ESCOLA SECUNDÁRIA COM 3º CICLO DE MIRAFLORES PLANO ANUAL DE ATIVIDADES ANO LETIVO 2011-2012
GRUPO: Filosofia/Núcleo de Estágio
Objetivos Gerais
Comuns ao grupo Promover o desenvolvimento integral e harmonioso do aluno.
Facilitar a comunicação entre os intervenientes no processo educativo. Contribuir para a atualização científica interdisciplinar.
Promover o espírito crítico e reflexivo.
Fortalecer a imagem positiva da escola no meio.
Enquadramento no ponto 3.
Objetivos e metas do projeto
educativo
Atividades Objetivos específicos da atividade Dinamizadores Destinatários Data Local
Avaliação da atividade em relação ao objetivos propostos 3.1.1
-Desenvolvimento integral e harmonioso de todos os alunos,
nos planos individual e social, com vista
Aulas de Yoga
. Compreender as bases éticas (Yamas e Niyamas) para uma vida de não-violência, autenticidade e de autossuperação.
. Tornar consciente a forma de respirar, através de exercícios de pránáyama, tendo em vista uma
Alice Santos
Comunidade
Escolar Todo o ano letivo Sala C6
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Escola Secundária de Miraflores
Ano letivo 2011/2012 - 11º ano
Ficha de trabalho sobre as falácias informais
De acordo com as “Orientações para efeitos de avaliação sumativa externa das aprendizagens na disciplina de Filosofia”, homologadas a 02/11/2011, devem merecer especial atenção as seguintes falácias informais: petição de princípio, falso dilema, apelo à ignorância, ad hominem,
derrapagem (ou “bola de neve”) e boneco de palha.
→ Reveja as falácias da petição de princípio, do falso dilema, do apelo à ignorância e ad hominem na ficha referente aos Argumentos Legítimos e aos Principais Tipos de Falácias e nas pp. 89-90 do manual A Arte de Pensar 11º ano.
Falácia do boneco ou do homem de palha (ver em http://www.defnarede.com/f.html) - Esta falácia consiste em atacar as ideias de uma pessoa apresentando-as numa versão imperfeita ou distorcida (um boneco de palha). Constitui uma violação do princípio de caridade — a exigência de que, no debate racional, se ataque a versão mais sólida das ideias que queremos contestar. Ao utilizar esta falácia, o orador cria uma posição/argumento que atribui ao seu oponente, algo fácil de refutar/destruir - como um boneco de palha – e semelhante ao que o oponente realmente defende. Assim, dá a ideia de que o refutou. O argumento inicial foi modificado, ou mesmo transformado em algo indefensável, para criar a ilusão de que foi rebatido.
Um artigo do New York Times descreve muito bem a técnicado boneco de palha: “O truque consiste nisto: leva o argumento do teu oponente até um extremo ridículo — e depois ataca os
extremistas”. E acrescenta um método eficaz para o detectar: quase sempre se antepõem frases
introdutórias como “Há quem diga que…” ou “Alguns afirmam…”. Exemplos desta falácia:
a) As pessoas que querem legalizar a eutanásia, não gostam dos seus pais. Nós somos eticamente responsáveis. Por isso, a eutanásia não deve ser legalizada.
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Falácia da derrapagem (ou “bola de neve”) (ver em http://criticanarede.com/welcome.htm) - Para mostrar que uma proposição P é inaceitável, extraem-se consequências inaceitáveis de P e consequências das consequências...que aumentam como uma bola de neve. O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos "se... então..." que constituem o todo do argumento.
Exemplos:
Se aprovamos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas, e então começaremos a restringir todos os nossos direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas.
Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
Se eu abrir uma excepção para ti, terei de abrir excepções para todos.
Se vou à escola, tenho de estudar. Se estudar, canso-me. Se me canso, posso adoecer. Se adoeço, posso morrer. Então, se não quero morrer, é melhor não ir à escola.
Prova: Identifique a proposição, P, que está a ser refutada e identifique o evento final, Q, da série de eventos. Depois mostre que este evento final, Q, não tem de ocorrer como consequência de P.
Janeiro de 2012
Joana Baião
Dimensão da ação humana e dos
valores
Joana Baião
Justificações possíveis da moralidade. Limites da
justificação moral. Leitura e análise de pequenos
Resumindo a última aula…
Joana Baião
O
egoísmo ético é a ideia de que cada pessoa tem a obrigação
exclusiva de lutar pelos seus interesses.
Distinção entre egoísmo psicológico e egoísmo ético.
O egoísmo ético afirma: que o nosso único dever é promover
os nossos próprios interesses.
O egoísmo ético tem em consideração o interesse pessoal a
Egoísmo ético: argumentos contra!
Joana Baião
Três argumentos a favor do egoísmo ético:
1º Argumento - O altruísmo derrota-se a si mesmo;
2º Argumento -
“Se um ser humano aceita a ética do altruísmo, a sua
primeira preocupação não é como viver a sua vida mas como
sacrificá-
la”
Ayn Rand, ou seja, a ética egoísta é a única ética que leva
a realidade da pessoa individual a sério;
3º Argumento
–
O egoísmo ético é compatível com o que
Egoísmo ético: argumentos a favor!
Joana Baião
Dois argumentos contra o egoísmo ético:
1º Argumento
–
O egoísmo ético não pode resolver conflitos
de interesses;
2º Argumento
–
O egoísmo ético é inaceitavelmente
Conclusões do texto:
Joana Baião
Devemos importar-nos com os interesses das outras pessoas
pela mesma razão que nos importamos com os nossos
interesses e necessidades, pois os deles são comparáveis aos
nossos.
É a tomada de consciência de que estamos em plano de
igualdade uns com os outros, que constitui a razão mais
profunda pela qual a moralidade deve incluir algum
Por que razão haveremos de ser
morais?
Joana Baião
Especificidade da questão (Peter Singer)
- fora do âmbito da ética
Pede razões para ir além do interesse
pessoal, juízos universalizáveis
– porque
Por que razão haveremos de ser
morais?
Joana Baião
1ª resposta -
a moralidade dispensa justificações.
Porque….
a)
Se arranjarmos justificações morais para a moral caímos num
argumento circular
(devemos ser morais porque temos a obrigação moral de o
sermos)
b)
Se arranjarmos justificações não morais fugimos à justificação direta
da ética.
Thomas Nagel
) alerta : já não estamos perante uma preocupação direta e
desinteressada para com os outros. As pessoas virtuosas são as que agem
Mas muitos filósofos consideraram
justificações para o agir moral…
Joana Baião
Alguns exemplos:
Sócrates (469 a.C.
–
399 a.C.)
Hannah Arendt (1906
–
1975)
Sócrates - a vida boa
Joana Baião
Sócrates
afirmou que devemos agir moralmente porque a moralidade constitui
um requisito essencial da vida boa.
A vida boa consiste em viver uma vida justa ( in Górgias).
A virtude é suficiente para a felicidade, e que os bens amorais não levam a uma
vida feliz (in República).
A vida boa tem sido considerada, desde Sócrates, como o melhor padrão de vida
para a realização integral e digna dos seres humanos.
