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Aspirante Celina Rodrigues

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Academic year: 2018

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ACADEMIA MILITAR

A COMUNICAÇÃO E AS RELAÇÕES PÚBLICAS NO POLICIAMENTO DE

PROXIMIDADE

ESTUDO DE CASO: OPERAÇÃO AZEITONA SEGURA

AUTORA: Aspirante da GNR Infantaria Celina Jesufina Albuquerque Rodrigues

ORIENTADORA: Professora Doutora Ana Maria Carapelho Romão Leston

Bandeira

COORIENTADOR: Capitão da GNR Infantaria João Filipe Vale Loureiro Nunes

de Figueiredo

Relatório Científico Final do Trabalho de Investigação Aplicada

(2)

ACADEMIA MILITAR

A COMUNICAÇÃO E AS RELAÇÕES PÚBLICAS NO POLICIAMENTO DE

PROXIMIDADE

ESTUDO DE CASO: OPERAÇÃO AZEITONA SEGURA

AUTORA: Aspirante da GNR Infantaria Celina Jesufina Albuquerque Rodrigues

ORIENTADORA: Professora Doutora Ana Maria Carapelho Romão Leston

Bandeira

COORIENTADOR: Capitão da GNR Infantaria João Filipe Vale Loureiro Nunes

de Figueiredo

Relatório Científico Final - Trabalho de Investigação Aplicada

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DEDICATÓRIA

(4)

Este trabalho não resultou exclusivamente do esforço pessoal, no sentido de uma materialização positiva, mas constitui-se como resultado final de incentivos, apoios e acompanhamentos de distinta natureza.

Portanto, não seria justo terminá-lo sem manifestar o agradecimento a todos aqueles que, de diversas formas, contribuíram para que a sua concretização fosse possível.

Agradeço à minha Orientadora, Professora Doutora Ana Romão, pela sua pautada e meticulosa orientação, dedicação, profissionalismo, disponibilidade, críticas e sugestões que me fez num domínio que conhece como ninguém.

Agradeço ao meu Coorientador, Capitão João Figueiredo em primeiro lugar por ter aceitado o meu convite, seguidamente agradeço a sua permanente disponibilidade, profissionalismo, incentivo, paciência, conselhos e apoio que, motivado pelas esclarecidas e sábias reflexões sobre o tema, muito contribuiu para a organização e construção do presente trabalho.

Aos Senhores Oficiais entrevistados, agradeço o seu contributo, a sua disponibilidade e a sua dedicação empregue nas entrevistas.

Aos entrevistados, agradeço a sua recetividade e a sua disponibilidade na realização das entrevistas.

À minha família e amigos, agradeço pelos seus ensinamentos e pelo incondicional apoio com que me brindaram ao longo da minha vida, e nesta fase tão importante.

Por fim, e não menos importante, agradeço a todos que deram o seu contributo através de conversas informais, sem as quais seria impossível a construção sustentada do trabalho.

(5)

O presente Relatório Científico Final do Trabalho de Investigação Aplicada é alusivo ao tema, “A comunicação e as Relações Públicas no Policiamento de Proximidade”, tendo como estudo de caso a Operação Azeitona Segura, implementada no Destacamento Territorial de Moura.

O objetivo geral deste trabalho é analisar e descrever as atividades de Comunicação e Relações Públicas especialmente desenvolvidas para a Operação Azeitona Segura, apurando também as sinergias resultantes da interação entre os intervenientes. No decurso deste trabalho, foram elaboradas perguntas de investigação e hipóteses com o objetivo de responder à pergunta de partida: “ Qual é a importância da Comunicação e das Relações Públicas na operação Azeitona Segura?”.

Para tal, a metodologia empregue assentou na realização de entrevistas semiestruturadas aos intervenientes na operação, quer a nível operacional (GNR, entidades e Olivicultores) quer ao nível estratégico e comunicacional (o responsável da operação e os intervenientes na divulgação, nacional e internacional). Complementarmente, praticou-se a análise de imprensa e de outros documentos.

Neste estudo, verificou-se que a comunicação é um pilar essencial no policiamento de proximidade, as relações públicas aumentam exponencialmente o sentimento de segurança dos cidadãos, valendo-se da divulgação das atividades operacionais desenvolvidas. As características deste policiamento de proximidade exigem uma estratégia e gestão da comunicação, pois em matéria de segurança, quanto maior for a aposta na publicidade e no marketing, maior será a promoção do programa e o cumprimento dos objetivos, facto verificado ao longo do trabalho.

A Operação Azeitona Segura, programa especial de policiamento de proximidade adaptado à atividade agrícola de olivicultura, atingiu na sua plenitude a prevenção da criminalidade associada ao furto de azeitona e permitiu criar uma base de dados agregadora de toda a informação relevante para atividade e partilha pelas várias entidades envolvidas na operação.

Palavras-chave: GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, COMUNICAÇÃO,

(6)

ABSTRACT

The present final scientific report of the applied research work is subdued to the theme “The Communication and the Public Relations in Community Policing”, having as a case study the Operation Safe Olive, implemented in the territorial detachment of Moura.

The main objective of this work is to analyze and describe the communication and public relations activities specially developed for the Operation Safe Olive, investigating also the resulting synergies of the participants’ interaction. Throughout this work, questions and hypothesis were elaborated with the intent of answering the starting question: “Which is the importance of communication and public relations in the operation safe olive?”

For such, the methodology employed was based on the performance of semi-structured interviews with the participants of the operation, whether in an operational level (GNR, entities and olive agricultures) but also on the strategic and communicational level (head director of the operation and all the participants in public relations, on a national and international level). Complementarily, it was performed the analysis of press and other documents.

In this study, we verified that the communication is an essential pillar in community policing, the public relations greatly increase the feeling of security of the citizens, taking advantage of the divulgation of the operational activities developed. The characteristics of this community policing require a strategy and communication management, because when dealing with security issues, the bigger the focus on publicity and marketing, the bigger will be the promotion of the program and the fulfilling of the objectives, fact verified throughout this work.

The Operation Safe Olive, a special community policing program adapted to the agricultural activity of olive growing, reached in its plenitude the prevention of criminality associated with the theft of olives and allowed the creation of a database which comprised all the relevant information of the activity and the sharing of that data through the several entities involved in the operation.

Keywords: REPUBLICAN NATIONAL GUARD, COMMUNICATION, PUBLIC

(7)

“Todas as obras por mais insignificantes que sejam, são fruto do esforço de muitos

para usufruto e prazer de alguns e apreciação de cada um…”

Marília Caldeira (2004)

"Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra -lhe

directamente no coração.”

(8)

ÍNDICE GERAL

DEDICATÓRIA ... II

AGRADECIMENTOS ... III

RESUMO ... IV

ABSTRACT ... V

ÍNDICE GERAL ... VII

ÍNDICE DE FIGURAS ... X

ÍNDICE DE GRÁFICOS ... XI

ÍNDICE DE QUADROS ... XII

ÍNDICE DE TABELAS ... XIII

LISTA DE ABREVIATURAS ... XIV

LISTA DE SIGLAS ...XV

1 CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO ... 1

1.1 NOTAPRÉVIA ... 1

1.2 ENQUADRAMENTO ... 1

1.3 JUSTIFICAÇÃODAESCOLHADOTEMA ... 2

1.4 DELIMITAÇÃODOOBJETODEESTUDO ... 3

1.5 PERGUNTADEPARTIDAEPERGUNTASDERIVADAS... 3

1.6 OBJETODEINVESTIGAÇÃO ... 3

1.7 OBJETIVOSDEINVESTIGAÇÃO ... 4

1.8 HIPÓTESESDEINVESTIGAÇÃO ... 4

1.9 METODOLOGIAADOTADA ... 4

1.10 ESTRUTURADOTRABALHO ... 5

2 CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA ... 6

2.1 COMUNICAÇÃO ... 6

2.1.1 COMUNICAÇÃO SOCIAL ... 7

2.1.2 MARKETING ... 9

2.1.3 PUBLICIDADE ... 9

2.2 RELAÇÕESPÚBLICAS ... 10

2.3 COMUNICAÇÃOERELAÇÕESPÚBLICASNAGNR ... 10

2.4 POLICIAMENTODEPROXIMIDADENAGNR ... 13

2.4.1 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DA TUTELA (MAI) .. 15

2.4.2 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DOS EX-GOVERNOS CIVIS ... 16

