A Estética do Oprimido
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A Estética do Oprimido
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Reflexões errantes sobre o pensamento do
ponto de vista estético e não científico
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Preparação de originais e revisão Carmem Cacciacarro Capa e projeto gráfico Estúdio Garamond / Anderson Leal
Fotos de capa Máquina automática do metrô de Paris (capa) e Fabian Boal (ª capa)
Todos os direitos reservados. A reprodução
não-autorizada desta publicação, por qualquer meio, seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº ./.
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Boal, Augusto, -
A estética do oprimido / Augusto Boal. - Rio de Janeiro : Garamond, .
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. Estética. . Arte - Filosofia. . Realismo na arte.
. Realismo estético. . Teatro e sociedade. I. Título.
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A Natureza não é bela;
belos são os olhos que a miram.
2008, 2009, 2010... A noite cai sobre o mundo. Que fazer?
Silenciar? Sinto sincero respeito por todos aqueles artistas
que dedicam suas vidas à sua arte – é seu direito ou condição. Mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida.
Em defesa da arte e da estética, em tempos de crise e de paz.
Arte não é adorno, Palavra não é absoluta, Som não é ruído,
e as Imagens falam.
Agradecimentos
Tentando organizar um pouco a mesa do Augusto, encontrei um papel- zinho, uma folha arrancada de um bloquinho de hotel escrita com a sua letra: era a dedicatória, para este, o seu último livro.
Fiquei sem saber o que fazer.
Não sei se cabe a mim entregar esse texto para que seja publicado.
Ao mesmo tempo, sei do reconhecimento que Augusto sentia pelas pessoas mencionadas.
Decidi retomar o texto com as minhas palavras, de modo que este livro do Augusto seja dedicado à nossa amiga Maria Rita Kehl, que com tanta paciência e cuidado leu e comentou os originais.
E aos amigos Marcelo Land e Flávio Cure Palheiro, pela sensibilidade com que entenderam que Augusto devia viver a sua vida até o fim como ele sempre tinha vivido e o ajudaram a conseguir.
Cecília Boal
Apresentação
Este livro, texto inédito e definitivo de Augusto Boal, foi finalizado em janeiro de , poucos meses antes do falecimento do autor. Deve ser lido como complemento e afirmação de sua longa obra teórica, crítica e prática. Uma obra que revolucionou o cenário das artes brasileiras e ganhou repercussão internacional ao propor um método teatral cujo ob- jetivo era exercitar o pensamento político, social e estético dos oprimidos e estimular a busca por uma sociedade sem opressores.
Baseada em valores éticos e solidários, a arte proposta por Boal propõe intervir concretamente na realidade, fazer emergir consciências e trans- formar simples consumidores em cidadãos capazes de produzir cultura – o que acarreta consequências individuais e sociais. Surgem neste livro algumas das ideias já usadas como base para o método conhecido como Teatro do Oprimido, que vem sendo aplicado em dezenas de países.
Nos dois primeiros capítulos são apresentados e exemplificados os conceitos da Estética do Oprimido, como pensamento sensível, pen- samento simbólico, metáfora, moral e ética. No terceiro, Boal explica como esses conceitos são empregados nas atividades propostas pelo Projeto Prometeu, realizado no Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro.
Ao publicar este livro em co-edição com a editora Garamond, a Fundação Nacional de Artes – Funarte presta homenagem ao diretor, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (–) e coloca ao alcance de pesquisadores, artistas e público um material determinante para a construção da arte democrática, política e social.
Sérgio Mamberti presidente da Funarte