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Arte em reprodução eletrônicA
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194
outubro 2013Ano 18
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AUDIO VIDEO MAGAZINE - MUSICIAN MAGAZINE .
OU tU br O 2013 . # 194. ANO 18 CAI x AS EVO lU tION ACOUS tICS MMMIC r OONE , AM pl If ICADO r IN tEG r ADO h A r MAN k A r DON hk 990 E l G 84 lM9600 84” U ltr A h D 4 k
a nova geração de bookshelfs
CaIXas evolUTIon aCoUsTICs MMMICroone
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e MaIs
clubedoaudioevideo.com.br
o Sutil eQuilÍbrio entre A
trAnSpArÊnciA, A inteliGibilidAde
e A muSicAlidAde
TesTes de áUdIo
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outubro . 2013
teste áudio 1
Quando meu pai ia atender um novo cliente pela primeira vez, levava um bloco de anotações de bolso para o registro das respostas do cliente em relação a uma dúzia de perguntas que ele sempre fazia nesse primeiro contato. Quando eu o acompanhava nessa primeira visita, ficava atento às respostas para ter uma ideia das expectativas que o cliente tinha a respeito de um som de qualidade! As expec- tativas eram inúmeras, desde as mais banais, como possuir um sistema para música ambiente, como as mais difíceis de atingir, como uma reprodução fidedigna da obra musical! A única unani-midade era investir o menos possível, e ainda assim ter a melhor performance possível.
Meu pai, quando o cliente ia partir do zero, sempre sugeria que a escolha se iniciasse pelas caixas acústicas, pois para ele as caixas deveriam possuir uma assinatura sônica que fosse do gosto do cliente, e só depois então se definiria o toca-discos, a cápsula e a eletrônica (amplificador integrado, receiver e gravador - cassete ou rolo). Seguindo a sua sugestão, vários de seus clientes conseguiram bons resultados! Lembro-me que, à medida que fui pegando gosto por acompanhá-lo em suas visitas, os sistemas mais sinérgicos e coerentes eram justamente os que tinham seguido a fórmula de primeiro escolher as caixas acústicas! Pela sua larga experiência, ao descobrir através das caixas o gosto do cliente, montar a eletrônica se tornava algo muito mais fácil e seguro.
Quando comecei a ajudar os amigos na adolescência na montagem de seus sistemas, vivíamos o auge da perversa reserva de mercado, o que diminuiu drasticamente as opções de caixas e sistemas; ainda assim, sempre indicava a todos que começassem a peregrinação às lojas de áudio para ouvir todas as caixas que coubessem no orça-mento e que mais lhe agradassem. O resultado era tão consistente, que todos que nesses últimos dez anos participaram dos nossos cursos de Percepção Auditiva receberam a dica de iniciar a mon-tagem de seus sistemas pela escolha das caixas acústicas! Agora, ao contrário do tempo de reserva de mercado, o consumidor tem uma infinidade de excelentes opções, ampliando exponencialmente o leque de possibilidades! Dificilmente não se achará em nosso mercado caixas que atendam às expectativas, tanto em termos de assinatura sônica como de orçamento.
Costumo brincar em minhas consultorias que virou uma grande maratona para o cliente ouvir todas as opções existentes, e ele terá que se municiar de bastante paciência e controlar sua ansiedade para escolher as caixas que mais lhe agradam! Meu pai dizia que as caixas acústicas eram o componente que mais se aproximava de um instrumento musical. E que, por isso mesmo, deveríamos ser muito atentos e pacientes para ouvir o maior leque de opções antes de batermos o martelo! Não só concordo com ele, como tenho absoluta convicção que o peso das caixas acústicas na escolha de
CAIXAS EVOLUTION ACOUSTICS
MMMICROONE
Fernando Andrette [email protected]
CAIXAS EVOLUTION ACOUSTICS MMMICROONE
As MMMicroOne utilizam um tweeter de fita de duas polegadas com dois woofers de cerâmica de quatro polegadas, e possuem em +/- 3 dB resposta de 35 Hz a 30 kHz, impedância de 6 Ohms e sensibilidade de 87 dB, podendo trabalhar com potência mínima de 10 W e potencia máxima de 250 W (o fabricante não especifica se é potência máxima de pico ou musical). O acabamento é impecável e segue o padrão de toda a linha, com tom avermelhado. As caixas enviadas vieram com o pedestal original, por isso seguimos à risca todas as dicas de montagem e posicionamento para a audição. O manual é bastante completo, e traz dicas importantes do ajuste da altura das caixas para o ouvinte e a distância delas, tanto em salas quadradas como retangulares! Acredito que, seguindo à risca as dicas, pode-se chegar a bons resultados (desde que a acústica da sala e o sistema não sejam comprometedores), pois se tem algo que as MMMicroOne são exigentes é em relação aos seus pares e ao correto posicionamento na sala de audição! Mais do que o toe-in acentuado, elas gostam de arejamento à sua volta, para a belíssima reprodução de um palco sonoro gigantesco!
