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Construções de edificações residenciais populares utilizando a tecnologia de parede de concreto

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Academic year: 2021

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EUCLIDES MACHADO NETO GABRIEL VASCONCELOS WILLEMANN

CONSTRUÇÕES DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS POPULARES UTILIZANDO A TECNOLOGIA DE PAREDE DE CONCRETO.

Palhoça

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EUCLIDES MACHADO NETO GABRIEL VASCONCELOS WILLEMANN

CONSTRUÇÕES DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS POPULARES UTILIZANDO A TECNOLOGIA DE PAREDE DE CONCRETO.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de bacharel em engenharia civil.

Orientador: Prof. Roberto de Melo Rodrigues, Esp.

Palhoça 2017

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Dedicamos este trabalho à nossos pais e amigos que sempre nos apoiaram durante todo o período do Curso de Graduação de Engenharia Civil.

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos o Professor Roberto Rodrigues, orientador deste trabalho, pelo grande auxílio prestado em momentos que necessitávamos organizar as ideias para o desenvolvimento do presente trabalho, sempre mantendo paciência e confiança no resultado do mesmo.

Agradecemos à banca da defesa, Professor Paulo Henrique Wagner e ao Engenheiro Kean Renan Possomai, que disponibilizaram um espaço nos seus afazeres para fazerem parte do corpo docente da banca de defesa deste trabalho.

Agradecemos à empresa MRV que nos permitiu utilizar um empreendimento em execução para nos basearmos no estudo de caso.

E finalmente agradecemos aos nossos familiares e amigos que em determinados momentos desses dois semestres em que foi desenvolvido o presente trabalho, estavam presentes nos auxiliando da melhor forma possível.

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“Eu ando devagar, mas nunca ando para trás” Abraham Lincoln.

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RESUMO

Neste trabalho será apresentada a tecnologia de parede de concreto. Este sistema construtivo tem por suas maiores características a alta produtividade, se destacando principalmente no segmento de baixa renda pela industrialização do processo do qual ela atinge. Devido ao cenário econômico atual não favorável e os investimentos em construção civil sendo reduzido, o sistema construtivo de parede de concreto apresenta-se como uma possibilidade ideal para diversas construtoras aliarem a alta produtividade, qualidade e principalmente, entregar a obra em curto prazo. O processo construtivo de parede de concreto, praticamente extinto no Brasil desde a década de 80, voltou a ser utilizado. Este TCC apresenta as características, vantagens, desvantagens, modo de execução da parede de concreto e suas variáveis para construções de edificações residenciais.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Canteiro de concretagem ... 18

Figura 2 - Posicionamento dos painéis ... 18

Figura 3 - Concreto sendo lançado no pavimento superior ... 19

Figura 4 - Realização do Slump Test ... 24

Figura 5 - Teste do Anel Japônes ... 25

Figura 6 – Armadura em tela ... 26

Figura 7 - Armadura com espaçadores ... 27

Figura 8 - Blocos de coroamento locados acima das estacas ... 28

Figura 9 - Fundação em radier ... 28

Figura 10 - Fôrma Metálica ... 31

Figura 11 - Fôrmas Metálicas + Compensado ... 32

Figura 12 - Fôrma Plástica ... 33

Figura 13 - Instalação elétrica ... 34

Figura 14 – Caixa 4x2 com suporte para parede de concreto ... 35

Figura 15 - Tubulação aparente antes da execução do fechamento do shaft ... 36

Figura 16 - Tubulação escondida, atrás do shaft de drywall já revestido ... 36

Figura 17 - Esquemático tronco de cone ... 37

Figura 18 – Troncos de cone colocados na laje, antes da concretagem ... 37

Figura 19 – Passagem entre as lajes, após a concretagem ... 38

Figura 20 – Passagem da tubulação no nicho da parede ... 38

Figura 21 - Plug do Pex para Água Fria ... 39

Figura 22 - Telas de aço montadas ... 41

Figura 23 - Esquema de telas em uma parede ... 42

Figura 24 - Armadura de reforço ... 42

Figura 25 - Arranques ... 45

Figura 26 - Deslocamento das armaduras ... 45

Figura 27 - Tubulação hidráulica posicionada sobre a laje antes da concretagem ... 47

Figura 28 - Tubulação elétrica presa na armadura e locada na fôrma ... 47

Figura 29 - Montagem da rede de hidráulica ... 48

Figura 30 - Instalação elétrica ... 49

Figura 31 - Escoramento das fôrmas ... 50

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Figura 33 - Colocação dos elementos de costura ... 53

Figura 34 - Montagem das fôrmas ... 53

Figura 35 - Andaimes posicionados para realização da montagem ... 54

Figura 36 - Montagem das fôrmas externas ... 54

Figura 37 - Posicionamento de andaimes pavimento tipo 1 ... 55

Figura 38 - Escoramento ... 56

Figura 39 – Remoção do excesso de concreto nas formas ... 57

Figura 40 - Aplicação do desmoldante ... 58

Figura 41 - Lançamento do concreto ... 61

Figura 42 - Galgas externas ... 65

Figura 43 - Locação das galgas interiores ... 66

Figura 44 - Ganchos de espera para amarração da tela do pavimento superior ... 67

Figura 45 - Tela com armadura de reforço antes de ser cortado ... 67

Figura 46 - Encarregado cuidando do corte na tela das aberturas ... 68

Figura 47 - Espaçadores para as telas positivas e negativas ... 68

Figura 48 - Tubulação de água em PEX ... 70

Figura 49 - Tubulação de PVC sendo adaptada para conectar à tubulação PEX ... 70

Figura 50 - Espaçador e fixador das caixas elétricas ... 71

Figura 51 - Posicionamento das caixas e do quadro do apartamento ... 72

Figura 52 - Mocheta que contém o quadro do pavimento e prumada geral da edificação ... 72

Figura 53 - Caixa de tomada ainda lacrada ... 73

Figura 54 - Tubulação elétrica embutida nas caixas ... 73

Figura 55 - Espera da tubulação de esgoto ... 74

Figura 56 - Mocheta de gesso acartonado ... 75

Figura 57 - Aplicação do desmoldante ... 76

Figura 58 - Pinos de fixação lateral das fôrmas ... 76

Figura 59 - Facas locadas nas fôrmas internas ... 77

Figura 60 - Furos abertos à direita e furos lacrados à esquerda ... 77

Figura 61 - Andaimes montados no segundo pavimento ... 78

Figura 62 - Desforma ... 79

Figura 63 - Fôrma pintada ... 80

Figura 64 - Prensa para ensaio a compreensão do concreto ... 81

Figura 65 - Armazenamento dos corpos de prova sob água ... 81

(10)

Figura 67 - Realização do Flow Test ... 83

Figura 68 - Teste do Anel ... 83

Figura 69 - Inserção do Hiperplastificante no Caminhão Betoneira ... 84

Figura 70 - Caminhões Betoneiras sincronizados para o lançamento ... 85

Figura 71 - Inicio do Lançamento do Concreto pelo Vão Central ... 85

Figura 72 - Continuação de Lançamento ... 86

Figura 73 – Funcionário nivelando a laje ... 86

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Parâmetros base do concreto ... 21 Tabela 2 - Desmoldantes e suas especificações ... 58

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 12

1.1 DIRETRIZES DA PESQUISA ... 12

1.1.1 Justificativa da pesquisa ... 12

1.1.2 Problema a Ser Resolvido ... 13

1.2 OBJETIVOS ... 13 1.2.1 Objetivo Geral ... 13 1.2.2 Objetivos Secundários... 13 1.3 PREMISSA ... 13 1.4 DELIMITAÇÃO ... 14 1.5 METODOLOGIA ... 14 1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO ... 14 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA... 16 2.1 BREVE HISTÓRICO ... 16

