Remédios
Constitucionais
Profa. Me. Larissa Castro
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Mandado de Injunção (Art. 5º, LXXI – Lei 13.300/16)
•Introdução: é um instrumento processual constitucional hábil a proporcionar o exercício de prerrogativas, direitos e liberdades, de cunho constitucional, que se mostra inviabilizado pela ausência de norma regulamentadora.
•LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
•Finalidade: Tornar as normas constitucionais de eficácia limitada aplicáveis e combater a síndrome de inefetividade das
constituições.
•Natureza Jurídica: Ação civil de caráter mandamental.
•Origem:controversa – não encontra equivalente no direito pátrio ou internacional.
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.•Pressupostos constitucionais de Impetração: ausência (total ou parcial) da norma regulamentadora para efetivar direitos, liberdades ou prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
•Art. 2º, Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando forem insuficientes as normas editadas pelo órgão legislador competente.
•inviabilidade do exercício de direito, liberdade ou prerrogativa em virtude da falta de normatividade.
•Objeto: ANPs e ANSs
•Não cabe M.I:
•Para compelir a prática de ato administrativo concreto e determinado (nomeação, posse, etc.) - MI 14-QO
•Cujo parâmetro de impetração seja norma autoaplicável;
•Como sucedâneo da ação declaratória de inconstitucionalidade por omissão;
•Como forma de conseguir interpretação “generosa” ou “mais justa” de
lei ou ato normativo - AgRg. em MI 152-9-DF 3
.•Legitimidade Ativa: as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das
prerrogativas, devido a falta de regulamentação de preceito da Constituição;
•Legitimidade Passiva: o Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.
•Procedimento: Lei 13.300/2006
•Medida liminar: Art. 14. Aplicam-se subsidiariamente ao mandado de injunção as normas do mandado de segurança, disciplinado pela Lei no 12.016/09
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•MI Coletivo - pode ser promovido:
•I - pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for
especialmente relevante para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis;
•II - por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária;
•III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial;
•IV - pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados
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•Competência
•STF – quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do: PR; CN, CD, SF e suas mesas; TCU; Tribunais superiores; STF. Também cabe processar e julgar em sede de recurso ordinário, mandado de injunção decidido em única e última instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão (art. 102, II, a);
•STJ - quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os casos de competência do STF e dos órgãos da Justiça Militar, Eleitoral, Trabalhista e da Justiça Federal (art. 105, I, h);
•TSE – processar e julgar o M.I, em grau de recurso, denegado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (art. 121, § 4º, V);
•TJs – normas estaduais;
•Juízes de primeiro grau – normas municipais.
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.•EFEITOS DA DECISÃO
•Tese não concretista– mera declaração da omissão. MIs 107, 278, 438, 457, 621.
•Tese concretista individual intermediária:Judiciário estabelece prazo elaboração da norma regulamentadora. Terminado o prazo, se ainda inerte o legislador, o impetrante do MI passa a ter o seu direito assegurado;
•Tese concretista individual direta: judiciário implementa a eficácia da norma constitucional, com efeitos “inter partes”; MI 721 –predominante atualmente;
•Tese concretista geral: judiciário implementa a eficácia da norma constitucional, com efeitos “erga omnes”;Mis 670, 708 e 712.
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.•EFEITOS DA DECISÃO
•Art. 8o Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para:
•I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora;
•II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado.
•Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I do caputquando comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma.
•Art. 9o A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o advento da norma regulamentadora.
•§ 1oPoderá ser conferida eficácia ultra partesou erga omnesà decisão, quando isso for inerente ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração.
•§ 2oTransitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos análogos por decisão monocrática do relator.
