“Avanços na Imagem por Ressonância Magnética da Próstata: do Diagnóstico à
Intervenção”
Bonekamp, D., Jacobs, M. A., El-Khouli, R., Stoianovici, D., & Macura, K. J. (2011). Radiographics 31(3), 677–703.
“Advancements in MR Imaging of the
Prostate: From Diagnosis to
Interventions”
RANIERI FALCÃO AGUIAR – R3 2012
OBJETIVOS
• Metodologias de RM atuais
• Avanços recentes na RM de próstata
• Vantagens e limitacões do método
• 1.5 Tesla x 3.0 Tesla
Câncer de próstata
• 1o em incidência, 2o em mortalidade nos EUA
• Estimativa de 60.180 novos casos em 2012
no Brasil = 62,5/100 mil
• 12.274 óbitos em 2009 no Brasil / 2o em
mortalidade
• Prevalência aumenta com a idade
• Sobrevida vem aumentando
www.inca.gov.br/estimativa/2012 mortalidade.inca.gov.br/mortalidade
Câncer de próstata
• Prognóstico
• Gleason
• Estadiamento clínico ao diagnóstico
• 95% Adenocarcinomas
ESTADIAMENTO E TRATAMENTO
•
T1 e T2: prostatectomia
•
T3 e T4: hormonioterapia / radioterapia
•
Terapias locais e minimamente
invasivas
•
Conduta expectante
•
Risco de incidência x de mortalidade
(17%
x
4%)
Câncer de próstata
-ABORDAGEM-
•
Detecção
•
Localização
Detecção -
Toque retal
• Disponibilidade • Custo • Variação interexaminador • Nódulos periféricos • S 14%Detecção - PSA
• Detecção de tumores menores e com baixo
Gleason
• Total: Baixa S e E
• 70 a 80% de falsos positivos se entre 4-10
ng/mL
• 15 a 44% de falsos negativos
• PSA livre: aumenta a E
Detecção –
USTR ?
•
Alto custo (?)
•
Benefício não comprovado
•
Zona de transição de avaliação limitada
•
Até 40% das neoplasias são
isoecogênicas
•
S 30-45% se toque retal é normal
American Cancer Society and the Centers for Disease Control and Prevention
Detecção –
Biópsia por USTR
Indicações
•
Toque retal alterado
•
PSA > 4.0 ng/mL
•
PSA > 0.4-0.75 ng/mL/ano
•
Neoplasia intraepitelial de alto grau ou atipia
em biópsia prévia (3-12 meses após)
Detecção -
Biópsia por USTR
• Alta especificidade se toque retal e PSA
positivos
• S 62 – 90%
• Ápice prostático, regiões laterais e anterior
• Detecção é menor a cada Bx repetida (34%,
Detecção
Variações da técnica Bx por US
•
Biópsia de saturação
• Mais fragmentos (40 – 80)
•
Biópsia transperineal
• Melhor acesso ao ápice prostático, menor à base
• Maior dificuldade técnica
Câncer de próstata
•
Detecção
•
Localização
POR QUE RM?
• Alta resolução e contraste para tecidos moles
• Método mais apropriado para detecção de
doença multifocal e localização
• Melhora a acurácia do estadiamento local
POR QUE RM?
•
Comparação do estadiamento com outros
métodos
• RM + MN > TC para LFN e MTX ósseas
• USPIO (óxido de ferro) ≈ 100% detecção de
linfonodos acometidos
• PET 18Fluoroetilcolina (FDG): experimental
• SPECT 111In–anticorpos monoclonais:
resolução e especificidade
Ressonância magnética - Como?
• Sequências ponderadas em T1 e T2
• Difusão
• Espectroscopia
• Perfusão
“Necessária abordagem anatômica e
funcional para adequada acurácia”
SEQUÊNCIAS EM T1
• Hemorragia pós-biópsia
• Contornos prostáticos
• Feixes neurovasculares
SEQUÊNCIAS EM T2
• Zona periférica: hipersinal homogêneo
• Glândula central: sinal intermediário, heterogêneo
• HPB: nódulos na glândula central
• Câncer: hipossinal em T2 na zona periférica
ESTADIAMENTO
-EXTENSÃO EXTRACAPSULAR-
• Abaulamento capsular irregular
• Assimetria/invasão feixes neurovasculares
• Obliteração do ângulo retoprostático
• Retração capsular
• Descontinuidade da cápsula
• Interface tumor-cápsula
ESTADIAMENTO
-ACOMETIMENTO VES. SEMINAIS-
• Focos de hipossinal na vesícula seminal
• Vesículas e/ou ducto ejaculatórios
difusamente hipointensos e aumentados
• Obliteração do ângulo próstata-vesícula
seminal
Sequências em T2 -localização
• Alguns tumores são isointensos
• Hipossinal em T2 • Prostatite • Hemorragia • Cicatriz • Atrofia • Radioterapia • Criocirurgia • Hormonioterapia • Estroma fibromuscular • HPB estromal
SEQUÊNCIAS EM T1/T2 -ESTADIAMENTO
• Extensão extracapsular
• S 13 – 95%
• E 49 – 97%
• Invasão de vesículas seminais
• S 23 – 80%
DIFUSÃO
•
Movimento Browniano da água
•
ADC (difusão e perfusão capilar)
DIFUSÃO
-VANTAGENS-
• DWI + T2 S (57 87%) na zona periférica
• Aumento de especificidade e predição de
agressividade tumoral (?)
