SONAE - S.G.P.S., S.A.
Sociedade Aberta
Sede: Lugar do Espido - Via Norte - 4471- 909 MAIA
Capital Social: Euro 2.000.000.000
C.R.C. Maia - Matrícula nº 14 168
Pessoa Colectiva nº 500 273 170
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
RELATÓRIO DE GESTÃO
1º TRIMESTRE 2005
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 1 de 17
Sonae SGPS, SA - Sociedade Aberta Lugar do Espido Via Norte Apartado 1011
4471-909 Maia Portugal Capital Social Euro 2 000 000 000
C.R.C. Maia (Matrícula n.º 14168) Pessoa Colectiva n.º 500 273 170
RELATÓRIO DE GESTÃO
1PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2005
PRINCIPAIS INDICADORES
Valores em milhões de euros
Indicadores Económicos 31.03.2005 31.03.2004 ∆
Volume de Negócios 1.564,1 1.477,2 5,9%
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 181,1 172,3 5,1%
Margem EBITDA 11,6% 11,7% -0,1 p.p.
Resultados Operacionais (EBIT) 99,2 76,5 29,7%
Resultado do período 134,3 17,3 117,0
Resultado do período Atribuível aos Accionistas da Sonae 120,5 2,7 117,8
Volume de Negócios 1.564 1.477
1º Trim.'04 1º Trim.'05
Derivados de Madeira Distribuição Centros Comerciais Telecomunicações Sonae Capital e Holding Eliminações
EBITDA
172 181
1º Trim.'04 1º Trim.'05
Derivados de Madeira Distribuição Centros Comerciais Telecomunicações Sonae Capital e Holding Eliminações
1 Informação financeira não auditada a 31 de Março de 2005 e 2004, produzida e reexpressa, pela primeira vez, de
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 2 de 17
Contributos para o Resultado do Período
13 6 134 72 7 26 10 Derivados de Madeira Distribuição Centros Comerciais
Telecomunicações Sonae Capital e Holding
Eliminações 1º Trim.'05 Consolidado
Valores em milhões de euros
Indicadores Financeiros 31.03.2005 31.12.2004 ∆
Total do Activo 8.524,8 8.597,6 -0,8%
Total do Capital Próprio 1.986,3 1.890,4 5,1%
Dívida Líquida 3.074,3 2.821,7 9,0%
Cobertura de Juros anualizada 5,6 5,1 9,8%
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS CORPORATIVOS NO TRIMESTRE
Em 11 Fevereiro de 2005, a Sonae, SGPS, SA anunciou que acordou os termos para a alienação da totalidade da sua participação e créditos na Imocapital, SGPS, SA, sociedade que detinha uma participação de 65% na Gescartão, SGPS, SA, bem como de acções representativas de 3,58% do capital da Gescartão por si detidas. A alienação da participação no capital da Imocapital estava sujeita, nos termos da legislação em vigor, a autorização da Autoridade para a Concorrência, tendo esta sido obtida no dia 6 de Abril de 2005, após o fecho das contas trimestrais. A operação teve um impacto de cerca de 39 milhões de euros no resultado líquido consolidado trimestral atribuível aos accionistas da Sonae. O encaixe associado à transacção, cerca de 97,9 milhões de euros, foi recebido no mês de Abril.
Conforme comunicado de 22 de Dezembro de 2004, foi alienada uma parcela adicional de 27,8% do capital da ba Vidro, tendo sido gerada uma mais-valia de 37,8 milhões de euros e um encaixe de 97,4 milhões de euros (que inclui venda das acções, devolução dos créditos existentes e dividendos).
A decisão de avançar com o “spin-off” da Sonae Indústria foi anunciada, sendo intenção da Sonae, SGPS, SA concretizar a operação até ao final de 2005.
GOVERNO DA SOCIEDADE
Não ocorreram mudanças significativas no período que mereçam destaque, e as directrizes definidas no Relatório Consolidado de Gestão respeitante ao ano de 2004 permanecem inalteradas.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 3 de 17
ACTIVIDADE DOS NEGÓCIOS
2DERIVADOS DE MADEIRA
Valores em milhões de euros 1º Trim.’05 1º Trim.’04 ∆
Volume de Negócios 362 364 -1%
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 60 45 34%
Margem EBITDA 16,5% 12,3% 4,2 p.p.
Resultado do Período atribuível aos
Accionistas da Sonae Indústria 15 1 14
31 Mar’05 31 Dez’04 ∆
Dívida Líquida 586 564 4%
Volume de Negócios por mercado
Alemanha 19% Península Ibérica 24% França 13% África do Sul 6% Resto do Mundo 19% América do Norte 13% Reino Unido 6% Utilização de Capacidade 20% 40% 60% 80% 100% 1º Trim.'04 2004 1º Trim.'05 PB MDF OSB