Na nossa sala de testes, as MMMicroOne ficaram paralelas às paredes laterais, com distância entre o centro de seus tweeters de 3 m, e com 1,45 m de distância da parede às costas das caixas. Também fizemos testes de audição com 15 a 25 graus virados para a posição ideal do ouvinte, e grande parte da beleza da profundidade dos planos foi reduzida consideravelmente. Em algumas gravações de orquestra sinfônica com o ângulo nas caixas, os metais soavam dentro delas. Bastou, no entanto, voltarmos para o posicionamento das caixas paralelas às paredes laterais para os metais soarem atrás do canal direito, com total foco e arejamento! Claro que todas as possibilidades deverão ser testadas, principalmente em salas não tratadas acusticamente, ou quando as caixas fiquem a menos de 50 cm das paredes laterais. Mas se esse não for o seu caso, tente colocá-las paralelas à parede lateral e com a distância do tweeter ao outro tweeter de pelo menos 2,8 m. Outra qualidade muito con-veniente no posicionamento das MMMicroOne é em relação à res-posta dos graves, pois elas, ao contrário de outras minimonitores, são menos dependentes de estarem mais ou menos afastadas da parede às suas costas. E se prepare, pois a resposta nas baixas frequências é admirável em todos os aspectos!
Como todas as caixas deste fabricante, ele sugere pelo menos 300 horas de queima antes de se iniciar audições criticas, e informa que até às 1.000 horas as MMMicroOne ainda estarão em ama-ciamento! Como já tínhamos passado pela longa queima das MM3 (que sofreram grandes variações até mais de 500 horas), fizemos a primeira audição (que durou quase seis horas), demos nossas im-pressões iniciais e as deixamos em queima direta por 100 horas. um sistema é muito maior do que de toda a eletrônica, pois são elas
que darão ou não a assinatura sônica que desejamos.
Nos últimos cinco anos, as caixas que mais evoluíram na minha opinião foram as bookshelfs! Os saltos foram realmente gigantescos, levando alguns modelos a quase burlar a lei da física de tamanho versus deslocamento de ar! Mas não foram só na reprodução dos graves que as bookshelfs evoluíram, essa nova geração possui diversas qualidades, como: melhor equilíbrio tonal, transparência, resposta de transientes e... pasmem: maior macrodinâmica! Em um teste cego, audiófilos rodados teriam dificuldades em dizer se o que estão escutando são colunas ou bookshelfs!
Desta nova geração de caixas monitores, as Evolution Acoustics MMMicroOne merecem destaque, pois elas possuem tamanho de minimonitor, alto-falantes de médios graves de apenas quatro polegadas e, no entanto, se comportam como colunas hi-end! Como isso é possível? Essa é a primeira questão que nos vem à mente assim que sentamos para escutá-la! Onde está o truque para uma resposta de graves tão surpreendente, correta, plana e sem o menor resquício de coloração? E como aquelas minúsculas caixas conseguem reproduzir o corpo do instrumento de forma tão correta?
À medida que fomos ouvindo as MMMicroOne, descobrimos enor-mes semelhanças sônicas com as nossas caixas de referência, as Evolution Acoustics MM3, pois o DNA é o mesmo! As MMMicroOne utilizam no crossover componentes com a mesma qualidade dos modelos mais tops, tais como capacitores de filme, resistores Mills com 1% de tolerância e indutores Goertz de núcleo de cobre de alta pureza. A montagem de todas as partes do crossover é casada manualmente, sendo feita ponto a ponto, eliminando as limitações das trilhas das placas de circuito impresso, que podem restringir a corrente do sinal. O cabeamento interno utiliza condutores sólidos de cobre puro OFC revestidos de teflon, e não condutores com mul-tifilamentos e revestimento de PVC, pois os engenheiros da Evolution Acoustics em testes cegos constataram uma melhora significativa no silêncio de fundo, na microdinâmica e na transparência do acontecimento musical!
O gabinete das MMMicroOne também utiliza a mesma tecnologia da linha top, com a montagem de múltiplas camadas de MDF na posição horizontal e a utilização de um composto adesivo especial para a união, formando um monólito sólido com grande espessura e resistência! Os diferentes tamanhos de cada camada das placas horizontais atuam internamente como uma câmara anecóica, elimi-nando drasticamente as reflexões internas do gabinete. Montadas as caixas, elas são ajustadas aos pares, para garantir o alinhamento em tempo e fase.