• Gleason ADC
• HPB e Neoplasia intra-epitelial x AdenoCA
• Curto tempo de aquisição
• Alto contraste
De souza NM et al. Br J Radiol 2007;80(950):90–95
difusão
-Limitações-
• Baixa E na glândula central
• Hemorragia ?
• HPB tipo estromal
• Distorções por efeito de susceptibilidade: ar
no reto ou balão da bobina, ossos,
ESPECTROSCOPIA
• Técnicas de seleção de volume multivoxel
• Método PRESS
• Método STEAM
• Bandas de saturação
• Alta especificidade
ESPECTROSCOPIA
• Citrato 2.6 ppm elevado no tecido normal
• Colina 3.2 ppm baixo no tecido normal
• Creatina 3.0 ppm = energia
• Poliaminas 3.1 ppm
• Lipídios 1.3 ppm
1.5T ENDORRETAL 3.0 T BOBINA SUPERFÍCIE 3.0T ENDORRETAL
Espectroscopia
-limitações-
• Baixa sensibilidade
• Efeitos de volume parcial
• Subtipo mucinoso (0,4% dos adenoCA)
• Falsos-positivos: HPB estromal, prostatite,
atrofia prostática focal, vesículas seminais
• Hemorragia ?
PERFUSÃO (DYNAMIC CONTRAST-
ENHANCED MR IMAGING)
• TKCM: tracer kinetic compartmental model
• Propriedades microvasculares (Ktrans)
• Variação da concentração do gadolíneo
(sinal) na artéria nutridora e no tecido
• Superior para comparações quantitativas e
seguimento pós-tto.
• Parâmetros empíricos
Perfusão – DCE mr imaging
• Câncer
• Pico mais alto
• Pico mais precoce
• Pico mais rápido
• “Lavagem” mais rápida (washout)
PERFUSÃO
-VANTAGENS-
• DCE + Espectroscopia = 46% detecção após
biópsia negativa (24% com biópsias repetidas por USTR)
• T2 + DWI + DCE (Ktrans) = melhor performance
para detecção
Langer DL. J Magn Reson Imaging 2009;30(2):327–334 Sciarra A. Clin Cancer Res 2010;16(6):1875–1883
PERFUSÃO
-VANTAGENS-
• Melhora a acurácia da detecção, extensão
extracapsular e invasão de vesícula seminal, mesmo na ausência de achados em T2
• Na doença multifocal ajuda na identificação de
possíveis focos de grau histológico mais alto
Perfusão
-limitações-
• Falsos positivos:
• Prostatite crônica x Ca de baixo grau
• Prostatite na zona periférica
• HPB x Ca na zona de transição TKCM(hist)
• Falsos negativos: neoplasia intraepitelial e Ca
bem diferenciado
• Tumores pequenos e infiltrativos (volume
1.5T OU 3T?
• Conforto para o paciente
• Bobinas
• Razão sinal ruído
• Resolução espacial
1.5T OU 3T?
• Espectroscopia
• Difusão
Biópsia por rm
• Melhor localização Melhor acurácia
• RM + Ultrassonografia virtual em tempo real
• Pouco utilizada • Guiada por RM • Detecção • Braquiterapia • Instrumentação • Robôs
ALGORITMO
• Otimização das sequências
• Blindagem
• Bandas de saturação
• Padronização da infusão de Gd
• Padronização dos valores de b
• Controle de qualidade
Espectroscopia
DCE DWI
DWI ESPECTROSCOPIA DCE Hemorragia Zona de Transição em idosos 3T + Bob. endorretal Contraindicação ao Gd Presença de metal Prostatite x Câncer HPB x Câncer
ALGORITMO
Protocolos individualizados
PROTOCOLO DDI UNIFESP
• T1 TSE pré e pós contraste • T2 TSE • 3D VIBE pré e pós contraste • DWI : b0, b50, b400, b600, b800 • PERFUSÃO (sinal/tempo) • ESPECTROSCOPIA - PRESSRESUMO
•
Melhor método para localização
•
Melhor método para detecção de
doença multifocal
•
Melhora a acurácia do estadiamento
RESUMO
•
Perfusão melhora a acurácia da detecção,
extensão extracapsular e invasão de
vesícula seminal, mesmo na ausência de
achados em T2
•
DCE + Espectroscopia detecção após
biópsia negativa
CONCLUSÃO
•
RM vêm suprir a deficiência de outros
métodos
•
Importante para tratamentos minimamente
invasivos
•
Ausência de protocolos clínicos
custo/benefício ?
•
Necessária abordagem anatômica e
funcional para adequada acurácia
Avaliação do artigo
• Qualidade do texto
• Coesão
• Apresentação das idéias
• Conclusões
• Qualidade das imagens