2 A informação incluída neste capítulo é apresentada na perspectiva de cada negócio. 3 PB – Particleboard.
4 MDF – Medium Density Fibreboard. 5 OSB – Oriented Strands Board.
4
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 4 de 17
Principais destaques
• O volume de vendas cresceu 2,2% face ao trimestre anterior e desceu 1,2% face a igual período do ano anterior;
• Os preços médios evidenciaram um aumento de 1% em relação ao último trimestre de 2004 – tendência de evolução positiva nos preços de aglomerado de partículas e redução nos preços de OSB6 (sobretudo no mercado norte-americano). Nos
próximos trimestres é previsível uma diminuição nos preços de MDF7;
• A utilização da capacidade produtiva atingiu 89% em termos consolidados, em comparação com 87% no período homólogo do ano transacto;
• Numa base comparável, excluindo a Gescartão do perímetro de consolidação de 2004, o volume de negócios consolidado registou um aumento de 5,6% e o EBITDA cresceu cerca de 58% (em comparação com o mesmo período de 2004); • A dívida líquida aumentou 22 milhões de euros no trimestre, devido a uma menor
utilização da securitização da carteira de clientes (cerca de 18 milhões de euros) e ao efeito da sazonalidade no fundo de maneio;
• A independência financeira da Sonae Indústria será consumada no segundo trimestre de 2005. Parte dos fundos provenientes das recentes emissões de obrigações foram utilizados para pagar os empréstimos da Sonae SGPS (163 milhões de euros) e a dívida externa de filiais;
• Península Ibérica: a tendência positiva observada no ano anterior continuou durante o trimestre, quer ao nível dos preços quer ao nível dos mercados de exportação. O volume de negócios cresceu 1,2% alcançando 114 milhões de euros e o EBITDA situou-se em 19,5 milhões de euros;
• França: apesar das condições climatéricas adversas, a produção aumentou 3,2% (face ao último trimestre de 2004). O volume de negócios cresceu 1,3% para 70 milhões de euros e o EBITDA no trimestre foi de 2,9 milhões de euros, uma melhoria significativa em comparação com o do primeiro trimestre de 2004;
• Alemanha: os volumes de vendas aumentaram 1,9%, face a 2004, enquanto que o volume de negócios cresceu 6,4% devido à melhoria do mix de produtos. Todas as fábricas operaram a um nível elevado de utilização da capacidade produtiva. O EBITDA do período atingiu 9,1% do volume de negócios;
• Reino Unido: após o período de Natal, a retoma do mercado processou-se lentamente, levando a uma queda de 10% no volume de vendas em comparação com o mesmo período de 2004. Esta diminuição foi parcialmente compensada pela recuperação nos preços de venda (face ao trimestre anterior e ao período homólogo do ano anterior). A produção da fábrica de Knowsley ultrapassou, em Março, 39 mil m3. No trimestre o EBITDA atingiu 4% do volume de negócios;
3
6 OSB – Oriented Strands Board.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 5 de 17
• Canadá: a procura manteve-se forte no trimestre. O volume de negócios aumentou 12% e a produção subiu 2,4%, em comparação com o primeiro trimestre de 2004. O aumento do volume de negócios ficou a dever-se a maiores quantidades vendidas, à melhoria do mix de produtos e ao aumento dos preços;
• Brasil: o mercado interno manteve-se estável. As vendas em volume apresentaram uma ligeira descida quando comparadas com os valores de 2004 (-1,5%), mas as vendas em Reais cresceram 22,6% face ao mesmo período do ano anterior. O aumento mais significativo registou-se no mercado interno (24,2%), enquanto que as exportações cresceram 11,3%. A margem EBITDA atingiu os 19% (7,4% no primeiro trimestre de 2004);
• África do Sul: em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, ocorreram aumentos significativos das vendas, quer em valor (25%) quer em volume (22%). A erosão de preços a que se assistiu em 2004 foi totalmente recuperada no primeiro trimestre de 2005, e a capacidade disponível nas fábricas de Panbult e de White River melhorou significativamente. A margem EBITDA foi de 28,5%, o que representa uma melhoria de 11 pontos percentuais face ao período homólogo do ano transacto.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 6 de 17
DISTRIBUIÇÃO
Valores em milhões de euros 1º Trim.’05 1º Trim.’04 ∆
Vendas Brutas 1.015 903 12%
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 47 49 -5%
Margem EBITDA
(% das vendas líquidas) 5,3% 6,3% -0,9 p.p.
Resultado do Período atribuível aos
Accionistas da Modelo Continente 10 9 9%
31 Mar’05 31 Mar’04 ∆
Dívida Líquida 754 829 -9%
Vendas Brutas por mercado
Portugal 665 Brasil
350
Contributos para o EBITDA
36
13
49 47
12 35
Portugal Brasil Consolidado 1º Trim.’04 + 4%*
+ 32%*
* Variação trimestral (1º Trim’05 / 1º Trim.’04)
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 7 de 17
Principais destaques
• As vendas brutas aumentaram 12% para 1.015 milhões de euros;
• A solidez financeira da empresa, com reflexo na continuada redução do seu nível de endividamento verificada ao longo dos últimos dois anos, permite assegurar com confiança os níveis de investimento que a empresa se propõe realizar em 2005 (aproximadamente 250 milhões de euros);
• Portugal
O sector do retalho apresentou um crescimento moderado face ao ano anterior e foi favoravelmente influenciado pelo efeito de sazonalidade associado à época da Páscoa;
As vendas do conjunto de lojas do universo alimentar cresceram 2% face ao primeiro trimestre de 2004, ascendendo a 509 milhões de euros, e as vendas das cadeias de retalho especializado subiram 12% para 156 milhões de euros;
A Modelo Continente instalou mais de 4 mil novos metros quadrados de área de venda no decurso dos três primeiros meses de 2005, um crescimento de 3,5% face ao final de 2004;
A margem EBITDA em percentagem das vendas líquidas foi de 6%, situando-se num nível próximo ao obtido no ano anterior;
• Brasil
O desempenho da Modelo Continente no primeiro trimestre de 2005 esteve claramente acima da média do mercado e dos principais concorrentes, sustentando o robustecimento dos seus indicadores de negócio e incrementos na quota de mercado;
As vendas brutas totalizaram 1.209 milhões de Reais, o que representa um crescimento de 27% em moeda local. Quando convertido para Euros, este aumento é de 32%, incorporando a apreciação da cotação média do Real face ao Euro;
As operações no Brasil têm vindo a conhecer um aumento contínuo de rendibilidade. A margem EBITDA sobre as vendas líquidas foi de 4% e, apesar de inferior, compara positivamente com o valor obtido no ano transacto já que em 2004 este agregado incluía 8 milhões de euros de resultados não recorrentes.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 8 de 17
CENTROS COMERCIAIS
Valores em milhões de euros 1º Trim.’05 1º Trim.’04 ∆
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 29 24 20%
Resultado Directo 13 12 8%
Resultado do Período atribuível aos
Accionistas da Sonae Sierra 22 13 70%
31 Mar’05 31 Dez’04 ∆
NAV por acção 33,2 32,6 2%
Alavancamento dos Activos8 30,5% 28,8% 1,7 p.p.
8Alavancamento dos Activos = Dívida Bancária Líquida / (Total do Activo – Caixa e Equivalentes de Caixa e
Investimentos Correntes).
