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Rev. Bras. Enferm. vol.44 número23 v44n2 3a02

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Academic year: 2018

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CURRkulO MíN I MO PARA A FOR AÇÃO DO E N F ERME I RO: na ordem do dia

INTRODUÇÃO

i setembo póximo passado, a Asso­ cição Brsileia de Efemagem potcolou jno ao Minisério da ducação a "roposta de Novo. Crículo Mimo pa o Curo Suerior de Enfemagem". Mais uma vez, no Brasil, a efeagem se ticula, pra repensr a for­ mação do efemeiro e conclui pela reorien­ ação da fomação deste poissional.

Aós m longo pesso onde foram reali­ dos sénáios (insitucionais, regionais, es­ aduais e ncionais), oicinas de rablhom co­ mitês sobre o assunto em Congessos Brasilei­ os de Enfemagem, a poposta de currículo mí­ o, pra o cuso de raduação em enfema­ gem, "deu-se por concluída". A aíativa é sta esmo: a proosta "deu-e por concluída" , or que : cada momento, em cda retomada do pcesso de nálise e avaliação (que e intensi­ icou a par de 1986) a impressão era sempe que esava "começando tudo". Compeensível, oém m preso ardiloso e dícil. Não fosse o pp6sito e a deteminação da Comissão de duação na ABEn (gesão 86-89) e da Co­ misão de Esecialistas em Enfermagem (Secre­ ia de Ensino Suerior do Minisério da du­ caço) cordenadas, espectivmente, elas PofessorasEnfemeiras Abigail Moura Rodri­ gues e Vilma de Carvalho, o ablho prduzi­ do, em todo o País, não chegaia a temo. Para alguns este "termo", expesso a "Proposta" que se potocolou no Ministério da ducação, ode "não ser um bom termo", para ouos r de ser "o meso temo que e tem hoje" e, pa ouos mis pode ser, ealmente, "ouro termo". fdas estas avaliaçes são perinenes quando e efee à proosta de mnimos de conteúdos e duração de um curso, isto é, m crículo í­ o. Ao er, em mãos, a poposta fomulada ;oleiva e ncionlmente, sobe ela inciirá o foco de cda m (enfeeo, eviços, escola, !niade, Estado) e, em cada caso, ode aconte­ cer que não se reconheça cada pate/pojeto, "singular". Crículo é sutese de múliplas de­ enações e o curículo muimo é o extrato es­ tutural que é ossível fzer desa sutese, não mais do que isto.

O que se ecee (e se percebeu durante tdo o prcesso, já refeido) é que a enfema­ gem brasleira deposita no cuículo mumo ex­ ectativas de solução de poblemas pra além do que pode (e deve ser) um curículo mínmo.

Mia Auxiliadora C6rdova Christ6fo *

Diferenteente, o Cuículo Pleno - fomulado e implementdo a pair e deno da realidde, natureza e "vocação" de cada CursolEcola - é o que poderá expessr a intenção e a adeência de cada curso com a ealidade e seu otencial de troca e reconhecento tecnol6gico, cieníi­ co, olítico e scial, nesta ealidade.

C U RRícU LO MíN I MO :

PORQU E E PARA QU E

No Brasil, a Escola e o Seviço que presta, êm sua estutra, orgnização e ativide-m nomatiadas para o "teit6rio ncional". Esta prática, aesar de istoricaente criticada, e mném com base em justiicativas múliplas (algumas gerais e mais coplexs, outas bem catoiais). Uma destas justiicativas compome­ te de certa forma a Escola e aqueles que "fazem ecola". É aquela que, resgatada em vários moentos, cosidea que tendo o País di­ mensões continentais e, difeenças macantes à Escola necessita de nomas únicas e estruturais pa que se mantenha m paão o de igualdade/qualidde pra todos e em todas

s

egiões do País. É lagrnte a fragilidade de l jusiicativa, tanto fente à complexidade da Es­ cola, na confomação da sciedade (e vice-ver­ sa), como no otencial de uma "noma" paa homogeneiar ou tomar "mais iguais" situações díspaes e de determinaçes múltiplas, coo é o cso da Educação e das difeençs de escolas, cursos e universidade do País. Nomas, de e sobre a educação e o ensino, dispondo sobre o núero de horas-aula, tnos, currículos ni­ mos, criéios (crtoiais) de ingresso e con­ clusão, tom-se, muitas vezes, subsituiva". de políticas de educação, de olíticas insitucio­ nis e de foação.

