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Estamos oferecendo aos usuários do portal Setor Reciclagem.com o arquivo das notícias de 2002.

Esta compilação mostra o panorama do setor, com seus avanços, retrocessos, características e particularidades.

As notícias estão dispostas da mais atual até o início do ano. No final do arquivo se encontram outras informações interessantes, como destaques, cartas e artigos. Foram retiradas desta compilação as notícias de cursos e atividades de pequeno porte.

É proibida a utilização desse material para fins comerciais. Se for usar o material para divulgação, por favor, cite a fonte e nos avise.

Abraços e boa leitura Equipe Setor Reciclagem

N OT Í C I A S

26.12.02 Dicas de reciclagem da Joana Prado

Navegar na internet é sempre surpreendente! Achamos um tópico sobre reciclagem no site da Joana Prado, o que prova que seu discurso sobre meio ambiente não é apenas retórica.

Vale a pena dar uma conferida:

www.joanaprado.com/joana_natureza/natureza_reciclagem.php 24.12.02 O enfrentamento do lixo perigoso

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) instalou máquinas para triturar mais de 5 milhões de pneus velhos, depositados a céu aberto no bairro do Éden, em Sorocaba. Quando esse trabalho terminar, os pneus terão se transformado em cerca de 50 mil toneladas de matéria-prima para a fabricação de tapetes para carros e massa asfáltica. O depósito de 20 hectares, pertencente à empresa Borcol, estava interditado porque a água da chuva acumulada nos pneus era propícia à criação de mosquitos da dengue. Em agosto, acordo homologado na Justiça, entre o Ministério Público, a Vigilância Sanitária e a Borcol, fixou prazos para o início da reciclagem, que agora começa a ser feita.

A reciclagem dos pneus é uma determinação legal. O Brasil já acumulou - segundo estimativas realizadas pela indústria - mais de 100 milhões de pneus que ninguém sabe onde estocar corretamente, sem ameaçar o meio ambiente. A Portaria 258, de 1999, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), estabeleceu que, a partir de janeiro de 2002, para cada 4 pneus comercializados no País, nacionais ou importados, 1 pneu velho teria de ser reciclado. Em 2003 deverão ser reciclados 2 pneus velhos para cada 4 novos e em 2004 a proporção será de

1 por 1. Desde janeiro deste ano, o Conama determinou que os fabricantes comprovem o destino dado a cada pneu recolhido para reciclagem. A Anip assinou acordo com o Conselho para reciclar neste ano 7,5 milhões de pneus velhos e desde março funciona em Jundiaí uma unidade de trituração de pneus. Em Sorocaba, os fabricantes de pneus fizeram investimentos de maior vulto importando e instalando o maquinário necessário para a trituração desse perigoso lixo.

A decisão da indústria de fazer os investimentos necessários para cumprir a Resolução do Conama quanto à reciclagem dos pneus demonstra que é possível, quando há a fiscalização e a Justiça age com rapidez, proteger efetivamente o meio ambiente e a saúde da população. Se o problema dos depósitos de pneus começa a ser enfrentado, o mesmo não pode ser dito quanto às pilhas e baterias usadas, inclusive as de telefones celulares, de automóveis e de uso médico-hospitalar. Resolução do Conama também determinou que os fabricantes recolham baterias e pilhas usadas. O motivo da medida era reduzir a presença de metais pesados no meio ambiente, como cádmio, cromo, zinco, mercúrio e chumbo. Os técnicos do Conama estimam que, no ano passado, cerca de 4 toneladas de baterias usadas foram jogadas no lixo doméstico sem qualquer cuidado, contaminando o solo dos aterros comuns, principalmente nos grandes centros urbanos.

O Conama estabeleceu, como no caso dos pneus, metas progressivas para o controle do material tóxico dos acumuladores de energia, seguindo normas internacionais que responsabilizam o fabricante pela reciclagem de qualquer lixo tóxico. O mercado brasileiro consome 800 milhões de pilhas por ano. Os próprios fabricantes estimam que 18 milhões de baterias automotivas esperam por reutilização ou destruição adequada. E não há estimativa sobre o número de baterias de telefones celulares, que precisarão receber tratamento adequado. O risco da dengue apressou o cumprimento da Resolução do Conama quanto aos pneus. Como esse perigo não existe no caso das pilhas e baterias, as determinações do Conselho quanto ao recolhimento pelos fabricantes desses acumuladores usados não têm sido integralmente cumpridas.

fonte: Estadão

23.12.02 Taxa de lixo é aprovada em SP

Foi aprovada em primeira votação, por 31 votos favoráveis e 4 contrários (três deles do PSDB), a taxa de lixo, que vai cobrar de cada contribuinte residencial um valor mensal entre R$ 6,14 e R$ 61,36. Para as empresas, a taxa varia entre R$ 18,41 e R$ 122,72. A Prefeitura espera arrecadar

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R$ 300 milhões, verba que deverá ser utilizada para pagar a coleta e destinação final do lixo.

A meta dos líderes governistas é obter a aprovação deste e outros projetos em segunda votação na próxima semana.

23.12.02 Fibra plástica pode eliminar poluentes da água Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostraram que uma simples fibra plástica, com a espessura de um barbante, pode eliminar vários contaminantes da água e afastar o perigo da poluição industrial. A fibra, reunida em módulos, forma uma barreira seletiva de misturas, separando substâncias segundo a sua afinidade química. O processo pode ser usado em destilarias, na desidratação do álcool (retirada da água), e na recuperação dos vapores exalados dos tanques de armazenamento. "Existem centenas de solventes, lançados no ar em forma de vapor, que podem ser contidos pelos polímeros", disse Claudio Habert, um dos coordenadores do projeto. Segundo ele, as fibras, ou membranas poliméricas, só retêm uma determinada substância da mistura, deixando as outras passarem. A substância retida pode servir para a reciclagem.

Os cientistas acreditam no potencial da nova técnica, desenvolvida com a ajuda da Universidade de Twente, da Holanda, que forneceu US$ 200 mil. Eles pretendem usá-la para separar misturas líquidas, como água e álcool, ou soda e cloro, que dificilmente são isoladas pelas técnicas tradicionais. Outro coordenador do projeto, Ronaldo Nóbrega, lembra as vantagens que a técnica pode trazer para as indústrias alimentícia, petroquímica e de extração de aromas. "Em todos os processos, a membrana tem alguma contribuição a dar", disse Nóbrega. Por enquanto, a membrana está na fase de laboratório e não disponível no mercado.

fonte: Estadão

20.12.02 Basf recicla PET para fazer tintas e vernizes A Basf vai fechar o ano como a maior recicladora de garrafas PET do país. A empresa alemã deve ser responsável por 15,6% da reciclagem dessas embalagens no país neste ano. A companhia desenvolveu uma nova tecnologia para utilizar o material na fabricação de tintas. A novidade melhorou a qualidade do produto e ainda está proporcionando uma economia de US$ 1 milhão por ano. O PET vem sendo utilizado desde abril em 100% da linha de esmalte sintético e vernizes das marcas Suvinil e Glasurit. Isso representou um consumo de 18 mil toneladas da resina neste ano, perto de 50 milhões de

garrafas. Em 2003, a utilização deve chegar a 24 mil toneladas, ou cerca de 60 milhões de embalagens. A previsão da Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens de PET (Abepet) é de que neste ano cerca de 115 mil toneladas do material sejam recicladas, com um índice de 40% de reciclagem. Se o número se confirmar, a Basf terá sido responsável pela reciclagem de 15,6% do total de garrafas, o que a coloca na liderança da reciclagem do material no país. A empresa desenvolveu uma forma de trocar derivados do petróleo utilizados na sintetização de resinas a partir de óleos vegetais pelas garrafas PET. "Fizemos uma inovação relativamente grande", diz Rui Goerck, vice-presidente de tintas e vernizes da Basf.

O desenvolvimento do novo processo começou em 1999, quando a desvalorização do real passou a aumentar os custos de matérias-primas derivadas do petróleo com preços atrelados ao dólar. Porém, a economia de US$ 1 milhão não vem apenas da substituição por um insumo mais barato. A utilização do PET permitiu a empresa reduzir em 40% a emissão de efluentes que precisavam ser tratados -são 250 mil litros de água que deixaram de ser utilizados. Goerck diz que o maior problema do projeto é obter a garrafa para ser reciclada. Segundo o executivo, para conseguir uma fonte de suprimento constante da matéria-prima, a Basf teve que desenvolver sua cadeia de fornecimento. Para isso, a companhia negociou com duas recicladoras de PET - Recipet e Emplal - que aumentaram o número de funcionários e sua cadeia de coleta para poder atender às necessidades da Basf. As garrafas são coletadas por cooperativas de catadores de embalagens. Elas são lavadas e trituradas nas recicladoras, que vendem o PET para a Basf em flocos por R$ 1 o quilo, pronto para ser adicionado no processo de sintetização.

