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Revista de Imprensa 06-10-2010
5 1 - Correio da Manhã, 07-07-2010, Seis queixas por hora
6 2 - Diário de Notícias, 07-07-2010, Auchan rejeita ligações à situação na Marsans
7 3 - Diário Económico, 07-07-2010, Provedor do cliente quer melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências de viagem
8 4 - Expresso Online, 07-07-2010, Clientes da Marsans podem recorrer à cauções dos operadores
9 5 - GoBulling.com, 07-07-2010, 07:40 Revista de imprensa diária
10 6 - i, 07-07-2010, Marsans. Provedor acusa Turismo de Portugal
11 7 - i Online, 07-07-2010, Marsans. Provedor acusa Turismo de Portugal
12 8 - Jornal de Negócios Online, 07-07-2010, Revista de imprensa diária
13 9 - Jornal de Notícias, 07-07-2010, Marsans faz duplicar queixas ao provedor
14 10 - Jornal de Notícias Online, 07-07-2010, Marsans faz duplicar queixas ao provedor
15 11 - Opção Turismo.com, 07-07-2010, BTL realiza-se em Fevereiro
16 12 - Opção Turismo.com, 07-07-2010, APAVT: melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
17 13 - Público, 07-07-2010, Turismo de Portugal vai investigar Marsans e admite retirar licença à agência de viagens
19 14 - Presstur.com, 07-07-2010, Marsans diz ao Governo que está a vender balcões em Portugal
20 15 - Presstur.com, 07-07-2010, Turismo de Portugal põe operadores em risco de dupla penalização
21 16 - Presstur.com, 07-07-2010, É "verdadeira excepção" uma agência não cumprir dever de acompanhamento dos clientes
22 17 - Presstur.com, 07-07-2010, Operadores turísticos estão abertos a dialogar com quem quiser resolver problema dos clientes
23 18 - Presstur.com, 07-07-2010, APAVT reivindica participar com a DECO na gestão das cauções
24 19 - Publituris.pt, 07-07-2010, Publituris: Caso Marsans: APAVT reúne com operadores dia 14
25 20 - Publituris.pt, 07-07-2010, Publituris: Provedor do Cliente defende mais supervisão às empresas
26 21 - Renascença Online, 07-07-2010, Provedor pede cauções mais realistas para as agências de viagens
27 22 - RFM Online, 07-07-2010, Provedor pede cauções mais realistas para as agências de viagens
28 23 - RH Turismo.net, 07-07-2010, Marsans não emite através de Entremares e TAP
29 24 - RH Turismo.net, 07-07-2010, Vera Jardim faz fortes críticas à Marsans e "aponta o dedo" ao Turismo de Portugal
30 25 - RH Turismo.net, 07-07-2010, APAVT quer ajudar a gerir as cauções
31 26 - SIC Notícias, 07-07-2010, Dívidas nas Agências Marsans
32 27 - turisver.com, 07-07-2010, APAVT quer ajudar a gerir as cauções
33 28 - turisver.com, 07-07-2010, APAVT quer ajudar a gerir as cauções
34 29 - turisver.com, 07-07-2010, Vera Jardim faz fortes críticas à Marsans e "aponta o dedo" ao Turismo de Portugal
35 30 - Agência Financeira Online, 06-07-2010, Marsans: «Não posso inventar dinheiro para dar às pessoas»
36 31 - ambitur.pt, 06-07-2010, APAVT reforça intenção de supervisionar cauções de agências de viagens
38 33 - Antena 1, 06-07-2010, Turismo de Portugal
39 34 - Diário de Notícias, 06-07-2010, Clientes em risco de ficar sem dinheiro das viagens
40 35 - Diário de Notícias Online, 06-07-2010, Turismo: Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
41 36 - Diário de Notícias Online, 06-07-2010, Clientes em risco de ficar sem dinheiro das viagens
42 37 - Diário dos Açores, 06-07-2010, DECO ainda sem reclamações cria apoio diferenciado para clientes da Marsans
43 38 - Expresso Online, 06-07-2010, Caso Marsans: Provedor apela ao Governo para "supervisão a sério"
44 39 - Expresso Online, 06-07-2010, Turismo: Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
45 40 - i, 06-07-2010, Deco recebeu 142 queixas de clientes da Marsans Lusitana
46 41 - i Online, 06-07-2010, Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
47 42 - i Online, 06-07-2010, Deco recebeu 142 queixas de clientes da Marsans Lusitana
48 43 - Jornal de Notícias Online, 06-07-2010, Provedor defende melhor fiscalização das garantias das agências
49 44 - Jornal de Notícias Online, 06-07-2010, Dinheiro das férias devolvido às prestações pela Marsans
50 45 - Jornal Hardmúsica.pt, 06-07-2010, Turismo de Portugal emite comunicado referente à Marsans
51 46 - Lusa.pt, 06-07-2010, Turismo: Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
52 47 - MSN Online, 06-07-2010, Provedor do cliente da associação das agências de viagens defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
53 48 - Opção Turismo.com, 06-07-2010, Marsans: reclamações de clientes "chovem" na DECO
54 49 - Público, 06-07-2010, Falha na fiscalização lesa milhares de clientes da Marsans em Portugal
56 50 - Público Online, 06-07-2010, Falha na fiscalização lesa milhares de clientes da Marsans em Portugal
57 51 - Portugal Zone.com, 06-07-2010, Turismo: Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
58 52 - Primeiro de Janeiro (O), 06-07-2010, Marsans vai devolver dinheiro aos clientes visados
59 53 - Rádio Sim.pt, 06-07-2010, Provedor das Agências de Viagens pede "supervisão mais séria"
60 54 - Record, 06-07-2010, Marsans alvo de Inquérito
61 55 - Record Online, 06-07-2010, Marsans alvo de inquérito
62 56 - Renascença Online, 06-07-2010, Provedor das Agências de Viagens pede "supervisão mais séria"
63 57 - RFM Online, 06-07-2010, Provedor das Agências de Viagens pede "supervisão mais séria"
64 58 - Rostos.pt, 06-07-2010, Turismo de Portugal - ESCLARECIMENTO MARSANS Caução da Marsans Lusitânia encontra-se válida
65 59 - RTP Online, 06-07-2010, Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
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72 66 - TVI 24, 06-07-2010, Agência de Viagens Marsans do Porto
73 67 - TVI 24, 06-07-2010, Agência de Viagens Marsans
74 68 - TVI 24, 06-07-2010, Agência Marsans
75 69 - TVI 24 Online, 06-07-2010, «Discurso Directo»: Problemas com a marcação de férias
76 70 - Visão Online, 06-07-2010, Turismo: Provedor do cliente defende melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências
País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Informação Geral
Cores: Cor
Área: 10,88 x 26,58 cm² Corte: 1 de 1
Tiragem: 51418 País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Informação Geral
Pág: 13
Cores: Preto e Branco Área: 26,63 x 33,21 cm² Corte: 1 de 1
ID: 30928208 07-07-2010
País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Economia, Negócios e.
Cores: Cor
Área: 15,15 x 4,93 cm² Corte: 1 de 1
ID: 30928580 07-07-2010
Vera Jardim disse que o caso da agência Marsans é “inédito”.
TURISMO
Provedor do cliente quer melhor fiscalização
das garantias dadas pelas agências de viagem
O provedor do cliente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT) defende uma melhor fiscalização das garantias exigidas às agências pelo Turismo de Portugal. “O caso da agência Marsans é inédito em Portugal e pode indiciar falsas declarações”, afirmou Vera Jardim, em conferência de imprensa. Este responsável considerou “lamentável” o valor (25 mil euros) da caução da Marsans no Instituto do Turismo de Portugal, que é o valor mínimo legal.
Expresso Online , 07-07-2010
Clientes da Marsans podem recorrer à cauções dos operadores
Turismo de Portugal nega acusações de falta de fiscalização no caso da caução mínima declarada pela Marsans, e diz que a lei pemite neste caso accionar as cauções dos operadores que organizaram a viagem.