2.2 TIPOS DE PAREDE DE CONCRETO... 16

2.2.1 Parede de Concreto Pré-moldada ... 17

2.2.2 Parede de Concreto Moldada In Loco ... 18

2.3 NORMATIVAS E CADERNOS TÉCNICOS ... 20

2.4 CONCRETO ... 20

2.4.1 Concreto Auto-adensável ... 21

2.4.1.1 Aditivo ... 22

2.4.2 Controle Tecnológico ... 23

2.4.2.1 Teste do Anel Japonês ... 24

2.5 ARMADURA ... 25 2.6 FUNDAÇÕES ... 27 2.7 PROJETO... 29 2.8 FÔRMAS ... 29 2.8.1 Fôrmas Metálicas ... 30 2.8.2 Metálicas + Compensado ... 31 2.8.3 Plásticas ... 32

2.8.4 Critério Para Escolha das Fôrmas ... 33

2.9 INSTALAÇÕES ... 34

(13)

2.9.2 Hidrossanitária... 35

2.9.2.1 Esgoto ... 37

2.9.2.2 Água ... 39

3 ETAPAS CONSTRUTIVAS DAS PAREDES DE CONCRETOS ... 40

3.1 ARMADURAS ... 40

3.1.1 Requisitos básicos ... 41

3.1.2 Generalidades ... 41

3.1.2.1 Espaçamento entre barras de aço ... 41

3.1.2.2 Corte de telas soldadas ... 42

3.1.2.3 Recebimento e Armazenamento ... 42

3.1.2.3.1 Recebimento ... 43

3.1.2.3.2 Transporte... 43

3.1.2.3.3 Armazenagem ... 43

3.1.2.4 Quantidade de telas soldadas ... 44

3.1.3 Montagem ... 44

3.1.4 Armadura de reforço ... 46

3.2 INSTALAÇÕES (ÁGUA, ELÉTRICA E ESGOTO) ... 46

3.2.1 Requisitos básicos ... 46 3.2.1.1 Água ... 47 3.2.1.2 Elétrica ... 48 3.3 FÔRMAS ... 49 3.3.1 Requisitos básicos ... 49 3.3.2 Generalidades ... 50

3.3.2.1 Precauções contra incêndios ... 51

3.3.2.2 Aberturas temporárias em paredes ... 51

3.3.3 Montagem ... 51 3.3.4 Escoramento ... 55 3.3.5 Desforma ... 56 3.3.6 Desmoldante ... 57 3.4 CONCRETO ... 59 3.4.1 Requisitos básicos ... 59 3.4.2 Generalidades ... 59 3.4.3 Cuidados preliminares ... 60 3.4.4 Lançamento ... 60

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3.4.5 Adensamento ... 61 4 ESTUDO DE CASO ... 63 4.1 ARMADURAS ... 63 4.1.1 Generalidades ... 63 4.1.1.1 Espaçamento ... 63 4.1.1.2 Tipo de tela ... 64 4.1.1.3 Requisitos básicos ... 64 4.1.1.4 Recebimento e armazenagem ... 64 4.1.1.4.1 Recebimento ... 64 4.1.1.4.2 Armazenagem ... 64 4.1.1.5 Quantidade de telas ... 64

4.1.2 Montagem das telas ... 65

4.2 INSTALAÇÕES ... 69 4.2.1 Água ... 69 4.2.2 Elétrica ... 71 4.2.3 Esgoto ... 74 4.3 FÔRMAS ... 75 4.4 CONCRETO ... 80 4.4.1 Controle Tecnológico ... 80 4.4.1.1 Corpo de Prova ... 81

4.4.1.2 Procedimentos de Recebimento de Concreto ... 81

4.4.1.3 Traço ... 84

4.4.2 Lançamento ... 84

5 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ... 88

5.1 CONCLUSÕES ... 88

5.2 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS ... 89

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1 INTRODUÇÃO

No atual cenário do qual se encontra a construção civil brasileira, os investimentos em empreendimentos das diversas faixas sociais são necessários um amplo estudo do qual comprove sua viabilidade. Tendo questões como velocidade de produção, qualidade e mão de obra como fator direto na elaboração de um orçamento. O sistema construtivo de Parede de Concreto, tem por característica a alta velocidade de produção, sem que fatores como qualidade ou mão de obra sejam prejudicados.

O sistema de parede de concreto, existe desde a época de 1970, porém não muito difundido no Brasil, pôr o pouco investimento no setor de construção de larga escala. O que não viabilizava o seu uso, e pôr a construção, no seu auge, já estar aquecida mesmo com os métodos mais conhecidos e comuns, não fazendo com que o empreendedor tenha que sair da zona de conforto para alterar seu método construtivo para viabilizar um empreendimento.

Havendo normas técnicas referente a este sistema publicadas desde 1992. Em 2010 tivemos a primeira Diretriz Sinat para avaliação técnica de sistema construtivo de parede de concreto. Em 2012, foi publicado a NBR 16055 – Parede de Concreto Moldada no Local para a Construção de Edificações – Requisitos e Procedimentos. Com essa difusão de informações e mais interesse no segmento, o sistema está sendo adotado por cada vez mais empreendedores. Tendo sendo ultimamente muito utilizada no segmento de moradias de baixa renda no Brasil, do qual participam do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, e viram no sistema construtivo um método de ampliação de seus negócios aumentando sua produção e ficando mais viável tornando mais fácil a adesão ao incentivo do Governo.

1.1 DIRETRIZES DA PESQUISA

As diretrizes da pesquisa serão descritas abaixo nos próximos itens.

1.1.1 Justificativa da pesquisa

Através deste trabalho, viemos demonstrar uma área da construção civil que, além de ser atrativa com a sua forma e velocidade de execução, não foi passado nenhum conhecimento em sala de aula.

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Por ser algo, até então, desconhecido, resolvemos estuda-la mais a fundo a fim de entender os seus processos construtivos que fazem esse tipo de tecnologia ser muito empregado em construtoras de grande porte.

1.1.2 Problema a Ser Resolvido

Demonstrar a execução de uma obra de parede de concreto para edificações residenciais populares, apresentando um processo construtivo racionalizado e industrializado como uma maneira de se conseguir a redução de custos e patologias em obra.

1.2 OBJETIVOS

Os objetivos geral e secundário serão descritos nos itens abaixo.

1.2.1 Objetivo Geral

Demonstrar as etapas construtivas de uma edificação utilizando o sistema de parede de concreto. Identificar suas restrições, peculiaridades, cenários mais viáveis e nicho mais utilizado. Tendo como referência, uma obra multifamiliar com 4 pavimentos.

1.2.2 Objetivos Secundários

a) Apresentar as principais características do processo construtivo em paredes de concreto.

b) Apresentar todas as etapas do processo construtivo em paredes de concreto. c) Estudar a aplicação do processo construtivo em obra residencial de baixa renda.

1.3 PREMISSA

O trabalho tem por premissa demonstrar e aplicar métodos construtivos visando um melhor aproveitamento do tempo e uma diminuição de custos e material.

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1.4 DELIMITAÇÃO

Este trabalho tem como delimitação os processos construtivos de uma obra em parede de concreto moldada “In loco”, embasada na NBR 16055/2012 e localizada na cidade de Joinville/SC.

1.5 METODOLOGIA

A metodologia deste trabalho será exploratória. Já do ponto de vista dos procedimentos técnicos, será uma pesquisa bibliográfica com aplicação em estudo de caso, pois se desenvolverá a partir de materiais publicados em livros, revistas, artigos, dissertações, teses e internet. Utilizará ainda a abordagem dedutiva (do geral para o específico).

A proposta de metodologia do trabalho será desenvolvida considerando as seguintes etapas gerais:

a. Revisão bibliográfica abordando os principais conceitos introdutórios ao tema; b. Estudo feito em campo na obra referência;

c. Desenvolvimento dos sistemas executivos d. Conclusão final do trabalho

1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente estudo está organizado em cinco capítulos.

No primeiro capítulo é realizada uma breve introdução, contextualização e apresentação do tema e problema de pesquisa, assim como a apresentação dos objetivos, justificativa, procedimentos metodológicos e descrição da estrutura do trabalho.

