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CAMPUS SANTA CRUZ CAMPO GRANDE

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Academic year: 2019

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ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ENGENHARIA CIVIL

DESENHO BÁSICO

WAGNER MARQUES

Agosto/2017

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1. INSTRUMENTOS USADOS

1.1LÁPIS E LAPISEIRAS

Ambos possuem vários graus de dureza: uma grafite mais dura (série H) permite pontas finas, mas traços muito claros. Uma grafite mais macia (série B) cria traços mais escuros, mas as pontas serão rombudas. O tipo de grafite dependerá da preferência pessoal de cada um. Os lápis devem estar sempre apontados. A utilização de lapiseiras com grafites de diâmetros diferentes permite diferenciar com mais facilidade a espessura das linhas.

1.2BORRACHA

Sempre use borracha macia, compatível com o trabalho para evitar danificar a superfície do desenho. Evite o uso de borrachas para tinta, que geralmente são mais abrasivas para a superfície de desenho.

1.3ESQUADROS

São usados em pares: um de 450 e outro de 300 / 600. A combinação de ambos permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares.

1.4COMPASSO

Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso tradicional possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos com cabeças intercambiáveis para canetas de nanquim. Em um compasso ideal, suas pontas se tocam quando se fecha o compasso, caso contrário o instrumento está descalibrado. A ponta de grafite deve estar sempre apontada, de preferência em “bizel”, o que pode ser feito com o auxílio de uma lixa.

1.5ESCALÍMETRO

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1.6GABARITOS

São chapas em plástico ou acrílico, com elementos diversos vazados, que possibilitam a reprodução destes nos desenhos. O gabarito de círculos é útil para o traçado de pequenos círculos de raios pré-disponíveis. Outros gabaritos existentes trazem formas geométricas, equipamentos sanitários/hidráulicos e mobiliário.

Para curvas de raio variável usa-se a “curva francesa”.

1.7FOLHAS

O formato usado é o baseado na norma NBR 10068, denominado A0 (A-zero). Trata-se de uma folha com 1 m2, cujas proporções da altura e largura são de 1: 2 . Todos os formatos seguintes são proporcionais: o formato A1 tem metade da área do formato A0, etc.

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Referência X (mm) Y (mm) a (mm)

2 A0 1189 1682 15

A0 841 1189 10

A1 594 841 10

A2 420 594 7

A3 297 420 7

A4 210 297 7

A5 148 210 5

Todos os formatos devem possuir margens: 25 mm no lado esquerdo, 10 mm nos outros lados (formatos A0 e A1) ou 7 mm (formatos A2, A3 e A4). Também se costuma desenhar a legenda no canto inferior direito.

2. CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS

2.1ENTES GEOMÉTRICOS

- Os entes geométricos são conceitos primitivos e não têm definição. É através de modelos comparativos que tentamos explicá-los. São considerados como elementos fundamentais da Geometria, e são:

Ponto: conforme sinalizado, não possui uma definição precisa, tratando-se de um ente sem dimensão. Graficamente, se expressa o ponto pelo sinal obtido quando se toca a ponta do lápis no papel. É de uso representá-lo por uma letra maiúscula do nosso alfabeto.

.

A

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linha tem uma só dimensão: o comprimento. Podemos interpretar a linha como sendo a trajetória descrita por um ponto ao se deslocar.

Reta: É representada por uma letra minúscula e é infinita nas duas direções, isto é, devemos admitir que o ponto já vinha se deslocando retilineamente do infinito e continua esse deslocamento infinitamente depois.

r

Semirreta: É o deslocamento do ponto, sem variar a direção, mas tendo um ponto como origem. Portanto, a semirreta é infinita em apenas uma direção. Um ponto qualquer, pertencente a uma reta, divide a mesma em duas semirretas.

O

Segmento de reta: É a porção de uma reta, limitada por dois de seus pontos. O segmento de reta é, portanto, limitado e podemos atribuir-lhe um comprimento. O segmento é representado pelos dois pontos que o limitam e que são chamados de extremidades (AB, MN, PQ).

A B

Plano: É outro conceito primitivo. Através de nossa intuição, estabelecemos modelos comparativos que o explicam, como a superfície de um lago com suas águas paradas, o tampo de uma mesa, um espelho. A esses modelos deve-se acrescentar a ideia de que o plano é infinito. O plano é representado, geralmente, por uma letra do alfabeto grego.

β

2.2LOCAIS GEOMÉTRICOS

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formas no desenho são locais geométricos, e através de suas propriedades é que iremos relacioná-los.