"O grande mérito é que além do ganho econômico, o projeto trouxe uma solução ambiental e criou uma opor-tunidade para comunidades excluídas com a geração de empregos", diz Vitor Seravalli, diretor industrial da Basf. Segundo os executivos da companhia, a substituição dos derivados do petróleo pelo PET também aumentaram a qualidade do produto, além de deixá-lo mais competitivo, já que seu custo de produção agora é mais baixo. O projeto agora deve ser expandido e exportado. Por enquanto, o PET está sendo utilizado apenas em tintas que usam resinas alquídicas, abrangendo 15% da produção da linha imobiliária. A meta é que a substituição atinja no longo prazo 20% da produção total de tintas e vernizes da fabricante. Outros países também já se interessaram pela tecnologia desenvolvida no Brasil, e as

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unidades da Basf na Argentina e na Alemanha já estão na fila para testar a inovação em suas linhas.

fonte: Valor Econômico

19.12.02 I Congresso Latino-Americano de Catadores de Materiais Recicláveis

O capitalismo globalizado é tão rico - e tão desperdiçado - que milhares de pessoas vivem do que se joga fora ... A chamada população de rua é hoje um fenômeno mundial. Em lixões, debaixo das marquises, nas ruas e viadutos, são claras as evidências da desigualdade social que rege as relações entre as classes. No Brasil, sem escola, crianças e adolescentes trabalham misturadas ao lixo; pais sem moradia e mulheres sem esperança constroem nas ruas ou nos lixões um lugar para "abrigar" seus filhos, num dia-a-dia sem perspectivas de futuro. Pouco a pouco, no entanto, a sociedade percebe que o problema de suas sobras é grave. Não há mais onde jogar tanto lixo. E, ao mesmo tempo, aqueles que, há dezenas de anos vivem desse trabalho não reconhecido e, ao contrário, discriminado - catar do lixo os materiais reaproveitáveis - se organizam, começam a tomar consciência de sua importância social como precursores da reciclagem. Ainda são discriminados, mas já realizaram seu 1o. Congresso Nacional, em Brasília em 2001.

O Congresso Nacional de Catadores teve como uma de suas preocupações a inclusão dos catadores na gestão das políticas de tratamento de resíduos sólidos, apontando para a importância da inclusão de segmentos vulneráveis socialmente - entre os quais os catadores se incluem, como forma de promover justiça social e gerar renda e cidadania. A ação dos catadores tem sido no sentido de organizar-se para romper com o atravessador: os depósitos, que compram material e os revendem às indústrias de reciclagem. Ao fazerem esta ruptura, os catadores rompem um ciclo de produção, o que exige deles conhecer e dominar o processo de seu trabalho: coleta, separação, prensagem, estocagem, venda.... Além disso, é necessário também mostrar, política e tecnicamente, a importância da coleta seletiva e da reciclagem, destacando não só sua importância ambiental, mas também sua dimensão social, econômica e cultural.

Agora se preparam para um passo mais ousado: um Congresso Latino-Americano. A idéia surgiu quando, uma delegação de catadores foi a Montevidéu e esta-beleceu os primeiros contatos com seus companheiros uruguaios. A partir daí a vontade de reunir, pela primeira vez, os catadores de materiais recicláveis de toda a América Latina foi ganhando corpo. O momento é opor-tuno: quando se discute a ALCA, discussão cujo

re-sultado definirá se a América Latina deseja aprofundar sua dependência dos EUA, mantendo o modelo de muita produção para poucos - e muito desperdício que garante a miséria de muitos, os catadores levantam a voz e mostram, eles, que são o retrato vivo dos resultados do capitalismo, que distribui apenas as sobras - o lixo- hoje já disputadas por desempregados e até empresários. Além de pretender inserir no conjunto das discussões o tema dos materiais recicláveis e suas possibilidades de geração da cidadania, os catadores mostram também que a vida pode ser diferente: solidária e sem miséria. Articulando proteção ambiental e cidadania, reciclagem de vidas e objetos, os catadores dão forma a bandeiras históricas sustentadas pela sociedade: justiça social, preservação ambiental e qualidade de vida.

No 1o. Congresso Latino-Americano dos Catadores de Materiais Recicláveis, os pobres das Américas se unem e se manifestam contra a ALCA e a favor de uma América Latina para os latino-americanos. Não à toa o ato final do Congresso será um Ato Público na abertura do Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Afinal, naquele evento, que reúne todos os cidadãos do mundo que se opõem à globalização, os catadores não poderiam faltar.

Neste momento, a Comissão Nacional do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis faz um convite às instituições, homens públicos e a todos os cidadãos para apoiar, participar e divulgar a realização deste evento, integrando deste modo uma rede de solidariedade com os catadores e moradores de rua que têm a ousadia de sonhar com a cidadania para todos os brasileiros. São objetivos do Congresso:

1. Aprofundar o debate sobre o projeto da ALCA: impactos econômicos, sociais, ambientais; influência sobre o desenvolvimento ou não de políticas públicas, especialmente, as de saneamento ambiental com enfoque aos resíduos sólidos;

2. Propiciar a criação de uma rede de economia solidária entre os catadores de materiais recicláveis latino-americanos; 3. Conhecer a história e os processos de organização social dos catadores na América Latina;

4. Discutir modelos de organização social e produtiva dos catadores latino-americanos;

5. Propiciar a troca de experiências entre os catadores, técnicos e agentes dos países participantes.

Data - 20 a 23 de janeiro de 2003 Local - Caxias do Sul - RS Secretaria Nacional (54) 223 9939 / 223 9958 Secretaria

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Regional São Paulo (11) 3209 3419 / 3208 5096 e-mail: [email protected]

Realização - Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis Fórum Nacional de Estudos sobre População de Rua

fonte: O.A.F.

18.12.02 PRESÉPIO RECICLADO SURPREENDE COMUNIDADE DA ZONA OESTE DE SÃO PAULO Foi montado na última semana, o Presépio Reciclázaro. Ocupando uma área aproximada de 20m2 o presépio, instalado no interior da Paróquia São João Maria Vianney ˆ Zona Oeste de São Paulo, foi confeccionado em tamanho natural somente com materiais recicláveis. As fotos estão disponíveis no site: www.reciclazaro.com.br Sob a coordenação do artista plástico Sandro Rodrigues, o presépio foi resultado da participação dos moradores de rua atendidos pelos 03 albergues da Associação Reciclázaro, no Brás. No total, cerca de 1.000 garrafas PET, 100 Kg de papel e 3.000 lacres de latinha de refrigerante foram usados. O molde dos personagens foi tirado do próprio corpo dos participantes. Após 02 meses de trabalho intenso, o resultado impressiona: as pessoas não acreditam que seja de material reciclável. É preciso tocar para crer e é necessário sentir com a mesma sensibilidade dos que o fizeram.

Para o Pe. José Carlos Spinola, Presidente da Associação Reciclázaro, o mais importante é o resgate da auto-estima dos moradores de rua: "O Presépio Reciclázaro, é uma prova concreta da capacidade criativa do povo de rua, do povo brasileiro, que mais uma vez confirma que precisa apenas de uma oportunidade e incentivo para construir coisas belas". Spinola acrescenta: "A latinha volta a ser latinha, o papel volta a ser papel, o plástico volta a ser plásticos e o ser humano volta a ser Ser Humano."

O Presépio Reciclázaro, ficará exposto até o dia 06 de Janeiro, de 2ª a sábado das 07h00 as 20h00 e aos Domingos das 08h00 as 14h00 e das 16h30 as 19h30. A paróquia São João Maria Vianney está localizada na Praça Cornélia s/n, no bairro da Lapa.

fonte: Reciclázaro

17.12.02 Prêmio EcoPET 2002: Novos talentos e reconhecimento a projetos antigos

A entrega do Prêmio EcoPET de Incentivo à Reciclagem aconteceu no dia 06/12 revelando novos talentos e premiando projetos que vêm contribuindo para a reciclagem de materiais - ao mesmo tempo em que fazem

o papel social importante que a atividade desempenha no Brasil. Foi um evento carregado de emoção, no qual dois finalistas de cada categoria se empenharam para mostrar seus projetos e conquistar o público presente.

Os vencedores e suas categorias

Entre os novos talentos estão os vencedores da categoria A, monografias e trabalhos escolares e da B para novos produtos e processos.

No primeiro caso, um grupo de três garotos de oitava série montaram, com peças usadas que são facilmente encontradas em qualquer ferro-velho, uma injetora para plástico reciclado. A máquina é capaz de produzir pequenas peças em plástico injetado, conforme demonstrado pelos garotos durante a apresentação do trabalho. Os meninos Daniel Contim Frizzarini, 14 anos, Marcelo Oliveira Annunciação, 14 anos e Rodrigo Ortiz Vinholo, 14 anos, receberam o troféu e 500 reais. O vencedor da Categoria B apresentou sua criação, que pode levar uma solução a pequenas cooperativas de catadores: uma prensa manual, robusta, produzida em ferro fundido. A prensa tem nível baixíssimo de manutenção e seu custo é muito acessível, o que a torna atrativa. O trabalho de coletar materiais leves e volumosos - caso das embalagens de PET - pode ser muito mais rentável se este material for prensado. Isso aumenta os ganhos na venda da sucata, economiza muito espaço no local de trabalho e especializa os trabalhadores. Tudo isso sem custos de manutenção, instalação ou energia. A eficiência do equipamento foi demonstrada através de um vídeo, pois os 700 quilos da prensa não puderam chegar ao local do evento. Mesmo assim a máquina ficou exposta na calçada da Av. Paulista, em frente ao prédio da FIESP. Jocemar Silveira recebeu o troféu e 2 mil reais, que serão utilizados pela Associação Pedra sobre Pedra, na zona sul da cidade de São Paulo, para melhorar as condições do trabalho de coleta de materiais.

