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Resistência negra: levantamento dos pontos turísticos

relacionados à cultura afro brasileira na cidade de São Paulo

Black resistance: survey of the tourist sights related to the african- brazilian culture in São Paulo

Gisele de Almeida Pereira [email protected] Orientadora: Profª Tatiana Marchetti Panza

RESUMO: Esse artigo identifica elementos da oferta de atrativos turísticos situados

na cidade de São Paulo que possui relação com a cultura afro-brasileira, evidenciando sua participação no contexto histórico e cultural do município. Para isso, foram realizadas pesquisas bibliográficas, levantamento dos pontos, equipamentos e pesquisa de campo para descrever o patrimônio material e imaterial, bem como atividades e eventos regulares oferecidos. Os lugares apontados visam à conservação do patrimônio histórico-cultural, enquanto uns apresentam bom estado de conservação outros evidenciam o abandono de um legado histórico, mas desconhecido pela falta de informação e valorização.

Palavras-chave: Identidade afro-brasileira; Turismo étnico; São Paulo; Patrimônio. ABSTRACT: This article intends to identify the offer of tourist attractions located in

the city of São Paulo that are related to the African-Brazilian culture, pointing out their part in the historical and cultural context of the city. Literature research, survey of places and field research were carried out to describe the infrastructure, to list the tangible and intangible heritage and also to find out about the regular activities and events offered. The places mentioned aim at the upkeeping of the cultural and historical heritage, some are well kept but others show lack of maintenance of the historical legacy that are unknown by lack of information.

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1. Introdução

O Brasil é um país que apresenta grande diversidade cultural devido aos povos que nele se instalaram, originando diferentes aspectos religiosos, musicais, gastronômicos entre tantos outros. Essa diversidade é apropriada pelo turismo, já que se percebe uma busca pela valorização do passado.

Concentrando-se o presente estudo nona questão étnica, selecionou-se a cultura afro, e delimitou-se o levantamento na cidade de São Paulo. Para tanto foi necessário identificar a cultura dos negros africanos e a relação que há entre a sua força identitária e o turismo, aspecto que permite conhecer os espaços que recorrem à cultura afro-descendente como uma das fontes de memória e lazer.

A escolha desta etnia como foco de estudo se deve a um interesse pessoal da autora e à sua influência na formação da identidade brasileira, devido ao contexto histórico da escravidão, sendo necessário realizar o resgate da cultura afro para se entender a expressividade de inúmeras discussões e manifestações voltadas a essa herança cultural.

De acordo com as informações mencionadas acima, o presente artigo tem como objetivo expor parte dos atrativos turísticos situados na cidade de São Paulo que possuam relação com a cultura afro-brasileira, possibilitando num primeiro momento o acesso dos moradores e posteriormente o acesso aos turistas que visitam o município, sendo importante identificar nos espaços o que se oferece como entretenimento cultural.

Para a efetivação do que foi proposto realizou-se um levantamento, primeiramente por pesquisa bibliográfica, em fontes secundárias, das informações relevantes sobre o início da participação do negro na sociedade brasileira. Posteriormente levantaram-se os pontos localizados na cidade, através de pesquisas de campo e websites.

A intenção deste artigo é a de promover os atrativos aqui mencionados, além de fortalecer a identidade e disseminar a cultura afro. Essa pesquisa possibilitará,

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2 posteriormente, uma análise de um legado da descendência africana na cidade de São Paulo e um planejamento para que estes atrativos, dentre outros que aqui não puderam ser mencionados, tenham melhor desenvolvimento de acordo com as necessidades da comunidade, do turista e daqueles que gerem esses espaços.

2. A cultura afro-descendente e o turismo

2.1 O negro no Brasil

Para melhor contextualizar o assunto torna-se necessário fazer uma breve ressalva de como se deu o deslocamento da população africana para o território brasileiro, fato marcante para a formação da população brasileira, sua história e de sua identidade.

Segundo Pinsky (2006, p. 12) “A escravidão no Brasil decorre da „descoberta‟ do país pelos portugueses”. Os escravos eram vistos como a aquisição de mão de obra barata e passaram a empregar em Portugal as mais diferentes atividades além de serem traficados. Assim os naturais da África passaram a ser transportados através do Atlântico para as colônias portuguesas, como o Brasil.

Para Mattos (2008, p. 104) não há como saber com exatidão a data de deportação dos primeiros africanos para o Brasil. Estudos indicam que esse processo teve início com a produção de açúcar na primeira metade do séc. XVI quando “cerca de 100 mil escravos africanos chegaram ao Brasil”. Posteriormente foram estipulados outros tipos de destinação para os escravos, que além do trabalho no engenho, no século XVIII, envolveu o deslocamento do trabalho para a extração aurífera e, no século XIX, para a produção de café.

