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Universidade Norte do Paraná

Arapongas 2017

IARA VERÔNICA DE ABREU PEREIRA

A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇAO FISICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

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Arapongas 2017

A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇAO FISICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Educação Física Licenciatura.

Orientador: Laísla Silva

IARA VERÔNICA DE ABREU PEREIRA

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IARA VÊRONICA DE ABREU PEREIRA

A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇAO FISICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

EDUCAÇÃO INFANTIL- 03 A 06 ANOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Educação Física Licenciatura.

BANCA EXAMINADORA

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Arapongas, dia de Dezembro de 2017.

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Dedico este trabalho primeiramente а Deus, aos meus pais, irmãos e meu esposo pelo cuidado, dedicação, presença que significou segurança е certeza de qυе não estou sozinha nessa caminhada.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente а Deus, pois ele é o maior mestre que alguém pode conhecer.

Aos meus pais e meu esposo que me deram incentivo e força para superar as dificuldades.

A esta universidade, ao sеυ corpo docente, direção е administração qυе oportunizam fazer о curso.

A todos os professores por mе proporcionar о conhecimento no processo dе formação profissional e todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte da minha formação, о mеυ muito obrigado.

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ABREU PEREIRA, Iara Verônica. A importância da psicomotricidade na educação física para educação infantil- 03 a 06 anos: Educação infantil- 03 a 06 anos. 2017. 31 pag. Trabalho de Conclusão de Curso em Educação Física Licenciatura – Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, Arapongas, 2017.

RESUMO

O presente estudo tem como finalidade apresentar a importância da psicomotricidade no desenvolvimento da criança em idade entre 3 a 6 anos, que frequentam as instituições de Educação Infantil. Destaca-se a atuação do Professor de Educação Física que age como mediador entre a criança e o movimento, motivando e incentivando através de atividades lúdicas o desenvolvimento motor de seus alunos. Para que esta aconteça de forma satisfatória, foram selecionadas algumas atividades com o objetivo de auxiliar no planejamento da prática pedagógica. A pesquisa bibliográfica aborda estudos e colocações de diversos autores de renome no campo da psicomotricidade, favorecendo a compreensão de que a estimulação motora é fundamental para que a criança se desenvolva nos aspectos físico, cognitivo e afetivo, tornando um ser autônomo e capaz de se desenvolver em todas as suas potencialidades. Pode-se perceber que a Psicomotricidade é um aspecto que deve ser trabalhado por profissionais capacitados e responsáveis, para que este se torne produtivo e prazeroso, pois através do lúdico a criança constrói relações afetivas favorecendo o contato com o próprio corpo e com o corpo do outro num universo de fantasias, alegrias, brincadeiras e frustrações, descobrindo se a si própria e pertencente a um todo.

Espera-se com esse estudo dar suporte teórico e sugestões práticas para que os profissionais de Educação Física possam realizar atividades bem planejadas, com objetivos pré-estabelecidos alcançando maior rendimento por parte dos alunos e satisfação por parte do professor.

Palavras-chave: Psicomotricidade; Desenvolvimento; Criança; Professor; Educação Física.

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ABREU PEREIRA, Iara Verônica. The importance of psychomotricity in physical education for children's education - 03 to 06 years: Child education - 03 to 06 years. 2017. 31pag. Trabalho de Conclusão de Curso em Educação Física Licenciatura – Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, Arapongas, 2017.

ABSTRACT

The present study has the purpose of presenting the importance of psychomotricity in the development of children between 3 and 6 years of age, who attend the institutions of Early Childhood Education. The performance of the Physical Education Teacher acts as mediator between the child and the movement, motivating and encouraging the motor development of their students through play activities.In order for this to happen satisfactorily, some activities were selected with the objective of assisting in the planning of pedagogical practice. The bibliographic research deals with studies and settings of several renowned authors in the field of psychomotricity, favoring the understanding that motor stimulation is fundamental for the child to develop in the physical, cognitive and affective aspects, becoming an autonomous being and able to develop in all its potentialities. It can be noticed that Psychomotricity is an aspect that must be worked by trained and responsible professionals, so that it becomes productive and pleasurable, because through the playful the child builds affective relationships favoring the contact with the body itself and with the body of the another in a universe of fantasies, joys, jokes and frustrations, discovering if it is itself and belonging to a whole. It is hoped that this study will provide theoretical support and practical suggestions so that Physical Education professionals can carry out well-planned activities, with pre-established goals achieving higher student achievement and teacher satisfaction.

Key-words: Psychomotricity; Development; Child; Teacher; Physical Education

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Título da figura ... 13

Figura 2 – Título da figura ... 22

Figura 3 – Título da figura ... 23

Figura 4 – Título da figura ... 24

Figura 5 – Título da figura ... 25

Figura 6 – Título da figura ... 27

Figura 7 – Titulo da figura...28

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...09

1. A PSICOMTRICIDADE NA EDUCAÇÂO INFANTIL...11

1.1 DEFINIÇÕES DE PSICOMOTRICIDADE...12

1.1.1 A Influencia Da Estimulação Psicomotora Na Aprendizagem...14

2. O PROFESSOR DE EDUCAÇAO FISICA E O TRABALHO PSICOMOTOR...16

2.1 ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO MOTOR...17

2.1.1 A Contribuição Do Professor De Educação Física Na Educação Psicomotora...19

3. A PSICOMOTRICIDADE NA PRÁTICA...21

3.1 ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA DESENVOLVIMENTO DA TONICIDADE E EQUILÍBRIO - 03 A 06 ANOS...22

3.1.1 Atividades Psicomotoras Para Desenvolvimento Da Noção Corporal, Lateralidade E Estrutura Espaço-Temporal - 03 A 06 Anos...24