Estamos, na realidade,
à procura de razões para ir além dos interesses
Peter Singer
defende uma justificação da moralidade, a que chamaremos
interesse
pessoal esclarecido
e que afirma que “
Devemos ser morais porque, para
nós próprios, é melhor ter uma vida ética do que ser egoístas”
.
A satisfação que sentimos só poderá ser duradoura se ultrapassar os nossos
interesses estritamente pessoais.
Uma pessoa que viva somente para o seu bem-estar, dedicando-se a satisfazer os
seus caprichos não se sentirá preenchido.
Perspetiva imparcial, objetiva, que nos leva a alcançar algo mais do que a
preocupação connosco próprios (leitura de excertos do manual das pp. 149/151 e
152)
Peter Singer
–
O interesse
pessoal esclarecido
Limites da justificação moral
Joana Baião
Peter Singer chamou a atenção para o facto de existirem
pessoas que preferem
outros modos de dar sentido à
vida para além da moralidade
A moral não é a única forma de dar sentido à vida;
Exemplo da vida científica: encontrar um sentido numa
carreira na investigação científica?
Mas para o autor a vida ética é a única que nunca podemos
Hannah Arendt
–
A preocupação com o
outro numa medida universal
Joana Baião
A globalização obriga-nos a expandir a conceção de comunidade
moral e exige instituições justas.
A preocupação com o outro numa medida universal é uma das defesas
da filósofa Hannah Arendt.
A proibição do genocídio, dos crimes contra a humanidade.
Será importante chamar a atenção para a “banalidade do mal”, as
atrocidades cometidas pelo ser humano recordam-nos
a
Uma visita no âmbito da preocupação
com o outro numa medida universal
Joana Baião
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 11ª Aula lecionada na turma 10º E2 Joana Baião
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Lição nº Data: 15.05.2012
Sumário: A justificação do juízo estético. Subjetivismo e objetivismo estéticos.
Filosofia 10º ano
3 – Dimensões da ação humana e dos valores
3.2. – A dimensão estética: Análise e compreensão da experiência estética
Objetivos Competências Conteúdos Estratégias Recursos Avaliação Tempo
*Consolidar conhecimentos da aula anterior (Stolnitz)
*Identificar a perspetiva de Dickie face ao conceito de desinteresse estético.
* Distinguir as duas teorias de resposta ao problema da justificação do juízo estético *Posicionar-se perante os objetos artísticos como defensores/as de cada uma das teorias *Problematização *Argumentação *Assunção de posições críticas sobre os conteúdos *Interpretação *Concetualização
* Conclusão da teoria da atitude estética¸ de Stolnitz
*A experiência
estética não é relevante (Dickie)
* A justificação do juízo estético *Subjetivismo estético *Objetivismo estético; *Criticas ao subjetivismo; *Vantagens do objetivismo;
* O padrão do gosto proposto por Hume
*Perspetiva contemporânea do objetivismo estético: Beardsley
*Análise do texto p. 15, Stolnitz
*Exposição da teoria de Dickie sobre a
experiência estética;
*Análise de alguns
objetos artísticos à luz das duas teorias da
justificação estética:
1. Schubert –Ave Maria
2. Leonardo da Vinci, Madona dos Rochedos
3. Maurice Bejart,
Bolero de Ravel
*Leitura do quadro síntese sobre as duas teorias
*Discussão final com os alunos sobre a entrevista com Umberto Eco
*Quadro
* Projetor
*Schubert –Ave Maria
* Leonardo da Vinci, Madona dos Rochedos
* Maurice Bejart,
Bolero de Ravel
*Entrevista a Umberto Eco sobre o feio e o belo
*TPC – ficha de trabalho
* Intervenção oral dos alunos
*Atenção e participação
*Defesa de posições pessoais e críticas devidamente justificadas
* Análise do texto do manual e dos textos apresentados
*Pertinência na análise dos exemplos dados (música, ballet e quadro apresentados
25’
35’
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-2- Roteiro da aula:
a) A aula iniciar-se-á com algumas questões de verificação de aprendizagens da aula anterior.
b) Voltaremos à atitude estética, segundo Stolnitz: Para este autor o desinteresse é a caraterística definidora da atitude estética. A atitude controla a nossa perceção no sentido em que a direciona para determinado ponto (a atenção é seletiva – “uma pessoa dará ênfase a determinadas coisas que outra ignorará”,
Stolnitz).
c) Leitura da p. 15 do manual - Vemos o mundo normalmente em termos de utilidade, a atitude estética pede que excluamos qualquer tipo de interesse. A atitude estética é pura contemplação ativa porque exige uma atenção perspicaz.
d) Breve análise da proposta de Dickie sobre a arte: não podemos afirmar uma atitude estética ou sequer podemos definir uma experiência estética. Mesmo que conseguíssemos encontrar momentos em que uma pessoa revela desinteresse e outra interesse no mesmo objeto estético não poderíamos afirmar que esse aspeto ditaria o que é uma experiência estética ou, em última análise, o que é arte.
e) A justificação do juízo estético: Será que quando afirmamos que uma pintura é bela estamos a referir algo que está realmente na pintura, ou é apenas uma maneira de manifestar os nossos sentimentos ao ver a pintura?
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Subjetivismo estético Objetivismo estético
- Os objetos são belos em virtude do que sentimos quando os percecionamos; - Os objetos são belos de acordo com os sentimentos de prazer que fazem surgir em nós.
- Não estão em causa as propriedades do objeto; - Esta tese defende a validade dos juízos de gosto
- Os objetos são belos em virtude das suas propriedades intrínsecas e independentemente do que sentimos quando os observamos;
- As propriedades do objeto são independentes das nossas reações ou sentimentos perante ele;
- Ou seja, os sentimentos que temos são causados por certas caraterísticas que estão nos objetos;
- Devem existir critérios objetivos que permitam justificar a verdade dos juízos estéticos (comparação com a ciência);
O objetivismo estético sempre foi mais atraente que o subjetivismo devido a:
a) Críticas ao subjetivismo:
- Contraria o modo como falamos; - Torna impossível a comunicação;
- Torna os juízos estéticos autobiográficos; - Torna irracional a discussão estética;
Referência ao padrão do gosto proposto por Hume.
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teoria objetiva. É o caso de Beardsley.
Propriedades estéticas que geram consenso na teoria objetivista: - Unidade; Harmonia; Equilíbrio; Diversidade, Perfeição.
Propriedades estéticas defendidas por Beardsley:
1. Intensidade – sons contrastantes;
2. Unidade – repetição da mesma forma ou de formas sonoras semelhantes encaixadas num tom harmonioso; 3. Complexidade – diferentes recursos sonoros instrumentais e a voz humana
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Exemplo 2 – Leonardo da Vinci
Exemplo 3 - http://www.youtube.com/watch?v=UnSh-KPV7QQ - Maurice Bejart- bolero de ravel
g) Beardsley defende algo semelhante à atitude estética: a obra de arte precisa ser apreciada de um ponto de vista estético e quando não nos encontramos dispostos neste ponto de vista não podemos apreciar a obra de arte segundo as suas características por isso caímos na discórdia.
