d e J a n e i r o 4 0 ( 4 ) : 5 2 1 - 2 , J u l . / A g o . 2 0 0 6

referentes à gestão da descentralização, em relação tanto às agências subna-cionais quanto às nasubna-cionais.

Análise comparativa do desenho normativo de instituições reguladoras do presente e do passado desenvolve um modelo matricial para avaliação do dese-nho normativo de instituições reguladoras atuais e passadas (autarquias eco-nômicas da república “populista”). Conclui que as instituições reguladoras do presente apresentam desenho normativo heterogêneo e que se distinguem de instituições do passado por serem mais independentes e transparentes.

As agências reguladoras independentes e o Tribunal de Contas da União: con-flito de jurisdições? Este artigo constata que as novas atribuições de auditoria de desempenho do TCU parecem conflitar com o modelo de regulação baseado em agências reguladoras independentes. Conclui pela necessidade de repensar um ou outro modelo, ou ambos, de tal forma que não haja uma sobreposição de fun-ções, bem como se maximize a potencialidade das agências e do tribunal e se crie um ambiente propício à atração de investimentos privados.

Agências reguladoras e transparência: a disponibilização de informações pela Aneel analisa os mecanismos de transparência da agência, por meio da avaliação da disponibilidade de informações em seu website. Conclui que o ní-vel de transparência da Aneel é bastante satisfatório, e significativamente su-perior ao do Ministério das Minas e Energia.

Instituições do Estado e políticas de regulação e incentivo ao cinema no Brasil: o caso Ancine e Ancinav analisa as políticas públicas de regulação, fisca-lização e incentivo à indústria audiovisual no Brasil, a partir da criação da An-cine. Avalia, ainda, o debate sobre a mudança no perfil e escopo da agência, com sua possível substituição pela Ancinav, e a forma polêmica pela qual esta proposta foi recebida pela comunidade cultural e cinematográfica. O artigo fi-naliza apresentando uma interpretação do que constitui uma agência articu-ladora de política pública setorial.

Desenho e funcionamento dos mecanismos de controle e accountability das agências reguladoras brasileiras: semelhanças e diferenças aponta para duas conclusões principais: o formato institucional não garante resultados iguais se aplicado em contextos diferentes; contudo, o formato e as regras interferem no comportamento da burocracia e dos atores da cada setor, permitindo a

ampliação da accountability e do espaço democrático. Verificar qual o peso

das regras importam e o da história de cada instituição é essencial para en-tender melhor e aperfeiçoar o Estado brasileiro.

Boa leitura!

Deborah Moraes Zouain

Referências

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