3.1.1.1 Atividades Psicomotoras Para Desenvolvimento Da Praxia Global E Praxia Distal ( Fina) - 03 A 06 Anos...26

CONSIDERAÇÕES FINAIS...29

REFERÊNCIAS...31

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9 INTRODUÇÃO

O trabalho com a psicomotricidade é de grande importância na formação e educação do movimento e suas relações com aprendizagem. Nesse enfoque deu-se a escolha do tema, “A importância Da Psicomotricidade Na Educação Física”, abordando de forma especifica o trabalho com crianças da Educação Infantil, visto que a estimulação psicomotora de crianças até os seis anos irá proporcionar grande ganhos na aprendizagem da leitura, escrita e conceitos matemáticos. Deseja-se reforçar a importância do trabalho com a psicomotricidade com crianças de 03 a 06 anos visto que é nessa fase que ocorre o desenvolvimento motor e como este influencia no aprendizado dos demais conceitos acadêmicos ao longo da vida do indivíduo.

O objetivo geral dessa pesquisa é destacar a importância da Psicomotricidade na Educação Física, pois através do trabalho corporal, afetivo e social a criança passa a ver o seu corpo de forma completa, valorizando-o e interagindo com o ambiente em que está inserida.

Conhecer o conceito de psicomotricidade e sua aplicação na Educação Infantil é um dos objetivos dessa pesquisa, pois todo trabalho deve ter como alicerce a teoria e os estudos já realizados na área, por pesquisadores e estudiosos do assunto.

Valorizar o profissional de Educação Física e o enfoque na formação do esquema corporal é mais um item abordado, pois é através desse profissional devidamente preparado e da sua responsabilidade na aplicação e desenvolvimento das atividades que será formado todo o esquema de aprendizagem motora, afetiva e social da criança.

Descrever e sugerir atividades que propiciem o desenvolvimento da Psicomotricidade, para que a criança se desenvolva de forma lúdica em todas as suas potencialidades é o tema do terceiro capitulo dessa pesquisa onde se pretende que professores e equipe pedagógica busquem inspiração para sua prática docente.

Assim, pode-se perceber que a Psicomotricidade é um aspecto que deve ser trabalhado por profissionais capacitados e responsáveis, para que este se torne produtivo e prazeroso, pois através do lúdico a criança constrói relações afetivas favorecendo o contato com o próprio corpo e com o corpo do outro num universo de

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10 fantasias, alegrias, brincadeiras e frustrações, descobrindo se a si própria e pertencente a um todo.

A realização do presente estudo se deu por meio de pesquisa bibliográfica dando ênfase a diversos autores de referência na psicomotricidade como Lê Boulch e Vitor da Fonseca, entre outros autores de renome na área. As atividades usadas como inspiração foram retiradas da obra do Andar ao Escrever, Um Caminho Psicomotor de Fátima Gonçalves (2008). Percebeu-se que entre os autores citados há uma unanimidade de pensamento onde o individuo deve ser considerado de forma global para que se desenvolva em todos os aspectos afetivos, cognitivos e sociais.

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11 1. PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇAO INFANTIL

Quando se fala em criança o primeiro pensamento é movimento, a criança por si só é um ser em movimento. A análise do desenvolvimento infantil se realiza a partir dos movimentos que a mesma realiza e entra o conceito e a importância da psicomotricidade, diante do modelo social imposto pela urbanização a criança entra mais cedo na escola e o papel da Educação Infantil é o de resgatar o contato físico e o desenvolvimento motor integrado com o meio. O desafio é estimular a criança na Educação Infantil, sem que ela perca a ludicidade própria dessa faixa etária. O trabalho com a psicomotricidade propícia a relação da criança com o seu meio, descobrindo-se como parte individualizada, porém pertence ao todo.

O corpo surge, portanto, mais uma vez, como o componente material do ser humano, que, por isso mesmo, contém o sentido concreto de todo o comportamento sócio histórico da humanidade. O corpo não é, assim o caixote da lama, mas o enderenço da inteligência. O ser humano habita o mundo exterior elo seu corpo, que surge como um componente espacial e existencial, cortical mente organizado, no qual e a partir do qual o ser humano concentra e dirige todas as suas experiências e vivencias.

(FONSECA, 2008, p.410)

Pode se perceber ao trabalhar com psicomotricidade na Educação Infantil que ela se torna um meio auxiliar na estruturação do desenvolvimento das crianças fazendo a ligação entre as experiências motoras, cognitivas e sócias afetivas indispensáveis à formação do sujeito. Podendo favorecer também um trabalho preventivo para sanar possíveis lacunas deixadas durante o processo maturacional das crianças, levando a uma compensação dos movimentos provenientes de déficits de movimento pelo estilo de vida urbano contemporâneo. (GONÇALVES, 2008).

O professor de Educação Física através do trabalho com a psicomotricidade, segundo Fatima Gonçalves (2008), deve utilizar o movimento para estudar a complexidade humana, enxergando o individuo com uma visão global e, considerando os aspectos corporais, cognitivos e sócios afetivos que interferem no seu desenvolvimento, e devolver às crianças a possibilidade de utilizar o corpo, o seu veiculo mais próximo de aprendizagem, por meio dos seus movimentos e de todo o significado que deles emana.

O movimento e o seu fim são uma unidade; desde a motricidade fetal até a maturidade plena, passando pelo momento do parto e pelas sucessivas

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evoluções, o movimento é sempre projetado face a uma satisfação de uma necessidade relacional. A relação entre movimento e o seu fim aperfeiçoa- se cada vez mais, como resultado de uma diferenciação progressiva das estruturas integrativas do ser humano. (FONSECA, 1993p. 163).

O movimento deve ser observado ao longo da vida do indivíduo, pois é dele que emana todo o aprendizado e por ele ocorre a interação do individuo com ele próprio e com o outro. O papel da psicomotricidade é dar estimulo e suporte para esse desenvolvimento.

