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PROCESSO PENAL. INQUÉRITO POLICIAL Art. 4º até 23 do CPP

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PROCESSO PENAL

INQUÉRITO POLICIAL Art. 4º até 23 do CPP

1. Conceito: é um procedimento ADMINISTRATIVO (NÃO é processo), que tem como finalidade apurar a prática de uma infração penal e sua respectiva autoria;

2. Características:

2.1. Dispensabilidade ou Facultatividade – expressamente previsto no § único do Art. 4º CPP; o IP não é um procedimento obrigatório no processo penal, podem existir outros procedimentos investigatórios administrativos que não sejam presididos pelo Delegado de Policia (podem existir outros procedimentos que não sejam exercidos pela policia judiciária – Art. 144 CF/88); esses procedimentos administrativos de investigação tem a mesma finalidade do IP; ex: CPI (Art. 58, §3º CF/88);

OBS: Policia judiciária é uma FUNÇÃO, exercida pela policia civil ou federal (NÃO é uma instituição);

OBS: Para o STJ é possível uma investigação DIRETA por parte do MP (sem o intermédio da policia judiciária) – Súmula 234 STJ;

STJ Súmula nº 234 - 13/12/1999 - DJ 07.02.2000

Membro do Ministério Público - Participação na Fase Investigatória - Impedimento ou Suspeição - Oferecimento da Denúncia

A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.

O STF ainda não chancelou sobre essa possibilidade de investigação DIRETA por parte do MP;

Na doutrina prevalece o entendimento pela possibilidade da investigação DIRETA por

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parte do MP; ex: Arts. 27, 39, §5º e 47 CPP e Art. 129 CF/88; a doutrina admite essa possibilidade com base na Teoria dos Poderes Implícitos;

Na prova, a FGV se declina para uma decisão doutrinária, então a FGV entende que é possível a possibilidade de investigação DIRETA por parte do MP;

2.2. Indisponível – Art. 17 CPP; o delegado NÃO pode desistir das investigações e nem determinar o arquivamento, de ofício, do IP, em NENHUMA HIPÓTESE; arquivamento do IP somente com pedido do MP e homologação do poder judiciário;

2.3. Sigiloso – Art. 20 CPP; o sigilo tem como finalidade assegurar a intimidade daquele que é apenas um suspeito; o sigilo também é necessário para apaziguar o ânimo social, garantir o sucesso das investigações;

OBS: esse sigilo NÃO se aplica ao Juiz (assegurar as garantias fundamentais) e nem a MP; NÃO se aplica o sigilo ao advogado do indiciado, em relação aos atos de investigação JÁ documentados (necessita de procuração) e aos elementos informativos que dizem respeito ao indiciado = Súmula Vinculante 14 STF;

STF Súmula Vinculante nº 14 - PSV 1 - DJe nº 59/2009 - Tribunal Pleno de 02/02/2009 - DJe nº 26/2009, p. 1, em 9/2/2009 - DO de 9/2/2009, p. 1

Acesso a Provas Documentadas em Procedimento Investigatório por Órgão com Competência de Polícia Judiciária - Direito de Defesa

É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.

No Art.7º do Estatuto da Ordem (Lei nº 8.906/94), há uma garantia muito maior ao advogado; o advogado do indiciado, conforme esse artigo, NÃO precisa de procuração;

2.4. Discricionariedade na condução das investigações – o delegado tem discricionariedade na condução das investigações em sede de IP; Art. 14 CPP; o delegado não é obrigado a acatar um requerimento de diligência feito pelo indiciado ou ofendido (o delegado tem liberdade nos atos de investigação);

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OBS: Corpo de delito – Art. 184, 158 e 564 CPP – infrações que deixem vestígios, o delegado é obrigado a realizar essa diligência; infrações que deixam vestígios, a realização do corpo de delito será indispensável; A ausência de realização de corpo de delito em infrações que deixam vestígios é uma causa de NULIDADE ABSOLUTA (materialidade do crime);

Art. 6º e 7º do CPP – rol de diligências que podem ser efetivas ou determinadas pelo delegado de policia; a reprodução simulada dos fatos pode ser determinada pelo delegado (reconstituição do fato / desde que NÃO atinja a ordem pública e os bons costumes);

3. Instauração: em regra, é iniciado de ofício pelo delegado (autoridade policial) – Art. 5º, I CPP – nos crimes de ação pública incondicionada (sempre que houver um silêncio do legislador); ação pública incondicionada = não necessita de manifestação de vontade de qualquer que seja; ex: homicídio, estupro, peculato, extorsão;

O IP também pode ser instaurado através de requisição do MP ou requisição da Autoridade Judiciária (Juiz) – Art.5º, II CPP; requisição = o delegado está OBRIGADO a instaurar o IP (é exigência legal / NÃO há discricionariedade);

Art. 40 CPP – diz que sempre que o Juiz em autos ou papeis que tiver examinando, identificar crime, deve encaminhar para o MP; esse artigo contradiz com a possibilidade do Juiz requisitar a instauração do IP;

Nas ações públicas incondicionadas, a instauração do IP pode ser através de um requerimento do ofendido, Art. 5º, II CPP; requerimento = pedido, e pode ser indeferido pelo delegado; dessa decisão cabe recurso para o Tribunal de Justiça? NÃO! IP é um procedimento administrativo, e o recurso é também administrativo; cabe recurso administrativo para o Chefe de Policia;

O IP também pode ser instaurado por “notitía criminis” (notícia crime) por qualquer pessoa

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do povo, nas ações públicas incondicionadas; Art. 5º, §3º CPP; nessa hipótese o delegado também NÃO é obrigado a instaurar o IP; no caso de notícia crime anônima, a autoridade policial deverá verificar a procedência da informação (VPI), Art. 5º, IV CF/88 (STF diz que a notícia crime anônima não viola esse inciso);

Ação Penal Pública Condicionada à Representação do Ofendido  condicionada a uma procedibilidade – manifestação de vontade da vítima; nos casos em que houver uma ressalva no CP; são hipóteses excepcionais; ex: Art. 225 CP (estupro); lesão corporal leve é condicionada a representação (Lei nº 9.099/95); o IP só poderá ser iniciado com a manifestação de vontade da vítima, Art. 5º, §4º CPP. Essa representação deverá ocorrer no prazo decadencial de seis meses, a contar do conhecimento do fato (computa-se o primeiro dia e despreza o último dia / Art. 10 CP);

Ação Penal Privada  Art. 5º, §5º CPP; requer um requerimento da vítima para a instauração do IP; o titular do direito de agir é o ofendido;

4. Prazo de Conclusão do IP: Art. 10 CPP – esse prazo se refere ao IP na Justiça Estadual (Policia Civil) – o prazo é de 10 dias para indiciado preso, e o prazo de 30 dias se o indiciado estiver solto, e pode ser prorrogado por decisão judicial; o prazo de 10 dias na Justiça Estadual é improrrogável nos casos das prisões em flagrante ou preventiva; o excesso de prazo na conclusão do IP, estando o indiciado preso (em flagrante ou preventivamente), o Juiz deverá relaxar a prisão, Art. 5º, LXV e LXXVIII CF;

OBS: Prisão Temporária SOMENTE em sede de Inquérito Policial; essa é a única prisão que tem o seu prazo estipulado em lei; em regra, para os crimes comuns o prazo é de 05 dias; nos crimes hediondos e equiparados, o prazo é de 30 dias;

Na Lei de Drogas, Lei nº 11.343/06, Art.51, o prazo de conclusão do IP será de 30 dias se o indiciado estiver preso, e de 90 dias se o indiciado estiver solto; esses prazos podem ser duplicados mediante decisão judicial; nessa lei o prazo é mais extenso, porque os meios de investigações são mais complexos;

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Na Lei nº 5.010/66, Art. 66, Processos na Justiça Federal, se o indiciado estiver preso o prazo é de 15 dias, e o indiciado solto a aplicação será a do CPP, prazo de 30 dias; os prazos podem ser prorrogados através de decisão judicial;

