Autora:
Patrícia Rocha Maciel Fernandes– MASP 1148514-1 Analista Ambiental
Assinatura:
Data: ______/______/_____ De Acordo:
Maria Eleonora D. Pires Carneiro – MASP 1043872-9 Analista Ambiental
Assinatura:
Data: _____/______/______ Visto:
Zuleika Stela Chiacchio Torquetti Diretora de Qualidade e Gestão Ambiental
Assinatura: Data: _____/______/______
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FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTEPARECER TÉCNICO
Empreendedor: LAVSTAR LAVANDERIA LTDA - MEEmpreendimento: Unidade Industrial DN Código Classe Porte Atividade: Lavanderia Industrial
CNPJ: 03.590.656/0001-08
74/2004 F-06-02-5 5 M Endereço: Av. Pedro Crecembene, s/no – Distrito de Roça Grande
Município: São João Nepomuceno/MG Consultoria Ambiental: xxxxxxxxx
Referência: LICENÇA DE OPERAÇÃO CORRETIVA Validade: 4 ANOS
RESUMO
A LAVSTAR LAVANDERIA LTDA - ME, é uma micro-empresa instalada na zona rural do município de São João Nepomuceno desde 2000, cuja atividade consiste na lavagem e tingimento de jeans e brim. A empresa foi enquadrada na classe 5, com porte médio, conforme a DN 74/2004.
Em 27-07-2005, a empresa formalizou processo de Licença Prévia perante a FEAM/COPAM, se enquadrando na classe 3. Foi realizada vistoria na empresa em 21-09-2005 para atendimento a uma denúncia ficando constatado que a empresa já se encontrava em operação desde 2000. A empresa foi então orientada a preencher novo FCEI a fim de reenquadrar o seu licenciamento, visto que o processo encontrava-se como Licença Prévia.
Dessa maneira, em 27-02-2007, a empresa protocolou novo FCEI e em 03-05-2007 a empresa requereu a Licença de Operação, em caráter corretivo para suas atividades. Foi realizada vistoria na empresa em 21-06-2007.
A área total da empresa é de 1.809 m2, sendo 409 m2 de área construída. A empresa emprega atualmente 19 funcionários, distribuídos na área de produção e administração, que trabalham de segunda a seta-feira 24 h/dia em dois turnos. A empresa atualmente tem capacidade instalada de 800 peças/dia, o que corresponde a aproximadamente 75% da capacidade nominal instalada. A água utilizada no empreendimento é proveniente de um poço e do ribeirão Roça Grande, ambos os usos são outorgados pelo IGAM e da concessionária local, a Cia Força e Luz Cataguases e Leopoldina, sendo o consumo médio de água no empreendimento de 161.194 m3/dia. O fornecimento de energia é feito pela CEMIG, sendo o consumo médio mensal de 8.879 kWh.
Existem duas caldeiras instaladas no empreendimento, uma a lenha com capacidade de geração
de 600 kg de vapor/h e outra à óleo BPF com capacidade de geração de 2.000 kg de vapor/h. A caldeira a óleo é utilizada eventualmente em casos emergenciais. O empreendedor apresentou certificado do IEF para consumo de lenha.
A empresa não apresentou declaração do Corpo de Bombeiros relativo à adequação do sistema de prevenção e combate de incêndios existentes na unidade industrial, alegando que não existe este tipo de serviço no município. Será solicitado como condicionante desta Licença, a apresentação de atestado do Corpo de Bombeiros relativo ao sistema de prevenção e combate a incêndios implantado no estabelecimento.
A empresa irá transferir os equipamentos da lavanderia para um galpão que já se encontra construído na própria área da empresa, para melhoria de seu processo produtivo.
Os impactos ambientais resultantes das atividades industriais do empreendimento são referentes à geração de efluentes líquidos – industriais e sanitários, resíduos sólidos e emissões atmosféricas.
A empresa não realizou análises para medição de ruídos no período diurno e noturno, com base na Lei Estadual 10.100, de 17-01-1990, gerados no entorno do empreendimento, não sendo possível verificar se a empresa se encontra em conformidade com os limites impostos pela Lei Estadual. Portanto, essas medições serão solicitadas como condicionante dessa Licença.