1.1 DEFINIÇÕES DE PSICOMOTRICIDADE

A psicomotricidade possui varias definições. Segue a definição de alguns autores:

Para Pierre Vayer ( apud GONÇALVES,2008 p.21.), diz que:

A psicomotricidade deve se esforçar em desenvolver a sua própria originalidade, que é a do corpo e da ação corporal, como linguagem fundamental na comunicação da criança- mundo. O corpo não é um símbolo, nem um objeto ou instrumento, ele subentende a presença no mundo. (VAYER, 1969)

Vitor da Fonseca (1993, p.12), “psicomotricidade é a evolução das relações recíprocas, incessantes e permanentes dos fatores neurofisiológicos, psicológicos e sociais que intervêm na integração, elaboração e realização do movimento humano”.

Simonne Ramain (apud GONÇALVES, 2008 p. 21), diz que:

A psicomotricidade deve se propor a buscar um desenvolvimento global do individuo, através de sua estruturação mental, sendo enfocados igualmente aspectos afetivos, motores e intelectuais, levando-o a tomar consciência de si pela atitude e movimento. (RAMAIN, 1963).

Julian de Ajuriaguerra (1983, p.15), “a psicomotricidade é a expressão de um pensamento pelo ato motor preciso, econômico e harmonioso”.

Para Lê Boulch (apud GONÇALVES, 2008 p.21), diz que:

É de grande importância a educação pelo movimento no processo escolar, uma vez que seu objetivo central é contribuir para o desenvolvimento motor da criança, diz ainda que na educação infantil a educação motora possui um papel relevante na prevenção das dificuldades escolares, ou seja, ela promove um desenvolvimento total do indivíduo. (LÊ BOULCH,1987).

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FIGURA 1: Esquema psicomotor do indivíduo

Diante dessas definições pode notar que o objetivo da psicomotricidade é enxergar o ser humano em sua totalidade, estando sempre ligado o corpo (cenestésico), o sujeito e a afetividade. Pode- se afirmar que é através da ação motora que o individuo encontra seu espaço e se identifica com o meio do qual faz parte. (GONÇALVES, 2008)

Segundo o conceito da psicomotricidade para que haja aprendizagem o individuo precisa sentir pensar e agir.

A psicomotricidade, como objeto de estudo, subentende as relações entre a organização neurocerebral, a organização cognitiva e a organização expressiva da ação (entendida como praxia, motricidade ou movimento intencional) como um todo, sendo impossível conceber a sua execução (output) sem a sua planificação (input / elaboração). (FONSECA, 2004, p.32).

Os três pilares estruturantes da psicomotricidade são: o querer fazer (emocional – sistema límbico), o poder fazer (motor – sistema reticular) e o saber fazer (cognitivo – córtex cerebral). O processo de aprendizagem está estruturado nesses três pilares e qualquer desequilíbrio num desses pilares acarretará em prejuízo na aprendizagem da criança. (GONÇALVES, 2008)

A função da psicomotricidade é as experiências concretas ao cérebro, que fará a decodificação de cada estimulo e armazenará toda a gama de informações sensórias, preceptoras e afetivas que o individuo adquiriu com a experiência.

Conforme a criança cresce seu desenvolvimento neurológico retém todas as informações feitas de suas experiências que ficam registradas no cérebro e se tornam especializadas de forma gradativa. (GONÇALVES, 2008)

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14 Os neurônios comunicam – se cada vez mais eficaz e rapidamente, por meio do processo de mielinização, isto é pela bainha de mielina que se forma ao redor de cada axônio, isolando – os eletricamente uns dos outros melhorando a condutividade. Todas as aquisições requerem uma atividade completa do sistema nervoso, onde o corpo responde a um estimulo cerebral voltada a um fim determinado, o córtex por meio das informações sensórias e afetivas realiza a percepção do meio que só pode ser adquirida com a ajuda das experiências motoras que integram o espaço, o tempo e as relações com o mundo dos objetos e das pessoas. (GONÇALVES, 2008)

1.1.1 A Influência da Estimulação Psicomotora na Aprendizagem

É na fase da Educação Infantil que a criança pode experimentar e perceber o que se passa à sua volta e assim adquirir diversos conhecimentos. Assim o objetivo da estimulação psicomotora na Educação Infantil é a utilização do corpo como via de comunicação com o mundo para colocar a criança em situações diversas de exploração e experimentação concretas, apropriando-se e resgatando a sua memória motora, cognitiva, e emocional e social. O ato motor trabalhado de forma global com objetivo bem definido propicia à criança conhecer e ter consciência de suas potencialidades. (GONÇALVES, 2008)

A estimulação psicomotora se estiver em consonância com os currículos e projetos elaborados na escola que permitam a criança utilizar o corpo para explorar, perceber, criar, brincar, relacionar, imaginar, planejar, sentir, dará a ela condições de facilitar e motivar sua aprendizagem. (GONÇALVES, 2008)

Por meio da experiência concreta e do brincar, a aprendizagem se dará de forma prazerosa e contextualizada repleta de significados reais e práticos auxiliando nos processos pedagógicos e nas atividades cotidianas das crianças.

