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NÚMERO CONSIDERAÇÕES INICIAIS

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Academic year: 2021

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ANO 9 – NÚMERO 100 – FEVEREIRO DE 2021 • PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIO RIANI

– EXPEDIENTE –

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais: Grão-Chanceler – Dom Walmor Oliveira de Azevedo | Reitor – Professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Chefe de Gabinete do Reitor – Professor Paulo Roberto Souza |Diretor do ICEG Prof. José Chequer Neto Chefia do Departamento de Economia e Coordenadora do Curso de Ciências Econômicas – Professora Ana Maria Botelho | Coordenação Geral – Professor Flávio Riani

Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais: Prédio 14, sala 103 | Avenida Dom José Gaspar, 500 | Bairro Coração Eucarístico

CEP: 30535-901 | Tel: 3319.4309 www.pucminas.br/Paginas/conjuntura-economica.aspx | [email protected] 1-CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Na primeira semana de março passado eu estava terminando a idéia da criação de uma edição especial para 100ª Carta de Análise Conjuntural quando o Covid-19 me pegou. Por essa razão não consegui fazer a edição especial que imaginava e ainda na sexta-feira 5 de março, já sentindo os efeitos do vírus, escrevi essa carta rapidamente para enviá-la a tempo. Infelizmente a partir do sábado, já com os sintomas agravados, não tive mais condições para alterá-la. Agora, revendo-a optei por deixá-la como estava.

Gostaria também de registrar o apoio e carinho da PUC-MG, do prof. José Chequer Neto, diretor do ICEG (Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais), da professora Ana Maria Botelho, coordenadora do curso de Economia, dos colegas professores e demais funcionário do ICEG durante meu tratamento. As diversas mensagens que recebi e tenho recebido têm ajudado em muito na minha recuperação.

Registro também as diversas manifestações de vários colegas fora da PUC, aos meus familiares, filhos e em especial à minha esposa Juliana que esteve ao meu lado os 21 dias de angústias por ocasião de minha internação. Agora é futuro....graças a Deus.

NÚMERO 100

Em agosto de 2011 eu e o Professor RICARDO RABELO lançamos um desafio ao elaborar um mini-programa de acompanhamento conjuntural, pois entendíamos que isso seria importante e necessário num curso de Economia. Assim montamos um programa informal que envolvia a elaboração mensal de uma Carta de Análise Conjuntural, a realização de Seminários sobre a Conjuntura Econômica Brasileira e, mais à frente, o Informativo Econômico.

Tivemos ao longo do tempo desafios permanentes e desestímulos que conseguimos ultrapassar, uma vez que acreditávamos na importância do programa para o departamento.

Em relação às Cartas de Análise Conjuntural o desafio foi menor, pois a sua elaboração dependia apenas da minha participação e do Professor Ricardo Rabelo.

Porém, no que se refere à realização dos seminários os desafios foram enorme,e devido a pouca participação de professores no começo, por vezes nos estimulava a parar. Porém, com persistência, temos levado o programa a cabo, mesmo após o afastamento do Professor Rabelo.

Assim este número 100 desta edição tem um conteúdo simbólico relevante para nós que continuamos a acreditar na idéia. Além da Carta de Conjuntura realizamos 37 seminários de Análise Conjuntural e 51 Informativos Econômicos (iniciados no segundo semestre de 2019).

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1 – PIB – BRASIL – RESULTADO DO 4º TRIMESTRE 2020

Logo que saiu à divulgação do PIB brasileiro de 2020 constatou-se a perda de importância relativa que o país vem tendo no cenário econômico internacional.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil diminuiu 4,1% em 2020, segundo divulgou nesta quarta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado está em linha com as expectativas, com a atividade econômica registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.

“É o maior recuo anual da série iniciada em 1996. Essa queda interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6”, informou o IBGE.

Em valores correntes o PIB chegou a R$ 7,4 trilhões, gerando um valor per capita equivalente a R$ 35.172,00, também registrando a maior queda nos últimos 25 anos.

As taxas das variações no PIB brasileiro no período recente estão destacadas no gráfico 1. Gráfico 1

O desempenho recente do PIB do Brasil registra signficativa mudança na posição do país na economia mundial. O Brasil que num período recentre se vangloriava por ser a 6ª ou 7ª economia do mundo, conforme destaca a tabela 2, hoje posiciona-se na 12ª colocação em 2020 e 14ª em 2021 (Previsão)

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A tabela 1 reproduz as diversas taxas de variação do PIB de acodo com o critério de trimestresconsiderados

Tabela 1 – Taxas de variações do PIB - Brasil

2.1 – PIB POR SETORES E SUB-SETORES – TERCEIRO TRIMESTRE DE 202

O gráfico 3 destaca as variações do PIB do Brasil no terceiro trimestre de 2020 em relação ao trimestre imediatamente anterior, por setores e sub-setores.

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Gráfico 3 – PIB por sub-setores – 3º Trimestre de 2020 - Brasil

Fonte: IBGE

O grande destaque do 3º trimestre de foi a indústria que após ter tido queda de 13% no 2º trimestre, cresceu 14,8% entre julho e setembro, registrando a maior taxa da série histórica do IBGE.

Grande parte desse impulso deveu-se a indústria de transformação, que avançou 23,7%, vinda de uma queda de 19,1% entre julho e setembro, e conseguiu retornar aos valores do primeiro trimestre.

O comércio foi outro segmento que teve variação significativa e apresentou uma elevada recuperação. Ele cresceu ao 15,9% em comparação com o trimestre anterior, revertendo a queda de 13,7% na apuração anterior.