2.4.3 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DE OUTRAS INSTITUIÇÕES ... 17

2.4.4 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DA GNR ... 17

(9)

3.1 MÉTODODEABORDAGEM ... 20

3.2 TÉCNICASEPROCEDIMENTOS ... 21

3.3 MEIOSUTILIZADOS ... 21

3.4 ENTREVISTAS ... 21

3.5 COMPOSIÇÃOEJUSTIFICAÇÃODAAMOSTRA ... 22

4 CAPÍTULO IV: TRABALHO DE CAMPO – APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ... 24

4.1 CARATERIZAÇÃODOSENTREVISTADOS ... 24

4.2 RESULTADOSDASENTREVISTAS ... 25

4.2.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE ... 25

4.3 APRESENTAÇÃOEDISCUSSÃODAANÁLISEDEIMPRENSA ... 39

4.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DAS ENTREVISTAS E DA ANÁLISEDOCUMENTAL ... 42

4.4.1 VERIFICAÇÃO DAS PERGUNTAS DERIVADAS ... 42

4.5 CONCLUSÕESDOCAPÍTULO ... 46

5 CAPÍTULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ... 47

5.1 VERIFICAÇÃODASHIPÓTESES ... 47

5.2 REFLEXÕESFINAIS ... 49

5.3 LIMITAÇÕES ... 50

5.4 INVESTIGAÇÕESFUTURAS ... 50

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 51

APÊNDICES ... 1

APÊNDICE A – GUIÃO DE ENTREVISTA AO CHEFE DA REPARTIÇÃO DOS PROGRAMAS ESPECIAIS DA DIREÇÃO DE OPERAÇÕES DA GNR ... 2

APÊNDICE B – GUIÃO DE ENTREVISTA AO CHEFE DA DIVISÃO DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS DA GNR ... 3

APÊNDICE C – GUIÃO DE ENTREVISTA AO RESPONSÁVEL DA OPERAÇÃO AZEITONA SEGURA ... 4

APÊNDICE D – GUIÃO DE ENTREVISTA AO REPRESENTANTE DA ENTIDADE ENVOLVIDA NA OPERAÇÃO AZEITONA SEGURA ... 5

APÊNDICE E – GUIÃO DE ENTREVISTA AOS ELEMENTOS DA EQUIPA ESPECIALIZADA NA PREVENÇÃO AO FURTO DA AZEITONA ... 6

APÊNDICE F – GUIÃO DE ENTREVISTA AOS REPRESENTANTES DOS OLIVICULTORES/PRODUTORES ... 7

APÊNDICE G – GUIÃO DE ENTREVISTA AO CHEFE DE

REPARTIÇÃO DE PLANEAMENTO E

(10)

APÊNDICE H – GUIÃO PARA A APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DAS

ENTREVISTAS ... 9

ANEXOS ... 10

ANEXO A – RECORTE DE IMPRENSA DO JORNAL A PLANÍCIE ... 11

ANEXO B – RECORTE DE IMPRENSA DA RÁDIO PLANÍCIE ONLINE E A VOZ DA PLANÍCIE ... 12

ANEXO C – RECORTE DE IMPRENSA DO ALENTEJO POPULAR ... 13

ANEXO D – RECORTE DE IMPRENSA DO JORNAL ECONÓMICO ... 14

ANEXO E – RECORTE DE IMPRENSA DO EXPRESSO... 15

ANEXO F – RECORTE DE IMPRENSA DO CORREIO DA MANHÃ ... 16

ANEXO G – RECORTE DE IMPRENSA JORNAL I ... 17

ANEXO H – RECORTE DE IMPRENSA DIÁRIO DO ALENTEJO ... 18

(11)

ÍNDICE DE FIGURAS

(12)

ÍNDICE DE GRÁFICOS

(13)

ÍNDICE DE QUADROS

Quadro n.º 1: Resultados das entrevistas à questão n.º 1 ... 26

Quadro n.º 2: Resultados das entrevistas à questão n.º 2 ... 27

Quadro n.º 3: Resultados das entrevistas à questão n.º 3 ... 28

Quadro n.º 4: Resultados das entrevistas à questão n.º 4 ... 30

Quadro n.º 5: Resultados das entrevistas à questão n.º 5 ... 33

Quadro n.º 6: Resultados das entrevistas à questão n.º 6 ... 34

Quadro n.º 7: Resultados das entrevistas à questão n.º 7 ... 35

Quadro n.º 8: Resultados das entrevistas à questão n.º 8 ... 36

(14)

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela n.º 1: Caraterização da Amostra ... 22 Tabela n.º 2: Resultados da Pesquisa e Análise de Imprensa da Operação

(15)

LISTA DE ABREVIATURAS

E

et al. (et aliae) e outros (para pessoas)

e.g. (exempli gratia) por exemplo

etc. (et cetera) e outros (para coisas)

H

H Hipótese

P

PD Pergunta derivada

(16)

LISTA DE SIGLAS

A

APED Associação Portuguesa de Empresas de Diversão ACT Autoridade de Condições para o Trabalho

C CTer Comando Territorial

CTerBeja Comando Territorial de Beja CTerFaro Comando Territorial de Faro D DTTL Deloitte Touche Tohmatsu Limited DTerMoura Destacamento Territorial de Moura DTerLoulé Destacamento Territorial de Loulé

DCRP Divisão de Comunicação e Relações Públicas

DPERI Divisão de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais E

EDP Energias de Portugal

EPAL Empresa Portuguesa das Águas Livres F

FLAD Fundação luso-Americana para o Desenvolvimento G

GNR Guarda Nacional Republicana I

INA Instituto Nacional da Administração Pública M

MAI Ministério da Administração Interna N

NCS Núcleo Comércio Seguro NIS Núcleo Idosos em Segurança NES Núcleo Escola Segura

P PSP Polícia de Segurança Pública S SPE Secção de Programas Especiais SEF Serviço de Estrangeiros e Fronteiras SS Segurança Social

(17)

1

CAPÍTULO I:

INTRODUÇÃO

1.1 NOTA PRÉVIA

O presente Trabalho de Investigação Aplicada (TIA), subordinado ao tema – “A Comunicação e as Relações Públicas no Policiamento de Proximidade” e o seu estudo de caso a Operação Azeitona Segura, insere-se na conclusão do mestrado integrado em Ciências Militares, na especialidade de Segurança da Guarda Nacional Republicana (GNR), realizado na Academia Militar.

No panorama Nacional até à data não há trabalhos alusivos ao tema, algo extremamente motivante para a autora, e cientificamente pertinente para a área de conhecimento em que se inscreve, Ciências Sociocomportamentais. Esta investigação iniciou-se em 2012 com conversas prévias, entrevistas exploratórias, alcançando o período mais intensivo nas dez semanas que precederam a sua entrega.

No presente Capítulo apresenta-se o enquadramento, a justificação da escolha do tema, as perguntas de partidas e derivadas, o objeto de investigação, os objetivos de investigação, as hipóteses, a metodologia adotada e a estrutura do trabalho.

1.2 ENQUADRAMENTO

Estudos internacionais e nacionais comprovam que o Policiamento de Proximidade é uma mais-valia no âmbito do combate à criminalidade. Pois trata-se de um tipo de policiamento que através de parcerias com outras instituições e com a participação ativa dos cidadãos consegue resolver os problemas específicos da comunidade.

A recente divisa da GNR “Uma força humana, próxima e de confiança” vai

precisamente no sentido que acima se menciona. Neste âmbito, em que a atividade policial se aproxima dos cidadãos inspirando-lhes confiança, a comunicação torna-se fundamental.