Após a etapa introdutória, o trabalho segue para o capítulo 2, onde serão abordados conceitos importantes referente aos tipos de parede de concreto, às normativas vigentes, ao concreto mais utilizado, aos tipos de fôrmas e às instalações.

O capítulo três apresentará o desenvolvimento dos procedimentos executivos baseados nos cadernos técnicos vigentes e na atual norma que rege o sistema de paredes de concreto.

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O capitulo quatro do trabalho refere-se ao estudo de caso onde apresenta-se as formas de execução do sistema de paredes de concreto, utilizando como referência uma obra de 18 blocos com 5 pavimentos.

O quinto capítulo encerra-se com a apresentação das conclusões e sugestões para trabalhos futuros.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Abaixo serão brevemente apresentados os itens que serão mais abordados desenvolvimento principal dessa dissertação.

2.1 BREVE HISTÓRICO

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, (2008, p. 12), relata que o sistema de parede de concreto se originou entre as décadas de 70 e 80, inspiradas em experiências bem-sucedidas de construção industrializada em concreto celular (sistema Gethal) e em concreto convencional (sistema Outinord).

Segundo afirma Vieira (2014, p. 14), as paredes de concreto foram utilizadas pela primeira vez no Brasil em 1979, na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais, onde a Companhia de Habitação, COHAB – MG, construiu 46 casas no Conjunto Habitacional Carreira Comprida.

2.2 TIPOS DE PAREDE DE CONCRETO

A construção civil vem se atualizando com o passar dos anos, mudanças e novos sistemas construtivos estão sendo implantados para otimizar resultados referente a custo, produção e qualidade. Um dos sistemas do qual teve um crescimento na sua utilização no Brasil é a parede de concreto.

Tendo em vista o atual cenário da construção no Brasil, para um investimento em um empreendimento é necessário que tenha bem claro a viabilidade econômica que ele possui. Sistemas do qual padronizam os métodos de construção e tem rápida execução, como a parede de concreto, otimiza-se o tempo de elaboração de projetos e a duração da obra. Do ponto de vista econômico, o professor da Escola Politécnica da USP, Ubiraci Espinelli Lemes de Souza (2008), lembra ainda que, como grande parte dos proprietários dos novos apartamentos compra os imóveis ainda na planta, o ideal para a construtora é estender ao máximo o intervalo entre os momentos da venda do imóvel e do início das obras. "Nesse período, o capital está rendendo; por isso, a execução veloz é sempre desejável", explica.

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As paredes de concreto com função estrutural são divididas em dois tipos: Paredes de concreto pré-moldadas e paredes de concreto moldadas in loco. Ambas serão brevemente apresentadas nos itens a seguir.

2.2.1 Parede de Concreto Pré-moldada

Esse sistema de produção de parede de concreto consiste em um painel estrutural pré-moldado que pode ser fabricado na usina quanto no canteiro de obras (Figura 1). Segundo Silva (2012) esse método possui a seguinte definição:

O sistema construtivo destina-se à construção de paredes para edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. É constituído de painéis estruturais pré-moldados maciços de concreto armado e pelas ligações entre eles. A fabricação dos painéis é feita em unidade de produção montada em canteiro de obras ou em usina. A moldagem dos painéis é feita na posição vertical, com fôrmas de aço do tipo bateria apoiadas sobre quadro metálico. As fôrmas são constituídas por chapas e perfis de aço, parafusos e ganchos de travamento.

Ainda segundo Silva (2012), esses painéis possuem espessuras de 10cm, altura do pé direito da edificação e comprimento máximo de 4m. A ligação entre os painéis é feita através das armaduras de borda as quais são soldadas nos painéis adjacentes e posteriormente o espaço é preenchido com graute.

Freitas (2010, p. 33) afirma que:

Laje, ao ser assentada sobre as escoras, pode eventualmente não encostar-se a uma das escoras. Isto ocorrerá devido deformações ocorridas durante a armazenagem. Tal fato não será crítico, uma vez que, na concretagem, o próprio peso do concreto se encarregará de fazer com que a pré-laje "chegue" na escora (devido a sua esbeltez), garantindo assim seu nivelamento. Por isso não se deve NUNCA alterar o nível da escora para que esta se encoste à pré-laje, antes da concretagem, pois se estaria alterando o nível previamente acertado e caracterizado o desnivelamento da pré-laje, e por conseqüência, do forro também.

Por se tratar de elementos pré fabricados, os painéis necessitam de equipamentos para que possam ser adequadamente locados na obra, conforme a Figura 2 mostra.

Finalizando a estrutura, “Os painéis de parede são assentados sobre as lajes com argamassa, sendo as juntas horizontais externas acabadas com componentes pré-moldados, denominados "golas", e tratadas com emulsão acrílica e tela de poliéster [...]” Silva (2012).

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Figura 1 - Canteiro de concretagem

Fonte: Pedreira (2010, p. 20)

Figura 2 - Posicionamento dos painéis

Fonte: Freitas (2011 ,p. 34)

2.2.2 Parede de Concreto Moldada In Loco

O método de parede de concreto mondada in loco, como o próprio nome fala, consiste na concretagem no canteiro de obras, onde previamente é feito a espera da armadura, conexões e as fôrmas das paredes e laje superior.

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Sua definição, segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 10) é:

Um sistema construtivo racionalizado, que oferece as vantagens da produção em alta escala sem perda de qualidade - condições técnicas e econômicas perfeitas para a atual demanda do mercado brasileiro da construção. Para levar todos os benefícios dessa tecnologia a empreendedores, construtores e projetistas, a Comunidade da Construção desenvolveu material informativo próprio, que contempla características, história e experiências realizadas, além de eventos que preparam a cadeia produtiva para a utilização dessa tecnologia.

Após feita a colocação de todos as esperas citadas acima, a concretagem é feita lançando o concreto diretamente na laje do pavimento superior que acaba por preencher todos os componentes previstos em projeto (Figura 3). A NBR 16.055/2012 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p. 32) preconiza que:

O concreto deve ser lançado com técnica que elimine ou reduza significativamente a segregação entre seus componentes, observando-se maiores cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade da armadura. Estes cuidados devem ser majorados quando a altura de queda livre do concreto ultrapassar 2 m.

Podemos afirmar que apesar da velocidade de produção ser a características mais vantajosa das paredes de concreto, tanto pré-moldada quanto a moldada in loco, vale ressaltar outros pontos importante para a implantação da tecnologia. Tal método construtivo só se torna viável se for utilizado em larga escala de produção por ter seu custo inicial com a fabricação das formas de uma tipologia muito cara, o que seria necessário diluir em várias unidades.

Figura 3 - Concreto sendo lançado no pavimento superior

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2.3 NORMATIVAS E CADERNOS TÉCNICOS

Como já citado nos tópicos anteriores, a parede de concreto não é um sistema novo no Brasil, tendo surgido entre as décadas de 70 e 80. Com o crescente avanço do uso das paredes de concreto, fez-se necessário padronizar os cálculos e sua execução, nascendo assim, em 10 de maio de 2012, a NBR 16055.

Porém, antes da normatização da NBR 16055, em 2007, três empresas (ABCP, ABESC e IBTS) desenvolvem pesquisas sobre as edificações de parede de concreto moldada in loco. Essa pesquisa gerou algumas visitas técnicas internacionais, sendo uma delas em Bogotá (Colômbia) e outra em Santigado (Chile).

O resultado dessa pesquisa gerou a Coletânea de Ativos 2007/2008, sendo atualizada em mais 3 volumes 2008/2009, 2009/2010 e 2011/2013 até que a NBR 16055 fosse promulgada.

2.4 CONCRETO

Segundo a norma NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012) concreto é o material formado pela mistura homogênea de cimento, agregados miúdo e graúdo e água, com ou sem a incorporação de componentes minoritários (aditivos químicos, pigmentos, metacaulim, sílica ativa e outros materiais pozolânicos), que desenvolve suas propriedades pelo endurecimento da pasta de cimento (cimento e água). Para a utilização na Parede de Concreto, é necessário que o concreto tenha algumas características especificas para a tecnologia e todas seguindo as normas definidas na NBR 6118, NBR 8953 e NBR 12655 sendo elas de composição do concreto, execução e controle tecnológico.