O movimento, na sua ação, manifesta a exteriorização significativa dos desejos e das aquisições do individuo, pois traduz o corpo vivido, o conhecimento concreto experimentado pelo sujeito. A originalidade peculiar do movimento não o caracteriza como mecanismo psíquico ou fisiológico, como consciente ou inconsciente; ele traduz e projeta no mundo a ação relativa a um sujeito. (FONSECA, 1993, p.9)

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15 Através da psicomotricidade o individuo trás à tona toda sua individualidade motivada pela intenção do movimento, sua significação e sua expressão. O desenvolvimento global da criança se dá através do movimento, da ação, da experiência e da criatividade, tornando-a capaz de ter plena consciência de si mesma, percebendo sua realidade corporal que sente, pensa, movimenta-se no espaço encontra-se com os objetos distinguindo suas formas. Estabelece relações com o espaço e o tempo, interiorizando, assim, a realidade. (GONÇALVES, 2008)

Através da educação psicomotora na Educação Infantil é possível prevenir na criança inúmeros problemas futuros como má concentração, confusão no reconhecimento das palavras, confusão com letras e silabas e outas dificuldades relacionadas a alfabetização, a não coordenação correta dos movimentos pode ter origem no esquema corporal mal formado. As noções de esquema corporal, tempo, espaço e ritmo devem estar relacionados a situações concretas, onde a criança possa formar um esquema mental que antecede a aprendizagem de leitura, do ritmo, dos cálculos. (GONÇALVES, 2008)

Se sua lateralidade não está bem definida, a criança encontra problemas de ordem espacial, não diferencia a direita e a esquerda, não segue uma direção gráfica, isto é iniciar a leitura e a escrita pela esquerda. Para efetuar cálculos a criança necessita ter pontos de referencia, colocar números corretamente, possuir noção de coluna e fileira, combinar formas para fazer construções geométricas, esse e muitos outros fracassos em matemática estão relacionadas a má organização espacial ou temporal.(GONÇALVES, 2008).

Segundo Staes e De Meur:

O intelecto se constrói a partir da atividade física. As funções motoras (movimento) não podem ser separadas do desenvolvimento intelectual (memoria, atenção, raciocínio) nem da afetividade (emoções e sentimentos).

O domínio das habilidades relacionadas ao ato de ler e escrever é de fundamental importância para que este se processo aconteça de maneira satisfatória. (STAES e DE MEUR, 1984 p.90)

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16 2. O PROFESSOR DE EDUCAÇAO FISICA E O TRABALHO PSICOMOTOR

O objetivo de estudo da psicomotricidade é o movimento humano, assim envolve toda ação realizada pelo individuo abrangendo os aspectos motor afetivo e cognitivos, fazendo com que a criança tome consciência do seu corpo pelo movimento.

Le Boulch (1985, p.221) observa que "75% do desenvolvimento psicomotor ocorrem na fase pré- escolar, e o bom funcionamento dessa área facilitara o processo de aprendizagem futura".

É fundamental que o professor tenha conhecimento e plena consciência de que ao desenvolver seu trabalho de forma ativa e responsável, estará contribuindo para a formação global da criança. Para isso é preciso que tenha cuidado ao preparar sua prática respeitando a fase de desenvolvimento em que a criança está, enfatizando ações em que a criança utilize o corpo como meio para explorar, criar, brincar, imaginar, sentir e aprender. A criação de vínculos afetivos entre professor e aluno irá proporcionar condições favoráveis para que o processo ensino aprendizagem ocorra de forma satisfatória.

A criança deve viver o seu corpo através de uma motricidade não condicionada, em que os grandes grupos musculares participem e preparem os pequenos músculos, responsáveis por tarefas mais precisas e ajustadas. Antes de pegar num lápis a criança já deve ter, em termos históricos, uma grande utilização da sua mão em contato com inúmeros objetos (FONSECA, 1993).

Para tanto é necessário que o professor de Educação Infantil, e em especial o Professor de Educação Física, planeje suas atividades, refletindo sobre a necessidade de se trabalhar a vivência corporal, a exploração do ambiente e a manipulação de objetos. Pois a estimulação motora coloca a criança em contato com o objeto, com o meio e com ela mesma, criando uma comunicação corporal cheia de significados.

A medida que se colocam maneiras diferentes e novas para executar o movimento anteriormente conhecido, a criança se vê desorganizada de todo um sistema cerebral e ativado buscando a cognição, na emoção e no aparato motor uma forma de perceber decodificar, planificar e executar o novo movimento (GONÇALVES, 2008).

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17 Para que haja uma aprendizagem efetiva o professor precisa conhecer os aspectos do desenvolvimento motor.

2.1 ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO MOTOR

A importância do desenvolvimento psicomotor se refere á prevenção de problemas de aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo (Barreto, 2000).

O desenvolvimento motor é responsável pelas habilidades e/ou dificuldades motoras que a criança pode apresentar e pelo desenvolvimento do intelecto.

Os estímulos proporcionados à criança contribuem para o seu desenvolvimento psicomotor através de jogos, brincadeiras e atividades dinâmicas e segundo Fonseca (1995), necessitam de sete fatores, descritos por Fatima Gonçalves (2008):

1) Tonicidade: É a atividade primitiva que indica o tônus muscular, formando a base para as atividades motoras e posturais. Ela garante, além das atitudes, todos os sentidos de postura, mimicas e emoções de onde vêm as atividades motoras.

2) Equilíbrio: O equilíbrio se refere à área básica para a formação do movimento voluntário da criança, seja ele estático ou dinâmico. Abrange o controle postural e de locomoção, o equilíbrio estático caracteriza pelo tipo de equilíbrio realizado em certa posição, porém o equilíbrio dinâmico é aquele que se consegue em um corpo em movimento.

A postura bípede deve submeter-se às leis do equilíbrio, para isso inumeráveis reflexos posturais de origem filogenética devem intervir assim que o deslocamento e a flutuação do centro de gravidade se observam, exatamente para provocar mudanças posturais corretivas, desencadeadas pela ação dos receptores labirínticos, visuais e somaestésicos. (FONSECA, 2004, p. 67).