Os efluentes líquidos industriais são provenientes do processo de lavagem, alvejamento, amaciamento, tingimento e secagem das peças. A vazão média de descarte dos efluentes é de 164 m3/dia.
Os efluentes líquidos industriais são provenientes da lavagem, alvejamento, amaciamento, envelhecimento, tingimento e secagem das peças. A vazão média de descarte dos efluentes é de 164 m3/dia. Atualmente o efluente é encaminhado para um sistema composto de seis tanques de decantação antes de seu lançamento No corpo receptor, o ribeirão Roça Grande.
Foi proposto no PCA um tratamento físico-químico que será composto por gradeamento, caixa de areia, tanque de equalização, tanque de floculação onde serão adicionados os produtos químicos, um decantador primário, três decantadores secundários e leitos de secagem para o lodo. O efluente tratado será lançado no corpo receptor. A consultoria ambiental da empresa garantiu que o tratamento existente irá atender aos padrões estabelecidos na legislação ambiental vigente, esperando-se uma eficiência de 75% na remoção de DQO e de 60% de DBO.
A empresa irá implantar para o efluente sanitário, um sistema de tratamento composto de fossa séptica de câmara única. O efluente depois de tratado é encaminhado para o corpo receptor, o ribeirão Roça Grande.
Para elaboração do projeto, o responsável técnico se baseou em bibliográfica técnica para caracterização dos despejos, não sendo realizado ensaios de caracterização do efluente com análise químicas e físico-químicas para quantificação e dos elementos e substâncias presentes e ensaios de tratabilidade.
O empreendedor apresentou um projeto de contenção contra vazamentos para o tanque de óleo combustível, que se constituiu de uma bacia e dique de contenção. O projeto apresentado está de acordo com a NBR 7505.
As emissões atmosféricas no empreendimento são os materiais particulados provenientes das caldeiras a lenha e a óleo e as plumas de tecido geradas nas secadoras que possuem sistema de coleta. Para controle das emissões de material particulado a empresa propôs a implantação de dois sistemas de controle de emissão. Para a caldeira a óleo, o tratamento com multiciclone e para a caldeira à lenha, o tratamento com catafuligem. Os sistemas propostos retêm as cinzas dos gases de exaustão, garantindo que a emissão de material particulado seja inferior a 200 mg/Nm3, atendendo assim ao limite estabelecido na legislação vigente.
Os resíduos sólidos gerados atualmente pelo empreendimento, conforme as informações contidas no RCA e fornecidas na vistoria são: lixo administrativo e doméstico, plumas de tecido geradas nas secadoras, cinzas da caldeira, embalagens dos produtos químicos, lodo da ETE e lâmpadas fluorescentes. A empresa não informou onde os resíduos serão armazenados temporariamente. Será solicitado como condicionante desta Licença, a apresentação de projeto de um depósito para armazenamento temporário de resíduos. A disposição adequada dos resíduos será solicitada como condicionante dessa licença.
Diante do exposto, este parecer sugere a concessão da Licença de Operação, em caráter corretivo, para a unidade industrial Lavstar Lavanderia Ltda., localizada em São João Nepomuceno/MG, com validade de 4 anos, condicionada ao cumprimento dos itens relacionados no ANEXO I, ouvida a Procuradoria da FEAM.
1. INTRODUÇÃO
A LAVSTAR LAVANDERIA LTDA - ME é uma micro-empresa, cuja atividade consiste na
lavagem e tingimento de jeans e brim, atividade classificada pela Deliberação Normativa
COPAM Nº 74 de 2004 com o código F-06-02-5 “Lavanderias industriais com tingimento,
amaciamento e outros”, operando no município de São João Nepomuceno/MG, desde
2000.
Em 27-07-2005, a empresa formalizou processo de Licença Prévia perante a
FEAM/COPAM, se enquadrando na classe 3. Foi realizada vistoria na empresa em
21-09-2005 para atendimento a uma denúncia ficando constatado que a empresa já se
encontrava em operação desde 2000.