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Habeas Data - Art. 5º, LXXII
•Histórico
•Estados Unidos: Freedom of Information Act de 1974, alterado pelo Freedom of Information Reform Act de 1978
•Constituição de Portugal de 1976 (art. 35)
•Constituição da Espanha de 1978 (art. 105, b,)
•CRFB 1988: concebido como instrumento essencialmente político, visava acesso aos registros do antigo Serviço Nacional de Informações – SNI, durante o regime militar de 1964
•É remédio constitucional que permite a todas as pessoas de solicitar judicialmente a exibição dos registros públicos ou privados, nos quais estejam incluídos seus dados pessoais, para que deles se tome conhecimento e, se necessário for, sejam retificados os dados inexatos ou obsoletos ou que impliquem discriminação – antes da CF/88 era feito através de MS
•Regulamentado pela Lei no 9.507, de 12-11-1997
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.•Art. 5º, LXXII, que será concedido habeas data:
•a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
•b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
•Ação gratuita, Art. 5o, LXXVII.
•Natureza Jurídica: ação constitucional, de natureza civil, rito sumário.
•Finalidade: garantiracesso, retificação e complementaçãode informações constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
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.•Caráter Publico: A Lei no 9.507, de 12-11-1997, determinou que considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam ser
transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações.
•Recusa pela via administrativa:
•Sum. 02 STJ e Lei no 9.507/97 – art. 8o : a peoção inicial deverá ser instruída da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão; da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias , sem decisão;
da recusa em fazer-se a anotação sobre a explicação ou contestação sobre determinado dado, mesmo que não seja inexato, justificando possível pendência sobre o mesmo ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.
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.•Legitimação Ativa: pessoa física, brasileira ou estrangeira e pessoa jurídica –caráter personalíssimo.
•Legitimidade Passiva: as entidades governamentais, da
administração pública direta e indireta, bem como as instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público ou de interesse público, e desde que detenham dados referentes às pessoas físicas ou jurídicas - rol exemplificativo
•Dados Sigilosos: CF inc. XXXIII do art. 5o- todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
•Para Moraes não se opõe sigilo ao próprio interessado.
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•Procedimento (Lei nº 9.507/97) -os processos de HD terão prioridade sobre todos os atos judiciais, exceto HC e MS.
•Cabimento não previsto na CF: 7º, III – para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
•PI: apresentada em duas vias, documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na segunda, e deverá ser instruída com prova de uma das três situações seguintes:
•Da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão.
•Da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão.
•Da recusa em fazer-se a anotação sobre a explicitação ou contestação sobre determinado dado, mesmo que não seja inexato, justificando possível pendência sobre o mesmo; ou o decurso de mais de quinze dias, sem decisão..
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Mandado de segurança (Lei nº 12.016/09)
•Origem
•- criação tipicamente brasileira (CF 34), semelhante ao writ of mandamus(anlgo-saxão), judicio de amparo(mexicano) e seguranças reais(Ordenações Manoelinas e Filipinas)
•CF 88, artigo 5°, inciso LXIX “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por "habeas- corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público”.
•Lei nº 12.016/2009, artigo 1°“Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-lapor parte de autoridade, seja de que categoria for e
sejam quais forem as funções que exerça”. 14
.•Natureza jurídica:Ação civil
•Requisitos:
•não caber habeas corpus ouhabeas data
•ato lesivo (comissivo ou omissivo) de autoridade (poder de decisão) pública ou privada no exercício de atribuições do Poder Público
•ilegalidade ou abuso de poder
•lesão ou ameaça de lesão
•direito liquido e certo (não há dilação probatória: provas pré- constituídas, documentais, levadas aos autos do processo no momento da impetração).
•Súmula 625 do STF “Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança”.
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.•Espécies
•Preventivo:visa afastar uma ameaça de lesão ao direito líquido e certo do impetrante ou ameaça concreta - não há decadência.
•Repressivo: reparar ilegalidade (ato vinculado) ou abuso de poder (ato discricionário)
•Sujeito ativo – Impetrante: PF ou PJ frente a ameaça ou lesão a direito liquido e certo por ilegalidade ou abuso do poder.