Em qualquer das esferas, o prazo de conclusão para o indiciado PRESO deve ser computado conforme o CP, Art. 10; inclui o dia do começo e exclui o último dia; e nos casos de indiciado SOLTO, a contagem será conforme o Art. 798 CPP;

5. Arquivamento: a peça que encerra o IP é o Relatório do Delegado (é uma narração dos fatos / NÃO há juízo de valor); esse relatório será encaminhado nas ações penais públicas, para o MP, nas ações penais privadas, o IP ficará em juízo à disposição do ofendido;

Ao receber os autos do IP, o MP poderá tomar outras medidas; o MP pode proceder com requisição (ordem) de novas diligências; se o MP entender que o IP tem todos os elementos necessários, há justa causa para uma ação penal, o MP pode oferecer a Denúncia (Instaurar o processo); se não houver justa causa para a ação penal, se não estão presentes as condições da ação, o MP pode opinar pelo arquivamento do IP ou das peças de informação; Art. 395 e 397 CPP;

O MP irá opinar pelo arquivamento e dirigir esse pedido ao Juiz (em regra, ao Juiz de 1º graus); o Juiz NÃO está obrigado a acatar esse pedido; o Juiz pode concordar e homologar o pedido de arquivamento; mas o Juiz pode discordar do MP, e se ele entender que é caso de Ação Penal, o Juiz irá invocar o Art. 28 CPP, o irá atuar como fiscal do Princípio da Obrigatoriedade da Ação Penal Pública, e irá encaminhar os autos para o Chefe do MP (Estadual – Procurador Geral de Justiça); é o PGJ que irá decidir se é caso ou não de processo; o PGJ poderá oferecer a denúncia, ou designar outro promotor para oferecer (o promotor está obrigado a oferecer a denúncia), ou concordar com o pedido de arquivamento (o Juiz estará obrigado a homologar o arquivamento); a decisão de arquivamento de IP, em regra NÃO faz coisa julgada material (faz coisa julgada formal; porque se surgirem novas provas, o IP poderá ser desarquivado, Art.18

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CPP); Súmula 524 STF;

STF Súmula nº 524 - 03/12/1969 - DJ de 10/12/1969, p. 5933; DJ de 11/12/1969, p. 5949; DJ de 12/12/1969, p. 5997.

Arquivamento do Inquérito Policial - Ação Penal Reiniciada - Novas Provas - Admissibilidade Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

OBS: IP arquivado pela atipicidade do fato ou pela existência de uma causa de extinção de punibilidade, NÃO poderá ser desarquivado; faz coisa julgada material; ex: arquivado pelo Princípio da Insignificância ou pela Prescrição;

6. Garantias do Indiciado:

6.1. Direito ao Silêncio  Art. 5º, LXIII CF/88; direito ao silêncio e de não ser obrigado a produzir provas contra si; “NemoTenetur Se Detegere”;

6.2. Vedação da Utilização Desnecessárias das Algemas  Súmula Vinculante 11 STF;

pode acarretar na nulidade do ato processual ou da prisão; pode também acarretar em uma tríplice responsabilidade do preposto estatal, responsabilidade civil, administrativa e penal, sem prejuízo da reparação dos danos por parte do Estado; a súmula exige uma justificação por parte da autoridade para a utilização das algemas; Art. 474 CPP (vedação das algemas no Tribunal do Júri);

6.3. Comunicabilidade  Art. 136, §3º, IV CF/88 e Art.5º, LXIII CF/88; o direito do indiciado se comunicar com os seus familiares e advogados; comunicação com aqueles que podem dar assistência social e jurídica; Art. 21 CPP, permite a decretação da incomunicabilidade do indiciado, pelo juiz, em sede de IP; mas a doutrina MAJORITÁRIA e a jurisprudência afasta a disposição desse artigo, dizendo que esse artigo não foi recepcionado pela CF/88;

Observações para a prova de primeira fase:

Arts. 92 até 154 CPP  Processos Incidentes  ler esses artigos para a prova de primeira fase; texto de lei na prova;

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Arts. 158 até 250 CPP  Provas em Espécies  ler esses artigos para a prova de primeira fase;

Art. 60 da Lei nº 9.099/95  JECRIM  ler essa lei, em especial, esse artigo;

Atualizações  Lei nº 11.689/08 (Júri); Lei nº 11.690/08 (Provas); Lei nº 11.719/08 (Procedimento Comum Ordinário); Lei nº 11.900/09 (Interrogatório por vídeo conferência);

Lei nº 12.403/11 (Medidas Cautelares e Prisões Cautelares / essa lei ainda não foi cobrada em nenhuma fase da prova da OAB);

AÇÃO PENAL

1. Conceito:

- Prevista no Art.100 CP e no Art. 24 e seguintes do CPP;

- Ação penal é um direito de agir (NÃO é um direito de punir); é um direito de provocar o Estado-Juiz para aplicação da lei penal em um determinado caso concreto;

1.1. Condições da Ação:

- Ausência das condições da ação propicia a rejeição da pretensão acusatória; Art. 395, II CPP;

- Essas condições assumem uma figura diferenciada do processo civil;

- No processo penal temos condições especificas para o exercício do direito de agir, direito de ação;

- Súmula vinculante 24 STF; no processo penal temos condições de procedibilidade; Nos crimes materiais contra a ordem tributária, para o exercício do direito de ação, é indispensável o lançamento definitivo do débito na área fiscal (esgotamento da via administrativa);

- Legitimidade de partes, possibilidade jurídica do pedido; justa causa;

2. Classificação Subjetiva da Ação Penal:

2.1. Ação Penal PÚBLICA:

a) Pública Incondicionada: a regra no processo penal é que todos os crimes são persequíveis de ação pública incondicionada;

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- Art. 100 CP e Art. 24 CPP;

- Legitimidade ordinária para agir pertence ao MP;

- O MP não precisa de manifestação de vontade de quem quer que seja;

- Existindo o silêncio do legislador, a ação será pública incondicionada;

- Informativo 654 STF; lesão corporal leve ou culposa nos crimes praticados contra mulher (Lei 11.340/06; Art. 41) é crime de ação penal pública incondicionada; não há mais a necessidade da mulher ofendida para ingressar com a ação; Art. 129, caput CP- lesão corporal leve (Lei 9.099/95) – a lei Maria da Penha no seu Art. 41 veda a aplicação da Lei 9.099/95;

b) Pública Condicionada: pode ser condicionada à Representação do Ofendido ou a Requisição do Ministro da Justiça;

b.i) Condicionada à Representação do Ofendido: é uma exceção; para o STF é um ato informal (podendo ser até oral); a legitimidade ordinária continua sendo do MP, mas precisa da representação do ofendido; o prazo é decadencial de seis meses, contados da autoria do fato (Art. 38 CPP); essa representação é retratável até o oferecimento da denúncia (Art. 25 CPP / se admite uma reconsideração); a doutrina até admite a retratação da retratação, porém dentro do prazo de seis meses; a retração nessa ação é possível mesmo nos casos da Lei Maria Penha (Lei 11.430/06, Art. 16 / a retratação é possível até o recebimento da denúncia, em uma audiência específica);

OBS: Lei 12.015/09; a regra é que seja um crime de ação penal pública a representação do ofendido; Súmula 608 STF – se o crime de estupro for praticado diante de violência real, ele será um crime de ação penal pública INCONDICIONADA (Art. 101 CP);

b.ii) Condicionada à Requisição do Ministro da Justiça: Art. 145 CP; requisição está sujeita a um prazo prescricional, enquanto o crime não prescrever pode o Ministro da Justiça requisitar a instauração da ação penal; condição de procedibilidade; NÃO há previsão legal expressa sobre a possibilidade de retratação;

2.2.Ação Penal PRIVADA: legitimidade extraordinária do ofendido para a propositura da

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ação penal; a legitimidade não é do MP; a petição inicial será a QUEIXA CRIME; Art. 41 e 44 CPP; na queixa crime é necessário uma procuração de advogado com poderes especiais;

a) Privada Exclusiva ou Propriamente Dita: Art. 100, §2º CP; Art. 30 CPP; é a regra na ação penal privada; se admite a representação legal e também a sucessão processual nos casos de morte ou de desaparecimento legal (Art. 31 CPP); no processo penal NÃO é mais necessário a participação de um curador para o sujeito maior de 18 anos e menor de 21 anos;

b) Privada Personalíssima: só temos a hipótese do Art. 236 CP; impedimento ao casamento; personalíssima porque a queixa também é personalíssima; somente o cônjuge enganado é que pode proceder com a queixa; o prazo é de seis meses do conhecimento da autoria do fato, prazo decadencial; apenas o cônjuge enganado tem a legitimidade de oferecer a ação, que começa a contar da sentença CIVIL (que anulou o casamento);

c) Privada Subsidiária: Art. 5º, LIX da CF/88 e Art.29 CPP; se o MP não oferecer a denuncia no prazo de lei, pode o ofendido oferecer uma queixa subsidiária, no prazo de seis meses, contados do termino do prazo ministerial para o oferecimento da denuncia;

Art. 129, I CF - o juiz NÃO pode instaurar ação penal; Princípio Acusatório; RISCAR o Art.