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-6- http://www.youtube.com/watch?v=OOIOkc6fSuE&feature=related
i)
Ficha de Trabalho A dimensão estética
“O belo é o que é representado sem conceitos como objeto de um comprazimento universal. Aquilo a que respeito de cujo comprazimento alguém é consciente de que é nele próprio independente de todo o interesse, isso ele não pode ajuizar de outro modo senão que tem de conter um fundamento de comprazimento para qualquer um (…). Consequentemente, tem que se atribuir ao juízo de gosto, com a consciência da separação nele de todo o interesse, uma reivindicação de validade para qualquer um, sem universalidade fundada sobre objetos, isto é, uma reivindicação de universalidade subjetiva tem de estar ligada a esse juízo”.
Kant, Crítica da Faculdade de Julgar, Lisboa, INCM, pp. 99-100
1. Explique o conceito de Belo, em Kant.
2. A partir do texto, justifique a universalidade do juízo estético. 3. Defina atitude estética, segundo Stolnitz.
4. Identifique as duas soluções que respondem ao problema da justificação do juízo estético.
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5. Segundo o objetivismo estético, identifique as qualidades de um objeto “capazes de nos proporcionar uma experiência estética”.
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10º ano
Data: 07.02.2012
Sumário: O egoísmo ético como teoria normativa. Argumentos a favor e
argumentos contra o egoísmo ético.
Filosofia 10º ano
II – A ação humana e os valores
3. Dimensão da ação humana e dos valores
3.1.2.1.A dimensão pessoal da ética: - o si mesmo e o outro: a pessoa como sujeito moral (a consciência moral).
Objetivos Competências Conteúdos Estratégias Recursos Avaliação Tempo
*Consolidar os conteúdos da aula anterior: tipos de atos,
universalização e imparcialidade da moral;
*Identificar o egoísmo ético com uma teoria normativa;
*Definir egoísmo ético;
*Analisar três argumentos a favor do egoísmo ético;
*Analisar dois argumentos contra o egoísmo ético;
*Problematização
*Assunção de posições críticas sobre os conteúdos
*Interpretação
*Concetualização
*O egoísmo ético
*O egoísmo ético como teoria normativa
*Argumentos a favor do egoísmo ético
*Objeções ao egoísmo ético
*Retomar,a partir de um esquema no quadro, conteúdos lecionados na aula anterior como modo de os consolidar
*Discussão sobre as respostas encontradas para a questão do fim da última aula
*Análise dos argumentos contra e a favor do egoísmo ético
*Discussão com os alunos sobre a pertinência de cada um dos argumentos
*Encontrar exemplos para os argumentos analisados
*Leitura e Análise de um excerto da obra Elementos de Filosofia Moral, de James Rachels, presente na p. 145 do manual
* Manual
* Quadro
*Projetor
*Imagens
*Pertinência das respostas dadas às questão proposta para TPC
* Intervenção oral dos alunos
*Atenção e participação
*Defesa de posições pessoais e críticas devidamente justificadas
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2 Roteiro da aula:
a) Na última aula:
- Foi introduzida a seguinte questão: o ponto de vista pessoal entra em conflito com o ponto de vista moral? Foram identificados vários casos em que estes dois pontos de vista não coincidem. Às vezes preferimos satisfazer o nosso prazer pessoal a fazer o que é mais correto.
- Realizou-se a distinção entre ética e moral, seguindo a via etimológica: moral remete para mores, ou seja, costumes, normas, de uma determinada sociedade. Enquanto que ética provém do ethos grego, que remete para caráter. Enquanto que a moral tem como função dar aos sujeitos um conjunto de indicações sobre a sua ação, a ética reflete sobre essa ação e as normas que a orientam.
- Foi ainda introduzido, através da citação de Umberto Eco, o papel do Outro enquanto ser sempre presente quando falamos da esfera ética. O Outro como indivíduo, o Outro na sociedade, o Outro na política.
- Caracterizámos os atos sob o ponto de vista moral. Os alunos identificaram facilmente aqueles que não são da ordem moral, os atos a que chamámos indiferentes. Chamámos a atenção para três grandes grupos: os atos errados, os atos certos e os opcionais. Dentro dos opcionais vimos os atos recomendáveis e objetáveis.
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c) O ponto de vista moral caracteriza-se por uma certa imparcialidade: devemos avaliar atos semelhantes de forma semelhante, sem nos importarmos com a identificação dos agentes. Os juízos morais são universalizáveis.
Exemplo – se consideramos que alguém age de forma errada perante uma promessa numa certa situação, então, para sermos imparciais, temos de estar dispostos a universalizar este juízo, isto é, a estendê-lo a todos os outros casos relevantemente semelhantes. Por vezes, diz-se que a universalidade dos juízos morais é “formal”. Se julgarmos atos semelhantes de formas diferentes estaremos a ser inconsistentes. Não seguimos o Princípio da Universalização
d) Esta parte da aula é baseada no capítulo “Egoísmo Ético” do livro Elementos de Filosofia Moral.
Análise da frase: “Alcançar a sua própria felicidade é o objetivo moral mais elevado do ser humano” Ayn Rand, The Virtue of Selfishness (1961)
Percurso de pensamento:
- Encaramos os nossos luxos como mais importantes do que a vida de outras pessoas?
Raramente pensamos no problema de morrerem milhares de pessoas à fome. As pessoas estão a morrer a alguma distância de nós, não as vemos e podemos mesmo evitar pensar nelas.
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A moralidade supõe que equilibremos os nossos interesses com os interesses do próximo. Temos deveres para com os outros porque são pessoas que podem ser prejudicadas ou auxiliadas pelo que fazemos.
Alguns pensadores defendem que não temos quaisquer deveres para com as outras pessoas. O egoísmo ético é a ideia de que cada pessoa tem a obrigação exclusiva de lutar pelos seus interesses.
- É diferente do egoísmo psicológico, que vimos anteriormente, que se dedica ao estudo de como as pessoas se comportam. O egoísmo psicológico afirma que as pessoas, de facto, lutam pelos seus próprios interesses. O egoísmo ético é, pelo contrário, uma teoria normativa – uma teoria sobre como devemos comportar-nos. Independentemente de como nos comportamos, o egoísmo ético afirma que o nosso único dever é fazer o melhor para nós mesmos. É uma teoria que levanta desafios pois contradiz algumas das nossas crenças morais mais profundas.
Esclarecimento da teoria – O egoísmo ético afirma:
- que o nosso único dever é promover os nossos próprios interesses;
- que não devemos evitar ações que ajudem os outros, porque pode acontecer, em várias circunstâncias, que essas ações coincidam com os nossos próprios interesses. Devemos sempre ter em conta que ajudar os outros não foi o que tornou essa ação correta mas sim o facto de termos beneficiado com ela;
- O egoísmo ético tem em consideração o interesse pessoal a longo prazo. Não concordaria em satisfazer os desejos momentâneos se estes prejudicam o interesse próprio a longo prazo. Exemplo: consumir drogas, desperdiçar os melhores anos da vida em corridas de motos, fumar cigarros, conduzir em excesso, etc. “Esta teoria aprova o egoísmo, não a parvoíce”.