•Sujeito passivo – Impetrado: autoridade pública ou privada no exercício de atribuições do Poder Público - quem detenha competência para corrigir a ilegalidade
•Delegação: a autoridade é o delegado (foro da delegante)
•erro na atribuição da autoridade coatora: extinção sem julgamento de mérito.
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.•Descabimento:
•contra lei ou ato normativo em tese (atos administrativos que efetivam ou concretizam a lei é que podem ser atacados por MS)
•ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução* (se a via administrativa apta a coibir a ilegalidade e impedir a lesão)
•decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo*
•decisão judicial transitada em julgado.
•*possível de afastamento sempre que as previsões legais não forem suficientes para a proteção do direito líquido e certo do impetrante, garantidos constitucionalmente.
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.•Competência:é definida em função da qualificação (federal, estadual ou municipal) e da hierarquia da autoridade pública ou da delegação titularizada pelo particular
•Art.102, I, “d”– STF: PR, mesas da CD e do SF, TCU, PGR e STF
•Súmula 624/STF - “não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de outros Tribunais”.
•Art. 105, I, “b”– STF: ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal;
•Art. 108, I, “c” – TRF: ato do próprio Tribunal ou de juiz federal;
•Art.109, VIII, CF/88 – Juízes Federais: ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos TRFs
•próprios Tribunais para processarem e julgarem os mandados de segurança impetrados contra seus atos e omissões
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.•Prazo decadencial: 120 dias a contar da ilegalidade ou abuso de poder que tenha se tomado conhecimento.
•não há no MS preventivo.
•não corre se o impetrante protocolizou a tempo perante juízo incompetente.
•não se perde o direito material e sim a possibilidade de utilização do MS.
•Atos de trato sucessivo: para cada ato haverá um prazo próprio e independente - a lesão se renova periodicamente.
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.•Procedimento: rito sumário especial
•processos de MS e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos judiciais, salvo HC.
•Petição inicial apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, se acha vinculada ou da qual exerce atribuições.
•Em caso de urgência, é permitido impetrar MS por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de autenticidade comprovada. (PI deverá ser apresentada nos 5 dias úteis seguintes)
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•Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
•que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias, preste as informações;
•que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito;
•que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida
•O pedido poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito.
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•Concedido o mandado, o juiz transmitirá em ofício o inteiro teor da sentença à autoridade coatora e à pessoa jurídica interessada.
•Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (reexame necessário - não há se a decisão foi proferida por tribunal)
•Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
•MP -findo o prazo de 10 dias para que a autoridade coatora preste informações, o juiz ouvirá o representante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo improrrogável de 10 dias.
Independente de parecer do MP, os autos serão conclusos ao juiz, para a decisão em 30 dias -ausência da manifestação do MP não acarretar a nulidade do processo.
•Litisconsórcio: permitido (ativo até o despacho da PI)
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.•Liminar:
•concedida discricionariamente pelo juiz.
•efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sentença.
•Suspensão da liminar o denegação do MS: cabe agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 dias, que será levado a julgamento na sessão seguinte à sua interposição.
•Não cumprimento das decisões proferidas em MS:constitui crime de desobediência e crime de responsabilidade, sem prejuizo de sanções administrativas
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.•Mandado de Segurança Coletivo
•Legitimidade ativa:Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial.
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.•legitimidade das entidades é extraordinária (substituição processual) - o impetrante do MS busca defender direitos coletivos em nome próprio.
•Súmula n. 629/STF: “a impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes”.
•legitimados podem atuar na defesa de parte dos membros ou associados (STF Súmula 630).
•Objeto:
•Direitos coletivos: os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica;
•Direitos: individuais homogêneos: os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante.
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.•Litispendência:O MS coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não
beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 dias a contar da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva.
•Liminar:só poderá ser concedida após a audiência do
representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas.
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.AÇÃO POPULAR
•O art. 5o, LXXIII da CF, prevê que qualquer cidadão é parte legí tima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de enodade de que o Estado parocipe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico cultural.