As categorias C e D levaram reconhecimento a trabalhos importantes.

A Categoria das ações da comunidade, C, premiou o trabalho executado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo através da sua Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania: o Programa Lixo e Cidadania. Durante anos, a Prefeitura de São Bernardo, cidade do ABC Paulista, trabalhou para fechar o Lixão do Alvarenga, local de depósito irregular de lixo, onde dezenas de famílias trabalhavam, aproveitando até comida estragada. Crianças participavam da atividade. Com o Programa Lixo e Cidadania, o lixão foi finalmente fechado, as famílias receberam auxílio e educação,

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passando a trabalhar na coleta de materiais recicláveis dentro de cooperativas, de forma digna e segura. O trabalho infantil foi banido. Os responsáveis pelo Programa receberam seu troféu EcoPET acompanhado de um cheque no valor de 5 mil reais, que serão investidos no próprio programa.

A Categoria D, que premia ações educativas das empresas, levou reconhecimento à Campanha Pintou Limpeza, da Rádio Eldorado. A empresa de comunicação une-se a empresas que disponibilizam espaços e sua manutenção e ambos tiraram proveito de suas habilidades para levar educação e conhecimento sobre a reciclabilidade dos diversos materiais contando ao mesmo tempo com postos para entrega dos recicláveis. O material coletado é vendido e a renda obtida repassada para entidades assistenciais. A coordenadora da Campanha Pintou Limpeza, Paula Canoletti, levou o Troféu.

O Troféu EcoPET foi idealizado pela artista plástica Rita Maia e representa a matéria-prima, seu acabamento e seu retorno ao ciclo produtivo. É realizado em resina poliéster, que contém PET reciclado na composição. Os projetos vencedores estão disponíveis no site da ABEPET - Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens de PET - em www.abepet.com.br . Além disso, todos trabalhos estarão disponíveis na sede da Associação para análise dos interessados. Para maiores informações, entre em contacto com a ABEPET: [email protected] ou por telefone, no 011 3078-1688. fonte: Abepet

16.12.02 Projeto Pomar apóia criação de "drive-thru" de lixo reciclável

Eco Ponto da Mooca vai incentivar reuso de resíduos e beneficiará catadores

Com o assunto lixo em alta, uma proposta da Prefeitura de São Paulo pretende melhorar a receptação de resíduos recicláveis na cidade. E a primeira parte da idéia será instalada na Mooca. É o Eco Ponto da Mooca, um espaço de 2 mil metros quadrados, onde a população poderá levar seu lixo reciclável e ter a certeza de que será encaminhado para um fim proveitoso. O Projeto Pomar - uma iniciativa do Jornal da Tarde com apoio das Secretarias Municipal das Subprefeituras e Estadual do Meio Ambiente - apóia a proposta e também empresas que doem mudas ornamentais rasteiras para deixar o local com aspecto mais verde e agradável. O projeto foi idealizado pela Subprefeitura da Mooca e pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) e deve ser o primeiro dos 98 nos planos da Prefeitura. "A cidade

produz por dia 15 toneladas de lixo. O serviço de limpeza do Município retira de 2 a 3 toneladas. Não damos conta", diz o especialista em gestão ambiental do Limpurb Dan Moche Schneider. Segundo ele, a unidade tem como objetivo incentivar a reciclagem, além de facilitar o descarte do lixo inorgânico.

Funcionamento

O Eco Ponto vai funcionar como um drive-thru de entrega de lixo. A pessoa chega de carro à Rua Bresser, ao lado da Praça Giusepe Cezari, com o lixo, produzido em uma pequena reforma, por exemplo, não necessitando da contratação de uma caçamba. De cima de uma rampa, o interessado despeja o entulho em caçambas distintas, uma para cada tipo de resíduo. Na categoria entulho, se encaixam peças de concreto, tijolos, ferragem, madeira, móveis antigos e caixas de embalagem.

Para o começo do programa - previsto para janeiro - a subprefeitura aceita sugestões para incentivar o cidadão a levar seu lixo para o local de coleta. Do Eco Ponto, os resíduos devem seguir para as cooperativas de catadores, que farão o trabalho de reciclagem do material. "Com isso, pretendemos criar renda para os catadores, que podem sair da miséria", diz Schneider. O resultado esperado é de que os moradores da região percam o hábito de jogar o lixo nas ruas e o levem ao lugar indicado.

fonte: Estadão

13.12.02 Nova decisão sobre pneus estimula o Rodando Limpo

Enquanto Justiça mantém exigência para importações, reciclagem chega a 3,6 milhões na BS Colway

O programa Paraná Rodando Limpo vai fechar o ano tendo reciclado 3 milhões 600 mil pneus inservíveis, e estimulado por nova decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, mantendo a ordem para que o Decex - Departamento de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, só autorize a entrada de pneus remoldados, novos ou usados no Brasil mediante a comprovação, pelo importador, de que deu destinação ambiental correta aos pneus velhos coletados no território brasileiro. "Atingiremos essa meta, jamais realizada por iniciativa semelhante em todo o Mundo, até o final deste mês e ano. Os pneus inservíveis por nós coletados são picados em pedaços de borracha e lona por sua vez transformadas em gás e óleo combustível pela parceira Petrobras em São Mateus do Sul. Até ontem, havíamos processado exatamente 3 milhões 384 mil 62 pneus inservíveis", informa Francisco Simeão,

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presidente da BS Colway e também da Abip, a associação da indústria brasileira de remoldados. Em nome da quarta turma do TRF, que decidiu por unanimidade, o desembargador federal Edgard Lippmann Júnior justificou que os pneus descartados acabam virando lixo de proporção incontrolável e que, por isso, "fabricantes ou importadores de pneus deveriam desincumbir-se quanto ao lixo que eles mesmos produzem (pneus inservíveis), deveriam comprovar a sua inutilização (destinação final), condição esta para a liberação de novas importações". Ele também ressaltou que o controle desse lixo deve ser tratado como problema de saúde pública nacional: "Estamos assistindo perplexos à incrementação da epidemia de dengue (com destaque para a modalidade hemorrágica) que tem ceifado vidas preciosas, praticamente em todo o território nacional, sem prejuízo de outras doenças endêmicas". Na mesma decisão, o TRF determinou ainda que o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis exerça efetivamente o controle e a fiscalização quanto ao cumprimento da Resolução 258/99 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, sob pena de multa. A União, através do Decex, deverá exigir previamente licenças de importação de pneus novos ou reformados e comprovação quanto ao cumprimento da norma do Conama, a qual foi editada para proteger o meio ambiente dos resíduos sólidos e também para evitar a epidemia de dengue no país. "É importante destacar que as associadas da Abip, muito antes da obrigação ser imposta pelo Conama, já providenciavam destinação final aos pneus inservíveis na proporção de cada pneu remoldado, nacional ou importado, enquanto a paranaense BS Colway saía na frente com esse exemplo que hoje é o Paraná Rodando Limpo. Mais que uma decisão histórica, essa do TRT de Porto Alegre obriga, com mãos de ferro, que o Ibama e o Decex se juntem à Abip e a toda a sociedade brasileira", comentam os advogados ambientalistas Ricardo Alípio da Costa e Carlos Tagliari, que a obtiveram assim como uma anterior, no TRF de Brasília.

fonte: Enfoque

13.12.02 Fabricantes de celulares firmam parceria com ONU

LG, Mitsubishi, Nokia, Samsung, Sony-Ericsson, Matsushita, Panasonic, Motorola, NEC, Philips e Siemens comprometeram-se para garantir que os aparelhos usados sejam reciclados ou remodelados, em vez de serem jogados no lixo

Os principais fabricantes de celulares do mundo

comprometeram-se a trabalhar com o Programa de Meio Ambiente da ONU para garantir que os aparelhos usados sejam reciclados ou remodelados, em vez de serem jogados no lixo. Estima-se que tenham sido vendidos mais de 380 milhões de celulares no ano passado, e as aquisições de novos aparelhos deverão crescer nos próximos meses. Os fabricantes afirmam que em alguns países desenvolvidos a vida útil de um celular é de apenas alguns meses, embora admitam que não existem dados confiáveis relativos a quantos deles são jogados no lixo. A indústria argumenta que os aparelhos descartados representam um perigo ambiental relativamente pequeno, em função dos tamanhos reduzidos. Modelos de reciclagem e de remodelação de aparelhos já existem há cinco anos.