9 NAV = Activo Líquido por Acção. 10 ABL – Área Bruta Locável.
NAV9 por acção(€)
33,20 32,60 29,16 27,67 24,90 20,05
31 Dez'00 31 Dez'01 31 Dez'02 31 Dez'03 31 Dez'04 31 Mar'05
ABL10 sob gestão
Total: 1,87 m ilhões de m2 Itália 5% Espanha 31% Portugal 50% Brasil 14%
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 9 de 17
Principais destaques
• No primeiro trimestre de 2005, a Sonae Imobiliária mudou a sua designação para Sonae Sierra. Esta operação à escala global enquadra-se na estratégia de expansão internacional que a empresa tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos e reforça a sua posição como especialista em centros comerciais e de lazer;
• O EBITDA cresceu cerca de 20%, face ao primeiro trimestre de 2004, em larga medida devido ao crescimento do portfolio da empresa, decorrente da abertura, ainda em 2004, de quatro novos centros comerciais e de lazer em Espanha e de um novo centro e de uma expansão no Brasil;
• No primeiro trimestre de 2005, destaca-se a abertura do Plaza Éboli em Espanha, um investimento de 56,1 milhões de euros em parceria com o Grupo Eroski. A empresa estabeleceu ainda um acordo com a Mall Inversiones para um novo centro comercial e de lazer (Las Medulas) em Ponferrada, Espanha, cujo investimento deverá ascender a cerca de 110 milhões de euros;
• A empresa tem seis novos projectos em construção: em Portugal, Rio Sul (Seixal), SerraShopping (Covilhã) e Loureshopping (Loures); na Alemanha, Alexa (Berlim); em Itália, Freccia Rossa (Brescia); e na Grécia, Mediterranean Cosmos (Salónica);
• A Sonae Sierra é proprietária ou co-proprietária de 32 centros comerciais e de lazer e de 1 “retail park” em operação, num total de 1,334 milhões de m2 de ABL11;
• A empresa gere 6.200 contratos com lojistas, ocupando 1,87 milhões de m2 de ABL11.
9
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 10 de 17
TELECOMUNICAÇÕES
Valores em milhões de euros 1º Trim.’05 1º Trim.’04 ∆
Volume de Negócios 197 207 -5%
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 44 43 2%
Margem EBITDA 22% 21% 1 p.p.
Resultado do Período atribuível aos
Accionistas da Sonaecom 5 0 5
31 Mar’05 31 Mar’04 ∆
Dívida Líquida 293 330 -11%
Evolução do Volume de Negócios
207 222 233 218 197
1º Trim.'04 2º Trim.'04 3º Trim.'04 4º Trim.'04 1º Trim.'05
EBITDA 43 55 58 44 44 21% 25% 25% 20% 22% 0 20 40 60 80 1º Trim.'04 2º Trim.'04 3º Trim.'04 4º Trim.'04 1º Trim.'05 1 2 3 4
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 11 de 17
Principais destaques
• O volume de negócios consolidado ascendeu a 197 milhões de euros, 5% inferior ao valor alcançado no mesmo período do ano anterior. Esta descida deveu-se essencialmente à redução das receitas de serviço da Optimus em cerca de 9% e ao facto de o Público ter registado uma quebra no volume de negócios (diminuição de 21% face ao primeiro trimestre de 2004);
• O EBITDA consolidado aumentou 2% no trimestre para 44 milhões de euros, representando uma margem EBITDA de 22%, acima dos 21% alcançados no primeiro trimestre de 2004.
• Os resultados líquidos consolidados melhoraram significativamente, face ao primeiro trimestre de 2004, para cerca de 9 milhões de euros, consequência do bom desempenho ao nível do EBITDA e do menor volume de encargos financeiros, fruto da redução no endividamento nominal bruto, e do menor custo fiscal (impacto dos impostos diferidos);
• O endividamento nominal líquido consolidado registou um aumento de 6% no primeiro trimestre de 2005, face ao final do trimestre anterior, para 293 milhões de euros, em resultado da redução da liquidez consolidada (associada à aquisição da participação de 2,77% que a Maxistar detinha na Optimus);
• Telecomunicações
As receitas de serviço registaram uma descida de 3% no primeiro trimestre de 2005 em comparação com o mesmo período do ano anterior. As receitas de clientes ficaram ao nível dos valores registados no primeiro trimestre de 2004, mas as receitas de operadores diminuíram;
A percentagem do tráfego originado nos operadores de rede fixa no tráfego total continuou a diminuir, reflectindo a tendência de substituição do fixo pelo móvel;
Mais de 14 mil clientes foram activados, na sequência do relançamento da oferta Optimus Home (devido à oferta promocional de minutos, o impacto nas receitas só deverá sentir-se no segundo trimestre de 2005);
As reduções nas tarifas móvel-móvel e fixo-móvel, que entraram em vigor no dia 7 de Março, tiveram um efeito negativo nas receitas de operadores. Apenas a redução nas tarifas fixo-móvel tem um impacto negativo sobre o EBITDA;
O EBITDA da Optimus aumentou 8% em comparação com o primeiro trimestre de 2004, para 43,5 milhões de euros, sustentado na redução dos custos de interligação e dos custos de circuitos alugados e de rede. A margem EBITDA foi de 29,6%, em comparação com a do primeiro trimestre de 2004;
As receitas de serviço geradas pela unidade de negócio Sonaecom Fixo aumentaram 1% face ao mesmo período de 2004, e foram geradas pelos Serviços de Voz Directa (17%), Receitas de Serviço Indirectas (39%) e Receitas Grossistas (44%). O EBITDA da unidade Sonaecom Fixo diminuiu de 87 milhares de euros no primeiro trimestre de 2004 para perdas de 1,2
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 12 de 17
milhões de euros, em resultado da desaceleração do tráfego de voz indirecto e de banda estreita, em conjunto com o aumento dos custos operacionais e com o crescimento menos acentuado nas receitas de serviço das soluções de acesso directo;
No final de Março, o Clix registava cerca de 11,3 milhares de serviços directos;
Até ao final de Março, foram desagregadas 79 centrais (34 das quais permitem a utilização de ADSL2+). A Sonaecom espera ter 130 centrais desagregadas até ao final de 2005 (total de cobertura da população de cerca de 50% e cerca de 80% nas áreas de Lisboa e Porto);
• Media
O volume de negócios consolidado do Público foi 21% inferior ao registado no primeiro trimestre de 2004;
Como resultado do atraso no lançamento de novas colecções de Produtos Associados e da descida na circulação do jornal, o EBITDA do Público passou de 158 milhares de euros no primeiro trimestre de 2004 para perdas de 433 milhares de euros no primeiro trimestre de 2005;
• S&SI 12
12 S&SI – Software and Systems Integration.
A área de S&SI registou um crescimento nas receitas de 8% no primeiro trimestre de 2005 em relação ao período homólogo do ano anterior, para 20 milhões de euros, em larga medida devido ao contributo da Enabler (crescimento do volume de negócios individual de 22% para 7,4 milhões de euros) e da WeDo (aumento no volume de negócios de 13% para 5,4 milhões de euros), que registaram um forte crescimento nos seus principais mercados internacionais;
O EBITDA da S&SI registou um aumento de 26% para cerca de 3 milhões de euros, provocado pelo crescimento do volume de negócios e pelas maiores taxas de ocupação dos consultores registadas tanto na WeDo como na Enabler. A margem EBITDA atingiu um crescimento acentuado, de 13% no primeiro trimestre de 2004 para 15% no primeiro trimestre de 2005.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 13 de 17
SONAE CAPITAL13
12
13 Os valores incluídos neste capítulo referem-se aos contributos da Sonae Capital para as demonstrações
financeiras da Sonae.