26 CPP; a legitimidade aqui é concorrente, o MP pode oferecer a denuncia mesmo depois de começar a contar a legitimidade do ofendido; a decadência NÃO é uma causa extintiva da punibilidade; o MP pode oferecer a denuncia enquanto não houver a prescrição do crime; Art. 29 CPP; quando houver uma inércia do MP, o ofendido irá atuar de forma principal;

- Art. 598 CPP (Apelação Subsidiária); Art. 584, §1º CPP; hipóteses análogas; se o MP não recorrer no prazo legal, pode o ofendido oferecer um recurso subsidiário; existe a possibilidade de uma apelação subsidiária; já que o recurso é um prolongamento do direito de ação;

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3. Regras ou Princípio da Ação Penal:

Ação Penal PÚBLICA Ação Penal PRIVADA Regra da Obrigatoriedade da ação penal

pública; se estiverem presentes as condições de procedibilidade, o MP é obrigado a oferecer a denúncia; é um poder dever; indícios de autoria, justa causa o MP é obrigado a oferecer a denúncia; não estando presentes as condições da ação, o promotor não é obrigado a oferecer a denúncia (porque a denúncia será rejeitada pelo Juiz / Art. 395 CPP);

Vigora o Princípio da Conveniência ou da Oportunidade; o ofendido oferece a queixa se quiser; aqui vigora também a decadência e a renúncia; a vítima pode deixar passar ”in albis”

o prazo de seis meses, ocorrendo a extinção da punibilidade (Art. 107 CP); a renúncia pode ser expressa ou tácita; a renúncia é UNILATERAL (não há obrigatoriedade / independe da aceitação do autor do fato);

Art. 76 da Lei 9.099/95; mitigação da obrigatoriedade; Instituto da transação penal;

que é um benefício penal (despenalizador);

evitar o cárcere; a finalidade da Lei 9.099 é aplicação da pena não privativa de liberdade;

ainda que haja a obrigatoriedade, o MP pode mitigar o princípio da obrigatoriedade, propondo a aplicação imediata da Lei 9.099/95;

homologação de um acordo; discricionariedade regrada (doutrina / o promotor deixa de oferecer a denúncia e propõe um acordo / sujeita aos requisitos do Art. 76 da lei); a transação penal NÃO viola o devido processo legal, não é inconstitucional; o devido processo legal dos crimes de menor potencial ofensivo está na lei 9.099/95; transação penal é uma homologação de um acordo, feito pelo juiz, e NÃO é uma condenação, NÃO é uma sentença condenatória; o efeito da transação penal é impedir a aplicação do mesmo instituto durante cinco anos;

Aplica-se o Princípio da Disponibilidade; o ofendido pode desistir da ação penal; o ofendido pode abandonar o processo; o ofendido pode perdoar o autor do fato; instituto da perempção (Art. 60 CPP); após o oferecimento da denuncia, o ofendido pode perdoar o autor do fato, desde que o querelado aceite esse perdão, extinguindo a punibilidade;

o perdão é processual e BILATERAL;

perempção é a perda ou morte do direito, há uma desídia do querelante;

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Ação Penal PÚBLICA Ação Penal PRIVADA Princípio da Indisponibilidade; Art. 42 e 576

CPP; o MP não pode desistir da ação penal e nem de um recurso que já tenha interposto; o promotor pode pedir a absolvição do réu, Art.

385 CPP;

Princípio da Indivisibilidade da ação privada;

Art. 48 CPP; o MP deve fiscalizar essa indivisibilidade; a renuncia ao direito de queixa em relação a um querelado, vai beneficiar à todos os demais que aceitarem (sob pena de extinção de punibilidade pela renúncia); Art. 49 CPP; Art. 45 CPP permite que o MP adite a queixa (nas hipóteses de omissão INVOLUNTÁRIA do querelante);

Art. 89 da Lei 9.099/95, mitiga o princípio da indisponibilidade; instituto da suspensão condicional do processo – SURSIS; após oferecer a denúncia, o promotor pode propor a suspensão do processo, nos crimes de pena mínima não superior a 01 ano; suspensão de 02 a 04 anos do processo, ao final será extinta a punibilidade;

Princípio da Intranscedência ou Responsabilidade Subjetiva; não pode oferecer denúncia contra quem não foi o autor do fato;

Princípio da Divisibilidade; o STF e o STJ entendem que a ação penal é divisível;

Princípio da Intranscedência ou Responsabilidade Subjetiva; não pode oferecer denúncia contra quem não foi o autor do fato;

AÇÃO CIVIL EX DELICTO:

- Previsão a partir do Art. 63 CPP;

- Pleitear uma indenização na esfera civil, de danos morais e materiais;

- Lei 11.719/08; transformou a ação penal em uma ação heterogênea; possibilidade do próprio juiz criminal, fixar um valor mínimo para a reparação dos danos causados pelo crime; Arts. 63, §único e 387, IV CPP; sem prejuízo da liquidação no civil, para apurar o dano efetivamente sofrido;

- A sentença penal condenatória, transitada em julgado pode servir como um título

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executivo judicial; pode ser essa sentença executada no civil; Art. 64 CPP;

- Suspensão do processo de conhecimento, até o julgamento da causa criminal; Art. 64 CPP; porque nem toda sentença de absolvição faz coisa julgada no civil; existem DUAS sentenças penais absolutórias que impedem que o ofendido ingresse com ação no civil, são as hipóteses do Art. 65 CPP e Art. 66 CP; causa excludente de ilicitude;

Art. 65 - Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em

estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

Art. 66 - Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexistência material do fato.

- Pode ser proposta a ação cvil:

Art. 67 - Não impedirão igualmente a propositura da ação civil:

I - o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação;

II - a decisão que julgar extinta a punibilidade;

III - a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime.

JURISDIÇÃO e COMPETÊNCIA

1. Conceito:

- Jurisdição é o poder estatal inafastável, indelegável de aplicar a lei penal a um determinado caso concreto;

- Jurisdição é UNA;

- É um poder que não pode ser afastado, que substituirá a vontade das partes;

- Competência é uma fração da jurisdição; é uma parcela da jurisdição;

- Competência dá eficácia para a jurisdição;

2. Princípios:

2.1. Princípio do Juiz Natural: previsto no Art.5º, XXXVII e LIII da CF/88; NÃO se admite um juiz ou Tribunal de Exceção (de encomenda); veda-se um juiz ou Tribunal após a prática do fato; veda-se um juiz ou Tribunal planejado para apreciar aquele caso penal;

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ninguém pode ser processado e julgado se não pela autoridade competente; sua competência é previamente definida em lei; a competência é determinada ANTES da prática do fato; a inobservância desse princípio acarreta em uma nulidade processual, Art.