2.3EXERCÍCIOS

a) Marque os pontos A e B, distantes entre si de 8cm, e encontre um terceiro ponto que esteja à mesma distância de ambos. É possível representar um conjunto de pontos que atenda essa condição? O que representa esse conjunto?

b) Desenhe um segmento de reta de 9cm e divida-o em sete partes iguais.

c) Construa um triângulo cujos lados medem 4cm, 5cm e 8cm.

d) Construa um hexágono regular cujo lado mede 2,5cm.

e) Trace uma reta tangente a uma circunferência de 3cm de diâmetro, passando por um ponto P sobre a mesma.

f) Trace uma reta tangente a uma circunferência de 3,5cm de diâmetro, passando por um ponto P distante de 6,5cm do centro da mesma.

g) Construa um quadrado cujas diagonais medem 4,3cm.

h) Desenhe um paralelogramo cujos lados, medindo 4,2cm e 3,7cm, formam entre si um ângulo de 750.

i) Inscreva um octógono regular numa circunferência de 8,7cm de diâmetro.

j) Desenhe um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 7,5cm e um dos catetos, 3cm.

3. CARACTER PARA ESCRITA EM DESENHO TÉCNICO - NBR 8402/1994

- As principais exigências na escrita em desenhos técnicos são a legibilidade e a uniformidade;

- Os caracteres devem ser claramente distinguíveis entre si, para evitar qualquer troca ou algum desvio mínimo da forma ideal;

- A altura h das letras maiúsculas deve ser tomada como base para o dimensionamento;

- As alturas h e c não devem ser menores do que 2,5mm;

- Na aplicação simultânea de letras maiúsculas e minúsculas, a altura h não deve ser menor que 3,5mm.

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3.1 LEGENDA

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exemplo de aplicação das linhas

5. ESCALAS NBR 8196/1999 ABNT

A designação completa de uma escala deve consistir na palavra “ESCALA”, podendo ser abreviada “ESC.”, seguida da indicação da relação:

a) ESCALA 1:1, para escala natural;

b) ESCALA X:1, para escala de ampliação (X > 1);

c) ESCALA 1:X, para escala de redução (X > 1).

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Por exemplo, qual seria a medida utilizada no desenho para representar uma dimensão de 5,5cm de uma determinada peça, utilizando-se a escala de 2:1?

Com uma simples regra de três podemos descobrir o valor para a representação:

2 ---- 1

x ----– 5,5

A escala deve ser indicada na legenda da folha de desenho. Quando for necessário o uso de mais de uma escala na folha de desenho, além da escala geral, estas devem estar indicadas junto à identificação do detalhe ou vista a que se referem; na legenda, deve constar a escala geral.

6. PROJEÇÕES ORTOGRÁFICAS – NBR 10067/1995 ABNT

6.1DENOMINAÇÃO DAS VISTAS

vista frontal (a)

vista superior (b)

vista lateral esquerda (c)

vista lateral direita (d)

vista inferior (e)

vista posterior (f)

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Executar em esboço as vistas ortográficas preferenciais das peças dadas em perspectiva, no 1º diedro, respeitando as proporções.

2

4

6

8 7

(15)

7. VISTAS AUXILIARES

A superfície de uma peça só se apresenta com sua verdadeira grandeza (VG) quando

projetada sobre um plano paralelo. Porém, nada impede que exista um objeto com uma

ou mais faces inclinadas, no qual seria importante representar estas faces de forma

verdadeira.

Para perceber a verdadeira grandeza destas faces, é necessário mostrá-la de frente. Nas

vistas auxiliares, é comum traçar somente a face inclinada, omitindo-a também da vista

no qual se encontra inclinada. O conjunto de vistas principais e auxiliares demonstrará ao

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8. LINHAS DE SIMETRIA

São linhas estreitas formadas por traços e pontos alternados uniformemente. Servem

para indicar no desenho o centro de furos circulares ou quadrados (linhas de centro) ou

para mostrar que o objeto é simétrico (eixo de simetria), ou seja, que pode ser dividido

em duas partes iguais e opostas. No seu traçado, estas linhas ultrapassam levemente o

desenho do furo ou da peça.

Deve-se desenhar uma linha de centro ou eixo de simetria:

- No centro de circunferências, preferência marcada com duas linhas ortogonais,

cruzando-se dois traços no seu encontro; e

- Em qualquer peça simétrica, como, por exemplo, um cilindro ou cone, inclusive em

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9. CORTES

Quando um sólido possui elementos internos que não ficam bem identificados pelas vistas, são realizados cortes. Estes são representações em projeção, semelhantes às vistas, nos quais se considera que o sólido foi interceptado por um plano chamado plano de corte.

O plano de corte divide o sólido em duas partes e é posicionado de forma a apresentar os detalhes internos mais importantes, podendo ser aplicado na horizontal ou na vertical. A seguir, apresentamos os tipos de cortes utilizados no desenho técnico.

9.1 CORTE TOTAL (REPRESENTADO NA VISTA FRONTAL)

9.2 CORTE TOTAL (REPRESENTADO NA VISTA LATERAL)

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9.3 CORTE TOTAL (REPRESENTADO NA VISTA SUPERIOR)

9.4 CORTE EM DESVIO (COM DESLOCAMENTO DO PLANO DE CORTE)

9.5 CORTE EM DESVIO (COM MUDANÇA DE DIREÇÃO DO PLANO DE CORTE)

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9.6 MEIO CORTE

9.7 CORTE PARCIAL

10. COTAGEM – NBR 10126/1987 ABNT

Representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida. Toda cotagem necessária para descrever uma peça ou componente, clara e completamente, deve ser representada diretamente no desenho, sendo localizada na vista ou corte que represente mais claramente o elemento. Nenhum elemento do objeto ou produto acabado deve ser definido por mais de uma cota.

