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Academic year: 2022

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MEMÓRIA DESCRITIVA

U N I D A D E D E P R O D U Ç Ã O D E A U T O C O N S U M O F O T O V O L T A I C A

M Y O R T H O P E D I C S , L D A

Elaborado por:

(2)

ÍNDICE

OBJETIVO DA INSTALAÇÃO ... 1

UPAC ... 2

PROMOTOR ... 2

PONTO DE CONSUMO ... 2

LOCALIZAÇÃO ... 2

PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES BÁSICAS ... 3

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL ... 4

CARACTERIZAÇÃO ... 5

DESCRIÇÃO ... 6

GERADOR FOTOVOLTAICO ... 6

MÓDULO FOTOVOLTAICO ... 7

CAMINHOS DE CABOS ... 8

CABLAGEM ELÉTRICA ... 8

QUADROS ELÉTRICOS AC (QGFV) ... 10

INVERSOR ... 10

SEGURANÇA E PROTEÇÃO ... 12

SISTEMA DE LIGAÇÃO À TERRA ... 12

MONITORIZAÇÃO ... 13

CONTAGEM DE ENERGIA... 13

LISTA DE DESENHOS ... 13

ANEXOS ... 14

(3)

OBJETIVO DA INSTALAÇÃO

A presente Memória Descritiva e os seus anexos, constituem o Projeto de execução de uma Unidade de Produção de Autoconsumo (UPAC) com uma potência de ligação de 75kW com injeção de potência na RESP, a implementar pela empresa ELERGONE ENERGIA LDA.

O propósito da presente memória descritiva é de estabelecer os dados de dimensionamento e apresentar as principais características dos materiais e equipamentos da citada UPAC, denominada UPAC MYORTHOPEDICS, S.A.

Na solução adotada para a implementação da UPAC, teve-se em consideração a conjugação de diversos fatores técnicos e ambientais, nomeadamente ao nível da distribuição da produção nos diferentes pontos de consumo, bem como a aptidão das áreas disponíveis para implantação e minimização da afetação de recursos ambientais existentes.

A instalação desta UPAC contribui para o cumprimento dos objetivos e prioridades da política energética, nomeadamente o impacto do centro electroprodutor nos custos económicos e financeiros do SEN, contribuindo para uma maior eficiência energética e capacidade de produção para o cumprimento das metas nacionais e comunitárias no domínio das energias provenientes de fontes endógenas no consumo bruto de energia.

O projeto da UPAC contribuirá para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa e para a redução do aquecimento global. Ao nível nacional este projeto colaborará no cumprimento das metas de produção de energia a partir de fontes renováveis assim como está alinhado com as premissas do roteiro nacional para a neutralidade carbónica.

Foram cumpridos todos os regulamentos aplicáveis no que respeita à ocupação, localização, proteção do ambiente, proteção da saúde publica e segurança das pessoas.

(4)

UPAC

Nº de Cadastro: UPAC 125670 Venda Excedente: Sim Fonte: Solar

Potência Instalada: 98,28 kWp Potência de ligação: 75 kW

PROMOTOR

Titular: MY ORTHOPEDICS, LDA Identificação Fiscal: NIPC 509609449

Morada: Rua Oliveira Figueiredo, Nº 386 3700-202 São João da Madeira

PONTO DE CONSUMO

CPE: PT0002000112493252AW

Morada do ponto de consumo: Rua Oliveira Figueiredo, Nº 386 3700-202 São João da Madeira

LOCALIZAÇÃO

Pretende-se construir a UPAC na cobertura de uma unidade comercial situada na Rua Oliveira Figueiredo, Nº 386 3700-202 São João da Madeira

Coordenadas: 40°54'29.4"N 8°28'46.5"W

(5)

PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES BÁSICAS

As células fotovoltaicas transformam a radiação solar incidente diretamente em eletricidade aproveitando o chamado

"efeito fotovoltaico": Uma célula fotovoltaica exposta à radiação solar atua como um gerador de corrente contínua com uma característica tensão-corrente que depende principalmente da própria radiação solar, da temperatura e da superfície.