564 CPP (esse artigo tem um rol exemplificativo);

Desaforamento é uma causa de modificação da competência territorial no Tribunal do Júri (Art.427 CPP e seguintes); o desaforamento altera o juízo competente e a comarca para apreciar o caso; o Júri deixa de ser apreciado de um presidente de um tribunal e vai para outro presidente de um tribunal; o desaforamento NÃO viola o princípio do juiz natural, é CONSTITUCIONAL; o desaforamento visa assegurar a imparcialidade do órgão julgador;

visa assegurar a imparcialidade do juiz; o desaforamento ocorre quando houver um risco à segurança do réu, ou quando o júri não ocorrer dentre os seis primeiros meses e, quando corre o risco do juiz não ser imparcial; quem aprecia o pedido de desaforamento é o Tribunal de 2º grau, que pode ser feito pelas partes ou até de ofício pelo próprio juiz;

2.2. Princípio da Identidade Física do Juiz: previsão apenas infraconstitucional, Art. 399,

§2º CPP; determina que o juiz que presidir a instrução, será o competente para proferir a sentença (deve proferir a sentença); previsão peremptória (imperativa); a doutrina majoritária admite que o juiz substituto NÃO VIOLA o princípio da identidade física do juiz, mas de acordo com o CPP, uma decisão proferida pelo juiz substituto VIOLA o princípio da identidade física do juiz;

3. Critérios de Determinação:

3.1. Ratione Personae: competência por prerrogativa de função; competência de natureza ABSOLUTA, por conta de sua previsão na CF/88; é uma causa de nulidade absoluta;

essa competência NÃO pode ser prorrogada; a prerrogativa NÃO é da pessoa, a prerrogativa é da FUNÇÃO exercida pelo agente; perdida a função, perdida a prerrogativa; prerrogativa NÃO é privilegio;

Súmula 394 STF – SUPERADA!!!!!!

Declaração de inconstitucionalidade dos parágrafos 1º e 2º do Art. 84 do CPP;

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Poder Judiciário:

- Juiz Estadual ou Federal = não será julgado por outro juiz (imparcialidade); o juiz tem que ser julgado por um órgão que reformaria a sua decisão; Juiz Estadual que praticar um crime estadual ou federal será julgado pelo Tribunal que está vinculado (Art. 96, III CF / Tribunal do Estado);

- Exceção: Justiça Eleitoral = Juiz estadual ou federal que praticar um crime eleitoral, será julgado pelo TRE;

- Juiz Federal = praticou um crime estadual ou federal, será julgado pelo órgão que iria reformar a sua decisão; será julgado pelo TRF;

- Desembargadores dos Estados = se praticarem crimes serão julgados pelo STJ; órgão que irá reformar a sua decisão; OBS: TST não julga crimes e nem desembargadores do trabalho que praticaram crimes; Art. 105 CF/88;

- Os membros do STJ serão julgados pelo STF; Art. 102 CF/88;

- Prefeitos = serão julgados pelo Tribunal de Justiça do Estado, quando o crime for de competência da Justiça ESTADUAL; se o crime for de competência FEDERAL, será julgado pelo TRF; Súmula 702 STF e 208 STJ;

- A competência do Tribunal do Júri (1º grau), irá prevalecer sobre uma prerrogativa de função estabelecida exclusivamente em Constituição Estadual; Súmula 721 STF; a competência do Júri é uma competência CONSTITUCIONAL;

Poder Executivo:

- Governador = praticar crime comum, será julgado pelo STJ; Art. 105 CF/88;

- Vice-Governador = NÃO tem prerrogativa no STJ (exceção);

- Presidente da República e o Vice-Presidente = se praticarem crimes comuns, serão julgados pelo STF; Art. 105 CF/88;

- Presidente da República = se praticar uma infração de responsabilidade, será julgado pelo Senado Federal sob a presidência do presidente do STF; Art. 52 CF/88;

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OBS: Os crimes de responsabilidade NÃO tem natureza penal!!!!! Não há sanções penais;

Poder Legislativo:

- Vereador = se praticar crime comum, será julgado pelo Juiz de 1º grau;

- Deputados Estaduais = serão julgados pelo Tribunal de Justiça; os deputados estaduais NÃO serão julgados pelo STJ;

- Deputado Federal e Senadores = se praticarem crimes comuns serão julgados pelo STF;

OBS: STJ NÃO julga qualquer autoridade no âmbito legislativo;

- Súmulas 702, 704e 721 STF; quando houver conexão e continência prevalecerá o Tribunal Superior para julgar; Art. 78 CPP; crime doloso contra a vida em caso de conexão, a autoridade será julgado pelo Tribunal e quem não tem prerrogativa será julgado pelo Júri, haverá uma separação processual;

3.2. Ratione Matéria:

- Conceito da Justiça Penal = pode ser uma jurisdição especial ou comum; a justiça especial pode ser eleitoral ou militar; a justiça comum pode ser federal ou estadual; a justiça trabalhista NÃO tem jurisdição penal;

- Justiça eleitoral julga os crimes conexos e os eleitorais;

- A justiça militar federal ou estadual só irá julgar os crimes militares; Art. 79 CPP; Súmula 90 STJ;

OBS: Crime doloso contra a vida praticado por militar contra civil, é julgado no Tribunal do Júri (Justiça Comum); ainda que esteja em serviço, a competência será do Júri;

- A competência da Justiça ESTADUAL = é RESIDUAL; tem natureza subsidiária; Súmula

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122 STJ; se houver concurso entre a Justiça Federal x Estadual, prevalece a Justiça Federal; NÃO se aplica a regra do Art. 78 CPP (porque a Justiça Estadual tem competência residual); MAS, o fato da natureza ser residual, não significa que a natureza da Justiça Estadual não seja absoluta (prejuízo é presumido / nulidade absoluta / reconhecida de forma oficiosa);

- Justiça Federal = Art.109, IV CF/88; competência na matéria penal; JECRIM só julga contravenções penais (ainda que haja o interesse da União); Súmula 38 STJ; Justiça Federal NÃO julga contravenções penais e, sim crimes; JF julga crimes políticos; as sentenças proferidas nos crimes políticos, vão desafiar a interposição de ROC – Recurso Ordinário Constitucional; crimes contra bens, serviços ou interesse da União, Empresas Públicas ou entidades Autárquicas (Sociedade de Economia Mista não é de competência da JF) são de competência da Justiça Federal;

- Tráfico internacional = competência da JF; pode ser tráfico de pessoas, de drogas...

- Crimes contra a organização do trabalho = são crimes de competência da Justiça Federal, desde que atinjam um interesse coletivo de trabalhadores; Art. 197 a 207 CP;

tem que atingir uma classe de trabalhadores;

- Crimes contra o sistema financeiro nacional = Lei 7492/86; competência da Justiça Federal (NACIONAL); quem atua é o PROCURADOR e não o promotor;

- Lei 8137/90, apenas os crimes previstos em lei é que serão de competência da justiça federal;

- Art. 109, V-A e §5º CF/88; previsão do IDC (Incidente de Deslocamento de Competência); desloca a competência da JE para a JF; se dá quando houver grave violação aos Direitos Humanos; quando houver risco de sanções internacionais ao Brasil;

quando houver a ineficácia da jurisdição estadual em relação aos casos; Procurador Geral da República - propor IDC; STJ – competência para julgar IDC;

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- Os crimes praticados a bordo de navios e aeronaves = competência da JF; Art. 89 e 90 CPP; regras para a definição de qual será o Juiz Federal competente;

- O crime contra uma comunidade indígena será de competência da Justiça Federal;

mas, um crime praticado contra um índio ou o índio é autor do crime, a competência será da Justiça Estadual;

3.3 Ratione Loci: previsão a partir do Art.70 CPP; a competência territorial busca o princípio da verdade real; buscar qual o melhor local para buscar a verdade real; o legislador adotou no CPP a Teoria do Resultado; nos crimes consumados a competência territorial será definida pelo lugar da consumação do crime; “Llocus comissi delicti”; é uma competência de natureza relativa; se o juiz não reconhecer de ofício ou se as partes não alegarem, a competência pode ser prorrogada (pode existir uma convalidação);