A empresa foi então orientada a preencher novo FCEI a fim de reenquadrar o seu
licenciamento, visto que o processo encontrava -se como Licença Prévia.
Dessa maneira, em 27-02-2007, a empresa protocolou novo FCEI e em 03-05-2007 a
empresa requereu Licença de Operação, em caráter corretivo para suas atividades. Foi
realizada vistoria na empresa em 21-06-2007.
Este parecer tem o objetivo de subsidiar o órgão seccional do COPAM quando da
apreciação do requerimento da Licença de Operação, em caráter corretivo (PA COPAM
N
o: 1341/2004/001/2005).
O RCA e o PCA foram elaborados pela consultoria ambiental Wild Life, sendo o
responsável técnico, o engenheiro civil Carlos Eduardo de Azevedo Garcia Flores, CREA
17.087/D.
2. DISCUSSÃO
2.1- Diagnóstico Ambiental
O diagnóstico ambiental da área de influência contemplou apenas informações sobre o
meio antrópico (localização e histórico do município) e o meio físico (clima, hidrografia).
Não foram apresentadas informações sobre o solo, relevo, fauna e flora.
Segundo apresentado no RCA, o empreendimento encontra-se instalado em zona de
transição da zona urbana para rural do município de Pains, na bacia hidrográfica do rio
São Miguel.
Conforme Declaração da Prefeitura Municipal de São João Nepomuceno, o local e o tipo
de atividade desenvolvida no estabelecimento industrial da Lavstar Lavanderia Ltda,
estão em conformidade com as leis e regulamentos administrativos municipais.
2.2. Caracterização do Empreendimento
A atividade exercida pela Lavstar Lavanderia Ltda – ME, é a lavagem e tingimento de
jeans e brim. O estabelecimento encontra-se em operação na zona rural do município de
São João Nepomuceno desde 2000.
A área total da empresa é de 1.809 m
2, sendo 409 m
2de área construída. A empresa
emprega atualmente 19 funcionários, distribuídos na área de produção e administração,
que trabalham de segunda a seta-feira 24 h/dia em dois turnos.
A empresa atualmente tem capacidade instalada de 800 peças/dia, o que corresponde a
aproximadamente 75% da capacidade nominal instalada.
A água utilizada no empreendimento é proveniente de um poço e do ribeirão Roça
Grande, ambos os usos são outorgados pelo IGAM e da concessionária local, a Cia Força
e Luz Cataguases e Leopoldina, sendo o consumo médio de água no empreendimento de
161.194 m
3/dia.
O fornecimento de energia é feito pela CEMIG, sendo o consumo médio mensal de 8.879
kWh.
Os equipamentos utilizados no processo de lavagem são: 5 lavadoras, 4 secadoras, 3
centrífugas e 6 máquinas de inflar.
As matérias-primas e insumos utilizados no processo foram relacionados nas páginas 33
a 41 do RCA. A empresa apresentou as fichas de segurança dos produtos químicos
utilizados, bem como o consumo mensal de cada produto.
O processo produtivo se inicia com o recebimento das peças de roupas a serem
beneficiadas. As roupas passam por um processo de umectação e sanfonagem, sendo
posteriormente lavadas, amaciadas e envelhecidas. As roupas após passarem pelas
lavadoras, seguem para as centrífugas para retirada do excesso de água, secadoras e
prensas de passar. Depois de passadas, as roupas são encaminhadas para a expedição.
Eventualmente, ocorre a etapa de tingimento das peças.
Existem duas caldeiras instaladas no empreendimento, uma a lenha com capacidade de
geração de 600 kg de vapor/h e outra à óleo BPF com capacidade de geração de 2.000
kg de vapor/h. A caldeira a óleo é utilizada eventualmente em casos emergenciais. O
empreendedor apresentou certificado do IEF para consumo de lenha.
A empresa não apresentou declaração do Corpo de Bombeiros relativo à adequação do
sistema de prevenção e combate de incêndios existentes na unidade industrial, alegando
que não existe este tipo de serviço no município.