3) Lateralidade: A lateralidade do corpo se refere na dominância lateral, da mão, olho e pé, capacitando o indivíduo a desenvolver as aptidões adquiridas. Uma lateralizarão bem definida se apoia na construção da noção de corpo, seu esquema e imagem corporal. Por meio da motricidade a criança vai conhecendo e integralizando seu corpo e sua preferência lateral torna-se evidente a partir dos três anos.

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18 Quando a criança percebe no seu corpo o seu eixo corporal e tem noção de direita e esquerda esse conhecimento irá transpor os limites do próprio corpo, atingindo a linguagem oral, e, posteriormente a escrita.

Permitir à criança organizar suas atividades motoras globais é a ação educativa fundamental. Desse modo, coloca- se a criança em melhores condições para constituir uma lateralidade homogênea e coerente. (LE BOULCH, 1982, p.95)

Assim, o trabalho com a lateralidade leva a criança à formar sua capacidade de compreender o espaço, formando relações que mais tarde, irá favorecer o processo de aquisição da linguagem escrita.

4) Noção Corporal: trata-se da aquisição da noção da personalidade da criança, ou de sua formação. É o momento em que a criança toma consciência do seu corpo separando-o por partes e cuidando mais do processo estático. A formação positiva ou negativa da imagem corporal se faz ainda criança onde a vivência dos conceitos de limites, espaço, capacidade e desejo em seu corpo a farão transferir esses conceitos para fora dele. O corpo deve ser a primeira referência para que a criança possa decifrar o universo das imagens e dos símbolos falados e escritos.

5) Estruturação Espaço-Temporal: resulta da integração de duas estruturações distintas que tem seu desenvolvimento próprio (estruturação espacial e estrutura temporal) relacionado a diferentes modalidades sensórias, visual, auditiva e a cenestésica, respectivamente. É através do movimento do corpo que se compreende e se relaciona no espaço.

O espaço é o primeiro lugar ocupado pelo corpo, e no qual se desenvolvem os movimentos do corpo. Um espaço postural escalonado pela estação sentada, depois a estação de pé permitindo recolher informações cada vez mais numerosas até a descoberta do objeto. O espaço se tornará um espaço de configuração, definido os limites de exploração através da manipulação. ( LE BOULCH,1982, p.118)

A partir da motricidade e de suas múltiplas relações com o meio que se desenvolve a consciência espacial a criança passa a conhecer seu próprio corpo tomando consciência de lugar e espaço.

6) Praxia Global: é a capacidade de realizar movimentos voluntários pré- estabelecidos com a intencionalidade de alcançar um objetivo. A praxia global traduz a organização da atividade consciente, da ação antecipada pelo pensamento, pois coordena o conhecimento integrado do corpo, por meio das informações cognitivas e

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19 emocionais resultantes das experiências anteriores e dos estímulos externos, recebidos por vias perceptivas e sensórias.

7) Praxia Fina: é a relativa compreensão de todas as tarefas motoras finas.

Compreende a micro motricidade e a perecia manual, ela está relacionada com os movimentos de olhos e mãos.

2.1.1 A Contribuição Do Professor De Educação Física Na Educação Psicomotora.

A educação psicomotora, como já foi mencionada anteriormente, atinge a criança na sua totalidade. Conforme Staes e De Meur (1984)

No inicio da escolaridade aparecem dificuldades escolares de muitas crianças. O em que elas se encontram, mas no nível da base. A estrutura da educação psicomotora centra – se no nível da base, onde estão os elementos básicos ou pré-requisitos que são as condições mínimas para uma boa aprendizagem problema não está no nível de classe.

A atividade psicomotora permite que a criança explore o ambiente, passando por experiências concretas indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, assim, torna-se capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

Le Boulch (1982) destaca a importância da Educação Física no primeiro ciclo do ensino fundamental.

Nos casos em que as perturbações do relacionamento fundamental entre o eu e o mundo são evidentes a reeducação psicomotora as vezes permite obter resultados espetaculares. O que é bem-sucedido com os deficientes poderia se impor também as pessoas normais durante o período de estruturação do seu esquema corporal: a psicocinética, que toma o aspecto de uma educação psicomotora, quando se aplica as crianças menores de doze anos pode ser considera como uma forma eletiva de educação física nesta idade.

O professor de Educação Física deve ser um mediador entre a teoria e a prática do movimento, deve proporcionar aos alunos condições para que desenvolvam suas potencialidades. Ao preparar a atividades deve levar em consideração as individualidades de cada criança, fazendo com que se crie um vinculam afetivo entre aluno/ professor, aluno/aluno, professor/aluno.

As atividades motoras são muito bem aceitas pelas crianças, pois além de produzir um caráter recreativo, favorecem a consolidação de hábitos higiênicos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, socialização, a criatividade, fatores que contribuem para a formação de personalidade do indivíduo.

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20 Conforme as orientações fornecidas pelo Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, é muito importante que o professor perceba os diversos significados que a atividade motora tem para as crianças. Assim ele poderá ajudá- las a ter uma percepção adequada de seus recursos corporais, de suas possibilidades e limitações sempre em transformação, dando-lhe condições de se expressarem com liberdade e de aperfeiçoarem suas competências motoras.

(RCNEI, 2002).

O professor deve refletir sobre as solicitações corporais das crianças e sua atitude diante das manifestações da motricidade infantil, compreendendo seu caráter lúdico e expressivo. Além de refletir acerca das possibilidades posturais e motoras oferecidas no conjunto das atividades, é interessante planejar situações de trabalho voltadas para aspectos mais específicos do desenvolvimento corporal e motor.

Nessa perspectiva, o professor deverá avaliar constantemente o tempo de contenção motora ou de manutenção de uma mesma postura de maneira a adequar as atividades as possibilidades das crianças de diferentes idades. ( RCNEI , 2002).

