Universidade do Estado do Pará
Centro de Ciências Naturais e Tecnologia Campus XV – Núcleo de Redenção
Engenharia de Produção
Disciplina: Introdução à Engenharia de Segurança Prof. Flávio Teixeira
Custos de Acidentes de Trabalho
Geanine Borges Araújo
Nayara Cristina Ramos Rayanne da Silva e Silva
Shayenne Caroline Ribeiro Coelho
Redenção Setembro de 2012
Geanine Borges Araújo Nayara Cristina Ramos Rayanne da Silva e Silva Shayenne Caroline Ribeiro Coelho
Custos de Acidentes de Trabalho
Trabalho para obtenção parcial de nota da disciplina: Introdução à Engenharia de Segurança, sob orientação do Professor Flávio Teixeira.
Redenção Setembro de 2012
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO...04
2. CUSTOS DE ACIDENTES...04
2.1 Custos Diretos...05
2.2 Custos Indiretos...06
2.3 Cálculo do Custo de Acidente...07
2.3.1. Aplicação da fórmula de custo total de acidente...07
3. CONCLUSÃO...08
4. REFERÊNCIAS...09
1. INTRODUÇÃO
Os acidentes de trabalho são gerados por diversos fatores relacionados à organização e ao empregado. O objetivo deste trabalho é expor os custos de acidentes de trabalho e a que eles estão relacionados, também quem são os responsáveis para arcar com esses gastos e suas implicações. Havendo o acidente os danos podem ser tanto à empresa quanto aos seus colaboradores ou ambos, e os custos recaem não somente a estes, assim como a Previdência Social, ao Estado e a Nação de um modo geral. É importante observar que cada empresa precisa ter uma boa gestão, para que as devidas normas de segurança de trabalho sejam cumpridas, pois a falta destas gera estes custos.
2. CUSTOS DE ACIDENTES
Independente do tipo, os acidentes de trabalho, causam impactos sobre a produtividade e a economia, e sofrimento para a sociedade, isto porque além das perdas materiais, em muitos casos acarretam perdas que jamais serão ressarcidas como a vida de um ser humano.
Colocando isto em números, segundo REHDER (2012) apud Pastore (2012) os custos de acidente de trabalho para as empresas somam num total de R$
41 bilhões. Os gastos da Previdência Social com o pagamento de benefícios acidentários e aposentadorias especiais são calculados em cerca de R$ 14 bilhões.
Os acidentes e doenças do trabalho causam ainda vários tipos de custos e danos aos trabalhadores e às respectivas famílias, e que são estimados em R$ 16 bilhões.
Segundo a Associação Educacional Dom Bosco - AEDB (2012) considerando o ponto de vista prevencionista não ha necessidade de efeito lesivo ao trabalhador em virtude da ocorrência, a simples perda de tempo para normalizar a situação já representa custo. O custo de acidentes envolve vários fatores de produção:
a) Pessoal: Envolve todos os funcionários assalariados isto porque qualquer acidente determinará despesas médicas, hospitalares, farmacêuticas, além de gastos com indenizações por incapacidade, ao órgão segurador.
b) Maquinas e equipamentos: Incluem ferramentas, carros de transporte diretamente ligados à produção, máquinas, que podem ser danificados em caso de acidente, exigindo reparos, substituição de peças e serviço extra das equipes de manutenção.
c) Matéria – prima: Compreendem os três estágios, entrada, processamento e saída como produto acabado. Material perecível, por exemplo, pode ser perdido em caso de parada repentina do processo em virtude de um acidente.
d) Tempo: Invariavelmente, qualquer acidente acarreta, com perda de tempo, tanto na produção como na mão-de-obra.
e) Instalações Gerais: Compreendem danos as instalações elétricas, aos prédios, às canalizações.
Um exemplo básico refere-se a queda de um fardo de algodão mau armazenado, em primeiro momento traria como consequências:
a) O empregado encarregado da reamarzenagem gastará esforço para o trabalho, sendo desnecessário se a armazenagem inicial estivesse sido realizada corretamente, além de propiciar risco novamente inerente a atividade;
b) O empregador pagara duplamente pelo serviço de armazenagem;
c) A perda de produção, devido a repetição da execução do serviço, representa um custo para a Nação, mais sentida em caso de produtos de exportação.
Em segundo momento, em caso de lesão corporal no trabalhador:
a) o operário ficará prejudicado em sua saúde;
b) o empregador arcará com as despesas de salário do acidentado, do dia do acidente e dos seguintes quinze dias,
c) Instituto Nacional do Seguro Social – INSS pagará as despesas de atendimento medico e os salários a partir do 15º dia até o retorno do acidentado ao trabalho normal.
Em caso de morte os custos serão os gastos com funeral, pagamento de pensão, no entanto o custo social decorrente do acidente não poderá ser determinado. A família do acidentado poderá sofrer graves consequências, não só financeiras como também sociais.