O concreto empregado deverá ter por suas características o cimento CPV- ARI, areia industrial, brita 0, relação água cimento 0,60 e adição mineral com a consistência especificada ou também chamado de slump test, com um valor de 22+- 2 centímetros. Em determinados casos será necessário a utilização de aditivos como a fibra de polipropileno ou superplastificasntes.

A caracterização do concreto é necessária que siga a Tabela 1, como parâmetros base. Pode variar conforme demanda estrutural ou por estratégia de produção. Misurelli e Massuda (2009, p. 80) preconizam que como a parede de concreto tem por sua característica de produção, a velocidade. É necessário que as 12 horas, provável desforma, o concreto já tenha atingido o valor mínimo de desforma que é de 1,8 Mpa, para que não atrase o cronograma de

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produção. Sendo assim em alguns casos adotando adota-se um fck maior que o final de projeto para alcançar a resistência de desmolde mais cedo, cujo qual citaremos mais no item 2.4.3 deste trabalho.

Tabela 1 - Parâmetros base do concreto

Parâmetros Absorção de Água (%) Índice de Vazios (%) Massa específica seca (g/cm³) Resistência à compressão – fck (Mpa) 12 horas 28 dias Valor médio 5,0 11,7 2,36 1,9 25

Fonte: Revista Techne (Edição 135, 2008, p 20?)

É recomendado a utilização de um concreto autoadensável por diversos fatores que facilitam a aplicação do sistema, um deles é que, segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p 137), “Sua aplicação é muito rápida, feita por bombeamento, e a mistura é extremamente plástica, dispensando o uso de vibradores.”.

2.4.1 Concreto Auto-adensável

O concreto auto adensável tem sua origem no Japão, por volta da década de 1980. Por sua característica de alta fluidez, torna o serviço com uma necessidade menor de mão de obra. Fator essencial para que tenha se difundido tanto entre os países altamente industrializados.

Segundo NBR 15823-1 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012) o concreto auto adensável é capaz de fluir, auto adensar pelo seu peso próprio, preencher a forma e passar por embutidos (armaduras, dutos e insertos), enquanto mantém sua homogeneidade (ausência de segregação) nas etapas de mistura, transporte, lançamento e acabamento.

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Tal características do concreto auto-adensável propiciam diversas vantagens, tais quais são essenciais para a execução das paredes de concreto como cita a Revista Tecnosil (2009, edição 4):

 Otimização da mão de obra para lançamento

 Garantia de excelente acabamento em concreto aparente

 Permite bombeamento em grandes distâncias horizontais e verticais com maior velocidade

 Não há necessidade de vibrar

Assim sendo de caráter essencial para a execução do preenchimento das formas, como se trata de formas grandes com qualquer outro tipo de concreto seria impossível que fosse vibrado todo o concreto, facilitando o surgimento de bicheiras, aumentando o tempo de descarga e piorando o acabamento final.

Pode ser citado outra vantagem do concreto auto adensável, como é exposto por Repette (2008, p.56) ao ser questionado por um concreto que não necessita de adensamento

“Pergunte-se: não seria interessante um concreto que, uma vez lançado, se movesse por conta própria e preenchesse, sem necessitar de nenhuma intervenção, os espaços da forma? Pois o concreto autoadensável tem essa capacidade. Além de não necessitar ser adensado com vibrador, não segrega e não aprisiona o ar em excesso. Como resultado, sua aplicação é rápida, requer menos mão de obra, e não deixa ninhos de concretagem. ”

2.4.1.1 Aditivo

Dentre os componentes do concreto auto-adensável, os aditivos desempenham um papel importante garantindo a fluidez e a coesão do concreto devido às suas propriedades químicas. Os mais comuns utilizados na parede de concreto, são os Superplastificantes e Hiperplastificantes.

Pela norma brasileira NBR 11768 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011) O superplastificante é um produto que aumenta o índice de consistência do concreto mantida a quantidade de água de amassamento, ou que possibilita a redução de, no mínimo, 12% a 20% da quantidade de água de amassamento, para produzir um concreto com

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determinada consistência. Já o hiperplastificante tem as mesmas características químicas, porém podendo passar de 20% de redução de água.

Como citado na por Monfardini (2004, p. 10) para Geniclesio Santos, coordenador técnico - Target Marketing Concrete da Sika Brasil, a diferença entre os hiperplastificantes e os superplastificantes para concreto é apenas na nomenclatura. “Alguns fabricantes utilizam o prefixo ‘hiper’ para valorizar o seu produto, mas ele não difere em composição nem em desempenho dos outros nomeados superplastificantes. Quanto ao uso, os aditivos superplastificantes são utilizados onde os plastificantes não conseguem reduzir água sem efeito colateral, como em concretos de alto desempenho, concreto autoadensável, concreto para formas deslizantes etc.”

Melhoram as reações de hidratação do cimento e a trabalhabilidade, modificam a viscosidade, atuam na redução de água, aceleram ou retardam o tempo de pega, controlam o desenvolvimento de resistências mecânicas, diminuem a retração de secagem, intensificam a resistência à ação do congelamento, diminuem a fissuração térmica, diminuem a permeabilidade, atenuam as consequências do ataque por sulfatos, reação álcali-agregado e corrosão de armadura, entre outras propriedades que resultam no aumento da durabilidade do concreto final ou das peças concretadas. Podemos concluir que os aditivos são essenciais na composição de um concreto de qualidade e no elevado desempenho. (José Eduardo Granato, gerente comercial da área de Química para Construção da Viapol)

Dependendo da demanda estrutural é adotado o super ou hiperplastificante, é necessário que utilize o produto conforme as especificações do fabricante. Mas em regra geral a temperatura ideal do concreto fresco é entre 15 a 27C, não podendo ser utilizado mais de 5% de aditivo em relação ao volume alvo. Após a dosagem do plastificante no caminhão betoneira é necessário que o misture por um total de 1 minuto para cada m³ contido no caminhão, só após este processo é possível bombear o concreto para a estrutura.

2.4.2 Controle Tecnológico

O controle desse concreto será feito através do Slump e Flow Test, conforme mostra a Figura 4, onde é medido o espalhamento do concreto. Para que o concreto seja considerado satisfatório, o diâmetro do círculo formado pelo concreto “espalhado” tem que ser superior a 65cm e menor que 75cm

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Figura 4 - Realização do Slump Test

Fonte: Imagem do Autor

Todo e qualquer caminhão é necessário que seja coletada amostras para os ensaios de compressão de 12 horas, 14 e 28 dias. Sendo necessário que se molde para prova e contra-prova conforme NBR 15823 de Concreto Auto Adensável. O corpo de contra-prova de 12 horas é apenas para sabermos se já é possível a desforma.

Como necessita de um acompanhamento direto do laboratório, para que facilite essa execução. Há obras da qual montam um laboratório na própria obra, para que sejam rompidos todos os corpos com 12 horas para que a desforma possa acontecer com rapidez e sem problemas. Para isto é necessário de uma boa estrutura, para comportar prensas e estoque de material.

2.4.2.1 Teste do Anel Japonês

Considera-se que o concreto apresenta boa capacidade de fluir e de passar por obstáculos quando o diâmetro final de espalhamento do concreto com a presença do anel japonês é maior que o diâmetro final obtido sem a presença do anel menos 50mm, de acordo com GETTU (2004). Estes autores, juntamente com EFNARC (2002), consideram, ainda, que a diferença entre as alturas do concreto dentro e fora do anel japonês deve ser menor que 10mm (Figura 5).