Outro ponto de reflexão diz a respeito à lateralidade, ou seja, à predominância para o uso de um lado do corpo. Durante o processo de definição da lateralidade, as crianças podem usar, indiscriminadamente, ambos os lados do corpo.

Espontaneamente a criança irá manifestar a preferência pelo uso de uma das mãos, definindo- se como destra ou canhota. Assim cabe o professor acolher suas preferências, sem impor-lhes, por exemplo, o uso da mão direita ( RCNEI , 2002).

Ao ter conhecimento dos fatores citados o professor poderá criar uma consciência da importância do trabalho da psicomotricidade através das atividades lúdicas, despertando mais interesse e motivação na aprendizagem. Atividades bem planejadas, com objetivos pré-estabelecidos irão propiciar maior rendimento por parte dos alunos e satisfação por parte do professor, é nesse enfoque que o capítulo três dessa pesquisa irá alicerçar sua temática.

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21 3. A PSICOMOTRICIDADE NA PRÁTICA

Toda a prática adquirida pela criança servirá de base para toda a sua vida, ela vai construindo seu conhecimento através da vivência e da motivação do meio em que está inserida. Uma escola que valoriza a construção do saber, onde seus profissionais estejam comprometidos com a formação integral do individuo, irá favorecer um ambiente motivado que organiza o saber de forma eficiente e prazerosa.

As aulas de educação física devem ser momentos de crescimento e motivação possibilitando o aprendizado de várias habilidades e auxiliando também no conhecimento.

Segundo o RCNEI, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, (2002), os atos que exigem coordenação de vários segmentos motores e os ajustes a objetos específicos, como recortar, colar, encaixar pequenas peças estão em constante aperfeiçoamento, ao mesmo tempo em que permanece a tendência lúdica da motricidade sendo muito comum que as crianças ao realizarem uma atividade desviem a direção de seu gesto, como por exemplo, a criança que está fazendo um recorte e que de repente passa a brincar com a tesoura, transformando-a num avião ou espada, etc.

As brincadeiras que compõem o repertório infantil e que variam conforme a cultura regional apresenta-se como oportunidades privilegiadas para desenvolver habilidades no plano motor, como empinar pipas, jogar bolinhas de gude, atirar com estilingue, pular amarelinha, entre outras brincadeiras folclóricas.

É de responsabilidade do professor organizar o ambiente com materiais que contribuam para a descoberta e a exploração do movimento. Devendo organizar atividades que exijam o aperfeiçoamento das capacidades motoras das crianças, ou que lhe tragam novos desafios, considerando seus progressos. Podem-se criar, com pneus, bancos, tábuas de madeira, etc, túneis, pontes, caminhos, rampas e labirintos nos quais as crianças podem saltar para dentro, equilibrar-se, andar, escorregar, enfim criar inúmeros movimentos favorecendo a formação psicomotora.

As organizações do ambiente, dos materiais e do tempo visam auxiliar que as manifestações motoras das crianças estejam integradas nas diversas atividades da rotina. Para isso, os espaços externos e internos devem ser amplos o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil.

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22

Os objetos, brinquedos e materiais devem auxiliar expressivas e instrumentais do movimento. ( RCNEI, 2002, p. 39).

Considerando esse aspecto, a composição desse capítulo será a partir de orientações e atividades escolhidas para contemplar todas as fases do desenvolvimento motor citadas no decorrer da pesquisa, visa também facilitar o trabalho do professor de Educação Física e a todos os interessados a planejar atividades lúdicas e eficientes.

3.1 ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA DESENVOLVIMENTO DA TONICIDADE E EQUILÍBRIO - 03 A 06 ANOS

Segundo Fátima Gonçalves, (2008), o objetivo de se trabalhar as atividades que envolvam tonicidade e equilíbrio é levar a criança a buscar soluções corporais eficazes quando desorganizadas em suas ações. Sempre que a criança se encontra em desconforto em seu equilíbrio, todo o sistema reticular entra em ação, buscando uma defesa e uma maneira eficaz de devolver a esse corpo a devida segurança e controle, restabelecendo a atitude.

Atividades com pneu Material: pneus.

Desenvolvimento: pneus espalhados no chão as crianças devem correr ao redor deles e ao sinal do professor, parar em pé sobre um deles.

Variações: Correr ao redor deles e, ao sinal, subir sobre uma deles, juntamente com um amigo. Todos devem andar sobre os pneus e, ao sinal do professor, ficar no apoio de um pé só. (GONÇALVES, 2008, P. 87)

FIGURA 2 – Atividades com pneus

( GONÇALVES, 2008, P. 87)

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23 Atividades com blocos

Materiais: blocos

Desenvolvimento: cada criança pega os seus dois blocos, escolhe um lugar no espaço, coloca-os no chão, fica em pé sobre eles e deve tirar um dos pés ficando apoiada somente em um deles; e repetir o movimento com outro.

Variações: Ficar sobre os blocos, com um pé em cada; tirar um dos pés do bloco e, com auxilio da mão, movimentar o bloco vazio para frente; apoiar novamente o pé. Executar o mesmo procedimento com o pé que ficou para trás, isto é levantá-lo, puxar com as mãos o bloco para frente e apoiar novamente o pé.

Repetir sucessivamente até cruzar uma linha determinada pelo professor.

(GONÇALVES, 2008, P. 93).

FIGURA 3 – Atividades com blocos

(GONÇALVES, 2008, P. 93)

Brincadeira mãe da rua Material: nenhum

Desenvolvimento: o professor deverá escolher uma criança para ser mãe da rua, com um giz, desenha duas riscas paralelas com uma distância de cerca de dois metros entre elas. O lado de dentro das riscas será a rua e o lado de fora, as calçadas. Deverá dividir a as crianças em duas equipes e cada equipe ficará em uma das calçadas. As crianças deverão atravessar para o outro lado sem ser apanhado pela mãe da rua. Vence a equipe que ficar com maior número de crianças. O professor pode criar dificuldades para os jogadores atravessarem a rua, como atravessar pulando em um pé só.

