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Inclusão escolar

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UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

ALINE JANIÊ BUTTINGER

INCLUSÃO ESCOLAR

Santa Rosa 2012

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ALINE JANIÊ BUTTINGER

INCLUSÃO ESCOLAR

Monografia apresentada ao curso de Pedagogia da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito parcial à obtenção do Título de Graduada em Pedagogia.

Orientadora: Marta Borgmann

Santa Rosa 2012

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INCLUSÃO ESCOLAR

Monografia apresentada ao curso de Pedagogia da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito parcial à

obtenção do Título de Graduação em Licenciatura em Pedagogia

Marta Estela Borgmann

Hedi Maria Luft

__________________________________________________________________ Claudia Seger Cunegatti

__________________________________________________________________ Lídia Inês Allebrandt

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DEDICATÓRIA

Com carinho a Deus aos meus pais, aos meus amigos, aos meus professores, e à todos que torcem pelo meu sucesso.

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AGRADECIMENTOS

À Deus, pela fé, pelo amor e esperança... A minha família, cujo carinho e apoio foram essenciais para vencer mais esta etapa em minha vida...

A professora e orientadora Marta Borgmann pelo seu empenho e auxilio em minha orientação.

Aos professores, colegas, amigos e ao marido pelo constante apoio e cooperação prestados nesta caminhada.

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Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, á sombra do onipotente

descansará.

Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele

confiarei.

Poque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.

Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estará seguro; a

sua verdade é escudo e broquel. Não temerás espanto noturno, nem seta

que voe de dia,

nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil, á tua

direita, mas tu não serás atingido. Somente com os teus olhos olharás e

verás a recompensa dos ímpios. Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio!

O Altíssimo é a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga

alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os

teus caminhos.

Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com teu pé em pedras.

Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. Pois que tão encarecidamente me amou,

também eu livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará , e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o

glorificarei.

Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 08

1 POLÍTICAS PÚBLICAS E A INCLUSÃO ESCOLAR: QUESTÕES LEGAIS .... 10

2 INCLUSÃO ESCOLAR ... 31

3 O COTIDIANO ESCOLAR NO PROCESSO DE INCLUSÃO ... 40

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 50

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RESUMO

Este trabalho teve por objetivo conhecer as leis na qual se busca a inclusão escolar, e com a pesquisa verificar a efetivação dessas leis nas escolas. Entretanto é preciso compreender que a inclusão no contexto escolar tem como objetivo valorizar a diversidade como forma de ações que garantam o acesso e permanência do aluno com necessidades especiais no ensino regular. Tendo como caráter ético os direitos humanos, garantindo o ingresso a educação de qualidade, saindo de paradigmas tradicionais e trabalhando com as diferenças culturais, sociais, étnicas, religiosas, de gêneros, enfim tornando condições imprescindíveis para compreendermos, aprendermos e entendermos o mundo e a nós. Este trabalho apresenta uma pesquisa de levantamento bibliográfico para embasar as reflexões sobre a inclusão escolar, e uma pesquisa de campo em duas escolas do município de Santa Rosa, sendo elas uma pública e outra da rede privada. Devemos quebrar barreiras existente dentro e fora das escolas, assim propondo oportunidades e qualidade de educação e não só contribuindo para o desenvolvimento mas também para a valorização de cada individuo. Finaliza-se ressaltando os resultados obtidos com a pesquisa realizada, através da qual se verificou que necessariamente é preciso ter uma qualidade de ensino a todos no espaço e aprendizado, cada qual com seu tempo, atendendo assim as diferenças.

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INTRODUÇÃO

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, é hoje o documento oficial que traz as diretrizes do atendimento em Educação Especial, tem como definição prioritária o atendimento educacional especializado. Sugerindo que este deva acontecer em cada instituição escolar que tiver matriculado alunos com deficiência, altas habilidades e transtornos globais de desenvolvimento. Traz como objetivo principal a identificação, elaboração e organização de recursos pedagógicos e de acessibilidade, para assim as atividades desenvolvidas se diferenciarem das realizadas nas salas regulares, não sendo substitutivas à escolarização, mas complementando a formação do aluno .

A inclusão escolar tem inicio na educação infantil, desenvolvendo as bases necessárias para a construção do conhecimento e seu desenvolvimento global. Assim ao considerar a concepção de educação é imprescindível considerar os valores e os princípios presentes na concepção de inclusão, sociedade, conhecimento, educação e cultura dentro das escolas para que este tenha um posicionamento crítico e reflexivo. Neste intuito, o trabalho de Conclusão de Curso preocupou-se com a temática, no sentido de verificar a efetivação das leis referentes a Inclusão Escolar e se elas estão sendo implementadas dentro das escolas.

O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a análise documental, sendo que utilizou-se ainda da observação e um questionário. Após a Coleta de dados, procedeu-se à análise dos mesmos.

Este trabalho apresenta-se em três capítulos. No primeiro capítulo, faz-se uma abordagem sobre Políticas Públicas e a Inclusão Escolar, suas questões legais,

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de forma que para melhor compreensão de como a Inclusão evoluiu até os dias de hoje.

No segundo capítulo apresenta-se um resgate histórico sobre as questões da inclusão para assim esclarecer as diferentes visões que tanto pais, alunos, profissionais da Educação construíram e vem construindo, e em paralelo as percepções do sujeito da educação especial. O terceiro capítulo, traz o resultado da pesquisa realizada, que teve como foco entrar nas escolas, observar o campo, espaço físico, tal como também questionar os profissionais que ali atuam em relação a Inclusão Escolar e após fazer uma ligação entre a pesquisa e as leis.

Considera-se que na educação inclusiva é preciso compreender que cada indivíduo tem seu tempo e formas de aprender, isso é algo natural na vida de cada um. A Inclusão é um processo desafiador, pois não é só colocar os alunos nas salas de aula, mas sim qualificar e inovar o ensino. A questão da inclusão também diz respeito à eliminação de processos de exclusão mais sutis, que frequentam o dia-a-dia da escola e se evidenciam nas mais diversas situações de fracasso escolar. Eles se tornam evidentes em índices de repetência e evasão, e deixam marcas não tão visíveis, mas indeléveis na autoestima de suas vítimas.