Este desvio constroi o cminho onde políi­ cas (gerais e especíicas) ansfomm-se em ieário abstrato. O deito à escol/ensino em tdos os níveis e de cáter público, gratuito e

acessível a tdos; a qualiicação de recursos humanos para o setor de ducação; a emune­ ação adequada; a garania de ecursos inancei­ ros, mateiis e de equipmento (para o ensino, a pesquisa, bibliotecas, laboatórios etc.) icam submergidos à piorização liner e formal a noma, em se. Neste senido, m asecto deve

ser resslado em elação à proosta de

cuícu-* Cordenadora da Cmissão de Educação da ABEn-Nacional (Gestão 89/92).

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,lo imo pa a fonação do enfneo, já em mitção: é a noa que disá sobe a es­ utura da fnço em emos de coneádos e dução a e, onto, não tm, em si ema, o per de anulr ou igualr poessos e sições de aea difeene.

O que se quesiona não é a exisência da noa, e sim, ser a noma, ou ter na noa, ma sustiua de olíticas, pincípios e diei­ es mis mplos, or exemplo: s olíicas de edação a nível de País e a ítica de for­ ção a nível de Escola.

Tdo ablho que se desenvolveu, ao lon­ go dos áltimos 5 anos, de nlise e avliaço dos atuais diploms legais que esutm a foaço do enfemeio fez eerir alguns pon­ tos como esitivos a autonomia e "vone olíica" s Escols/Cursos e Enfenagem. São eles:

- a raentação do eixo da fomção, dada ela cerização do título de efeeio (onco pssinal - íem "b" do . 12 da Resolução CE n2 472) como aesso s habili­ s;

- o pivilegimento do moelo hospitalr, iividl, méico-ecnicista de assisêcia, ex­ pesso ela scuição da saáde coleiva, piemiol6gica e ciêncis hs (contepla­ s coo "nes de psicolgia e ciologa"­ or exeplo); ,

- a cceção diusa do poissional en­ fneio (de er enfeeio, ou enfeeio

. hbilido e • • •a nível de gdução; ou; ainda, icencido). Ts esas "oes" na ­ enêcia do ineesse do lno e da Ecola dendo, inclusive, no acontcer a onjugaço de ineeses nto m como ouo sem lea­ os;

- a denação coosta do que é o cur-· 0: "crso de efenagem e obseícia", le­ vndo a a idéia que o cso fna efer­ eo e "ouo" poissiol;

- o temo e dução pa a fomço do enfeeio coo hbiliaço gerl m 250 hos inteáveis, no o em 3 nos (t. 82, ítem "a" a esolução ciada).

Além deses pontos, refeidos dieente ao Per 163172 e Resoluço 4172 do CE, ouos form nlisdos e dicidos no oces­ so de cosução da "nova" poosta. Viáveis e foes eais sobe a situação de s1de: o el snii-epidmiol6ico da opulaço; a

ogião ds seviços de aáde e do pes­

so e rlho m efenagem; a essidae de deenvolento e conolidção do conhe­ cimeno e e cnolois a ea e enfenaem; a posição eségica do enfmeo tnto pa a

ó-�uço na a de enfeagem (o

c�ntes em oencil), coo pra a foção de nível édio (são os pofessoes "nas");

r-8 R. Bs. Enfem •• Bia, 4 (13): 7-9, bll. 1 9 1

ticulação ente ensino/seviço mecerm ap­ undadas nlies cujos esulados subsiim

as popostas apovdas e/ou rcomendads e­ las vrias pleris que se sucdem ao longo do pceso.

Seente, em tdos os moentos em que e discutiu a esua fol da fomação do enfmeo, fom ndos poósitos na di­ ão da "elhor fção" e do "desenvolvi­ eno cnico, cinico e olítio", da efer­ mgem bsilea.

