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Espaços vetoriais

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Academic year: 2021

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(1)

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0011 0010

(2)

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5

2

0011 0010

No que segue, seja K

R

ou K

C

.

Definição Um espaço vetorial (ou espaço linear) sobre K é um conjunto não vazio

com duas operações designadas por adição e multiplicação escalar que associam,

respetivamente, a cada par de elementos um elemento único

e a cada K um elemento único de tal modo que as seguintes

condições são satisfeitas para quaisquer e K :

u

,

v

,

w

,...

V

V

u 

,

u 

V

,

,

V

v

u

 

,

u

v

V

 

V

w

v

u

  

,

,

(3)

4

1

5

2

0011 0010

(a1) a adição é comutativa:

(a2) a adição é associativa:

(a3) existe elemento neutro para a adição: existe um elemento tal que,

para cada

(a4) cada elemento possui um inverso aditivo: para cada existe

tal que (m1) (m2) (m3) (m4)

,

V

u 

,

V

u 

V

u 

;

   

v

v

u

u

;

  

u

u

u

;

   

 

u

v

u

v

 

;

 

u

u



.

1

 

 u

u

;

 

 

     

w

v

u

w

v

u

;

0

    





u

u

u

u

;

0

0

    

u

u

u

V

0

(4)

4

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5

2

0011 0010

Se é um espaço vetorial sobre K , então os elementos de designam-se

por

vetores

e os de K por

escalares

.

O elemento neutro da adição em toma o nome de

vetor nulo

e denota-se

por ou por

0

V

V

V

.

0

V

(5)

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2

0011 0010

Exemplos

(a) K é um espaço vetorial sobre K. Os vetores são, neste caso, os elementos de K.

(b) Para cada inteiro positivo o conjunto Kn de todos os n-uplos ordenados

de elementos de K, é um espaço vetorial sobre K, com as operações de adição e multiplicação escalar assim definidas:

Para Kn e K ,

v

v

v

n

v

1

,

2

,...,

n 1,

,

,...,

.

,...,

,

2 1 2 2 1 1 n n n

v

v

v

v

w

v

w

v

w

v

w

v

  

  n n

w

w

w

w

v

v

v

v

1

,

2

,...,

,

1

,

2

,...,

(6)

4

1

5

2

0011 0010

O vetor Kn também pode ser representado na forma

matricial:

Deste modo, temos

n

v

v

v

v

1

,

2

,...,

.

2 1

n

v

v

v

v

.

,

2 1 2 1 2 2 1 1 2 1 2 1

   n n n n n n

v

v

v

v

v

v

v

w

v

w

v

w

v

w

w

w

v

v

v

w

v

(7)

4

1

5

2

0011 0010

(c) Representa-se por K o conjunto de todas as matrizes

com elementos em K. Então K é um espaço vetorial sobre K , para as operações usuais de adição de matrizes e multiplicação de uma matriz por um escalar.

(d) Seja um inteiro positivo. O conjunto Pn de todos os polinómios de grau com coeficientes em K, é um espaço vetorial sobre K em relação

à adição e à multiplicação escalar abaixo definidas.

Se Pn e K ,

n

m

 

n m

M

 

n m

M

1

n

,

n

 

 

n

n n n

x

q

x

b

b

x

b

x

a

x

a

a

x

p

0 1

...

,

0 1

...

    

 

     

...

 

.

,

...

1 0 1 1 0 0 n n n n n

x

a

x

a

a

x

p

x

b

a

x

b

a

b

a

x

q

x

p

(8)

4

1

5

2

0011 0010

(9)

4

1

5

2

0011 0010

Sejam um espaço vetorial sobre K e um subconjunto não vazio de Diz-se que é um subespaço vetorial (ou subespaço) de se é um espaço vetorial em relação à adição e à multiplicação escalar definidas em

Teorema 1 Um subconjunto de um espaço vetorial sobre K é um subespaço vetorial de se e só se as seguintes condições se verificam:

(a)

(b) para todo

(c) para todo K e para todo

v 

S

,

;

2 1

v

S

v

 

V

S

V

.

