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1ª PARTE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

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Academic year: 2021

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ATIVIDADES COMPLEMENTARES AP3/3B

Profa.: Marta Geraldini Disciplina: Língua Portuguesa Turma: 9

o

ano Conteúdos:

• Crônica Argumentativa;

• Pronomes Relativos;

• Funções sintáticas dos pronomes relativos;

• Oração Subordinada Adjetiva;

• Funções do “que”.

___________________________________________________________________________________

1ª PARTE – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO O IMPÉRIO DA VAIDADE

Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes.

O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar milk-shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça — a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada —, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com amigos, tomar caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida — isso é prazer.

Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.

Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio.

Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis — mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, na compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.

O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores). O esoterismo não acaba nunca — só muda de papa a cada Bienal do Livro —, assim como os cursos de autoconhecimento, auto-realização e, especialmente, autopromoção. O narcisismo explica nossa ânsia pela fama e pela posição social. É hipocrisia dizer que entramos numa academia de ginástica porque estamos preocupados com a saúde. Se fosse assim, já teríamos arrumado uma solução para questões mais graves, como a poluição que arrebenta os pulmões, o barulho das grandes cidades, a falta de saneamento.

Estamos preocupados em marcar a diferença, em afirmar uma hierarquia social, em ser distintos da massa. O cidadão que passa o dia à frente do espelho, medindo o bíceps e comparando o tórax com o do vizinho do lado, é uma pessoa movida por uma necessidade desesperada — precisa ser admirado para conseguir gostar de si próprio. A mulher que fez da luta contra os cabelos brancos e as rugas seu maior projeto de vida tornou-se a vítima preferencial de um massacre perpetrado pela indústria de cosméticos.

Como foi demonstrado pela feminista americana Naomi Wolf, o segredo da indústria da boa forma é que as pessoas nunca ficam em boa forma: os métodos de rejuvenescimento não impedem o envelhecimento, 90% das pessoas que fazem regime voltam a engordar, e assim por diante. O que se vende não é um sonho, mas um fracasso, uma angústia, uma derrota.

Estamos atrás de uma beleza frenética, de um padrão externo, fabricado, que não é neutro nem inocente. Ao longo dos séculos, a beleza sempre esteve associada ao ócio. As mulheres do Renascimento tinham aquelas formas porque isso mostrava que elas não trabalhavam. As belas personagens femininas do romantismo brasileiro sempre tinham a pele branca, alabastrina — qualquer tom mais moreno, como se sabe, já significava escravidão e trabalho. Beleza é luta de classes. Estamos na fase da beleza

COLÉGIO ALMIRANTE TAMANDARÉ

Credenc. e autorização de funcionamento do Ens. Fundamental.

Deliberação CEE/MS Nº 10.278, de 19 de dezembro de 2013.

Educ. Infantil – Aut. Del. CEE/MS Nº 1872 de 04 de fevereiro de 2016.

2002

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ostentatória, que faz questão de mostrar o dinheiro, o tempo livre para passar tardes em academias e mostra, afinal, quem nós somos: bonitos, ricos e dignos de ser admirados.

(Paulo Moreira Leite, Revista Veja, 23/8/1995.)

01. O autor faz uma contraposição entre dois tipos de prazer: o prazer gratuito e o prazer comprado.

a) Segundo o ponto de vista dele, quais dos itens seguintes definem o prazer gratuito?

• O prazer é físico, relaciona-se com o corpo.

• O prazer está em ter um corpo bonito.

• O prazer é feito de coisas simples.

• O prazer consiste em descansar, desligar-se e relaxar.

b) De acordo com esse conceito, uma pessoa pobre pode ter prazer? Por quê?

c) Qual dos dois tipos de prazer é mais valorizado socialmente? E por que isso ocorre, segundo o texto?

02. Segundo o texto, o prazer comprado não é espontâneo, mas induzido.

a) Qual é o papel dos meios de comunicação na promoção dos “prazeres comprados”?

b) Por que, na opinião do autor, o prazer comprado está ligado ao narcisismo e à competição?

c) Quais são os três exemplos citados pelo texto como “prazeres narcisistas”?

03. O autor afirma que vivemos numa cultura atroz, que nos impõe padrões de beleza. Contudo, afirma que não vivemos a “ditadura do corpo”, mas o “massacre da indústria e do comércio”. De acordo com o texto:

a) Quando são transmitidos padrões de beleza física, existe uma preocupação com a saúde das pessoas?

Por quê?

b) Você vê diferença entre ser vítima da “ditadura do corpo” e vítima do “massacre da indústria e do comércio”?

04. Compare estes trechos do texto:

• “Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida — isso é prazer.”