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1 POLÍTICAS PÚBLICAS E A INCLUSÃO ESCOLAR: QUESTÕES LEGAIS

A inclusão tem um histórico amplo, ela vem sendo pensada e repensada a vários anos, buscando princípios igualitários entre as pessoas com necessidades especiais com os demais cidadãos. A busca é pela condição de que as pessoas sejam consideradas como seres humanos, isso independente do que elas tenham de diferentes entre si, já que todas as pessoas são diferentes, e apesar disso todos têm direitos a exigir e cada um tem alguma necessidade a ser suprida de uma forma ou outra, como o direito a qualidade de vida.

Historicamente, há um documento, que foi criado na França, no início da Revolução Francesa, em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e dos cidadãos, afirmando que todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos, ou seja, trata a todos com igualdade, direito a todos intransferíveis, independente de classe, cor, religião, raça, sexo, universalmente aceito pelos defensores da democracia. Ou seja, de acordo com essa declaração, ninguém é considerado superior à outro, e isso independente de seu poder aquisitivo, classe, ou até mesmo situações mentais ou físicas, todas as pessoas têm direitos e devem exigi-los.

Segundo Paulo Pimenta (2010) com isso a educação uma das categorias magníficas da sociedade, deve ter essa visão e tratamento com as crianças, adolescentes e adultos, em igualdade buscando a inclusão com qualidade e direitos. Pois não é possível buscar igualitarismo entre os diferentes e as diferenças.

No Brasil a educação especial começa a ser pensada e discutida a partir do século XIX, quando alguns brasileiros inspirados por ações de europeus e norte- americanos se mobilizaram em direção à implementação de ações que tinham como objetivo atender pessoas com necessidades físicas, mentais e sensoriais. A elite

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brasileira, na época representada pelos senhores de engenho e cafeicultores buscavam no exterior, França e Portugal, educação para seus filhos.

No período final chamado Brasil Colônia inicia a história da educação especial no Brasil, com a criação do Instituto dos Meninos Cegos, atualmente Instituto Benjamin Constant. Esta instituição foi criada por D. Pedro II por meio do Decreto Imperial n. 1428, de 12 de setembro de 1854. Em 1948 o primeiro documento relevante, a Declaração dos Direitos Humanos diz que todo ser humano tem direito a Educação.

Na década de 1960 aparece pela primeira vez, na Lei n. 4024, de 1961, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a questão de que a educação dos excepcionais deveria enquadrar-se no sistema geral de educação, sendo que então o atendimento educacional ás pessoas com necessidades especiais passou a ser fundamentado pelas disposições da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), que apontava o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema de ensino.

Dez anos depois, em 1971, surge a Lei n. 5.692/71, que alterou a LDB de 1961, encaminhado os alunos para as classes e escolas especiais, em função de não considerar o ensino convencional capaz de absorver estes indivíduos. Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP), o qual passa a ser responsável pela gerência da educação especial no Brasil.

Já nos anos 80 e 90 aconteceram vários tratados mundiais no sentido de defender a inclusão, e de modo semelhante, a Constituição Federal de 1988 apresenta como um dos objetivos “promover o bem de todos”, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas discriminação (art.3º, inciso IV). Além disso, o artigo 205 dessa constituição, define a educação como sendo um

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direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. O artigo 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para ensino e garante como dever do estado, a oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208).

Nos anos 90, na Conferência Mundial sobre a Educação para Todos que ocorreu na Tailândia, e teve como tema central o acesso a todos, a promoção da igualdade, a ampliação dos meios, dos conteúdos e do ambiente da Educação Básica.

Nesse mesmo ano, foi aprovado no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA/1990) o qual reiterava os direitos garantidos na Constituição. Em 1994 através da representação de 88 governos e 25 organizações internacionais em Assembleia em Salamanca, ocorre a Declaração de Salamanca, a qual passa a influenciar a formulação das políticas da educação inclusiva, reafirmando o compromisso para com a Educação para todos que visa informar sobre princípios, políticas e práticas da Educação Especial, se tornando um documento importantíssimo de garantia dos direitos educacionais, sem discriminação.

A declaração de Salamanca afirma que alunos com necessidades educacionais devem ter acesso á escola regular, e tem como princípio que todas as escolas devem acompanhar os alunos independente de quaisquer condições, a Declaração também proclama que a criança tem direitos á educação e o nível adequado da aprendizagem, remetendo que sistema educacional deveria ser implementado no sentido de levar em conta a vasta diversidade, de modo que aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso a escola

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regular, a qual deveria acomodá-los dentro de uma pedagogia centrada na criança capaz de satisfazer as necessidades.

No ano de 1996, surge a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a qual estabelece rumos e fundamentos da educação brasileira reconhecendo a importância da educação especial e dispondo no artigo 59 da Lei n. 9.394/96, sobre os sistemas de ensino assegurado aos alunos, assim como a definição dos currículos, métodos, recursos e organização específicos para atender as suas necessidades; assegurando a terminalidade específica aqueles que não atingirem o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude das suas deficiências; além de mencionar a necessidade de professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para o atendimento especializado, assim como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão programa escola. Contudo define a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24 inciso V).

Assegurando então que é necessário que o sistema de ensino constituam e façam funcionar um setor responsável pela educação especial, dotado de recursos humanos, materiais e financeiros, para que assim viabilizem e deem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva. Conforme definido na Lei n. 9.394/96, o conceito de escola inclusiva implica uma nova postura da escola comum, propondo no projeto pedagógico, no currículo, na metodologia de ensino, na avaliação e na atitude dos educadores; ações que favoreçam a interação social e sua opção por práticas heterogêneas, oferecendo qualidade para todos. Com isso inclusão não significa simplesmente matricular na classe comum um aluno com

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deficiência, mas vai além, significando dar ao professor e á escola o suporte necessário a sua ação pedagógica.