Em 24-11-2006, a empresa solicitou através de documento protocolado sob Nº
F608075/2006, a transferência das máquinas da lavanderia, para um novo galpão que já
se encontra construído. De acordo com a empresa, estas mudanças não irão aumentar a
capacidade produtiva da mesma.
2.3. Impactos Identificados e Medidas Mitigadoras
Considerando as informações prestadas no RCA/PCA e vistoria realizada no
empreendimento, verifica-se que a atividade exercida pela Lavstar Lavanderia Ltda - ME,
causa impactos significativos sobre o meio ambiente, relacionados à geração de efluentes
líquidos e sanitários, resíduos sólidos e emissões atmosféricas decorrentes do processo
produtivo.
Ruídos
A empresa não realizou análises para medição de ruídos no período diurno e noturno,
com base na Lei Estadual 10.100, de 17-01-1990, gerados no entorno do
empreendimento, não sendo possível verificar se a empresa se encontra em
conformidade com os limites impostos pela Lei Estadual. Portanto, essas medições serão
solicitadas como condicionante dessa Licença.
No âmbito interno, a questão é objeto de legislação específica, a cargo do ministério do
Trabalho e Emprego.
Ressalta -se a inexistência na FEAM de denúncias da população local nesse sentido.
Emissões atmosféricas
As emissões atmosféricas no empreendimento são os materiais particulados provenientes
das caldeiras á lenha e a óleo e as plumas de tecido geradas nas secadoras que
possuem sistema de coleta das plumas provenientes das peças de roupas.
O empreendedor não apresentou relatório de amostragem de fonte estacionária, apenas
informou que diminui a geração de material particulado, através da otimização da
combustão.
Para controle das emissões de material particulado a empresa propôs a implantação de
dois sistemas de controle de emissão. Para a caldeira a óleo, o tratamento com
multiciclone e para a caldeira à lenha, o tratamento com catafuligem. Os sistemas
propostos retêm as cinzas dos gases de exaustão, garantindo que a emissão de material
particulado seja inferior a 200 mg/Nm
3, atendendo assim ao limite estabelecido na
legislação vigente.
O dimensionamento e os cálculos estão detalhados no PCA apresentado pela empresa
na formalização do processo.
Será exigido como condicionante dessa licença que a empresa realize o
automonitoramento anual das emissões atmosféricas para comprovar a eficiência do
sistema de controle proposto de modo que as emissões atendam aos níveis permitidos na
legislação.
Efluentes líquidos
Os efluentes líquidos industriais são provenientes da lavagem, alvejamento,
amaciamento, envelhecimento, tingimento e secagem das peças. A vazão média de
descarte dos efluentes é de 164 m
3/dia. Atualmente o efluente é encaminhado para um
sistema composto de seis tanques de decantação antes de seu lançamento No corpo
receptor, o ribeirão Roça Grande.
Foi proposto no PCA um tratamento físico-químico que será composto por gradeamento,
caixa de areia, tanque de equalização, tanque de floculação onde serão adicionados os
produtos químicos, um decantador primário, três decantadores secundários e leitos de
secagem para o lodo. O efluente tratado será lançado no corpo receptor. A consultoria
ambiental da empresa garantiu que o tratamento existente irá atender aos padrões
estabelecidos na legislação ambiental vigente, esperando-se uma eficiência de 75% na
remoção de DQO e de 60% de DBO.
Os efluentes líquidos sanitários referem-se à contribuição de 19 funcionários.
A empresa irá implantar para o efluente sanitário, um sistema de tratamento composto de
fossa séptica de câmara única. O efluente depois de tratado é encaminhado para o corpo
receptor, o ribeirão Roça Grande.
Para elaboração do projeto, o responsável técnico se baseou em bibliográfica técnica
para caracterização dos despejos, não sendo realizado ensaios de caracterização do
efluente com análise químicas e físico-químicas para quantificação e dos elementos e
substâncias presentes e ensaios de tratabilidade.