"Nós acreditamos que nossa indústria já demostrou o seu compromisso com as melhorias no meio ambiente, mas continuamos a lutar por mais avanços", afirmaram os fabricantes, em comunicado. Mas argumentaram também que outras empresas incluindo provedoras de redes -também devem ser chamadas a contribuir. O acordo anunciado hoje pelas fabricantes com a agência ambiental da ONU inclui a preocupação com a qualidade dos aparelhos remodelados, a comercialização dos modelos usados e a reciclagem e recuperação dos velhos aparelhos. "A sociedade deve enfrentar um grave problema: nós produzimos muito lixo", disse o secretário da Programa de Meio Ambiente da ONU, Klaus Toepfer. "As empresas são claramente uma parte essencial da solução." As empresas que assinaram o documento foram LG, Mitsubishi, Nokia, Samsung, Sony-Ericsson, Matsushita, Panasonic, Motorola, NEC, Philips e Siemens.

fonte: Estadão

12.12.02 CATADORES QUEREM RECEBER POR COLETA DE LIXO EM CURITIBA/PR

Os catadores de papel de Curitiba querem ser remunerados pela prefeitura pelo serviço de coleta e reciclagem de lixo, e realizaram uma passeata nesta terça-feira (10) entre a Boca Maldita e o Centro Cívico. As verbas, pela proposta dos carrinheiros, seriam entregues a um fundo ou associação da categoria, e estariam submetidas ao controle externo. A manifestação marcou o Dia Nacional dos Catadores, e foi encerrada com um concurso no qual foram eleitos os seis carrinhos mais enfeitados da cidade.

"Os catadores tiram 360 toneladas de material reciclável das ruas por dia", afirmou o coordenador do Movimento Pró-Federação dos Carrinheiros de Curitiba e Região Metropolitana, Ivo Ribeiro da Silva. Segundo ele, isso é

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70% de tudo o que é reciclado na cidade. Somente 30% seriam coletados pelos caminhões do Lixo que Não é Lixo, da prefeitura. Os catadores querem ser reconhecidos como agentes com importante função ambiental. Se o material que os carrinheiros coletam não fosse retirado das ruas haveria mais lixo indo para o aterro da Caximba, que está com sua vida útilno fim e só tem capacidade para receber dejetos até março. Até agora ainda não se definiu qual será o local para o novo depósito.

Silva explicou ainda que, assim como a empresa que faz a coleta em Curitiba recebe para fazer a limpeza da cidade, a Cavo, os catadores também deveriam ser compensados pelo seu trabalho. De acordo com o movimento, a prefeitura paga à Cavo R$ 35 por tonelada (o valor não foi confirmado pela prefeitura). Se isso também fosse repassado aos carrinheiros, a associação ou o fundo poderia arrecadar R$ 378 mil por mês. O dinheiro seria usado para melhorar as condições de trabalho e de vida dos carrinheiros. Segundo Silva, em Curitiba vivem da coleta de materiais recicláveis cerca de cinco mil carrinheiros. A prefeitura de Curitiba informou que a reivindicação dos carrinheiros não pode ser atendida por causa das leis que regem a administração pública. A superintendente de controle ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias, explicou que a limpeza urbana é de responsabilidade dos municípios. Para que terceiros façam o serviço, e recebam pelo trabalho, é preciso que haja uma licitação. Marilza também disse que o modelo de coleta seletiva que a prefeitura pretende implantar na cidade a partir do ano que vem deve melhorar as condições de trabalho da categoria. Pelo edital de licitação, há a previsão de parcerias da empresa vencedora com os trabalhadores informais da reciclagem. Os carrinheiros por sua vez, temem ser afetados pela mudança. Uma das reivindicações apresentadas pelo Movimento Pró-Federação, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Fórum do Lixo e Cidadania foi uma maior participação no processo. Na pauta de solicitações, que será entregue ao futuro governo do estado, os carrinheiros pedem ainda para ter acesso à elaboração da nova lei nacional de resíduos sólidos, que hoje tramita no Congresso Nacional.

fonte: Ambiente Brasil

11.12.02 Ecologistas comemoram nomeação de Marina Silva

As principais organizações defensoras do meio ambiente que atuam no Brasil comemoraram a indicação da senadora Marina Silva (PT-AC) para comandar o Ministério do Meio Ambiente, anunciada nesta tarde pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em

Washington. "A senadora Marina sempre defendeu a Amazônia e o uso sustentando da floresta", disse o diretor-executivo da Greenpeace no Brasil, Frank Gugenheim. "A colaboração dela será muito positiva porque ela é extremamente competente e tem um engajamento histórico na questão." Para os ativistas, o fato de Marina ter sido o primeiro nome oficial confirmado por Lula sinaliza que o futuro governo priorizará o setor. "Quando Lula venceu, pedimos que a questão ambiental deixasse de ser periférica para ser estratégica", disse o diretor do Instituto Sócio-Ambiental, João Paulo Capobianco. "A tradição de o ministro do Meio Ambiente ser um dos últimos a ser conhecido foi quebrada e agora podemos pleitear uma nova inserção no governo". A SOS Atlântica prepara ato em homenagem à futura ministra para o dia 12. "O simbolismo da indicação de uma ex-seringueira que viveu tão próxima de Chico Mendes resgata a esperança dos ambientalistas", disse o diretor de Relações Institucionais da organização, Mário Mantovani.

O diretor da Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, foi mais cauteloso ao comentar as expectativas para o próximo ano. Segundo ele, não adianta indicar um craque como a senadora Marina sem olhar para as condições estruturais do Ministério, que está sem orçamento e recursos adequados. "É como mandar o fenômeno Ronaldo para jogar no time do Barueri sendo que o time não está preparado para fornecer os instrumentos que ele precisa", disse Smeraldi. "O futuro governo terá de dar atenção especial a esses aspectos também para colocar o meio ambiente à altura do currículo da Marina". fonte: Estadão

10.12.02 PROGRAMA RETIRA 37 TONELADAS DE LIXO TÓXICO DE CURITIBA/PR

O programa de coleta de lixo tóxico domiciliar, criado pela Prefeitura de Curitiba, capital paranaense, em 1998, já impediu que 36,8 toneladas de produtos prejudiciais à saúde fossem jogados no meio ambiente. Para coletar, transportar e tratar esses materiais, foram gastos R$ 570 mil em 51 meses, ou cerca de R$ 11,2 mil por mês. Até o fechamento de novembro haviam sido coletadas 9,35 toneladas de lâmpadas, item que representa 25,4% do total. Mas o relatório do programa mostra que também foram entregues pela população 7,6 toneladas de tintas, 7,3t de remédios, 3,85t de pilhas, 3,36t de baterias de celulares, 2,86t de produtos químicos, 1,04t de tôner, além de 995 kg de inseticidas e 397 kg de embalagens de agrotóxicos. O caminhão de coleta passa uma vez por mês em cada terminal de ônibus de Curitiba e permanece no local

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entre 7h e 15h. A entrega é voluntária. A média diária de coleta é de 32 quilos. As lâmpadas são encaminhas para a empresa Mega Reciclagem, que faz a descontaminação. Outros produtos são enviados para a Central de Tratamento de Resíduos Industriais, que fica responsável pela destinação final. Nelson Xavier Paes, diretor do Departamento de Limpeza Pública, alerta para os problemas que o lixo tóxico pode causar se for jogado no meio ambiente. "O mercúrio das lâmpadas e o chumbo das baterias de celulares podem degradar o solo, atingir o lençol freático e afetar a saúde da população", disse. Para saber os locais de coleta, basta consultar os calendários que são colocados nos terminais de ônibus ou telefonar para os números 338-8292 ou 338-8399. O serviço é gratuito e o caminhão só coleta o lixo domiciliar. Para grandes geradores de lixo, há empresas que podem ser contratadas para fazer a destinação final.

fonte: Ambiente Brasil

09.12.02 Reciclagem de latas aumentou 26 vezes O Brasil alcançou no ano passado um índice de reciclagem de latas de alumínio de 85%, o equivalente a 119,5 mil toneladas, um novo recorde mundial em países onde a reciclagem de latas não é obrigatória. Em 2000, o País mantinha a segunda colocação no ranking mundial, atrás apenas do Japão, que apontava um índice de 81%. O mercado brasileiro de reciclagem de latas de alumínio movimentou R$ 850 milhões no ano passado. O volume diz respeito somente à coleta e à transformação do material, não incluindo as operações de venda de máquinas e equipamentos. A reciclagem de latas de alumínio cresceu 26 vezes em dez anos no Brasil. Esses resultados poderiam ser mais otimistas se não fosse o fato dos catadores brasileiros ainda estarem longe de receber uma renda digna. Atualmente eles só recebem pelas latas. O tempo e o esforço dispendido para catar as latas não são recompensados financeiramente.

fonte: O Povo

09.12.02 Nas favelas, córregos fazem papel de lixeiras Serviço deficiente e falta de conscientização trazem riscos às comunidades

A grande "lixeira" que a dona de casa Zulmira da Silva, de 62 anos, usa todos os dias para descartar restos de comida, plásticos, garrafas PET, papel e todo o material usado fica a apenas três passos do portão de casa. A "lixeira", a mesma usada por boa parte dos moradores da Favela do Jardim Paraná, na Brasilândia, zona norte, tem

nome: Córrego Cabuçu-Bananal. "É mais prático", diz Zulmira, que vive numa encosta onde nunca houve nem sombra de coleta de lixo. "Sei que é anti-higiênico, mas mesmo se a gante parar de jogar no rio, todo mundo joga, não adianta nada." Se Zulmira decidisse jogar os resíduos num local apropriado, teria de caminhar 200 metros até uma lixeira improvisada, construída pelos moradores do outro lado do córrego, no Jardim Vista Alegre. Ali passa um caminhão de lixo com regularidade. Se quisesse utilizar o contêiner que o Depertamento de Limpeza Urbana (Limpurb) estaciona em algumas áreas de difícil acesso, Zulmira teria de percorrer 1 quilômetro. "Ninguém sai com saco de lixo na mão para jogar no lugar certo."