Na busca por escravos que contribuíssem com o acúmulo de riquezas, os portugueses dispersaram grupos que eram da mesma tribo em regiões diferentes, misturando diversas etnias. Seus senhores não respeitaram suas origens e diferenças culturais, e usaram esse fator como uma forma de prevenir os motins e dificultar a comunicação entre si “desorganizando-as do ponto de vista político,

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3 econômico, demográfico e sociocultural” (PINSKY, 2006, p. 28). Essa distinção de grupo propiciou novos comportamentos no cotidiano dos escravos, pois houve a

junção de tribos diferentes que tiveram que se adaptar a novos hábitos e costumes. Contudo, apesar da contrariedade dos seus senhores aos seus costumes, os negros

ainda conseguiam praticar seus ritos e costumes escondidos nas senzalas, momento de confraternização e discussão para iniciar um processo natural de luta e organização, que buscava pôr fim a escravidão, fato conhecido como resistência negra. (MUNANGA; GOMES, 2006).

Após muitos anos, a abolição da escravatura foi conquistada, mas mesmo assim os alforriados não obtiveram amparo social e foram marginalizados. Numa tentativa de procurar por condições melhores, Schwarcz (2008) relata que muitos escravos vieram para a cidade de São Paulo, em meados do século XIX, aproveitando-se da expansão do café, através das correntes migratórias, quando imigrantes e escravos passaram a conviverem juntos.

A exclusão racial não aconteceu apenas no âmbito do trabalho, mas também no aspecto geográfico, já que o negro não conseguiu integração e nem inserção social, restando-lhe apenas a discriminação e a repressão (MATTOS, 2008). Excluídos, os negros se uniram, se organizaram e decidiram lutar e resistir à opressão que lhes eram direcionadas. Dessa forma, foram criados espaços que representavam a resistência do negro e tinham grande importância social, pois propiciavam a solidariedade entre seus membros buscando amenizar o sistema escravista.

Esses espaços eram conhecidos como irmandades religiosas e tinham como objetivos propagar a doutrina católica e a caridade, dando assistência aos associados e seus familiares (MUNANGA; GOMES, 2006).

2.2 Herança Cultural do Negro como Patrimônio Histórico-Cultural

O patrimônio está diretamente atrelado ao passado identitário coletivo, de forma que vem a evidenciar traços culturais, sociais, políticos e artísticos de uma sociedade, contribuindo com o não esquecimento de um período que hoje se marca como

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4 passado, mas está presente nas pessoas que afirmam a herança cultural que carregam. De acordo com Rodrigues (2001, apud FUNARI e PINSKY, 2003, p. 16).

A palavra patrimônio indica uma escolha oficial, o que envolve exclusões; também significa algo construído para ser uma representação do passado histórico e cultural de uma sociedade [...] passou a construir uma coleção simbólica unificadora, que procurava dar base cultural idêntica a todos, embora os grupos sociais e étnicos presentes em um mesmo território fossem diversos [...]

Os patrimônios que representam os traços da cultura negra relatam que parte da história da sociedade brasileira é constituída por um amplo legado cultural, composto não só por prédios históricos e monumentos, mas também pelas manifestações culturais, costumes, tradições, comportamentos e até mesmo pelo contexto histórico, fato ressaltado por Barreto (2002).

Como relatado anteriormente, ao chegarem ao Brasil, os negros passaram a ter contato e a conviver com grupos sociais que se diferiam do seu, fato que contribuiu para que o negro recriasse sua cultura incorporando características peculiares aos grupos, misturando tradições, práticas culturais e religiosas. O cruzamento de culturas resultou no que atualmente chama-se de cultura afro-brasileira – uma reelaboração das antigas manifestações culturais e, a partir das antigas, a elaboração de novas (MATTOS, 2008). Segundo Munanga e Gomes (2006, p. 17) “cada um destes componentes étnicos e culturais trouxe sua contribuição para a formação do povo e da história dos brasileiros; na construção da cultura e de nossa identidade”.

No campo religioso, a contribuição é rica, porém variada. As religiões afro-brasileiras surgiram da mistura das tradições religiosas dos negros, dos “brancos”, e dos índios. Sendo o negro obrigado a aderir os cultos católicos, eles se utilizaram das formas simbólicas das igrejas católicas – os santos – para continuarem a cultuar seus deuses sem represálias. (MUNANGA; GOMES, 2006).

