CURRkulO MíN I MO PARA A FOR AÇÃO DO E N F ERME I RO: na ordem do dia
INTRODUÇÃO
i setembo póximo passado, a Asso cição Brsileia de Efemagem potcolou jno ao Minisério da ducação a "roposta de Novo. Crículo Mimo pa o Curo Suerior de Enfemagem". Mais uma vez, no Brasil, a efeagem se ticula, pra repensr a for mação do efemeiro e conclui pela reorien ação da fomação deste poissional.
Aós m longo pesso onde foram reali dos sénáios (insitucionais, regionais, es aduais e ncionais), oicinas de rablhom co mitês sobre o assunto em Congessos Brasilei os de Enfemagem, a poposta de currículo mí o, pra o cuso de raduação em enfema gem, "deu-se por concluída". A aíativa é sta esmo: a proosta "deu-e por concluída" , or que : cada momento, em cda retomada do pcesso de nálise e avaliação (que e intensi icou a par de 1986) a impressão era sempe que esava "começando tudo". Compeensível, oém m preso ardiloso e dícil. Não fosse o pp6sito e a deteminação da Comissão de duação na ABEn (gesão 86-89) e da Co misão de Esecialistas em Enfermagem (Secre ia de Ensino Suerior do Minisério da du caço) cordenadas, espectivmente, elas PofessorasEnfemeiras Abigail Moura Rodri gues e Vilma de Carvalho, o ablho prduzi do, em todo o País, não chegaia a temo. Para alguns este "termo", expesso a "Proposta" que se potocolou no Ministério da ducação, ode "não ser um bom termo", para ouos r de ser "o meso temo que e tem hoje" e, pa ouos mis pode ser, ealmente, "ouro termo". fdas estas avaliaçes são perinenes quando e efee à proosta de mnimos de conteúdos e duração de um curso, isto é, m crículo í o. Ao er, em mãos, a poposta fomulada ;oleiva e ncionlmente, sobe ela inciirá o foco de cda m (enfeeo, eviços, escola, !niade, Estado) e, em cada caso, ode aconte cer que não se reconheça cada pate/pojeto, "singular". Crículo é sutese de múliplas de enações e o curículo muimo é o extrato es tutural que é ossível fzer desa sutese, não mais do que isto.
O que se ecee (e se percebeu durante tdo o prcesso, já refeido) é que a enfema gem brasleira deposita no cuículo mumo ex ectativas de solução de poblemas pra além do que pode (e deve ser) um curículo mínmo.
Mia Auxiliadora C6rdova Christ6fo *
Diferenteente, o Cuículo Pleno - fomulado e implementdo a pair e deno da realidde, natureza e "vocação" de cada CursolEcola - é o que poderá expessr a intenção e a adeência de cada curso com a ealidade e seu otencial de troca e reconhecento tecnol6gico, cieníi co, olítico e scial, nesta ealidade.
C U RRícU LO MíN I MO :
PORQU E E PARA QU E
No Brasil, a Escola e o Seviço que presta, êm sua estutra, orgnização e ativide-m nomatiadas para o "teit6rio ncional". Esta prática, aesar de istoricaente criticada, e mném com base em justiicativas múliplas (algumas gerais e mais coplexs, outas bem catoiais). Uma destas justiicativas compome te de certa forma a Escola e aqueles que "fazem ecola". É aquela que, resgatada em vários moentos, cosidea que tendo o País di mensões continentais e, difeenças macantes à Escola necessita de nomas únicas e estruturais pa que se mantenha m paão o de igualdade/qualidde pra todos e em todas
s
egiões do País. É lagrnte a fragilidade de l jusiicativa, tanto fente à complexidade da Es cola, na confomação da sciedade (e vice-ver sa), como no otencial de uma "noma" paa homogeneiar ou tomar "mais iguais" situações díspaes e de determinaçes múltiplas, coo é o cso da Educação e das difeençs de escolas, cursos e universidade do País. Nomas, de e sobre a educação e o ensino, dispondo sobre o núero de horas-aula, tnos, currículos ni mos, criéios (crtoiais) de ingresso e con clusão, tom-se, muitas vezes, subsituiva". de políticas de educação, de olíticas insitucio nis e de foação.Este desvio constroi o cminho onde políi cas (gerais e especíicas) ansfomm-se em ieário abstrato. O deito à escol/ensino em tdos os níveis e de cáter público, gratuito e
acessível a tdos; a qualiicação de recursos humanos para o setor de ducação; a emune ação adequada; a garania de ecursos inancei ros, mateiis e de equipmento (para o ensino, a pesquisa, bibliotecas, laboatórios etc.) icam submergidos à piorização liner e formal a noma, em se. Neste senido, m asecto deve
ser resslado em elação à proosta de
cuícu-* Cordenadora da Cmissão de Educação da ABEn-Nacional (Gestão 89/92).