Conceição Antunes (www.expresso.pt) 12:06Quarta feira, 7 de Julho de 2010
O Turismo de Portugal emitiu um comunicado em que "repudia quaisquer insinuações sobre falta de fiscalização" no caso dos clientes lesados pela agência espanhola Marsans. Recorde-se que a caução (único mecanismo de defesa dos consumidores em caso de falência da empresa) entregue pela Marsans Lusitânia ao Turismo de Portugal foi o valor mínimo legal (25 mil euros), equivalente a zero de venda de pacotes turísticos em 2009.
"É prática habitual das agências retalhistas (caso da Marsans Lusitânia) que contratam com outras agências (operadores) a organização de viagens, não fazendo elas próprias esses trabalhos de desagregação", refere o comunicado do Turismo de Portugal.
O mesmo comunicado do Turismo de Portugal frisa que "nestas situações, a lei prevê que os consumidores, em caso de incumprimento, possam accionar as cauções da agência com quem contrataram diretamente mas também as cauções das agências operadoras que organizaram a viagem".
Governo reunido com director-geral da Marsans
Para accionar estas cauções, os consumidores têm um prazo de 20 dias úteis. O procedimento aqui indicado é contactar o Turismo de Portugal através de carta ou e-mail ([email protected]) a expôr a situação - que será posteriormente avaliada por uma Comissão Arbitral independente, que além do Turismo de Portugal também integra representantes da DECO e da associação portuguesa das agências de viagens (APAVT).
Esta manhã. o Governo, através do secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, está em reunião com o director-geral da Marsans em Portugal, José Sampera, para perceber o que está a ser feito no sentido de defender os interesses dos clientes lesados.
07:40 Revista de imprensa diária
Novos depósitos das famílias em mínimo de quatro anos (Jornal de Negócios) Os bancos captaram apenas 5,9 mil milhões de euros em Maio, numa altura de fortes constrangimentos no financiamento do sector financeiro.
Apoios aos veículos eléctricos excluem os topos de gama (Jornal de Negócios) Portarias publicadas hoje determinam que só haverá subsídios para veículos até 50 mil euros com baterias que garantam autonomia superior a 120 quilómetros.
Valor das propinas vai baixar pela primeira vez em 5 anos (Diário Económico) Estudantes vão pagar menos para frequentar o ensino superior público, mas Portugal continua a ser um dos países com propinas mais altas
BES pede acordo político para resolver impasse na Vivo (Diário Económico) A PT está paralisada pela incerteza em relação ao desfecho da venda da Vivo. Ricardo Salgado diz que tem de ser o Governo a clarificar situação.
Dívida dos hospitais à indústria farmacêutica cresce em média 25 milhões de euros por mês (Público) Associação da indústria farmacêutica ameaça cobrar juros aos hospitais com dívidas a mais de 90 dias. Ministério diz que prazo médio de pagamento desceu
PSD quer ver as actas da DGCI para saber se o Governo mentiu (Público) Ex-secretário de Estado diz que a equipa política sabia diariamente da cobrança, mas sempre discordou da "visão administrativa" do fisco
"Estado deve usar golden-share se houver uma OPA sobre a PT" (i) Ricardo Salgado insiste no fantasma da oferta da Telefónica. Empresa espanhola está a negociar um financiamento de 8000 milhões.
Marsans. Provedor acusa Turismo de Portugal (i) Turismo de Portugal justifica que a fiscalização é realizada por um TOC externo à entidade mas que caução é válida
Tribunal da UE sem poderes para inverter veto na PT (Diário de Notícias) Decisão de Bruxelas não implica recuo imediato do Governo. Sócrates só terá de pagar multa se, ao segundo procedimento, se recusar a alterar legislação. Veto mantém-se. Sócrates quis ser arguido na queixa de Moura Guedes (Diário de Notícia) Juiz e procurador andaram sete meses a discutir qual a lei que se aplicava para ouvir o primeiro-ministro no processo. Daniel Proença de Carvalho assume "lapso".
Comboios voltam a parar amanhã (Jornal de Notícias) É nos comboios urbanos do Porto onde a CP espera haver amanhã maior número supressões e atrasos na circulação, pelo que será o único ponto onde irá assegurar transporte rodoviário alternativo, devido à greve do sindicato ferroviário marcada para todo o dia.
Marsans faz duplicar queixas ao provedor (Jornal de Notícias) Em seis meses, o número de queixas contra agências de viagem ao provedor do sector duplicou o de 2009. Aumento para o qual contribuiu o fecho das lojas da Marsans em Portugal. Só a Deco já recebeu 301 reclamações de clientes daquela multinacional espanhola.
Seis queixas por hora (Correio da Manhã) O Provedor do Cliente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT) estava ontem a receber uma média de seis queixas por hora relacionadas com o serviço da empresa espanhola Marsans. "Um caso gravíssimo", confessou Vera Jardim, depois de revelar ter recebido 145 queixas em 24 horas. PSD ameaça votar ao lado da Esquerda nas Scut (Correio da Manhã) O PSD ameaça votar ao lado de PCP e Bloco de Esquerda a revogação do decreto-lei do Governo que introduz portagens em apenas três Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) se até 9 de Julho o Executivo nada alterar na sua proposta. Para os sociais-democratas, "ou pagam todos ou não paga ninguém".
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Tiragem: 35248 País: Portugal Period.: DiáriaÂmbito: Informação Geral
Pág: 12 Cores: Cor Área: 13,91 x 29,57 cm² Corte: 1 de 1 ID: 30930722 07-07-2010
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Marsans. Provedor acusa Turismo de Portugal
por Maria Catarina Nunes, Publicado em 07 de Julho de 2010 |
Turismo de Portugal justifica que a fiscalização é realizada por um TOC externo à entidade mas que caução é válida "Há uma coisa de que tenho a certeza: uma caução de 25 mil euros [valor mínimo legal], neste caso, não é adequada", afirmou o provedor do cliente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT). Vera Jardim falava à imprensa sobre o montante que a Marsans depositou no Turismo de Portugal (TP). Caução que, afirmou, é fiscalizada pela entidade que a recebe: "O volume de negócios de que tenho conhecimento pela APAVT justifica uma caução de 250 mil euros [máximo legal]".
Estes depósitos existem para proteger o cliente em casos excepcionais e correspondem a 5% das vendas em pacotes organizados - que têm de incluir duas das seguintes: alimentação, avião ou estadia. Uma caução de 25 mil euros corresponde a vendas de 500 mil euros, embora a Marsans tenha tido receitas de valores superiores. "O caso da Marsans é inédito e pode indiciar falsas declarações" disse o provedor, reiterando que é "um caso de polícia".
Pedro Costa Ferreira, dirigente da APAVT, defende que "é necessário mais fiscalização preventiva". Sobre a ineficácia à supervisão das contas por parte do Turismo de Portugal, responde apenas: "Não me compete julgar", mas acrescenta que "as cauções são geridas pelo TP e temo-nos pugnado pela intervenção na sua gestão".
Vera Jardim já defendera melhor fiscalização e supervisão das garantias exigidas às agências de viagens pelo Turismo de Portugal, de forma a garantir a protecção dos clientes. O provedor afirmou ainda que tenciona escrever ao ministro da Economia, Viera da Silva, com sugestões sobre formas de tornar os processos de caução e a protecção de clientes, mais eficazes. Por agora, apenas diz: "Não sabemos o que irá suceder. É um caso grave".
justificação Contactada pelo i, fonte do TP afirmou que a sua "responsabilidade é receber a caução; a fiscalização é feita por um Técnico Oficial de Contas (TOC), alguém idóneo" e externo à empresa. Na sequência deste caso, o TP anunciou em comunicado que "a caução da Marsans Lusitânia encontra-se válida [25 mil euros]" já que, no período em questão, de acordo com o TOC da empresa, não vendeu viagens organizadas efectuadas pela agência, mas por outras agências ou operadores". A entidade acrescenta que a contratação de operadores por agências retalhistas (como a Marsans) para organização de viagens é prática usual e que nestas situações os clientes podem "accionar as cauções da agência com que contrataram e das operadoras que organizam a viagem".
Pedro Costa Ferreira assegura que, num primeiro inventário da APAVT junto dos operadores turísticos que actuam em mercado nacional, as reservas da Marsans ascendem a "várias centenas de milhares de euros". Sobre as pagas pelos clientes, esclarece que "cada caso é um caso", e neste momento todos estão a ser avaliados.
