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Síndrome Pós-Trombótica

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Academic year: 2021

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(1)

ESCOPO

Rever estudos clínicos de profilaxia de TEV com anticoagulação

estendida

Síndrome Pós-Trombótica

Joyce M. Annichino-Bizzacchi

FCM / Hemocentro UNICAMP

(2)

ESCOPO

Rever estudos clínicos de profilaxia de TEV com anticoagulação

estendida

Declaração de Conflito de Interesse

(3)

CASO CLÍNICO - Síndrome Pós-trombótica (SPT)

PMN, sexo masculino, 29 anos

Inicia quadro agudo de edema em MIE

Exame Físico: ↑ importante de volume e temperatura do MIE até raiz da coxa E

US doppler: trombose de veias ilíaca, femoral comum e superficial esquerdas

SPT

Manifestação clínica resultante de insuficiência venosa crônica, neste caso

associada a TVP de membro inferior

Complicação mais frequente da TVP, incidência 20-50%, 5-10% casos graves

(4)
(5)

Hiperpigmentação

Vermelhidão

Edema

Hipertensão

Insuficiência

valvular

Pressão de

retorno

Compressão dolorosa

Dilatações varicosas

Úlceras venosas

estase

lesão

valvular

alteração

fluxo sg

Sistema

Venoso

Profundo

Vasos

Perfurantes

Sistema

Venoso

Superficial

dilatação vascular

pressão

venosa

(6)

Dec 2014

Fisiopatogenia da SPT

6

Trombo Venoso

Hipertensão venosa

ESTÍMULO INFLAMATÓRIO

Remodelamento

Fibroblastos

Cels. musculares lisas

Deposição de colágeno

Leucócitos

Fatores de crescimento

Proteases

Citocinas

Lesão

Valvular

Fibrose

Ativação células

Endoteliais

Leucócitos

MMPs

(7)

Dor

Peso

Prurido

Fadiga do membro

Inchaço

Edema

Espessamento da pele

Novas veias varicosas

Telangectasias

Rubor

Hiperpigmentação

Úlceras

Os sintomas tendem a se agravar em posição supina ou em deambulação, com melhora

em repouso e elevação do MI

Diagnóstico da SPT

Prandoni et al, Br J Hematol 2009, 145:286; Kahn et al 2011, 149: 698; Pesavento et al, Emerg Med 2010; 5: 185

Sintomas

(8)

SINAIS

Edema

Espessamento

pele

Hiper

pigmentação

Dor

compressão

Rubor

Ectasia

venosa

Escala de Villalta: diagnóstico e gravidade

SINTOMAS

Dor

Cãimbra

Prurido

Parestesia

Peso

(9)

Gradação de 0 a 3 (0 = nenhum, 1 = leve, 2 = moderado, 3 = grave)

Total de pontos

≤ 5 – ausencia

5 a 9 – leve

10 a 14 – moderada

≥ 14 – grave

Úlcera - grave

Escala Villalta

Prandoni et al, Br J Hematol 2009, 145:286; Kahn et al 2011, 149: 698; Pesavento et al, Emerg Med 2010; 5: 185

O surgimento dos sinais e sintomas da SPT podem ser tardios, somente podendo

(10)

risco de recidiva da TVP

Elevada morbidade

Baixa qualidade de vida

Alto custo ao sistema de saúde

Prandoni et al, Br J Hematol 2009, 145:286; Kahn et al 2011, 149: 698; Pesavento et al, Emerg Med 2010; 5: 185

Consequências associadas a SPT

(11)

CASO CLÍNICO - Síndrome Pós-trombótica (SPT)

PMN, sexo masculino, 29 anos

Inicia quadro agudo de edema em MIE

Exame Físico: ↑ importante de volume e temperatura do MIE até raiz da coxa E

US doppler: trombose de veias ilíaca, femoral comum e superficial esquerdas

Fatores preditivos ao diagnóstico para o desenvolvimento de SPT?

(12)

TVP proximal (ilíaca e femoral comum)

Antecedente de TVP ipsilateral **

Insuficiência venosa

Manutenção dos sintomas após 1 mês do episódio agudo

Obesidade – IMC

Idade

Trombo residual

Sexo feminino

Dímero d

Trombofilia hereditária

Trombose espontânea ou desencadeada por FR

Kahn, 2016; Prandoni et al., 2005 ; Tick et al., 2010 ; Yamaki et al., 2011Galanaud et al., 2013

(13)

CASO CLÍNICO - Síndrome Pós-trombótica (SPT)

PMN, sexo masculino, 29 anos

Inicia quadro agudo de edema em MIE

Exame Físico: ↑ importante de volume e temperatura do MIE até raiz da coxa E

US doppler: trombose de veias ilíaca, femoral comum e superficial esquerdas

Tipo de tratamento pode interferir com o desenvolvimento e

evolução da SPT?