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Figura 5 - Teste do Anel Japônes

Fonte: Imagem do autor - 2017

2.5 ARMADURA

Pode-se afirmar que a armadura é algo que está sempre presente na construção civil, sendo o material que faz a estrutura de uma edificação resistir à determinados esforços que o concreto não consegue suportar. Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, (2008, p. 144), o sistema das paredes de concreto utiliza a armadura de tela soldada (Figura 6), sendo definida pela NBR 7481 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1990, p. 1) como “Armadura pré-fabricada, destinada a armar o concreto, em forma de rede de malhas retangulares, constituída de fios de aço longitudinais e transversais, sobrepostos e soldados em todos os pontos de contato (nós), por resistência elétrica (caldeamento).”

Misurelli e Massuda (2009) completam falando que a armação adotada é posicionada no eixo vertical da parede, sendo que nas bordas, vãos de portas e janelas, recebem um reforço de armadura convencional.

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Finalizando, Pacheco (2012) afirma que as armaduras têm, além da função estrutural de resistir aos esforços gerados na estrutura, o papel de estruturação das redes hidráulica e elétrica.

Figura 6 – Armadura em tela

Fonte: Misurelli e Massuda (2009)

Na execução da armação é necessário que se centralize as telas às paredes. Bordas, vãos de portas e janelas devem receber reforços de telas e ou vergalhões de aço, conforme especificação do projeto estrutural. Após a montagem das telas, colocar espaçadores, com a finalidade de manter a armadura no eixo da parede após a concretagem, é necessário que se utilize em média 4 espaçadores para cada 1m² (Figura 7).

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Figura 7 - Armadura com espaçadores

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

2.6 FUNDAÇÕES

Fundações são elementos essenciais para a realização de qualquer tipo de edificação, desde pavimentos rodoviários até edificações habitacionais e/ou comerciais.

As fundações são elementos estruturais da obra cuja finalidade é receber todo o peso do prédio e transferi-lo para as camadas mais resistentes do solo. Os locas de maior resistência do solo, nessa etapa da obra, já foram previamente analisados e localizados através de testes específicos, como teste de sondagem e perfil do subsolo. As fundações, de um modo geral devem ser projetadas e executadas de modo a garantir segurança, funcionalidade e durabilidade (Pacheco, 2012, p. 20)

“ A escolha do tipo de fundação depende das condições locais do empreendimento, especialmente da resistência mecânica do solo. A seleção do tipo de fundação deve contemplar os aspectos de segurança, estabilidade e durabilidade da fundação ” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, 2008, p. 76).

Ainda segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 77) “Não existem restrições quanto ao tipo de fundação a ser adotado. Podem ser empregados os sistemas de fundações em sapata corrida, laje de apoio (radier) e blocos de

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travamento para estacas ou tubulões conforme especificações de projeto”. Tendo como exemplo de fundações utilizadas, a Figura 8 que mostra blocos de coroamento locados acima das estacas, e a Figura 9 que mostra uma fundação em radier.

Figura 8 - Blocos de coroamento locados acima das estacas

Fonte: foto do autor

Figura 9 - Fundação em radier

Fonte: foto do autor

(Misurelli e Massuda, 2009, apud Pacheco, 2012, p. 4) cita as recomendações para execução das fundações:

a) a locação e o nivelamento das fundações devem estar de acordo com o projeto arquitetônico e as fôrmas;

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b) deve-se tomar todas as precauções para evitar que a umidade do solo migre para a edificação;

c) recomenda-se a realização da cura úmida do concreto por um período mínimo de sete dias para as fundações em laje tipo radier;

d) a concretagem das fundações tipo radier é feita de forma convencional, diretamente do caminhão-betoneira sobre uma lona plástica que cobre uma camada nivelada de brita, com espessura mínima de 3 cm..

2.7 PROJETO

Uma das definições literais para a palavra “projeto” seria “esboço”, ou seja, algo que ainda não foi realizado ou que está em fase de planejamento. Trazendo para a construção civil, um projeto nada mais é do que uma forma de descobrir e evitar possíveis interferências, podendo ser entre dois ou mais projetos, ou erros, também entre dois ou mais projetos. A Coletânea de Ativos (2011/2013, p. 8) coloca a etapa de projetos como a mais importante na produção de paredes de concreto, pois a premissa desse sistema é realizar obras com grande rapidez, portanto, para limitar as decisões tomadas em obras, o projeto tem a necessidade de estar totalmente definido.

A Coletânea de Ativos (2011/2013, p. 8-9) faz uma lista com as diretrizes mínimas que devem ser respeitadas pela equipe de projetistas:

a) Alinhamento de paredes em planta;

b) Modulação coerente com o sistema de fôrmas e com o partido estrutural; c) Padronização de vãos

d) Padronização de soluções, garantindo volume de repetições por tipologia e evitando adaptações e peças auxiliares;

e) Atenção especial à NR 181 e previsões de soluções para as questões de

segurança devido a obra;

f) Grau de detalhamento dos projetos e suas especificações, principalmente no que se refere a: concreto, aço, fôrma e subsistemas.

2.8 FÔRMAS

As fôrmas sempre estiveram presentes na construção civil, sendo utilizadas de diversas formas e sendo elas de diversos tipos. “... são estruturas provisórias, cujo objetivo é moldar o concreto fresco. Devem resistir a todas as pressões do lançamento do concreto até que

1 NR 18 – Norma regulamentadora que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de

organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

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este adquira resistência suficiente para a desforma. ” ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 77).

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 78), lista três tipos de fôrmas mais utilizadas:

• Metálicas

• Metálicas + compensado • Plásticas

Para Revista Téchne, edição 240 (2017, p. 24), também é possível utilizar fôrmas trepantes para edificações de múltiplos pavimentos, porém não é comum o uso das mesmas por demandar de muita mão de obra e pelo fato de que a produtividade da moldagem, costuma ser melhor com o uso de fôrmas industrializadas.

2.8.1 Fôrmas Metálicas

“ São fôrmas que utilizam quadros e chapas metálicas tanto para estruturação de seus painéis como para dar acabamento à peça concretada. ” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 78).

Santos (2011) diz que o que define uma fôrma metálica (Figura 10) é o material com o qual ela é produzida, possuindo assim, estrutura e face de contato feita totalmente de aço. Sendo essa definição o que a difere de outras fôrmas ditas como metálicas, pois são estruturadas com aço e sendo utilizado na sua região de contato madeira compensada.

Uma das vantagens das fôrmas metálicas é sua adaptabilidade, como explica Revista Téchne (Edição 169, 04/2011):

As fôrmas metálicas estão disponíveis em diversos tamanhos para tornar o uso simples e adaptável a qualquer situação de moldagem de concreto. Suas dimensões e pesos facilitam o carregamento e a montagem [...] Além dos painéis de fôrma, o sistema também oferece painéis específicos para a moldagem de cantos em 90o e uma fôrma flexível para ângulos variados [...]

Nakamura (2014) lista algumas vantagens e desvantagens da utilização de fôrmas de alumínio:

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Vantagens: São leves a ponto de dispensar equipamentos pesados. Oferecem ótimo acabamento superficial ao concreto. Quando utilizadas adequadamente, possuem alto grau de reutilização. Podem ser usadas em unidades habitacionais de diversas alturas. Desvantagens: Alto custo para aquisição. A viabilidade financeira desse sistema depende do grau de repetição das peças.

Figura 10 - Fôrma Metálica

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, P. 78)

2.8.2 Metálicas + Compensado

“ São compostas por quadros em peças metálicas (aço ou alumínio) e utilizam chapas de madeira compensada ou material sintético para dar o acabamento na peça concretada. ” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, 2008, p. 78).

Conforme Nakamura (2014) afirma, sua montagem é feita a partir do uso de escoras prumadoras, peças de alinhamento e barras de ancoragem, conforme demonstrado na Figura 11.

Abaixo segue uma relação de vantagens e desvantagens para o uso desse tipo de fôrma:

Vantagens: Com grande disponibilidade no mercado, podem se ajustar às variadas medidas de cada projeto. De acordo com os fabricantes, quando bem conservadas, algumas chapas podem ser reutilizadas até 30 vezes.