(18)

Center e Broom (2001, p.33) consideram que as “Relações Públicas ajudam a estabelecer e manter linhas de comunicação mútuas, entendimento, aceitação e cooperação entre uma instituição e os seus públicos”.

Nos termos do n.º 3 do artigo 1º da Decisão do Conselho da Comunidade Europeia (atualmente denominada de União Europeia) de 28 de Maio de 2001, “ a prevenção da criminalidade abrange todas as medidas destinadas a reduzir ou a contribuir para a redução da criminalidade e dos sentimentos de insegurança dos cidadãos, tanto quantitativa como qualitativamente, quer através de medidas diretas de dissuasão de atividades criminosas, quer através de Políticas e intervenções destinadas a reduzir as potencialidades do crime e as causas”.

Neste contexto, surge a necessidade de analisar a importância da Comunicação e das Relações Públicas no Policiamento de Proximidade, mais precisamente estudar esta vertente na Operação Azeitona Segura, detentora do Prémio Boas Práticas de 2010, na categoria de Cooperação.

1.3 JUSTIFICAÇÃO DA ESCOLHA DO TEMA

O Policiamento de Proximidade é um complemento ao normal modelo de policiamento que visa aumentar o sentimento de segurança dos cidadãos, através da prevenção e repressão de um tipo de criminalidade específico.

Neste âmbito, pretende-se efetuar um estudo de caso de um programa de Policiamento de Proximidade proveniente da GNR, de modo a perceber a importância da Comunicação e das Relações Públicas na promoção e divulgação dos Programas Especiais.

A finalidade deste trabalho é analisar e descrever as atividades de Comunicação e Relações Públicas especialmente desenvolvidas para a Operação Azeitona Segura, bem como, averiguar as sinergias resultantes da interação entre as Forças e Serviços de Segurança e todas as entidades envolvidas.

(19)

Neste sentido, o presente estudo de caso vai-se circunscrever às atividades desenvolvidas pelo Destacamento Territorial de Moura, do Comando Territorial de Beja, local de criação da Operação. Compreender as caraterísticas deste programa e, em particular a estratégia comunicacional implementada, reveste interesse para a GNR sendo também muito estimulante para a autora e para o seu futuro desempenho profissional.

1.4 DELIMITAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

Devido à abrangência de assuntos que este tema pode tratar, definiu-se como objeto de estudo a Comunicação e as Relações Públicas no Policiamento de Proximidade na GNR. Assentando este trabalho num estudo de caso, a Operação Azeitona Segura desenvolvida pelo Destacamento Territorial de Moura.

1.5 PERGUNTA DE PARTIDA E PERGUNTAS DERIVADAS

A pergunta de partida (PP) deste trabalho de investigação é a seguinte:

PP: Qual é a importância da Comunicação e das Relações Públicas na Operação

Azeitona Segura?

Este trabalho materializa-se com as seguintes perguntas derivadas (PD):

PD1: Que iniciativas de aproximação/comunicação são desenvolvidas entre a GNR

(Destacamento Territorial de Moura) e as entidades envolvidas na Operação?

PD2: Que outras entidades (Forças e Serviços de Segurança) estão envolvidas neste

programa e quais são as suas atribuições/missões?

PD3: Quais são as mais-valias resultantes da cooperação estabelecida entre todas as

entidades envolvidas?

PD4: Que visibilidade/impacto tem este programa nos Órgãos de Comunicação Social

de âmbito nacional e regional?

1.6 OBJETO DE INVESTIGAÇÃO

(20)

1.7 OBJETIVOS DE INVESTIGAÇÃO

O objetivo geral deste trabalho é analisar e descrever as atividades de Comunicação e Relações Públicas especialmente desenvolvidas para a Operação Azeitona Segura, apurando também as sinergias resultantes da interação entre os intervenientes. Estabelecem-se como objetivos específicos desse trabalho:

a. Analisar as atividades de Comunicação e Relações Públicas especialmente desenvolvidas para a Operação Azeitona Segura pela DCRP;

b. Analisar as atividades de Comunicação e Relações Públicas especialmente desenvolvidas para a Operação Azeitona Segura pelo Comando Territorial de Beja;

c. Descrever a cooperação estabelecida entre a Divisão de Comunicação e Relações Públicas e o Comando Territorial de Beja;

d. Elucidar sobre alterações verificadas ao nível do patrulhamento do Destacamento Territorial de Moura; e

e. Identificar as sinergias resultantes da interação entre as Forças e Serviços de Segurança e as entidades envolvidas na Operação Azeitona Segura, de modo a servir de exemplo na implementação de projetos dessa natureza.

1.8 HIPÓTESES DE INVESTIGAÇÃO

Definidas as questões derivadas elaboram-se as hipóteses (H) abaixo referidas, que no final desta investigação serão confirmadas, ou não.

H1: A estratégia de Comunicação e as Relações Públicas desenvolvida favoreceu a

promoção e divulgação dos objetivos a atingir;

H2: As entidades envolvidas fazem uma avaliação maioritariamente positiva, quer do

programa em si, quer da experiência resultante da sua participação; e

H3: O facto de ter vencido a 8ª Edição do Prémio Boas Práticas no Sector Público, na

categoria Prémio Cooperação, em 2010, permite concluir que a Operação Azeitona Segura ganhou visibilidade a nível nacional.

1.9 METODOLOGIA ADOTADA

(21)

A metodologia de investigação científica deste trabalho assenta na pesquisa bibliográfica e na análise documental de livros, legislação, trabalhos realizados relativos ao tema; na análise documental e audiovisual de imprensa sobre a Operação Azeitona Segura e na análise e interpretação dos resultados obtidos no trabalho de campo, o qual serviu para recolher o valioso testemunho das entidades envolvidas na operação em estudo, desde o início da sua implementação (2005/2006), até à campanha de 2012/1013. Assim, além de conversas informais e entrevistas exploratórias realizadas numa fase inicial da pesquisa, posteriormente e já com objetivos mais definidos, aplicaram-se entrevistas semiformais aos intervenientes, da GNR, dos representantes dos olivicultores, e representantes de outras entidades. Quanto às entrevistas realizadas aos representantes da GNR, enquanto entidade mentora do programa e atendendo aos objetivos do TIA, procurou-se captar informação ao nível tático, operacional, estratégico e comunicacional.

Realizadas as entrevistas, as mesmas foram transcritas e submetidas à análise de conteúdo, seguindo a metodologia de Guerra (2012). Este relatório final do trabalho de investigação aplicada é redigido segundo o novo acordo ortográfico, no entanto as citações diretas mantêm a grafia do texto original. Foram consultados diversos documentos internos da GNR, no entanto, por serem de classificação reservado, optou-se por não fazer referência direta aos mesmos.

1.10 ESTRUTURA DO TRABALHO

Quanto à estrutura, o trabalho é composto por uma componente teórica e uma prática, encontra-se dividido essencialmente em cinco capítulos. O presente capítulo é dedicado ao Enquadramento do Trabalho de Investigação. O segundo capítulo é dedicado à Revisão de Literatura. No terceiro capítulo sistematiza-se a metodologia seguida no trabalho de campo. O quarto capítulo apresenta os resultados da pesquisa empírica. Finalmente, no quinto e último capítulo procede-se às conclusões e reflexões finais do trabalho. A estrutura encontra-se definida de acordo com as normas de redação de trabalhos da NEP 520/DE da Academia Militar, por Sarmento (2008) e pelas Normas da American Psychological Association (APA).

Figura n.º1 – Estrutura do trabalho Capítulo I:

Introdução

Capítulo II:

Revisão da Literatura

Capítulo III: Trabalho

de Campo - Medologia e Procedimentos

Capítulo IV: Trabalho de

Campo - Apresentação, Análise e Discussão dos

Resultados

Capítulo V:

(22)

2

CAPÍTULO II:

REVISÃO DA LITERATURA

Este capítulo é dedicado ao levantado e apreciação crítica da literatura no que concerne à comunicação, relações públicas, policiamento de proximidade e a correlação destes assuntos na GNR. Analisaremos determinados conceitos teóricos subordinados ao tema, segundo alguns autores e no final apresentaremos breves conclusões.