A Sonae Capital integra os negócios de Turismo, Construção, Engenharia e Promoção Residencial, Transportes e Logística, Corretagem de Seguros, Sector Auto e Outros.
O contributo da Sonae Capital para o volume de negócios consolidado cresceu cerca de 14% no primeiro trimestre de 2005 em comparação com o do mesmo período do ano anterior, para 121 milhões de euros.
O contributo para o cash-flow operacional (EBITDA) consolidado foi de 3,6 milhões de euros no trimestre, 0,9 milhões de euros acima do obtido no primeiro trimestre de 2004.
No primeiro trimestre de 2005, a Sonae Capital contribuiu para o resultado líquido consolidado com 59 milhões de euros, recuperando de um contributo negativo de 8 milhões de euros no período homólogo de 2004. Em 2005, o contributo inclui a mais-valia gerada na venda da participação de 27,8% do capital da ba Vidro (cerca de 38 milhões de euros).
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 14 de 17
ANÁLISE DOS RESULTADOS
O volume de negócios consolidado do primeiro trimestre atingiu 1.564 milhões de euros, um crescimento de 6% comparativamente aos 1.477 milhões de euros registados em igual período do ano anterior. Em termos absolutos, o negócio da Distribuição registou o crescimento mais significativo, beneficiando do forte aumento no contributo das operações no mercado Brasileiro, enquanto que os contributos dos negócios de Derivados de Madeira e das Telecomunicações diminuíram ligeiramente em comparação com igual período do ano anterior. Em 2004, o contributo do negócio dos Derivados de Madeira incorporava ainda a Gescartão, alienada no primeiro trimestre de 2005. Numa base comparável o contributo dos Derivados de Madeira cresceu 6%. Relativamente ao negócio das Telecomunicações, o menor volume de tráfego de operadores fixos a terminar na sua rede e a adopção de tarifas de interligação móvel mais baixas imposta pela entidade reguladora, justificam o menor contributo para o volume de negócios consolidado.
O cash-flow operacional (EBITDA) consolidado gerado nos primeiros três meses de 2005 foi de 181 milhões de euros, um aumento de cerca de 5% face ao período homólogo de 2004. O negócio dos Derivados de Madeira destacou-se ao nível do contributo para o crescimento do EBITDA, reflectindo as condições de mercado mais favoráveis no trimestre e o efeito das medidas de contenção de custos adoptadas. A margem de EBITDA consolidada foi de 11,6%, permanecendo em linha com a margem do 1º trimestre de 2004.
Os resultados operacionais (EBIT) consolidados cresceram 22 milhões de euros para 99 milhões de euros, comparativamente a 77 milhões de euros no 1º trimestre de 2004. O negócio dos Derivados de Madeira foi o principal impulsionador do crescimento do EBIT consolidado.
Os resultados financeiros consolidados foram negativos em 43,3 milhões de euros, o que compara com 54,6 milhões de euros negativos no 1º trimestre de 2004. Esta melhoria decorreu, em larga medida, da redução nos juros suportados, em consequência de um menor nível de endividamento médio no primeiro trimestre de 2005 face a período homólogo do ano anterior, e a diferenças de câmbio favoráveis, em lugar das diferenças desfavoráveis constatadas no primeiro trimestre de 2004. O resultado líquido consolidado foi de 134 milhões de euros, 117 milhões de euros acima do resultado do 1º trimestre de 2004. A par do melhor desempenho operacional e financeiro, o resultado do primeiro trimestre incorpora cerca de 90 milhões de euros de resultados relativos a investimentos, a maioria dos quais foi apurado na venda das participações na Imocapital/Gescartão e na ba Vidro.
O resultado líquido consolidado atribuível aos accionistas da Sonae foi de 120 milhões de euros no trimestre (3 milhões de euros no mesmo período de 2004). Este aumento significativo decorre de um melhor desempenho operacional nos negócios em que a Sonae detém uma participação mais elevada, bem como de uma maior proporção de resultados relativos a investimentos obtidos nas empresas integralmente detidas pela Sonae.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 15 de 17
Os contributos para o consolidado da Sonae, SGPS, SA são os seguintes: Valores em milhões de euros Volume de Negócios EBITDA Derivados de Madeira 361,8 50,3 Distribuição 877,9 46,6 Centros Comerciais 65,8 38,0 Telecomunicações 196,9 47,1
Sonae Capital e Holding 121,8 1,8
Eliminações (60,1) (2,7)
TOTAL 1.564,1 181,1
ESTRUTURA FINANCEIRA
O endividamento líquido14consolidado no final do trimestre era de 3.074 milhões de euros, um aumento de 252 milhões de euros face ao final de 2004 (diminuição de 140 milhões de euros em comparação com o fim do trimestre homólogo de 2004). O aumento no contributo do negócio da Distribuição é justificado pelo efeito da sazonalidade. Ao nível da Sonae Capital e Holding, a diminuição no trimestre é consequência da venda de 27,8% da ba Vidro.
14
Os contributos para a dívida líquida consolidada da Sonae, SGPS, SA são os seguintes:
Valores em milhões de euros
31 Mar’05 31 Dez’04 ∆
Derivados de Madeira 435,7 429,9 5,8
Distribuição 779,1 496,9 282,2
Centros Comerciais 850,2 811,0 39,2
Telecomunicações 278,3 260,9 17,4
Sonae Capital e Holding 721,8 768,7 -46,9
Eliminações 9,2 54,3 -45,1
TOTAL 3.074,3 2.821,7 252,6
14Endividamento Líquido = Empréstimos Não Correntes + Empréstimos Correntes – Caixa e Equivalentes de Caixa
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 16 de 17
O rácio dívida líquida sobre cash-flow operacional (EBITDA) anualizado foi de 3,2. A cobertura de juros anualizada no trimestre foi de 5,6 vezes, um crescimento face a 5,1 vezes registada no ano anterior. Esta melhoria resulta do bom desempenho ao nível do cash-flow operacional e da redução dos encargos financeiros, fruto das melhores condições de financiamento alcançadas por via da renegociação de alguns dos principais financiamentos e do aumento da dívida desintermediada.