• “Estamos preocupados em marcar a diferença, em afirmar uma hierarquia social, em ser distintos da massa.”

a) Qual desses trechos se refere à competição como obstáculo ao prazer?

b) Qual deles sugere que o prazer está na própria competição?

05. Observe, agora, os trechos destacados nestes dois fragmentos:

• “O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores).”

• “Estamos atrás de uma beleza frenética, de um padrão externo, fabricado”

No 1º trecho, o autor enfatiza a busca de “mundos interiores” e, no 2º, de um “padrão externo”. Há contradição nas afirmações do autor? Explique por quê.

06. No último parágrafo, o autor afirma que a relação entre beleza e ócio (a negação do trabalho) é histórica. De acordo com o texto:

a) Por que as mulheres gordinhas eram consideradas bonitas no Renascimento (século XVI)?

b) Por que as mulheres brancas e pálidas eram consideradas o ideal de beleza no Romantismo (século XIX)?

c) E hoje qual é o ideal de beleza feminina?

d) Qual é a relação entre esse ideal de beleza e o ócio, hoje?

07. Leia estes fragmentos:

• “Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.”

• “O que se vende não é um sonho, mas um fracasso, uma angústia, uma derrota.”

De acordo com esses fragmentos, qual das seguintes afirmações é correta?

a) A indústria da vaidade não apenas interfere nos comportamentos e modismos, mas também acaba influenciando a condição psicológica das pessoas.

b) A indústria da beleza realiza o sonho daqueles que, por falha da natureza, são desprovidos de beleza.

c) Se a indústria da beleza tem tantos consumidores, é porque ela tem atendido aos interesses deles

satisfatoriamente.

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d) O autor se refere à nossa cultura como atroz porque os fracassos de nossos “sonhos de beleza” são a sustentação da indústria da vaidade.

08. Qual dos itens abaixo sintetiza melhor as ideias do texto?

a) O texto faz uma crítica ao narcisismo.

b) O texto discute e critica os comportamentos narcisistas de uma sociedade competitiva.

c) O texto denuncia a manipulação dos meios de comunicação, que criam necessidades de consumo relacionadas a padrões de beleza.

d) O texto faz uma crítica à mentalidade narcisista, consumista e competitiva da sociedade — largamente difundida pelos meios de comunicação —, que tem transformado o prazer comprado na única forma válida de prazer.

2ª PARTE – ANÁLISE LINGUÍSTICA

01. Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, respeitando a regência:

1. Esta é a música ___________ (que OU de que) o povo gosta.

2. E o Brasil acabou chegando ao gol __________ (que OU de que) tanto precisava.

3. Esta é a marca _________ (que OU em que) o mundo confia.

4. Estes são os dados ________ (que OU a que) fizeram referência.

5. Este é o diretor ________ (que OU quem OU a quem) sempre respeitei.

6. Aqui está a lista dos técnicos ____________ (que OU com que OU com quem) pretendo viajar para Brasília.

7. Ainda não conheço a secretária do diretor _________ (de quem OU do qual) o chefe fala tanto.

8. Não gosto muito do assunto ___________ (sobre que OU sobre o qual) conversamos ontem na reunião.

9. Isto aconteceu na semana ___________ (durante que OU durante a qual) fizemos um curso de aperfeiçoamento.

10. É um funcionário __________ (cujo OU cujo o) trabalho é sempre muito elogiado.

11. Ele é uma pessoa __________ (cujos OU com cujos OU com os quais) ideais simpatizamos muito.

12. É um político _____________ (cujas OU contra cujas OU contra as quais) ideias lutamos por toda a vida.

13. Não concordo com os argumentos _____________ (onde OU nos quais) os advogados se basearam.

14. Isto ocorreu no mês __________ (onde OU no qual) o governo alterou sua política econômica.

15. Esta é a rua ________ (onde OU aonde) eles moram.

16. Esta é a empresa ___________ (onde OU aonde) nós trabalhamos.

17. Esta é a praia ___________ (onde OU aonde) ela sempre vai aos domingos.

18. Não sei _________ você vem, ________ está nem ________vai. (onde OU aonde OU de onde) 19. Este é o livro ________ páginas deixei um recado escondido. (cujas OU em cujas)

20. Minhas amigas sempre têm informações ____________ não quero saber. (em cujas OU sobre as quais OU em que)

02. Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, precedido ou não de preposição:

1. São estes os voluntários __________ a organização depende tanto.

2. Recebemos os catálogos __________ páginas vi a tal propaganda.

3. Aqui estão os produtos __________ se fez tanta propaganda.

4. Estes são os objetivos __________ estamos voltados no momento.

5. Eis os políticos ____________ ideias se anima o país.

6. Foram as peças de teatro _________ assisti em Paris.

7. São muitos os doentes __________ nossos médicos devem assistir.

8. Não sei o motivo ___________ eles não vieram.

9. Este é o assunto _____________ discutíamos ontem.

10. É nesta rua __________ fica o depósito da nossa empresa.