Jornal de Negócios Online , 07-07-2010 Revista de imprensa diária
07 Julho2010 | 07:40
Resumo das notícias económicas mais importantes da imprensa diária
Os bancos captaram apenas 5,9 mil milhões de euros em Maio, numa altura de fortes constrangimentos no financiamento do sector financeiro.
Portarias publicadas hoje determinam que só haverá subsídios para veículos até 50 mil euros com baterias que garantam autonomia superior a 120 quilómetros.
Estudantes vão pagar menos para frequentar o ensino superior público, mas Portugal continua a ser um dos países com propinas mais altas
A PT está paralisada pela incerteza em relação ao desfecho da venda da Vivo. Ricardo Salgado diz que tem de ser o Governo a clarificar situação.
Associação da indústria farmacêutica ameaça cobrar juros aos hospitais com dívidas a mais de 90 dias. Ministério diz que prazo médio de pagamento desceu
Ex-secretário de Estado diz que a equipa política sabia diariamente da cobrança, mas sempre discordou da "visão administrativa" do fisco
Ricardo Salgado insiste no fantasma da oferta da Telefónica. Empresa espanhola está a negociar um financiamento de 8000 milhões.
Turismo de Portugal justifica que a fiscalização é realizada por um TOC externo à entidade mas que caução é válida Decisão de Bruxelas não implica recuo imediato do Governo. Sócrates só terá de pagar multa se, ao segundo procedimento, se recusar a alterar legislação. Veto mantém-se.
Juiz e procurador andaram sete meses a discutir qual a lei que se aplicava para ouvir o primeiro-ministro no processo. Daniel Proença de Carvalho assume "lapso".
É nos comboios urbanos do Porto onde a CP espera haver amanhã maior número supressões e atrasos na circulação, pelo que será o único ponto onde irá assegurar transporte rodoviário alternativo, devido à greve do sindicato ferroviário marcada para todo o dia.
Em seis meses, o número de queixas contra agências de viagem ao provedor do sector duplicou o de 2009. Aumento para o qual contribuiu o fecho das lojas da Marsans em Portugal. Só a Deco já recebeu 301 reclamações de clientes daquela multinacional espanhola.
O Provedor do Cliente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APAVT) estava ontem a receber uma média de seis queixas por hora relacionadas com o serviço da empresa espanhola Marsans. "Um caso gravíssimo", confessou Vera Jardim, depois de revelar ter recebido 145 queixas em 24 horas.
O PSD ameaça votar ao lado de PCP e Bloco de Esquerda a revogação do decreto-lei do Governo que introduz portagens em apenas três Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) se até 9 de Julho o Executivo nada alterar na sua proposta. Para os sociais-democratas, "ou pagam todos ou não paga ninguém".
Jornal de Negócios Online - [email protected]
País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Informação Geral
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Área: 26,50 x 23,89 cm² Corte: 1 de 1
Jornal de Notícias Online , 07-07-2010 Marsans faz duplicar queixas ao provedor
Em seis meses, o número de queixas contra agências de viagem ao provedor do sector duplicou o de 2009. Aumento para o qual contribuiu o fecho das lojas da Marsans em Portugal. Só a Deco já recebeu 301 reclamações de clientes daquela multinacional espanhola.
Se no ano passado 215 reclamações foram recebidas pelo provedor do cliente da Associação Portuguesas das Agências de Viagens de Turismo (APAVT), este ano, Vera Jardim conta com 413 queixas, sendo que grande parte delas corresponde ao encerramento de algumas lojas da Marsans Lusitânia, que deixou centenas de pessoas longe dos destinos turísticos que tinham contratado.
Por outro lado, ao JN, a Deco indicou que, até ao fecho da edição, nas suas várias delegações, 301 clientes reclamaram o incumprimento do estabelecido com a Marsans. Queixosos que foram prejudicados em valores que variam "entre os 600 e os 6,5 mil euros", com os "mais diversos pacotes", incluindo cruzeiros.
Vera Jardim admitiu que se trata de um cenário "gravíssimo", mas que não pode "dar garantia nenhuma" de possíveis reembolsos.
"Vamos falar, protestar, chamar a atenção das autoridades.
Agora, o que não posso é inventar dinheiro para dar às pessoas", garantiu, ontem, o provedor da APAVT, numa conferência em Lisboa, onde defendeu uma melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências, às quais os clientes podem recorrer em episódios semelhantes.
Cauções serão reveladas em site
"O caso da agência Marsans é inédito em Portugal e pode indiciar falsas declarações. Tendo em conta o volume de negócios que eu tenho conhecimento, por via da APAVT, penso que se justifica a caução máxima de 250 mil euros", acrescentou Vera Jardim.
O jurista frisou ser "lamentável" a caução de 25 mil euros da Marsans no Instituto do Turismo de Portugal (ITP) - valor correspondente a 500 mil euros de facturação -, quando, só em 2008, a empresa terá tido um volume de negócios na ordem dos 30 milhões de euros. Aliás, crítica partilhada pelo vice-presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, que revelou não só a instauração de um processo que vise a expulsão da Marsans da associação, como a intenção em participar na supervisão das cauções.
De positivo o caso Marsans deu um sinal: o responsável pelo ITP, Luís Patrão, admitiu que aquele organismo irá publicar no seu site os valores das cauções das agências de viagem - que correspondem a 5% das vendas das viagens organizadas. Também o ministro da Economia, Vieira da Silva, salientou ontem que o "Estado português e as entidades públicas tudo farão" para que os clientes não sejam prejudicados.
Quanto aos cerca de 100 funcionários, preparam-se para acordar na sexta-feira qual a forma de recuperar os seus salários. Ao JN, fonte ligada àquele grupo adiantou que, há 15 dias, um email interno sobre as condições da Marsan terá motivado a saída - por vontade própria - de quase metade dos então 200 colaboradores.
Nuno Miguel Ropio
BTL realiza-se em Fevereiro 2010-07-07 08:31:12
BTL realiza-se em Fevereiro com presença das marcas turísticas regionais Para dinamizar o destino Portugal, a próxima edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, contará com as marcas turísticas regionais, promovendo a venda ao público. A edição de 2011 que se realiza de 23 a 27 de Fevereiro do próximo ano, contará com novas iniciativas, entre as quais grupos de trabalho para o programa Hosted Buyers e de Gastronomia.
A primeira reunião da comissão organizadora daquele certame, contou com a participação da Associação de Turismo dos Açores, Turismo do Algarve, a Direcção Regional do Turismo da Madeira, Turismo de Lisboa, Turismo do Alentejo, Turismo de Lisboa e Vale o Tejo, Turismo do Porto e Norte, Turismo do Centro e o Turismo de Portugal.
Presença, marcaram ainda a TAP, Lágrimas Hotels & Emotions, Hoteles Alexandre de Almeida e Casino de Lisboa, assim como a AHRESP, AHP e APAVT.
Opção Turismo.com , 07-07-2010
APAVT: melhor fiscalização das garantias dadas pelas agências 2010-07-07 08:30:52
O provedor do cliente da APAVT defendeu uma melhor fiscalização e supervisão no domínio das garantias exigidas às agências pelo Turismo de Portugal, para que os consumidores sejam mais bem protegidos.
Vera Jardim referiu que o caso da agência Marsans é inédito em Portugal e pode indiciar falsas declarações.
O provedor do cliente disse tratar-se de um acontecimento grave para centenas ou milhares de pessoas e afirmou queos direitos dos clientes são para ser levados a sério.
País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Informação Geral
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ID: 30928650 07-07-2010
Turismo de Portugal vai investigar Marsans
e admite retirar licença à agência de viagens
Raquel Almeida Correia
Instituto afirmou que, caso as informações prestadas pela empresa se revelem falsas, o alvará será cassado
a O Turismo de Portugal vai investi-gar a declaração de vendas da Mar-sans que serviu de base ao cálculo da caução de 25.000 euros que esta de-positou para precaver situações que lesem os clientes, como a falência. O organismo assegurou que, “caso não se confi rme a veracidade das in-formações prestadas, poderá ser cas-sado o respectivo alvará de agência de viagens”, proibindo a empresa de exercer a actividade em Portugal.