PERSPECTIVAS
O negócio dos Derivados de Madeira estima, a curto prazo, um impacto negativo na rendibilidade do OSB e do MDF. Como consequência, o crescimento do EBITDA registado no primeiro trimestre não irá manter-se ao longo do ano. Ao nível das perspectivas por país destacamos: a Alemanha, onde os indicadores macroeconómicos para os próximos meses não são tão promissores, sugerindo que o segundo trimestre do ano será mais fraco que o primeiro; o Brasil, onde não se estima um crescimento significativo do mercado, fruto de uma evolução mais moderada da procura e de dificuldades nas exportações, motivadas pela evolução desfavorável da taxa de câmbio; e a África do Sul, com perspectivas positivas, assentes num nível forte de actividade no sector da construção e na divulgação recente de uma redução de 50 pontos base na taxa de referência do Banco Central Sul-Africano.
A Modelo Continente está a preparar um conjunto de iniciativas com o objectivo de reforçar a sua posição competitiva no mercado Português. O enfoque será colocado na concretização do plano de expansão previsto para o ano 2005. Os projectos mais imediatos e significativos passam pela abertura de duas unidades Continente nas Antas, Porto (abertura em 6 de Maio de 2005) e em Loures, Lisboa. Ao abrigo da nova lei de licenciamento comercial e atendendo à evolução dos projectos em carteira, a empresa perspectiva para 2005 a abertura de 5 novos centros comerciais Modelo, entre outras unidades de retalho especializado. Simultaneamente, dará continuidade ao processo de selecção e licenciamento de novas localizações impulsionando o reforço do seu aparelho comercial. No Brasil, no que concerne à concretização de novos projectos, a empresa manterá a abordagem conservadora, estando a evolução dos mesmos condicionada pela capacidade de geração de fundos próprios da operação local e pela taxa de juro.
O negócio dos Centros Comerciais continuará a prossecução dos seus planos de investimento, procurando alcançar posições de liderança nos mercados em que está presente. A Sonae Sierra anunciou o início do desenvolvimento de dois novos centros comerciais e de lazer em Itália, um mercado estratégico para a Sonae Sierra. Em conjunto, estes centros deverão representar um investimento global de 320 milhões de euros.
Sonae, SGPS, SA
Relatório de Gestão – Primeiro Trimestre de 2005 Página 17 de 17
No negócio das Telecomunicações, a decisão de investir para crescer durante 2005, orientada para o desenvolvimento de oportunidades específicas no mercado (substituição fixo-móvel, banda larga de alta capacidade, lançamento de “triple play”), provocará um aumento do investimento em desenvolvimento de rede, dos custos de marketing e de angariação de clientes. O impacto positivo desta estratégia no volume de negócios e no EBITDA apenas se começará a sentir a partir de 2006. Maia, 16 de Maio de 2005
O Conselho de Administração Belmiro Mendes de Azevedo Álvaro Carmona e Costa Portela Álvaro Cuervo Garcia
Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério Duarte Paulo Teixeira de Azevedo
Luíz Felipe Palmeira Lampreia Michel Marie Bon
Nuno Manuel Moniz Trigoso Jordão Nuno Miguel Teixeira de Azevedo
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS
BALANÇOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE DEZEMBRO 2004 (Montantes expressos em Euros)
POC ACTIVO Notas 31.03.2005 31.12.2004 31.12.2004 ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 9 3.386.199.020 3.452.680.051 4.700.852.146 Propriedades de investimento 10 2.252.915.131 2.204.846.415 -Diferenças de consolidação 11 475.185.974 453.242.056 -Investimentos 12 95.718.617 106.235.352 347.102.653 Impostos diferidos activos 15 214.826.762 216.951.425 -Outros activos não correntes 13 99.630.472 111.497.267 89.019.748 Total de activos não correntes 6.524.475.976 6.545.452.566 5.136.974.547 ACTIVOS CORRENTES:
Existências 670.431.472 673.858.951 672.703.272 Clientes e outros activos correntes 14 952.175.065 802.507.030 1.222.534.169 Investimentos detidos para negociação 12 85.503.258 89.558.911 182.274.470 Caixa e equivalentes de caixa 16 292.210.866 486.213.442 340.808.878 Total de activos correntes 2.000.320.662 2.052.138.333 2.418.320.789
TOTAL DO ACTIVO 8.524.796.638 8.597.590.900 7.555.295.336 CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 17 2.000.000.000 2.000.000.000 2.000.000.000 Acções Próprias 17 (144.537.597) (144.537.597) (144.537.597) Reservas e resultados transitados (754.199.773) (1.034.084.068) (1.365.429.064) Resultado líquido do período atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 120.480.000 283.521.010 192.060.205
Total do capital próprio atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 1.221.742.629 1.104.899.345 682.093.544 Interesses Minoritários 18 764.577.133 785.515.291 527.771.715 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 1.986.319.762 1.890.414.636 1.209.865.259
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos 19 2.611.060.467 2.447.782.272 2.220.386.496 Outros passivos não correntes 21 928.649.072 940.739.879 827.530.423 Impostos diferidos passivos 15 384.577.175 388.090.849
Provisões 25 52.613.965 57.189.153
Total de passivos não correntes 3.976.900.679 3.833.802.153 3.047.916.919 PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos 19 840.950.483 949.660.987 805.324.564 Fornecedores e outros passivos correntes 24 1.707.419.424 1.909.775.272 2.344.147.178 Provisões 25 13.206.290 13.937.852 148.041.416 Total de passivos correntes 2.561.576.197 2.873.374.111 3.297.513.158
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 8.524.796.638 8.597.590.900 7.555.295.336
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração SONAE, S.G.P.S., S.A.
