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A Estética do Oprimido

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Academic year: 2022

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Texto

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A Estética do Oprimido

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Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro da Cultura Juca Ferreira

Fundação Nacional de Artes – Funarte Sérgio Mamberti Presidente

Myriam Lewin Diretora-Executiva

Centro de Programas Integrados – CEPIN Tadeu Di Pietro

Coordenação Geral de Planejamento e Administração Anagilsa Nóbrega Gerência de Edições Maristela Rangel

Divisão de Produção Gráfica João Carlos Guimarães Produção Editorial José Carlos Martins

Assistentes Editoriais Simone Muniz e Suelen Barbosa

Fundação Nacional de Artes – Funarte Rua da Imprensa,  –  º andar – -

Centro – Rio de Janeiro – 

Tels.: () - – -

www.funarte.gov.br

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A Estética do Oprimido

2

Reflexões errantes sobre o pensamento do

ponto de vista estético e não científico

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Copyright © , herdeiros de Augusto Boal Direitos cedidos para esta edição à

Editora Garamond Ltda.

Rua da Estrela,  – o andar

CEP - – Rio de Janeiro – Brasil Telefax: () -

e-mail: [email protected] website: www.garamond.com.br

Preparação de originais e revisão Carmem Cacciacarro Capa e projeto gráfico Estúdio Garamond / Anderson Leal

Fotos de capa Máquina automática do metrô de Paris (capa) e Fabian Boal (ª capa)

Todos os direitos reservados. A reprodução

não-autorizada desta publicação, por qualquer meio, seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº ./.

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Be

Boal, Augusto, -

A estética do oprimido / Augusto Boal. - Rio de Janeiro : Garamond, .

p. : il.

 ----

. Estética. . Arte - Filosofia. . Realismo na arte.

. Realismo estético. . Teatro e sociedade. I. Título.

-. : .

: .

.. .. 

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A Natureza não é bela;

belos são os olhos que a miram.

2008, 2009, 2010... A noite cai sobre o mundo. Que fazer?

Silenciar? Sinto sincero respeito por todos aqueles artistas

que dedicam suas vidas à sua arte – é seu direito ou condição. Mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida.

Em defesa da arte e da estética, em tempos de crise e de paz.

Arte não é adorno, Palavra não é absoluta, Som não é ruído,

e as Imagens falam.

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Agradecimentos

Tentando organizar um pouco a mesa do Augusto, encontrei um papel- zinho, uma folha arrancada de um bloquinho de hotel escrita com a sua letra: era a dedicatória, para este, o seu último livro.

Fiquei sem saber o que fazer.

Não sei se cabe a mim entregar esse texto para que seja publicado.

Ao mesmo tempo, sei do reconhecimento que Augusto sentia pelas pessoas mencionadas.

Decidi retomar o texto com as minhas palavras, de modo que este livro do Augusto seja dedicado à nossa amiga Maria Rita Kehl, que com tanta paciência e cuidado leu e comentou os originais.

E aos amigos Marcelo Land e Flávio Cure Palheiro, pela sensibilidade com que entenderam que Augusto devia viver a sua vida até o fim como ele sempre tinha vivido e o ajudaram a conseguir.

Cecília Boal

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Apresentação

Este livro, texto inédito e definitivo de Augusto Boal, foi finalizado em janeiro de , poucos meses antes do falecimento do autor. Deve ser lido como complemento e afirmação de sua longa obra teórica, crítica e prática. Uma obra que revolucionou o cenário das artes brasileiras e ganhou repercussão internacional ao propor um método teatral cujo ob- jetivo era exercitar o pensamento político, social e estético dos oprimidos e estimular a busca por uma sociedade sem opressores.

Baseada em valores éticos e solidários, a arte proposta por Boal propõe intervir concretamente na realidade, fazer emergir consciências e trans- formar simples consumidores em cidadãos capazes de produzir cultura – o que acarreta consequências individuais e sociais. Surgem neste livro algumas das ideias já usadas como base para o método conhecido como Teatro do Oprimido, que vem sendo aplicado em dezenas de países.

Nos dois primeiros capítulos são apresentados e exemplificados os conceitos da Estética do Oprimido, como pensamento sensível, pen- samento simbólico, metáfora, moral e ética. No terceiro, Boal explica como esses conceitos são empregados nas atividades propostas pelo Projeto Prometeu, realizado no Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro.

Ao publicar este livro em co-edição com a editora Garamond, a Fundação Nacional de Artes – Funarte presta homenagem ao diretor, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (–) e coloca ao alcance de pesquisadores, artistas e público um material determinante para a construção da arte democrática, política e social.

Sérgio Mamberti presidente da Funarte

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Referências

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