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5 As duas religiões que mais se destacam nos costumes brasileiros são o candomblé e a umbanda. No candomblé ocorre a prática de oferendas aos ancestrais, orixás1, onde ocorre a comunicação com os devotos (pais e mães de santos) por meio do ritual de incorporação dos espíritos e a iniciação de novos participantes nos rituais. Já a umbanda surgiu do candomblé, sendo uma mistura das práticas africanas advindas do candomblé, catolicismo, espiritismo e ainda recebe um pouco da influência dos índios. Sua crença defende a existência de forças sobrenaturais malignas e benéficas. (MATTOS, 2008).

Dentre as diversas contribuições desse grupo, pode-se destacar a influência no campo lingüístico, seus traços fazem parte de nosso vocabulário, palavras como fubá, forró, cachaça, cochilar entre muitas outras. (MATTOS, 2008). Outro elemento que representa um vasto legado de variedades é percebido nas formas de expressões musicais como o rap, samba, soul, blues, funk. O samba originou as escolas de samba, criadas a partir da movimentação dos núcleos de cultura (associações), as escolas tem grande destaque como representante da cultura afro-brasileira e da movimentação dos turistas, o carnaval é abordado na promoção e divulgação de São Paulo, por entidades como a SP Turis.

Há várias manifestações que envolvem ambos, música e dança como é o caso do batuque. (MATTOS, 2008. p. 178) descreve essa manifestação da seguinte maneira, “manifestação em que os dançarinos, homens e mulheres, ficavam numa espécie de círculo, cantando músicas em suas línguas e acompanhando o bater de palmas”. O Maracatu foi construído em torno da manifestação festa de coroação “reis e rainhas do Congo”, são utilizados instrumentos que dão o seu ritmo tambores, atabaques, zabumbas e cantos de origem africana são entoados. Entre estas manifestações tantas outras são expressivas como o afoxé, a congada, tambor de crioula, maxixe, bumba meu boi, folia de reis entre outras. Complementam esse

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Divindades criadas por Deus, que representam na terra as forças da natureza. Iemanjá; Oxum; Xangô; Oxalá entre outros. Disponível em http://www.umbandadobem.com

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6 campo os instrumentos como o berimbau e o gingado de sua dança. (MATTOS, 2008).

De todas as manifestações presentes, a mais difundida e praticada é a capoeira, que inicialmente tinha o intuito da resistência ao roubo e depois passou a ser vista como uma dança lúdica. Lima; Mattos (2008) registra o seguinte:

[...] quando ameaçados por roubo dos produtos que vendiam pelas ruas, em cestos chamados capoeiras, faziam movimentos corporais que pareciam uma dança. A capoeira era, então, inicialmente uma forma de resistência contra roubos cotidianos, de disputas de poder entre escravos e libertos, bem como de oposição ao sistema escravista.

Os praticantes da capoeira passaram a sofrer represálias, pois sua prática foi proibida e se tornou ilegal, ficou vista como uma atividade de criminalidade e vadiagem. Contudo, continuou a ser praticada a escondida, em terrenos, quintais. Após a abolição da escravatura sua prática começou a ser aperfeiçoada e sua aceitação foi ocorrendo com o passar do tempo e dos acontecimentos.

No campo da gastronomia há grande relação dos costumes dos negros africanos presentes no costume dos brasileiros, as técnicas de preparo como o cozimento dos alimentos e os produtos utilizados no preparo de pratos tradicionais que representam o Brasil, como o dendê e a feijoada, os utensílios para o preparo dos pratos como as panelas de barro. Dentre os pratos que representam esta etnia o que mais recebe destaque é a feijoada. (LIMA; MATTOS, 2008).

O Brasil é uma nação multiétnica, fator preponderante para se desenvolver o turismo étnico. Esta segmentação vem sendo explorada em alguns lugares como é o caso da Bahia e Rio de Janeiro, sendo que em outros ainda se mostra pouco expressiva como é o caso da cidade de São Paulo.

2.3 Turismo Étnico na cidade de São Paulo

Alguns estados ganharam destaque nesse nicho, como o Rio de Janeiro em que se situam museus ricos em informações históricas do período colonial e a Bahia, com seu patrimônio etno-histórico que recebeu incentivo do poder público para o

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7 desenvolvimento do Pelourinho – que revela a conscientização e o orgulho dos valores da raça negra.

Aos poucos essa segmentação vem ganhando força e evidenciando os espaços e atividades com grande potencialidade de demanda doméstica e turística.

A Organização Mundial do Turismo (OMT, 2003, apud CARDOZO e MELO, 2003, p. 168) entende que o Turismo étnico é voltado para “as tradições e estilo de vida de um grupo e utilizado principalmente para destacar o turismo nas comunidades ou enclaves específicos, em processo de desenvolvimento.”

Esta segmentação está vinculada ao Turismo Histórico-Cultural e de acordo com Cardozo (2006) pode ser encarado como uma segmentação do Turismo Cultural, que relacionada às idéias de etnicidade (autóctone ou transplantada) se torna uma das motivações da visita. Isso acaba contribuindo com a conservação da história de uma localidade e posteriormente, com seu legado.