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
(Montantes expressos em Euros)
POC Notas 31.03.2005 31.03.2004 31.03.2004 Proveitos operacionais:
Vendas 1.290.058.807 1.202.726.590 1.223.642.764
Prestações de serviços 274.059.151 274.426.369 290.355.894
Variação de valor das propriedades de investimento 10 8.511.062 9.615.183
-Outros proveitos operacionais 109.396.953 85.622.754 61.392.766
Total de proveitos operacionais 1.682.025.973 1.572.390.896 1.575.391.424 Custos operacionais
Custo das vendas (894.402.143) (807.853.581) (818.712.706)
Variação da produção (162.426) (12.373.058) (10.001.703)
Fornecimentos e serviços externos (363.321.527) (345.135.772) (387.870.994)
Custos com o pessoal (214.054.250) (203.822.404) (205.511.423)
Amortizações e depreciações 9 (81.150.270) (86.264.777) (90.827.011)
Provisões e perdas por imparidade 9, 11 e 25 (755.292) (9.496.571) (10.779.440)
Outros custos operacionais (28.979.478) (30.903.986) (14.867.202)
Total de custos operacionais (1.582.825.386) (1.495.850.148) (1.538.570.480)
Resultados operacionais 99.200.587 76.540.747 36.820.944
Resultados financeiros (43.276.174) (54.628.474) (37.601.083)
Resultados relativos a empresas associadas 1.383.293 2.956.423 2.973.387
Resultados relativos a investimentos 89.764.604 11.098.922 29.481.357
Resultado antes de impostos 147.072.311 35.967.617 31.674.605
Imposto sobre o rendimento 29 (12.740.101) (18.719.988) (8.840.977)
Resultado depois de impostos 134.332.210 17.247.629 22.833.628
Resultados de operações em descontinuação após impostos - -
-Resultado consolidado do trimestre 134.332.210 17.247.629 22.833.628
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe 120.480.000 2.684.382 8.421.221
Interesses Minoritários 13.852.210 14.563.247 14.412.407
Resultados por acção
Básico 0,064572 0,001439 0,004513
Diluído 0,064572 0,001439 0,004513
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração IFRS
Reservas e Interesses Total do
Capital Acções Resultados Resultado Minoritários Capital Próprio
Notas Social Próprias Transitados Liquído Total
Saldo em 1 de Janeiro de 2004 (1) 2.000.000.000 (144.537.597) (1.054.128.192) - 801.334.211 921.125.745 1.722.459.956
Dividendos distribuídos - - (27.987.330) - (27.987.330) - (27.987.330)
Aquisição/(Alienação) de acções próprias - - -
-Variação nas reservas de conversão 14.767.317 14.767.317 4.039.695 18.807.012
Variação nas reservas de cobertura e justo valor (4.572.686) (4.572.686) (1.612.482) (6.185.168)
Variação nas outras reservas - - (8.567.262) - (8.567.262) (10.840.467) (19.407.729)
Variação nas reservas - - -
-Resultado consolidado líquido do período
de três meses findo em 31 de Março de 2004 - - - 2.684.382 2.684.382 14.563.247 17.247.629
Outros - - -
-Saldo em 31 de Março de 2004 2.000.000.000 (144.537.597) (1.080.488.153) 2.684.382 777.658.632 927.275.738 1.704.934.370
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 2.000.000.000 (144.537.597) (1.034.084.068) 283.521.010 1.104.899.345 785.515.291 1.890.414.636
Aplicação do resultado consolidado de 2004:
Transferência para reserva legal e resultados transitados - - 283.521.010 (283.521.010) - -
-Dividendos distribuídos - - (37.316.439) - (37.316.439) - (37.316.439)
Variação nas reservas de conversão 24.623.435 24.623.435 2.732.864 27.356.299
Variação nas reservas de cobertura e justo valor 24.874.100 24.874.100 592.399 25.466.499
Variação nas outras reservas (2) 18 - - (15.817.812) - (15.817.812) (38.115.631) (53.933.443)
Resultado consolidado líquido do período - - -
-de três meses findo em 31 -de Março -de 2005 120.480.000 120.480.000 13.852.210 134.332.210
Outros - - -
-Saldo em 31 de Março de 2005 2.000.000.000 (144.537.597) (754.199.773) 120.480.000 1.221.742.629 764.577.133 1.986.319.762
O Conselho de Administração
(1) Dado que 1 de Janeiro de 2004 é a data de transição, o resultado de 2003 está incluido na coluna "Reservas e resultados Transitados"; (2) Inclui 17.729.243 relativos ao abate das Diferenças de Consolidação Negativas do grupo Gescartão.
Atribuível aos Accionistas da Sonae
O anexo faz parte destas demonstrações financeiras consolidadas. SONAE, S.G.P.S., S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 2004
ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Notas 31.03.2005 31.03.2004 Fluxos das actividades operacionais (1) (121.406.273) (47.765.728) ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 122.998.823 157.299.533
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 7.045.496 23.471.281
Dividendos 13.487.036 99.172
Outros 15.493.230 28.232.103
159.024.585 209.102.089 Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (51.528.320) (22.020.098)
Imobilizações corpóreas e incorpóreas (128.282.776) (95.392.173)
Outros (8.879.616) (77.240.680)
(188.690.712) (194.652.951) Fluxos das actividades de investimento (2) (29.666.127) 14.449.138 ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 295.087.920 399.074.839
Aumento de capital, prestações suplementares e prémios de emissão 1.148.547 670.617
Venda de acções (quotas) próprias -
-Outros - 2.289.269
296.236.467 402.034.725 Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (244.560.920) (467.011.724)
Juros e custos similares (51.593.782) (73.162.668)
Reduções de capital e prestações suplementares (72.367) (4.045.191)
Dividendos (810.621) (300)
Aquisições de acções (quotas) próprias
Outros (39.747.599)
(336.785.289) (544.219.883) Fluxos das actividades de financiamento (3) (40.548.822) (142.185.158) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (191.621.222) (175.501.748) Efeito das diferenças de câmbio (1.120.740) (1.441.467) Caixa e seus equivalentes no início do período 459.157.625 398.650.362 Caixa e seus equivalentes no fim do período 16 268.657.143 224.590.081
O Conselho de Administração SONAE, S.G.P.S., S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS PERÍODOS DE TRÊS MESES FINDOS EM 31 DE MARÇO DE 2005 E 31 DE MARÇO DE 2004 (Montantes expressos em euros)
1 de 47 SONAE SGPS, S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS PARA O PERÍODO DE TRÊS MESES FINDO EM 31 DE MARÇO DE 2005
(Montantes expressos em euros)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A SONAE, SGPS, SA (“Empresa” ou “Sonae”) tem a sua sede no Lugar do Espido, Via Norte, Apartado 1011, 4470-909 Maia, Portugal, sendo a empresa-mãe de um universo de empresas conforme indicado nas Notas 4 a 7 (“Grupo Sonae”). Os negócios do Grupo e as áreas de actuação encontram-se descritos na Nota 31.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas são as seguintes:
2.1. Bases de apresentação
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS” – anteriormente designadas Normas Internacionais de Contabilidade – “IAS”) emitidas pelo “International Accounting Standards Board” (“IASB”) e Interpretações emitidas pelo “International Financial Reporting Interpretations Committee” (“IFRIC”) ou pelo anterior “Standing Interpretations Committee” (“SIC”), em vigor em 1 de Janeiro de 2005.
A adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS”) ocorre pela primeira vez em 2005, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses para esse normativo é 1 de Janeiro de 2004, tal como estabelecido pela IFRS 1 – “Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro”.
Nos termos dessa norma os efeitos reportados à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram registados em Capitais Próprios e estão descritos na Nota 34, na qual se explicitam igualmente os ajustamentos efectuados nas últimas demonstrações financeiras anuais apresentadas (31 de Dezembro de 2004).