34 outubro . 2013
Audia Flight One, Rega Isis e dCS Scarlatti; cabos de caixa: Reference da Sunrise Labs, Kubala-Sosna Elation e Transparent Audio Reference XL MM2; e pré-amplificadores: darTZeel NHB 18NS e Air Tight ATC-2 (leia o Teste 2 nesta edição).
Depois das 300 horas de queima, as MMMicroOne ganharam uma assinatura sônica muito parecida com as nossas MM3, o que nos faz deduzir que para o desenvolvimento das bookshelfs os engenheiros da Evolution Acoustics se inspiraram e usaram de referência as caixas top. Começaria por citar a qualidade tímbrica das MMMicroOne, resultante de um equilíbrio tonal muito correto como o das caixas top. As bookshelfs não utilizam nenhum tipo de artifício ou coloração para reproduzir os extremos das frequências. Pelo con-trário, elas se comportam como verdadeiros monitores de estúdio, apontando tanto as qualidades como os defeitos de qualquer grava-ção! O grau de transparência e recuperação de detalhes é absurdo! Nuances das mais sutis são retratadas com enorme precisão, mas jamais cometendo o erro de colocar esses detalhes acima da música. Tudo é tratado com seu devido peso e coerência. Os agudos estão entre os mais belos e naturais que escutei em caixas monitores. Uma das principais limitações na reprodução dos agudos em moni-tores é no corpo, por exemplo, dos pratos de andamento, que ge-ralmente são pequenos e muitas vezes tímidos. Nas MMMicroOne, os pratos soam como foram captados, o que nos leva a perguntar sempre que os ouvimos, como pode naqueles pequenos gabinetes termos tão belo grau de reprodução de corpo, velocidade, decai-mento, naturalidade e precisão?
A região média das MMMicroOne possui uma química sonora entre calor e transparência só apreciada com tamanho conforto em caixas muito mais caras e exigentes com a eletrônica e o cabeamento. Não que as bookshelfs não sejam exigentes, mas elas possuem em maior grau uma condescendência que as caixas mais tops e caras não permitem! Os médios são reproduzidos, ainda que em grava-ções tecnicamente limitadas, com enorme conforto auditivo e um grau de veracidade muito sedutor e cativante! Os melhores exem-plos foram diversas gravações de vozes e instrumentos acústicos. Ainda que a todo instante você seja surpreendido com nuances, o todo jamais se perde. Para audições mais sérias, em que o ou-vinte deseja compreender o grau de complexidade da obra, essa qualidade é magistral!
Mas sem dúvida alguma a maior surpresa das MMMicroOne está reservada para a reprodução de médios graves. O mais otimista de-fensor de bookshelfs não tem a menor ideia do grau de qualidade que essas diminutas caixas atingiu! É no mínimo um espanto ouvir gra-ves de um órgão de tubo com tamanha integridade, inteligibilidade
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Para a nossa surpresa, ao contrário das MM3, as MMMicroOne não sofreram quase nenhuma alteração nas primeiras 100 horas, a única alteração aconteceu na região média / alta, que deu uma pequena recuada. Mais 100 horas de queima, e outra sutil alteração: os graves se mostraram mais soltos, recortados e planos. Fomos então para as últimas 100 horas de queima, e a sutil alteração ocorreu no decaimento e no arejamento das altas frequências, que se ‘soltaram’ e ganharam vivacidade e melhor corpo.
Com 300 horas de queima, colocamos as MMMicroOne em teste na companhia dos seguintes equipamentos: integrados: Cary SLI 80, Sunrise V8 MkII e Air Tight ATM-1S (como integrado); powers: Air Tight ATM 3B, Dan D’Agostino e Krell Evo One; CD players: Luxman D-05,
e peso! Você simplesmente abre um enorme sorriso ao ver sua per-formance e autoridade em gravações tão complexas e demolidoras de caixas muito maiores e mais caras! Por diversas noites desafiei as MMMicroOne com Pastorius, Marcus Miller, Sinfonia Fantástica de Berlioz... E sempre com o controle de volume na mão, achando que os cones de quatro polegadas iriam se desintegrar ou saltar no meu colo. E tenho que admitir que fui vencido em todas as minhas tentativas de dobrá-las! Pelo tamanho, elas jamais deveriam estar em uma sala de 50 metros quadrados, e como explicar uma perfor-mance tão consistente assim? Graves corretos, com peso, extensão e um conforto auditivo que a cada nova audição nos brotava o desejo de descobrir os seus limites! Tão surpreendente quanto o equilíbrio tonal foi a reprodução do palco sonoro. Sabemos que boas bookshelfs reproduzem foco, recorte e arejamento com gran-de facilidagran-de. Mas eu pessoalmente ainda não tinha ouvido uma minimonitor agregar a essas qualidades uma profundidade e largura tão espetaculares! Os planos de uma orquestra, assim como o tamanho (corpo) dos instrumentos são uma transgressão da física nas MMMicroOne. Ainda que menores em proporção às nossas referências, são tão coerentes e coesos que de olhos fechados não se acredita que sejam provenientes daquelas pequenas caixas.