2.1 CUSTOS DIRETOS
O custo direto é a taxa de seguro de acidentes do trabalho paga pela empresa ao INSS, conforme determina o artigo 26 do decreto 2.173, de 05 de março
de 1997, também chamado de custo segurado, representa a saída de caixa imediata para o empregador.
A contribuição é calculada a partir do enquadramento da empresa em três níveis de risco de acidente do trabalho, sendo estas:
a) 1% para a empresa de risco de acidente considerado leve.
b) 2% para a empresa de risco médio.
c) 3% para empresa de risco grave.
Cada porcentagem é calculada em relação à folha de salário de contribuição e é recolhida com as demais contribuições arrecadadas pelo INSS.
2.2 CUSTOS INDIRETOS
A Associação Educacional Dom Bosco - AEDB (2012) afirma que os custos indiretos são inerentes à própria atividade da empresa, que embora acarrete prejuízo a produção inclusive a diminuam, não há novos gastos necessariamente, tendo como influência em seu aumento alguns fatores:
a) salário pago ao acidentado no dia do acidente, mesmo tratando-se de acidente de trajeto.
b) salários pagos aos colegas do acidentado, que deixam de produzir para socorrer a vítima, avisar seus superiores e, se necessário, auxiliar na remoção do acidentado;
c) despesas decorrentes da substituição de peça danificada ou manutenção e reparos de máquinas e equipamentos envolvidos no acidente, quando for o caso;
d) prejuízos decorrentes de danos causados ao produto em processo;
e) gastos para a contratação de um substituto em caso de afastamento;
f) pagamento do salário do acidentado nos primeiros quinze dias de afastamento;
g) pagamento de horas extras aos empregados para cobrir prejuízo causado à produção pela paralisação decorrente do acidente;
h) gastos extras de energia elétrica devido as horas extras trabalhadas;
i) pagamento das horas de trabalho despendidas por supervisores e outras pessoas:
i.1) na investigação das causas do acidente
i.2) na assistência médica para os socorros de urgência;
i.3) no transporte do acidentado;
i.4) em providências necessárias para regularizar o local do acidente;
i.5) na assistência jurídica.
2.3. CÁLCULO DO CUSTO DE ACIDENTE
O custo do acidente é o somatório dos custos diretos e indiretos envolvidos, de acordo com Jairo Brasil (2007), o mesmo é expresso na fórmula - 1.
(1)
CTA= Custo Total de Acidente CD= Custo direto
CI= Custo indireto
2.3.1. APLICAÇÃO DA FÓRMULA DE CUSTO TOTAL DE ACIDENTE
Considerando hipoteticamente um acidente de trabalho na construção civil, com afastamento de 30 dias, sendo o acidentado um pedreiro que após o cumprimento de 5 horas de trabalho, sofreu um acidente decorrente ao tropeço em uma ferragem em lugar inadequado, tendo como consequência uma fratura no braço direito. Observam-se os seguintes custos:
a) Custo direto: 3% do salário do colaborador sendo este de R$ 1244,00 (2 salários mínimos), considerando também os 5 meses de trabalho.
b) Custo Indireto:
Pagamento do salário do acidentado nos primeiros quinze dias de afastamento: R$ 622,00;
Gastos para a contratação de um substituto: R$ 1244,00 (2 salários mínimos);
Dinheiro pago aos colegas do acidentado, que deixam de produzir para socorrer a vítima: R$ 15,56;
Gasto com as 3 horas pagas ao acidentado mesmo sem este ter trabalhado:
R$ 23,34;
Gastos com transportes: R$ 20,00;
Assistência investigativa e jurídica: R$ 1000,00;
Gastos médicos: R$ 300,00.
Aplicando estes custo à fórmula – 1,obtém-se:
3. CONCLUSÃO
Os acidentes e doenças do trabalho ou profissão são muito dispendiosos, e se apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado, para a sociedade e para a nação significam inúmeras perdas, acarretando custos elevados ou até mesmo irreparáveis como em caso de morte, por esse motivo é tão importante o uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s), e obedecer às normas de segurança do trabalho para dar qualidade de vida aos servidores e aos empregadores e assim tentar ao máximo evitar que tais danos sejam causados.
Também é importante considerar que os custos de investimento para prevenção de acidentes de trabalho são bem menores do que os custos inerentes ao acidente.
REFERÊNCIAS
Associação Educacional Dom Bosco – AEDB. Acidentes do Trabalho. Disponível em:
<www.aedb.br/faculdades/eng_auto/Downloads/apostila_acidentes_trabalho.pdf> Acesso em:
14/09/2012
BRASIL, Jairo. Como fazer o Calculo do Custo de Acidente de Trabalho. Disponível em:
<http://profjairobrasil.blogspot.com.br/2007_08_01_archive.html> Acesso em:17/09/12
REHDER, MARCELO. Gasto com acidente de trabalho chega a R$ 72. Disponivel em <
http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/gasto-com-acidente-de-trabalho-chega-a-r-72/ > Acesso em 18/09/12