O dimensionamento e os cálculos estão detalhados no PCA apresentado pela empresa.
As águas pluviais não entram em contato com o processo produtivo, sendo despejadas
diretamente na natureza, sem passarem por tratamento prévio.
O empreendedor apresentou um projeto de contenção contra vazamentos para o tanque
de óleo combustível, que se constituiu de uma bacia e dique de contenção. O projeto
apresentado está de acordo com a NBR 7505.
Resíduos Sólidos
Os resíduos sólidos gerados atualmente pelo empreendimento, conforme as informações
contidas no RCA e fornecidas na vistoria são: lixo administrativo e doméstico, plumas de
tecido geradas nas secadoras, cinzas da caldeira, embalagens dos produtos químicos,
lodo da ETE e lâmpadas fluorescentes, sendo a destinação final apresentada no quadro a
seguir:
Resíduos Disposição Final
Lixo administrativo Coleta pública
Lixo doméstico Coleta pública
Cinzas da caldeira Coleta pública
Plumas de tecido Coleta pública
Embalagens de produto químico
usadas Recolhidas pelos fornecedores Lâmpadas fluorescentes Coleta pública
Lodo físico-químico desidratado Aterro municipal
A empresa não informou onde os resíduos serão armazenados temporariamente . Será
solicitado como condicionante desta Licença, a apresentação de projeto de um depósito
para armazenamento temporário de resíduos.
A disposição adequada dos resíduos será solicitada como condicionante dessa licença e
para efetivo controle das destinações finais desses resíduos será proposto o
encaminhamento semestral à FEAM do Programa de Automonitoramento dos Resíduos
Sólidos como condicionante.
3. CONCLUSÃO
A Lavstar Lavanderia Ltda solicitou Licença de Operação Corretiva para suas atividades
industriais desenvolvidas em São João Nepomuceno /MG.
21-06-2007, verificou-se que o funcionamento do empreendimento é adequado. As medidas
mitigadoras propostas são, a principio, tecnicamente adequadas para a minimização dos
impactos causados pelas atividades da empresa.
As medidas que não foram contempladas no PCA estão como condicionantes desta
Licença.
Assim, este parecer, sugere a concessão da Licença de Operação, em caráter corretivo
para a unidade industrial LAVSTAR LAVANDERIA LTDA-ME, localizada em São João
Nepomuceno /MG, com validade de 4 anos, condicionada ao cumprimento dos itens
relacionados no ANEXO I, ouvida a Procuradoria da FEAM.
ANEXO I
Empreendedor: LAVSTAR LAVANDERIA LTDA - MEEmpreendimento: Unidade Industrial DN Código Classe Porte Atividade: Lavanderia Industrial
CNPJ: 03.590.656/0001-08
74/2004 F-06-02-5 5 M Endereço: Av. Pedro Crecembene, s/no – Distrito de Roça Grande
Município: São João Nepomuceno/MG Consultoria Ambiental: xxxxxxxxx
Referência: LICENÇA DE OPERAÇÃO CORRETIVA Validade: 4 ANOS
Condicionantes de Licença de Operação – Processo COPAM N0 1341/2004/001/2005
Item Descrição Prazo (1)
1
Apresentar laudo de avaliação do nível de ruído na área externa do empreendimento por meio de pontos de medição representativos de um ciclo de produção. O relatório técnico deverá conter: justificativa para seleção dos pontos de medição, croqui de localização dos pontos, laudos das medições efetuadas e comparação com os limites estabelecidos na Lei Estadual 10.100, de 17-1-1990, incluindo a ART específica ao laudo.
3 meses
2 Implantar e operar o sistema para tratamento do efluente sanitário
conforme projeto proposto no PCA. 4 meses
3 Implantar e operar o sistema de tratamento para efluentes líquidos
industriais conforme projeto proposto no PCA. 8 meses 4 Instalar sistema de controle das emissões atmosféricas provenientes
da caldeira a lenha e a óleo. 6 meses
5 Definir a destinação adequada para o lodo gerado nas estações de
tratamento de efluentes industriais e sanitários. 8 meses 6 Apresentar projeto do deposito de armazenamento temporário de
resíduos sólidos. 3 meses
7 Apresentar atestado do Corpo de Bombeiros relativo ao sistema de
prevenção e combate a incêndios implantado no estabelecimento. 8 meses 8 Instalar projeto de contenção contra vazamentos para o tanque de
óleo combustível 4 meses
9
Execução do Programa de Automonitoramento dos efluentes líquidos, dos resíduos sólidos e emissões atmosféricas conforme modelo definido no Anexo II.