- Crime tentado = o foro competente é do lugar onde foi praticado o último ato de execução; Art. 14 CP;

- Crime plurilocal (doloso ou culposo) – STJ Teoria da Ação ou da Atividade;

entendimento também da doutrina majoritária;

- A Lei 9.099/95, Art.63 adotou a Teoria da Ação; o JECRIM competente será o do local onde a ação foi praticada;

- Local de consumação for desconhecido, o segundo critério para a definição da competência territorial, é o critério do domicilio ou residência do RÉU; art. 73 CPP; o domicilio do réu pode ser o foro de eleição na ação de iniciativa privada (prazo de seis meses, do conhecimento da autoria do fato);

- Art. 88 CPP; caso de Extraterritorialidade; hipótese em que um brasileiro pratique um crime integralmente no exterior; nesses casos a competência será definida pelo último domicilio do réu no país (Brasil); se não tiver nunca residido no Brasil, a competência será

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de Brasília;

- Prevenção = é um critério subsidiário; juiz prevento é aquele que primeiro praticou um ato jurisdicional em relação aquele fato; primeira decisão; prevento para julgar a ação penal;

Competência Territorial:

- O que se busca é o princípio da verdade real; assegurar o processo mais adequado;

- O CPP adotou a teoria do resultado (ou seja, critério do local de consumação do crime);

- Art. 70 CPP; crime consumado = local de consumação do crime; crime tentado = Art. 14, II CP = local do último ato de execução;

- Lei 9.099/95  Teoria da Atividade = Art. 63; competência territorial do JECRIM = local em que a infração foi praticada;

- Desconhecido o local de consumação do crime = domicilio do réu; critério subsidiário;

Art. 72 CPP;

- Nulidade relativa se não for observada essa competência;

- Réu com mais de uma residência ou desconhecido o seu domicilio = prevenção;

Prevenção: réu com mais de uma residência ou local de domicilio é desconhecido; a competência territorial nos crimes continuados, crimes permanentes e nos crimes habituais será determinada pela prevenção; no crime continuado, o primeiro juiz que se manifestar no caso concreto será o competente para julgar o crime; no crime permanente a consumação se perpetua no tempo, se esse crime se perpetuar em mais de uma comarcar, sua competência será determinada pela prevenção; no crime habitual, a habitualidade e reinteração da prática criminosa em comarcar diversas, a competência será determinada pela prevenção;

Art. 83 - Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c).

Conexão: Art. 76 CPP; há um liame entre infrações penais (existe uma ligação entre delitos); SEMPRE existirá duas ou mais infrações penais; sempre existirá dois ou mais crimes; unidade de processos e a unidade de julgamentos (evitar decisões contraditórias);

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elo fático entre crimes;

Art. 76 - A competência será determinada pela conexão:

I - se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;

II - se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;

III - quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.

Continência: Art. 77 CPP; Inciso I – uma única infração penal, um único crime sendo praticado por DUAS ou MAIS pessoas; uma única conduta criminosa, praticada por duas ou mais pessoas; único crime em concurso de pessoas (ex: peculato em concurso de pessoas); Inciso II – Arts. 70, 73 e 74 CP, nos casos de concurso formal de crimes, erro na execução e resultado diverso do pretendido; unidade de processos e a unidade de julgamentos (evitar decisões conflitantes);

Art. 77 - A competência será determinada pela continência quando:

I - duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

II - no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 70, 73 e 74 do Código Penal - reforma penal 1984.

Unidade de julgamento, unidade de processo = Art. 78 CPP; o juízo da infração MAIS grave, seja competente para julgar o processo; mesma gravidade das infrações, o juízo será o que mais teve o número de infrações; prevenção será a competência se o número de infrações forem os mesmos;

Art. 78 - Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras:

I - no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri;

II - no concurso de jurisdições da mesma categoria:

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as respectivas penas forem de igual gravidade;

c) firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;

III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;

IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.

MEDIDAS CAUTELARES (ATUALIDADE):

1) Prisão Cautelar:

- Lei nº12.403/11;

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- Art. 5º, LVII da CF; Princípio Presunção da Não Culpabilidade; ninguém pode ser considerado culpado antes do transito em julgado de uma sentença penal condenatória;

- Efeitos da presunção de inocência: prisão cautelar e efeito do ônus da prova;

- Art. 283 CPP; consagra expressamente a presunção de inocência; colocou em sede infraconstitucional; o legislador VEDOU a execução antecipada da pena; ANTES do transito em julgado da sentença penal condenatória NÃO pode haver prisão;

1.1. Modalidades:

a) Prisão em Flagrante: Art. 302 CPP; as situações que autorizam o flagrante estão nesse artigo do CPP; a prisão só será legal, válida se ela se enquadrar em um dos incisos desse artigo; em regra, NÃO exige ordem judicial; o prazo de 24 horas em nada influencia na prisão; hipótese de apresentação espontânea não cabe prisão em flagrante;

- O inciso I e II = Flagrante Próprio ou Propriamente Dito = quando o individuo está praticando ou acabou de praticar uma infração penal; é como se estivéssemos vendo efetivamente a existência do delito; o agente acabou de praticar o delito ou ainda está praticando o delito;

- Inciso III = Flagrante Impróprio = caracterizado por uma perseguição; atividade persecutória; o sujeito é perseguido logo após a prática do crime; uma situação que presume-se ser ele o autor do crime; requisito temporal = logo após; presunção de que o individuo que está sendo perseguido foi o autor do delito; não exige um lapso temporal de 24 horas para prender o sujeito (mito popular); esse lapso pode durar o tempo da perseguição; Impróprio = prisão se dá após a prática do delito;

- Inciso IV = Flagrante Presumido = não há uma perseguição; aqui o sujeito é encontrado logo depois, com elementos que façam presumir ser ele o autor da infração penal; há um encontro fortuito com as provas; também há requisito temporal = logo depois; o STF não define o que é requisito temporal (não há um calculo para definir o que é logo após, logo depois / analise com proporcionalidade, com razoabilidade); Presumido = prisão se dá depois da prática do delito;

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- Prisão ilegal deve ser relaxada; Art. 5º, LXV da CF;

Art. 302 - Considera-se em flagrante delito quem:

I - está cometendo a infração penal;

II - acaba de cometê-la;

III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;

IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.

Flagrante Preparado: Súmula 145 STF; a preparação do flagrante pelo preposto de policia impede a consumação do crime; caracteriza uma hipótese de crime impossível; é um flagrante considera ILEGAL; é uma grande cena de novela, onde o único que não sabe da encenação é o flagranteado; o Estado não pode instigar um sujeito a praticar infrações penais;

Flagrante Esperado: é um flagrante VÁLIDO, segundo o STF e a doutrina majoritária; não há intervenção no iter criminis; não há uma provocação para a prática delituosa; os prepostos de policia apenas tomar conhecimento de que o crime será praticado, e aguarda para prender todos em flagrante; não há uma instigação para a prática do crime;

Flagrante Forjado: é ILEGAL; são hipóteses de implantação de provas; atipicidade da conduta; erro de tipo;

Flagrante Diferido ou Postergado ou Perpetuado: Lei nº 9.034/95 e no Art. 53 da Lei nº 11.343/06; visa combater as organizações criminosas; a polícia perpetua, prolonga a situação de flagrante, para prender o sujeito no melhor momento para o contexto probatório; também denominado de Ação Controlada dos Prepostos de Polícia; no flagrante diferido exige ordem judicial (reserva de jurisdição) e parecer do MP;

OBS: Não há definição legal para organização criminosa no Brasil; todas as medidas prescritas na lei nº 9.034/95, caí por terra, dentre elas a hipótese de flagrante diferido, AO MENOS com uma definição legal; entendimento do STF;

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OBS: Art. 306 CPP  O prazo de 24 horas é para os requisitos formais da prisão em flagrante; ex: comunicações de praxe – tem que ser comunicada ao juiz, MP, defensoria pública (ou advogado, se tiver) e à família do preso ou pessoa por ele indicada, além de ser entregue nesse prazo a nota de culpa ao flagranteado (motivo de sua prisão);

- Atualmente a prisão em flagrante é uma prisão efêmera, que já nasce com os dias contados, que não vai poder se prolongar; Art. 310 CPP; o juiz não pode mais ficar omisso quando recebe o auto de prisão em flagrante, no prazo de 24 horas; APF não é para abrir vistas para o MP; o juiz deve proferir uma das três decisões que está no Art.