Desvantagens: Os painéis são mais pesados do que os equivalentes em alumínio. Embora possam ser reutilizadas, exigem a troca das chapas de compensado a cada ciclo de 30 usos, aproximadamente. Alguns sistemas podem apresentar quantidade grande de peças soltas. (Nakamura, 2014)

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Figura 11 - Fôrmas Metálicas + Compensado

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, P. 78)

2.8.3 Plásticas

É definido pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 78) como quadros e chapas feitas em plástico reciclável (Figura 12), sendo utilizado tanto para a estruturação quanto para o acabamento das paredes, sendo contra ventadas por escoras metálicas.

Nakamura (2014) informa que “os painéis são montados de acordo com a sequência numérica, sendo justapostos e fixados por meio de travas aderidas à fôrma. ”

Nakamura (2014) lista também algumas vantagens e desvantagens desse sistema:

Vantagens: Menor custo de aquisição e peso reduzido (os painéis pesam em torno de 10 kg/m²). Alguns sistemas não exigem travamento metálico adicional, pois as chapas se autotravam, alinham e nivelam. São recicláveis e toleram elevado número de reutilizações.

Desvantagens: Em comparação com outras soluções de cofragem, tendem a ser menos duráveis. O acabamento superficial também pode ser um aspecto crítico em alguns sistemas.

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Figura 12 - Fôrma Plástica

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, P. 78)

2.8.4 Critério Para Escolha das Fôrmas

As escolhas das fôrmas para a execução das paredes de concreto não são escolhidas apenas pelo seu valor, mas também por outros fatores que podem influenciar na data de entrega da obra.

Nakamura (2014) expõe abaixo alguns dos critérios que deverão ser adotados para a escolha das fôrmas:

O principal critério a ser considerado na hora de optar por um ou outro equipamento para moldar concreto é a produtividade que ele confere. Características como facilidade na montagem e desmontagem, peso por metro quadrado das peças/painéis e quantidade de peças soltas influenciam diretamente a execução do sistema, assim como a maior ou menor facilidade para posicionar caixilhos, portas e gabaritos e embutir as instalações elétricas e hidráulicas. Vale lembrar, contudo, que a velocidade de execução não depende apenas do equipamento de moldagem em si, mas também do domínio que a construtora e sua mão de obra têm sobre a tecnologia.

Complementando os critérios acima citados, Pacheco (2012, p. 25) lista mais alguns, sendo eles o número de peças soltas que podem vir a se extraviar, durabilidade das chapas, durabilidade das estruturas, compatibilização entre as fôrmas e o projeto e, finalizando, as formas de fornecimento e contratação.

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2.9 INSTALAÇÕES

As instalações que iremos abordar nos tópicos abaixo, são as que fazem parte do sistema construtivo de residências, sendo elas:

 Elétrica

 Água

 Esgoto

2.9.1 Elétrica

Para Góes (2013), a montagem da instalação elétrica deve ser executada após a armação concluída para que se possa fixar as tubulações e caixinhas na armação em sua devida cota de projeto (Figura 13). Após a colocação das caixas de interruptores, tomadas, luzes etc se algum desses itens possuir orifícios é comum que se preencha com pó de serra ou isopor para que não encham na hora da concretagem. Há modelos como o da Figura 14 que são produzidas especialmente para o sistema de parede de concreto, cujo o qual facilita a fixação e são totalmente vedadas.

Figura 13 - Instalação elétrica

Fonte: http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/produtos-servicos/43/instalacao-33.jpg

Conforme explica MONGE, Rubens (2015, pg 23) os eletrodutos também são fixados às armaduras, evitando-se que sejam deslocados a concretagem. Devem ser colocados espaçadores entre a rede de dutos e os moldes de paredes para garantir o recobrimento e o posicionamento.

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Figura 14 – Caixa 4x2 com suporte para parede de concreto

Fonte: https://www.aecweb.com.br/prod/cont/m/caixas-eletricas-astra_1845_19698_11876

2.9.2 Hidrossanitária

Pelas características da construção, as quais tem por sua característica a difícil manutenção, por ter que romper paredes estruturais. Em geral é utilizado as tubulações verticais por fora das paredes com a utilização de shafts, conforme mostra na Figura 15 e Figura 16. Já os horizontais são passados normalmente na laje, e em certos casos, é utilizado o rebaixo da laje para que possa esconder a tubulação. Tal procedimento se faz comum pela facilitação numa futura manutenção.

A NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012) nos fala que:

As tubulações verticais podem ser embutidas nas paredes de concreto, desde que atendidas simultaneamente às seguintes condições:

quando a diferença de temperatura no contato entre a tubulação e o concreto não ultrapassar 15°C;

quando a pressão interna na tubulação for menor que 0,3 MPa; quando o diâmetro máximo for de 50 mm;

quando o diâmetro da tubulação não ultrapassar 50 % da espessura da parede, restando espaço suficiente para, no mínimo, o cobrimento nominal adotado e a armadura de reforço. Admite-se tubulação com diâmetro até 66 % da espessura da parede e com

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cobrimentos mínimos, desde que existam telas nos dois lados da tubulação com comprimento mínimo de 50 cm para cada lado;

tubos metálicos não encostem nas armaduras para evitar corrosão galvânica.

Figura 15 - Tubulação aparente antes da execução do fechamento do shaft

Fonte: Foto do autor

Figura 16 - Tubulação escondida, atrás do shaft de drywall já revestido

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2.9.2.1 Esgoto

Sempre que tiver uma tubulação passando posteriormente em alguma laje, deixar um tronco de cone maciço sobre a forma da laje, antes da concretagem, devidamente posicionado. A sua dimensão inferior deverá possuir o mesmo diâmetro da tubulação, e a face superior maior, como demonstrado nas Figuras 16, 17, 18 e 19.

Figura 17 - Esquemático tronco de cone

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

Figura 18 – Troncos de cone colocados na laje, antes da concretagem

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Figura 19 – Passagem entre as lajes, após a concretagem

Fonte: Imagem do Autor

Figura 20 – Passagem da tubulação no nicho da parede

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2.9.2.2 Água

Segundo Misurelli e Massuda (2009, pg 2) nas instalações hidráulicas utilizar tubos pex envoltos por bainha. Para fixação dos pontos de água nas paredes utilizar plugs, que serão parafusados nas formas, impedindo possíveis deslocamentos e entrada de concreto. Os plugs deixam os pontos de água rentes ao plano da parede quando da desenforma, o que impede a posterior utilização de prolongadores, etc (Figura 21).

Figura 21 - Plug do Pex para Água Fria

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3 ETAPAS CONSTRUTIVAS DAS PAREDES DE CONCRETOS

Conforme apresentado no item 1.2.1, será apresentado neste trabalho, um estudo de caso de uma obra multifamiliar de 4 pavimentos, focado apenas na execução das paredes de concreto armada in loco. Antes, serão relatados nos sub tópicos a seguir, as recomendações para execução das mesmas.

Segundo o que a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.74) afirma, essa prática recomendada tem como visão, facilitar a implantação padronizada do sistema de paredes de concreto, não sendo uma literatura definitiva, estando assim, receptiva à outras contribuições técnicas. Complementando o raciocínio, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p. 24) diz, “A criatividade de um projeto arquitetônico e a engenhosidade das soluções propostas [...] dependem de uma solução benfeita e sobretudo viável do ponto de vista econômico”. Portanto, faremos uma comparação do que as normativas e cadernos técnicos recomendam e o que a obra de estudo faz.

Para entendimento de como é o processo completo de execução do sistema, serão abordadas, individualmente, as seguintes etapas: fôrmas, armaduras, concreto e instalações (hidráulica e elétrica).

3.1 ARMADURAS

Durante os cursos envolvidos no meio da construção civil é aprendido que o concreto possui uma ótima resistência aos esforços de compressão e uma grande deficiência nos esforços de tração. Para suprir tal deficiência, são utilizados aços estruturais.

Conforme afirma a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.83) “usualmente, utilizam-se telas soldadas no eixo das paredes ou nas duas faces [...]” sendo assim, será considerado nesse trabalho, apenas o uso de telas soldadas.