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5 1º Argumento - O altruísmo derrota-se a si mesmo: Cada um de nós está intimamente relacionado com os seus desejos e necessidades, só conhecemos os desejos e necessidades dos outros de forma imperfeita, por isso, não estamos bem colocados para os satisfazer. Acresce ainda que a política de cuidar dos outros é uma intromissão ofensiva na privacidade das outras pessoas. Para além disso, tornar os outros no alvo da nossa caridade é degradante para eles próprios. A oferta de caridade diz para si mesmos que eles não são competentes para cuidar de si. Os beneficiários da caridade tornam-se dependentes desta. Se cada um cuidar dos seus próprios interesses é muito mais provável que fiquem todos melhor.
Como refutar este argumento?
O problema é que não é, de todo, um argumento a favor do egoísmo ético. O argumento conclui que devemos adotar determinadas políticas de comportamento que têm como consequência o «aperfeiçoamento da sociedade». Mas segundo o egoísmo ético não devíamos preocupar-nos com isso.
2º Argumento - “Se um ser humano aceita a ética do altruísmo, a sua primeira preocupação não é como viver a sua vida mas como sacrificá-la” Ayn Rand A ética egoísta é a única ética que leva a realidade da pessoa individual a sério.
Uma pessoa só tem uma vida para viver. Se valorizamos o indivíduo então devemos concordar que a sua vida tem uma importância suprema. A ética do altruísmo encara a vida do indivíduo como algo que devemos estar dispostos a sacrificar para o bem dos outros. O egoísmo ético é o único modo de vida que leva a sério o indivíduo.
(Como refutar este argumento? - O altruísmo fala-nos de um equilíbrio entre os nossos interesses e os interesses dos outros, de modo a atingir o bem-estar de ambos. Não fala de sacrifício dos nossos interesses pelo dos outros mas de um equilíbrio entre ambos).
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- Não fazer mal aos outros: se fizermos mal aos outros, eles não se sentirão responsáveis por nos fazer mal, logo, devemos evitar magoar os outros como modo de nos beneficiar a nós mesmos;
- Não mentir: Temos vantagens em não mentir, mantemos a necessidade de que os outros não nos mintam;
- O dever de cumprir as promessas: É do nosso próprio interesse entrar em acordos mutuamente benéficos com outras pessoas.
Thomas Hobbes concluiu que o egoísmo ético pode representar-se pela seguinte regra: “Devemos ajudar os outros porque se o fizermos será mais provável que eles nos ajudem a nós”.
Dois argumentos contra o egoísmo ético:
Introdução: esta não é uma doutrina popular, apesar de nenhum dos pensadores mais importantes a ter defendido muitos sentiram necessidade de justificar porque a rejeitavam. Ou seja, é uma teoria que surge recorrentemente na mente daqueles que tratam as questões éticas.
1º Argumento – O egoísmo ético não pode resolver conflitos de interesses, uma vez que coloca os interesses pessoais acima dos outros interesses.Se levássemos a sério o egoísmo ético não teríamos necessidade do tipo de orientação que a moral nos oferece. A moralidade é concebida precisamente para se aplicar a casos de conflitos de interesses. O egoísta ético defende que os conflitos devem ser ultrapassados pelo que consegue dar o seu melhor e não resolvidos por um juiz, segundo a moral.
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Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012
Relatório de atividade – Participação na Conferência do Prof. Dr. Ricardo Santos 21 de março de 2012
No âmbito da Prática de Ensino Supervisionada de Filosofia desenvolvida na Escola Secundária de Miraflores (ESM), os mestrandos Joana Baião e Mário Almeida participaram no dia 21 de março de 2012, pelas 12 horas, numa Conferência filosófica no âmbito da Semana da Escola, e que decorreu no auditório da ludoteca. Esta Conferência teve como orador o Prof. Dr. Ricardo Santos, docente da Universidade de Évora e presidente da Associação Portuguesa de Filosofia. É de salientar que esta Conferência foi organizada pelo núcleo de Estágio de Filosofia e que ela fazia parte do respetivo Plano Anual de Atividades.
A conferência teve como tema “Um filósofo, um livro e um problema filosófico”. Estiveram presentes diversos docentes do grupo de Filosofia da ESM e muitos estudantes, que enchiam por completo o auditório, incluindo a turma do 11º H1, uma das duas turmas com quem os mestrandos Joana Baião e Mário Almeida fazem a prática de ensino supervisionada.
Apresentamos uma breve síntese dos conteúdos da conferência. O filósofo escolhido pelo Prof. Ricardo Santos foi Aristóteles, tendo sublinhado a versatilidade do pensamento deste gigante da Antiguidade clássica, com uma obra que revela o seu interesse por distintas áreas do saber. O livro introduzido foi Como se faz um Filósofo, de Colin McGinn, obra que data do ano 2002. O autor, nascido em 1950 e atualmente docente na Universidade de Miami, nos EUA, expõe os bastidores do processo de formação de um filósofo. Num tom de escrita autobiográfico, o filósofo é descrito como um ser normal sem nenhuma aura de ser extraordinário.
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notada por Aristóteles entre a realidade e o que dizemos: dizer daquilo que é que é, e do que não é que não é. Ressalvando não ser possível reproduzir neste relatório todos os detalhes da exposição, os exemplos de frases referidos pelo Professor Ricardo, nomeadamente de frases que falam de si mesmas, apontaram, contudo, para a possibilidade de se poder declarar simultaneamente a verdade e a falsidade de uma determinada afirmação, o que é obviamente contraditório.
Assim sendo, ou o princípio enunciado por Aristóteles é falso ou há um problema da nossa linguagem quanto à sua capacidade de falar de si mesma. O problema continua em aberto, pois ainda não foi encontrada uma solução satisfatória. Alfred Tarski afirmou que dado que a linguagem quotidiana natural é contraditória, para se fazer ciência seria necessário usar uma linguagem especial, com regras próprias, proposta que não recolheu a anuência da comunidade científica. Saul Cricker, por seu lado, defendeu que as frases que falam delas próprias não são verdadeiras nem falsas, mas esta solução também foi rejeitada. A questão em aberto que se coloca implica a necessidade de se evitar cair em contradição, pois a defesa de crenças e teses contraditórias significaria que tudo se seguiria, ou seja, que poderíamos acreditar em tudo, o que repugna evidentemente ao pensamento crítico.
Após a intervenção do orador, estabeleceu-se um diálogo vivo entre os presentes.
ESCOLA SECUNDÁRIA DE MIRAFLORES
Visita de Estudo à Assembleia da República Ano letivo de 2011-2012
Local e data:
Assembleia da República – assistência à Sessão Plenária de dia 11 de novembro de 2011
Objetivos:
Educar para a cidadania, estimulando o gosto pela participação cívica e política.
Dar a conhecer a Assembleia da República e as regras do debate parlamentar.
Promover o debate democrático, o respeito pela diversidade de opiniões e pelas regras de formação das decisões.
Incentivar a reflexão e debate sobre a argumentação em democracia.