Em 1999, através do Decreto de n. 3.298, que dispõe sobre Politica Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, fica assegurada a educação especial como uma modalidade disponível para todos os níveis e modalidade de ensino, enfatizando a atuação complementar da educação especial ao ensino regular (art. 24 I, II, III, IV, V, VI), assegura ainda a matrícula em cursos regulares de estabelecimentos públicos e também particulares, de pessoa portadora de deficiência que seja capaz de se integrar na rede regular de ensino; deste modo, a inclusão, no sistema educacional, da educação especial como modalidade de educação escolar passa a permear transversalmente todos os níveis e modalidades de ensino; a inserção, no sistema educacional, das escolas ou instituições especializadas públicas e privadas; a oferta, obrigatória e gratuita, da educação especial em estabelecimentos públicos de ensino; o oferecimento obrigatório dos serviços de educação especial ao educando portador de deficiência em unidades hospitalares e congêneres; e sobretudo, o acesso igualitário do aluno portador de deficiência aos benefícios conferidos aos demais educandos, inclusive material escolar, transporte, merenda escolar e bolsas de estudo.

Ainda o artigo 24 § 4º e 5º preconiza que a educação especial que contará com equipe multiprofissional, com a adequada especialização, e adotará orientações pedagógicas individualizadas; quando da construção e reforma de estabelecimentos de ensino, devendo ser observado o atendimento as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relativas à acessibilidade.

Também salientando que no Art. 29 I, II, III, fica assegurado que as escolas e instituições de educação profissional oferecerão, se necessário, serviços de apoio

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especializado para atender às peculiaridades da pessoa portadora de deficiência, tais como: adaptação dos recursos instrucionais como material pedagógico, equipamento e currículo; capacitação dos recursos humanos, ou seja dos professores, instrutores e profissionais especializados; e adequação dos recursos físicos, através da eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e de comunicação.

Como toda lei, tem como proteger e garantir os direitos e assegurar pleno gozo de uma vida social digna e uso fruto de seus privilégios as Diretrizes Nacionais a Educação Especial na Educação Básica, instituída pela Resolução n. 02/02 veio assegurar uma boa escola para todos.

Buscando esclarecer o que diz a lei sobre o âmbito escolar, cabe ressaltar que as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica Resolução (CNE/CEB n. 2/2001) impõe para escola o desafio de ajustar-se para que possa atender à diversidade de seus alunos, através da elaboração de um projeto pedagógico que inclua os educandos com necessidades educacionais especiais, seguindo as mesmas diretrizes já traçadas pelo Conselho Nacional de Educação.

O Art. 61 da CNE/CEB n. 02/2001 determina sobre a formação dos profissionais da educação, para que possam atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando. Devendo sobre tudo, atender ao princípio da flexibilização, para que o acesso ao currículo seja adequado ás condições dos educandos, respeitando seu caminhar próprio e favorecendo seu progresso escolar; sendo que a escola poderá recorrer a uma equipe multiprofissional; cabendo aos gestores educacionais buscar essa equipe multiprofissional em outros espaços do sistema educacional ou na comunidade, o que se pode concretizar por meio de

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parcerias e convênios entre a Secretaria de Educação e outros órgãos, governamentais ou não. Sendo que é nesse contexto de ideias que a escola deve identificar a melhor forma de atender ás necessidades educacionais de seus educandos visando um ensino – aprendizagem de qualidade.

No decorrer do século XX, como mencionado anteriormente, vários avanços foram conquistados, já no século XXI, está se vivendo a etapa do direito de ser diferente, de viver e conviver em comunidade, sendo este o período da inclusão.

O conceito “inclusão” é visto como evolução de um propósito de integração. A inclusão busca adaptar-se ao ambiente físico e adequação dos procedimentos educativos com proposta de atendimento à diversidade e qualidade de ensino ao educando em seus aspectos físicos e emocionais.

As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB n. 02/2001, em seu artigo 2º determina que: os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.

Nela está determinado que precisa haver a reestruturação do sistema de ensino, o qual deve organizar-se para dar respostas ás necessidades educacionais de todos os alunos. (BRASIL, 2001, p. 22)

Ainda neste sentido, o artigo 3º traz que a educação especial, como uma modalidade da educação escolar, entendendo um processo educacional definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a

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educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, em todas as etapas e modalidades da educação básica.

Também prevendo que o ensino deve constituir e fazer funcionar um setor responsável pela educação especial, precisa estar dotado de recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e deem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva.

No Plano Nacional de Educação (PNE, lei n. 10.172/01), trata-se de duas importantes questões: o direito à educação, comum a todas as pessoas; e o direito de receber essa educação sempre que possível junto com as demais pessoas nas escolas "regulares". Ressaltando o seguinte propósito:

As políticas recentes do setor têm indicado três situações possíveis para a organização do atendimento: participação nas classes comuns, de recursos, sala especial e escola especial. Todas as possibilidades têm por objetivo a oferta de educação de qualidade. (LEI N. 10.172/2001).

Para Mantoan (2006) a integração vem a ser um ingresso as escolas por meio de inúmeras possibilidades educacionais que vai das salas regulares às especiais.

A Política Nacional de Educação Especial foi elaborada no mesmo ano em que o Brasil assinou a Declaração de Salamanca, comprometendo-se assim a oferecer educação para todos, independentemente das condições dos alunos, a menos que houvesse razão convincente para o contrário.

Apesar das necessidades especiais encontradas nas escolas serem bastante amplas e diversas, o Plano Nacional de Educação (PNE), aponta para uma definição de prioridade no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola para quem dele necessitar, colocando um leque de conjuntos de objetivos destinados a garantir o atendimento educacional a pessoa com necessidades

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educacionais especiais, na rede de ensino regular, conforme está regulamentado na Lei n. 10.172/01, a qual destaca como meta e objetivo para educação inclusiva, organizar, em todos os Municípios com parcerias (interação educativa adequada) para as crianças com necessidades educacionais especiais, em instituições especializadas ou regulares de educação infantil, especialmente creches.

Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP n. 1/2002 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, define além da formação especifica o conhecimento sobre as crianças, adolescentes, jovens e adultos, incluídas as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.

Diante de vários acontecimentos, percebe-se que a escola é de importância para a formação do sujeito em todos os aspectos, pois é o lugar de aprendizagem de diferenças, de trocas do conhecimento, mas para que isso ocorra de modo satisfatório, precisa atender a todos sem distinção.

Então em 2002 a Lei n. 10.436/02 veio regulamentar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), entendendo-a como meio legal de comunicação, e assim determinando que sejam garantidas formas institucionais para apoio e uso, reconhecendo a disciplina de Libras e a inclusão da disciplina, tento como parte integrante do currículo nos cursos de formação de professores e fonoaudiologia.

Em sentido semelhante, a Portaria n. 2.678/02 do MEC aprovou diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do sistema Braille em todas as modalidades de ensino, compreendendo o projeto da Grafia Braille para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional.

Em 2003, foi implementado pelo MEC, o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com vistas a apoiar a transformação dos sistemas de ensino em

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sistemas educacionais inclusivos, promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento educacional especializado e à garantia da acessibilidade.

E logo após, em 2004, o Ministério Público Federal publicou o documento “O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular”, o qual teve como objetivo disseminar os conceitos e diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular.

Impulsionando a inclusão educacional e social, o Decreto n. 5.296/04 regulamentou as Leis n. 10.048/00 e n. 10.098/00, estabelecendo normas e critérios para a promoção da acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Nesse contexto, o Programa Brasil Acessível, do Ministério das Cidades, foi desenvolvido com o objetivo de promover a acessibilidade urbana e apoiar ações que garantam o acesso universal aos espaços públicos.

Já no ano de 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (NAAH/S) em todos os estados e no Distrito Federal, foram organizados centros de referência na área das altas habilidades e superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de educação inclusiva a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino.

No mesmo ano foi sancionado o Decreto n. 5.626/05, que regulamentou a Lei n. 10.436/2002, visando o acesso à escola dos alunos surdos, dispondo sobre a inclusão de Libras como disciplina curricular, a formação e a certificação de

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professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, tento objetivo o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular. Juntamente no art.14 inciso 1º houve a garantia do atendimento especializado, promovendo cursos de formação de professores; o ensino e uso da Libra a tradução e interpretes de Libras - Língua Portuguesa, promovendo as escolas com professores de Libras ou instrutor de libras; tradutor e interprete de Libras; professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas surdas; professores gerentes de classe com conhecimento acerca da singularidade linguística manifesta pelos alunos surdos.

Através desses dispositivos legais, pode-se verificar que a escola regular está amparada legalmente para receber os alunos surdos em suas classes, pois a legislação brasileira já reconhece a importância da linguagem dos sinais na educação dos sujeitos surdos, como um elemento que abre portas para o desenvolvimento global dos alunos que não ouvem, mas que são iguais àqueles que têm a audição.

Em 2006 acontecem outras decisões importantíssimas a partir da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU, pela qual o Brasil é signatário, estabelecendo que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que superestimar o desenvolvimento acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, assim medidas que garantam: As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob alegação de deficiência; as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e

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gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem; isso conforme consta no Art. 24.

Além disso, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da Justiça, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, o qual tem como objetivo, dentre as suas ações, contemplar, no currículo da educação básica, temáticas relativas às pessoas com deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem acesso e permanência na educação superior.

Em 24 de abril de 2007 foi lançado pelo MEC, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), assim reafirmados pela Agenda Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à escola dos favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O documento do MEC, Plano de Desenvolvimento da Educação tem como foco a busca para superar a oposição entre educação regular e educação especial, prevendo o cumprimento da inclusão, da igualdade de condições, do acesso e permanência na escola e comunidade.

Para a implementação do PDE foi publicado o Decreto n. 6.094/2007, que estabelece nas diretrizes do Compromisso todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas escolas públicas e

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reforça formação de professores e profissionais de serviços e apoio escolar; recursos pedagógicos.

A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva em 2008, teve como objetivo o acesso, aprendizagem, participação do aluno com necessidades especiais para garantir transversalidade para com a educação especial, atendimento especializado, continuidade da escolarização, a formação para professores para a inclusão, além de outros como transporte, equipamentos, comunicação e demais para que se possa incluir com qualidade.

Em 2009 surge a Resolução n. 4/2009, a qual institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Contudo a resolução n. 4/09 em seus artigos 1º e 2º tem como a implementação do Decreto n. 6.571/2008, que os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.

Já no art. 4º I, II, III fica definido que os alunos para o AEE (Atendimento Educacional Especializado), serão os alunos com deficiência, entendendo estes como aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial; já os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são

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entendidos como aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação; os alunos com altas habilidades/superdotação são aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.

Nessa Resolução de n. 4/09 em seu artigo 5º, é definido o AEE para fins a ser realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios.

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) é um conjunto de fundos contábeis formado por recursos dos três níveis da administração pública do Brasil para promover o financiamento da educação básica pública.

Até então, uma parcela das receitas públicas eram destinadas à educação como um todo. A proposta desse fundo era definir uma parcela que atendesse especificamente ao ensino fundamental (1ª a 8ª série), através de uma redistribuição dos recursos provenientes de impostos aplicados pelos municípios e Estados.

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Apesar dos resultados positivos em muitos Estados, surgiu a proposta de sua substituição pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que não investe apenas no ensino fundamental, mas também no ensino médio e na educação infantil, além de praticamente multiplicar por dez o aporte de complementação de recursos da União, de menos de 1% para 10%.