Atividade com corda Material: cordas

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24 Desenvolvimento: colocar a corda esticada sobre o solo, presa pelas duas pontas estimular as crianças com um pé de cada lado da corda, manter um elevado e saltar para o outro lado da corda, trocando o pé de apoio. (GONÇALVES, 2008, P.96).

FIGURA 4 – Atividade com corda

(GONÇALVES, 2008, P.96)

3.1.1 Atividades Psicomotoras Para Desenvolvimento Da Noção Corporal, Lateralidade E Estrutura Espaço-Temporal - 03 A 06 Anos

A realização dessas atividades vem ajudar a transformar o concreto vivido em concreto percebido. A partir dos três anos a criança começa a tomar consciência do seu eu separado do todo e do espaço que ocupa dentro do seu meio. Todas as aquisições da criança nesse estágio de desenvolvimento irão contribuir para a formação das competências necessárias para a alfabetização. Dai a importância do Professor de Educação Física e demais educadores, de estarem atentos e propiciarem condições para o pleno desenvolvimento da criança. Dessa forma, poderá intervir precocemente e preencher todas as lacunas necessárias para uma vida escolar diária de qualidade e prazer. ( GONÇALVES, 2008, P. 111 )

Atividade com cones Material: cones

Desenvolvimento: colocar cones alinhados, mantendo uma distância de 1 metro entre deles. Estimular a criança arrastar-se de frente e de costas, e a

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25 sustentação em 4 e 6 apoios, executando-os movimentos de ziguezague entre os cones. Voltar correndo, passando por fora dos cones. (GONÇALVES, 2005, P. 131 )

Figura 5 – Atividade com cones

(GONÇALVES, 2005, P. 131)

Brincadeira pega- pega elefante Material: nenhum

Desenvolvimento: todas as crianças devem se deslocar somente em 4 apoios, como um elefante. Escolher- se um pegador e este deverá tocar as outras crianças com as ´´patas``, ao serem tocadas, deverão se deitar com as costas no chão, mantendo as ´´patas`` para cima. Trocar de pegador quando todos forem pegos (GONÇALVES, 2008, P. 140 )

Brincadeira do tubarão Material: jornais

Desenvolvimento: dar um jornal para cada criança pedindo que coloquem no chão e que imaginem que o jornal é um barco, tudo que estiver em volta será o mar.

Avisar que quando o professor parar a música e gritar "olha o tubarão", todos tem que subir no jornal. A medida que a música vai tocando, o professor vai tirando aos poucos os jornais, para que as crianças ao subir no "barco" tenham que ficar juntas, no final dependendo da quantidade de crianças deixar só dois jornais.

Atividade com bola

Material: bolas de borracha

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26 Desenvolvimento: uma bola de borracha para cada criança. Lançar a bola para cima com as mãos e pegá-la antes que caia no chão . Segurar a bola à frente do tronco e passá-la por todo o corpo, sem a deixar cair, fazendo todos os caminhos possíveis sem interromper seu traçado e utilizando as duas mãos. Elas devem se estimuladas a passar a bola ao redor da cintura para direita para a esquerda.

(GONÇALVES, 2008, P.148).

Brincadeira coelhinho sai da toca Material: nenhum ou bambolês

As crianças são divididas em grupos de três. Duas crianças dão-se as mãos formando a toca e o terceiro ficará entre eles e será o coelhinho. Do lado de fora ficam os coelhos perdidos. Ao ser dado o sinal: "Coelhinho sai da toca, um, dois, três" as tocas levantam os braços e todos os coelhinhos devem ocupar uma nova toca, inclusive os coelhos perdidos. Quem não conseguir entrar fica no centro, esperando nova oportunidade.

Variações: distribuir bambolês pelo chão, cada criança deverá ficar dentro de um bambolê (toca), sempre que o professor gritar: “coelhinho sai da toca”, as crianças devem trocar de bambolê. Quem ficar de fora precisa esperar a próxima rodada. A cada rodada o professor deverá tirar um bambolê. O professor poderá pedir para que as crianças só entrem na toca pelo lado direito ou esquerdo.

3.1.1.1 Atividades Psicomotoras Para Desenvolvimento Da Praxia Global E Praxia Distal ( Fina) - 03 A 06 Anos.

Em sua obra, Do Andar ao Escrever, Um Caminho Psicomotor, Fátima Gonçalves, discorre que a criança necessita de ter conhecimento e acesso a todas as funções do seu corpo para realizar as tarefas cognitivas, motoras e afetivas. O cérebro organiza todas as competências pertinentes ao corpo da criança, dando a ela a coordenação necessária para executar suas tarefas de forma organizada e precisa (praxia global). Por fim, a mão, com seu controle refinado e ajustado, desenha no papel toda a transcendência desse corpo concreto para o universo abstrato dos símbolos ( praxia distal).( 2008, p.158 ).

Atividades com bola

Material: bola de borracha e gol

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27 Desenvolvimento: colocar uma ou mais bola á frente do aluno. Este a certa distância deverá chutar a bola com a ponta do pé, até acertar as bolas amontadas e desarrumá-las. Repetir o movimento com o outro pé, usando todos os lados de cada um dos pés.

Variação: aluno deitado em decúbito dorsal, segurando a bola acima da cabeça e com o gol a sua frente. Ele deverá elevar as pernas, com joelhos semi flexionados em direção a cabeça e, ao retornar a posição inicial, fará movimento de balanço e lançará a bola para dentro do gol repetir o exercício, definindo pontos(

bambolês ou cones , por exemplo) dentro do gol, que deverão ser atingidos.