As declarações do Turismo de Por-tugal surgem depois de o PÚBLICO ter noticiado que a agência de viagens de origem espanhola deu uma garan-tia de apenas 25.000 euros (o mínimo legal). A lei prevê que o montante seja
equivalente a cinco por cento da fac-turação com viagens organizadas, o que signifi caria que as vendas da Mar-sans rondariam os 500.000 euros.
No entanto, o relatório da Informa D&B (que reúne informação fi nan-ceira sobre empresas) revela que a agência de viagens facturou mais de 38 milhões de euros em Portugal, no ano passado. De acordo com o provedor dos clientes da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a vertente das viagens organizadas terá sido respon-sável por receitas de dez milhões de euros. Isto signifi ca que, em vez de 25.000 euros, a caução da Marsans deveria ser de 250.000 euros (o má-ximo previsto por lei).
O Turismo de Portugal voltou on-tem a afi rmar, em comunicado, que a caução foi fi xada no montante míni-mo porque a empresa entregou uma declaração, auditada por um técnico ofi cial de contas, alegando que não tinha realizado viagens organizadas
gens e, portanto, inibido o exercício da actividade e mesmo responsabi-lizados os seus dirigentes por falsas declarações”, lê-se no comunicado do organismo.
A APAVT tem vindo a apelar ao Tu-rismo de Portugal para que a gestão das cauções dadas pelas empresas do sector seja partilhada. Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT, afi rmou que a associação “tem pug-nado por uma maior participação” na fi scalização destas garantias. “Te-mos vindo a solicitar, desde há qua-tro anos, que o Turismo de Portugal considere uma gestão conjunta das cauções”, afi rmou.
No entanto, a APAVT, que está em contacto com a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) para concer-tar esforços no que diz respeito à fi s-calização destas garantias, ainda não recebeu, até agora, uma resposta do Turismo de Portugal. “Não responde-ram, mas também não recusaram a proposta”, rematou o responsável. em 2009. Informação desmentida
pela APAVT, que afi rmou que “a em-presa vendeu um número avultado de viagens organizadas”.
A associação do sector preferiu não comentar o facto de o instituto pú-blico não ter fi scalizado a declaração da Marsans, na altura em que esta
foi entregue (a 15 de Julho de 2009). Ontem, o Turismo de Portugal deixou antever uma investigação sobre este caso, ao afi rmar que a empresa será punida, se se confi rmar que prestou declarações falsas.
“Caso não se verifi que a veracidade das informações prestadas no proces-so administrativo, poderá ser cassado o respectivo alvará de agência de
via-Marsans fechou agências no fim-de-semana e tem caução de 25.000 euros porque alega que não vendeu viagens organizadas
Em apenas dois dias, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) recebeu 301 queixas relacionadas com a Marsans. Os clientes da agência de viagens procuraram esclarecimentos sobre a forma como podem reaver o dinheiro das reservas ou assegurar que as suas férias não estão em risco. De acordo com a associação, os montantes envolvidos nas viagens das pessoas que apresentaram queixas “rondam, em média, 1000 a 1500 euros”, mas também há casos em que chegam quase aos 6000 euros. A Deco está a aconselhar os clientes lesados a contactar os operadores turísticos, de modo a confirmar se a reserva foi feita e paga pela Marsans. Caso contrário, remete-os para o Turismo de Portugal, para o provedor ou para a via judicial, de modo a serem compensados por eventuais danos.
Mais de 300 queixas
Clientes da Marsans pedem ajuda à Deco
Entrevista a Vera Jardim
Raquel Almeida Correia
a Vera Jardim pede uma supervisão “mais potente” para assegurar que as garantias das agências de viagens respeitam a lei. E revela que alguns clientes esperam anos para receber as devidas indemnizações.
O que deveria ter feito o Turismo de Portugal para assegurar uma a caução adequada?
Deveria haver processos mais potentes de supervisão. Era preciso analisar os balanços, as contas das empresas, tudo o que pudesse servir de indicador, de alerta. Se uma pessoa diz que tem zero vendas e o balanço diz o contrário, é porque algo não bate certo.
O Turismo de Portugal falhou?
Falhou ao ter acreditado na declaração [de vendas da empresa]. Também falhou o facto de não estarem no terreno outros meios de fi scalização mais potentes, como uma avaliação da contabilidade das empresas. Sei que a APAVT e a Deco estão interessadas em colaborar com o Turismo de Portugal nesse
Provedor do cliente diz que o
Turismo de Portugal “falhou”
caução tivesse sido depositada no seu montante total, não chegaria, nem de perto, nem de longe, para compensar todos os prejuízos. Mas, enfi m, se adoptarmos procedimentos mais cautelosos nesta matéria, podemos fazer avanços. Seria melhor que lá estivessem os 250 mil euros.
É verdade que muitos clientes
Tiragem: 50121 País: Portugal Period.: Diária
Âmbito: Informação Geral
Pág: 40 Cores: Cor Área: 4,83 x 3,33 cm² Corte: 2 de 2 ID: 30928650 07-07-2010
Turismo
Agência de
viagens Marsans
sob investigação
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Marsans diz ao Governo que está a vender balcões em Portugal Mas "por enquanto" não tem intenção de fechar
Presstur 07-07-2010 (17h36) A Marsans Portugal garantiu hoje ao Governo português que "por enquanto" não tem intenção de fechar em Portugal, mas, revelou o secretário e Estado da Defesa do Consumidor, Fernando Sarrasqueiro, também adiantou estar a negociar a venda de balcões e que esse processo "está-se a desenrolar muito rapidamente".
"Foi-nos dito que em termos de risco de acabarem em Portugal por enquanto não estão com essa intenção. Agora, não esconderam que estão com um plano de reestruturação", disse Fernando Sarrasqueiro no final de uma reunião com o director-geral da Marsans em Portugal, José Vicente Semper, conforme declarações reproduzidas pela TSF.
O governante português disse ainda que essa reestruturação passa designadamente pelo número das agências no sentido "até de realizarem meios financeiros para que possam ir satisfazendo alguns dos compromissos, designadamente ao nível da venda".
Fernando Sarrasqueiro disse ainda ter sido informado por José Vicente Semper que "está-se a desenrolar muito rapidamente" essa operação "da venda de algumas lojas para outros operadores, para com isso poderem ter um fundo de maneio que lhes permita fazer a sua gestão".
As declarações de Fernando Sarrasqueiro indicam que a Marsans, como já o fizera em comunicado, alegou "um problema fundamentalmente de tesouraria, de insuficiência de meios financeiros para poderem pagar aos diferentes operadores as viagens que contratualizaram", porque "têm também um conjunto de dívidas de grandes clientes, e clientes de alguma dimensão".
O secretário de Estado disse ter sido informado que a Marsans está "a tentar contratualizar, negociar, escalonar" essas alegadas dívidas de clientes, "para com isso poderem satisfazer os clientes para os dias seguintes".
Fernando Sarrasqueiro tinha começado por dizer que a Marsans garantiu ter feito os respectivo pagamentos para "tudo funcionasse normalmente" em relação "às pessoas que tinham partidas para hoje e para amanhã", nada mais adiantando em relação aos dias seguintes, que se sabe serem os de maior concentração de partidas, por haver uma preferência do mercado pelas saídas entre as sextas e as segundas-feiras.
"Tudo dependerá da resolução de um problema de fundo, que passa pela cobrança de um conjunto de dívidas", disse Sarrasqueiro, citado pelo jornal "Público".
A Marsans Lusitânia é uma subsidiária do grupo espanhol Marsans, vendido há cerca de um mês pelos fundadores, Díaz Ferrán, que também é o presidente da confederação do patronato espanhol, e Gonzalo Pascual, à Posibilitum Business SL e que actualmente está em processo de "concurso de credores", decidido pelo Juzgado de lo Mercantil número 12 de Madrid. O despacho, já publicado pelo Boletín Oficial del Estado (BOE), indica que clientes e credores da Viajes Marsans têm o prazo de um mês, a contar desde 5 de Julho, para apresentarem as suas reclamações de dívidas.
De acordo com a imprensa espanhola, os novos proprietários da Viajes Marsasn também já avançaram com um processo de redução de efectivos, através de um ERE (Expediente de Regulação de Emprego), com o qual pretendem cortar o quadro de pessoal, actualmente de 2.079 pessoas, em 65%.