CAIXAS EVOLUTION ACOUSTICS MMMICROONE
Para os apaixonados por palco sonoro, ouvir as MMMicroOne é uma experiência obrigatória, e ao mesmo tempo chocante; seu cé-rebro não compreende o que está ouvindo e vendo, pois ambas as sensações são diametralmente opostas! Mas se tem dois quesitos de nossa metodologia em que as caixas se destacam, esses são sem dúvida nenhuma textura e macrodinâmica! O primeiro, integral-mente fácil de entender pelo alto grau de transparência, equilíbrio tonal e naturalidade tímbrica. Mas como explicar a reprodução de macrodinâmica? Pela visão, será um choque relacionar tamanho ao que estamos escutando. Neste quesito as MMMicroOne recebem a melhor nota já dada para uma caixa bookshelf em toda a história da Áudio Vídeo Magazine, e se as caixas tivessem um pouco mais de peso e deslocamento de ar nas baixas frequências, seriam as primeiras bookshelfs Estado da Arte testadas por nós! Elas, como diríamos nos termos futebolísticos, bateram na trave! Foi realmente por muito pouco que as MMMicroOne não chegaram lá! A mate-rialização física do acontecimento musical nas caixas é uma ques-tão apenas da gravação possibilitar essa sensação. Em excelentes gravações tudo se torna palpável, ao alcance de nossas mãos! É uma mistura perfeita de naturalidade, musicalidade e veracidade que pensávamos só estar presente em caixas muito mais caras!
37 outubro . 2013 VOCAL ROCK . POP JAZZ . BLUES MÚSICA DE CÂMARA SINFÔNICA
CAIXAS EVOLUTION ACOUSTICS MMMICROONE
Logical Design (21) 2553.5000 US$ 8.000 (com pedestal)
Equilíbrio Tonal 10,0 Palco Sonoro 10,0 Textura 11,0 Transientes 11,0 Dinâmica 9,5 Corpo Harmônico 9,5 Organicidade 10,0 Musicalidade 11,0 Total 82,0
áudio internacionais, sendo que para alguns foram consideradas as melhores caixas hi-end dos eventos, independentemente do preço! Não desejo entrar no mérito de serem ou não as melhores bookshelfs do momento (afinal, todos sabemos que neste mercado a perma-nência no pódio não é muito longa), mas posso afirmar com enorme certeza serem sem dúvida as melhores bookshelfs que testamos nos dezoito anos da revista! E tranquilamente elas podem e devem ser escutadas por todos aqueles que, por falta de espaço ou orçamento apertado, mas com um gosto eclético e exigente, buscam há anos por caixas monitores que tenham todas as qualidades de bookshelfs, mas que quando forem exigidas se agigantem e mostrem todos os seus pedigrees de colunas hi-end Estado da Arte!
Tweeter Mid-bass Resposta de frequência (+/- 3 dB) Resposta de frequência (- 6 dB) Impedância Desvio de impedância Sensibilidade Alinhamento Tipo de crossover Alinhamento de fase Alinhamento de tempo Potência máxima de pico Potência mínima Gabinete tipo Painel frontal Peso Dimensões (A x L x P) (sem pedestal)
2” PDAV (Pleated Diaphragm Air Velocity)
4” CMAT (Ceramic Matrix) 35 Hz - 30 kHz
(em sala / não-anecóica) 30 Hz - 35 kHz (em sala / não-anecóica) 6 Ohms +/- 2 Ohms 87 dB 2 vias Voltagem constante Sim Sim 250 W RMS 10 W RMS Monitor 2” de espessura 14 kg (cada) 46 x 18 x 31 cm CONCLUSÃO
Imagine então dizer, amigo leitor, que todo esse pacote custa oito mil dólares (com pedestal de fábrica), e que em salas de até 30 metros quadrados as MMMicroOne não se intimidarão em reproduzir seu gênero musical preferido! E que, ligadas a um siste-ma Estado da Arte, ainda que elas estejam ali na região fronteiriça por apenas um ponto, as caixas se comportam como genuínas Estado da Arte! Essas são as desconcertantes Evolution Acoustics MMMicroOne, que desde que foram apresentadas nas feiras inter-nacionais há dois anos, ocupam enorme destaque nos fóruns de