S

V

S

.

V

,

,

2 1

v

S

v

 

v 

S

.

S

V

V

;

0

S

(10)

4

1

5

2

0011 0010

Observação Todo o espaço vetorial admite pelo menos dois subespaços vetoriais: o subespaço nulo e o próprio espaço vectorial (subespaços triviais).

Exemplos

Os subespaços não triviais do espaço vetorial real R3 são:

- qualquer recta que passe na origem R3

onde R não são todos nulos e R não são todos nulos. - qualquer plano que passe na origem

R3

onde R não são todos nulos.

              , , : 1 1 1 0 2 2 2 0 1 x y z a x b y c z e a x b y c z S       0

,

,

:

0

2

x

y

z

ax

by

cz

S

V

V

1 1 1

,

b

,

c

a

c

b

a ,

,

2 2 2

,

b

,

c

a

(11)

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0011 0010

(12)

4

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5

2

0011 0010

(13)

4

1

5

2

0011 0010

(14)

4

1

5

2

0011 0010

Sejam

um espaço vetorial sobre K e

(a)

O conjunto S diz-se

linearmente independente

se, para quaisquer

K ,

(b)

S diz-se

linearmente dependente

se existem escalares , K ,

não todos nulos (isto é, com pelo menos um diferente de zero), tais que

Teorema 2

Seja um subconjunto de um espaço vetorial

sobre K, onde . O conjunto é linearmente dependente se e só

se pelo menos um dos vetores é combinação linear dos restantes

vetores.

.

,...,

,

2 1

v

v

V

v

S

n

  

V

;

0

...

0

...

1 2 2 2 1 1

    n n n

v

v

v

.

0

...

2 2 1 1    

v

n

v

n

v

n

1

,

2

,...,

n

1

,

2

,...,

2

n

v

v

v

n

S

1

,

2

,...,

S

V

1

n

(15)

4

1

5

2

0011 0010

Teorema 3

Seja um subconjunto de um espaço

vetorial sobre K e seja um conjunto que se obtenha

de efetuando uma sequência finita de operações elementares dos tipos:

(e1)

troca das posições dos vetores e , com

(e2)

multilicação do vetor por um escalar diferento de zero;

(e3)

substituição do vetor por

onde e é um escalar.

Tem-se, é linearmente dependente (linearmente independente) se e só

se é linearmente dependente (linearmente independente)

K

v

v

v

n

S

1

,

2

,...,

V

w

 

w

w

n

S

'

1

,

2

,...,

S

i

v

j

v

;

j

i 

1

,

2

,...,

,

,

i

n

v

i

1

,

2

,...,

,

,

i

n

v

i

1

,

2

,...,

,

,

j

n

v

v

i

j

 

j

i 

S

'

S

(16)

4

1

5

2

0011 0010

(17)

4

1

5

2

0011 0010

Seja um espaço vetorial sobre K e vetores de .

Então o conjunto K

é um subespaço vetorial de , designado por

subespaço gerado

por

O subespaço vetorial gerado por denota-se frequentemente

por

n

v

v

v

  

,...,

,

2 1

v

v

n

v

n n

S

1 1

2 2

...

:

1

,

2

,...,

.

,...,

,

2 1

v

v

n

v

  

.

,...,

,

2 1

v

v

n

v

   n

v

v

v

  

,...,

,

2 1

V

V

V

(18)

4

1

5

2

0011 0010

Teorema 4

Seja um subconjunto de um espaço

vetorial sobre K e seja um conjunto que se obtenha

de efetuando um sequência finita de operações elementares dos tipos:

(e1)

troca das posições dos vetores e , com

(e2)

multilicação do vetor por um escalar diferento de zero;

(e3)

substituição do vetor por

onde e é um escalar.

Tem-se

K

v

v

v

n

S

1

,

2

,...,

V

w

 

w

w

n

S

'

1

,

2

,...,

S

i

v

j

v

;

j

i 

1

,

2

,...,

,

,

i

n

v

i

1

,

2

,...,

,

,

i

n

v

i

1

,

2

,...,

,

,

j

n

v

v

i

j

 

j

i 

.