O estudante Joelton Jesus Magalhães, de 19 anos, admite que a regra é a mesma na casa em que mora com os pais. "Na escola falam sobre reciclagem e sobre o lixo, mas aqui não tem opção. Minha mãe não gosta (de jogar no rio), mas fazer o quê?" O Cabuçu se parece mais com um esgoto do que um córrego que desce da Serra da Cantareira. Cheira mal, é escuro e abarrotado de material descartado. Tem de tudo: sofá velho e vaso sanitário, pedaços de madeira e sacos plásticos, roupas e garrafas de refrigerante.

Com chuvas fortes, alguns trechos transbordam. Moradores sabem do perigo da leptospirose. "Às vezes eu reclamo com o pessoal, mas tem gente que briga comigo dizendo que quero ser dona da favela. Eu jogo na caçamba para o rio não encher depois", diz a dona de casa Maria Ferreira da Silva, de 50 anos, 21 na região. Além de se tornar problema em dias de chuva e causa de doenças, o lixo é um terror para o meio ambiente. "Alguns plásticos têm metais pesados, como chumbo, cádmio e estalato. Quando começam a se degradar, liberam essas substâncias", diz o ambientalista do Greenpeace Marcelo Furtado.

A Prefeitura tem missão dupla: melhorar a infra-estrutura e educar moradores. O Limpurb tem 1.266 contêineres espalhados pela cidade. Em 2003, o órgão promete dar início ao Projeto Comunidade, em que empresas contratariam moradores para fazerem a coleta interna e levarem os sacos ao caminhão. O projeto está em teste na região do Aricanduva. Quanto à conscientização, a situação é mais difícil. "É trabalho de formiguinha, com atividades em escolas, postos de saúde", diz a subprefeita da Freguesia do Ó, Marcia Barral. Para piorar, nos últimos meses o assunto perdeu espaço para o combate à dengue. O governo estadual também tenta conscientizar. "Fazemos trabalho de porta em porta. Sabemos que quase todos jogam lixo no rio", diz a agente comunitária de saúde, Regina de Souza Gonçalves. Embora reconheça a deficiência da coleta, Regina acredita que há uma dose de "preguiça". "Acho que tem um pouco de comodidade da população. As

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pessoas passam pela lixeira quando vão trabalhar, mas preferem jogar no rio."

fonte: Estadão

06.12.02 A solução: coleta seletiva

A coleta seletiva para reciclagem é apontada por especialistas como fator chave para resolver o problema de lixo da cidade, mas é quase inexistente nos serviços da Prefeitura.

O Departamento de Limpeza Pública opera 25 roteiros com esse tipo de coleta - herdados da administração realizada pela então prefeita Luiza Erundina - e mantém 15 postos de entrega voluntária. Juntos, entretanto, esses dois serviços somam apenas 0,03% do lixo coletado na cidade. Na expectativa de reverter esse quadro, deverá ser inaugurado em janeiro, na Mooca, o primeiro de 11 núcleos do projeto Coleta Seletiva Solidária, que funcionará em parceria com algumas cooperativas de catadores. O programa inclui diferentes tipos de coleta: porta-a-porta, postos de entrega voluntária (separados para materiais recicláveis, entulho e resíduos perigosos), além de intervenções locais, com atividades de educação ambiental. Segundo cálculos da Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), uma organização sem fins lucrativos do setor privado, cerca de 40% do lixo produzido na cidade poderia ser reciclado.

E para isso não seria preciso criar nenhuma nova infra-estrutura, pois a indústria de reciclagem no Estado hoje trabalha com capacidade ociosa, segundo o diretor-executivo do Cempre, André Vilhena. “A capacidade instalada é mais que suficiente. Só falta matéria-prima.” Na ausência de ações públicas, a população se organiza para garantir o destino correto do lixo. No condomínio Portal da Cidade, no Morumbi, um programa organizado há três anos pelos moradores faz a coleta seletiva de 5 das 7 toneladas de lixo mensalmente. O material, separado pelos condôminos, é coletado por duas empresas de reciclagem a cada 10 ou 15 dias. “Nosso objetivo é reduzir a quantidade de resíduos produzidos no prédio. A coleta seletiva é o primeiro passo”, diz a moradora Maria Isabel de Mendonça, organizadora do projeto. O condomínio tem 1.300 moradores.

Capacidade dos aterros de SP está se esgotando A sobrevida dos aterros sanitários de São Paulo está chegando ao fim. Cerca de 93% das 12 mil toneladas de lixo doméstico e resíduos produzido na cidade acaba, mais cedo ou mais tarde, nos Aterros Bandeirantes e São João. O primeiro, inaugurado em 1979, tem apenas mais três anos de vida e o segundo, em operação desde 1992, pode funcionar por mais cinco anos. Cada um recebe, anualmente, 2 milhões de toneladas de lixo.

O material é despejado nos aterros sem passar por nenhum processo de seleção ou triagem, diz o diretor da Divisão Técnica de Aterros Sanitários do Departamento de Limpeza Pública (Limpurb) da Prefeitura, Plínio Valente. Apenas 15% do lixo da cidade passa antes por uma usina de compostagem, que retém metade disso como composto orgânico ou material reciclável. A Usina de São Mateus processa 730 toneladas por dia e a de Vila Leopoldina, 900. O lixo passa por uma triagem manual para a recuperação de recicláveis e depois entra em um grande cilindro giratório, chamado biodigestor, no qual é triturado. Em seguida, passa por uma peneira de 22 milímetros.

"O que passa é considerado material orgânico para uso agrícola. O resto é dejeto, encaminhado para os aterros", explica o engenheiro Deodoro Antonio Oliveira Vaz, diretor da Divisão Técnica de Compostagem do Limpurb. O material reciclável recuperado representa apenas 4% do total. "A eficiência não é total, pela quantidade de material que recebemos." A cidade conta ainda com um terceiro aterro na Avenida Itaquera, com 400 mil metros quadrados, que recebe 150 mil toneladas por mês de entulho da construção civil. Juntando tudo, São Paulo produz 15 mil toneladas de lixo todos os dias. A solução para desafogar os aterros, segundo Valente, é a coleta seletiva e a reciclagem. "Só assim poderemos diminuir a quantidade de resíduos que vai para os aterros." fonte: Estadão

06.12.02 Medidas simples ajudam a diminuir lixo Reciclando seus resíduos, população colabora com a cidade e ainda pode economizar

No dia-a-dia, algumas medidas simples podem ajudar a diminuir o problema do lixo em São Paulo. Com o excesso de embalagens, a produção de resíduos tem aumentado nos últimos anos - atualmente são cerca de 15 mil toneladas diárias - e a solução, segundo especialistas, passa pela contribuição de todos os paulistanos. Não só por cidadania, mas também pelo "bolso", caso a taxa de coleta seja mesmo aplicada. A primeira dica para o contribuinte é reciclar.

O diretor do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), Fabio Pierdomenico, explicou que apenas os resíduos deixados na porta de casa para coleta pública deverão ser usados para o cálculo da taxa. Resíduos recicláveis - como plásticos, latas e garrafas -, que forem recolhidos por cooperativas ou empresas especializadas não entram no cálculo. "Se o morador colocar dois sacos de 10 litros para coleta pública e levar outros dois para reciclagem, vai pagar a taxa apenas dos dois primeiros sacos", disse Pierdomenico.

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das embalagens de papel, vidro e plástico tradicionais, pode se informar nos fóruns e órgãos competentes. Algumas embalagens já trazem o símbolo de reciclável, mas continuam indo parar no lixo. Outra dica é levar a própria sacola quando for ao supermercado e experimentar os produtos a granel. Também vale utilizar mais produtos com refis e articular-se para pressionar as indústrias para que substituam materiais poluidores por recicláveis, passando a oferecer opções ambientalmente saudáveis. Os especialistas dizem que os consumidores estão sendo induzidos a substituir o consumo de alguns materiais por outros. As caixas de leite e suco, por exemplo, são mais aceitas pelos comerciantes pela facilidade de armazenamento, mas costumam ser mais difíceis de reciclar. Portanto, é preciso atenção.

fonte: Estadão

06.12.02 Em Curitiba e Salvador, taxa de limpeza é paga com o IPTU

Cidades como Curitiba e Salvador já adotam um sistema de pagamento pela coleta do lixo. A taxa é cobrada com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e calculada com base na metragem, valor e localização do imóvel. Mas a eficácia do serviço causa controvérsias. "O lixo continua na rua. Sou a favor da cobrança, desde que o serviço seja satisfatório", diz o analista de sistemas Joel Menezes, de Salvador. Para a dona de casa Lúcia da Silva Santos, porém, o serviço deixou a cidade baiana mais limpa. "O lixo só pode ser colocado na rua na hora certa. Antes, ficava todo amontoado."