Com decisões do governo, foi assumido como seu compromisso prioritário a política de inclusão social. Na área da educação básica, a substituição do FUNDEF pelo FUNDEB constitui a estratégia prioritária dessa política. Além da efetiva universalização do atendimento no ensino fundamental, o FUNDEB permitirá a inclusão progressiva de todas as crianças em creches e pré-escolas, e fará ainda com que todos os jovens e adultos sem escolarização ou concluintes da educação fundamental possam também concluir o Ensino Médio. Como instrumento inclusivo, o FUNDEB estenderá os benefícios do atual FUNDEF a todos os alunos e professores da Educação Básica, garantindo o acesso de toda população escolarizável a todos os níveis da Educação Básica. Seu prazo de duração era de 10 anos, expirado em 2006. Em 2007 começou a vigorar o FUNDEB, com duração prevista de 14 anos.

Dando ênfase neste sentido, o art. 8º dispõe que serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o decreto n. 6.571/08, os alunos matriculados nas salas comuns REGULAR e os que tiverem matrícula concomitante no AEE, assim sendo contemplada:

a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública;

b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública;

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c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituição de Educação Especial pública;

d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.

E nela também assegurando que o projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE, prevendo na sua organização a:

I- sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos; II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;

III – cronograma de atendimento aos alunos;

IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;

V – professores para o exercício da docência do AEE;

VI – outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;

VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE (Resol. Nº4/09 Art 10).

Anteriormente foi comentado sobre o Projeto de Lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), atualmente modificado, o qual contou com uma ampla divulgação na imprensa, sendo considerado o responsável pela positiva questão da

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qualidade de ensino. O PDE foi saudado como um plano que finalmente estaria disposto a enfrentar esse problema, dando prioridade aos níveis qualidade de ensino, ministrado em todas as escolas de educação básica.

Mas o plano se mostra mais ambicioso, agregando 30 ações que incidem sobre os mais variados aspectos da educação em diversos níveis e modalidade, o plano previsto para 2011 a 2020, apresenta 10 diretrizes objetivas e 20 metas, seguidas das estratégias especificas de concretização, plano prevê formas de a sociedade monitorar e cobrar a cada uma das conquistas previstas, suas metas seguem o modelo de visão sistêmica da educação estabelecido em 2007 com a criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). As metas quanto as estratégias premiam iniciativas para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais, também estratégias específicas para a inclusão de minorias, como alunos com deficiência, indígenas, quilombolas, estudantes do campo e alunos em regime de liberdade assistida.

Aprova universalização até 2016 e ampliação do acesso e atendimento em todos os níveis educacionais são metas mencionadas ao longo do projeto, o incentivo à formação inicial e continuada de professores e profissionais da educação em geral, avaliação e acompanhamento periódico e individualizado de todos os envolvidos na educação do país, estudantes, professores, profissionais, gestores e demais profissionais, estímulo e expansão do estágio.

Da oferta de expansão de matrículas gratuitas em entidades particulares de ensino e do financiamento estudantil também está contemplada, bem como o investimento na expansão e na reestruturação das redes físicas e em equipamentos educacionais como transporte, livros, laboratórios de informática, redes de internet de alta velocidade e novas tecnologias.

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O projeto confere desenvolvimento da educação básica e do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

O novo plano da elaboração de currículos básicos e avançados em todos os níveis de ensino, diversificação de conteúdos curriculares e prevê a correção de fluxo e o combate à defasagem idade-série, assim estabelece metas claras para o aumento da taxa de alfabetização e da escolaridade média da população. E a meta 4 no Plano Nacional de Educação-PNE, que requer universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Contabilizar, para fins do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, as matrículas dos estudantes da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado complementar, sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular.

Implantar salas de recursos multifuncionais e fomentar a formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado complementar, nas escolas urbanas e rurais.

Ampliar a oferta do atendimento educacional especializado complementar aos estudantes matriculados na rede pública de ensino regular.

Manter e aprofundar programa nacional de acessibilidade nas escolas públicas para adequação arquitetônica, oferta de transporte acessível, disponibilização de material didático acessível e recursos de tecnologia assistiva, e oferta da educação bilíngue em língua portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

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Fomentar a educação inclusiva, promovendo a articulação entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado complementar ofertado em salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas.

Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício de prestação continuada, de maneira a garantir a ampliação do atendimento aos estudantes com deficiência na rede pública regular de ensino.

Assim alterando as demais leis que vinham sendo formuladas e viabilizando a inclusão no processo da rede regular, dando então um duplo sentido na interpretação das leis. Podendo então analisar nas demais leis aqui a citar.

E ainda pelo revogado decreto em seu art. 9º o qual admitia que a partir de 1º de janeiro de 2010, para efeitos da distribuição dos recursos do FUNDEB, o computo das matrículas dos alunos da educação regular da rede publica que recebem atendimento educacional especializado, sem prejuízo do computo dessas matriculas na educação básica regular.

E o decreto n. 7611/2011 em seu art 2º e inciso 1º I, II, determina que a educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão denominados atendimento educacional especializado, compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestado das seguintes formas: complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos

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estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação.

Assim fazendo do decreto n. 7611/11 o acesso ao Atendimento Educacional Especializado de forma complementar ou suplementar, assegurando uma dupla matricula nos termos do art. 9º-A do Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007.

Então em seu Art. 8o o Decreto n. 6.253, de 2007, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 9º-A. Para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, será admitida a dupla matrícula dos estudantes da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado.

§ 1o A dupla matrícula implica o cômputo do estudante tanto na educação regular da rede pública, quanto no atendimento educacional especializado. § 2o O atendimento educacional especializado aos estudantes da rede pública de ensino regular poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o Poder Executivo competente, sem prejuízo do disposto no art. 14. (NR)

Art. 14. Admitir-se-á, para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, o cômputo das matrículas efetivadas na educação especial oferecida por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o Poder Executivo competente.

§ 1o Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na rede regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas regulares, e em escolas especiais ou especializadas.

§ 2o O credenciamento perante o órgão competente do sistema de ensino, na forma do art. 10, inciso IV e parágrafo único, e art. 11, inciso IV, da Lei no 9.394, de 1996, depende de aprovação de projeto pedagógico. (NR)(decreto 7611/11).