As avaliões sobe o sigicado e os im­ pctos s efomules anteioes e da aual, na foção do efeeo e no desenvolvmen­ o da nfegem, pssm obigaoriaente, pela cmpeenão, de que "mhr" e "deen­ volvimeno" são elivos: melhor em relação a qê ? elhor pa quem ? deenvolvimeno éc­ nico, cientico e "olíico" a esonder, a

prática, a que tipo de poblema e/ou necessida­ de e saáde ? deenvolvimeno de que modelo ssistencial e e que páica e enfemagem ? Nse enido a pesene pposa e cuículo

o m oo embsseno, que:

- a foação o efeeio deve ser ánica (em rcoes e falss "esecialidades" ao ní­ vel a raduação);

- o contádo s -ciêncis biol6gicas e hu­ ms eve er conepldo, enquanto conh-'

cento a er aeedido coo undenal do fr/ensr do enfeeio e não como sr clogado, innsitivo;

- a dução ma do cso- deve er m­ pliada, em hos e anos/eeses leivos (no mnimo pra 4 e no mo pa 5 . anos);

- na fomulção dos cuículos plenos, o crículo o é a efência e nãó a "camisa de foça" e, neste senido, é no cuí­

culo . pleno que cda ecola/curso exessa: a sua "vcaço" a sa ">líica" institucional e nsmisso, cição e consolidação e novos

c,Co s e edolois; sus esaés

de aticulação com os serviços de s1de e seu oencil e inevenço a obleica e saáde que ela (Ecola) nalia como rioiia onsidendo o quo niipidemioI6gi-­ co da populço, o mdelo e assisênc/a­ eço à saáe que peende er consuído o País e, a pática e efagem que peee pivilegir.

CONSIDERAÇÕES F INAIS

(não conclusão)

Não é com o qe e pope coo cuículo mnimo que se eea possa coer a eoie­ tção da pática de enfemgem, no enido de·

copeenê-la coo pe de m pceso cole­

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oém, que do pocesso de avaliação e crítica do atul cuículo mrimo, como foi feito, ir­ mm-se pincípios e parâmetros que poderão, muito mais do que a noma "stricto sensu", se­ em orientadoes de refomulações impotantes, enre eles:

- reinterr que o processo de abalho da enfemagem inclue tividades de natueza pro­ peêutica e terapêutica (espec{ficas e comple­ menes), adminisrativas e educaivas, tanto a nível dos seviços de saúde, como a nível dos váios ruos de isco da comunidade";

- que a enfemagem se constiui de várias categorias profissionais e, no campo de taba­ lho, os váios níveis de complexidade das ne­ cessidades e emandas de atenção à saúe e a organização do proesso de rabalho de atenção

à saúde/enferagem contemplam a

eseciici-dade e inserção de cada uma dessas categorias;

- que o prcesso de formação guarda estrei­ ta elação: com o processo de presação de ser­ viços de saúde em todos os níveis, com a ciação e produção de tcnologias e, com a in­ vestigação;

- que o "lcus" privilegiado de inserção do enfemeio, no sistema de saúde, é tanto o setor com intenação (Hospital), como o setor sem in­ tenação (Serviços Básicos de Saúde e Ambu­ lat6io) e, otanto, é necessário que se com­

peenda as signiicativas diferenças d� aricu­ lação dos componentes do prcesso de rabalho, em cada um desses setores e forma a consoli­ dar uma prática conextualiada e consenene ao processo de atenção à saúde que se pretende: univesal, inegral, resolutivo e . . . uma eai­ dade.

BI B L I O G RA F I A

CONSU.l

TADA

ASSCIAÇÃO BRASLEIRA DE ENER­ M AGEM. Poposa de Novo Cuículo Mlmo para o Curso Supeior de

Enfer-magem: a formação do enfemeiro IN;Re­ lat6rio de Atividades Gestão 1 989/ 1992/ ANEXO 2, etembro de 10 à agosto de 199 1 , p. 84. mimeo.

Referências

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