(GONÇALVES, 2005, P. 170).

FIGURA 6 – Bola no gol

(GONÇALVES, 2005, P. 170) Bolas na caixa

Material: papel eva, caixa de papelão.

Desenvolvimento: fazer uma caixa enfeitada pode ser de personagem e as crianças deverão arremessar bolas de vários tamanhos dentro desta caixa.

Atividades com cones

Material: cone de linha e argolas

Desenvolvimento: montar os cones em forma de um quadrado e as crianças deverão arremessar argolas pequenas, tentando acerta-las no cone. Cada cone que for acertado deverá ser retirado e ficar no poder de quem acertou. (GONÇALVES, 2008, P. 189).

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FIGURA 7 – Jogo Das Argolas

(GONÇALVES, 2008, P. 189)

Brincadeira amarelinha

Material: giz colorido, marcador.

Desenvolvimento: Desenhe um retângulo grande dividido em dez retângulos menores – as "casinhas" – numerados de 1 a 10. Na parte superior do diagrama, faça uma meia-lua e escreva a palavra "Céu"

Para jogar, a criança devera ficar atrás da linha do início do traçado – do lado oposto à palavra "Céu" – e atire o marcador na casinha que não poderá ser pisada, começando pelo número 1. Atravessando o resto do circuito com pulos alternados nos dois pés e em um pé só. Ao chegar ao "Céu", a criança deverá fazer o caminho de volta do circuito, pegar o marcador, sem pular na casa onde ele está, e voltar para trás do traçado. Depois deve jogar o marcador na próxima casinha e assim sucessivamente. Se errar, será a vez da próxima criança. Vence quem completar todo diagrama primeiro.

A criança que frequenta a Educação Infantil e tem a oportunidade de vivenciar experiências envolvendo o movimento, pode-se esperar que o reconheça e o utilizem como linguagem expressiva e participem de jogos e brincadeiras envolvendo habilidades motoras diversas.

É importante informar sempre as crianças a cerca de suas competências.

Desde pequenas, a valorização de seu esforço e comentários a respeito de como estão construindo e se apropriando desse conhecimento são atitudes que as encorajam e situam com relação à própria aprendizagem. É sempre bom lembrar que seu empenho e suas conquistas devem ser valorizados em função de seus progressos e do próprio esforço, evitando colocá-las em situações de comparação.

(RCNEI, 2002).

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29 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização dessa pesquisa bibliográfica, buscou-se fazer um estudo sobre a importância do trabalho com a psicomotricidade com crianças de 3 a 6 anos que frequentam a educação Infantil e a relação entre a atividade motora e a aquisição das habilidades acadêmicas de leitura e escrita e dos conceitos matemáticos. Ficou claro no decorrer dessa pesquisa, que a criança necessita ser trabalhada em todos os aspectos para que alcance maturidade física, cognitiva e social, pois as noções de esquema corporal, tempo, espaço e ritmo devem estar relacionados a situações concretas, onde a criança possa formar um esquema mental que antecede a aprendizagem de leitura, da escrita, do ritmo, dos cálculos matemáticos.

Destaca-se a necessidade de conhecer o conceito da psicomotricidade para a realização do trabalho psicomotor com a criança, visto que o objetivo da psicomotricidade é enxergar o ser humano em sua totalidade, estando interligado o corpo, o sujeito e a afetividade. Pode-se afirmar que é através da ação motora que o individuo encontra seu espaço e se identifica com o meio do qual faz parte.

Nesse contexto, o profissional de Educação Física é o responsável pela formação e domínio das habilidades motoras, sendo fundamental que o professor tenha conhecimento e plena consciência de que ao desenvolver seu trabalho de forma ativa e responsável, estará contribuindo para a formação global da criança.

Respeitando cada fase em que a criança se encontra e criando vínculos afetivos proporcionando condições favoráveis para uma aprendizagem eficiente e satisfatória em todos os aspectos.

Para enriquecer o entendimento do assunto e auxiliar o professor de Educação Física e a equipe pedagógica foram selecionadas algumas atividades pois, uma escola que valoriza a construção do saber, onde seus profissionais estejam comprometidos com a formação integral do individuo, irá favorecer um ambiente motivado que organiza o saber de forma eficiente e prazerosa e as aulas de Educação Física devem ser momentos de crescimento e motivação.

Espera-se que este trabalho possa contribuir para enriquecer o conhecimento dos profissionais envolvidos com a educação no campo da psicomotricidade e abra

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30 espaço para questionamentos e reflexão da prática pedagógica visando o crescimento da criança em todas as suas potencialidades.

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31 REFERÊNCIAS

ABREU, Berenice. Psicomotricidade um conceito complexo. Disponível em https://psicoabreu.net - 2014 Acesso em 10 de setembro de 2017

AJURIAGUERRA, J. Manual de psiquiatria infantil: São Paulo Ed. Masson, 1993.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular para a educação infantil - Brasília MEC/SEF - 2002

DE MEUR, A.; STAES, L. Psicomotricidade: educação e reeducação. Rio de Janeiro: Manole, 1984.

FONSECA, Vitor. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem . Porto Alegre:

Artmed, 2008

FONSECA, Vitor. Psicomotricidade, psicologia e pedagogia. São Paulo: Martins Fontes, 1993

GONÇAVES, Fátima. Do andar ao escrever, um caminho psicomotor. São Paulo:

Cultural RBL. 2008

LE BOLCH. Jean. Educação psicomotora: a psicomotricidade na idade escolar.

Porto Alegre : Artes Medicas, 1997

THIERS; S. Sócio-Psicomoticidade Ramain-Thiers, Casa do Psicólogo. São Paulo 1994.

VAYER, Pierre. A criança diante do mundo. Porto Alegre: Artes Medicas. 1986

Referências

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