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de 2008, tem como visão ao atendimento educacional especializado como identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade, assim sua atividades desenvolvidas se diferenciam- se das realizadas nas salas regulares, não sendo substitutivas à escolarização ele complementa ou suplementa a formação do aluno . A inclusão escolar tem inicio na educação infantil, desenvolvendo as bases necessárias para a construção do conhecimento e seu desenvolvimento global.

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A política tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação, orientador para que o sistema de ensino possa garantir o acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino, transversalidade da modalidade de educação especial desde da educação infantil á educação superior .

Dando assim formação de professores para o AEE e demais profissionais da educação para inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informações, articulando intersetorialmente na implementação das politicas públicas.

Os alunos atendidos pela educação especial se organizam de forma paralela à educação comum, apropriadas para alunos que apresentam deficiência, problemas de saúde ou qualquer inadequação com relação à estrutura organizada pelo sistema de ensino.

Nela viabiliza uma visão ampla para os professores para uma formação inicial e continua para conhecimentos gerais e exercício da docência e conhecimentos específicos da área. Tendo para a inclusão também a educação bilíngue- língua portuguesa e LIBRAS, como uma segunda língua na modalidade escrita para os alunos surdos.

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2 INCLUSÃO ESCOLAR

Por muito tempo as pessoas com necessidades especiais foram ignoradas, deixadas de lado, acreditando-se que fossem incapazes de integrar-se e interagir em sociedade. Muitas vezes a própria família por desinformação e falta de auxílio pelos órgãos governamentais permitiu que isso acontecesse. Somente a pouco tempo com a discussão sobre as políticas públicas sobre a inclusão começou-se a ver o indivíduo portador de necessidades especiais como um sujeito, e como tal, com direitos assegurados pelas leis que referem-se ao desenvolvimento integral da pessoa humana.

A discussão sobre inclusão no contexto escolar tem como objetivo valorizar a diversidade como forma de ações que garantam o acesso e permanência do aluno com necessidades especiais no ensino regular. Tendo como caráter ético os direitos humanos, garantindo o ingresso a educação de qualidade, saindo de paradigmas tradicionais e trabalhando com as diferenças culturais, sociais, étnicas, religiosas, de gêneros, enfim tornando condições imprescindíveis para compreendermos, aprendermos e entendermos o mundo e a nós.

É preciso propor na prática um novo conceito de educação acessível a todas as pessoas pois será somente dessa forma que conseguiremos atingir a educação inclusiva. Devemos quebrar barreiras existente dentro e fora das escolas, assim propondo oportunidades e qualidade de educação e não só contribuindo para o desenvolvimento mas também para a valorização de cada individuo.

O contexto histórico nos mostra um logo período de exclusão, os alunos não eram “dignos” da educação formal, somente a partir do século xx surgiram escolas especializadas para pessoas com necessidade especiais.

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Na educação inclusiva é preciso compreender que cada individuo tem seu tempo e formas de aprender, isso é algo natural na vida de cada um. Inclusão é um processo desafiador, pois não é só colocar os alunos nas salas de aula, mas propor alternativas, adequações , uma proposta de ensino que considere as diferenças, pois somos diferentes sim, no nosso modo de ser, nossos conceitos sobre o ambiente que vivemos, sobre nossas crenças e metas. Enfim é preciso conhecer para romper paradigmas, mudar velhos conceitos, rever nossas práticas pedagógicas e recriar novas formas de ensinar e avaliar, é preciso investir na formação dos educadores, um projeto político pedagógico que busque enfatizar o sujeito, o ser em detrimento do ter.

Devemos pensar que não basta termos uma legislação, que obrigue a matrícula de todos mas que garanta um planejar e execução de uma proposta que efetive uma educação para todos, um ensino de ótima qualidade. O professor deve ser investigador, conhecer seus alunos, aprender com eles e sempre estar em processo de formação junto com a escola.

Quando se fala em inclusão escolar, não se está referindo apenas ao acolhimento, pelo ensino regular, de crianças que carregam um estereótipo de deficiência e que tradicionalmente seriam encaminhadas ao ensino especial. A questão da educação inclusiva remete à observação de muitas ideias a respeito do assunto, principalmente as que referem-se à política educacional das escolas. Está diretamente ligada à superação de dificuldades e preconceitos, onde ainda hoje, constata-se a resistência das pessoas em aceitar o diferente no seio familiar e social, principalmente aquele que tem alguma deficiência ou que apresenta dificuldades acentuadas de aprendizagem.

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A questão da inclusão também diz respeito à eliminação de processos de exclusão mais sutis, que frequentam o dia-a-dia da escola e se evidenciam nas mais diversas situações de fracasso escolar. Eles se tornam evidentes em índices de repetência e evasão, e deixam marcas não tão visíveis, mas indeléveis na autoestima de suas vítimas. Os equipamentos e materiais utilizados em sala de aula podem favorecer ou dificultar o encaminhamento pedagógico em direção a uma maior ou menor abertura organizacional. O ambiente físico pode contribuir oferecendo condições que facilitam uma ou outra linha de ação, sem, contudo, determiná-la.

As escolas inclusivas propõem um modo de constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança na perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. O impacto desta concepção é considerável, porque ela supõe a abolição completa dos serviços segregados (MANTOAN, 2003).

A exclusão é algo que existe na sociedade e ocorre de várias maneiras. Atinge as crianças em diferentes situações e faz com que a inclusão seja dificultada, conforme Bozzetto (1998, p.41):

A inclusão das crianças com necessidades especiais na escola regular decorre de uma nova compreensão sobre os fatores responsáveis pela exclusão escolar, que se estende também para a exclusão da sociedade. É importante, no entanto, destacar que essa exclusão não ocorre só com as crianças deficientes, mas também com as crianças negras, as crianças pobres, as crianças cegas, as crianças com dificuldades de aprendizagem, as crianças indígenas, entre outras.