2.1 COMUNICAÇÃO

O conceito de comunicação é muito abrangente, dificultando deste modo a sua definição. Etimologicamente derivada do latim “communicatione”, comunicação significa

ação de participar, ato ou efeito de comunicar, ou capacidade de entendimento entre as pessoas.

Segundo Souza, Fantini, Dallagnoli e Monesco (2009, p.3) a “comunicação deveria ocupar um lugar central numa teoria completa de organização, porque a estrutura, extensão e alcance das organizações são quase que inteiramente determinados pelas técnicas de comunicação.”

Para Alves (2005, p.165), “a comunicação não é mais um assunto de homem a homem, mas entre agentes de comunicação humana, grupos ou indivíduos, através de dispositivos mais ou menos complexos.”

De acordo com Chiavenato (2001, p.165), “ a Comunicação é a troca de informações entre indivíduos. Significa tornar comum uma mensagem ou informação. Constitui um dos processos fundamentais da experiência humana e da organização social.”

O desenvolvimento tecnológico proporcionou a construção de uma sociedade de informação, consequentemente de uma sociedade de comunicação. A Comunicação é o intercâmbio de conhecimentos que faculta a interação entre os seres humanos, num universo onde ela é a ferramenta essencial das relações humanas.

(23)

2.1.1 COMUNICAÇÃO SOCIAL

Para Leão, I., Rei, J., Silva, M., Pinto, Ricardo e Szymaniak, W. (2000, p.54), o conceito de comunicação social refere-se a “um conjunto de meios de difusão de informações de carácter jornalísticos (escritos, audiovisuais e multimédia) que operam no interior de uma sociedade.”

Sousa (2006, p.54) refere que a “comunicação social ou comunicação de massas (mass communication) é a comunicação efectuada a grande escala, de forma impessoal, para uso e benefício de um grande, anónimo e heterogéneo número de receptores em simultâneo, que fisicamente podem estar bastante separados, sendo, habitualmente, diminutas as possibilidades de interação e feedback do receptor com o emissor.”

Comunicar é uma atividade indispensável para a humanidade, proporciona a troca de informação entre indivíduos, independentemente das condições sociais, culturais e económicas, ainda que estas também influenciem os recursos e os contextos em que a comunicação ocorre.

O desenvolvimento tecnológico proporcionou à humanidade a possibilidade de comunicar através dos diversos meios de comunicação, num espaço temporal mais curto, independentemente da distância. Os cidadãos adquirem conhecimento da realidade social vivencial através dos meios de comunicação.

Os programas especiais de policiamento de proximidade, normalmente são publicados no jornal, na televisão, na rádio e a internet (sites institucionais e páginas das redes sociais integrantes pelas entidades envolvidas), logo pode-se afirmar que são os meios de comunicação mais usados na divulgação das atividades operacionais no âmbito deste modelo de policiamento.

2.1.1.1 Imprensa Escrita

A imprensa escrita é a denominação para os meios de comunicação que tratam a informação e mediatizam os conteúdos através de jornais ou revistas. “ O jornal tornou-se no século XIX, o ponto de partida para o sistema de comunicação de massas” (Leão, I et al. 2000, p.137).

(24)

conceito de periodicidade, uma vez que permitem atualizações frequentes. Por outro lado, os jornais e a imprensa escrita em geral, sofrem forte concorrência de outros media.

2.1.1.2 Televisão

Segundo Leão, I. e tal (2000, p.232), “as emissões regulares de televisão generaliza--se a partir de finais da década de 40, mas apenas na década de 60 a televisão passou a ter influência directa na forma como as pessoas se informam acerca da realidade. Desde então, é considerada o meio de comunicação social mais influente.”

Por ser um meio de comunicação que transmite som e imagens simultaneamente, proporciona à sua audiência a visualização do conteúdo que transmite (informações, entretenimento, etc.), provocando um maior impacto no espectador.

2.1.1.3 Rádio

De acordo com Leão, I. et. al (2000, p.202), a “rádio desempenhou um papel importante durante o período da segunda Guerra Mundial, como veículo privilegiado de informação. É o meio de comunicação que se generalizou no início do século XX, através de emissões regulares que passaram a ser escutadas por audiências, ao ponto de se considerar que constitui a primeira forma de comunicação de massas.”

Atualmente, a rádio têm um papel fundamental no mediatismo, enquanto meio de comunicação, porque possui caraterísticas impares de transmissão de informação e entretenimento em direto.

2.1.1.4 Internet

Leão, I. et al (2000, p.133), definem a internet como sendo a rede mundial de computadores para transmissão de dados.

(25)

Pode-se dizer que a internet é um meio de comunicação que carece de poucos custos, permite um acesso rápido a diversas temáticas e possibilita uma maior interação social, através das redes sociais.

Além dos usos individuais, também as instituições passaram a ter presenças obrigatórias na internet. E, atualmente, também as Forças de Segurança promovem a segurança através dos sítios institucionais e nas redes sociais. Utilizam as redes sociais para divulgarem as atividades operacionais que estão a decorrer, como também aconselham os cidadãos nas mais diversas matérias da sua competência.

2.1.2 MARKETING

Para Kotler (1980, p.31), o “marketing é a atividade humana dirigida para a satisfação das necessidades e desejos, através dos processos de troca.”

Já Lambin (2000, p.4) entende o conceito marketing como “um conjunto de meios de venda particularmente agressivos, utilizados para conquistar mercados existentes.”

Segundo o mesmo autor (2000, p.267), “os cinco meios de comunicação em

marketing (comunicação mix) são a publicidade-media, a força de venda, a promoção das vendas, as relações públicas e o marketing directo.”

Destes meios, apenas três podem ter relevância para a GNR, pelo que nos limitamos a caracterizar apenas essas modalidades. Assim a publicidade-media é uma comunicação de massa, paga, unilateral, emanada de alguém que anuncia, apresenta como tal e concebida para apoiar, direta ou indiretamente, as atividades da empresa.” O marketing

directo é uma variante que estabelece um vínculo mais próximo ou mesmo individualizado, com o seu público-alvo. Por fim, as relações públicas no marketing “têm

por objetivo estabelecer, através de um esforço de deliberado, planificado e apoiado, um clima psicológico de compreensão e de confiança mútuas entre uma organização e os seus diversos públicos. Não se trata tanto de vender, mas de obter um apoio moral que facilite a continuação da atividade.” (Lambin, 2000, p.267))

2.1.3 PUBLICIDADE

(26)

Lozano (2001, p.176), reforça essa ideia ao mencionar que “a publicidade é o meio mais eficaz de persuasão social que existe (…).”

A publicidade é a técnica de divulgação de informação, revelando-se como uma imprescindível ferramenta do marketing, pois permite alcançar os objetivos estipulados num curto espaço temporal.

A finalidade da publicidade não é vender, mas sim dar a conhecer determinado serviço ou produto ao seu público-alvo. Pois é o ato de comunicar um produto ou ideia, no caso das Forças e Serviços de Segurança, o “produto” é a segurança e o público-alvo são os cidadãos.

2.2 RELAÇÕES PÚBLICAS

Herbert Lloyd e Peter Lloyd (1995, p.37), definem as “relações públicas como o esforço deliberado, planeado e contínuo para estabelecer e manter o entendimento mútuo entre uma organização e o seu público.”

Explanando Lozano (2001, p.62 e p.173), as “relações públicas são a arte de aglutinar e orquestrar todos os meios de comunicação e investigação social, em favor de determinados fins. As relações públicas são ou significam, em síntese, a institucionalização do diálogo e da compressão social.”

Para Vieira (2008), “as relações públicas têm a tarefa de gerir a comunicação entre a instituição e os seus públicos, tanto interno como externo, para construir, administrar e melhorar a sua imagem ou manter um perfil positivo.”

Segundo Leão, I. e tal (2000, p.207), “relações públicas é o esforço planificado, coeso e contínuo para criar e manter um clima favorável entre organização e os seus públicos.”