A partir do agrupamento e interligação de um determinado número de células fotovoltaicas, obtém-se os módulos fotovoltaicos conseguindo-se áreas de captação com maior potência de geração e maior facilidade de instalação.

Por seu turno, a partir dos módulos fotovoltaicos e sua interligação série-paralelo, formam-se os atuais geradores fotovoltaicos, com um intervalo de potências totalmente flexível e adaptado a cada circunstância.

Os módulos fotovoltaicos convertem a energia luminosa em eletricidade, na forma de corrente contínua (DC) em

"tempo real", ou seja, a captação de energia solar e consequente produção de eletricidade acontecem em simultâneo.

Esta potência elétrica gerada em corrente contínua precisa de ser convertida em corrente alternada por meio de um ou vários inversores.

No âmbito do presente projeto foram adotadas as seguintes definições:

• Célula fotovoltaica: Dispositivo que transforma a radiação solar em energia elétrica;

• Módulo fotovoltaico: Conjunto de células solares diretamente interligadas e encapsuladas, como um bloco único, entre materiais que as protegem dos efeitos da intempérie;

• String: Grupo de módulos ligados eletricamente em série;

• Inversor: Conversor estático de eletricidade, que converte a corrente contínua em corrente alternada;

• Potência da ligação ou potência nominal: Soma da potência nominal dos inversores (a especificada pelo fabricante;

• Potência de pico do módulo: Potência máxima do painel fotovoltaico em condições de ensaio normalizadas (STC);

• Potência de pico do gerador: Soma das potências de pico dos módulos fotovoltaicos;

• Condições de Ensaio Normalizadas (STC - Standard Test Condition) - Condições de irradiância e temperatura na célula solar, utilizadas universalmente para caracterizar células, módulos e geradores solares definidos do seguinte modo:

o Irradiância solar: 1.000W/m2 o Distribuição espetral: AM 1.5G o Temperatura da célula: 25°C

(6)

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

A execução da UPAC foi sujeita ao cumprimento estrito de toda a legislação e regulamentação vigente que lhe seja aplicável, tanto nacional como a nível europeu. Foram, igualmente, salvaguardadas todas as regras de segurança no decorrer da instalação e manutenção da UPAC assim como a afixação de etiquetas de aviso e informação necessárias à implementação e operação da UPAC.

A construção da UPAC foi alvo de registo e licenciamento pela DGEG assim como de inspeção periódica realizada por entidade credenciada pela DGEG.

O projeto, construção e manutenção da UPAC será elaborado de acordo as normas e regulamentos em vigor:

• DL162/2019 de 25 de outubro de 2019

• DL76/2019 de 3 de junho de 2019

• Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão / Decreto-Lei n.º 90/84 de 26 de dezembro.

• Normas internas do distribuidor local.

• Regras técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (Decreto Lei n.º 226/2005 de28/12/2005 e Portaria n.º 949-A/2006 de 11/09/2006, assim como o descrito no Guia Técnico das Instalações de Produções Independentes de Energia Elétrica.

• IEC 60364-7-712: Requirements for special installations or locations - Solar photovoltaic (PV) power supply systems;

• IEC 60904-2: Requirements for reference solar devices;

• IEC 62446: Grid connected photovoltaic systems – Minimum requirements for system documentation, commissioning tests and inspection;

• Esquemas tipo relativos às unidades de produção em autoconsumo (UPAC);

• Norma EN 50110-1, 1996 - Trabalhos em instalações elétricas;

• Guia de medição, leitura e disponibilização de dados;

• Guia Técnico das Instalações de Produção Independente de Energia Elétrica (DGEG);

• Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de Transformação e de Seccionamento (Decreto-Lei n.º 42895, de 31/03/60, alterado pelo Dec. Regulamentar n.º 14/77, de 18 de fevereiro);

• Demais legislação, regulamentos e normas aplicáveis;

(7)

CARACTERIZAÇÃO

Módulos Fotovoltaicos:

o Marca: LONGI o Modelo: LR4-72HPH o Potência de Pico: 455Wp o Nº total de módulos: 216 Estrutura:

o Tipo de estrutura: Mounting System.