Ontem, em declarações à imprensa, o vice-presidente da APAVT e responsável pelo Capítulo dos Operadores da Associação, Pedro Costa Ferreira, disse que os operadores portugueses "estão a avaliar caso a caso, porque o principal é tentar salvar as reservas e tentar resolver o problema dos clientes [da Marsans]".
Pedro Costa Ferreira, que não avançou números de reservas Marsans, referindo-se apenas a que ascenderão a "várias centenas de milhares de euros", indicou que a Associação pelo contacto que tem tido com os operadores turísticos tem a perspectiva de que "esse número baixará muito significativamente nos próximos dias" (clique para ler:).
Presstur.com , 07-07-2010
Turismo de Portugal põe operadores em risco de dupla penalização
Presstur 07-07-2010 (01h40)"É um completo absurdo. Quem é que pode obrigar qualquer empresa a prestar um serviço pelo qual não recebeu o respectivo pagamento?" -- insurgia-se ontem um operador turístico contactado pelo PressTUR, ao tomar conhecimento do comunicado do Turismo de Portugal.
Na sua perspectiva, "obviamente" que o Turismo de Portugal deveria saber que os clientes lesados pela Marsans foram-no porque pagaram à agência as viagens de que não puderam desfrutar, ou que tiveram que pagar segunda vez para as não perderem, mas que "isto aconteceu porque a agência não pagou aos operadores turísticos".
"Será que o Turismo de Portugal não sabe disto?", questionou.
É neste sentido que argumenta que ninguém o pode forçar a prestar um serviço pelo qual não recebeu o pagamento, sublinhando que, pelo contrário, deveria ser ressarcido por perdas que já contabiliza.
Esse operador referiu ao PressTUR que tinha reservas para o passado fim de semana que teve que assumir como canceladas, porque não foram pagas, mas que em circunstância nenhuma a sua empresa esteve em falta com clientes da Marsans, porque nunca as condições para a prestação do serviço foram satisfeitas.
Acresce, disse, que o Turismo de Portugal também deveria saber que o que se passou este fim de semana decorreu de uma deliberação da direcção da Marsans em Portugal de encerrar as lojas sem dar conhecimento aos clientes, como é explícito no email que foi tornado público, nem aos restantes players do mercado, que foram igualmente apanhados de surpresa (clique para ler:).
"Isto é mesmo um caso de polícia como disse o Provedor, mas pelos vistos o Turismo de Portugal não o quer ver, porque apenas está preocupado em justificar como é que aceitou que a Marsans tivesse uma caução de apenas 25 mil euros", acusou.
Este operador, além de se insurgir com a tomada de posição do Turismo de Portugal, chamou a atenção para o que também classificou de "absurdo" que é o Turismo de Portugal invocar a possibilidade de serem accionadas as cauções dos operadores que, como os clientes, "são também vítimas" neste processo, com custos financeiros evidentes.
"Um pacote que não se vendeu porque estava reservado mas que a reserva acabou por não se efectivar porque a Marsans não pagou é um lugar de avião e um quarto de hotel que ficaram vazios, mas que têm um custo que os operadores têm que suportar", explicou.
Para esta situação alertou também ontem Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT, em declarações à imprensa após uma conferência de imprensa do Provedor do Cliente das Agências de Viagens, que afirmou que os operadores turísticos "estão também a ser lesados de uma forma muito significativa com esta situação".
"Primeiro, porque já este fim-de-semana pensavam que tinham lugares vendidos que acabaram por ir vazios e isto tem um efeito directo nos seus negócios. Depois, para algumas destas reservas do fim-de-semana e futuras já foram realizados alguns pagamentos ao estrangeiro, exactamente para as garantir, e agora iniciar-se-ão tentativas de reembolso, que podem ou não ter êxito. E porque é obviamente uma quebra de confiança no mercado que vai ter aqui algum efeito de arrasto do negócio", explicou o vice-presidente da APAVT.
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É "verdadeira excepção" uma agência não cumprir dever de acompanhamento dos clientes Pedro Costa Ferreira, VP da APAVT, sobre o caso Marsans (3)
Presstur 07-07-2010 (01h45)"É uma verdadeira excepção" e é mesmo "a primeira vez" que, apesar de todas as dificuldades que o sector atravessa, "uma agência de viagens não cumpre o seu principal dever que é de acompanhamento do cliente", garantiu ontem o vice-presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, quando questionado pelos jornalistas se podia assegurar que não há mais agências na situação da Marsans.
"Não posso assegurar", admitiu o dirigente associativo, sem deixar de frisar que o sector das agências de viagens é constituído sobretudo por micros e pequenas empresas, como a generalidade do tecido empresarial português, e na actual conjuntura económica, "nem todas as agências têm balanços totalmente consolidados, ou não vivem a melhor das vidas, ou não passam o melhor dos dias".
"Isso obviamente que é verdade, não para o sector das agências de viagens, mas para todo o tecido microeconómico português", acrescentou o vice-presidente da APAVT que garantiu que, porém o que se passou com a Marsans é inédito. "Aquilo que existiu é um atropelamento do acompanhamento do cliente e é para isso que as agências de viagens existem e esse é o primeiro mandamento da boa prática da profissão. Não posso assegurar que isto não venha a acontecer, posso assegurar que é caso único em Portugal", afirmou.
Pedro Costa Ferreira revelou na mesma ocasião que a APAVT já entregou à Marsans a nota de culpa do processo disciplinar que lhe instaurou e que pode levar à sua expulsão da Associação.
Esse processo "tem a ver exactamente com o não cumprimento da boa prática da profissão e, sobretudo, com o não cumprimento do dever de acompanhamento do cliente", explicou, frisando de seguida que "o agente de viagens existe para aconselhar o cliente antes da viagem, para o acompanhar e resolver as situações durante a viagem e para perceber o que aconteceu após a viagem".
Em relação à actuação da APAVT no caso Marsans, o vice-presidente da Associação referiu-se a iniciativas de contacto com a empresa, no sentido do esclarecimento das situações de que havia notícia, mas, acrescentou, "a verdade é que a APAVT não pode agir sob presunção".
"Há uma coisa muito mais importante na sociedade portuguesa que é a presunção de inocência. Nós não temos que nos imiscuir na concorrência entre agências com base em presunções. No dia em que isso começar a acontecer, então está tudo voltado ao contrário", avertiu.
Aliás, o dirigente associativo respondeu com um "deveríamos não o ter feito" quando questionado se a APAVT não deveria ter alertado o Turismo de Portugal, repetindo que "não devemos agir baseados em presunções" e que "é mais importante a presunção de inocência".
"Tentámos obter esclarecimentos, obtivemos os esclarecimentos que obtivemos e estivemos atentos. Uma coisa diferente é tendo ocorrido factos. Tendo ocorrido factos, podemos agir face aos factos e vamos tentar melhorar para que não aconteçam factos futuros. É nesse contexto que a APAVT está a intervir", concluiu.
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Presstur.com , 07-07-2010
Operadores turísticos estão abertos a dialogar com quem quiser resolver problema dos clientes Pedro Costa Ferreira, VP da APAVT, sobre o caso Marsans (1)
Presstur 07-07-2010 (01h49)"Os operadores turísticos estão abertos a dialogar com quem quiser resolver o problema do cliente final", seja a agência Marsans, seja outra agência por quem a reserva tenha sido colocada, seja o próprio cliente final, garantiu ontem Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT e que na Associação lidera o capítulo dos operadores turísticos.
O dirigente associativo não escamoteou que "se uma reserva já foi paga pelo cliente [à Marsans] e não foi paga aos operadores isso é um problema", assegurou que, porém, o sector está a analisar caso a caso.
"Os operadores turísticos estão a avaliar caso a caso, porque o principal é tentar salvar as reservas e tentar resolver o problema dos clientes", afirmou Costa Ferreira, que disse ainda não confirmar, "pelo menos em sede de APAVT, que haja algum desagrado por parte dos operadores turísticos em dialogar com o cliente final".
Nesta declarações o vice-presidente da APAVT avançou a perspectiva de que a dimensão do problema tenda a decrescer. Um "primeiro número" aponta que as reservas Marsans junto de operadores turísticos ascenda a "várias centenas de milhares de euros", disse Costa Ferreira, que acrescentou que, porém, "de acordo com o diálogo que temos vindo a fazer com os operadores turísticos, a ideia que está a começar a surgir é que esse número baixará muito significativamente nos próximos dias".