Analisar as intervenções tendo em conta a importância da lógica para o pensamento/discurso.
Horário e itinerário da visita de estudo:
8:30 h - Partida da Escola Secundária de Miraflores (autocarro). 9:30 h – Chegada à Assembleia da República.
10h – Início da Sessão Plenária.
13h – Regresso à Escola Secundária de Miraflores (autocarro).
♦ Algumas informações a considerar antes da visita
1. O Parlamento
O Parlamento de Portugal é constituído por uma única Câmara, designada Assembleia da República. Sendo um dos órgãos de soberania consagrados na Constituição, para além do Presidente da República, do Governo e dos Tribunais, é, nos termos da lei fundamental, “a assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses”.
A Constituição, o Regimento e o Estatuto dos Deputados definem as competências e as regras de funcionamento da Assembleia da República e os direitos e deveres dos seus Membros, garantindo as relações de separação de poderes e interdependências relativamente aos outros órgãos de soberania.
Para além da função primordial de representação, compete à Assembleia da República assegurar a aprovação das leis fundamentais da República e a vigilância pelo cumprimento da Constituição, das leis e dos atos do Governo e da Administração.
2. Organização e Funcionamento do Parlamento
No início da Legislatura, a Assembleia elege o seu Presidente, bem como os restantes membros da Mesa. Compete ao Presidente representar a Assembleia, presidir à Mesa, dirigir os trabalhos parlamentares, fixar a ordem do dia, depois de ouvir a Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares, assinar os Decretos e outros documentos expedidos em nome da Assembleia da República e superintender na sua administração.
O Presidente da Assembleia da República é eleito por maioria absoluta dos Deputados em funções. Compete-lhe também substituir, interinamente, o Presidente da República.
Os Deputados eleitos por cada partido, ou coligação, podem constituir-se em Grupo Parlamentar. Habitualmente existem tantos grupos parlamentares quantos os partidos representados na Assembleia.
A Assembleia constitui Comissões Especializadas permanentes cuja composição corresponde à representatividade dos partidos com assento na Assembleia.
O estudo e debate das iniciativas legislativas apresentadas à Assembleia é feito em Comissão antes da sua apreciação ou votação em reunião plenária.
A Assembleia pode constituir também Comissões eventuais e grupos de trabalho para fins determinados.
Fora do período normal de funcionamento da Assembleia, ou durante o período em que se encontre dissolvida, funciona a Comissão Permanente que é composta pelo Presidente da Assembleia, Vice-Presidentes e Deputados indicados por todos os partidos. Compete-lhe, nomeadamente, acompanhar a atividade do Governo, dar assentimento à ausência do Presidente da República do território nacional, autorizar o funcionamento de comissões, se tal for necessário, preparar a abertura da sessão legislativa.
Os debates políticos e legislativos têm lugar quer nas Reuniões Plenárias, quer nas reuniões das Comissões.
A agenda da reunião plenária - designada por ordem do dia - é fixada com a antecedência mínima de 15 dias pelo Presidente, depois de ouvir a Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares, onde o Governo também pode fazer-se representar.
Os membros do Governo podem intervir nos debates. As reuniões plenárias são públicas. Realizam-se, habitualmente, 3 reuniões plenárias por semana.
Cada reunião plenária é gravada integralmente, sendo este registo publicado na I Série do Diário da Assembleia da República.
As reuniões das Comissões são marcadas pela própria Comissão ou pelo seu Presidente e a respetiva ordem do dia é fixada previamente.
Os membros do Governo podem participar nas reuniões das Comissões. As reuniões das Comissões são públicas, podendo, no entanto, reunir à porta fechada quando o caráter reservado dos assuntos a tratar o justificar.
In http://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas
Após a visita, deve tentar responder às seguintes questões:
1. Quais são as funções do Parlamento? Tendo em conta que a Constituição da República define o Parlamento como “a assembleia representativa de todos os cidadãos portugueses”, como classifica a relação existente atualmente entre os cidadãos e o Parlamento? Julga ser satisfatório o grau de confiança dos cidadãos na capacidade da política de dar resposta aos ideais democráticos da justiça social, da solidariedade, da participação cívica e da procura de realização do bem comum?
2. Descreva por palavras suas e de forma resumida o tema do debate a que assistiu.
3. Como avalia as intervenções que escutou? Sentiu-se persuadido pelos argumentos apresentados e pelo raciocínio seguido pelos intervenientes? Porquê? Dê exemplos.
4. Comente, de modo pertinente e justificado um dos seguintes textos:
A - “A democracia é a condição indispensável ao desenvolvimento da eloquência; reciprocamente, a
eloquência é a qualidade superior do indivíduo que pertence a uma democracia: nenhum dos dois pode passar sem o outro. A eloquência é ‘necessária’: eis o seu traço dominante e, ao mesmo tempo, a
explicação do seu sucesso” (Cícero, Do orador).
B –“A democracia (…) não é mais do que um sistema de proteção contra a ditadura, e nada no seio
da democracia proíbe as pessoas mais instruídas de comunicarem o seu saber às que o são menos. Pelo contrário, a democracia sempre procurou elevar o nível de educação; é essa a sua autêntica aspiração” (Karl Popper, “Uma lei para a televisão”, 1999).
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Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012
Reunião com a Professora de Ensino Especial da Escola de Miraflores 7 de fevereiro de 2012
A Reunião com a Professora de Ensino Especial, Patrícia Lima, sobre as Necessidades Educativas Especiais do aluno Duarte Paulino, nº 4 da turma 11º H1, decorreu pelas 14h30m, na sala de Diretores de Turma e contou com a presença dos dois estagiários em Filosofia e mestrandos em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Joana Baião e Mário Almeida.
Esta reunião foi marcada por iniciativa da estagiária Joana Baião e pretendia dar resposta à ausência de conhecimentos sentida pelos dois estagiários no que concerne ao trabalho com alunos com necessidades educativas especiais abrangidos com o decreto-lei 3/2008.
A reunião tinha como objetivos específicos preparar os estagiários para a construção de elementos de avaliação, assim como munir os estagiários de um maior conhecimento do processo, dificuldades e estratégias de auxílio que pudessem ajudar o aluno Duarte Paulino em sala de aula. Os dois estagiários notaram, desde o início do primeiro período, um acentuado afastamento do aluno em causa para com o resto da turma. O facto de estar constantemente a balançar-se e de ficar visivelmente nervoso quando lhe é dirigida a palavra não passa despercebido a ninguém e pode levar, por vezes, a que os colegas não se sentem com ele. O Duarte senta-se normalmente sozinho e quando lhe é solicitado que trabalhe com colegas não existe uma real cooperação de ambas as partes. Os estagiários revelaram ainda preocupação relativamente à questão da avaliação sumativa e pretendiam, com esta reunião, encontrar modos de enunciar as questões que fossem mais acessíveis ao Duarte.
-2-
reage do mesmo modo na maioria das disciplinas. A professora de Ensino Especial levou consigo o processo do Duarte e classificou a sua situação como uma situação de instabilidade emocional. O Duarte está a ser medicado e ainda não se adaptou com sucesso à nova medicação (introduzida há cerca de quatro meses).