Inversor:

o Marca: SMA

o Modelo: SUNNY STP 25-30 o Potência nominal: 25kW o Nº de inversores: 3

(8)

DESCRIÇÃO

Pretende-se construir uma UPAC, ao abrigo do DL162/2019 de 25 de outubro de 2019, de energia solar fotovoltaica com uma potência pico de 98,28kWp sobre cobertura da unidade comercial.

A UPAC está dimensionada para colmatar parte do consumo do edifício, laborando exclusivamente em regime de autoconsumo com injeção de potência na RESP.

A UPAC é constituída, basicamente, por um gerador solar de corrente contínua, inversores que convertem esta corrente em alternada, assim como toda a cablagem, equipamentos de comando, corte, proteção e medição.

Os painéis serão pousados sobre a cobertura do edifício e não ultrapassarão a altura da platibanda.

Os inversores da UPAC irão ser agrupados num Quadro Geral Fotovoltaico (QGFV) que será interligado ao Q.G.E.

GERADOR FOTOVOLTAICO

O gerador fotovoltaico é constituído por um conjunto de módulos fotovoltaicos ligados em série e paralelo. O número de módulos ligados em série é determinado pelo intervalo de tensões de trabalho do inversor. O número de módulos em paralelo é definido de acordo com a potência da UPAC.

(9)

MÓDULO FOTOVOLTAICO

• O módulo FV é o elemento-chave da instalação fotovoltaica. A escolha do módulo da UPAC realizou-se tendo em conta os seguintes parâmetros:

• Módulo de última geração e tecnologia;

• Fabricante Tier1

• Melhores características e rendimento em função das condições ambientais;

• Performance Ratio obtido;

• Cumprimento das características nominais ao longo da vida útil da instalação;

• Facilidade de manutenção;

• Disponibilidade no mercado;

• Garantia do fabricante e serviço pós-venda.

Com base nas considerações anteriores, selecionou-se o seguinte módulo fotovoltaico:

Marca e modelo: LONGI LR4-72HPH o Potência nominal: 455 Wp o Tecnologia: Mono Perc o Eficiência: 20,9 %

o Intensidade de curto-circuito (Isc): 11,66 A

o Intensidade no ponto de máx. potência (Impp): 10,92 A o Tensão no ponto de máx. potência (Vmpp): 41,70 V o Tensão de circuito aberto (Voc):49,50 V

o Tensão máxima do sistema (Vmax): 1500 V

o Dimensões: comprimento x largura x espessura (mm) (2 094 mm × 1 038 mm × 35 mm)

As características elétricas são medidas em condições normalizadas STC (condições de ensaio normalizadas): de 1000 W/m2 de irradiância, temperatura da célula a 25 °C e uma massa de ar espectral AM de 1,5.

Os módulos incorporam díodos “bypass” que permitem um caminho alternativo para a corrente, numa associação em série de células, quando alguma delas está debaixo de sombra ou não conduz.

Os módulos deverão estar assegurados para uma degradação inferior a 10% em 15 anos e de 15% em 25 anos e suportarão uma carga de 4000 MPa.

(10)

CAMINHOS DE CABOS

Exterior:

A cablagem seguirá por caminhos de cabos com tampa (galvanizado a quente após maquinação) desde os módulos até aos inversores (dois condutores ativos) e dos inversores até ao ponto interior da condução dos cabos AC.

Interior:

A Cablagem seguirá por caminhos de cabos metálicos galvanizados, interligando os cabos dos inversores ao QGFV. Os caminhos de cabos devem garantir a equipotencial idade e são resistentes ao fogo.

Todas as vedações corta-fogo que sejam necessárias atravessar, serão repostas posteriormente.

CABLAGEM ELÉTRICA

Cablagem DC

A associação dos módulos em série realiza-se aproveitando as próprias caixas, condutores e ligadores dos módulos FV. Os condutores positivo e negativo prolongam-se até às caixas de ligação dos inversores, onde se realizam os paralelos de cada subcampo.