Pode-se dizer que as relações públicas valem-se da comunicação para poderem atingir os seus objetivos. No caso das Forças de Segurança dão a conhecer as atividades operacionais em curso e as que existem, de forma a elevar o sentimento de segurança de cada cidadão e levá-lo a colaborar, pois a segurança é uma responsabilidade de todos.

2.3 COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS NA GNR

(27)

Segundo Alves (2008, p.268), “A GNR é uma unidade social dominante, (…). Constitui um grande grupo social em que predominam a cooperação, coordenação formal, a identificação de metas a atingir, a forte estrutura hierárquica e fronteiras de acção marcadas pelas respectivas jurisdições.”

A Força de Segurança de natureza militar, tendo por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos e colaborar na execução da política de defesa nacional, nos termos da constituição e da lei, é uma peça indispensável para fazer frente aos novos tipos de criminalidade e desafios, que se tem vivenciado ao longo dos tempos, cuja capacidade de resposta cabe aos forças de segurança. Normalmente, a Guarda executa essencialmente as típicas missões policiais, mas não só, porque decorre da sua missão, a atribuição de missões militares no âmbito da defesa nacional, em cooperação com as Forças Armadas e é aqui que reside a grande diferença para com as Polícias.

Devido à sua natureza, organização e à formação dos militares, em situações de estado de emergência ou de sítio, a GNR é a força mais indicada para atuar em situações problemáticas e de transição entre as Polícias e as Forças Armadas.

Já em caso de guerra, pela sua natureza militar e pelo dispositivo de quadrícula, que ocupa todo o território nacional, pode, isoladamente ou em complemento, desempenhar um leque muito alargado de missões das Forças Armadas.

Pereira (2006), refere que a “GNR em tempo de paz, depende do Ministério da Administração Interna, relativamente a recrutamento, administração e execução do serviço resultante da sua missão geral, e do Ministério da Defesa Nacional no que respeita a todo o processo de uniformização e normalização da doutrina militar, do armamento e do equipamento. Em situação de guerra ou crise, as Forças da Guarda Nacional Republicana passarão a estar subordinadas ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, quando nos termos da Lei estas forem colocadas na sua dependência para efeitos operacionais.”

A Divisão de Comunicação e Relações Públicas (DCRP) é uma unidade orgânica flexível da GNR, sediada no Comando-Geral e depende diretamente do Comandante-geral. No âmbito do n.º2 do artigo 26º da Lei n.º63/2007, de 6 de novembro, compete à DCRP:

(28)

b. Coordenar a aplicação das regras e normas de protocolo nas cerimónias oficiais da Guarda;

c. Planear, coordenar e executar as actividades de informação pública; d. Planear, coordenar e realizar as actividades de comunicação interna;

e. Desempenhar a função de porta -voz oficial e coordenar e executar a ligação do Comando da Guarda com a Comunicação Social;

f. Coordenar o relacionamento dos diversos Comandos da Guarda com a Comunicação Social;

g. Recolher, processar, e analisar os elementos de informação divulgados pela Comunicação Social respeitantes à actividade da Guarda;

h. Coordenar e executar a gestão e a actualização do portal da Guarda das novas ferramentas de comunicação associadas à internet; e

i. Garantir, em articulação com a Divisão de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais (DPERI), a ligação protocolar, e de representação da Guarda, a entidades estrangeiras.

A DCRP é a fonte oficial dos órgãos de comunicação social. Neste contexto dá visibilidade, apoia e difunde todas as atividades concretizadas pela GNR no âmbito dos programas especiais de policiamento de proximidade.

Em todos os Comandos Territoriais, existe um Oficial responsável pelas Relações Públicas, que em coordenação com o seu comando filtra as informações para a DCRP. Este Oficial desempenha a função de Porta-voz oficial do seu Comando Territorial, como também coordena e divulga aos órgãos de comunicação social local as diversas atividades desempenhadas pelo seu Comando.

A DPERI é uma unidade orgânica flexível da GNR, sediada no Comando-Geral e depende diretamente do Comandante-geral, tal como a DCRP.

No âmbito do n.º2 do artigo 26º da Lei n.º63/2007, de 6 de novembro, em relação a comunicação e relações públicas, compete à DPERI:

a. Coordenar os projectos transversais a mais do que um órgão ou serviço; b. Promover a qualidade e as boas práticas no seio da Guarda;

(29)

d. Assessorar o comandante-geral no âmbito das relações internacionais coordenando especificamente as actividades que decorrem do envolvimento directo do comando da Guarda nas organizações internacionais;

e. Constituir-se como ponto de contacto para o relacionamento com entidades e organismos estrangeiros, promovendo o encaminhamento dos assuntos para os órgãos e serviços respectivos e monitorizando o seu accionamento;

f. Apoiar tecnicamente o comando, na área de tradução e da interpretação de línguas estrangeiras;

g. Assegurar a coordenação geral dos assuntos relativos à participação da Guarda em programas e acções de cooperação policial internacional e em missões no estrangeiro, bem como a ligação às entidades externas.

2.4 POLICIAMENTO DE PROXIMIDADE NA GNR

Nas últimas décadas a sociedade desenvolveu-se exponencialmente, a GNR adaptou-se e restruturou-se, mantendo a sua identidade própria e cumprindo a sua polivalência de missões, dando respostas às exigências do país.

Oliveira (2006, p.308 e p.127), diz que “ um dos paradigmas da nova governança da segurança é o paradigma da proximidade. A polícia orientada para a resolução de problemas pretende identificar e diagnosticar os problemas e desenvolver soluções duráveis com vista a resolver definitivamente esses problemas.”

Alves (2010, p.95 e p.187), defende que “o maior esforço da segurança deve ser empenhado nas acções com caráter preventivo. A polícia deve reforçar o processo de controlo social informal da comunidade, consumindo tempo a escutar e a compreender os habitantes, interessando-se pelas pequenas desordens e intervindo para fazer cessar em vez de considerar tais intervenções como profissionalmente menores.”

Segundo Moleirinho (2009, p.24), “o conceito de Policiamento de Proximidade tem na sua génese a gestão partilhada da questão de segurança. A instituição policial, apesar de ser um “parceiro”, actua conjuntamente com os outros parceiros da sociedade civil, autarquias locais, a educação e os movimentos cívicos, formando uma estrutura em rede de vasos comunicantes e convergentes para a resolução de um problema emergente.”

(30)

De facto a interação entre a GNR e os cidadãos deve ser entendida como um processo de aquisição, de influência, de intercâmbio e de partilha de informações, tendo em vista a colaboração mútua entre a GNR e a comunidade.

Na perspetiva de uniformizar os conteúdos e procedimentos no âmbito da intervenção dos militares no policiamento de proximidade e de normalizar o processo de aquisição de conhecimentos por parte dos militares dos Núcleos de Programas Especiais (NPE), a Direção de Formação de Comando e Doutrina de Formação promoveu a formação dos militares que exercem funções nos Programas Especiais de Polícia e Responsabilidade Social, aprovada por despacho do TGCG em 03NOV2010.

A primeira ação foi realizada no dia 14 de maio de 2012 na Escola da GNR e a segunda ação de formação foi realizada no Centro de Formação da Figueira da Foz no dia 18 de maio de 2012, algo imprescindível para a formação e qualificação dos militares das secções de programas especiais. Cumprindo-se deste modo a alínea b) do ponto 7 das normas de empenhamento n.º3.58 de 06ABR11 (Regulamentação dos Programas Especiais de Policiamento de Proximidade da GNR).

No território nacional, a GNR como Força de Segurança tem um conhecimento singular da realidade nacional, pois dispõe de uma malha territorial muito dispersa. Algo relevante no âmbito dos Programas Especiais, pois confere-lhe condições impares na sua operacionalização, mais precisamente, junto da população mais vulnerável (crianças, mulheres e idosos).