As armaduras serão de tela de aço (Figura 22), pela facilidade na montagem e tempo de execução. Devem ser fixadas nos arranques de apoio seguindo as demarcações do piso, sendo recortadas em aberturas de janelas e portas utilizando tesourão especifica para cortes de telas de aço. Neste mesmo caso de vão é necessário que sejam feitos reforços com barra de ferro. As sobras dos recortes das telas devem ser descartadas em baias ou caçambas mantendo a organização e limpeza durante o processo.

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A seguir serão listados algumas características da armadura, assim como seu processo de montagem.

Figura 22 - Telas de aço montadas

Fonte: http://www.cesed.br/construcaoedificios/blog/wp-content/uploads/2014/09/20140830_102512.jpg

3.1.1 Requisitos básicos

Os principais requisitos das armações de tela soldada para o sistema de paredes de concreto são “[...]resistir a esforços de flexo-torção nas paredes, controlar a retração do concreto e estruturar e fixar as tubulações de elétrica, hidráulica e gás. ” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, 2007, p. 83).

3.1.2 Generalidades

A seguir serão listadas algumas características das armaduras de telas soldadas para o sistema de paredes de concreto.

3.1.2.1 Espaçamento entre barras de aço

Segundo a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.14) “o espaçamento máximo entre as barras das armaduras verticais e horizontais não pode ser maior que duas vezes a espessura da parede, sendo de no máximo 30 cm.”

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3.1.2.2 Corte de telas soldadas

Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p.50), para realizar os cortes de telas soldadas, posicionamos as telas em toda a parede, montamos um dos lados da fôrma, cortamos a tela nas aberturas (portas e janelas) e utilizamos os pedaços recortados para reforçar os cantos (Figura 24). Como resultado, teremos uma maior produtividade na montagem, diminuímos a quantidade de tipos de telas e eliminamos o traspasse entre painéis (Figura 23).

Figura 23 - Esquema de telas em uma parede

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p.50)

Figura 24 - Armadura de reforço

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.84)

3.1.2.3 Recebimento e Armazenamento

As recomendações da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.83) para transporte e recebimento da armadura são:

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3.1.2.3.1 Recebimento

“O recebimento do aço no canteiro deve ser acompanhado de uma checagem criteriosa dos romaneios2, verificando se as peças estão de acordo com o lote recebido. ”

3.1.2.3.2 Transporte

“As barras de aço, telas soldadas e armaduras pré-fabricadas não devem ser danificadas durante as operações de transporte[...]”

3.1.2.3.3 Armazenagem

Segundo a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.25) “as armaduras não podem ser estocadas em contato direto com o solo. ”

Para a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.83), existe dois tipos de armazenagem das armaduras:

3.1.2.3.3.1 Estocagem horizontal

“Solução prática quando dispomos de grandes áreas para armazenamento de material. ”

3.1.2.3.3.2 Estocagem em cavaletes

“Quando temos limitações de áreas para armazenamento em obra. ”

2 Romaneio: É o procedimento utilizado entre matrizes e filiais para a transferência de insumos, mercadorias ou

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3.1.2.4 Quantidade de telas soldadas

Conforme dito no item 3.1, podemos colocar até mesmo duas telas de aço soldado por parede de concreto, para que possamos colocar mais de uma, a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.14) nos diz que:

As paredes de concreto podem conter apenas uma tela soldada, disposta longitudinalmente e próxima ao centro geométrico da seção horizontal da parede. Nos casos a seguir, deve ser especificada tela soldada para as duas faces da parede:

 Quando a espessura da parede for superior a 15 cm

 Em parede no andar térreo de edificações, quando sujeita a choque de veículos, e paredes que engastam marquises e terrações em balanço

3.1.3 Montagem

Para a montagem das armaduras, segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.84), a montagem da tela e dos reforços tem de estar seguindo fielmente o projeto estrutural, sendo assim, primeiro será feita a montagem da armadura principal (tela soldada), seguida das armaduras de reforço e das ancoragens. Ao realizar o corte prévio dos locais em que serão locadas as aberturas, ganha-se agilidade na realização da montagem.

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p.51) afirma que, pelo fato da armadura da parede de concreto ser, normalmente, de bitolas finas, o painel se torna maleável dificultando o posicionamento do mesmo na vertical. Dessa forma, é recomendado a utilização de arranques (Figura 25) onde, para facilitar a montagem da armadura, amarra-se a tela nos arranques, permitindo que a mesma consiga se manter na vertical.

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Figura 25 - Arranques

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

O processo de montagem deve estar seguindo fielmente o projeto estrutural, dessa forma, deve-se respeitar o cobrimento previsto no mesmo. Ao lançar o concreto dentro das fôrmas, existe a possibilidade de deslocamento das armaduras (Figura 26), o que pode ocasionar na perda total da parede.

Figura 26 - Deslocamento das armaduras

Fonte: Miotto (2014, p.45)

Para evitar tal patologia, a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.26) diz:

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O cobrimento especificado para a armadura no projeto deve ser mantido por espaçadores e sempre se refere à armadura mais exposta.

Os espaçadores devem ser uniformemente distribuídos e em quantidade suficiente para que garantam o cobrimento especificado em projeto, devendo estar devidamente fixados para que não sofram deslocamentos e não se soltem durante o lançamento do concreto.

3.1.4 Armadura de reforço

Segundo a Vieira (2014, p.59) é necessário colocar armaduras de reforço (Figura 24) nas partes superiores e inferiores das aberturas que possuem uma dimensão horizontal maior que 40cm.

3.2 INSTALAÇÕES (ÁGUA, ELÉTRICA E ESGOTO)

No processo de construção de edificações, é de senso comum na engenharia, fazer durante a fase de projetos, as previsões de passagem de tubulações de água, esgoto e elétrica, a fim de agilizar a execução e evitar que sejam feitas alterações durante a execução, o que nesse tipo de tecnologia adotada, haveria um enorme gasto econômico.

Para a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.91), uma das características mais importantes do sistema de paredes de concreto, é que após a desforma, todo tipo de elemento previstos no projeto, já estejam embutidos em seu interior. Sendo assim, abaixo será listada as formas de execução indicadas para as instalações.

3.2.1 Requisitos básicos

Conforme dito no item 2.9.2, a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.10) pede que sejam atendidas as seguintes condições para instalação de tubulações embutidas nas paredes:

- quando a diferença de temperatura no contato entre a tubulação e o não ultrapassar 15 °C;

- quando a pressão interna na tubulação for menor que 0,3 Mpa; - quando o diâmetro máximo for de 50 mm; (Figura 27 e Figura 28)

- quando o diâmetro da tubulação ultrapassar 50% da espessura da parede, restando espaço suficiente para, no mínimo, o cobrimento adotado e a armadura de reforço. Admite-se tubulação com diâmetro de até 66% da espessura da parede e com cobrimentos mínimos, desde que existam telas nos dois lados da tubulação com comprimento mínimo de 50 cm para cada lado;

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Figura 27 - Tubulação hidráulica posicionada sobre a laje antes da concretagem

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

Figura 28 - Tubulação elétrica presa na armadura e locada na fôrma

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

3.2.1.1 Água

Para execução da rede de água da edificação, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.92) recomenda que, durante a primeira montagem, seja feita a marcação, nas fôrmas, dos pontos de conexão com o intuito de auxiliar nas próximas

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montagens. Essas marcações são feitas de duas formas, sendo uma para fôrmas de madeira + compensando e fôrmas plásticas, e uma para a fôrma metálica.

Para a marcação em fôrmas plásticas ou de madeira + compensado, utiliza-se serras de copo para que o revestimento não seja afetado, enquanto que para as fôrmas metálicas, não é recomendado a furação e sim a amarração na armadura junto da colocação de espaçadores para garantir o cobrimento e posicionamento da rede.

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.92) finaliza indicando que para uma maior produtividade, é recomendado fazer a montagem da tubulação previamente à locação na armadura (Figura 29).