,lo imo pa a fonação do enfneo, já em mitção: é a noa que disá sobe a es utura da fnço em emos de coneádos e dução a e, onto, não tm, em si ema, o per de anulr ou igualr poessos e sições de aea difeene.
O que se quesiona não é a exisência da noa, e sim, ser a noma, ou ter na noa, ma sustiua de olíticas, pincípios e diei es mis mplos, or exemplo: s olíicas de edação a nível de País e a ítica de for ção a nível de Escola.
Tdo ablho que se desenvolveu, ao lon go dos áltimos 5 anos, de nlise e avliaço dos atuais diploms legais que esutm a foaço do enfemeio fez eerir alguns pon tos como esitivos a autonomia e "vone olíica" s Escols/Cursos e Enfenagem. São eles:
- a raentação do eixo da fomção, dada ela cerização do título de efeeio (onco pssinal - íem "b" do . 12 da Resolução CE n2 472) como aesso s habili s;
- o pivilegimento do moelo hospitalr, iividl, méico-ecnicista de assisêcia, ex pesso ela scuição da saáde coleiva, piemiol6gica e ciêncis hs (contepla s coo "nes de psicolgia e ciologa" or exeplo); ,
- a cceção diusa do poissional en fneio (de er enfeeio, ou enfeeio
. hbilido e • • •a nível de gdução; ou; ainda, icencido). Ts esas "oes" na enêcia do ineesse do lno e da Ecola dendo, inclusive, no acontcer a onjugaço de ineeses nto m como ouo sem lea os;
- a denação coosta do que é o cur-· 0: "crso de efenagem e obseícia", le vndo a a idéia que o cso fna efer eo e "ouo" poissiol;
- o temo e dução pa a fomço do enfeeio coo hbiliaço gerl m 250 hos inteáveis, no o em 3 nos (t. 82, ítem "a" a esolução ciada).
Além deses pontos, refeidos dieente ao Per 163172 e Resoluço 4172 do CE, ouos form nlisdos e dicidos no oces so de cosução da "nova" poosta. Viáveis e foes eais sobe a situação de s1de: o el snii-epidmiol6ico da opulaço; a
ogião ds seviços de aáde e do pes
so e rlho m efenagem; a essidae de deenvolento e conolidção do conhe cimeno e e cnolois a ea e enfenaem; a posição eségica do enfmeo tnto pa a
ó-�uço na a de enfeagem (o
c�ntes em oencil), coo pra a foção de nível édio (são os pofessoes "nas");
r-8 R. Bs. Enfem •• Bia, 4 (13): 7-9, bll. 1 9 1
ticulação ente ensino/seviço mecerm ap undadas nlies cujos esulados subsiim
as popostas apovdas e/ou rcomendads e las vrias pleris que se sucdem ao longo do pceso.
Seente, em tdos os moentos em que e discutiu a esua fol da fomação do enfmeo, fom ndos poósitos na di ão da "elhor fção" e do "desenvolvi eno cnico, cinico e olítio", da efer mgem bsilea.