Essa conservação é visível, de acordo com Bastos (2006), por meio da diversidade cultural da cidade de São Paulo que é materializada a partir das áreas de forte concentração étnica (bairros) as diferentes identidades que compõem a cidade permeiam a trama urbana, tornando-se recursos atualmente valorizados pelos programas de exploração turística.

Segundo Cardozo (2006, p. 144), o conceito de Etnicidade está relacionado:

[...] à preservação de características, manifestações e produtos culturais próprios de um povo ou de uma comunidade, percebidos em situações sócias que diferem das suas próprias (contextos de diferença). Acirra-se o debate para além da etnicidade em si, tocando as possibilidades de sua possível apropriação pelo Turismo.

A influência desta segmentação diante ao mercado pode ser observada em meio a sua apropriação também por empresas privadas, como é o caso da prestadora de serviços turísticos Grafitt Viagens e Turismo que se utilizou da temática afro para elaborar um circuito intitulado “Afro São Paulo” para promover a “expressão da cultura e da arte negra na cidade de São Paulo”.

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8 A exploração comercial do patrimônio cultural mediante sua conversão como atrativo turístico é vista como uma opção de conservação dos bens, além da preservação por parte da relação identitária do morador e trocas culturais e sociais por parte dos turistas que buscam uma vivência diferente do seu cotidiano. O deslocamento, principal objetivo do turismo, possibilita por meio da motivação cultural informativa ao viajante, o contanto com novas experiências em um meio social distinto ou familiar ao seu.

Em São Paulo, a atração de turistas motivados pelo interesse do turismo étnico, no caso da cultura do negro, ainda é pouco expressiva, sendo que um dos ícones culturais que mais recebem destaque na cidade por já estar consolidado pelo mercado é o carnaval. Contudo no âmbito da cultura afro brasileira, São Paulo tem potencial para incluir na oferta turística e colocar a disposição de todos outras manifestações, bens públicos e eventos como, por exemplo, a Feira Preta Cultural, que é o maior evento de cultura negra da América Latina – une cultura e comércio de produtos étnicos em uma grande celebração que encerra o mês da consciência negra.

Cardozo (2006, p. 144) acredita que para sobreviver os produtos culturais étnicos necessitam ter um significado para sua comunidade:

Os produtos culturais étnicos podem ser variados: obras arquitetônicas; festividades; idiomas e/ou expressões; trajes típicos; grupos artísticos de música e dança; gastronomia; tradições orais; religiosidade; literatura e tantos outros que facultam exprimir significância cultural para aquele povo e/ou demarcar suas fronteiras (étnicas/culturais) demonstrando sua presença.

Os produtos culturais étnicos representados pelos atrativos a seguir são de acesso interno enquanto que outros são meramente contemplativos. Revelam a influência cultural dos negros africanos diante a diversidade cultural brasileira, expondo crenças, tradições, hábitos e histórias.

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2.4 Análises dos Atrativos Afro-Culturais selecionados na pesquisa

Em um primeiro instante a seleção dos atrativos se deu pelos espaços já conhecidos pela autora deste trabalho (Museu Afro Brasil, Monumento a Mãe Preta e Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos). A partir daí surgiu o interesse em conhecer outros espaços semelhantes (Memorial da América – Painel dos povos afros, Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE).

A escolha dos atrativos teve como foco os museus e monumentos situados na cidade de São Paulo. A maioria dos atrativos mencionados estão situados na região central da cidade de São Paulo, sendo que seu acesso é viável por ônibus ou metrô. Para um prévio conhecimento dos atrativos, observe-se o quadro a seguir:

Quadro 01: Atrativos Afro-Culturais analisados e sua localização na cidade de São Paulo

ATRATIVOS AFRO-CULTURAIS

Região Oeste

Butantã Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE) Barra Funda Memorial da América Latina

Região Sul Moema Museu Afro Brasil

Região Central

Largo Paissandu Monumento a Mãe Preta /

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos Praça da Sé Marco Sincrético da Cultura Afro Brasileira

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Museu Afro Brasil

Figura 1 - Museu Afro Brasil

Fonte: http://www.mapadassensacoes.com.br

O Museu Afro é uma Instituição Social de Cultura, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), vinculado à secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Inaugurado em 23 de outubro de 2004, surgiu por meio de uma iniciativa de Emanoel Araújo que é também o curador do espaço. A preservação do patrimônio afro-brasileiro ocorre não só através da arte clássica e contemporânea, mas também por meio de documentários, tradições religiosas e festivas. Este museu etnográfico é consagrado como um centro de reflexão e consagração histórica. Museu Afro Brasil (2010).