•Para Hely Lopes Meirelles ação popular “é o meio consotucional posto à disposição de qualquer cidadão para obter a invalidação de atos ou contratos administrativos – ou a estes equiparados – ilegais e lesivos do patrimônio federal, estadual e municipal, ou de suas autarquias, entidades paraestatais e pessoas jurídicas subvencionadas com dinheiros públicos”.
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.• Finalidade : A Ação Popular, o direito de sufrágio e ainda a iniciativa popular e o direito de organização e parocipação de partidos políticos, constituem formas de exercício da soberania popular (CF, arts. 1o e 14).
•A ação popular permite ao povo , diretamente , fiscalizar o Poder Pú blico, com base no princípio da legalidade dos atos administrativos - res pública (República)
•Pode ser utilizada sob a forma preventiva ( antes da consumação dos efeitos lesivos) ou repressiva ( buscando o ressarcimento do dano causado), ambas para defender interesses difusos.
•Requisitos :
•- o cidadão é quem pode propor.
•- Como o patrimônio público é intangível e deve haver a integridade da moralidade
•administrativa (art. 5o, LXXIII, CF), deve ser impugnado o ato ou a omissão do Poder Público lesivo ao patrimônio público, seja por ilegalidade, seja por imoralidade.
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•Legijmação ativa :
•- cidadão, brasileiro nato ou naturalizado, inclusive entre 16 e 18 anos, e o português equiparado, no gozo de seus direitos polí ticos.
•- Se a privação dos direitos políticos do estrangeiro for posterior ao ajuizamento da Ação Popular, não será obstáculo para o seu prosseguimento.
•- Ao menor de 18, por se tratar de um direito político, tal qual o direito de voto, não é necessário a assistência.
•- O cidadão pode ajuizar a ação em comarca a qual não resida, onde não possua domicílio eleitoral, independente de pertencer ou não na comunidade a que diga respeito ao liygio.
•- O MP não possui legiomação para ingressar com a Ação Popular, no entanto, é incumbido de zelar pela regularidade do processo e de promover a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelo ato ilegal.
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• Legijmação passiva : São diversos , devendo ser citadas as pessoas jurídicas públicas, tanto da Administração Direta quanto da Indireta, em nome das quais foi praticado o ato a ser anulado, e mais as autoridades , funcionários ou
administradores que houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado pessoalmente o ato ou firmado o contrato impugnado, ou que por omissão overem dado oportunidade à lesão, como também, os beneficiários diretos do mesmo ato ou contrato.
•Natureza da decisão : Desconstitutiva-condenatória, visando tanto à anulação do ato impugnado quanto a condenação dos responsáveis e beneficiários em perdas e danos.
•Competência : Será determinada pela origem do ato a ser anulado, aplicando-se regras constitucionais e legais de competência . Não há previsão da CF/88 de competência origin ária do Supremo Tribunal Federal, para o processo e
julgamento de ações populares, mesmo que propostas em face do CN, Ministros de Estado ou do próprio Presidente da Repú blica, ou das demais autoridades que, em MS , estão sob sua
jurisdição. 30
.Conseqüências da procedência da ação popular :
•invalidade do ato impugnado;
•condenação dos responsáveis e beneficiários em perdas e danos;
•condenação dos réus às custas e despesas com a ação, bem como honorários advocaycios;
•efeitos de coisa julgada erga omnes.
•Obs. : quando a ação popular for julgada improcedente por ser infundada, a sentença terá efeitos de coisa julgada erga omnes, permanecendo válido o ato. Se a improcedência decorrer de deficiência probatória, mantém-se o ato impugnado e não terá eficácia de coisa julgada erga omnes, havendo possibilidade de ajuizamento de nova ação popular com o mesmo objeto e fundamento, com a apresentação de novas provas , por prevalecer o interesse público. Em ambas as hipóteses , ficara ́ o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência..
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