O vice-presidente da APAVT explicou que os operadores, "até pelo contacto dos clientes e diversas agências", estão a avaliar quais das reservas estão já pagas ou não à Marsans e a perspectiva que surge é que "parte, que se presume significativa", seja de reservas ainda não pagas, que os clientes podem mudar para outras agências.
"Portanto, o valor em termos numéricos do problema vai baixar significativamente. É essa a opinião dos operadores turísticos a operarem no mercado nacional", acrescentou.
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APAVT reivindica participar com a DECO na gestão das cauções Pedro Costa Ferreira, VP da APAVT, sobre o caso Marsans (2)
Presstur 07-07-2010 (01h47) O vice-presidente da APAVT Pedro Costa Ferreira, nas declarações ontem à imprensa, voltou a colocar em cima da mesa a participação da Associação, conjuntamente com a DECO, na gestão das cauções que a Lei da Agências de Viagens estipula que as empresas devem prestar.
"A grande verdade é que nós, APAVT, somos uns profundos conhecedores do sector, e isso é bom para a gestão das cauções. E a DECO é uma profunda conhecedora dos conflitos de consumo, e isso também penso que é bom para gestão das cauções", afirmou.
Antes, o dirigente associativo tinha afirmado que a "não é de hoje" que a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções, que essa reivindicação consta do programa da actual Direcção da Associação "e já tem sido agenda em anos anteriores".
Estas declarações foram prestadas a meio da tarde, antes portanto do "Esclarecimento Marsans" divulgado pelo Turismo de Portugal, no qual também é abordada a questão da gestão das cauções.
"Quanto ao depósito das cauções, o Turismo de Portugal é a entidade pública a quem essas verbas estão confiadas por lei, não havendo cobertura legal para entregá-las a outras instituições, quer sejam associações de consumidores quer responsáveis de organismos criados pelas associações empresariais do sector", lê-se no comunicado do Turismo de Portugal. Nas declarações à imprensa anteriores a este comunicado do Turismo de Portugal, Pedro Costa Ferreira, questionado pelos jornalistas respondeu que a Associação não conhecia o montante da caução prestada pela Marsans, "porque não somo nós que a gerimos", e admitiu ser "surpreendente" o valor.
"Pelos menos não é adequado e, não sendo adequado, tem sempre algum grau de surpreendente", observou o vice-presidente que se escusou no entanto a comentar se considerava "normal" o Turismo de Portugal não confirmar os valores que lhe são apresentados.
"Não me compete fazer esses comentários. Compete-me ajudar o mercado a ser cada vez melhor, a ser cada vez mais credível", retorquiu Pedro Costa Ferreira.
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Publituris.pt , 07-07-2010
Publituris: Caso Marsans: APAVT reúne com operadores dia 14
A APAVT vai reunir com o mercado dos operadores turísticos daqui a uma semana.
Com base em fontes do Publituris, este encontro servirá para debater o caso Marsans e avaliar o impacto que a situação está a ter em cada um dos players.
Até à data, está confirmada a presença da maioria dos operadores, entre os quais Mundovip, Nortravel, Solférias, Soltrópico, Sonhando, Travelplan, Viajar Tours, entre outros.
Ainda sem confirmação estão os operadores espanhóis, Iberojet e Soltour, já que no segundo caso, e conforme as mesmas fontes, o operador tem 400 mil euros em viagens confirmadas na Marsans.
Em conferência de imprensa ontem em Lisboa, a APAVT, através do vice-presidente, Pedro Costa Ferreira, renovou que foi colocado um processo disciplinar à Marsans e solicitada a sua expulsão da Associação. Esta é, contudo, uma medida que muitos criticam pois, caso a Marsans seja expulsa, os clientes finais ficarão sem acesso ao Provedor do Cliente, Vera Jardim.
Publituris: Provedor do Cliente defende mais supervisão às empresas
Surpreendido e a defender mais supervisão. Foi desta forma que o Provedor do Cliente se apresentou ontem em conferência de imprensa.
Surpreendido não só pelos acontecimentos do passado fim-de-semana quando as lojas Marsans fecharam portas, mas também pelo valor da caução da rede junto do Turismo de Portugal ser de 25 mil euros. "Este é um valor que considero lamentável", acrescenta.
Adiantando não saber "se este é um processo de falência em Portugal", Vera Jardim defende no entanto, mais supervisão para estes casos. "Não basta que as empresas entreguem as declarações dos volumes de negócio. É preciso supervisão a sério".
Apesar de considerar que esta situação "não vai afectar o bom nome do sector" turístico, o Provedor anunciou que quando toda a situação estiver esclarecida se vai dirigir às entidades competentes para solicitar mais fiscalização e reforçar as garantias pedidas às empresas. Vera Jardim continua ainda a afirmar que este é "um caso de polícia" e que, com base na APAVT, este é também um episódio "inédito em Portugal, sobretudo com este porte".
O Provedor do Cliente informou também que, segunda-feira, a DECO tinha recebido 140 reclamações relativas ao caso Marsans, enquanto o seu gabinete recebia 145.
Ainda assim, desconhece-se o número correcto de turistas lesados.
Entretanto, deixou a promessa que no seu caso "as reclamações irão ser resolvidas no mais curto lapso de tempo possível", mas para já a resposta que "o Provedor está a dar é que o cliente tem direito ao seu dinheiro".
Por outro lado lembra "uma coisa é a decisão do Provedor e outra é a agência de viagens pagar".
Vera Jardim afirmou igualmente que 2010 é um ano "agitado" em termos de reclamações, tendo-se contabilizado até segunda-feira, dia 5, um total de 413, na sua maioria geradas pelo caso Marsans mas também pela interrupção do transporte aéreo devido à nuvem de cinzas do vulcão islandês. Desse total 321 já foram apreciadas.
Cancelamento de viagem (59), alteração de programas (48) e más condições de alojamento (38) foram os principais fundamentos das reclamações apresentadas.
No que toca a resoluções, 85 foram contra o reclamante, 65 parcialmente favoráveis ao reclamante e 21 totalmente favoráveis ao reclamante.
Renascença Online , 07-07-2010
Provedor pede cauções mais realistas para as agências de viagens Inserido em 06-07-2010 17:52
Vera de Jardim pede "supervisão mais séria". Marsans tem uma caução de apenas 25 mil euros, insuficiente para pagar aos clientes em caso de incumprimento.
O provedor dos clientes da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) vai propor ao Governo cauções mais realistas para as agências que operam em Portugal. Vera Jardim diz-se chocado com o valor depositado em caução obrigatória pela agência Marsans, muito abaixo do necessário para resolver os problemas causados pelo fecho dos escritórios.
"Nós temos aqui uma situação que é grave. Não é algo que possamos aceitar, que é ter uma empresa com a dimensão da Marsans com uma caução de 25 mil euros", afirmou Vera Jardim numa conferência de imprensa, acrescentando que "o caso é inédito em Portugal e pode indiciar falsas declarações".
Para o responsável, o sistema de supervisão das cauções tem de ser melhorado, assumindo - perante os jornalistas - o compromisso de "escrever a quem e direito, chamando a atenção para o problema e até dando ideias". O provedor pediu uma "supervisão mais séria" por parte do Turismo de Portugal, no que se refere às garantias dadas pelas empresas para precaver situações que lesem os clientes.
Vera Jardim considerou tratar-se de "um acontecimento grave para centenas ou milhares de pessoas", que "às vezes - com sacrifício - são confrontadas com uma situação que leva os direitos dos clientes".
Estas declarações surgem após a imprensa ter noticiado que a Marsans tem uma caução de apenas 25 mil euros, montante insuficiente para pagar aos clientes em caso de incumprimento e inferior ao previsto por lei. A caução é fiscalizada pelo Turismo de Portugal e deveria equivaler a 5% das vendas com viagens organizadas. Os 25 mil euros corresponderiam a vendas de 500 mil euros, quando a Marsans gerou receitas acima de 38 milhões de euros em Portugal.
De acordo com fontes do mercado, as receitas com viagens organizadas devem rondar os dez milhões de euros, o que significa que a caução deveria ser de 250 mil euros, o máximo previsto por lei.