As secções dos cabos entre módulos e os inversores são de 6 mm2.

Os cabos utilizados na instalação devem cumprir com as normas em vigor quanto ao isolamento e grau de proteção.

Em particular, devem possuir um isolamento maior ou igual a 1 000 V e serão de duplo isolamento (classe II). Os cabos utilizados para a interligação dos módulos FV estarão protegidos contra a degradação devido à intempérie: radiação solar, UV e condições ambientais de elevada temperatura ambiente. Utilizar-se-á para a cablagem entre módulos e ramais, e inversores os cabos:

Cablagem AC

As secções dos cabos entre inversores e os quadros gerais de produção fotovoltaica são de 10mm2.

Os cabos utilizados na instalação devem cumprir com as normas em vigor quanto ao isolamento e grau de proteção.

Em particular, devem possuir uma tensão de 0,6/1 kV, livres de halogéneo e não propagadores de chama. Utilizar-se- á para a cablagem entre inversores e quadro de produção fotovoltaica:

• Tipo RZ1 (K) ou similar

• Nível de Tensão 0,6/1 kV

• Condutor cobre

Serão utilizados cabos flexíveis para evitar tensões e perigos de corte, para além disso, serão devidamente etiquetados e identificados de acordo com os esquemas elétricos e adotar-se-á um código de cores para condutores de fases e neutro, facilitando as tarefas de manutenção.

(11)

Considerações gerais

O dimensionamento dos cabos é feito de acordo com os critérios de intensidade de curto-circuito admissível, intensidade máxima admissível por aquecimento do cabo e a queda de tensão máxima estipulada pelo dimensionamento (3%).

As quedas de tensão foram calculadas utilizando a expressão:

u b L

S cos L sen IB

=    +  



 

1   

u = 100 u

U

0

em que:

u é a queda de tensão, expressa em volts;

∆u é a queda de tensão relativa, expressa em percentagem;

Uo é a tensão entre fase e neutro, expressa em volts;

b é um coeficiente igual a 1 para os circuitos trifásicos e a 2 para os monofásicos (os circuitos trifásicos com o neutro completamente desequilibrado, isto é, com uma só fase carregada, são considerados como sendo monofásicos);

ρ1 é a resistividade dos condutores à temperatura em serviço normal, isto é, 1,25 vezes a resistividade a 20°C (0,0225 Ω.mm²/m para o cobre e 0,036 Ω.mm²/m para o alumínio);

L é o comprimento simples da canalização, expresso em metros;

S é a secção dos condutores, expressa em milímetros quadrados;

cosφ é o fator de potência (na falta de elementos mais precisos, pode ser usado o valor cosφ=0,8 e, consequentemente, senφ= 0,6);

λ é a reactância linear dos condutores (na falta de outras indicações pode ser usado o valor 0,08 m Ω /m);

IB é a corrente de serviço, expressa em amperes.

• Tipo RZ1 (K) ou similar

• Nível de Tensão 0,6/1 kV

• Condutor cobre

Serão utilizados cabos flexíveis para evitar tensões e perigos de corte, para além disso, serão devidamente etiquetados e identificados de acordo com os esquemas elétricos e adotar-se-á um código de cores para condutores positivo e negativo, facilitando as tarefas de manutenção.

(12)

QUADROS ELÉTRICOS AC (QGFV)

O geral fotovoltaico, QGFV, será do tipo armário mural, em caixa normalizada, classe II de isolamento ou equivalente.

A caixa terá porta de segurança e tampa de afloramento de aparelhagem. O disjuntor será montado em calha DIN.

O quadro elétrico será equipado com a aparelhagem de manobra e proteção indicada e obedecerá à prescrição regulamentar aplicável, nomeadamente as secções 31 a 34 da parte 1, secções 52 a 54 da parte 2, secções 30 a 39 e 58 da parte 5 das Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Portaria nº 949-A/2006 (RTIEBT) e às condições e características técnicas constantes do presente projeto.