Possui um acervo com mais de cinco mil obras, entre esculturas, pinturas, fotografias, documentos, livros de autores estrangeiros e brasileiros. Suas exposições são temporárias e de longa duração. O acervo permanente é dividido em

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11 seis núcleos. “África” apresenta a diversidade étnica dos negros por meio de seus territórios e tribos no continente Africano, suas tradições e comportamentos, o que mais se destaca neste saguão é a variedade de máscaras expostas. “Trabalho e escravidão” esse espaço relata a rota do deslocamento das regiões da África até o Brasil, das etnias que o compuseram no período colonial, esse fato pode ser visualizado em um mapa que se encontra neste saguão. O núcleo também expõe as ferramentas de trabalho dos escravos e as de tortura, destaque para a réplica do porão de um navio negreiro. “O sagrado e profano” aborda o sincretismo religioso e as tradições festivas católicas. “Religiosidade Afro-Brasileira” mostra a adaptação dos ritos africanos sobre as tradições católicas, suas celebrações como o Maracatu, Congadas, “História e Memória”, e “Arte” representa a parte literária e artística, expõe as pessoas que tiveram seus nomes homenageados em ruas e avenidas e artistas que se destacaram nos meios sociais. Esses núcleos possibilitam uma narrativa histórica seqüencial.

Possui uma biblioteca, Carolina Maria de Jesus. No primeiro piso há uma loja de souvenir ligado a cultura, livros, artefatos, camisetas, bijuterias, entre outros objetos. O Núcleo de Educação conta com profissionais para o agendamento de visitas orientadas e oficinas. Possui acesso para deficientes físicos e a integração de pessoas com necessidades especiais é possível por meio do programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e acessibilidade” que permite a participação nas atividades.

O serviço de monitoria precisa ser previamente agendado por email ou telefone, o solicitante tem que responder um questionário para solicitar o serviço.

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Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE)

Figura 2 – Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo

O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE/USP) foi criado em 1989. O acervo conta com 100 mil peças vindas de coleções antigas dos setores de Arqueologia e Etnologia do Museu Paulista, do Instituto de Pré-História, do antigo Museu de Arqueologia e Etnologia, do Departamento de Antropologia da USP e das pesquisas de professores e alunos.

A exposição permanente “Forma de Humanidades” é divida em três setores: o setor A representa a Etnologia Brasileira (indígenas); o setor B Etnologia Africana; e, o setor C Arqueologia do Mediterrâneo e Médio-Oriente (egípcios e romanos).

Esta exposição de longa duração “divulga questões ligadas à subsistência e organização econômica, à tecnologia relacionada à elaboração dos artefatos, às

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13 distintas celebrações e formas de representação das diferentes sociedades vinculadas ao acervo da instituição.” MAE (2010)2

.

Para adentrar no local há uma pequena escada e uma rampa de acesso aos cadeirantes. Dentro dos espaços os objetos referentes à cultura africana são expostos em painéis de vidro, logo acima há uma descrição do que é observado e abaixo o respectivo nome de cada peça.

O acervo africano intitulado como “África: Culturas e Sociedades” apresenta uma grande diversidade de objetos da África Ocidental representando diferentes sociedades africanas (adornos, máscaras, estátuas, tecidos, objetos de culto aos ancestrais) tecnologia e técnicas utilizadas (metalurgia, ferramentas de trabalho, escultura, tecelagem e trançado). O museu mostra os aspectos da diversidade cultural dos diversos povos africanos.

Em cada acervo há a presença de um segurança para acompanhar os visitantes e manter a ordem e zelo do espaço. Contudo não há a presença de um monitor para informações sobre contexto histórico relacionado às obras contidas no espaço. A presença do monitor é oferecida somente para grupos escolares agendados, visitações espontâneas correm o risco de não ter o auxilio de um monitor. A organização quanto às placas informativas sobre os objetos expostos é excelente. O Museu tem projetos educativos com públicos não escolares também, são eles: Projeto Patrimônio Cultural e Memória para a terceira idade (visita orientada e oficinas de desenho e argila). Férias no MAE (atividades educativas e lúdicas para crianças e jovens de 05 a 12 anos). Comunidade São Remo (ação educativa realizada junto com uma escola da comunidade São Remo por meio de visitas e oficinas).

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Transcrição do painel de apresentação do museu, localizado na entrada juntamente com um texto introdutório sobre os três acervos que o compõem.