Grupo continua a garantir a viabilidade da empresa
Apesar das garantias do grupo espanhol de que as 30 lojas em Portugal não vão encerrar, muitas mantém-se ainda de portas fechadas e sem explicações.
Em Espanha, o tribunal nomeou já quatro administradores judiciais para o processo de falência da empresa que deverão elaborar a lista de credores e um relatório do património da companhia turística declarada em falência a 25 do mês passado. Apesar desta nomeação, o tribunal permite que os novos proprietários da Marsans possam administrar o património da companhia, desde que se mantenha a supervisão judicial.
O grupo foi comprado a 9 de Junho por 600 milhões de euros, um valor que já inclui as dívidas de 341 milhões de euros.
Provedor pede cauções mais realistas para as agências de viagens 06-07-2010 17:52
Vera de Jardim pede "supervisão mais séria". Marsans tem uma caução de apenas 25 mil euros, insuficiente para pagar aos clientes em caso de incumprimento.
O provedor dos clientes da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) vai propor ao Governo cauções mais realistas para as agências que operam em Portugal. Vera Jardim diz-se chocado com o valor depositado em caução obrigatória pela agência Marsans, muito abaixo do necessário para resolver os problemas causados pelo fecho dos escritórios.
"Nós temos aqui uma situação que é grave. Não é algo que possamos aceitar, que é ter uma empresa com a dimensão da Marsans com uma caução de 25 mil euros", afirmou Vera Jardim numa conferência de imprensa, acrescentando que "o caso é inédito em Portugal e pode indiciar falsas declarações".
Para o responsável, o sistema de supervisão das cauções tem de ser melhorado, assumindo - perante os jornalistas - o compromisso de "escrever a quem e direito, chamando a atenção para o problema e até dando ideias". O provedor pediu uma "supervisão mais séria" por parte do Turismo de Portugal, no que se refere às garantias dadas pelas empresas para precaver situações que lesem os clientes.
Vera Jardim considerou tratar-se de "um acontecimento grave para centenas ou milhares de pessoas", que "às vezes - com sacrifício - são confrontadas com uma situação que leva os direitos dos clientes".
Estas declarações surgem após a imprensa ter noticiado que a Marsans tem uma caução de apenas 25 mil euros, montante insuficiente para pagar aos clientes em caso de incumprimento e inferior ao previsto por lei. A caução é fiscalizada pelo Turismo de Portugal e deveria equivaler a 5% das vendas com viagens organizadas. Os 25 mil euros corresponderiam a vendas de 500 mil euros, quando a Marsans gerou receitas acima de 38 milhões de euros em Portugal.
De acordo com fontes do mercado, as receitas com viagens organizadas devem rondar os dez milhões de euros, o que significa que a caução deveria ser de 250 mil euros, o máximo previsto por lei.
Apesar das garantias do grupo espanhol de que as 30 lojas em Portugal não vão encerrar, muitas mantém-se ainda de portas fechadas e sem explicações.
Em Espanha, o tribunal nomeou já quatro administradores judiciais para o processo de falência da empresa que deverão elaborar a lista de credores e um relatório do património da companhia turística declarada em falência a 25 do mês passado. Apesar desta nomeação, o tribunal permite que os novos proprietários da Marsans possam administrar o património da companhia, desde que se mantenha a supervisão judicial.
RH Turismo.net , 07-07-2010
Marsans não emite através de Entremares e TAP 07-Jul-2010
Após os acontecimentos do último fim-de-semana, quando estiveram encerradas as lojas da Marsans em Portugal, a rede deixou de poder emitir em Portugal através dos parceiros.
Entremares e TAP eram as empresas que estavam a emitir bilhetes aéreos para a Marsans, mas Paulo Santos, do operador, avançou ao Publituris que desde que Constantino Pinto abandonou a direcção da marca no nosso país, a Entremares também deixou de emitir.
"Estive reunido com os novos dirigentes (Iván Losada e José Vicente Semper) na semana passada e estes comprometeram-se a pagar a dívida que têm connosco. Não o cumpriram".
Paulo Santos explicou ainda que a dívida da Marsans à Entremares é de, aproximadamente, 300 mil euros e, dadas as circunstâncias, o operador não irá emitir mais bilhetes "nem com pré-pagamento".
Também a TAP já não emite para a rede espanhola. Isabel Palma, do gabinete de relações públicas da companhia, menciona que não estão a ser feitas emissões há já algum tempo e que "desde meados de Maio até ao final daquele mesmo mês apenas foram feitas algumas reemissões com base em cartões de crédito".
Este foi também o mês em que a Marsans não pagou BSP em Portugal.
A responsável de comunicação adianta também que existe uma dívida da Marsans à companhia aérea mas não divulga o valor da mesma, explicando somente que esta se refere ao mês de Abril.
Após o Provedor do Cliente, Vera Jardim ter considerado que a actuação da rede Marsans é "um caso de polícia", da APAVT ter aberto um processo disciplinar com vista à exclusão da rede da Associação" e de a DECO ter recebido, apenas em uma manhã, 61 queixas de turistas, a direcção da Marsans mostra-se incontactável.
Até à hora de fecho desta edição online, José Vicente Semper não atendeu o telemóvel ao Publituris.
Por outro lado, sabemos que foi criada uma comissão de trabalhadores e ex-trabalhadores da Marsans que não se identificam mas avançam ao Publituris que as equipas das "agências fizeram de tudo para salvaguardar o interesse dos clientes finais". As mesmas fontes avançaram que a nova direcção, que tomou posse na semana passada, "ainda não tem uma linha estratégica montada" mas que na terça-feira (dia 29 de Junho), "enviou uma circular (assinada por José Vicente Semper) às equipas das lojas a solicitar que estas pedissem o dinheiro das reservas aos seus clientes".
Segundo as fontes, estão inúmeros funcionários a demitir-se e no passado mês de Junho não receberam ordenados. Aliás, conforme o que nos foi comunicado "nenhum dos nossos direitos está a ser cumprido", mas já há cerca de 15 dias que se avizinhava este desfecho "pois algumas lojas já não estavam em operação".
Outra informação passa pelo possível fim do negócio entre a Marsans e a DViagem, do grupo Orizonia, já que esta última está a recrutar equipas da Marsans mas parece já não demonstrar interesse pela integração de lojas desta marca.
De salientar ainda que, no fim-de-semana, quando fecharam as lojas em Portugal, 10 mantiveram-se abertas já que são associadas e têm o seu próprio alvará, sendo assim responsáveis também pela sua facturação.
Por outro lado, quem fechou portas e está localizado em centros comerciais, será, provavelmente, obrigado a pagar multa, tal como designa a lei destes estabelecimentos comerciais. Outra informação avança que quem fechou se limitou a cumprir ordens da direcção, ou então por falta de pessoal na loja, já que existem vários demissionários.
Esta é uma situação que Vieira da Silva também avança estar a acompanhar, pois cabe ao Governo "verificar a aplicação dos mecanismos legais para que o encerramento não prejudique os consumidores que nela confiam", afirmou o ministro da Economia ao Público, num encontro com jornalistas.
PUBLITURIS
Vera Jardim faz fortes críticas à Marsans e "aponta o dedo" ao Turismo de Portugal 07-Jul-2010
Em conferência de imprensa ontem realizada em Lisboa, o Provedor do Cliente da APAVT, Vera Jardim, reafirmou o que já tinha dito durante o fim-de-semana: que a situação da Marsans é "um caso de polícia". Além disso, "apontou o dedo" ao Turismo de Portugal por permitir que esta agência tivesse uma caução de apenas 25 mil euros quando, na sua perspectiva, este valor deveria rondar os 250 mil euros.
O facto de muitas agências Marsans terem aceite pagamentos por parte de clientes "até ao último dia, horas antes de fecharem as portas e de as portas permanecerem encerradas" é, na classificação de Vera Jardim, "um caso de polícia que precisa de ser investigado". E, mesmo tendo em conta notícias vindas a lume sobre a possibilidade de, futuramente, a agência ressarcir os seus clientes, "o que se passou já é muito grave", afirmou o Provedor do Cliente da APAVT.