Durante a vigência da licença (1) Prazo contado a partir da concessão da licença.
ANEXO II
PROGRAMA DE AUTOMONITORAMENTO LAVSTAR LAVANDERIA LTDA. PROCESSO COPAM 1341/2004/001/2005 1. Efluentes líquidos industriais e sanitários
Local de amostragem Parâmetro Freqüência
Entrada e saída da ETE industrial
Vazão, pH, DBO, DQO, temperatura, sólidos sedimentáveis, sólidos suspensos, óleos e graxas,
tensoativos aniônicos.
Mensal(1) Entrada e saída da ETE
sanitária
pH, DBO, DQO, sólidos em suspensão, sólidos
sedimentáveis, óleos e graxas Semestral (1) A primeira análise deverá ser apresentada no prazo máximo de 30 dias, após concessão da licença.
Ø Relatórios: enviar trimestralmente à FEAM, até o dia 10 do mês subseqüente, os resultados das análises efetuadas e informar a produção industrial e o número de empregados, no período. O relatório deverá conter a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas análises.
Ø Método de análise: normas aprovadas pelo INMETRO, ou na ausência delas, no Standard Methods for Examination of Water and Wastewater APHA – AWWA, última edição.
2. Resíduos sólidos
Deverão ser enviadas semestralmente à FEAM planilhas mensais de controle da geração e disposição dos resíduos sólidos gerados contendo, no mínimo, os dados do modelo a seguir, bem como a identificação, o registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas informações.
Resíduo
Denominação Origem Classe NBR 10.004 Taxa de geração no período Transportador (razão social e endereço completos Forma de disposição final (**) Empresa responsável pela disposição final
(razão social e endereço completos (**) 1- Reutilização 2 - Reciclagem 3 - Aterro sanitário 4 - Aterro industrial 5 - Incineração 6 - Co-processamento 7 - Aplicação no solo
8 - Estocagem temporária (informar quantidade estocada) 9 - Outras (especificar)
Ø Em caso de alterações na forma de disposição final de resíduos, a empresa deverá comunicar previamente a FEAM, para verificação da necessidade de licenciamento específico.
Ø As notas fiscais de vendas e/ou movimentação de resíduos deverão ser mantidas disponíveis no estabelecimento, pelo prazo de 5 anos, para fins de fiscalização.
IMPORTANTE: OS PARÂMETROS E FREQUÊNCIAS ESPECIFICADAS PARA O PROGRAMA
DE AUTOMONITORAMENTO PODERÃO SOFRER ALTERAÇÕES, A CRITÉRIO DA ÁREA TÉCNICA DA FEAM, FACE AO DESEMPENHO APRESENTADO PELOS SISTEMAS DE TRATAMENTO.
3. Emissões atmosféricas
Local de amostragem Parâmetro Freqüência
Chaminé da caldeira a lenha Material Particulado Anual
Ø Relatórios de amostragem : Enviar anualmente à FEAM até 45 dias após a data de realização da amostragem, os resultados das análises efetuadas, acompanhados pelas respectivas planilhas de campo e de laboratório, bem como dos certificados de calibração do equipamento de amostragem. O relatório deverá conter a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas amostragens. No caso das caldeiras, deverão ser informados os dados operacionais e o teor de enxofre no óleo.
Ø Para os parâmetros previstos na DN COPAM n.º 011/86, os resultados apresentados nos laudos analíticos deverão ser expressos nas mesmas unidades dos padrôes de emissão. Ø Método de amostragem: normas ABNT, CETESB ou Environmental Protection Agency-EPA.