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Memorial da América Latina

Figura 3 - Fundação Memorial da América Latina

O Memorial da América Latina é um Centro Cultural construído pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi inaugurado em março de 1989. No Salão de Atos encontram-se o Painel Tiradentes, de Cândido Portinari e o Painel dos Povos Afros, juntamente com mais cincos obras (Painel dos Povos Pré Colombianos, Painel dos Conquistadores, Painel dos Imigrantes, Painel dos Libertadores e Painel dos Edificadores) que compõem os seis painéis heráldicos 3·, painel em baixo relevo de concreto mede 4 m de largura e 15 m de comprimento, criados por Poty e Caribé.

Cada painel representa os povos que tiveram participação determinante na construção da história do Brasil, e seguem uma linhagem cronológica dos povos na América do Sul.

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Arte de formar e descrever o brasão de armas, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo de um escudo.

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15 O Painel dos Povos Afros aborda os aspectos da escravidão e a contribuição cultural dos negros africanos. No concreto foram talhados símbolos representantes da cultura africana e seu contexto histórico. Caravelas no alto do concreto revelam o tráfico negreiro. Na parte central logo acima há um figura que representa o orixá Ogum no interior de seu corpo há inúmeras ferramentas de ferro, sendo ele o deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia, foi ele quem ensinou os negros a forjarem o aço e o ferro. Abaixo há o símbolo de Iemanjá representada por uma sereia, há figuras de homens saindo de seu ventre representam os outros orixás, Iansã, Oxum entre outros. Na parte de baixo do painel há figuras que representam a contribuição musical dos negros reconhecidos por instrumentos, uma figura segura um pandeiro, outra segura um trompete, o carnaval e capoeira também são ilustrados nesta obra. O Local permite o acesso de cadeirantes e sua livre circulação dentro do espaço. Um monitor fica à disposição, caso seja solicitado. Não há nenhum tipo de informativo resumido sobre as obras dentro do espaço. Sendo o monitor o único que possui informações das mesmas.

Monumento a Mãe Preta

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16 Obra de Júlio Guerra, feita em bronze que foi inaugurada em 23 de janeiro de 1955, nas comemorações de encerramento do IV Centenário da Cidade de São Paulo. O monumento foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP).

A estátua retrata o momento da amamentação em que uma escrava (ama de leite) amamenta uma criança branca. Os traços da estátua são grotescos sendo os pés e mãos desproporcionais ao seu corpo, essas características desagradaram alguns militantes que defendiam a visão acadêmica de mucama bonita. Sua localização no Largo do Paissandu se deve pelo ponto de referência do local para a comunidade negra, uma vez que a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos construída pelos e paras os negros também está localizada no Largo, local onde se comemora a libertação dos escravos, no dia 13 de maio. Prefeitura da cidade de São Paulo – Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). A obra é tombada, mas não apresenta traços de conservação. Traços de abandono são evidentes, pichações podem ser vistas em suas laterais.

Na pedra há uma transcrição talhada com os seguintes dizeres: “Na escravidão do amor a criar filhos alheios rasgou qual pelicano as maternas entranhas e deu a pátria livre em holocausto os seios”.

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Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Figura 5 - Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

A igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos foi construída pelos negros por volta de 1721 para ser freqüentadas por eles, pois eram proibidos de freqüentarem as mesmas igrejas que os brancos. Sua localização se dava no Largo do Rosário, local habitado pelas altas camadas sociais. Após vários protestos e com a “ideologia de modernização e higienização da cidade”, foi decidido à remoção da igreja para outra área periférica da cidade o que ocasionou a expulsão das camadas populares para a periferia. Sendo assim foi demolida e reconstruída no Largo do Paissandu, sendo inaugurada no dia 22 de abril de 1908. (LOPES; DOMENICO, 2002).

A igreja é administrada pela Irmandade dos Homens Pretos, grupo formado por escravos e negros nobres no século XVIII. A igreja de estrutura simples é de estilo colonial, e no seu interior há traços do estilo rococó, além de abrigar diversas

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18 imagens da antiga igreja. É possível visualizar a estátua já mencionada aqui “Mãe Preta” de Júlio Guerra, ao lado da Igreja.

Pela manhã devido à realização da missa, que ocorre em três horários, a igreja fica aberta. No período da tarde, o portão que envolve a igreja para tentar conservá-la, é trancado. Encontra-se na mesma situação do monumento a Mãe Preta, abandonada. A fachada externa da igreja encontra-se pichada, sua pintura já esta descascada, grades e janelas encontram-se sobre o efeito de corrosão. A praça é utilizada para dormir e feita de banheiro público, além de reunir usuários de drogas, moradores de rua e prostitutas.

Marco Sincrético da Cultura Afro Brasileira

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19 Representa uma das várias manifestações artísticas de matriz africana espalhadas pela cidade de São Paulo. A obra de Concreto Armado criada por Rubens Valentim, um dos representantes da cultura afro-brasileira, construída em 1979, mede 8,50 m e está instalada na Praça da Sé. A figura geométrica busca representar a cultura popular afro-brasileira, sobretudo o candomblé. A escultura pública revela nossas origens como povo. Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais (2010).