As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas trimestralmente de acordo com o IAS 34 – “Relato Financeiro Intercalar”.
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Notas 4 a 6) no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, excepto para as propriedades de investimento e os instrumentos financeiros que se encontram registados ao justo valor (Notas 2.4 e 2.14).
2.2. Princípios de consolidação
São os seguintes os métodos de consolidação adoptados pelo Grupo:
a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas
2 de 47
nestas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, é apresentado separadamente no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica interesses minoritários. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras encontram-se detalhadas na Nota 4.
Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva (Nota 2.2.d)). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício, após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.
Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.
Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.
Os investimentos financeiros em empresas do Grupo excluídas da consolidação são apresentados ao custo de aquisição (Nota 7).
Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com um fim específico, ainda que não possua participações de capital directamente nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral. As entidades nessas situações, quando existam, são incluídas na Nota 4.
b) Investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente
As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente foram valorizadas nestas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação proporcional, desde a data em que o controlo conjunto é adquirido. De acordo com este método os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica na proporção do controlo atribuível ao Grupo.
O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis da empresa controlada conjuntamente na data de aquisição é reconhecido como diferença de consolidação (Nota 2.2.d). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do período.
As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo e empresas controladas conjuntamente são eliminados, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.
A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base em acordos parassociais que regulam o controlo conjunto.
3 de 47 c) Investimentos financeiros em empresas associadas
Os investimentos financeiros em empresas associadas (empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa mas não detém quer o controlo quer o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas pelo seu custo de aquisição, ajustado pelo valor correspondente à participação do Grupo nas variações dos capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das associadas, por contrapartida de ganhos ou perdas do período, e pelos dividendos recebidos.
As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas são reconhecidas como diferenças de consolidação positivas e mantidas no valor de investimento financeiro em associadas (Nota 2.2.d). Se essas diferenças forem negativas são registadas como proveito do período na rubrica Resultados relativos a empresas associadas.
É feita uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixam de existir são objecto de reversão.
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada.
Os ganhos não realizados em transacções com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.
Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 6. d) Diferenças de consolidação
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo, empresas controladas conjuntamente e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas foram registadas na rubrica Diferenças de consolidação ou mantidas na rubrica Investimentos em empresas associadas (Nota 11). As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sediadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica Reserva de conversão cambial incluída em Reservas e resultados transitados.
O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no período são registadas na demonstração de resultados do período na rubrica Provisões e perdas por imparidade.
As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não podem ser revertidas.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo, empresas controladas conjuntamente e empresas associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis
4 de 47
dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas foram reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.
Diferenças de consolidação anteriores à data de transição
As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos incorpóreos não aceites pelos IFRS, e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em Resultados transitados, conforme IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente. As diferenças cambiais geradas no processo de conversão foram registadas em Resultados transitados (IFRS 1).
e) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras
Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no período. A diferença cambial resultante, gerada após 1 de Janeiro de 2004, é registada no capital próprio na rubrica de Reserva de conversão cambial incluída na rubrica Reservas e resultados transitados. As diferenças cambiais geradas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) foram anuladas por contrapartida de Resultados transitados.
As diferenças de consolidação e os ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do período.
Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.
As cotações utilizadas na conversão para euros das contas das filiais, empresas controladas conjuntamente e empresas associadas estrangeiras foram as seguintes:
31.03.05 31.12.04 31.03.04 Final do período Média do período Final do período Final do período Média do período Libra Inglesa 1,45243 1,44179 1,41824 1,50173 1,47092 Real Brasileiro 0,28782 0,28582 0,27665 0,28190 0,27640 Rand 0,12361 0,12696 0,13004 0,12855 0,11817 Dólar Canadiano 0,63545 0,62184 0,60916 0,62582 0,60706 Franco Suíço 0,64574 0,64568 0,64813 0,64127 0,63757 Fonte: Bloomberg 2.3. Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS), encontram-se registadas ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As imobilizações adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
5 de 47
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Anos Edifícios e outras construções 10 a 50
Equipamento básico 10 a 20
Equipamento de transporte 4 a 5
Ferramentas e utensílios 4 a 8
Equipamento administrativo 3 a 10
Outras imobilizações corpóreas 4 a 8
As despesas com reparação e manutenção de imobilizado são consideradas como custo no período em que ocorrem.
As imobilizações em curso representam imobilizado ainda em fase de construção/promoção, encontrando-se registadas ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou em estado de uso.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do imobilizado corpóreo são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação/abate, sendo registadas na demonstração de resultados como Outros proveitos operacionais ou Outros custos operacionais.
2.4. Propriedades de investimento
As propriedades de investimento compreendem essencialmente edifícios e outras construções em centros comerciais detidos para auferir rendimento ou valorização do capital ou ambos e não para uso na produção ou fornecimento de bens, serviços ou para fins administrativos ou para venda no decurso da actividade corrente dos negócios.
As propriedades de investimento são registadas pelo seu justo valor determinado por avaliação semestral efectuada por entidade especializada independente. As variações no justo valor das propriedades de investimento são reconhecidas directamente na demonstração de resultados do período na rubrica de Variação de valor das propriedades de investimento.
Os activos promovidos e construídos qualificados como propriedades de investimento só passam a ser reconhecidos como tal após o início da sua utilização. Até terminar o período de construção ou promoção do activo a qualificar como propriedade de investimento, esse activo é registado pelo seu custo de aquisição ou produção na rubrica de Propriedades de investimento em desenvolvimento. No final do período de promoção e construção desse activo a diferença entre o custo de construção e o justo valor nessa data é registada directamente na demonstração de resultados consolidada na rubrica de Variação de valor das propriedades de investimento.
Os custos incorridos com propriedades de investimento em utilização, nomeadamente manutenções, reparações, seguros e impostos sobre propriedades (imposto municipal sobre imóveis), são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada do período a que se referem.
2.5. Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas na demonstração de resultados quando incorridas.
As despesas de desenvolvimento, para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e para as quais seja provável que o activo criado
6 de 47
venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo do exercício em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de Software são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações estes custos são capitalizados como activos incorpóreos.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado, o qual corresponde genericamente a 5 anos, com excepção dos direitos de gestão de instalações, os quais são amortizados de acordo com os períodos de vigência dos contratos que os estabelecem.
Nos casos de marcas e patentes sem vida útil definida não são calculadas amortizações, sendo o seu valor objecto de testes de imparidade numa base anual.
2.6. Locações
Situações em que o Grupo age como Locatário
Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse, e como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse. A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato.