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Conforme Mantoan (2003), a inclusão constitui-se em uma oportunidade plena de realizações e vitórias aos alunos, com ou sem necessidades educacionais especiais, pelas enriquecedoras trocas que propicia, pelos valores positivos que inculca (reconhecimento da diversidade, respeito às diferenças, etc.) e pelas variadas situações de aprendizagem que possibilita através da interação entre os alunos.

De acordo com a Declaração de Salamanca (1994, p.15):

[...] a expressão ‘necessidades educacionais especiais’ refere-se a todas as crianças e jovens cujas carências se relacionam a deficiências ou dificuldades escolares. (...) Neste conceito, terão que se incluir crianças com deficiência ou superdotados, crianças de rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nômades, crianças de minorias lingüísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.

Coll, Palacios & Marchesi (1995, p.11), fazem referência ao significado do conceito “Necessidades Educacionais Especiais”:

Em linhas gerais, isso quer dizer que o mesmo [o aluno] apresenta algum problema de aprendizagem ao longo de sua escolarização, que exige uma atenção mais específica e maiores recursos educacionais do que os necessários para os colegas de sua idade.

O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação e flexibilidade das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas as crianças deficientes que são excluídas, mas também aquelas que são pobres, ou ainda as crianças que não

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vão às aulas porque trabalham, e também aquelas que pertencem a grupos discriminados, como é o caso das crianças que de tanto repetir desistirem de estudar.

A inclusão destes sujeitos ainda acontece de forma isolada. Integrar não significa simplesmente colocar a criança numa escola regular, significa uma mudança de postura da escola, na forma de perceber este aluno e na formação continuada do professor.

Segundo Cortelazzo e Romanowski (2007), o apoio ao aluno dentro de sala regular, se dá pelos caminhos: formal e informal variando este de acordo com a orientação da família e possibilidades de recursos financeiros. Para tanto algumas alterações são fundamentais, no sentido de oferecer suporte à inclusão das pessoas com necessidades especiais, tais como:

a) Sala de recurso b) Professor titular c) Centros de apoio

d) Equipes multidisciplinares para a realização dos laudos

e) Professor particular (monitoria) dentro da sala de aula e fora da sala de aula

f) Acompanhamento em casa

Porém, percebe-se que poucas escolas estão assim preparadas, não apresentando uma estrutura a adequada para a inserção de crianças com diferenças. Isto considerando tanto a estrutura física quanto em termos de recursos humanos.

Paralelo ao movimento de inclusão há que se desenvolver outro: a da elaboração de um projeto pedagógico que tenha uma proposta não segregativa.

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O aluno com necessidades educacionais especiais é recebido como um ser diferente, do qual só se sabe o que não consegue aprender, o que não pode realizar. O foco está sempre na deficiência, no “não pode”, “não consegue”, “não aprende”. Ainda não é real a perspectiva das possibilidades e capacidades. As limitações do aluno são enfatizadas, seus fracassos sempre lembrados. Já seus progressos... estes são subestimados por serem considerados insignificantes ao se comparar com os de outros alunos e suas capacidades não são estimuladas, e assim cria-se o círculo vicioso que parece condenar esse aluno à marginalização: dificuldade – negligência – fracasso - reforço do fracasso:

[...] colocar na criança a marca da incompetência (...) passa a ser natural e esse aluno que causa a mínima estranheza no professor mediante a sua aprendizagem é identificado como inapto. E isso se reproduz em toda a sociedade pela dificuldade em aceitar e lidar com as diferenças (...) É o aluno que não aprende, ele é o desinteressado (...) O “problema” é e está no aluno (...) (COCARO, 2001, p.11-12)

O aluno tem o direito de receber uma educação de acordo com as necessidades educacionais especiais que tem.

Ao ressaltar o papel da escola, no referente à atenção específica e à maior variedade necessária de recursos, está-se tirando o foco da deficiência do aluno e passando à instituição de ensino a responsabilidade de ser capaz de proporcionar ao aluno uma resposta adaptada às suas necessidades, através de apoios suplementares.

O Projeto Político Pedagógico deve ser objeto de estudo de professores, pesquisadores, instituições Nacional, Estadual e Municipal, pois indicará o caminho, buscando a melhoria da qualidade de ensino, envolve elementos que implicam diretamente na sua construção, os principais elementos são: Segundo Cortelazzo e Romanowski (2007).

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a) Finalidade da Escola: são as intenções pretendidas; questões políticas e sociais, implica nos direitos e deveres da cidadania;

b) Estrutura organizacional: diz respeito a estrutura administrativa e pedagógica, a administração trata dos materiais e aspectos físicos, prédios, manutenção em geral, a estrutura pedagógica determina a ação da estrutura administrativa, abrangendo questões de ensino-aprendizagem e as de currículo;

c) Currículo: o currículo é uma construção social do conhecimento, é a produção transmissão e assimilação coletiva do conhecimento escolar, provoca a reflexão na escola sobre o processo de produção do conhecimento escolar; d) Tempo: é um elemento que faz parte da organização do trabalho pedagógico

como, por exemplo, o calendário e o horário escolar;

e) O processo de decisão é onde exige a participação de toda a comunidade escolar.

O Projeto Político Pedagógico é a chave da gestão escolar porque ele está ligado diretamente aos objetivos que a instituição de ensino busca, tanto no processo didático-pedagógico, quanto no que se refere ao bom andamento escolar, articulando as atividades num contexto social e dinâmico.

O princípio fundamental da escola inclusiva consiste em que todas as pessoas devem aprender juntos, onde quer que isto seja possível, não importam quais dificuldades ou diferenças elas possam ter. Escolas inclusivas precisam reconhecer e responder às necessidades diversificadas de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando educação de qualidade para todos mediante currículos apropriados, mudanças organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com suas comunidades.

A inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido e um movimento muito polemizado pelos mais diferentes segmentos educacionais e

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sociais. No entanto, inserir alunos com déficits de toda ordem, permanentes ou temporários, mais graves ou menos severos no ensino regular nada mais é do que garantir o direito de todos à educação - e assim diz a Constituição!

