CURSO IGLU BRASIL 2014 PARA DIRIGENTES UNIVERSITÁRIOS
INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS EM ADMINISTRAÇÃO UNIVERSITÁRIA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA AO ALUNO
AÇÕES DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL 2008-2012
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Ações de assistência estudantil são para:
→ democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal;
→ minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanência e conclusão da educação superior;
→ reduzir as taxas de retenção e evasão; e,
• Decreto Nº 7.234 – 2010 – Programa Nacional de
Assistência Estudantil
– PNAES, do Ministério da
Educação. Ele tem como finalidade ampliar as
condições de
permanência
dos jovens na Educação
As ações de assistência estudantil do PNAES deverão ser desenvolvidas nas seguintes áreas: • Moradia estudantil; • Alimentação; • Transporte; • Atenção à saúde; • Inclusão digital; • Cultura; • Esporte; • Creche; • Apoio pedagógico; e,
• Acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e
• Esta tarefa exige um esforço significativo em virtude destas ações estarem entrelaçadas com critérios de:
• Inclusão social, justiça, compaixão;
• Cientificismo, pragmatismo, economicidade; e,
• Interatividade e tantas outras de natureza subjetiva e/ou objetiva e individual e/ou coletiva.
• Todavia, estabelecer estes critérios num cenário de intensa desigualdade socioeconômica é muito difícil.
• Não podia ser diferente!
– A estrutura universitária é multifacetada.
– Existem alunos dos mais variados locais e de diferentes situações socioeconômicas com vocação para:
• a pesquisa, ensino e extensão; • o empreendedorismo;
• o setor público e para a docência; e,
• Desse cenário → surge o nosso aluno
Qual o perfil do nosso aluno?
Qual papel da universidade? – vanguarda – potencializar suas ações Qual a missão do professor? – educador/pesquisador/mediador/gestor... Quem merece nossos ensinamentos?
O que a universidade deve fazer? O que ela deve conceder?
ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
PRAE
2008/2012
INSTITUCIONAL, PEDAGÓGICA E ACADÊMICA
A PRAE TEM POR MISSÃO
Desenvolver ações institucionais, pedagógicas e
acadêmicas, direcionadas ao acesso, à
permanência
e
à conclusão de discentes matriculados nos cursos de
graduação presenciais da UFSC, em
articulação
com
as demais estruturas universitárias.
PESQUISA PERFIL ALUNOS BRASIL Resultados %
UFSC Brasil
Classe Econômica (C, D e E) 23,23 43,67
Faixa Etária (18 -24 anos) 80,74 73,71
Estudantes com filhos 7,48 43,40
Residências universitárias 0,39 2,52
Transporte pé/carona/bicicleta/coletivo 75,20 75,19
Atividade Remunerada 58.27 37,60
Trabalho diário 38,19 37,60
Renda mensal do seu grupo familiar (3 sal./mínimos – R$ 1.866,00/US$ 918,67) 29,48 14,19
Ensino Médio Público 30,31 46.81
PERFIL GERAL
PESQUISA PERFIL ALUNOS BRASIL Resultados % UFSC BRASIL Participa de algum Programa de Assistência ao
Estudante Alimentação 11,02 15,03 Transporte 1,18 10,11 Bolsa permanência 7,09 10,53 Dificuldades emocionais 50,00 47,7 Reforço Psicopedagógico 10,63 *** Atendimento Médico 14,96 79,64
PROGRAMAS
DE ASSISTENCIA
ESTUDANTIL
MORADIA ESTUDANTIL
Vinculada a PRAE e amparada através da Resolução em vigor do CUN nº006/2003. Disponibilizava 154 vagas para alunos que estão cursando a Graduação Presencial. A Seleção para entrada de novos alunos – Serviço Social / cada semestre.
O critério para o ingresso é o cadastro socioeconômico. Os moradores estrangeiros são encaminhados pela SINTER.