As taxas são cobradas com base na região e metragem. Por metro quadrado, moradores de áreas nobres pagam, anualmente, R$ 1,33; para os de classe média, a tarifa é de R$ 1,28; e nas regiões mais pobres, R$ 0,75. Segundo o secretário de Fazenda do município, Manoelito Souza, os R$ 30 milhões recolhidos com a taxa ao ano cobrem cerca de um terço das despesas da coleta. "Temos cerca de R$ 100 milhões de despesas, mas o serviço melhorou muito." Licitação - Os curitibanos pagam a taxa ao ano, com o IPTU. Ela é calculada conforme o valor do imóvel, sendo de, no máximo, R$ 112 para os residenciais e R$ 190 para os comerciais. Em 2003, o máximo passa para R$ 190 e R$ 205, respectivamente. Já se discuste a cobrança mensal, correspondente à produção do lixo. A dona de casa Maria Aparecida Gonçalves, que mora no centro, não concorda com a taxa. Segundo ela, a separação do lixo para coleta seletiva realizada pelos moradores já fornece renda à prefeitura. "Deveriam reciclar, vender e, com os recursos, pagar o serviço", sugere. O comerciante Edmundo Kosters considera justo o pagamento.

fonte: Estadão

06.12.02 Criação de taxa de lixo é criticada por contribuintes

A dona de casa Ophelia Cavallini Gios, de 76 anos, já decidiu: em último caso, vai cavar um buraco no quintal para queimar o lixo que produz. Moradora da zona norte da capital, ela não se conforma em ter de pagar mais uma taxa que a Prefeitura quer cobrar a partir do próximo ano, agora para a coleta de lixo. Não se trata de má vontade, segundo ela. O que Ophelia não acha justo é desembolsar mais dinheiro e continuar vendo o mato na esquina da rua e seu jardim alagando depois de qualquer chuvinha, porque o bueiro está entupido.

Como ela, muitos paulistanos não concordam com a taxa, cujo valor deve variar de R$ 6,14 a R$ 61,36 de acordo com a quantidade de detritos produzidos. Boa parte acha que o serviço já é pago com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). É o caso do vendedor Rubens Matsuoka, de 36 anos, que vive com a família num apartamento na Penha, zona leste. "A coleta de lixo é função da Prefeitura e o custo já vem embutido no IPTU e em outros impostos que a população paga. E o pior é que não se vê benefício", confirma.

Outro problema é a falta de reciclagem. Em casa, ele procura separar plástico, papel e vidro do lixo orgânico, mas não sabe para onde o lixo é levado depois de colocá-los nos contêineres de seu prédio e tem dúvidas se os resíduos sólidos são mesmo reaproveitados. Em sua opinião, a Prefeitura e os cidadãos devem investir em reciclagem. "Sem isso, os recursos naturais vão acabar mais rapidamente."

Educar antes de cobrar

A advogada Flavia Filhorini, de 25 anos, tem opinião semelhante. No escritório onde trabalha, na Vila Olímpia, todo o papel que sobra nas impressoras é transformado em blocos de rascunho. Em casa, sua mãe separa papel, caixas de leite e garrafas de plástico para doar a um catador. "Acho a reciclagem superimportante para o meio ambiente." Em relação à proposta da nova taxa de coleta de lixo, discorda. "Acho que antes de cobrar mais um imposto é preciso educar a população para não jogar lixo na rua e sobre como reciclar", acredita. "Também depende da finalidade da taxa e no que será usado o dinheiro, porque pagar mais para não ver nenhum resultado não dá."

fonte: Estadão

05.12.02 Turistas produzem mil t de lixo/dia no Litoral Norte

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Fora da temporada a região produz uma média diária de 280 t, mas, com a chegada dos turistas, a quantidade passa para mil t ou mais

A poucos dias do verão, as cidades do Litoral Norte já sabem que nesta temporada os problemas com a coleta de lixo orgânico devem triplicar. Fora da temporada a região produz uma média diária de 280 toneladas, mas, com a chegada dos turistas, a quantidade passa para mil toneladas ou mais. No ano passado, por exemplo, em apenas um dia Caraguatatuba produziu 352 toneladas, e São Sebastião bateu recorde, com 410 toneladas de lixo na virada do ano. Em Ubatuba, onde a quantidade de lixo orgânico passa de 90 para 350 toneladas/dia, a frota de caminhões vai aumentar de dez para 19, e 96 contêineres vão ficar instalados nas praias mais afastadas. Na região central, os caminhões vão passar duas vezes por dia na tentativa de deixar a cidade limpa. Coleta seletiva

Em São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, a rotina da coleta de lixo será intensificada da mesma maneira, a partir do início da temporada. Desde 1989 São Sebastião tem em todo o município a coleta seletiva de lixo. "Separamos todo tipo de lixo. Do orgânico ao químico, como pilhas e baterias", afirma o secretário de meio-ambiente, Vander Augusto. Segundo ele, agentes de bairros tentam distribuir panfletos nas casas para orientar os veranistas, mas a colaboração ainda fica bem abaixo da expectativa.

Sacolas de plástico matavam animais

Há alguns anos a cidade deixou de adotar sacolas plásticas nas praias para o recolhimento do lixo. "Percebemos que as sacolinhas eram deixadas na areia e acabavam indo para o mar, provocando a morte de animais e maiores prejuízos ao meio-ambiente." Atualmente, voluntários de organizações não-governamentais e associações de bairros saem às praias para limpar e orientar os visitantes. São Sebastião mantém ainda um aterro sanitário para o tratamento mecânico e biológico de lixo, de tecnologia alemã, onde foram investidos mais de R$ 4,5 mi. Porém as prefeituras concordam em que nenhuma ação, por maior que seja, pode dar conta do lixo orgânico, se não houver a colaboração dos turistas. "Ações simples, como colocar o lixo na calçada no horário correto e embalar de forma adequada, dão bons resultados para a cidade", diz o secretário.

Nem só os turistas poluem

Em Caraguatatuba, cerca de 100 homens foram contratados pela administração municipal para dar conta de mutirões de limpeza realizados em todas as praias e bairros. O secretário de Serviços Municipais, José

Pereira de Aguilar, diz que a prefeitura insiste na limpeza das praias, mas que há pouca ajuda da população em geral. "Não são só os turistas não. Muita gente joga entulho, galhos de árvore e todo lixo sem nenhum cuidado. Falta mesmo educação e valorização do meio-ambiente." A cidade começa nesta mês a reciclar o "lixo verde" produzido nos bairros, como galhos de árvore, grama, cascas de coco. A prefeitura recolhe uma média de 50 metros cúbicos de lixo verde por dia e, na alta temporada, esta quantidade triplica. A reciclagem deve gerar empregos para 20 pessoas e vai fazer a compostagem do lixo verde com o orgânico para a produção de adubo. Este adubo usado pela Secretaria de Agricultura é vendido também para outras prefeituras ou empresas. A casca do coco, por exemplo, será comercializada com montadoras, para a confecção de bancos para carros.

fonte: Estadão

04.12.02 Moradores de S.Bernardo fazem árvore de Natal com garrafas plásticas

Com o aproveitamento de 1.480 garrafas PET de dois litros, moradores da avenida Porto Seguro, no bairro Senhor do Bonfim, área de manancial de São Bernardo, construíram uma árvore de Natal de três metros de altura. Este é o segundo ano em que os moradores montam a árvore, sempre utilizando garrafas plásticas. O objetivo é conscientizar sobre a importância da reciclagem e preservação do meio ambiente. “Nossa intenção é levar esta idéia para outros bairros. Se levarmos para dez bairros serão 148 mil garrafas que não vão parar no rio”, disse o morador e presidente da Sociedade de Amigos de Bairro do Senhor Bonfim, Luiz de Deus Tavares.

A árvore foi criada pelo moradores, que vinham guardando as embalagens desde o início de outubro. Montada no centro de uma praça - que também foi construída pelos moradores - a árvore recebe iluminação de três holofotes à noite. A decoração permanecerá até 6 de janeiro. Depois, as garrafas serão doadas para a igreja, que venderá para reciclagem.

Segundo Tavares, a intenção é aumentar a quantidade de garrafas - no ano passado foram 840, neste ano, 1.480 mil e a meta para 2003 é de 2 mil garrafas. “No ano passado, fizemos com garrafas cortadas, neste ano usamos garrafas inteiras e no ano que vem teremos uma tela de ferro com buracos”, disse Anésia Soares de Melo, a Nina, uma das mais atuantes na criação.

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04.12.02 Paulistano pagará mais uma taxa de lixo Projeto da Prefeitura enviado à Câmara prevê cobrança de R$ 6,14 a R$ 61,36 por mês de acordo com a produção de cada morador, que deverá fornecer a informação de quantos quilos ou litros do material têm em sua casa por dia à Secretaria de Finanças, que vai enviar o carnê para o pagamento

Os cerca de 2,5 milhões de proprietários de imóveis de São Paulo começam a receber, entre fevereiro e março do próximo ano, uma nova cobrança em casa: a taxa do lixo. Todos os moradores terão de pagar a nova tributação, mesmo que os imóveis estejam fechados. E quem vai informar à Prefeitura o quanto terá de pagar é o próprio cidadão. A Secretaria das Finanças vai enviar questionários a todos os moradores da cidade para aferir a produção diária de lixo. Com base nessas informações serão emitidos os carnês com a cobrança. “Não acredito que as pessoas possam informar erroneamente a quantidade de lixo que elas produzem para pagar menos”, afirma o secretário de Serviços e Obras, Jorge Hereda. Se isso acontecer e a Prefeitura descobrir, o infrator vai ter de pagar a taxa atrasada, com os valores corretos, além de uma multa de 50%. Segundo o projeto encaminhado para a Câmara, os contribuintes que não pagarem em dia as suas taxas vão receber multa diária de 0,33% até o valor de 20% no mês e juros de 1% ao mês de atraso. Até quem não estiver com o imóvel ocupado vai ter de pagar a taxa. “Vamos supor que o cidadão esteja viajando e não esteja produzindo lixo, mesmo assim vai ter de pagar a taxa mínima (R$ 6,14 por mês) para cobrir os custos do deslocamento do caminhão e de outros serviços”, explica Fábio Peirdomenico, diretor do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb).