11. Não sei o ponto __________ você pretende chegar.

12. Nunca soube a hora ____________ vocês se encontravam.

13. Isto ocorreu no período ____________ ele era o presidente da empresa.

14. Desconheço o modo _________ ele resolveu o problema.

15. Deve ser este o método ________ ele sempre agia.

16. Deve ser este o método ________ ele sempre adotava.

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17. Isto é tudo __________ eles possuíam.

18. Descobri o problema _________ devia informá-lo.

19. Descobri o problema _________ devia informar-lhe.

20. Esta é a proposta _______ ele se referiu.

03. Indique a funções sintáticas dos pronomes relativos em:

01- Preciso conversar com os alunos que farão 2ª chamada.

2- Ainda não entendi os exercícios que o professor explicou ontem.

3- Por favor, empreste-me o dinheiro de que necessito.

4- Não trouxeram o material do qual têm necessidade.

5- Educação Física era a atividade de que mais gostava na escola.

6- A cidade em que mora não é muito grande.

7- Todos gostavam da criança que ele foi.

8- O homem de quem sempre desconfiei revelou-se mau-caráter.

9- Seu olhar, que era sincero, revelava toda sua dor.

10- Gostaria de rever as pessoas com quem conversei naquela noite.

11- O aluno cujos pais me procuraram não veio à escola hoje.

12- Não são muitas as pessoas em quem tenho plena confiança.

13- Não é muito o dinheiro de que preciso.

14. A distância, que fortalece a amizade, enfraquece o amor.

15. Este é o caminho por onde sempre me perco.

04. Quanto à classificação das orações subordinadas adjetivas abaixo, a correta opção é:

Os pais que cuidam dos seus filhos merecem aplausos.

Esta equipe, cujo técnico não incentiva seus atletas, sempre perde.

A casa, onde moramos, parece abandonada.

A) restritiva, restritiva, explicativa.

B) explicativa, explicativa, explicativa.

C) explicativa, restritiva, explicativa.

D) restritiva, explicativa, explicativa.

05. Identifique a alternativa que se encontra uma oração subordinada adjetiva restritiva.

A) Sei que ainda não disse tudo.

B) Este é o apartamento que comprei.

C) Ela chegou, lavou as mãos e saiu.

D) Assim que chegou, dormiu.

06. Identifique a alternativa que se encontra uma oração subordinada adjetiva explicativa.

A) Eram músicas que contagiavam.

B) Os homens, que são seres racionais, merecem nosso diálogo.

C) A televisão apresenta cenas que agridem.

D) Viajaram a lugares por onde nunca sonharam passar.

07. Classifique os períodos e as orações conforme o modelo dado:

Minha mãe, que é filha de italianos, herdou a pronúncia de meus avós.

Período composto por subordinação.

1ª oração: Minha mãe herdou a pronúncia de meus avós - oração principal.

2ª oração: que é filha de italianos - oração subordinada adjetiva explicativa.

A) Existem palavras cujos significados são explicados pelo contexto.

B) O filho, que era irresponsável, vivia faltando ao emprego.

C) leremos este capítulo que nos foi pedido pelo professor.

D) Respeitemos as pessoas que trabalham.

E) Tratava-se de um cargo a que todos aspiravam.

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F) Colocaram uma questão a qual me parecia muito estranha.

G) Este biólogo, que é um pesquisador, dedica-se ao combate da poluição ambiental.

08. Estabeleça a diferença de sentido entre as orações adjetivas dos períodos abaixo:

a) Os cachorros que são peludos foram tosados ainda há pouco.

b) Os cachorros, que são peludos, foram tosados ainda há pouco.

c) São Paulo, que representa a metrópole brasileira, sofre com problemas de toda ordem.

d) São Paulo, que representa a metrópole brasileira, sofre com problemas de toda ordem.

e) Os alunos que falavam alto estavam perturbando a professora.

f) Os alunos, que falavam alto, estavam perturbando a professora.

g) Os alunos que são esforçados conseguem obter um bom resultado nas avaliações.

h) Os alunos, que são esforçados, conseguem obter um bom resultado nas avaliações.

i) Marina que é filha do Sr. Albuquerque casa-se amanhã.

j) Marina, que é filha do Sr. Albuquerque, casa-se amanhã.

k) Os trabalhadores que são eficientes receberão gratificação.

l) Os trabalhadores, que são eficientes, receberão gratificação.

m) Os homens que são bons merecem serem recompensados.

n) Os homens, que são bons, merecem serem recompensados.

o) Os idosos que gostam de dançar divertiram-se muito.

p) Os idosos, que gostam de dançar, divertiram-se muito.

Bons estudos!!!!!!

Prof. Marta

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