12 – MERCOSUL (6 por semestre). 06 – África – para cursos de verão. FRAGILIDADES
CAMPI / NO DE VAGAS / problemas psicossociais
MORADIA ESTUDANTIL Origem por Estado da Federação
14 SC SP RS PR MG RJ BA CE MA PI GO Alunos 69 27 15 13 5 3 3 1 1 1 1 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Alunos MORADIA ESTUDANTIL
MORADIA ESTUDANTIL/POR CENTRO DE ENSINO 15 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
CFH CCE CFM CTC CCA CSE CCS CED CCJ CDS CCB No DE MORADORES 41 24 21 18 13 11 9 3 2 2 1 % SOBRE VAGAS OCUPADAS 28,28% 16,55% 14,48% 12,41% 8,97% 7,59% 6,20% 2,07% 1,38% 1,38% 0,69%
Filtros de Água Micro-ondas Liquidificadores Sanduicheiras Geladeiras Fogão 4 Bocas Máquinas de Lavar
Geladeiras
Duplex Fogão 6 Bocas Quantidade 22 21 21 21 20 20 13 5 2 0 5 10 15 20 25
EQUIPQMENTOS DISPONIBILIZADOS NA MORADIA ESTUDANTIL
17 Série1 0 200000 400000 600000 800000 N R$ N R$ N R$ N R$ 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 N R$ N R$ N R$ N R$ Série1 765 153.000,00 1730 346.000,00 2.929 585.800,00 3889 777.800,00
PROGRAMA AUXÍLIO MORADIA 2007/08 - 60 AUXÍLIOS 2011/12 - 550 AUXÍLIOS
MORADIA ESTUDANTIL Outras formas combinadas Moradia estudantil Auxílio moradia POTENCIALIZAR
RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO 19
ANO
TOTAL
Nº DE REFEIÇÕES
MÉDIA
2006
887.900
3.580
2007
590.717
2.095
2008
823.637
3.205
2009
892.860
3.247
2010
1.206.643
4.372
ALIMENTAÇÃO20
ANO Nº DE
REFEIÇÕES
DIAS MÉDIA
2011 806.719 276 2.922
ATENDIMENTOS COMPLEXO RU - INTERIOR
2006 2007 2008 2009 2010 2011 ARARANGUÁ REFEIÇÕES - - - - 19.885 25.553 DIAS - - - - 155 155 MÉDIA - - - - 128 164 CURITIBANOS REFEIÇÕES - - - - 20.741 72.155 DIAS - - - - 156 156 MÉDIA - - - - 133 462 JOINVILLE REFEIÇÕES - - - - 54.009 95.485 DIAS - - - - 169 169 MÉDIA - - - - 320 565 CCA REFEIÇÕES 64.794 55.773 76.086 76.462 92.566 103.983 DIAS 248 155 179 174 180 180 MÉDIA 261 360 427 439 514 577 ALIMENTAÇÃO
ALIMENTAÇÃO POTENCIALIZAR
Serviço
Acolhimento Humanização Extensão Cultura Ensino Pesquisa
ALIMENTAÇÃO
23
PROGRAMA VIAGENS DE ESTUDO
NÚMERO DE ALUNOS NÚMERO DE PROFESSORES NÚMERO DE VIAGENS 1 2 3 4 5 6 7 8 ANO 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 N. ALUNOS 8.277 4.773 4.773 5.816 18.892 21.553 22.689 23.908 N. PROFESSORES 1.257 1.157 1.361 N. VIAGENS 754 753 825 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 A L UNO S
Programa Viagem de Estudo
APOIO À PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS
BOLSAS – PASSAGENS – ÔNIBUS
24 1 2 3 4 5 6 7 ANO 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 BOLSAS 142 121 126 191 258 478 662 PASSAGENS 142 189 127 467 203 277 256 ÔNIBUS 4.434 5.895 7.844 7.671 10.567 13.907 15.419 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 18000 TRANSPORTE
Políticas
internas de
mobilidade
Mobilidade
urbana
TRANSPORTEConsiderações
• O desempenho acadêmico pode ser afetado por problemas “saúde”,
contribuindo desta forma para aumentar as taxas de retenção e de evasão nas IFES;
• O custo operacional para se manter um serviço de saúde é elevado e o recurso financeiro proveniente do PNAES é insuficiente;
Dificuldades de aprendizagem e queixas relacionadas à ansiedade.
Adaptação à vida universitária e crise situacional, relacionadas especialmente à família e a relacionamentos íntimos.
Uso abusivo de drogas e transtornos de personalidade. Transtornos do humor.
Transtornos psicóticos, um dos quais envolveu tentativa de suicídio. Transtornos do desenvolvimento psicológico.
Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos (ex.: bulimia) Envolvimento em processo disciplinar (encaminhado pela coordenação do curso).
Poucos estudantes da pós-graduação procuraram atendimento na PRAE.
27
Considerações
• O Brasil possui um Sistema Único de Saúde, que já disponibiliza recursos financeiros para a atenção à saúde de todos os brasileiros;
• O SUS é único porque segue os mesmos princípios e diretrizes em todo o
território nacional; e
• O nosso Estudante já faz parte deste sistema.
Piso da Atenção Básica
Compreende:
• PAB - Parte Fixa, destinada a atenção das Ações Básicas de Saúde (ambulatorial).
É definida pelo número de habitantes no município. (R$ 18,00 / hab. / ano)
• PAB – Parte Variável, destinada aos incentivos para programas de atenção básica
específicos, inclusive de vigilância sanitária e epidemiológica. É o incentivo para o
custeio das ações especiais.
Considerações
• Os alunos regularmente matriculados nas IFES são importantes agentes
mediadores para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira e o recursos financeiros utilizados para a sua formação devem ser
considerados como investimento público e não como despesa;
• No PAB VARIÁVEL deve ser criados e alocados recursos para Assistência à Saúde Estudantil no município sede/campi das IFES.
Inclusão
digital Cultura Esporte
Creche • Prefeitura Apoio pedagógico •Bolsa Permanência •Cursos extracurriculares •Alunos do ensino à distancia Acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência
OUTRAS AÇÕES DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
CLÁUDIO JOSÉ AMANTE
Professor do Departamento de Odontologia
Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária
32
AS AÇÕES DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL PODEM SER PERCEBIDAS COMO OPORTUNIDADES ACADÊMICAS PARA POTENCIALIZAR A FORMAÇÃO SUPERIOR NAS DIVERSAS ÁREAS DO CONHECIMENTO