De modo a que o Duarte possa melhorar os seus resultados podemos levar a cabo fichas individuais e testes adaptados. Apesar de o aluno não ter adaptações curriculares a Filosofia. A professora de Ensino Especial mostrou aos estagiários alguns exemplos das adaptações de outras disciplinas de modo a que pudessem seguir estes exemplos como modelos. Assim, os estagiários podem levar a cabo uma série de estratégias que podem ajudar o Duarte:
- Criação de enunciados recorrendo a exercícios de
Preenchimento de espaços,
Ligação entre colunas,
Exercícios de escolha múltipla;
Frases em que o aluno escolhe o conceito adequado;
Exercícios de verdadeiro ou falso;
- Em exercícios de análise de texto procurar colocar questões diretas, com uma tarefa por questão e linguagem simplificada;
- Permitir ao aluno que escreva no próprio enunciado; - Não realizar testes ou fichas em frente e verso;
- Recorrer a imagens ou textos para auxiliar à compreensão;
- Modificar o peso dos testes, dando igual peso às fichas de trabalho, realizadas em aula ou em casa;
- Por fim, a professora de Ensino Especial recorda a necessidade de insistir com o Duarte na realização das tarefas, questionando-o com frases como: “Duarte, o que é para fazer aqui?”
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Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012
Reunião com a Professora de Ensino Especial da Escola de Miraflores 7 de fevereiro de 2012
A Reunião com a Professora de Ensino Especial, Patrícia Lima, sobre as Necessidades Educativas Especiais do aluno Duarte Paulino, nº 4 da turma 11º H1, decorreu pelas 14h30m, na sala de Diretores de Turma e contou com a presença dos dois estagiários em Filosofia e mestrandos em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Joana Baião e Mário Almeida.
Esta reunião foi marcada por iniciativa da estagiária Joana Baião e pretendia dar resposta à ausência de conhecimentos sentida pelos dois estagiários no que concerne ao trabalho com alunos com necessidades educativas especiais abrangidos com o decreto-lei 3/2008.
A reunião tinha como objetivos específicos preparar os estagiários para a construção de elementos de avaliação, assim como munir os estagiários de um maior conhecimento do processo, dificuldades e estratégias de auxílio que pudessem ajudar o aluno Duarte Paulino em sala de aula. Os dois estagiários notaram, desde o início do primeiro período, um acentuado afastamento do aluno em causa para com o resto da turma. O facto de estar constantemente a balançar-se e de ficar visivelmente nervoso quando lhe é dirigida a palavra não passa despercebido a ninguém e pode levar, por vezes, a que os colegas não se sentem com ele. O Duarte senta-se normalmente sozinho e quando lhe é solicitado que trabalhe com colegas não existe uma real cooperação de ambas as partes. Os estagiários revelaram ainda preocupação relativamente à questão da avaliação sumativa e pretendiam, com esta reunião, encontrar modos de enunciar as questões que fossem mais acessíveis ao Duarte.
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reage do mesmo modo na maioria das disciplinas. A professora de Ensino Especial levou consigo o processo do Duarte e classificou a sua situação como uma situação de instabilidade emocional. O Duarte está a ser medicado e ainda não se adaptou com sucesso à nova medicação (introduzida há cerca de quatro meses).
De modo a que o Duarte possa melhorar os seus resultados podemos levar a cabo fichas individuais e testes adaptados. Apesar de o aluno não ter adaptações curriculares a Filosofia. A professora de Ensino Especial mostrou aos estagiários alguns exemplos das adaptações de outras disciplinas de modo a que pudessem seguir estes exemplos como modelos. Assim, os estagiários podem levar a cabo uma série de estratégias que podem ajudar o Duarte:
- Criação de enunciados recorrendo a exercícios de
Preenchimento de espaços,
Ligação entre colunas,
Exercícios de escolha múltipla;
Frases em que o aluno escolhe o conceito adequado;
Exercícios de verdadeiro ou falso;
- Em exercícios de análise de texto procurar colocar questões diretas, com uma tarefa por questão e linguagem simplificada;
- Permitir ao aluno que escreva no próprio enunciado; - Não realizar testes ou fichas em frente e verso;
- Recorrer a imagens ou textos para auxiliar à compreensão;
- Modificar o peso dos testes, dando igual peso às fichas de trabalho, realizadas em aula ou em casa;
- Por fim, a professora de Ensino Especial recorda a necessidade de insistir com o Duarte na realização das tarefas, questionando-o com frases como: “Duarte, o que é para fazer aqui?”
-3-
Filosofia 11º ano – 1º Período - Ano lectivo 2011/2012, 2º teste
-1-
Escola Secundária de Miraflores
Teste de Avaliação (Duração: 90min) Nome:
Ano _____ Turma _____ Nº _____ Data ___/___/___
Classificação _______________
Grupo I
1. Identifique a alternativa correta para completar cada afirmação.
1.1- O conceito de pathos diz respeito…
a) Ao tipo de emoçõesque o orador é capaz de suscitar na audiência.
b) A um tipo de caráter tão convincente que deixa o público hipnotizado.
c) À dimensão lógica e racional do discurso.
Resposta correta: ___________
1.2 - A retórica…
a) É a arte de persuasão utilizada no âmbito do discurso científico.
b) É a arte de persuadir por meio do discurso.
c) É a arte de discursar sem a preocupação da eloquência.
Resposta correta: ___________
1.3 – A dialética platónica distingue-se da retórica porque…
a) Tem como finalidade a sedução.
b) Depende da opinião dos oradores.
c) Dá acesso a uma verdade única.
Resposta correta: ___________
1.4 –Um argumento dedutivo…
a) Garante a verdade da conclusão, desde que as premissas sejam verdadeiras.
b) Tem sempre duas premissas.
c) Está ligado à noção de probabilidade.
Resposta correta: ___________
Filosofia 11º ano – 1º Período - Ano lectivo 2011/2012, 2º teste
-2-
a) Dá-nos um exemplo complicado para que se alcance a compreensão de um mais
simples.
b) Estabelece uma comparação entre realidades semelhantes.
c) Estabelece uma comparação de relações entre objetos distintos.
Resposta correta: ___________
1.6- Uma falácia de falsa causa (Post Hoc)…
a) É um erro de raciocínio porque estabelece uma relação de causa-efeito entre
fenómenos só porque um precede o outro.
b) É uma questão temporal.
c) É um erro de raciocínio em que se usam argumentos para justificar a tese que têm
exatamente o mesmo significado que a tese.
Resposta correta: ___________
1.7 - O falso dilema…
a) Não se preocupa com o interesse do orador.
b) É uma mentira que tentamos tornar verdade para um determinado auditório.
c) Reduz todas as alternativas possíveis a apenas duas, ignorando ou escondendo
outras possíveis.
Resposta correta: ___________
1.8 – Analise o seguinte silogismo condicional:
Se estudar, reprovo.
Não estudo.
Logo, não reprovo.
O silogismo pode ser considerado como:
a) Válido, porque corresponde ao modus tollens.
b) Válido, porque corresponde ao modus ponens.
c) Inválido, porque corresponde à falácia da negação do antecedente.