,...,

,

,...,

,

2 1 2 1

v

v

n

w

w

w

n

v

     

(19)

4

1

5

2

0011 0010

(20)

4

1

5

2

0011 0010

Seja um espaço vetorial sobre K e Diz-se que é uma base de se:

(a) é um conjunto linearmente independente;

(b) é um conjunto gerador de ; ou seja

Dito de outro modo, todo o vetor de pode escrever-se como combinação linear dos vetores

Um espaço vetorial diz-se finitamente gerado se existe um um número natural e tais que

V

v

v

v

B

n

1

,

2

,...,

.

,...,

,

2 1

v

v

n

v

V

  

V

v

v

v

n

  

,...,

,

2 1

V

v

1

,

v

2

,...,

v

n

.

  

V

V

B

B

V

.

,...,

,

2 1

v

v

n

v

  

V

V

B

n

(21)

4

1

5

2

0011 0010

0

(22)

4

1

5

2

0011 0010

Teorema 6 Seja um espaço vetorial de dimensão . Tem-se:

(a) todo o conjunto gerador de 𝑉 tem pelo menos 𝑛 vetores;

(b) todo o conjunto linearmente independente de vetores de 𝑉 tem no máximo 𝑛 vetores.

Teorema 7 Seja 𝑉 um espaço vetorial de dimensão 𝑛. Tem-se:

(a) todo o conjunto linearmente independente, com 𝑛 vetores de 𝑉, é uma base de 𝑉;

(b) todo o conjunto gerador de 𝑉, com 𝑛 vetores, é uma base de 𝑉.

(23)

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1

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0011 0010

Teorema 8 Seja um espaço vetorial sobre K e seja

Então é uma base de se e só se todo o vetor de se escreve, de

uma única maneira, como combinação linear dos vetores de ; ou seja, existem escalares K, únicos, tais que

Os escalares designam-se por coordenadas de na base , e escreve-se abreviadamente

ou

.

,...,

,

2 1

v

v

V

v

B

n

  

n

1

,

2

,...,

v

1

v

1 2

v

2

...

n

v

n

.

   

v

B

V

B

n

B v

1,

2,...,

   

.

2 1





n B

v

V

B

V

n

1

,

2

,...,

(24)

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1

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2

0011 0010

Teorema 9 Seja um espaço vetorial finitamente gerado e um subespaço de Tem-se:

(a) dim ( ) dim( );

(b) se dim( ) = dim( ), então

V

S

V

.

S

V

V

(25)

4

1

5

2

0011 0010

Ao escolhermos uma base para um espaço vetorial estamos a adotar um sistema referencial no qual podemos expressar qualquer vetor de .

Em algumas aplicações, um problema é descrito usando uma certa base , mas a solução torna-se mais fácil se mudarmos da base para uma nova base .

Na Física, por exemplo, alguns problemas tornam-se bem mais simples se o referencial que descreve o movimento for escolhido de forma conveniente.

V

V

B

(26)

4

1

5

2

0011 0010

Matrizes e espaços vetoriais

Considerem-se vetores de K , não todos nulos, e seja

K

uma matriz cujas linhas sejam tais vetores. Seja uma

matriz que se obtém de por aplicação de um número finito de operações

elementares sobre as suas linhas.

De acordo com o Teorema 3, as linhas de são linearmente dependentes

(linearmente independentes) se e só se as linhas de são linearmente

dependentes (linearmente independentes).

De acordo com o Teorema 4, o subespaço gerado pelas linhas de é igual

ao subespaço gerado pelas linhas de . Em particular, se for uma matriz

na forma de Gauss, então o subespaço gerado pelas linhas de é igual ao

subespaço gerado pelas linhas, não nulas, de .

Teorema 10

As linhas não nulas de uma matriz na forma de Gauss são

linearmente independentes.

B

m

n

n m

M

A

A

A

B

B

B

A

B

A

Referências

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