O projeto que cria a taxa do lixo deve ser votado ainda este ano, como determinou a prefeita Marta Suplicy (PT) à sua bancada na Câmara. Além da taxa, o projeto também altera o sistema de coleta. Os serviços de limpeza serão concedidos para empresas privadas, que serão remuneradas pela nova cobrança e terão de pagar uma porcentagem de seus ganhos à Prefeitura. Toda a verba recolhida vai para um fundo, que será administrado por uma nova autarquia (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, Amlurb). Apesar de a taxa começar a ser cobrada já no próximo ano, o novo sistema de limpeza urbana só deverá estar completamente reestruturado em 2004. A reformulação deve gerar uma receita extra para os cofres municipais entre R$ 250 e R$ 300 milhões por ano. O vereador Dalton Silvano (PSDB) afirma, porém, que a nova taxa é uma bitributação, já que nos carnês do IPTU a extinta taxa de limpeza urbana foi incorporada ao imposto. Ele afirma que vai recorrer à Justiça e ao Ministério Público contra a proposta da prefeita Marta Suplicy.

Contestação na Justiça

O secretário Jorge Hereda, afirma não temer ações na Justiça. Segundo ele, a cobrança obedece os preceitos legais. “Qualquer pessoa pode questionar, mas tenho certeza de que nossa forma de realizar a cobrança atende a todos os quesitos legais”, garante o secretário. A taxa de limpeza foi proibida pela Justiça, em 1999, quando era cobrada junto com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Apesar de terem tirado o termo dos carnês, os valores continuaram sendo cobrados. Quando houve o reajuste do imposto, que mudou de alíquota de 0,6% para 1%, para cobrir a falta da taxa, não mudaram a base de cálculo. Tinham que ter reduzido o valor para depois aplicar a nova alíquota. Não fizeram isso. Assim, a taxa ficou embutida no valor do imposto. Querer cobrar uma nova taxa é querer receber duas vezes por um mesmo serviço”, argumenta Silvano. fonte: Estadão

04.12.02 Impressões pessoais

"Só pode ser pegadinha, cadê a câmera me filmando?", pergunta o empresário Messias Borga Vieira, de 49 anos, ao ser informado pela reportagem do JT sobre o projeto da prefeita Marta Suplicy que altera o sistema de coleta de lixo em São Paulo. "Essa história é totalmente absurda. Como diabos eu vou saber o quanto de lixo eu produzo? Isso só pode ser brincadeira. Pode falar a verdade, meu filho, é pegadinha do Faustão?" Entre muitas gargalhadas, Messias foi embora sem realmente acreditar na nova taxa do lixo - que deve ser aprovada até o fim do ano. E não foi só o empresário que não levou fé na proposta. Pelas ruas de São Paulo, a maioria da população se mostrou incrédula em relação à sua praticidade. "É uma legítima atitute burra e idiota", disse o geólogo João Carlos Hoenisch, de 56 anos. "Não tem a mínima condição dessa lei funcionar. Não dá para calcular direito quanto lixo eu produzo, pois isso pode mudar a cada mês. Se a intenção é fazer com que as pessoas joguem fora menos lixo e selecionem a parte reciclável, o certo é fazer um trabalho de educação. Acho que tem muita gente disposta a ajudar no problema do lixo, mas falta informação e postos de reciclagem. Tem que resolver isso, não cobrar uma taxa a mais."

Quem mora em prédio está ainda mais preocupado, principalmente pela possibilidade de ter de pagar pelo lixo do vizinho. "Se eu não produzo nada de lixo e a família que mora ao lado produz um montão, como isso vai ser resolvido no meu prédio?", perguntou a médica Geovanna Romiz, de 37 anos, que mora no bairro de Higienópolis. "Essa lei não vai funcionar, pois todo mundo vai chiar." Mas não é 'todo mundo' que torceu o nariz para

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a idéia. Teve gente que achou a proposta louvável e mais do que bem-vinda. "Acho ótimo, o único jeito de educar a população é pelo bolso", disse a psicóloga Jurami Mazza, de 40 anos, que mora sozinha em um apartamento. Ela calcula que produz "apenas um saquinho de supermercado" de lixo por dia. "Não gosto da muito da idéia da punição, mas é o primeiro passo para diminuir com os imensos lixões da cidade. Tem coisas que a gente joga fora que poderia muito bem reciclar. Agora as pessoas vão repensar o que colocam no lixo."

fonte: Estadão

03.12.02 Campanha Criança no Lixo Nunca possibilita a retirada de mais de 30 mil crianças do trabalho com o lixo

O Fórum Nacional Lixo e Cidadania divulgará as conquistas do Programa Lixo e Cidadania em entrevista coletiva no dia 5 de dezembro. O principal resultado, após 4 anos e meio de atuação, é a retirada de mais de 30 mil crianças e adolescentes do trabalho com o lixo. Também foram avanços importantes o reconhecimento do trabalho dos catadores pelo Ministério do Trabalho e Emprego e o aumento dos investimentos na área de resíduos sólidos por parte das instituições federais que fazem parte do Fórum Nacional Lixo e Cidadania.

Estarão presentes na coletiva o ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, o ministro da Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano, Ovídio de Angelis, a representante do Unicef, América Ungaretti, o representante da Comissão Nacional de Catadores, Luiz Henrique da Silva, uma representante da Secretaria de Ação Social do Ministério da Previdência e Assistência Social e de outras instituições que fazem parte do Fórum. O Fórum Nacional Lixo e Cidadania, criado em 1998, lançou em 1999 a Campanha Criança no Lixo Nunca Mais pela erradicação do trabalho infantil com o lixo. Para atingir seu objetivo o Fórum, hoje composto por 56 instituições, fixou três importantes ações: colocar as crianças e adolescentes oriundos do trabalho com o lixo na escola e em atividades complementares, inserir socialmente e economicamente os catadores, preferencialmente em programas de coleta seletiva municipais e erradicar os lixões.

O que: Anúncio dos resultados da Campanha Criança no Lixo Nunca Mais e outras conquistas do Fórum Nacional Lixo e Cidadania.

Quando: quinta-feira, 5 de dezembro às 9h30

Onde: Centro de Treinamento do IBAMA - SAS Q 5 Lote 5, Bloco H, 6º andar - Brasília - DF

Informações: Água e Vida - Centro de Estudos de Saneamento Ambiental.

Tel: (11) 3034-4468 / 3032-6014 / 3518-9022 E-mail: [email protected]

fonte: Fórum Nacional Lixo & Cidadania

29.11.02 GOVERNO DO PARANÁ VIABILIZA RETIRADA DE DE PNEUS DE DEPÓSITO IRREGULAR NA REGIÃO DE CURITIBA

O Governo do Paraná começou nesta semana a retirada de mil toneladas de pneus e borracha de um depósito irregular localizado no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Já foram retiradas 510 toneladas do material - 10 toneladas de pneus e 500 toneladas de retalhos. A ação de retirada dos pneus e retalhos envolve a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o IAP - Instituto Ambiental do Paraná e o Ministério Público.

Mais 500 toneladas do material, entre pneus e retalhos, serão retirados até fevereiro do ano que vem. O depósito foi descoberto em maio do ano passado, numa área particular. O proprietário da área foi autuado na época em R$ 20 mil, e o processo encaminhado ao Ministério Público. Depois de várias reuniões, a ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos se propôs a retirar o material da área, que terá acompanhamento do IAP. A quantidade precisa do material só poderá ser confirmada ao final dos trabalhos. O material, recolhido gradativamente, será transformado em matriz energética na indústria Petrosix, em São Mateus do Sul. O IAP já exigiu do proprietário a posterior recuperação da área. fonte: Ambiente Brasil

28.11.02 Nova tecnologia permite reciclagem de laminados

A durabilidade, resistência e alto poder de conservação das embalagens, obtidas com diferentes composições de plástico, papel e alumínio, até agora inviabilizavam a reciclagem

As mesmas razões técnicas para o uso crescente de embalagens laminadas para alimentos e remédios tornam-se problemas na hora do descarte. A durabilidade, resistência e alto poder de conservação das embalagens, obtidas com diferentes composições de plástico, papel e alumínio, até agora inviabilizavam a reciclagem.

Por isso, tais embalagens vinham se avolumando nos aterros sanitários. Numa estimativa bastante conservadora, hoje elas constituem cerca de 4% a 5% do peso total do lixo urbano.

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A possibilidade de tirar as embalagens laminadas do lixo surgiu neste ano, com uma nova tecnologia de separação das diversas camadas de materiais, desenvolvida por uma equipe de oito pesquisadores e pós-graduandos do Instituto de Tecnologia do Paraná, Tecpar.