Também muito grave para Vera Jardim é o facto de a caução, que é obrigatória por lei, feita pela Viagens Marsans no Turismo de Portugal ser de apenas 25 mil euros, quando o volume de negócios desta empresa em Portugal exigiria que o valor fosse bem maior, devendo rondar os 250 mil euros. Foi por isso mesmo que o Provedor do Cliente chegou a dar declarações à imprensa durante o fim-de-semana apontando para a possibilidade de muitas das pessoas lesadas virem a recuperar o dinheiro, o que seria feito através da caução depositada junto do Turismo de Portugal.
Vera Jardim confessou-se mesmo desagradavelmente surpreendido ao saber que a caução da Marsans era de apenas 25 mil euros. "Se no primeiro dia classifiquei o caso da Marsans como um caso de polícia, classifico agora como lamentável este caso da caução", disse Vera Jardim adiantando que a situação "nos alerta para a necessidade de, rapidamente, encararmos este problema das cauções de uma forma muito exigente" uma vez que é na caução que reside "a garantia dos clientes", mesmo que possa não se tratar de uma garantia total, explicou.
Embora sem haver certezas sobre o número exacto de clientes lesados, Vera Jardim sempre foi adiantado que no final da tarde de segunda-feira "a DECO, com quem a APAVT tem um protocolo, já tinha 140 reclamações", sendo que ao Provedor do Cliente já tinham chegado "145 reclamações". Sobre estas, Vera Jardim garantiu que "o Provedor do Cliente vai pronunciar-se o mais rapidamente possível" no sentido de "defender, até ao possível, os direitos dos clientes".
Por outro lado assumiu o compromisso de "alertar as autoridades para a necessidade de terem uma atenção muito especial a este sector das cauções" no sentido de se fiscalizarem os documentos entregues pelas agências ao Turismo de Portugal. "Não chegam as declarações de que se faz isto ou se tem isto, é preciso verificar, é preciso fiscalizar, é preciso supervisão a sério", sublinhou Vera Jardim, acrescentando que o Provedor do Cliente vai tomar "a iniciativa de escrever ao Governo, ao senhor ministro da Economia, alertando para esta situação" e apresentando sugestões sobre o que pode ser feito.
RH Turismo.net , 07-07-2010
APAVT quer ajudar a gerir as cauções 07-Jul-2010
No seguimento da conferência de imprensa do Provedor do Cliente sobre o caso Marsans, Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores turísticos, garantiu que a Associação está a acompanhar a situação, e afirmou que a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções a que as agências estão obrigadas. Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores, sublinhou que, além do cliente final, obviamente lesado com a situação da Marsans, "os operadores turísticos que operam no mercado nacional estão também, de uma forma muito significativa, lesados com esta situação", não apenas porque "já este fim-de-semana alguns lugares que julgavam vendidos foram vazios" mas também porque, em alguns casos, os operadores já fizeram pagamentos de serviços no estrangeiro. Toda esta situação acarreta, diz Pedro Costa Ferreira, uma "quebra de confiança no mercado" que irá provocar um "efeito nefasto no negócio".
No que se refere directamente ao caso Marsans, a APAVT tem centralizado a abordagem da questão no seu Capítulo dos Operadores, tendo começado por "inventariar a extensão do problema", o que permitiu concluir já da existência de reservas da Marsans junto dos operadores portugueses no valor de "várias centenas de milhares de euros". Um número que, segundo Pedro Costa Ferreira, irá baixar bastante nos próximos dias, uma vez que os clientes Marsans que não tenham efectuado o pagamento vão começar a buscar outras agências.
Quanto à situação dos clientes com pagamentos efectuados à Marsans sem que esta tenha pago aos operadores, o vice-presidente da APAVT diz que "cada caso é um caso" e como tal estão a ser analisados pelos operadores.
Pedro Costa Ferreira referiu-se igualmente à questão das cauções, já antes abordada pelo Provedor do Cliente, Vera Jardim, afirmando que o problema actual tornou clara a necessidade de haver "mais fiscalização preventiva". Nesse sentido, afirmou, "a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções", garantindo que a Associação está aberta a Qparticipar, de forma conjunta, com a DECO".
J.L.E. TURISVER
Dívidas nas Agências Marsans Hora:7:00:00
Duração:00:01:53
O Provedor do Cliente das Agências de Viagens lamenta que o Turismo de Portugal não tenha fiscalizado caução entregue no passado pela Marsans. Declarações de Vera Jardim, Provedor do Cliente das Agências de Viagens, Pedro Costa Ferreira, APAVT.
turisver.com , 07-07-2010
APAVT quer ajudar a gerir as cauções
No seguimento da conferência de imprensa do Provedor do Cliente sobre o caso Marsans, Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores turísticos, garantiu que a Associação está a acompanhar a situação, e afirmou que a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções a que as agências estão obrigadas. Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores, sublinhou que, além do cliente final, obviamente lesado com a situação da Marsans, "os operadores turísticos que operam no mercado nacional estão também, de uma forma muito significativa, lesados com esta situação", não apenas porque "já este fim-de-semana alguns lugares que julgavam vendidos foram vazios" mas também porque, em alguns casos, os operadores já fizeram pagamentos de serviços no estrangeiro. Toda esta situação acarreta, diz Pedro Costa Ferreira, uma "quebra de confiança no mercado" que irá provocar um "efeito nefasto no negócio".
No que se refere directamente ao caso Marsans, a APAVT tem centralizado a abordagem da questão no seu Capítulo dos Operadores, tendo começado por "inventariar a extensão do problema", o que permitiu concluir já da existência de reservas da Marsans junto dos operadores portugueses no valor de "várias centenas de milhares de euros". Um número que, segundo Pedro Costa Ferreira, irá baixar bastante nos próximos dias, uma vez que os clientes Marsans que não tenham efectuado o pagamento vão começar a buscar outras agências.
Quanto à situação dos clientes com pagamentos efectuados à Marsans sem que esta tenha pago aos operadores, o vice-presidente da APAVT diz que "cada caso é um caso" e como tal estão a ser analisados pelos operadores.
Pedro Costa Ferreira referiu-se igualmente à questão das cauções, já antes abordada pelo Provedor do Cliente, Vera Jardim, afirmando que o problema actual tornou clara a necessidade de haver "mais fiscalização preventiva". Nesse sentido, afirmou, "a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções", garantindo que a Associação está aberta a Qparticipar, de forma conjunta, com a DECO".
J.L.E.
APAVT quer ajudar a gerir as cauções
No seguimento da conferência de imprensa do Provedor do Cliente sobre o caso Marsans, Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores turísticos, garantiu que a Associação está a acompanhar a situação, e afirmou que a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções a que as agências estão obrigadas. Pedro Costa Ferreira, vice-presidente da APAVT com o pelouro dos operadores, sublinhou que, além do cliente final, obviamente lesado com a situação da Marsans, "os operadores turísticos que operam no mercado nacional estão também, de uma forma muito significativa, lesados com esta situação", não apenas porque "já este fim-de-semana alguns lugares que julgavam vendidos foram vazios" mas também porque, em alguns casos, os operadores já fizeram pagamentos de serviços no estrangeiro. Toda esta situação acarreta, diz Pedro Costa Ferreira, uma "quebra de confiança no mercado" que irá provocar um "efeito nefasto no negócio".
No que se refere directamente ao caso Marsans, a APAVT tem centralizado a abordagem da questão no seu Capítulo dos Operadores, tendo começado por "inventariar a extensão do problema", o que permitiu concluir já da existência de reservas da Marsans junto dos operadores portugueses no valor de "várias centenas de milhares de euros". Um número que, segundo Pedro Costa Ferreira, irá baixar bastante nos próximos dias, uma vez que os clientes Marsans que não tenham efectuado o pagamento vão começar a buscar outras agências.
Quanto à situação dos clientes com pagamentos efectuados à Marsans sem que esta tenha pago aos operadores, o vice-presidente da APAVT diz que "cada caso é um caso" e como tal estão a ser analisados pelos operadores.
Pedro Costa Ferreira referiu-se igualmente à questão das cauções, já antes abordada pelo Provedor do Cliente, Vera Jardim, afirmando que o problema actual tornou clara a necessidade de haver "mais fiscalização preventiva". Nesse sentido, afirmou, "a APAVT tem pugnado por participar na gestão das cauções", garantindo que a Associação está aberta a "participar, de forma conjunta, com a DECO".