Figura 29 - Montagem da rede de hidráulica

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.92)

3.2.1.2 Elétrica

Seguindo a mesma sistemática que a instalação hidráulica, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.93), indica que para a fixação dos itens elétricos (caixas de interruptores, tomadas, etc.), utilizam-se gabaritos posicionados nas fôrmas, de acordo com o que fora previsto no projeto. É indicado que para as caixas que possam vir a

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“vazar” concreto, elas sejam preenchidas com algum material (pó de serra ou papel), para que evite a obstrução da tubulação pelo concreto (Figura 30).

Figura 30 - Instalação elétrica

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p.92)

3.3 FÔRMAS

Conforme apresentado no item 2.8, as fôrmas são parte mais do que essencial para a realização de qualquer edificação à base de concreto. No caso do sistema de paredes de concreto, as fôrmas acabam tendo um maior destaque pela importância que as mesmas possuem, podendo ser o diferencial tanto na execução quanto aos prazos. Loturco (2017) afirma que com a utilização da tecnologia de parede de concreto, o rendimento de casas edificações padronizadas, chega a ser duas casas geminadas/dia, o que comprova o destaque que as fôrmas possuem nessa tecnologia de construção.

Reiterando o que foi dito pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 77) no “ as fôrmas são estruturas provisórias, cujo objetivo é moldar o concreto fresco. Devem resistir a todas as pressões do lançamento do concreto até que este adquira resistência suficiente para a desforma. ”

3.3.1 Requisitos básicos

Os requisitos gerais para o sistema de fôrmas, segundo a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p. 22), são:

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a) Resistência a ações a que possa ser submetido durante o processo de construção, considerando:

 ações ambientais;

 carga da estrutura auxiliar;

 carga das partes da estrutura permanente a serem suportadas pela estrutura auxiliar até que o concreto atinja as características estabelecidas pelo responsável pelo projeto estrutural para remoção do escoramento;

 efeitos dinâmicos acidentais produzidos pelo lançamento e adensamento do concreto, em especial o efeito de adensamento sobre o empuxo do concreto nas fôrmas das paredes, respeitados os limites estabelecidos em 19.6 e 19.7;

b) Rigidez suficiente para assegurar que as tolerâncias especificadas para a estrutura das paredes de concreto em 19.3.4 e nas especificações de projeto (ver 5.3) sejam satisfeitas e a integridade dos elementos estruturais não seja afetada;

c) Estanqueidade e conformidade com a geometria das peças que estão sendo moldadas.

Também é indicado que no projeto das fôrmas conste o material utilizado, o posicionamento de todos os elementos utilizados, inclusive os de escoras (Figura 31), mostrar os critérios para o dimensionamento das fôrmas e detalhar em mais de uma vista/corte. (NBR 15696, 2009, p. 3).

Figura 31 - Escoramento das fôrmas

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

3.3.2 Generalidades

Serão citadas algumas generalidades das fôrmas para o sistema de parede de concreto.

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3.3.2.1 Precauções contra incêndios

“Devem ser tomadas as devidas precauções para proteger o sistema de fôrmas de riscos de incêndio, observando a legislação vigente. ” (NBR 16055, 2012, p.24).

3.3.2.2 Aberturas temporárias em paredes

Segundo a NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p.24):

Aberturas e orifícios de até 5 cm de diâmetro, com espaçamento vertical mínimo de 30 cm e espaçamento horizontal mínimo de 60 cm, usados para trabalhos temporários devem ser preenchidos e acabados com um material de características similares e compatíveis às do concreto da estrutura. Os outros casos devem ser preenchidos com material apropriado após estudo do projetista estrutural.

3.3.3 Montagem

Conforme a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE COMENTO PORTLAND (2008, p. 79), a montagem das fôrmas se inicia com o nivelamento do piso da fundação ou piso da laje inferior, com o intuito de evitar desníveis no topo dos painéis.

A continuação do processo de montagem se da pela marcação das linhas de paredes, onde “O projeto deve ser seguido rigorosamente. Utilize linhas de nylon e spray ou pó colorido para marcar a laje” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND, 2010, p. 45). Esse procedimento é necessário para que não ocorra desencontros entre os painéis. Ainda segundo ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p.56), esse processo pode ser facilitado utilizando galgas nas faces internas das linhas, sendo utilizadas como travas para possíveis deslocamentos de painéis (Figura 32).

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Figura 32 - Galgas

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2010, p.56)

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 80-81) nos oferece duas formas de prosseguir, montando primeiro os painéis internos, sendo seguido pela instalação das armaduras, reforços, instalações elétrica e hidráulica, esquadrias e, por fim, a montagem dos painéis do lado externo. A outra forma se da pela montagem simultânea dos painéis internos e externos, onde é feita previamente a locação das armaduras, instalações, reforços e esquadrias, antes da montagem das fôrmas.

Durante a montagem é necessário seguir alguns passos, conforme diz a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORLAND (2008, p. 81):

 Colocação de portas e janelas (caixilhos)  Colocação dos grampos de fixação entre painéis

Os painéis devem ser montados em sequência, de ambos os lados, e conectados com o uso de grampos ou pinos. A montagem deve obedecer à distribuição indicada na planta executiva.

 Posicionamento das escoras prumadoras

O uso de escoras prumadoras auxilia a montagem, pois mantém os painéis em pé, e posteriormente permite o ajuste milimétrico do prumo das paredes  Colocação das ancoragens

Os elementos de fixação da montagem final também chamados “elementos de costura”, pois formam as linhas de costura dos painéis, são os responsáveis pela absorção das pressões que o concreto, ainda no estado plástico, deverá exercer sobre as fôrmas (Figura 33, Figura 34).

 Fechamento das fôrmas de paredes

O projeto de fôrmas deve prever que os painéis sejam modulados com dimensões e peso que permitam o fácil manuseio e transporte por um operário. Os diversos módulos e acessórios devem se encaixar de acordo com a sequência determinada em projeto, garantindo rigidez ao conjunto.

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Figura 33 - Colocação dos elementos de costura

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND (2008, p. 81)

Figura 34 - Montagem das fôrmas

Fonte: Modelo Construtivo – Obras Parede Concreto (2016, p. 28)

Para a realização de obras que possuem mais de um pavimento, é necessário utilizar andaimes para que se possa trabalhar com as paredes externas da edificação. Nos pavimentos superiores, as fôrmas das paredes externas serão apoiadas em cantoneiras, ou painel de ciclo ou ângulo de arraste, (depende do fornecedor), fixadas nas paredes de baixo. (Figura 35, Figura 36 e Figura 37)

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Figura 35 - Andaimes posicionados para realização da montagem

Fonte: Corsini (2012, p.40)

Figura 36 - Montagem das fôrmas externas

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Figura 37 - Posicionamento de andaimes pavimento tipo 1

Fonte: Procedimento Execução Serviço – Manual MRV

3.3.4 Escoramento

Os escoramentos das fôrmas são necessários para sustentar as lajes dos pisos superiores até que o concreto tenha resistência suficiente para suportar o próprio peso. No caso do sistema das paredes de concreto é necessário que tenha em obra o projeto de escoramento para que não haja erros de posicionamento (Figura 38) ou retirada antecipada das escoras.

A NBR 16055 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2012, p. 23-24) nos fala que:

O escoramento deve ser projetado a modo de não sofrer, sob a ação do seu peso próprio, do peso da estrutura e das cargas acidentais que possam atuar durante a execução da estrutura de concreto, deformações prejudiciais ao formato da estrutura de parede de concreto ou que possam causar esforços não previstos no concreto. No projeto do escoramento devem ser consideradas a deformação e a flambagem dos materiais e as vibrações a que o escoramento estará sujeito.

Devem ser tomadas as precauções necessárias para evitar recalques prejudiciais provocados no solo ou na parte da estrutura que suporta o escoramento, pelas cargas por este transmitidas, prevendo-se o uso de lastro, piso de concreto ou pranchões para correção de irregularidades e melhor distribuição de cargas, assim como cunhas para ajustes de níveis. No caso de escoramento metálico, devem ser seguidas as instruções do fornecedor responsável pelo sistema.

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