Resposta correta: ___________
Grupo II
1. Qual dos seguintes silogismos corresponde à forma Modus ponens?
A Se corro muito, fico cansado B Se corro muito, fico cansado
Corro muito Não fico cansado
Logo, fico cansado Logo, não corro muito
Resposta: ___________
Filosofia 11º ano – 1º Período - Ano lectivo 2011/2012, 2º teste
-3- a) Todos os desportistas são saudáveis.
Alguns alunos são desportistas.
Logo, alguns alunos são saudáveis. Resposta: ___________
b) Todos os budistas são vegetarianos.
Alguns filósofos são vegetarianos.
Logo, alguns filósofos são budistas. Resposta: ___________
3. Apresenta duas diferenças entre argumentação e demonstração.
Resposta:____________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
_________________________________________________________________
4. Considera os dois argumentos que se seguem e identifica qual deles
corresponde ao argumento de autoridade.
A O Manuel é imortal, porque todos os homens são imortais.
B Segundo Platão, a alma é imortal. Logo, a alma é imortal.
Resposta: ___________
5. Leia atentamente o texto que se segue e responda às questões
“Os sofistas atenienses são professores que vendem a técnica do êxito na democracia
grega pela arte de convencer intelectualmente e pela arte de seduzir (…): propõem
-se ensinar todas as artes úteis ao Homem e todos os recursos da retórica suscetíveis de empolgar os ouvintes”.
P. Ducassé, As grandes correntes da filosofia, Publ. Europa-América, Lsiboa, 1963
5.1. - Caracterize o movimento sofista.
Resposta:____________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Filosofia 11º ano – 1º Período - Ano lectivo 2011/2012, 2º teste
-4-
5.2. – Exponha as razões que levavam os políticos e oradores atenienses a aprender retórica.
Resposta:____________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
_________________________________________________________________
5.3. – Indique o contributo do movimento da Nova Retórica para a
reabilitação da retórica.
Resposta:____________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Grupos Itens Cotações
I 1. 8 x 5 pontos = 40 pontos
II
1. 1 x 20 pontos = 20 pontos
2. 1 x 30 pontos = 30 pontos
3. 1 x 30 pontos = 30 pontos
4. 1 x 20 pontos = 20 pontos
5.1 1 x 20 pontos = 20 pontos
5.2 1 x 20 pontos = 20 pontos
5.3 1 x 20 pontos = 20 pontos
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
1
Esta unidade contém 6 subunidades (sendo que das duas últimas se leciona apenas uma), a saber:
II – A ação humana e os valores 1. A ação humana
2. Os valores
3. Dimensões da Ação Humana e dos Valores 3.1 – Dimensão Ético-Política
3.2 – Dimensão Estética 3.3 – Dimensão Religiosa
Subunidade 1. – Ação Humana – Análise e compreensão do agir
Esta subunidade divide-se nos seguintes temas: 1.1 – A rede concetual da ação
1.2 – Determinismo e liberdade na ação humana
Roteiro de aulas:
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
2 Num primeiro momento (1.1 – A rede concetual da ação) será importante distinguir entre o fazer e o acontecer e destacar a partir desta distinção a especificidade do agir humano.
Num segundo momento (1.2 – Determinismo e liberdade na ação humana) o objetivo será levar o aluno a reconhecer as razões, fins, intenções e os projetos como base das nossas ações. Analisar a complexidade do agir e reconhecer no agir humano um carater voluntário, à exceção do carater voluntário dos motivos e dos desejos. O aluno deve ainda reconhecer a difícil experiência da deliberação e da decisão. A reflexão sobre as condicionantes físico-biológicas e histórico-culturais. Por fim, importa compreender a ação como a superação do determinismo e a afirmação da liberdade.
O Programa destaca como principais competências a desenvolver no ponto 1 da Unidade II:
*Concetualização *Problematização
Foi utilizada a obra de referência sugerida no Programa na planificação e lecionação desta unidade:
Searle, John. (1986) Mente, Cérebro e Ciência. Lisboa: Edições 70, Cap. 6.
Planificação da subunidade 1 –A Ação Humana: análise e compreensão do agir, da Unidade II – A ação Humana e os valores
Ano letivo de 2011 – 2012
Unidade/Gestão de aulas Competências Objetivos Conteúdos Conceitos a destacar/ Estratégias Avaliação
1. A ação humana: análise e compreensão do agir
1.1 - A rede concetual da ação
*Problematização
*Argumentação
Identificar o ramo da filosofia
que reflete sobre a ação humana.
Reconhecer a complexidade de
algumas ações.
Distinguir o que fazemos do que
Caracterização do
conceito de ação:
-distinção entre agir e
fazer;
- Comportamentos
Ação
Finalidade
1.1 -1.2
Realização de atividades.
Exposição de conceitos.
Análise e interpretação de
Observação
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
3 1.2 – Determinismo e
liberdade na ação humana 6 au las *Assunção de posições críticas sobre os conteúdos *Interpretação *Concetualização nos acontece.
Difrenciar atos voluntários e
conscientes de atos involuntários
e inconscientes e de atos
involuntários conscientes.
Reconhecer que as ações
humanas são sempre conscientes,
voluntárias e intencionais.
Explicar como o motivo clarifica
a intenção de uma ação.
Reconhecer a dificuldade de
deliberar e decidir em algumas
situações
Salintar as condições exigidas
para se ser considerado agente.
Compreender o problema do
livre-arbítrio.
Identificar as teses que afirmam e
negam o livre arbítrio.
Indicar os principais argumentos
das diferentes teses.
Problematizar as teses relativas
ao livre-arbítrio.
Adotar uma postura pessoal
fundamentada sobre o problema
do livre-arbítrio.
intencionais,
conscientes e
voluntários
A rede concetual da
ação: agente,
consciência do agente,
livre-arbítrio ou
vontade, intenção e
motivo
-Complexidade do
agir: o voluntário e o
involuntário, as motivações, constrangimento Condicionantes da ação: Físico-biológicas e histórico-culturais.
1.2 – Determinismo e
Liberdade na Ação
Humana -Determinismo Radical - Indeterminismo Intenção Agente Causalidade Liberdade Condicionantes Livre-arbítrio Decisão Motivo Deliberação textos.
Diálogo socrático com os
alunos.
Consulta do dicionário de
Filosofia.
Trabalho individual por
parte dos alunos.
Avaliação participada dos
trabalhos dos alunos.
Apresentação de textos
filosóficos
argumentativos.
Trabalho, em pequenos
grupos, na análise e
interpretação do texto.
Apresentação de trabalhos
/ debate.
Composição de um texto
argumentativo individual
com contra-argumentos.
Discussão e apreciação
dos argumentos
apresentados
Apresentação de um
esquema – síntese.
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
4 Reconhecer o caráter situado e
condicionado da ação humana.
Relaciona determinismo e
liberdade
Identifica as várias
condicionantes da ação humana.
Compreende o agir do homem
sujeito às várias condicionantes
Avalia a ação humana como livre
mas limitada.