310 CPP;

- Se a prisão for ilegal, o juiz deve imediatamente relaxar a prisão; prisão ilegal = relaxamento de prisão = Art. 5º, LXV da CF;

- O juiz pode também converter a prisão em flagrante, em prisão preventiva; desde que estejam presentes os requisitos do Art. 312 CPP;

- O juiz também pode conceder a liberdade provisória ao réu; prisão legal + desnecessária = o juiz deve devolver a liberdade ao réu; desnecessária quando não possui nenhum dos requisitos do Art. 312 CPP; liberdade provisória COM ou SEM fiança;

Art. 310, § único e 321 CPP;

- Atualmente todos os crimes admitem a concessão da liberdade provisória SEM fiança; é um beneficio que pode ser concedido em todas as infrações penais, inclusive nos crimes hediondos e nos equiparados aos hediondos; STF julgou parcialmente a inconstitucionalidade do Art. 44 da Lei nº 11.343/06 (justamente na parte em que se veda a liberdade provisória sem fiança); a carta magna só vedou a fiança nos crimes hediondos e equiparados, racismo e ação de grupos armados civis ou militares contra o estado Democrático de Direito;

- A fiança tem natureza cautelar, diversa da prisão; Art. 319 CPP; fiança de um a cem salários se o crime tiver pena máxima não superior a 04 anos; pena máxima do crime superior a 04 anos, nessa hipótese a fiança pode chegar de 10 a 200 mil salários;

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b) Prisão Preventiva: hipóteses de admissibilidade nos Arts. 312 e 313 CPP; a prisão decorrente de sentença condenatória recorrível e a prisão decorrente de pronuncia (decisão interlocutória que encaminha o réu à Júri), essas prisões são modalidades de prisões preventivas (Art. 387, § único e 413, §3º CPP); só cabe a decretação da prisão preventiva em crimes DOLOSOS, conforme o Art. 313 CPP (NÃO cabe a prisão preventiva em crime culposo e nem em contravenções penais / isso porque no Art. 282, I e II CPP  exige que a medida cautelar seja adequada e proporcional ao fato); NÃO se admite a prisão preventiva em crimes que tenham a pena máxima inferior a 04 anos (mesmo condenado não será imposta uma pena privativa de liberdade / por isso não justifica que o sujeito fique preso durante o processo); somente, em regra, cabe preventiva para os crimes, dolosos, que tenham a pena máxima superior a 04 anos;

- Reincidência em crime DOLOSO  pode ser decretada a prisão preventiva, independentemente da pena prevista para o delito; reincidência NÃO é IP e Ações Judiciais em curso;

- Medidas de Proteção; Lei Maria da Penha; Crianças, Idosos  pode se decretada a prisão preventiva pelo juiz para assegurar as medidas protetivas;

- A prisão preventiva é uma medida subsidiária; última ratio no processo penal; Art. 282,

§§4º e 6º e 312, § único CPP; somente em casos excepcionais é que pode ser decretada;

- Arts. 319 e 320 CPP trazem uma série de medidas DIVERSAS à prisão preventiva; rol de medidas cautelares que devem ser decretadas ANTES da prisão preventiva; a prisão preventiva apenas pode ser decretada, se no caso concreto, não for possível decretar outra medida cautelar;

- Art. 312 CPP; para a decretação de toda e qualquer medida cautelar, deve-se estar presente o “fumus comissi delicte” = fumaça do crime = indícios suficientes de autoria + materialidade = justa causa; também deve existir o “periculum libertatis” = perigo da liberdade do indiciado = essa liberdade deve por em risco o andamento do processo =

(24)

caracterizado pela: garantia da ordem pública (Art.282 CPP), garantia da ordem econômica, conveniência da instrução criminal (proteger o processo / livre produção de provas / ex: sujeito ameaça uma testemunha) ou assegurar a aplicação da lei penal (ex:

risco de fuga) = tem que está presente UM desses requisitos; deve existir um elemento concreto; não pode ter uma fundamentação genérica; individualização do fato para se decretar a prisão preventiva;

- A prisão preventiva NÃO pode ser decretada de oficio no Inquérito Policial; prisão preventiva exige reserva de jurisdição, exige ordem judicial; ordem fundamentada da autoridade judiciária competente; a prisão preventiva só pode ser decretada, apenas, se houver uma representação do delegado ou um requerimento do MP; na fase do processo, na fase processual, o juiz pode decretar de ofício a prisão preventiva, bem como a requisição do MP, requerimento do assistente de acusação, querelante (art. 311 CPP);

- Arts. 317 e 318 CPP; previsão legal expressa, permitindo que a prisão preventiva seja mantida mediante o recolhimento domiciliar; prisão domiciliar no domicilio do imputado (mesmo antes de uma sentença condenatório transito em julgado);

c) Prisão Temporária: Lei nº 7.960/89; é uma prisão que só tem cabimento em sede de INQUÉRITO POLICIAL; acabou o IP, acabou a previsão da prisão temporária; prisão ilegal = prisão relaxada; requisitos estão no Art. 1º da lei: inciso I – imprescindível para a investigação no IP; inciso II – se o indiciado não tem residência fixa, ou se não fornece elementos para a sua identificação civil; inciso III – rol de crimes que admite a decretação da prisão temporária (não é qualquer crime, somente no rol desse inciso / ex: crimes hediondos e equiparados / Lei nº 8.072/90 permite e decretação da prisão temporária); a doutrina majoritária diz que, para a prisão temporária ser decretada, sempre tem que ter o inciso III do Art. 1º da lei + outro inciso;

- Art. 313, § único CPP; o legislador também permite a prisão temporária quando, o sujeito não fornecer elementos para a identificação civil; OBS: após a identificação criminal civil, a prisão tem que ser revogada, porque era esse o seu fundamento;

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- Essa é a única prisão que tem um prazo determinado em lei; em regra a prisão temporária tem um prazo de 05 dias, prorrogável por mais 05 dias; nos crimes hediondos e equiparados, a prisão temporária tem o prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30 dias;

Art.10 CP, computado o primeiro dia da prisão (Prazo de natureza penal);

PROCEDIMENTOS:

- Art. 394 CPP;

- Art. 5º, LIV e LV da CF;

1) Especial 2) Comum

a) Ordinário: é aplicado em regra, inclusive subsidiariamente para outros ritos; Art. 394,

§§4º e 5º do CPP;

b) Sumário: Art.531 CPP;

c) Sumaríssimo: crimes de menor potencial ofensivo; JECRIM; Lei nº 9.099/95;

PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO:

- o primeiro ato processual é a denuncia ou queixa; denuncia ou queixa NÃO são oferecidos em delegacia;

- a queixa crime só pode ser oferecida por advogado com poderes especiais; na procuração deve existir uma menção ao fato criminoso;

- Art. 41 e 44 CPP;

- a denuncia ou queixa podem ser rejeitadas liminarmente pelo juiz; Art. 395, I, II e III CPP; inépcia na petição inicial é uma causa de rejeição (quando não cumpre os requisitos do Art. 41 e 44 CPP); a falta de condição da ação ou pressupostos processuais são causas de rejeição da denuncia ou queixa (ex: súmula vinculante 24); a falta de justa causa (indícios suficientes de autoria + materialidade) na ação penal também é uma causa de rejeição; “fumus comissi delicti”;

- na fase inicial NÃO vigora o “in dubio pro reu”; o juiz pode rejeitar a denuncia ou queixa na fase liminar;

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- a materialidade pode ser direta ou indireta, Art. 158 e 167 CPP;

- quando impossível for a realização da prova pericial, é indispensável a oitiva das testemunhas; a prova testemunhal pode suprir a ausência da prova da material;