A GNR dispõe de meios humanos e materiais que, com carácter de exclusividade, se dedicam de forma muito ciosa ao cumprimento das suas atribuições, “ designadamente as suas 81 Secções de Programas Especiais (SPE), orgânicas dos Destacamentos Territoriais, as quais são constituídas pelos Núcleos Escola Segura (NES), Idosos em Segurança (NIS) e Comércio Seguro (NCS). Esta estrutura organizacional comporta, em primeira linha, um efetivo de 311 militares que dispõem, para cumprir as suas atribuições, de 178 viaturas ligeiras e 38 motos.”1

A Guarda desenvolve diversas ações de prevenção da criminalidade, através de todo o trabalho desempenhado no policiamento de proximidade. Nomeadamente, partindo da sua presença uniformizada nos locais críticos e na execução de ações de sensibilização.

1

(31)

Dentro das forças de segurança e em execução encontram-se em curso diversos programas especiais de policiamento de proximidade, das quais referiremos a seguir apenas aqueles em que os militares da GNR atuam.

2.4.1 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DA TUTELA (MAI)2

O programa “Escola Segura” é de âmbito nacional e encontra-se direcionado para a segurança de toda a comunidade escolar. Através da vigilância das escolas em áreas envolventes, do policiamento dos percursos habituais de acesso aos estabelecimentos escolares e ao desenvolvimento de ações de sensibilização junto dos alunos para as questões de segurança, os militares da GNR abordam diversas temáticas, como a prevenção rodoviária, segurança na rua, prevenção do consumo de estupefacientes, educação ambiental, prevenção da delinquência, maus tratos, bullying e ciberbulling.

Considerando a importância social e ao exponencial aumento da população idosa, que muitas vezes vive em locais isolados, sendo um alvo fácil de atividades criminosas, a GNR reforçou o policiamento dos locais públicos mais frequentados por idosos, criou uma rede de contactos diretos e imediatos entre idosos e a GNR, colabora com outras entidades que prestam apoio à 3ª idade, realiza ações de sensibilização e realiza o recenseamento dos idosos que vivem sozinhos ou isolados “ Operação Censos Sénior”. Garantindo desta forma o programa “Apoio 65 –Idosos em Segurança”, que tem como objetivos a garantia das condições de segurança e tranquilidade das pessoas idosas, a prevenção de situações de risco, assim como a divulgação do trabalho das Forças de Segurança junto desta população. Este programa é de âmbito nacional e as ações de sensibilização decorrem em permanência durante todo o ano.

O programa “Comércio Seguro” resulta de um protocolo entre o MAI e a Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED). Este programa é diário e permanentemente disponível, tendo por objetivo incrementar condições acrescidas de proteção e segurança aos comerciantes. O desenvolvimento deste programa tem vindo a permitir, em estreita colaboração com as forças de segurança, a promoção de ações de sensibilização e a adoção das medidas que melhor respondam às necessidades e condições específicas das diferentes comunidades locais, aos níveis tanto da prevenção dos ilícitos

2

(32)

criminais de que são vítimas os cidadãos que circulam nas áreas comerciais, como relativamente a furtos e assaltos a estabelecimentos.

O programa “Transporte Seguro de Tabaco” consiste do desenvolvimento de um folheto informativo com conselhos de segurança destinados ao sector do armazenamento e transporte de tabaco e de sessões formativas a ministrar por elementos da GNR. Este programa recebeu contributos dos mais diversos intervenientes: do Ministério da Administração Interna através do Secretário de Estado Adjunto, do Gabinete Coordenador de Segurança, atual Sistema de Segurança Interna da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública e da Associação Nacional dos Grossistas de Tabaco.

O programa “Verão Seguro –Chave Direta ” foi criado na perspetiva de assegurar de forma direcionada e eficaz, a segurança das residências dos cidadãos que aderem durante o período de 01de julho a 15 de Setembro ao Programa.

Na GNR, as centrais de alarme materializam-se nas salas de situação dos 18 Comandos Territoriais do Continente, encontram-se associados a um sistema inovador de dissuasão, prevenção e combate à criminalidade nos programas Táxi Seguro, Abastecimento Seguro, e Farmácia Segura. Permitindo ativar um alarme diretamente na central de alarmes gerida pelas Forças de Segurança.

O programa “ Campo Seguro” é o resultado de um projeto-piloto do Comando Territorial de Santarém com o ex-governo civil de Santarém, com os agricultores e com a EDP- (protocolo de segurança rural - Ribatejo Seguro). Atualmente é o produto de um protocolo assinado entre o MAI, a EDP distribuição, EDP Renováveis, PT Comunicações, Rede Ferroviária Nacional (REFER) e Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL). Neste programa cabe às Forças de Segurança manter nas Salas de Situação os meios de comunicação necessário para desencadear as ações adequadas com vista a proteger, socorrer e auxiliar os cidadãos, como também defender e preservar os bens que se encontrem em situação de risco, após comunicação os proprietários lesados.

2.4.2 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DOS EX-GOVERNOS CIVIS3

Os Contratos Locais de Segurança são instrumentos que reforçam a segurança e a confiança dos cidadãos, por serem um reforço ao policiamento de proximidade resultante

3

(33)

de protocolos entre os municípios, o MAI e com os Governos Civis (foram extinguidos e as suas competências foram transferidas para outras entidades da Administração Pública).

O principal objetivo é reforçar a segurança nos locais críticos, onde a presença permanente das Forças de Segurança é impossível. Assim, para além dos programas especiais de policiamento de proximidade e da articulação entre as Forças de Segurança e as Comunidades, os cidadãos podem contar com mais esse reforço de segurança.

2.4.3 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DE OUTRAS

INSTITUIÇÕES4

Os Programas “SOS Azulejo” e Igreja Segura – Igreja Aberta fazem parte de um protocolo com a escola da Polícia Judiciária e têm por objetivos, criar as condições de segurança e de conservação necessárias à salvaguarda sistemática e efetiva do património histórico e artístico da Igreja, informar e sensibilizar os responsáveis, criar modelo de Boas Práticas de Segurança, evitando a prática de furtos.

2.4.4 PROGRAMAS ESPECIAIS DE INICIATIVA DA GNR

O Programa “Apoio ao Turista- Tourist Support Patrol” visa garantir a segurança de pessoas e bens nos locais de maior concentração de pessoas e visibilidade, através de equipas especializadas e formadas que devido às características de equipas mistas (auto, ciclo, moto e apeado) podem atuar praticamente em todos os locais e com uma versatilidade assinalável. Assim proporciona-se o necessário sentimento de segurança e proximidade, em demonstração plena de uma Guarda moderna, colaborante e pró-ativa.

O “Projeto Residência Segura” iniciativa do Destacamento Territorial de Loulé, do Comando Territorial de Faro, é uma resposta ao um aumento do sentimento de insegurança, provocado pela ocorrência de vários roubos com violência a residências, localizadas em zona de difícil acesso no concelho de Loulé, no final de 2009. O projeto direciona meios humanos e materiais em regime de exclusividade, da Secção de Programas Especiais do DTerLoulé, do CTerFaro, com o objetivo de prevenir a criminalidade contra as comunidades, maioritariamente estrangeira, residentes em locais isolados. O projeto Residência Segura foi representante nacional na Conferência de Boas Práticas, do Prémio Europeu de Prevenção da Criminalidade que se realizou no ano de 2010 em Bruxelas, Bélgica.

4

(34)

O “Projeto de Investigação e Apoio a Vitimas Especificas” da responsabilidade da Direção de Investigação Criminal, realiza ações de contato direto, informação, acompanhamento, proteção e de interação com a rede de apoio à vítima. Este projeto foi representante nacional ao “Prémio Europeu de Prevenção da Criminalidade” no ano de 2006.