O quadro, de aplicação interior, será grau de proteção não inferior à IP55 segundo a norma EN 60529 e IEC 60529 e IK07 segundo a norma EN 62262. A estrutura interior e dimensões será tal que satisfaça as normas portuguesas em vigor e que permita alojar a aparelhagem indicada no respetivo esquema e protegê-la contra contactos diretos ou outras ações, por todas as faces.

Todos os quadros elétricos serão obrigatoriamente de classe II de isolamento ou de isolamento equivalente, satisfazendo às condições indicadas na Secção 413.2.

Os circuitos de saída deverão ser identificados por etiquetas, cravadas no painel, ou de colocação na própria aparelhagem de proteção.

Os quadros elétricos serão equipados com corte geral do tipo omnipolar e com a aparelhagem de manobra e proteção contra sobrecargas e curto-circuitos e dispositivos diferenciais contra correntes de fuga à terra que obedecerão às prescrições regulamentares aplicáveis, e esquemas unifilares constantes do presente projeto.

Os aparelhos de corte e proteção previstos na instalação serão essencialmente disjuntores, com poder de corte não inferior à Icc presumida.

Marca de referência: ABB ou equivalente

INVERSOR

O inversor é o responsável por converter a corrente contínua gerada pelos módulos solares em corrente alternada sincronizada com a da rede.

Serão instalados 3 inversores, modelo SMA STP25-30, com as seguintes características técnicas:

(13)

Quadro 1

Características dos inversores

Potência nominal do inversor 25 kW

Máximo Tensão DC 1 000 V

Máxima Corrente DC 33 A

Tensão nominal AC 230/400 V

Corrente máxima AC 36.2 A

Tensão MPP 390 a 800 Vdc

Fator de potência 1,0 / 0,0 sobreexcitado a 0,0 subexcitado

Frequência de trabalho 50 Hz

Distorção harmónica máxima < 3 % (THD)

Rendimento máximo 98,3 %@400 V

Rendimento EURO 98,1 %@400 V

Dimensões (661 x 682 x 264) mm

Grau de proteção IP 65

Peso aproximado 61 kg

O funcionamento do inversor será totalmente automático. A partir do momento em que os módulos solares gerem potência suficiente, a eletrónica implementada no inversor regulará a tensão, a frequência e a produção de energia.

Ao alcançar um certo nível mínimo de potência, o dispositivo começará a injetar na rede.

O inversor funciona de maneira a converter a máxima potência possível (seguimento do ponto de potência máxima) dos módulos solares. Quando a radiação solar incidente sobre painéis não é suficiente para fornecer energia à rede, o inversor deixa de funcionar. Uma vez que a energia consumida pela eletrónica provém dos painéis solares, à noite, o inversor não consome nenhuma energia proveniente da rede de distribuição da empresa. A empresa garante o fabrico dos inversores de acordo com todas as normas de segurança aplicáveis.

O inversor desligar-se-á em caso de:

• Falha da rede elétrica: em caso de interrupção no fornecimento da rede elétrica, o inversor encontra-se em curto-circuito e, portanto, desligar-se-á, não funcionando em nenhum caso em modo ilha, voltando-se a ligar assim que se tenha restabelecido a tensão na rede.

• Tensão fora do limite: se a tensão está acima ou abaixo da tensão de funcionamento do inversor, esta desligar-se-á automaticamente, esperando por condições mais favoráveis de funcionamento.

• Frequência fora do limite: no caso em que a frequência da rede se encontrar fora do limite aceitável, o

(14)

SEGURANÇA E PROTEÇÃO

A integração da instalação fotovoltaica ligada à rede não deve constituir nenhum risco adicional para as pessoas, os equipamentos, a rede elétrica e outros utilizadores. A instalação elétrica cumprirá as seguintes indicações:

• A parte DC da instalação será flutuante (esquema IT), isto é, nenhum dos polos positivo ou negativo do gerador estarão ligados à terra. Os inversores estão munidos de um sistema de monitorização permanente de isolamento de ambos os polos (positivo e negativo) em relação à terra;