2.2 – PIB ÓTICA DA OFERTA E DA DEMANDA

As apresentações do PIB pela ótica da oferta e da demanda são relevantes por destacarem os segmentos que mais influenciaram a aquisição e a geração de bens e serviços.Além disso servem para dimensionar os impactos que eles provocam em função dos diversos fatores que compõem o dinamismo das atividades econômicas.

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-0,5 14,8 6,3 -5 0 5 10 15 20

Agropecuária Indústria Serviços

Gráfico 4 - PIB Oferta - Brasil 3º Trim.20/2ºTrim.20

Fonte: IBGE

Conforme gráfico 4,a indústria, sobretudo a de transformação, deu uma grande contribuição para o crescimento do PIB nesse semestre. A elevação por ela apresentada foi praticamente o dobro da apurada para o produto total.

Por outro lado o segmento de serviços que tem maior representatividade na formação do PIB, não conseguiu repor a perda de 9,4% do trimentre anterior, e registrou taxa de crescimento de 6,3% , abaixo da variação do PIB nacional.

Em função do ajuste da safra, principalmente a soja, a agricultura foi o único segmento que teve queda no período. Apesar da diminuição de 5% ela ainda registra variação positiva no comparativo acumulado de ano com o mesmo período do ano anterior.

As variações relativas ao itens de formação do PIB pela ótica da demanda estão destacadas no gráfico 5.

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O segmento de ponta da demanda no Brasil e no resto do mundo é o consumo das famílias. No Brasil ele representa 65% do PIB.

Os resultados apresentados nesse terceiro trimestre indicam que as famílias ainda não conseguiram recuperar seu patamar de consumo. A taxa de crescimento do consumo ficou praticamente a mesma do PIB, não conseguindo repor a perda de 11,3% apurada no trimestre anterior.

Tal resultado é, de certa maneira, explicado pela alta taxa de desemprego vigente no país. Não fosse a compensação decorrente do auxílio emergencial do governo a situação teria sido muito pior.

Em relação ao resto do mundo, a alta desvalorização da moeda nacional foi suficiente para ajudar a segurar as importações que diminuiram 9,6% no trimestre. Porém ela não foi suficiente para incentivar as exportações, que registraram queda de 2,1%.

A Formação Bruta de Capital ( Investimentos) também não conseguiu repor a perda do trimestre anterior quando registrou um recuo de 16,5%. Nesse terceiro trimestre ela elevou-se em 11%, registrando queda de 5,5% no acumulado do ano.

Apesar da elevação de 11% no terceiro trimestre a taxa de investimento no país, quando comparada ao PIB, continua ainda em patamares muito baixos como destacado no gráfico 6. Gráfico 6 – Taxa de Poupança e de Investimento,3ºTrim., em relação PIB - Brasil

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Os percentuais listados no gráfico 6 se referem a terceiros trimestres desde 2000. Eles mostram que o volume de investimentos nesse trimestre em proporção do PIB (16,2%) é menor do que o destacado há 20 anos, onde em 2000 ela foi 17,4%.

Chama ainda a atenção o fato de que parte apesar dessa queda ter sofrido nesse ano um impacto da epidamia do covid-19, desde 2014 que essa taxa tem sido decrescente e que atingiu o menor percentual da série considerada, em 2017.

2.2 – PIB NO BRASIL E NO MUNDO

Levantamento feito pela Austing Rating apurou o resultado das variações do PIB em 51 países, de uma lista que agrega as maiores economia do mundo.

Nesse ranking, conforme destaca o gráfico 7, o Brasil foi o 25º país com maior taxa de crescimento com os 7,7% obtida no trimestre.

0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 T u n ís ia Fran ça Ma lás ia E s p an h a It ália T ru q e u ia R.U n id o P o rtu gal E s lov ê n ia N igé ria Mé xico Áu s tria E s lov áq u ia Bé lgi ca H u n gria Chip re Ci n gap u ra Can ad á Colômb ia U crân ia Ale man h a Is ra e l Fil ip in as Po lôn ia Bras il H o lan d a E .Unid o s Sé rv ia Su iça Letô n ia Re p .T ch e ca Cro á cia T ailâ n d ia Romê n ia Chile In d o n é s ia Jap ão Sué ci a Din ar m ca N o ru ega Bu lgária T aiwan Lo tu ân ia E s tô n ia Finlâ n d ia Au s trá lia H o n g Ko n g Chima Islân cia C. d o Su l Aráb ia …

Gráfico 7 - Taxa de crescimento do PIB - 3ºTrimestre 2020

Fonte: G Economia

Com o resultado alcançado nesse terceiro trimestre, o Brasil teve um crescimento idêntico ao da Holanda e acima de paises importantes como Estados Unidos, Suiça, Chile, Japão e China.

É tambem verdade que esses países tiveram quedas menos acentuadas no trimestre anterior, não comprimindo a base comparativa, como no caso do Brasil.

Deve-se destacar que na média desses 51 paíse a taxa de crescimento do PIB nesse terceiro trimestre compartivamente ao anterior chegou a 8,4% . Porém, no grupo do Brics ( Brasil,Rússia, Índia, China e África do Sul) a média atingiu 5,2% e na Zona do Euro 3%.

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3 ) CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de elevada a taxa de 7,7% de crescimento do PIB brasileiro no terceiro trimestre não foi capaz de recuperar a perda do trimestre anterior e menos da perda verificada no acumulado do ano. Com isso fica a expectativa de um que do PIB em proporções ainda menores do que por ora se espera.

Ainda com a crise, a expectativa da movimentação econômica estará ainda vinculada a políticas governamentais, sobretudo no auxílio emergencial. Sem ele, ou com ele num patamar contributivo mais baixo, o resultado é o de que haja um arrefecimento na demanda interna com impactos ainda maiores nas atividades econômicas do país.

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Referências

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