- Compatibilismo
(Determinismo
Moderado)
- Libertismo
Determinismo
Condicionantes
físico-biológicas
Condicionantes
histórico-sociais
Projeto
Apresentação de um texto
que relate uma ação
humana complexa.
Levantamento de
questões sobre o texto.
Registo e sistematização
das conclusões.
Exposição dos conceitos
acompanhados de
exemplos.
Realização de atividades
de problematização.
Apresentação de textos
onde se defendam teses
contrárias.
Redação de um texto que
fundamente a posição
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
5
Subunidade 2. Os valores – Análise e Compreensão da Experiência Valorativa
Esta unidade divide-se nos seguintes temas:
2.1 – Valores e valoração – A questão dos critérios valorativos 2.2 – Valores e cultura – a diversidade e o diálogo de culturas
Roteiro de aulas:
Num primeiro momento (2.1 – Valores e valoração – A questão dos critérios valorativos) devemos levar os alunos a reconhecer que a nossa relação com o mundo, enquanto seres humanos, é de natureza valorativa. E que na sequência deste facto os valores desempenham um papel fundamental nas relações humanas.
A tentativa será, num segundo momento (2.2 – Valores e cultura – a diversidade e o diálogo de culturas) de levá-los a compreender que as preferências e os valores variam em função da pessoa, do grupo social e da cultura. É necessário estabelecer com os alunos um acordo sobre critérios e hierarquização de valores, à luz das várias teorias da história da filosofia e após uma reflexão crítica e pessoal sobre esta questão. Compreender os critérios e hierarquização de valores como um problema em aberto permitirá aos alunos alargar os seus horizontes culturais e ganhar espaço e abertura para a reflexão sobre a diversidade e riqueza dos valores e o diálogo intercultural.
O programa sugere neste ponto a análise de casos e esta deve ir de encontro, na minha ótica, à turma com a qual estamos a trabalhar. Pode ser fornecido para esta análise de casos um guião de trabalho de modo a que não se fuja ao rigor filosófico e científico que se pretende preservar. Apoio-me para a sugestão de um guião de trabalho sobre os valores na Análise Didática do Programa de Filosofia, da Porto Editora, que sugere: 1º Apresentação do caso em que estejam em causa valores;
2º Identificação dos conceitos específicos do tema neste estudo de caso; 3º Explicitar o problema;
4º Formular possíveis respostas ao problema;
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
6 O Programa destaca como principais competências a desenvolver:
*Leitura Crítica e compreensiva *Problematização
*Argumentação (centrada na comunicação e no debate oral)
Planificação da subunidade 2 – Os valores – análise e compreensão da experiência valorativa, da Unidade II – A ação Humana e os valores
Unidade/Gestão de aulas Competências Objetivos Conteúdos Conceitos a destacar/ Estratégias Avaliação
2. Os valores – análise e
compreensão da
experiência valorativa
2.1. Valores e valoração
- Experiência valorativa
- Caracterização dos
valores
-Os critérios valorativos
2.2. Valores e a cultura 6 au las *Problematização *Argumentação *Assunção de posições críticas sobre os conteúdos
Reconhecer a anterioridade
da experiência valorativa face
aos factos.
Identificar a diversidade de
experiências valorativas.
Distinguir juízos de facto de
juízos de valor.
Relacionar facto e valor.
Compreender as
características dos valores.
2.1. Valores e valoração:
Juízos de facto e juízos de
valor
O conceito de valor
Definição de valor
Diferentes tipos de valores:
materiais e espirituais
Características gerais dos
valores: Polaridade, Hierarquização, Historicidade, Absolutividade e Relatividade. Absoluto Etnocentrismo Axiologia Juízo Critério Valorativo 2.1/2.2 - Visionamento de excertos da
entrevista a Savater.
Trabalho de análise
e interpretação de
textos.
Análise e discussão
de dilemas.
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
7 - A dimensão social e
cultural dos valores
- As sociedades atuais e
a diversidade de valores
- O relativismo cultural
- O diálogo intercultural
*Interpretação
*Concetualização
Identificar diferentes critérios
valorativos (pessoal, cultural e
transubjetivos).
Reconhecer a relação entre a
identidade cultural do
indivíduo e os valores.
Identificar diferentes atitudes
face à multiculturalidade
atual.
Compreender o problema do
relativismo cultural.
Analisar as vantagens e as
desvantagens das teses
relativistas.
Discutir as consequências do
relativismo.
Reconhecer no diálogo
intercultural e na procura de
critérios transubjetivos de
Conceções acerca da
natureza dos valores:
conceção objetiva de valor
ou objetivismo axiológico e
conceção subjetivista dos
valores ou subjetivismo
axiológico.
2.2 - Valores e a cultura
Papel da cultura na ação
humana: identidade própria.
Dinâmica Cultural:
aculturação, sociedades
multiculturais, novos
valores, defesa dos direitos
humanos, crimes contra a
humanidade, intolerância,
movimentos nacionalistas,
genocídios.
Relativismo cultural:
etnocentrismo, relativismo
cultural, críticas às teorias
Multiculturalismo
Cultura
Relativo
Valor
às atitudes face à
diversidade cultural.
Resolução das
atividades propostas
no manual.
Leitura, análise e
interpretação de textos. Elaboração de sínteses reflexivas. Realização de atividades do caderno de atividades.
Apresentação de um
esquema-síntese.
Fichas de trabalho
Exercícios de resposta curta no fim das aulas
Questões breves em diálogo com os alunos
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
8 valoração a via para a
resolução de conflitos
interculturais.
apresentadas. O conceito de
tolerância. Os direitos
Escola Secundária de Miraflores Ano letivo 2011/2012 Joana Baião
9
Subunidade 3. Dimensões da Ação Humana e dos Valores
Esta unidade divide-se nos seguintes temas: 3.1 – A dimensão ético-política
3.2 – A dimensão estética ou 3.3 – A dimensão religiosa
A subunidade a tratar no presente momento é a subunidade 3.1 – A dimensão ético-política que se divide em: 3.1.1. – Intenção Ética e Norma Moral
3.1.2 - A dimensão pessoal e social da ética –o “si mesmo”, o outro e as instituições
3.1.3. – A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas perspetivas filosóficas 3.1.4. – Ética, direito e política – liberdade e justiça social; igualdade e diferenças; justiça e equidade
Roteiro de aulas:
Num primeiro momento (3.1.1. – Intenção Ética e Norma Moral) estabelecer-se-á a distinção concetual entre moral e ética, intenção e norma; Num segundo momento (3.1.2 - A dimensão pessoal e social da ética –o “si mesmo”, o outro e as instituições), a intenção será levar os alunos a compreender a ação ética na sua tripla dimensão: a relação do sujeito consigo mesmo, com o outro e com as instituições.
Num terceiro momento (3.1.3. – A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas perspetivas filosóficas), Será importante colocar em confronto duas perspetivas éticas, neste caso foram escolhidos Kant e Stuart Mill.
Problematização da fundamentação metafísica da moralidade em Kant Crítica à moral tradicional e à transmutação de valores
Compreensão da dimensão e limites da visão utilitarista.