As avaliões sobe o sigicado e os im pctos s efomules anteioes e da aual, na foção do efeeo e no desenvolvmen o da nfegem, pssm obigaoriaente, pela cmpeenão, de que "mhr" e "deen volvimeno" são elivos: melhor em relação a qê ? elhor pa quem ? deenvolvimeno éc nico, cientico e "olíico" a esonder, a
prática, a que tipo de poblema e/ou necessida de e saáde ? deenvolvimeno de que modelo ssistencial e e que páica e enfemagem ? Nse enido a pesene pposa e cuículo
o m oo embsseno, que:
- a foação o efeeio deve ser ánica (em rcoes e falss "esecialidades" ao ní vel a raduação);
- o contádo s -ciêncis biol6gicas e hu ms eve er conepldo, enquanto conh-'
cento a er aeedido coo undenal do fr/ensr do enfeeio e não como sr clogado, innsitivo;
- a dução ma do cso- deve er m pliada, em hos e anos/eeses leivos (no mnimo pra 4 e no mo pa 5 . anos);
- na fomulção dos cuículos plenos, o crículo o é a efência e nãó a "camisa de foça" e, neste senido, é no cuí
culo . pleno que cda ecola/curso exessa: a sua "vcaço" a sa ">líica" institucional e nsmisso, cição e consolidação e novos
c,Co s e edolois; sus esaés
de aticulação com os serviços de s1de e seu oencil e inevenço a obleica e saáde que ela (Ecola) nalia como rioiia onsidendo o quo niipidemioI6gi- co da populço, o mdelo e assisênc/a eço à saáe que peende er consuído o País e, a pática e efagem que peee pivilegir.
CONSIDERAÇÕES F INAIS
(não conclusão)
Não é com o qe e pope coo cuículo mnimo que se eea possa coer a eoie tção da pática de enfemgem, no enido de·
copeenê-la coo pe de m pceso cole
oém, que do pocesso de avaliação e crítica do atul cuículo mrimo, como foi feito, ir mm-se pincípios e parâmetros que poderão, muito mais do que a noma "stricto sensu", se em orientadoes de refomulações impotantes, enre eles:
- reinterr que o processo de abalho da enfemagem inclue tividades de natueza pro peêutica e terapêutica (espec{ficas e comple menes), adminisrativas e educaivas, tanto a nível dos seviços de saúde, como a nível dos váios ruos de isco da comunidade";
- que a enfemagem se constiui de várias categorias profissionais e, no campo de taba lho, os váios níveis de complexidade das ne cessidades e emandas de atenção à saúe e a organização do proesso de rabalho de atenção
à saúde/enferagem contemplam a
eseciici-dade e inserção de cada uma dessas categorias;
- que o prcesso de formação guarda estrei ta elação: com o processo de presação de ser viços de saúde em todos os níveis, com a ciação e produção de tcnologias e, com a in vestigação;
- que o "lcus" privilegiado de inserção do enfemeio, no sistema de saúde, é tanto o setor com intenação (Hospital), como o setor sem in tenação (Serviços Básicos de Saúde e Ambu lat6io) e, otanto, é necessário que se com
peenda as signiicativas diferenças d� aricu lação dos componentes do prcesso de rabalho, em cada um desses setores e forma a consoli dar uma prática conextualiada e consenene ao processo de atenção à saúde que se pretende: univesal, inegral, resolutivo e . . . uma eai dade.
BI B L I O G RA F I A
CONSU.lTADA
ASSCIAÇÃO BRASLEIRA DE ENER M AGEM. Poposa de Novo Cuículo Mlmo para o Curso Supeior de
Enfer-magem: a formação do enfemeiro IN;Re lat6rio de Atividades Gestão 1 989/ 1992/ ANEXO 2, etembro de 10 à agosto de 199 1 , p. 84. mimeo.