A escultura divide espaço com outras obras já conhecidas, como a catedral da Sé e o Palácio da Justiça. Seu tamanho a deixa bem visível, contudo não há nenhum informativo referente à mesma, nem o que representa e muito menos o nome do autor da obra. Há uma base comunitária localizada no espaço.

3. Considerações Finais

Os lugares expressantes da cultura afro-brasileira são pouco explorados, divulgados e valorizados. As regiões onde se encontram os atrativos contemplativos - Largo do Paissandu e Praça da Sé - sofrem carências de apoio ao turismo, o que oferece dificuldades para a execução de uma visitação com segurança. Foi possível observar que os monumentos estão à mercê do abandono e degradação. No entanto os atrativos que possuem estrutura interna – Museu Afro Brasil, Memorial da América Latina e Museu de Arqueologia e Etnologia da USP - encontram-se em boas condições com acervo variado de artefatos.

A população tem de ser conscientizada do seu importante papel de conservar o seu patrimônio. Compete ao poder público mobilizar a população para a importância do assunto: a preservação é dever do Estado e direito da comunidade.

O desenvolvimento de ações afirmativas no âmbito de promover e preservar a cultura afro abordarão outra questão que assola a sociedade brasileira: a questão do preconceito. Há aqueles que não reconhecem a cultura afro-brasileira como parte integrante da sua cultura. Essas ações têm como objetivo combater a desigualdade social promovida pela discriminação fator preponderante no não reconhecimento desta cultura como integrante da cultura brasileira.

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20 As ações citadas a seguir são sugeridas como forma de aprimoramento e inclusão dos atrativos a exploração por meio do turismo étnico:

 Elaborar um detalhado inventário dos atrativos localizados na cidade de São Paulo. Avaliando os que apresentam significância para a temática afro cultural e que tenham potencial para motivar o interesse da população e posteriormente dos turistas em conhecê-los. As informações levantadas serão trabalhadas no desenvolvimento da oferta turística - estrutura, serviços e veiculação.

 Definir as circunstâncias para a realização das visitas às áreas onde se encontram os monumentos garantindo as condições adequadas de segurança ao bem público e aos visitantes. Disponibilizar os serviços necessários para a permanência dos visitantes – melhores condições de limpeza, aprimorar os suportes como banheiros, áreas de alimentação, acessibilidade, transporte, estacionamento. A recuperação e manutenção das áreas e equipamentos contribuirão com a visitação destes lugares como fonte de lazer e conhecimento.

 Proteger o patrimônio material e imaterial através do tombamento, para que haja maior comprometimento com os atrativos ao ponto de recuperar, incentivar, apoiar, conservar e promover a manutenção do patrimônio.

 Valorizar as obras do ambiente externo colocando placas de sinalização turísticas (localização e idioma alternativo para os turistas) e interpretativas, relatando o autor da obra e sua importância histórica.

 Estimular o acesso dos moradores para se criar um vínculo de memória, identidade e afeto com o local, para assim então incentivar o deslocamento de turistas aos espaços citados. Explorar e oferecer novas formas dos moradores redescobrirem e apreciarem os atrativos por meio da interpretação e educação patrimonial.

 Aliar os atrativos a possibilidade pedagógica como já ocorre nos museus, estimulo de projetos (visitação, atividades, interpretação, cursos) que busquem

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21 desenvolver a consciência de cidadania, identidade e educação patrimonial nos formadores de opiniões e ações (crianças, jovens e adultos).

 Criar material audiovisual introdutório sobre a literatura, a cultura afro-brasileira e a história do lugar de forma a apresentar o patrimônio material e imaterial do ambiente visitado possibilitando a ampliação do conhecimento.

 Elaborar um city tour motivacional sem fins lucrativos, direcionado a um público específico com interesses na questão histórica e cultural. Incluir outros espaços culturais como as ONGs (entidades sem fins lucrativos) voltadas para esta temática. Abordando também calendários das festas populares e eventos culturais. A composição de uma oferta turística terá um papel estratégico para o desenvolvimento da cidade como um polo reprodutor da cultura afro.

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Referências Bibliográficas

AFRO EDUCAÇÃO. Disponível em: <http://www.afroeducacao.com.br>. Acesso em: 01/08/10.

BARRETO, Margarita. Turismo e Legado Cultural. São Paulo: Papirus, 2003.

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FIGUEIRA, Carolina. A importância do Marketing em Patrimônios

Históricos-Culturais. Artigo

GOULART, Marilandi. e SANTOS, Drª. Roselys Izabel C. dos. Uma abordagem Histórico-Cultural do Turismo. Turismo-Visão e Ação. vol. 1, n. 1, p. 19-20. jan/ jun. 1998.