10.1ELEMENTOS DE COTAGEM

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10.2LINHAS AUXILIARES E COTAS

As linhas auxiliares e as linhas de cota são desenhadas como linhas estreitas contínuas, conforme NBR 8403. A linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da respectiva linha de cota e um pequeno espaço deve ser deixado entre a linha de contorno e linha auxiliar.

Linhas auxiliares e cota, sempre que possível, não devem cruzar com outras linhas. O cruzamento das linhas de cota e auxiliares deve ser evitado, porém, se isso ocorrer, as linhas não devem ser interrompidas no ponto de cruzamento. Além disso, a linha de cota não deve ser interrompida, mesmo que o elemento o seja.

A indicação dos limites da linha de cota é feita por meio de setas ou traços oblíquos, sendo a seta desenhada com linhas curtas formando ângulos de 15°, aberta ou fechada preenchida, e o traço oblíquo é desenhado com uma linha curta e inclinado a 45°.

A indicação dos limites da linha de cota deve ter o mesmo tamanho num mesmo desenho. Somente uma forma da indicação dos limites da linha de cota deve ser usada num mesmo desenho. Entretanto, quando o espaço for muito pequeno, outra forma de indicação de limites pode ser utilizada.

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10.3MÉTODOS DE COTAGEM

Existem dois métodos de cotagem, mas somente um deles deve ser utilizado num mesmo desenho:

a) método 1: as cotas devem ser localizadas acima e paralelamente às suas linhas de cotas e preferivelmente no centro. As cotas devem ser escritas de modo que possam ser lidas da base e/ou lado direito do desenho. Cotas em linhas de cotas inclinadas devem ser seguidas como mostra a figura a seguir.

b) método 2: as cotas devem ser lidas da base da folha de papel. As linhas de cotas devem ser interrompidas, preferivelmente no meio, para inscrição da cota.

11. PERSPECTIVA

Perspectiva é a representação gráfica dos objetos tridimensionais. Ela pode ser feita de várias maneiras, com resultados diferentes, que se assemelham mais ou menos à visão humana. Existem vários tipos de perspectiva, cada um com sua utilidade. Os desenhos em perspectiva exata ilustram com perfeição o ângulo do observador, porém as dimensões variam com a posição e proximidade dos objetos.

11.1PERSPECTIVA ISOMÉTRICA

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inclinado para a frente, de forma que as medidas de todas as arestas reduzem-se à mesma escala.

Nesta configuração os eixos ortogonais serão encontrados com ângulos de 120º entre si. Esta posição dos eixos é facilmente encontrada com o auxílio do esquadro de 30º/ 60º, usando seu menor ângulo para traçar os eixos X e Y, com o eixo Z na vertical.

11.1.1ACIRCUNFERÊNCIA ISOMÉTRICA

Para circunferências localizadas paralelamente aos planos isométricos, existem métodos de construção aproximados, que ilustram satisfatoriamente a curva. Um dos métodos de construção consiste em:

- Localizar a circunferência na vista, e desenhar o quadrado que a envolve (pontos ABCD). Desenhá-lo normalmente em perspectiva.

- Independente da posição do quadrado, teremos os pontos mais próximos, A e C, e os pontos mais distantes, B e D.

- Ligar os pontos A e C com o ponto médio das faces opostas (vide figura). - Traçar a circunferência em quatro etapas:

a) Um arco com centro em A, traçado do meio de BC até o meio de CD.

b) Um arco com centro na interseção dos traços (vide abaixo), traçado do meio de BC até o meio de AB.

c) Um arco com centro em C, traçado do meio de AB até o meio de DA.

d) Um arco com centro na outra interseção dos traços, traçado do meio de AD até o meio de CD.

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11.1.2EXERCÍCIOS

A partir da perspectiva isométrica, desenhe, com a utilização dos instrumentos e observando as medidas, as vistas ortográficas das peças apresentadas. Distribua as cotas através das vistas ortográficas.

a)

b)

c)

d)

e)

(24)

Esboce a perspectiva isométrica da peça, a partir do conhecimento das vistas ortográficas. a)

b)

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Relacione as perspectivas às suas respectivas vistas.

11.2PERSPECTIVA CAVALEIRA

Na perspectiva cavaleira, as três faces do objeto também são montadas sobre três eixos que partem de um vértice comum, sendo que uma das faces é representada de frente, em verdadeira grandeza (V.G.), e as outras faces se projetam obliquamente (inclinadas) sob um determinado ângulo.

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11.3PERSPECTIVA CÔNICA

Referências

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