(14)

Baixa qualidade de tratamento com warfarina é um FR para SPT

TTR < 50%

HBPM ?

DOACS ?

Cheung et al, Thromb Haemost 2016; 116: 733

(15)

Hull et al, Am J Med 2011, 124:756-65

HBPM e SPT

(16)

Estudos fase III com DOACs no tratamento de TEV

Agnelli et al. N Engl J Med 2013;369:799-808; Agnelli et al. N Engl J Med 2013;368:699-708; Schulman et al. N Engl J Med 2009;361:2342-522; Schulman et al. Circulation 2014;129:764-72; Schulman et al. N Engl J Med 2013;368:709; The HOKUSAI-VTE Investigators, N Engl J Med 2013;369:1406; Bauersachs et al. N Engl J Med 2010;363:2499-; Büller et al. N Engl J Med 2012;366:1287

Antagonista da vitamina K

Inicial

(0 a 7 dias)

Longo prazo

(7 dias a 3–6 meses)

HBPM, HNF

HBPM

Dabigatrana (RE-COVER)

Dabigatrana (RE-COVER II)

Edoxabana (HOKUSAI-VTE)

Rivaroxabana (EINSTEIN-DVT)

Rivaroxabana (EINSTEIN-PE)

Apixabana em TVP e EP (AMPLIFY)

(17)

EINSTEIN DVT

N=3334

TTR 62%

336 Pacientes

Idade 58±16 anos

57 meses (48-64)

29%

Rivaroxabana

162 (48%)

Warfarina

174 (52%)

40%

17

"Material restricted to physicians and pharmacists“

Síndrome Pós-trombótica

Rivaroxabana vs. warfarina

SPT

O tratamento com rivaroxabana esteve associado a menor % de SPT,

mas sem significância estatística

(18)

Estudo caso-controle comparando a incidência de SPT

no mundo real: warfarina vs. rivaroxabana

Rivaroxabana

Warfarina

N

47

125

F/M

24/23

90/35

Idade

(mediana, min - max)

(22-64)

46

(18-79)

39

Espontanea

51%

43%

SPT

39%

52%

VILLALTA

1

2

3

83%

11%

5,5%

54,5%

24,5%

21%

• Tempo entre os sintomas, o diagnóstico e o início do tratamento

• Tempo para obtenção de uma anticoagulação adequada

(19)
(20)

Prevenção Primária da SPT

Prevenção da TVP

Prevenção de recorrências através de tratamento adequado

(21)

Prevenção e tratamento da SPT

Meia elástica

Único estudo randomizado placebo controlado multicêntrico (n=803)

para prevenção não mostrou diferença na incidência ou gravidade da

SPT com o uso de meias elásticas

Estudos após o diagnóstico da SPT incluíram pequeno número de

pacientes → baixo risco de dano e para melhora dos sintomas

Peso e edema → 20-30 mmHg, abaixo do joelho

→ 30-40 mmHg e até 40-50 mmHg

(22)

Prevenção e tratamento da SPT

Farmacológico com flebotônicos

Rutosides – redução da filtração e permeabilidade microvascular

Defibrotide – redução da liberação de PAI-1

Diosmin, hidrosmina, dobesilato, outros…..

Martinez-Zapata et al, Cochrane Database Syst Rev 2016, 4: CD003229

 53 estudos, a maioria de baixa qualidade

 Curto tempo de seguimento

 Melhora do edema e outros sintomas – evidencia moderada

 Sem efeito sobre cicatrização de úlceras

(23)

Prevenção e tratamento da SPT

Trombólise

Melhor patência com preservação da função valvular

Catéter e dissolução mecânica

Estudo com 183 pacientes mostrou 26% de redução no risco de SPT em

2 anos com um risco de sangramento de 3%

ATTRACT Study e DUTCH CAVA-trial

Enden et al, Lancet 2012, 379:31; Vendantham et al. Am Heart J 2013, 165: 523; Clinicaltrials.gov NCT00970619, 2014

 Discussão caso a caso

 Tromboses proximais extensas com quadro clínico recente

 Baixo risco hemorrágico

 Expectativa de vida longa

 Centros especializados

(24)

Tratamento da SPT

Exercícios físicos

Programa com fortalecimento muscular, associado a perda de peso

mostrou melhora importante da SPT estabelecida

(25)

Tratamento da Úlcera Venosa

Melhora da hipertensão venosa

Compressão elástica

Bota de Unna

Diminuição do edema

Elevação do membro

Repouso

Pentoxifilina

(26)

Melhor definição da fisiopatogenia da SPT → novos tratamentos

Índice preditivo do desenvolvimento de SPT

Papel da mudança dos fatores de risco

Tratamento com DOACS ?

HBPM por período estendido ?

Trombólise

Meias elásticas

(27)

JM Annichino-Bizzacchi

OBRIGADA

Hemocentro da Unicamp

[email protected]

Referências

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