• A UPAC terá isolamento entre as partes AC e DC da instalação através de pontes de tirístores, evitando em qualquer caso a injeção de componente contínua na corrente transferida para a rede elétrica AC;

• Serão utilizados dispositivos limitadores de sobretensões do tipo 1+2, ligados em T entre ambos os polos do gerador fotovoltaico e terra nos barramentos dos inversores;

• A instalação fotovoltaica nunca funcionará em modo ilha. Existirá um dispositivo de corte de interface que na ausência de tensão da rede desligará a UPAC da rede externa;

• Para além disso, o gerador fotovoltaico deverá estar protegido contra a formação de pontos quentes por sombreamento com díodos de bypass, incorporados no próprio módulo.

SISTEMA DE LIGAÇÃO À TERRA

A rede de terra da instalação fotovoltaica foi concebida de forma a que a instalação de produção não interfira no bom funcionamento da instalação de consumo, quer na operação normal da UPAC quer em situações de defeito.

A proteção contra contactos diretos e indiretos obtém-se com as seguintes medidas:

• Ligação à terra das massas metálicas;

• Isolamento reforçado classe II em módulos, cablagem e caixas de ligação;

• Sistema IT no lado DC, com monitorização de isolamento à terra pelo inversor. Este desligar-se-á dando um sinal de alarme quando se detete uma resistência de isolamento à terra inferior ao limiar predefinido, para evitar um segundo contacto acidental (Com este sistema, uma eventual passagem à massa da parte em tensão DC só fixa o nível "0" de tensão, pelo que a massa metálica não apresenta queda de tensão em relação à terra e não representa risco algum. Apenas uma segunda falta ou contacto com partes ativas representaria perigo para as pessoas);

• O inversor, por conceção, não pode injetar corrente de descarga para a terra no lado DC;

• A rede de corrente alternada em baixa tensão, será montada como sistema TT, e está limitada às pontes entre inversor e transformador. À saída de CA de cada inversor será instalado um interruptor diferencial do tipo A 300mA conforme declaração do fabricante (Anexo C);

• Quaisquer partes metálicas estão ligadas à rede equipotencial de terra, que garante a proteção contra contacto indireto;

• Para garantir a segurança das pessoas, a tensão de contacto em qualquer ponto da instalação será sempre muito inferior à que o corpo pode suportar;

• Os caminhos de cabos serão equipotencializados de acordo com o seu próprio processo de fabrico ou através de cabo de cobre de 6 mm2, ou equivalente;

• Os módulos fotovoltaicos serão equipotencializados entre si através de fixador próprio com a função de fixação mecânica e equipotencialização. Entre filas e na estrutura metálica, deverá ser utilizado um cabo isolado H07V-R 6 mm2, ou equivalente, e deste ponto à rede de terras que interliga todas as restantes massas metálicas (perfis de fixação dos módulos fotovoltaicos, caminhos de cabos, etc).

(15)

MONITORIZAÇÃO

Será utilizado um sistema de aquisição de dados que permita controlar todas as diferentes variáveis da instalação, que fornecerá ao utilizador informação completa sobre o comportamento geral do sistema.

CONTAGEM DE ENERGIA

A UPAC será dotada de um sistema de telecontagem para a medição da energia produzida e um outro, bidirecional, para a medição da energia entregue e/ou solicitada à rede, de acordo com o DL162/2019 de 25 de outubro:

• Contador estático combinado, de energia ativa em classe de precisão 0.5 e de energia reativa em classe de precisão 1.0, para rede trifásica a quatro fios, com contagem nos dois sentidos do fluxo de energia e processador estático multitarifas integrado (8 tarifas de energia e 8 tarifas de potência tomada), com dois contactos de saída para comando tarifário (exemplo: Horas de Vazio e Horas de Ponta) e três contactos emissores de impulsos livres de potencial, para montagem saliente. Equipamento preparado para telecontagem.