O Projeto “Gerações de Mãos Dadas” permite a participação social e o envolvimento da comunidade mais nova com os seniores, fomentando a comunicação, interação, partilha de conhecimentos e experiências e a solidariedade entre as crianças e os idosos sob o lema “Ninguém é tão novo que não possa ensinar e ninguém é tão velho que não possa aprender”. O Projeto “Gerações de Mãos Dadas” apesar de ter nascido no Alentejo foi replicado por todo o dispositivo territorial, para assinalar o “Dia Internacional do Idoso”, o reconhecimento público e ao mais alto nível, da sociedade civil pelo trabalho que a GNR tem desenvolvido no âmbito do apoio e proteção aos idosos e é fruto do empenho e do profissionalismo de todos os militares que de norte a sul do país se dedicam na execução das várias atividades desenvolvidas pela GNR, no âmbito do policiamento de proximidade. O projeto ficou em décimo lugar no Prémio Manuel Mota

A Operação Azeitona Segura é um projeto de policiamento de proximidade, do Destacamento Territorial de Moura, da Guarda Nacional Republicana, adaptado à atividade agrícola de olivicultura, com o objetivo inicial de prevenir a criminalidade associada ao furto de azeitona, através de ações dinâmicas de policiamento e articulação com várias entidades tais como, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Segurança Social (SS), a Divisão de Inspeção Tributária da Direção das Finanças, a Autoridade de Condições para o Trabalho (ACT), a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e os olivicultores não associados. A operação possibilitou que o objetivo inicial da eliminação do furto de azeitona fosse atingido na plenitude e permitiu também a criação de uma base de dados agregadora de toda a informação relevante para a atividade e partilhada pelas várias entidades envolvidas.

(35)

2.5 CONCLUSÕES DO CAPÍTULO

Neste capítulo analisou-se os pontos essenciais do tema sobre os quais a investigação recaiu.

Verificou-se que a comunicação é um pilar muito importante nas instituições, tanto a nível interno como externo, e as relações públicas como uma técnica de comunicação dá a conhecer os objetivos das organizações ao seu público-alvo, no caso das Forças e Serviços de Segurança, aos cidadãos. No policiamento de proximidade, a comunicação e as relações públicas permitem o desenvolvimento de uma relação de proximidade, de confiança e a criação de laços de maior interação entre os cidadãos e as Forças de Segurança.

A segurança é uma responsabilidade de todos, o policiamento de proximidade baseia-se num policiamento preventivo, de confiança mútua, de recolha de informação, de sensibilização e de dissuasão, levando as pessoas a cooperarem com as Forças de Segurança.

Na GNR, existem meios humanos e materiais particularmente direcionados para os programas especiais de policiamento de proximidade, estes deveriam ser reforçados pela utilização de técnicas e meios de comunicação, porque permitem transmitir as atividades operacionais de uma forma clara, eficaz e precisa, a um maior número de indivíduos num menor espaço temporal.

Para além do reconhecimento exterior das boas práticas desenvolvidas no âmbito do policiamento de proximidade, o reconhecimento da sociedade, em relação ao trabalho desenvolvido pelos militares da GNR em prol da Segurança, é sem dúvida os maiores louvores que a GNR recebe.

(36)

3

CAPÍTULO III:

TRABALHO DE CAMPO

METODOLOGIA E

PROCEDIMENTOS

O presente trabalho de investigação aplicada, tem como objetivo dar resposta à pergunta de partida e às perguntas derivadas, descritas no ponto 1.5 do Capítulo I, destinado a Introdução. Desta forma, apresenta-se neste capítulo, os métodos de abordagem ao problema e a respetiva justificação; as técnicas, procedimentos e meios utilizados; os locais e datas das pesquisas e recolha de dados; a amostragem, mais precisamente a sua composição e justificação; a descrição dos procedimentos de análise e recolha de dados; a descrição dos materiais e instrumentos utilizados; e quais os programas informáticos utilizados no processamento de dados.

3.1 MÉTODO DE ABORDAGEM

O ponto de partida da investigação foram conversas informais, entrevistas exploratórias e análise de documentos escritos relativamente ao tema. Sendo a informação bibliográfica escassa, foi necessário analisar os documentos existentes até ao momento e foi essencial o contributo providenciado por todos os intervenientes nessa investigação. O método de recolha de informação, além das já referidas conversas informais e entrevistas exploratórias, abrangeu entrevistas semiestruturadas realizadas às entidades envolvidas no Programa Azeitona Segura, análise de imprensa e de documentos relativos às Operações realizadas até a data.

Posteriormente, no tratamento das entrevistas, na sua análise e discussão de resultados seguiram-se as recomendações metodológicas de Guerra (2012). Mais precisamente, recorrendo à análise descritiva, e à análise temática, para posterior interpretação. A análise

temática ou análise de conteúdo tradicional consiste na interpretação dos dados

(37)

3.2 TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS

Neste trabalho as técnicas e os procedimentos utilizados foram os seguintes:

a. Obtenção de dados primários, numa primeira fase através de entrevistas exploratórias e conversas informais, que contribuíram para a elaboração dos guiões das entrevistas semiformais e para a escolha dos entrevistados; b. Aquisição de dados secundários, análise de todos os documentos referentes

à Operação Azeitona Segura, em suma todo o histórico da Operação desde da sua implementação até a data, no Destacamento Territorial de Moura; e c. Recolha e análise de imprensa referente a essa Operação, de modo a

averiguar o relevo dos Órgãos de Comunicação Social nesta Operação, no Destacamento Territorial de Moura e na Divisão de Comunicação e Relações Públicas.

Por fim, procedeu-se à análise qualitativa de todos os materiais recolhidos, dando especial enfoque às entrevistas semiformais, tratadas e analisadas conforme os procedimentos da análise de conteúdo.

3.3 MEIOS UTILIZADOS

Para a realização das entrevistas foi utilizado um gravador de voz de marca

Olympus, Digital Voice Recorder VN-7700.

A transcrição das entrevistas foi realizada através do programa Microsoft Office Word 2010 e a análise de dados foi realizado através do programa Microsoft Office Excel 2010.

3.4 ENTREVISTAS

Inicialmente, nas conversas informais (oito), entre fevereiro a maio de 2012, e nas entrevistas exploratórias (duas), em agosto de 2012, a intenção da autora era obtenção de material documental para análise, assim como direcionar a sua investigação de forma a cumprir a delimitação do objeto de investigação.

(38)

quadro de hipóteses e tendo por base as conversas informais e entrevistas exploratórias. Ao todo, realizaram-se 20 entrevistas distribuídas entre o Distrito de Lisboa (4), o Distrito de Beja (6) e no Concelho de Moura (10). Todas as entrevistas foram presenciais, exceto três em que houve necessidade de recorrer ao correio eletrónico.

3.5 COMPOSIÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DA AMOSTRA

Este trabalho de investigação requereu uma seleção cuidadosa de entrevistados, de modo a abranger os diversos contributos e diferentes perspetivas para melhor compreensão do objeto de estudo.

Foram escolhidos os entrevistados, apresentados na tabela que se segue (tabela n.º1), por se encontrarem diretamente ligados à Operação Azeitona Segura, desde a sua implementação até a data. Todos desempenharam funções específicas e contribuíram positivamente para o sucesso da Operação.

A transcrição das entrevistas foi feita, como já se referiu, mas devido à sua extensão não estão presentes no trabalho, porque excederiam a limitação do número de páginas.

Entretanto, encontram-se excertos das entrevistas nos quadros resultantes da análise descritiva e da sinopse das entrevistas na apresentação, análise e discussão dos resultados, Capítulo IV.