- o que NÃO pode suprir a prova do exame de corpo de delito é a confissão do imputado;

- o recurso cabível no caso de rejeição da denuncia ou queixa é o RESE (recurso em sentido estrito), no prazo de 05 dias, Art. 581 CPP; SALVO na hipótese da Lei nº 9.099/95, da decisão que rejeita a denuncia ou queixa, cabe apelação, no prazo de 10 dias; Art. 82;

- no caso de recebimento da denuncia ou queixa, NÃO cabe recurso; mas nada impede que o imputado impetre um Habeas Corpus para atacar a decisão de aceitação da denuncia ou queixa; ex: Art. 648, I do CPP – constrangimento ilegal, a liberdade de locomoção; rejeição e não recebimento tem o mesmo significado;

- HC NÃO é recurso, é uma ação;

- se os “defeitos” da denuncia ou queixa forem corrigidos, nada impede que no futuro elas sejam recebidas; Art. 395 CPP:

- o recebimento da denuncia ou queixa, Art. 396 CPP; o recebimento interrompe a prescrição da pretensão punitiva do Estado (PPP);

- recebida a denuncia ou queixa, o juiz irá citar o acusado, para apresentar uma defesa, que é a Resposta à Acusação, Art. 396 e 396-A CPP; criação da sua autodefesa;

- Resposta à acusação, prazo de 10 dias, com 08 testemunhas, Art. 396 e 396-A CPP; as Exceções devem ser apresentadas nesse mesmo momento, em autos apartados, Art. 95 e 111 CPP; Exceções são processos incidentes;

- na Resposta à Acusação pode ser apresentada TODA a matéria de defesa; essa peça é imprescindível; nesse momento processual NÃO se fala em preclusão; NÃO se fala em confissão ficta (Art. 197 CPP / a confissão é um ato pessoal, do réu, não se transfere);

- a ÚNICA hipótese de preclusão na Resposta à Acusação é quanto às testemunhas; tem que apresentar as 08 testemunhas (no máximo);

- uma vez citado pessoalmente o réu, e não apresentar a defesa, o juiz tem que nomear um defensor; se o réu for citado por hora certa, e não apresentar uma defesa, o juiz também tem que nomear um defensor;

- citação por hora certa = ocorre quando o réu se oculta para não ser citado; o processo segue normalmente;

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- após a apresentação da Resposta à Acusação, há a possibilidade de o juiz absolver sumariamente o réu; é o julgamento antecipado da lide; Art. 397 CPP; absolver o réu ANTES da audiência de instrução e julgamento;

- Art. 397 CPP; I – Art. 23 CP, consentimento do ofendido, o juiz pode absolver sumariamente o acusado; II – causa excludente de culpabilidade, com exceção da inimputabilidade, o juiz pode absolver sumariamente o acusado, Art. 26 CP – exceção (NÃO se admite a absolvição sumária imprópria / que é aplicação da medida de segurança); III – fato atípico (ex: princípio da insignificância); IV – extinção da punibilidade (Nestor Távola entende que cabe RESE, mas o recurso cabível nessa fase é a APELAÇÃO); então, na fase do Art. 397 CPP, inciso IV, cabe APELAÇÃO;

- no caso de o juiz não absolver sumariamente o réu, ocorrerá audiência de instrução e julgamento, no prazo máximo de 60 dias (sob pena de relaxamento da prisão preventiva por excesso de prazo), Art. 400 CPP;

- se o ofendido estiver vivo, o juiz colherá as declarações da vítima; depois a oitiva das testemunhas de ACUSAÇÃO e depois de DEFESA (nessa ordem; Art. 202 e seguintes CPP / se houver a inversão da ordem, é uma hipótese de nulidade relativa / comprovar o prejuízo no caso concreto);

- Art. 212 CPP; abandono do sistema presidencialista na instrução, as partes agora podem formular perguntas diretamente às testemunhas; o juiz pode ouvir as testemunhas ALÉM das indicadas pelas partes (impera o princípio da verdade real / o juiz está em busca de seu conhecimento);

- após as testemunhas, o perito oficial irá prestar esclarecimentos; Art. 159 CPP; a perícia hoje é feita por UM ÚNICO perito oficial; na ausência de perito oficial, pode ser feita a perícia por DOIS sujeitos, nomeados pelo juiz, com curso superior, para a realização da perícia;

- as partes podem indicar assistentes técnicos à perícia; Art. 159 CPP;

- após os peritos, temos as acareações;

- reconhecimento de pessoas e coisas, Art. 226 CPP;

- o último ato probatório é o INTERROGATÓRIO; Art. 185 e seguintes CPP; é uma manifestação da autodefesa, por parte do réu, mais a defesa técnica; direito do réu se defender com suas próprias palavras; nessa fase é assegurado o direito ao silêncio (garantia constitucional / inalienável); Art.5º, LXIII da CF; é também uma previsão do

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Pacto de São José da Costa Rica (Decreto Lei nº 678/92, Art.8º, item 2, “g”); o réu não é obrigado a produzir provas contra si;

- Lei nº 11.900/09, vídeo conferencia; existe a possibilidade de interrogatório, colheita testemunhal por vídeo conferencia; isso ocorrerá quando houver um temor da testemunha ou do ofendido de ser ouvido na frente do réu, e quando não for possível a colheita dessas provas de outro modo;

- Debates; 20 minutos para acusação e 20 minutos para a defesa; Art. 403, §3º e 404, § único CPP, permite que o juiz converta os debates em Alegações Finais Escritas; no prazo de 05 dias; o juiz terá o prazo de 10 dias para proferir a sentença;

- Sentença; o juiz NÃO poderá julgar ALÉM DO PEDIDO; aplica-se o livre convencimento motivado, Art. 155 CPP; Princípio da Persuasão Racional (decidir com base no seu convencimento); livre para decidir com base em todas as provas; Art.182CPP, permiti que o juiz decida contrariamente ao laudo; o juiz tem que fundamentar a sua decisão (Art. 93, IX CF); o juiz não pode julgar fora do quanto exposto na petição inicial (correlação da sentença); “emendatio e mutatio libelli”, Arts. 383 e 384 CPP, respectivamente;

- o réu irá se defender das narrações fáticas; FATOS; Art. 383 CPP, o juiz pode emendar, alterar a definição jurídica dos fatos; NÃO altera os FATOS na emendatio libelli; na descrição do Art. 383 CPP, os fatos vêm antes da definição jurídica, justamente porque os FATOS não se alteram; emendatio libelli também pode ser aplicada pelos Tribunais (2º graus), Art. 617 CPP; cabe tanto na ação penal pública, como de iniciativa privada;

- Art. 384 CPP; mutatio libelli; temos uma alteração FÁTICA (FATOS) durante o processo;

o juiz NÃO pode alterar a definição jurídica dos fatos; deverá haver uma modificação por parte do titular da ação, com o ADITAMENTO da petição inicial; na mutatio libelli o juiz deve abrir vista para o titular da ação aditar; mutatio TODOS os prazo são de 05 dias; irá ocorrer uma nova instrução para ouvir os novos fatos; 03 testemunhas; ampla defesa; Art.