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MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA. Disponível em:

<http://www.mae.usp.br/>. Acesso em: 05/04/2011.

MATTOS, Regiane Augusto de. História e Cultura Afro-Brasileira. São Paulo: Contexto, 2008.

MELLO, Bruno Almeida de. Turismo e Antropologia: uma aproximação possível.

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MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA. Disponível em:

<http://www.paulinas.org.br/arquivos/memorial.pdf>. Acesso em: 23/10/2010. MOLINA, Sergio. O pós-turismo: Organização Mundial do Turismo. In:

CARDOZO, Poliana Fabíula. Considerações preliminares sobre o produto turístico étnico. Pasos, Revista de Turismo y Patrimônio Cultural. Amapá, vol. 4 n° 2 p. 143-152. 2006

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23 MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma Lino. O Negro no Brasil de Hoje. São Paulo: Global, 2006.

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RODRIGUES, Marly. Preservar e consumir: o patrimônio histórico e o turismo. In: FUNARI, Pedro Paulo e PINSKY, Jaime. Turismo e Patrimônio Cultural. São Paulo: Contexto, 2003.

REVISTA SP ORG. Disponível em: <www.revistasp.org>. Acesso em: 01/08/10. SCHWARCZ, Lilia Moritz. Retrato em Branco e Negro. São Paulo: Schwarcz, 2008. SIQUEIRA, Euler David de. O melhor lugar do mundo é aqui: etnocentrismo e representações sociais nas revistas de turismo. Revista Hospitalidade, São Paulo, ano IV, n. 1, p.11-33, e sem. 2007

SP TRANS. Disponível em: <www.sptrans.com.br>. Acesso em: 24/09/2011.

UMBANDA DO BEM. Disponível em: <www.umbandadobem.com>. Acesso em: 11/10/2011.

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Anexos – Serviços

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos / Monumento a Mãe Preta

Endereço: Largo Paissandu

Funcionamento da igreja: 2a. – 6a.: 7h às 19h / Sáb: 8h às 10h / Dom: 7h às 12h Como chegar:

Metrô República / Metrô São Bento

Ônibus – 8600-21 Terminal Pirituba / 8600-10 Largo do Paissandu / 9501-10 Paissandu / 9501-21 Terminal Princesa Isabel / 8500-10 Metro Barra Funda / 8544-10 Largo do Paissandu. (Outras opções de ônibus consultar SPTrans).

Marco Sincrético

Endereço: Praça da Sé Como chegar:

Metrô Sé / Metrô São Bento

Ônibus – 35 Jardim Guanca – Praça da Sé / 2182-10 Pça. do Correio / 2175-10 Pça. Da Sé / 2171-31 Pq. D. Pedro II / 272N-41 Pq. D. Pedro LI / 272N-2175-10 Pq D. Pedro II. (Outras opções de ônibus consultar SPTrans).

Memorial da América Latina

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda. Funcionamento: Terça a domingo das 9h ás 18h

Como chegar:

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25 Ônibus – 148P Jd. Pery – Lapa / 8686 Mangalot – Pça Ramos de Azevedo / 8538 Vila Lara – República / 7702 Usp – Metro Barra Funda / 407M Jd. Da Glória – Vila Madalena. 875P-10 Metro Ana Rosa / Metro Barra Funda. (Outras opções de ônibus consultar SPTrans).

Fone: (11) 3823-4600

Museu Afro Brasil

Serviços:

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ n Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega. Parque Ibirapuera – Portão 10.

Funcionamento: Terça a domingo das 10h às 17h Como chegar:

Metrô mais próximo Brigadeiro

Ônibus: 175T-10 Metrô Santana - Metrô Jabaquara / 5154-10 Term. Santo Amaro – Est. Da Luz / 6358-10 Jd. Luso – Terminal Bandeira / 5370-10 Terminal Varginha – DETRAN / 536221 Grajaú – Praça da Sé. (Outras opções de ônibus consultar SPTrans).

Fone: (11) 5579-0593

Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE)

Serviços:

Endereço: Av. Prof. Almeida Prado, 1466 – Cidade Universitária. Funcionamento: De terça a sexta das 9h às 12h e das 13h30 às 17h Como chegar:

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26 Ônibus: 7181 Anhangabaú – Cidade Universitária / 702U Terminal Parque D. Pedro – Butantã / 701U Jaçanã – Butantã / 477U Sacomã – Butantã / Circulares 01 e 02 (Circulam dentro da cidade Universitária. Ponto inicial em frente a faculdade de Educação Física). (Outras opções de ônibus consultar SPTrans).

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