Com um financiamento de R$ 180 mil para equipamentos, da Fundação Banco do Brasil, em dois anos a equipe conseguiu chegar a um processo de separação. "As embalagens são imersas em uma solução química, cuja fórmula ainda não podemos revelar, pois a patente foi requerida há três meses e leva um ano para se obter o registro definitivo", explica Alexandre Akita Takamatsu, do Tecpar, responsável pelo desenvolvimento.

Dois minutos e meio depois de imersas na solução, as embalagens soltam as diferentes camadas de plástico, alumínio e papel, de qualquer espessura, seja qual for o tipo de papel, plástico do tipo PVC ou polietileno. A separação ocorre por lâminas, sem que os diferentes materiais se desmanchem. Faz-se, então, uma catação manual e as lâminas passam por uma prensa, para eliminar resíduos da solução química. E já estão prontas para a reciclagem.

"O processo não serve apenas para embalagens de leite ou sucos, do tipo longa vida, mas também para embalagens bem mais finas, de salgadinhos, de café a vácuo, cartelas de remédios e até para a embalagem de ovos de Páscoa", garante Takamatsu.

"Ainda estamos avaliando os custos, já que nossa produção não tem escala comercial, mas os ingredientes da solução são fáceis de obter e seu custo deverá se manter baixo, menor, por exemplo, do que o custo de um refrigerante."

A nova tecnologia já está sendo utilizada pela Prefeitura de Curitiba, na Usina de Reciclagem Total de Embalagem Laminada, inaugurada em outubro. O local emprega presidiários, que, a cada três dias de trabalho, encurtam um dia de pena, além de receber salário mínimo, tendo, assim, uma oportunidade de reintegração social.

Por enquanto, o material separado ainda é vendido a intermediários, mas a intenção é constituir uma cooperativa de comercialização para vender direto às indústrias recicladoras e melhorar a renda.

A Prefeitura de Curitiba também deve fazer uma nova campanha de coleta seletiva, explicando à população a importância de separar também as embalagens laminadas,

que agora têm esta alternativa viável de reciclagem. fonte: Estadão

27.11.02 Câmara Brasil-Alemanha anuncia vencedores do Prêmio Von Martius

Sistemas agroflorestais em assentamentos, projetos de seqüestro de carbono e tecnologias de reciclagem industrial de plásticos foram os premiados

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha anunciou, hoje, em São Paulo, os vencedores do Prêmio Ambiental Von Martius, edição 2002. Os três primeiros colocados foram o Programa de Desenvolvimento de Sistemas Sustentáveis de Produção Agrícola e Conservação Ambiental, da organização não-governamental (ong) Terra Viva, da região de Itamaraju, Bahia, na categoria Humanidade; a Ação Contra o Aquecimento Global: Seqüestro de Carbono e Conservação da Natureza, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, na categoria Natureza; e o projeto de Fôrmas Plásticas Recicláveis, realizado por Nelson Parente Júnior, em Santos, litoral paulista, na categoria Tecnologia.

O projeto da Terra Viva hoje atinge mais de 150 famílias de assentados, em três localidades: Itanhém, Riacho das Ostras e Jucuruçu. Numa área onde a Mata Atlântica é extremamente fragmentada e continua sendo derrubada, inclusive para instalação de alguns dos assentados, a ong conseguiu convencer os agricultores a separar parte de suas terras para reflorestamentos - de essências nativas e espécies comerciais - utilizando diversas práticas ambientalmente corretas, de conservação de solos e produção orgânica. O apoio técnico à “conversão” dos agricultores inclui educação ambiental e assessoria no processamento e comercialização dos produtos e já resultou em aumento de renda. No caso de Riacho das Ostras ainda se discute a importância de preservar o Parque Nacional do Descobrimento, com o qual o assentamento tem uma divisa de 5 quilômetros de extensão. O trabalho da Terra Viva é financiado pelo programa Projetos Demonstrativos (PDA), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com recursos alemães, do banco KfW.

Os projetos de seqüestro de carbono da SPVS, realizados em parceria com a ong americana The Nature Conservancy (TNC), pretendem retirar da atmosfera 2,5 milhões de toneladas de carbono, em 40 anos, com reflorestamentos e substituição de fazendas de búfalos por iniciativas mais sustentáveis. São 3 projetos em andamento, desenvolvidos desde 1999, com recursos de

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empresas que precisam comprar créditos de carbono: American Electric Power (7 mil hectares), General Motors (12 mil ha), e Texaco (mil hectares). Como o mercado de carbono ainda não está estabelecido, a nível mundial, a SPVS tem desenvolvido ou participado do desenvolvimento de metodologias de implantação deste tipo de projeto, variando desde a medição das quantidades de carbono seqüestrado até as formas de certificação.

Já a tecnologia de reciclagem de plástico para fabricação de formas de concreto é resultado de uma pesquisa de dez anos, realizada pelo engenheiro civil Nelson Parente Júnior. As formas substituem a madeira utilizada na concretagem de vigas, na construção civil, com a vantagem de economizar o recurso (madeira) e reaproveitar o lixo mais volumoso e mais difícil de reciclar dos centros urbanos: PET, PVC e poliestireno. As formas são reutilizáveis e já estão sendo comercialmente produzidas pela Empresa Brasileira de Reciclagem (EBR). Elas ainda ajudam a economizar água, já que, ao contrário da madeira, não precisam ser molhadas antes da montagem dos moldes.

Mais prêmios e menções honrosas

Instituído em 2000, o Prêmio Ambiental Von Martius reconhece projetos e iniciativas de empresas, organizações não governamentais e órgãos governamentais, que tenham se destacado na promoção do desenvolvimento social, econômico e cultural, com respeito ambiental. Neste ano, o patrocínio foi da Degussa, Deutsche Bank, Henkel e Tetra Pak e houve 231 inscrições, avaliadas por um júri composto de 12 empresários e jornalistas ambientais.

Além dos três primeiros colocados classificaram-se, respectivamente, em segundo e terceiro lugares, em cada categoria, os seguintes projetos: Unibanco Ecologia, pelo conjunto de financiamentos concedidos a projetos ambientais, e Mulheres das Águas, pelo trabalho de recuperação das matas ciliares no Rio das Brancas, no Planalto Central, na categoria Humanidade; Associação Soldadinhos da Natureza, pelo trabalho de arborização urbana realizado por crianças, e Animalis, um projeto de avaliação e conservação de aves e mamíferos da Faber-Castell em seus reflorestamentos, na categoria Natureza; Sistema Gesco Modular Compacto para Tratamento de Águas Residuárias, pelo desenvolvimento de um processo de tratamento e uso do lodo ativado, e Decantador em Tubos Perfurados, pela alternativa de separação de dejetos suínos, evitando o despejo in natura nos rios, na categoria Tecnologia. Ainda foram concedidas duas menções honrosas, na categoria Humanidade, para a Coonarte, uma

cooperativa de mulheres, que produz artesanato com restos de tecidos, e a Sociedade do Amanhã, de reciclagem de alumínio, da Alcan. E uma menção honrosa na categoria Natureza, ao Sebrae de Alagoas, pelo incentivo ao artesanato de bambu como opção de renda na região canavieira do estado.

fonte: Estadão

26.11.02 Sto.André e cidades-irmãs fazem inter-câmbio ecológico

Cinco cidades-irmãs se reuniram nesta segunda em Santo André para discutir e fazer um intercâmbio de projetos voltados à área ambiental. Takasaki, do Japão; Battle Creek, dos Estados Unidos; Chen-gde, da China; e Pilsen, da República Tcheca, são as parceiras de Santo André no programa e devem até sexta-feira apresentar idéias para aprimoramento ecológico da cidade.

No primeiro dia de realização da 5ªConferência Pentalateral de Meio Ambiente, um dos resultados da parceria entre as cidades foi apresentado ao público. Batizada como ponte da Amizade, uma nova ponte com arquitetura tipicamente japonesa foi inaugurada durante a conferência no jardim japonês do Parque do Pedroso. A cidade de Takasaki foi responsável pela criação do projeto e investiu R$ 60 mil em patrocínio.

Vinte e dois representantes das cinco cidades fizeram nesta segunda breves apresentações sobre o tema, todas relacionadas a causas ambientais. Programas contra enchentes e de reutilização de água estiveram na pauta da reunião. “Somente no fim do encontro (na sexta-feira), é que a Prefeitura fará um levantamento sobre os projetos que seriam de interesse para a cidade”, disse a assessora de assuntos institucionais da secretaria de governo de Santo André, Patrícia Laczynski.

Takasaki, por exemplo, trouxe jovens que mostraram pesquisas feitas sobre a diferentes condições da água nos rios da cidade e nos mais afastados. Já Battle Creek e Chen-gde apresentaram programas de educação ambiental. Finalmente, representantes de Pilsen discursaram sobre seus programas de combate a enchentes.

Programação – Nesta sexta, o grupo parte para a Vila de Paranapiacaba, onde representantes locais irão ministrar palestras sobre a questão dos mananciais e de preservação de patrimônios históricos. O município também irá ministrar palestras sobre a paisagem da cidade, sobre seus trabalhos de drenagem e reciclagem nos próximos dias. A despedida será um tour com os estrangeiros pelas favelas urbanizadas da cidade.

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