28 CPP (no caso de o MP não aditar a denuncia, encaminhar para Procurador Geral do MP); mutatio libelli NÃO se aplica em segundo grau, Súmula 453 STF; SÓ é possível mutatio libelli na ação penal pública e na subsidiária da pública (Art. 29 CPP);

- Art. 385 CPP; Debates; MP pode pedir a absolvição do acusado; havendo duvida, o MP deve pedir a absolvição com base no Art. 386, VII CPP; in dúbio pro reu; o juiz pode condenar ou não, pode também reconhecer agravantes, o Art. 385 CPP não vincula o juiz;

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Modalidades de Citação no Processo Penal:

- alterado pela Lei n º 11.719/08;

- citação é uma manifestação da garantia da ampla defesa;

- se não há citação, não há como exercer ampla defesa;

- a citação pode ser: real ou ficta;

- a citação real pode ser: por mandado, precatória ou rogatória;

- a citação ficta pode ser: edital (Art. 361 e 363, §1º CPP) ou por hora certa (Art. 362 CPP);

- a REGRA é que o réu seja citado PESSOALMENTE (por mandado); Art. 360 CPP; o STF considera NULA a citação por edital de réu preso, na mesma unidade do juízo processante, Súmula 351 STF;

- a citação por edital é a última ratio;

- se o réu não estiver no território do juízo processante será por mandado, mas constituído por carta precatória; e, se o réu estiver fora do país, será por carta rogatória (único caso em que será suspensa a prescrição);

- réu em local desconhecido, réu não encontrado, aí sim será citado por edital, no prazo de 15 dias;

- se, o réu citado por edital, não constituir advogado e nem comparecer, o processo será suspenso, como também será prescrita a pretensão punitiva; Art. 366 CPP; edital = citação ficta = ninguém normalmente toma conhecimento;

- o juiz pode determinar a produção antecipada de provas, ANTES da suspensão processual (citação por edital), bem como decretar a prisão preventiva; Art. 312 CPP;

Súmula 455 STJ; vale salientar que a prisão preventiva NÃO pode ser decretada apenas no não comparecimento do réu;

- autodefesa = o réu tem o direito de se defender; defesa técnica = advogado / é indisponível; Súmula STF 523;

- réu citado PESSOALMENTE e não comparecer, o processo pode seguir normalmente, o juiz pode nomear um defensor;

- a suspensão do prazo prescricional, Súmula 415 STJ, na hipótese do Art. 366 CPP, será aplicado com base na pena máximo do delito; após o período da prescrição, o processo volta a correr normalmente;

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PROCEDIMENTO SUMÁRIO:

- Art. 531 CPP;

- Utilizado para os crimes com pena máxima igual a 03 anos; pena superior a 02 anos e menor que 04 anos;

- A audiência de instrução deverá ser realizada em um prazo máximo de 30 dias;

- As partes podem arrolar até 05 testemunhas;

- NÃO temos a possibilidade de na audiência de instrução e julgamento ocorrer a conversão das alegações finais orais em memoriais (como ocorre no procedimento ordinário / Arts. 403, §3º e 404, § único do CPP);

PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO:

- Lei 9.099/95;

- Aplicado nos crimes de menor potencial a ofensivo;

- Contravenções penais e crimes de pena máxima igual ou inferior a 02 anos;

- Também se aplica esse rito ao Estatuto do Idoso; Lei 10741/03; JECRIM, a partir do Art.

60 dessa lei;

- Regido pela celeridade, oralidade, simplicidade, economia processual, aplicação de penas NÃO privativas de liberdade, informalidade; Art. 2º da lei; são os princípios que regem os juizados especiais;

Fase Preliminar: inquisitoriedade (não há ampla defesa, não há contraditório e devido processo legal); no JECRIM NÃO há inquérito policial; HÁ um Termo Circunstanciado (uma peça regida pela oralidade, informalidade e celeridade); as partes buscam o consenso, transigir; a finalidade aqui é descarcerizar;

- O auto de prisão em flagrante será substituído por um termo de compromisso; não se lavra o auto; pode também ter uma condução imediata ao JECRIM;

- A pena no JECRIM é pecuniária ou restritiva de direito;

- Superada a primeira fase, ocorre a audiência preliminar; deve está presentes: o suposto autor do fato, acompanhado de seu advogado, responsável civil, o ofendido e seu advogado;

- Nessa audiência preliminar existe a possibilidade de conciliação; uma composição civil entre o acusado e o ofendido, por isso a importância do responsável civil;

- Se houver acordo no crime de ação penal pública condicionada ou de iniciativa privada,

(31)

a composição irá propiciar a renúncia ao direito de representar, a retratação ao direito de representar;

- Na ação penal pública incondicionada o acordo NÃO retira a pretensão punitiva do MP;

o processo segue normalmente;

- Art. 76 da Lei 9.099/95, se não houver a composição civil, há a possibilidade do MP fazer uma proposta ao suposto autor do fato; Transação Penal = proposta feito pelo MP ao suposto autor do fato = aplicação imediata de pena não privativa de liberdade; pena de multa ou restritivas de direito; Pela Lei SÓ HÁ possibilidade de Transação Penal na Ação Penal PÚBLICA; NÃO tem cabimento na ação penal privada;

- A transação penal NÃO é pena; não é sentença condenatória;

- Se o MP não propor a Transação Penal (inerte), o juiz NÃO pode de ofício aplicar esse beneficio, Art. 28 CPP, porque não é uma pena, o juiz irá encaminhar os autos para o chefe do MP (Procurador), para analisar se é caso ou não de proposta;

- A transação penal NÃO tem nenhum efeito de sentença penal, Art.92 CP; A transação penal tem como finalidade impedir que o sujeito seja denunciado durante o período de cinco anos;

- Da transação penal homologada cabe Apelação, no prazo de 10 dias; Art. 76 e 82 da Lei 9.099/95;

- Se não houve proposta ou a proposta não foi aceita, o processo irá continuar;

Segunda Fase: Ocorre a oferta da denúncia ou queixa de forma oral (petição inicial); após o oferecimento da petição inicial o MP pode propor a suspensão condicional do processo (SURSIS Processual / Art. 89 da lei);

- SURSIS também é uma proposta, feita pelo MP, de suspender o processo pelo prazo de 02 a 04 anos; o SURSIS cabe para todos os crimes com pena MÍNIMA NÃO superior a 01 ano;

- SURSIS é um instituo despenalizador;

- SURSIS processual difere do sursis penal (que já existe uma condenação / pressupõe uma sentença condenatória); no sursis processual não há condenação, a proposta ocorre no inicio do processo; o sursis processual tem como finalidade evitar uma penalização;

- Se não há o sursis ou o acusado não aceita (porque não é obrigado a aceitar / pode querer provar a sua inocência); o acusado será citado para oferecer uma defesa

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preliminar ANTES do recebimento da denuncia;

- A defesa preliminar será apresenta no inicio da audiência de instrução e julgamento;

essa defesa tem como finalidade de propiciar o não recebimento da denuncia ou queixa;

- A defesa preliminar oral, Art. 81 da lei 9.099/95;

- Da recusa do recebimento da defesa cabe Apelação, Art. 82 da Lei 9.099/95; no prazo de 10 dias;

- JECRIM NÃO se admite a citação por edital; se o réu não for encontrado, os autos serão encaminhados para uma Vara Crime;

OBS: Existem três possibilidades de apresentação da defesa preliminar, ANTES de o juiz receber a denuncia; JECRIM (Art. 81 da Lei 9.099/95), crimes funcionais (Art. 514 CPP) e lei de drogas (Art. 55 da Lei 11.343/06); a única possibilidade de ser oral é no JECRIM;

- Da decisão que recebe a denuncia ou queixa NÃO se admite a interposição de qualquer recurso, admite a impetração apenas de HC (que não é recurso / por exemplo, para trancar o processo por ausência de justa causa (Art. 648, I CPP));

- SUPERADA a súmula 690 STF; da denegação do HC na Turma Recursal do JECRIM, cabe um novo HC para o TJ;

- Recebida a petição inicial (denuncia ou queixa), ocorrerá uma audiência UNA, de instrução e julgamento; colher as declarações do ofendido, testemunhas, interrogar o suposto acusado, proceder com os debates orais, proferir a sentença SEM relatório;

OBSERVE que o interrogatório, desde 1995, era o último ato da audiência;

- Da sentença cabe Apelação (Art. 82 da lei 9.099 / prazo de 10 dias) e Embargos de Declaração (Art.83 da lei 9.099 / prazo de 05 dias);

OBS: Na lei de DROGAS, Lei 11.343/06, o interrogatório continua sendo o primeiro ato da audiência de instrução e julgamento;

PROCEDIMENTO ESPECIAL DO TRIBUNAL DO JÚRI:

- Art. 406 CPP;

- Art. 5º, XXXVIII da CF/88;

Referências

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