Ao se assumir o processo de inclusão escolar, a função da escola é adaptar-se ao aluno, e não o inverso. Sob o aspecto físico, precisam adaptar-ser adaptados escadas, banheiros, salas de aula e até mesmo parque infantil tornando-os totalmente adequados ao uso por crianças especiais, sem que haja qualquer adequação ou adaptação.

A inclusão deve ser vista através de um projeto coletivo, onde a escola tem que repensar sua prática a partir de relações dialógicas envolvendo os educadores, a família e a comunidade (ou, em outras palavras, governo e sociedade civil). Uma prática baseada numa filosofia que confira a todos igualdade de valor e que respeite as diferenças individuais.

A inclusão, se feita conforme salientamos, constituir-se-á em uma oportunidade plena de realizações e vitórias aos alunos, com ou sem necessidades educacionais especiais, pelas enriquecedoras trocas que propicia, pelos valores positivos que inculca (reconhecimento da diversidade, respeito às diferenças, etc.) e pelas variadas situações de aprendizagem que possibilita através da interação entre os alunos.

As exigências aos professores de que eles sejam profissionalmente competentes, em termos de domínio da teoria que embasa seu fazer, dos conhecimentos próprios de sua área de atuação e dos recursos didático-metodológicos por ela requeridos não são mais suficientes. A superação da concepção estanque e do currículo enciclopédico, trouxe novas exigências.

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Atualmente, por exemplo, exige-se do professor um trabalho muito mais interdisciplinar do que o de alguns anos atrás.

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3 O COTIDIANO ESCOLAR NO PROCESSO DE INCLUSÃO

A presente pesquisa tem como discussão a educação escolar e como foco de debate a inclusão no que diz respeito a efetivação da lei no cotidiano escolar. Analisar o currículo, o espaço escolar, a formação continuada são requisitos principais para pensar este processo.

Observando a realidade das escolas em confronto as políticas públicas e a ampliação do acesso da população á educação básica é necessário uma reflexão a complexidades desse processo.

Segundo Nota Técnica (n° 15 CGPEE/GAB/2010), a educação inclusiva compreende uma mudança de concepção política, pedagógica e legal, que tem se intensificado no âmbito internacional, cujos princípios baseados na valorização da diversidade são primordiais para assegurar ás pessoas com deficiência o pleno acesso á educação em igualdade de condições com as demais pessoas.

A inclusão de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em escolas comuns de ensino regular ampara-se na Constituição Federal/88 que define em seu atigo 205 “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, garantindo ainda, no art. 208, o direito ao “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência”, bem como no art.209, a Constituição estabelece que “O ensino é livre á iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional; II – autorização e avaliação de qualidade pelo poder Público.

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As escolas regulares devem garantir o acesso dos alunos, público alvo da educação especial, ás classes comuns, promover a articulação entre o ensino regular e a educação especial, contemplar uma organização curricular flexível e valorizar o ritmo de cada aluno, avaliando suas habilidades e necessidades e ofertar o atendimento educacional especializado, além de promover a participação da família no processo educacional e a interface com as demais áreas intersetoriais.

Assim como os demais custos da manipulação e desenvolvimento do ensino, o financiamento de serviços e recursos da educação especial, contemplando professores e recursos didáticos e pedagógicas para o atendimento educacional especializado, bem como tradutores/interpretes de Libras, guia-intérprete e outros profissionais de apoio ás atividades de higiene, alimentação e locomoção, devem contar na planilha de custos da instituição de ensino.

Dessa forma, a legislação garante a inclusão escolar aos alunos público alvo da educação especial, nas instituições comuns da rede pública ou privada de ensino, as quais devem promover o atendimento as suas necessidades educacionais específicas.

Para tanto foi observado duas instituições escolares, uma pública e outra privada no que tange aos aspectos físicos e organizacionais. Chamarei de escola PU, para pública e PR privada, para preservar a identidade das mesmas, mas sempre fazendo um comparativo.

A escola PU é localizada na cidade de Santa Rosa (RS) composta por 80 professores e 20 funcionários e 819 alunos, entre eles 32 alunos com necessidades especiais, como Deficiência Auditiva, visual, motora, intelectual e outros sem laudo tendo duas professoras especialistas em Atendimento Educacional Especializado, havendo turnos manhã, tarde e noite. A escola tem os níveis do Ensino

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Fundamental, Médio, Magistério, Aproveitamento de Estudos, Técnico em Publicidade, propaganda e comunicação.

A equipe gestora é composta por 5 coordenadores pedagógicos, 1 no ensino médio, 1 ensino normal, 1 para 5º á 8º séries, 1 para os técnicos e 1 para séries iniciais, contando também com 1 diretor e 3 vices diretores e 3 orientadores para ensino normal, médio e outro para séries iniciais.

A estrutura escolar é composta por 8 pavilhões, neles contendo varias salas de aulas e também uma biblioteca, uma sala de AEE visual e uma multifuncional com materiais específicos para BRAILE, uma sala do curso normal, um laboratório de Ciências, uma sala de artes, de vídeo e um salão.

Também tem 01 banheiro adaptado com rampas além de ter em todas as salas, piso tátil e corrimões, mesas adaptadas para cadeirantes, notebook com Dosvox para pessoas com necessidades visuais, xerox ampliado para necessidades visuais.

Está Escola que visitei ela se preocupa muito com a Educação inclusiva pois possui cursos técnicos que trabalham em projetos específicos de inclusão.

A escola PR também se localiza em Santa Rosa (RS) tem um pouco mais de 2.200 alunos, 6 deles com necessidades especiais como baixa visão, transtornos globais de desenvolvimento , deficiência intelectual e físicas.

A escola possui uma professora especialista em AEE (mesmo não possuindo a sala AEE) essa professora atende estes alunos juntamente com uma psicóloga, a escola também possui 196 professores e 87 funcionários, a instituição tem 4 unidades na cidades, para atender a Educação infantil, Ensino Médio e Fundamental, 6 cursos Técnicos, 6 cursos de Ensino Superior e 4 especialização em Pós-graduação.

Referências

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