Tabela n.º 1: Caraterização da Amostra

Identificação no

TIA Posto Função

Entrevistado 1 Capitão

Responsável/Mentor da Operação Azeitona Segura, Comandante do Destacamento Territorial de Moura de 2004 a 2012

Entrevistado 2 Coronel

Chefe da Divisão de Comunicação e Relações Públicas e Porta-Voz da GNR até 2012

Entrevistado 3 Major

Chefe da Divisão de Comunicação e Relações Públicas e Porta-Voz da GNR

Entrevistado 4 Major

Chefe da Repartição de Programas Especiais da Direção de operações da GNR até 2012

Entrevistado 5 Major

Chefe da Repartição de Programas Especiais da Direção de operações da GNR

Entrevistado 6 Capitão

Chefe de Repartição de Planeamento e Monitorização da Divisão de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais

(39)

Tabela n.º 1: Caraterização da Amostra (continuação)

Identificação no

TIA Posto Função

Entrevistado 9 Cabo Elemento da Equipa Especializada na Prevenção ao Furto da Azeitona

Entrevistado 10

Major-General na

Reforma Ex-Governador Civil do Distrito de Beja e Olivicultor Entrevistado 11 Produtor Olivicultor

Entrevistado 12 Produtor Olivicultor

Entrevistado 13 Produtor Presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e Olivicultor Entrevistado 14 Produtor Membro da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e Olivicultor Entrevistado 15 Produtor Membro da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e Olivicultor Entrevistado 16 Subcomissário Comandante da Polícia de Segurança Pública do Concelho de Moura

Entrevistado 17

Representante

Institucional Chefe da Delegação de Beja dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras

Entrevistado 18

Representante Institucional

Chefe do Núcleo de Fiscalização de Beneficiários e Contribuintes do Instituto de Segurança Social de Beja

Entrevistado 19

Representante Institucional

Dirigente Responsável pela Delegação da Unidade Local do Litoral e Baixo Alentejo da Autoridade para as Condições de Trabalho

Entrevistado 20

Representante Institucional

Membro da Divisão de Inspeção Tributária da Direção das Finanças do distrito de Beja

(40)

4

CAPÍTULO IV:

TRABALHO DE CAMPO

APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo apresentam-se os resultados da análise de imprensa e documental assim como os resultados obtidos pelas entrevistas realizadas, a que se seguirá a análise e discussão.

Tais elementos permitirão tirar ilações quanto às hipóteses colocadas, bem como sustentarão a resposta às perguntas formuladas.

4.1 CARATERIZAÇÃO DOS ENTREVISTADOS

Como se referiu, a determinação da amostra teve por objetivo a inclusão de representantes das várias entidades com relevo para a implementação/concretização do programa, procurando-se assim captar as diversas perspetivas, bem como o tipo de participação. Assim, seguindo a ordem apresentada na tabela n.º 1, esclarecem-se as razões de escolha dos entrevistados:

O Entrevistado 1 foi escolhido por ser o mentor da Operação azeitona Segura, logo seria dúbio concretizar este estudo de caso sem a sua ímpar colaboração.

A Divisão de Comunicação e Relações Públicas é o vínculo de comunicação e relações da GNR, tanto ao nível interno como externo. Entidade relevante na aquisição documental da análise de imprensa e testemunhal de factos importantíssimos para o desenvolvimento do trabalho. Razão da escolha dos entrevistados 2 e 3. O entrevistado 2 desempenhava funções na DCRP, à data da sua intervenção na Operação e neste momento, é o entrevistado 3 que dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela DCRP neste programa.

(41)

respeitantes aos assuntos precedentemente elencados. Neste contexto os entrevistados 4 e 5 foram escolhidos, pois neles estão depositadas competências no âmbito dos programas especiais de policiamento de proximidade.

A Divisão de Planeamento e Relações Internacionais é a entidade responsável pela coordenação dos programas especiais de policiamento de proximidade às candidaturas de prémios que visam o reconhecimento público das boas práticas desenvolvidas por todos os “Servidores do Estado” que trabalham com tenacidade em prol do cidadão. Perspetivando o conhecimento dos pormenores da coordenação que a DPERI empregou com o Comando Territorial de Beja na candidatura da Operação Azeitona Segura à 8ª Edição do Prémio de Boas Práticas no sector público, foi selecionado o entrevistado 6, chefe da repartição e monitorização da DPERI.

Entrevistaram-se os elementos da equipa de prevenção ao furto da azeitona, entrevistados 7, 8 e 9, de modo a perceber-se a nível operacional todos os pormenores relativos ao estudo de caso.

O entrevistado 10 foi entrevistado como Olivicultor e Ex-Governador Civil, entidade que colaborou na articulação com outras entidades e contribuiu para a implementação do projeto.

Na impossibilidade de contatar todos os olivicultores da operação, foram escolhidos os representantes dos grandes e pequenos produtores (considerando a dimensão das explorações), representados pelos entrevistados 11 e 12. Os entrevistados 13, 14 e 15 são também olivicultores e pertencem à Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, entidade que contribui intensivamente em todas as ações de sensibilização, como também patrocina a divulgação da operação.

Finalmente, os entrevistados 16, 17, 18, 19 e 20 são representantes de outras instituições públicas, designadamente a PSP, a SS, o SEF, a ACT e a Direção de Finanças de Beja.

4.2 RESULTADOS DAS ENTREVISTAS

4.2.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE

(42)

explanação que se segue. Note-se que o número de entrevistados que responde a cada questão será variável, porquanto nem todos responderam exatamente ao mesmo guião.

Elaborou-se guiões diferentes (apêndice A a G), de acordo como os objetivos do trabalho e com as competências que os entrevistados exercem, algo que proporcionou a obtenção de mais informações e uma melhor perceção de toda a dinâmica pertinente para esse estudo. As questões dos guiões foram interligadas dando origem a apenas um guião para o nosso estudo, explanado no apêndice H.

Quadro n.º 1 – Resultados das entrevistas à questão n.º 1

Qual é a importância e de que forma é feita a divulgação dos diferentes programas especiais?

Entrevistado 2 Entrevistado 3 Entrevistado 4 Entrevistado 5

“Depois de superiormente

aprovadas, as diversas ações de programas especiais levadas a efeito pela GNR, seguem, ao nível da estratégia de comunicação a

implementar, a estrutura de divulgação institucional definida pela DCRP:

 Ao nível regional (OCS regionais e locais) – através dos Comandos

Territoriais;

 A nível nacional (OCS nacionais) – através da Divisão de Comunicação e

Relações Públicas.”

“A divulgação é feita

através do nosso site

institucional, www.gnr.pt,

(…) publicamos nas redes

sociais e elaboramos os comunicados aos OCS. O site é usado para a divulgação permanente dos programas, sendo reforçado com os comunicados de imprensa que lançam o convite aos Media para acompanhar o decorrer de cada operação.

Paralelamente e como complemento, publicamos os conteúdos relativos aos Programas Especiais, devidamente adaptados, nas redes sociais,

essencialmente, no

Fa cebook e no Twiter.”

“(…) dá-se prioridade a resolução dos problemas da população mais vulnerável. A GNR direciona o seu trabalho e esforço em determinados programas em detrimentos de outros. A importância é diferente de uns para outros, a divulgação é feita na nossa página, sempre que há alguma atividade relevante as relações públicas divulgam na 1ª página. Os Comandantes Territoriais dão conhecimento das suas atividades à DCRP. Outras formas de divulgação dos Programas Especiais são os seminários; workshops, eventos dessa índole, em que somos convidados

como Oradores. (…)

Também divulgamos na

revista da GNR.”

“ (…) através de ações de

sensibilização, proporciona-se à comunidade em geral e aos grupos especialmente vulneráveis em particular, um conjunto de informação que lhes permitam adotar as medidas de segurança e proteção mais adequadas a cada situação em concreto.

(…) Numa estratégia de proximidade com as pessoas e com as instituições locais, a Guarda desenvolve inúmeras ações de prevenção da criminalidade, através da sua presença física junto dos locais e das pessoas mais críticas e da realização de ações de sensibilização, com distribuição de folhetos, nas escolas, nas autarquias, nos centros de dia, aos comerciantes e residência a residência, de modo a informar e persuadir as pessoas, em particular aquelas que apresentam maior risco de se tornarem vítimas dos criminosos, a adotar medidas para a sua própria proteção, designadamente para precaver

burlas, roubos e furtos.”

No quadro n.º 1, encontram-se as respostas à questão n.º 1 “ Qual é a importância e de que forma é feita a divulgação dos diferentes programas especiais?”.

Imagem

Figura n.º1 – Estrutura do trabalhoCapítulo I:
Tabela n.º 1: Caraterização da Amostra
Tabela n.º 1: Caraterização da Amostra (continuação)
Gráfico n.º 1 – Resultados das entrevistas à questão n.º 10
+3

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