• Relógio eletrónico integrado de elevada estabilidade, com calendário permitindo a implementação de qualquer dos ciclos tarifários atualmente em vigor no grupo EDP; 2 contactos de saída para comando tarifário (exemplo: Horas de Vazio e Horas de Ponta); 1 contacto de saída para retransmissão do sinal de período de integração (Tm=15min.); 2 contactos emissores de impulsos livres de potencial para retransmissão de impulsos de energia ativa e/ou reativa; 8 entradas de comando, permitindo utilizar uma central horária externa para comandar o equipamento; 8 curvas de carga para Energia Ativa e/ou Reativa.

• Programação por interface ótico, utilizando um “software” em PC, o que permite adaptar os equipamentos às necessidades específicas de cada aplicação; Modem com atendedor automático de chamadas integrado, permitindo a transmissão dos valores de contagem à distância (telecontagem), através de linha telefónica dedicada ou comutada; montagem saliente.

• Relés de saída programáveis para contagem por impulsos ou sinalização.

Os Quadros de Contagem (QC) serão totalmente eletrificados, constituídos por um invólucro de poliéster reforçado por fibra de vidra autoextinguível.

LISTA DE DESENHOS

(16)

ANEXOS

NÚMERO ANEXO TÍTULO

A Ficha Técnica Módulo Fotovoltaico

B Ficha Técnica Inversor

(17)

ANEXO A

Ficha Técnica Módulo Fotovoltaico

(18)
(19)

ANEXO B

Ficha Técnica Inversor

(20)

H G F E D C B A

H G F E D C B A

AUTORIA

JO AC AM

1:200

RL UPAC MYORTHOPEDICS

75kWn/98,28kWp PAINÉIS FOTOVOLTAICOS LONGI 455Wp (216p)

MYORTHOPEDICS, LDA

18/05/2022

(21)

I1.S1

I1.S1 I1.S2

I1.S2 I1.S3 I1.S3

I1.S4

I1.S4 I2.S1 I2.S1

I2.S2

I2.S2 I2.S3

I2.S3

I2.S4 I2.S4

I3.S1 I3.S1

I3.S2 I3.S2

I3.S3 I3.S3

I3.S4 I3.S4

1 2 3

QGFV+

QGBT

G F E D C B A

G F E D C B A

ESTEIRA 100X35 STRINGS

PAINÉIS FOTOVOLTAICOS LONGI 455Wp (216p) Inversor 1,2,3 = 25kW

MPPA - String 1,2(18p) MPPB - String 3,4(18p)

(22)

DST 230/3+1

Tipo 2

3P+N 50 A F1

QGPV - QUADRO GERAL PRODUÇÃO FOTOVOLTAICA

400 Vac

Q.G.B.T.

QGPV 4x125 A

150/5 A

kVArh kWh

Quadro de Contagem

SL7000

QGPV 4x160 A

XV 4x4 XV 3x(2x4) RZ1-K (3x(1x50)+2G(1x25))

Curva C

6 A F2 3P+N 25A/0,3A

Tipo AC

Monitorização a Bornes

Ventilação

Quadro Tomada Quadro 16 A Curva C 10 A

Curva C 16 A

Curva C Q4

Q5 Q6 Q7

~

=

400V

QINV1 4x50 A

63A/0,3A Curva C

SMA STP 25000TL

Inversor 1 Tipo A

~

=

400V

QINV2 4x50 A

63A/0,3A Curva C

SMA STP 25000TL

Inversor 2 Tipo A

~

=

400V

QINV3 4x50 A

63A/0,3A Curva C

SMA STP 25000TL

Inversor 3 Tipo A

RZ1-K 5G10 VD

R S T

A Bornes

A Bornes

PROJETO

PROMOTOR

TIPO DE PROJETO

DATA PROCESSO No.

ESCALAS PROJETOU:

DESENHOU:

VERIFICOU:

APROVOU:

RESPONSÁVEL DESENHOU

DATA OBSERVAÇÕES VERIFICOU

REVISÕES

SUBSTITUÍDO POR:

SUBSTITUI:

AUTORIA

AC QUADRO AC 75kW (3x25kW)

MY ORTHOPEDICS, LDA JO

LT

AM S/E 30-11-2021

H G F E D C B A

H G F E D C B A

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