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, reconhecendo o imobilizado corpóreo, as amortizações acumuladas correspondentes e as dívidas pendentes de liquidação de acordo com o plano financeiro contratual. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do imobilizado corpóreo são reconhecidos como custos na demonstração de resultados do período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração de resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.
Locações em que o Grupo age como locador
As locações em que o Grupo age como locador referem-se na maior parte dos casos a contratos com os lojistas dos centros comerciais. Os contratos com os lojistas dos centros comerciais são estabelecidos usualmente por um período de seis anos e definem por norma o pagamento de uma renda fixa mensal – debitada antecipadamente -, uma renda variável, debitada nos casos em que as vendas mensais do lojista excedem o limite definido contratualmente, e o pagamento da quota parte nas despesas de manutenção geral do centro comercial (despesas comuns). Os contratos podem ser renovados ou revogados por ambas as partes, sendo que no caso de revogação por parte do lojista este tem por dever pagar uma taxa de cessão definida contratualmente.
De acordo com as respectivas condições estes contratos são classificadas como locações operacionais, sendo as rendas devidas (rendas fixas e variáveis) e as quotas partes nas despesas de manutenção (despesas comuns), reconhecidas como proveito na demonstração de resultados no período a que respeitam. Os custos assim como os direitos de ingresso e taxas de cessão relativos às locações operacionais são reconhecidos como custo ou proveito na demonstração de resultados no período em que são incorridos ou auferidos.
7 de 47 2.7. Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios governamentais são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que o Grupo irá cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.
Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são reconhecidos na demonstração de resultados de acordo com os custos incorridos.
Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de imobilizado, são incluídos na rubrica Outros passivos não correntes e são creditados na demonstração de resultados em quotas constantes durante o período estimado de vida útil dos activos adquiridos.
2.8. Imparidade dos activos não correntes, excepto Diferenças de consolidação
São efectuados testes de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior á sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração de resultados na rubrica Provisões e perdas por imparidade.
A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados como Outros proveitos operacionais. Contudo, a reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.
2.9. Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como custo de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Os encargos financeiros de empréstimos obtidos directamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de activos fixos, ou projectos imobiliários classificados em existências ou propriedades de investimento em desenvolvimento, são capitalizados, fazendo parte do custo do activo. A capitalização destes encargos começa após o início da preparação das actividades de construção ou desenvolvimento do activo e é interrompida após o início de utilização ou final de produção ou construção do activo ou quando o projecto em causa se encontra suspenso. Quaisquer proveitos financeiros gerados por empréstimos obtidos, directamente relacionados com um investimento específico, são deduzidos aos encargos financeiros elegíveis para capitalização.
2.10. Activos não correntes detidos para venda
Os activos não correntes (e o conjunto de activos e passivos a alienar com estes relacionados) são classificados como detidos para venda se é expectável que o seu valor contabilístico venha a ser recuperado através da venda e não através do seu uso continuado. Esta condição só se considera
8 de 47
cumprida no momento em que a venda seja altamente provável e o activo (e o conjunto de activos e passivos a alienar com este relacionado) esteja disponível para venda imediata nas condições actuais. Adicionalmente, devem estar em curso acções que permitam concluir ser expectável que a venda se venha a realizar no prazo de 12 meses após a data de classificação nesta rubrica.
Os activos não correntes (e o conjunto de activos e passivos a alienar com estes relacionados) classificados como detidos para venda são mensurados ao menor do seu valor contabilístico ou justo valor deduzido de custos com a venda. Em contrapartida estes activos não são amortizados.
2.11. Existências
As mercadorias e matérias-primas encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo médio ponderado de produção ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo. O custo de produção inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico (considerando as amortizações dos equipamentos produtivos calculadas em função de níveis normais de utilização).
O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda normal deduzido dos custos para completar a produção e dos custos de comercialização.
As diferenças entre o custo e o respectivo valor de realização das existências, no caso deste ser inferior ao custo, são registadas como custos operacionais em Custo das vendas ou Variação de produção, consoante respeitem a existências de mercadorias e matérias-primas ou a existências de produtos acabados e semi-acabados, subprodutos e trabalhos em curso.
2.12. Contratos de construção
Os proveitos e custos das obras em curso são reconhecidos utilizando o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada período, os proveitos directamente relacionados com as obras em curso são reconhecidos na demonstração de resultados em função da sua percentagem de acabamento, a qual é determinada pelo rácio entre os custos incorridos até à data do balanço e os custos totais estimados das obras. As diferenças entre os proveitos apurados através da aplicação deste método e a facturação emitida são contabilizadas nas rubricas de Outros activos correntes ou Outros passivos correntes, consoante a natureza da diferença.
Nas situações em que o resultado de um contrato de construção não pode ser estimado com fiabilidade, os proveitos contratuais são reconhecidos até ao montante dos custos incorridos e enquanto for provável que sejam recuperáveis. Os custos com os contratos de construção são reconhecidos como custos no período em que são incorridos.
Os proveitos relativos a trabalhos a mais, alterações de contrato, indemnizações e prémios de finalização são registados no momento em que são acordados com o cliente, ou nas situações em que as negociações com o cliente estejam numa fase avançada e que seja provável que as mesmas sejam favoráveis ao Grupo. 2.13. Provisões
As provisões são reconhecidas, quando e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data. As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
9 de 47 2.14. Instrumentos financeiros
a) Investimentos
Os investimentos classificam-se como segue:
- Investimentos detidos até ao vencimento
- Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados - Investimentos disponíveis para venda
Os investimentos detidos até ao vencimento são classificados como Investimentos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a 12 meses da data do balanço, sendo registados nesta rubrica os investimentos com maturidade definida para os quais o Grupo tem intenção e capacidade de os manter até essa data. Os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são classificados como Investimentos correntes. Os investimentos disponíveis para venda são classificados como Activos não correntes.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da data de liquidação financeira.
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos da transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de Reserva de justo valor incluída na rubrica Reservas e resultados transitados até o investimento ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que o ganho ou perda acumulada é registado(a) na demonstração de resultados.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são registados(as) na demonstração de resultados do período. Os investimentos detidos até ao vencimento são registados ao custo capitalizado através da taxa de juro efectiva, líquido de amortizações de capital e juros recebidos.
b) Dívidas de terceiros
As dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas por imparidade, reconhecidas na rubrica de Perdas por imparidade em contas a receber, por forma a que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.
c) Classificação de capital próprio ou passivo
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumem.
d) Empréstimos
Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal recebido, líquido de comissões com a emissão desses empréstimos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro