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Anemia ferropriva : uma revisão da literatura

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – UNIJUÍ

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA- DC VIDA

PÓS GRADUAÇÃO EM HEMATOLOGIA LABORATORIAL – LATO SENSU

CARLA ROSSANA SILVA DE MOURA

ANEMIA FERROPRIVA, UMA REVISÃO DA LITERATURA

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CARLA ROSSANA SILVA DE MOURA

ANEMIA FERROPRIVA UMA REVISÃO DA LITERATURA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

REALIZADO COMO REQUISITO PARA

AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO NO CURSO DE PÓS

GRADUAÇÃO EM HEMATOLOGIA

LABORATORIAL – LATU-SENSU - UNIJUI

ORIENTADORA PROFESSORA MARILEI UECKER PLETSCH

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SUMÁRIO

Resumo...4

Introdução...5

Introdução...6

Metodologia...7

Resultados e Discussões...8

Considerações Finais...10

Referências Bibliográficas...11

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ANEMIA FERROPRIVA UMA REVISÃO DA LITERATURA

Iron deficiency anemia a literature review

Resumo

Objetivo: Identificar fatores de risco para anemia ferropriva em crianças de 6 meses à 2 anos, segundo literatura.

Métodos: Foram selecionados artigos em português no período de 2000 à 2016 com as palavras chaves ferropriva, crianças e anemia. É um estudo descritivo de revisão bibliográfica, Resultados e Discussões: Estudos relatam que a deficiência de fero tem origem multifatorial sendo necessária uma abordagem que identifique os fatores determinantes em cada situação que possam contribuir para o controle da mesma . Estudos clássicos dizem que a anemia ferropriva está associada aos diversos fatores como o desmame precoce e alimentação inadequada, porém em alguns estudos não mostram relevância.

Conclusão: Conclui-se que os fatores determinantes da anemia são às condições sociais e econômicas da classes de renda mais baixa. Seja por uma alimentação inadequada, pela precariedade de saneamento ambiental em que muitas famílias vivem.

Palavras chaves: anemia ferropriva, crianças anemia determinantes de anemia ferropriva. Abstract

Objective: To identify risk factors for iron deficiency anemia in children 6 months to 2 years, according to literature

Methods: Portuguese articles will be selected in the period 2000 to 2016 with the key words iron deficiency, anemia and children. It is a descriptive study of literature review will be used own resources to the research.

Results and Discussion: Studies report that fero deficiency has multifactorial origin requiring an approach that identifies the determining factors in every situation that can contribute to the control of the same. Classical studies say that iron deficiency anemia is associated with several factors such as early weaning and inadequate nutrition, but in some studies show no relevance. Conclusion: We conclude that the determinants of anemia are the social and economic conditions of the lower income classes. Whether by poor nutrition, by poor environmental sanitation in which many families live.

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INTRODUÇÃO

A anemia pode ser definida pela baixa concentração de hemoglobina no sangue, em consequência da carência de um ou mais nutrientes essenciais qualquer que seja a origem da carência. Contudo, apesar da ausência de vários nutrientes que podem contribuir para a ocorrência de anemias carências como folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre, a anemia por deficiência de ferro é atualmente um dos mais graves problemas nutricionais mundiais. Esta condição é determinada quase sempre, pela ingestão deficiente de alimentos ricos em ferro ou pela inadequada alimentação (RIBEIRO, 2015).

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções (SZAFARC 2004).

É do conhecimento de todos a partir de literatura especializada, a grande prevalência da anemia carencial em todas as partes do mundo, notoriamente em regiões mais pobres. (MARTINS 2007). Embora não se disponham de dados sobre o Brasil como um todo, estudos pontuais e regionais tem revelado sua importância em termos de saúde pública como por exemplo, os trabalhos de (SZARFARC, 2004) que verificou no Estado de São Paulo 31,1% de anêmicas dentre a população de gestantes atendidas em centros de saúde. Nos anos 70, essa mesma autora observou em um grupo de parturientes de baixo nível socioeconômico, que deram à luz em dado hospital da capital, um valor de 52,7% de gestantes anêmicas SZARFAC (2000).

Tendo em vista que a ocorrência da anemia se traduz ao nível do organismo humano, na incapacidade do tecido eritropoiético em manter uma concentração normal de hemoglobina , devido ao suprimento inadequado de ferro. A anemia, representada pela baixa concentração de hemoglobina é, no entanto a última manifestação de uma carência prévia que provavelmente provocou a exaustão das reservas de ferro no organismo MARTINS et al (2001).

Apesar de diversos esforços de organizações internacionais na elaboração de guias e políticas para o controle e a redução dessa carência na população infantil, as prevalências de anemia vem se mantendo alta.Os estudos mostram que existe ainda uma enorme dificuldade de combatê-la e ocorre uma baixa adesão à suplementação com sais de ferro AZEREDO et al (2011). No intuito de prevenir a anemia nos grupos vulneráveis, o Ministério da Saúde do Brasil criou em 2005, o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF). Este programa vem

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sendo implementado nos diversos municípios brasileiros e consiste na suplementação profilática com sulfato ferroso, para crianças entre 6 e 18 meses de idade, na dosagem semanal de 25mg de ferro Sociedade Brasileira de Pediatria (2007).

Devido à natureza multifatorial dessa deficiência, se faz necessária uma abordagem integrada que identifique todos os fatores determinantes de sua continuidade e que impedem o controle efetivo do mesmo. Como um grave problema de saúde pública, a anemia tem sua origem em um contexto mais amplo, no qual a sua ocorrência está determinada não só pelos fatores biológicos, como também pelas condições socioeconômicas e culturais vigentes. Mesmo quando os suplementos estão disponíveis e as mães são orientadas a suplementarem seus filhos, muitas vezes não administram na dosagem correta e por tempo suficiente para obter benefícios nos níveis de hemoglobina AZEREDO et al (2011).

Neste sentido o presente artigo visa identificar fatores de risco para anemia ferropriva em crianças de 6 a 24 meses, segundo literatura atual.

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METODOLOGIA

Este estudo consiste em uma revisão de literatura enfocando os determinantes da anemia ferropriva na atualidade. Para a realização deste trabalho foi realizada uma busca de artigos publicados em língua portuguesa na base de dados do Google acadêmico. Foram selecionados artigos publicados no período de 2000 a 2016 com as seguintes palavras chave para a pesquisa: anemia ferropriva, crianças anemia determinantes de anemia ferropriva.

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RESULTADOS E DISCUSSÕES

Foram selecionados cinco artigos que preencheram os critérios de inclusão no estudo. Dois foram publicados em 2002, um em 2007, um em 2008 e outro em 2010 ambos apresentando fatores de risco na anemia ferropriva em crianças de 6 à 2 anos, percebendo um crescente interesse na temática nesses últimos anos.

A anemia ferropriva é a anemia mais comum em crianças de 0 à 5 anos, sendo que diversos fatores podem contribuir para este diagnóstico, tais como o aumento da necessidade de ferro, o desmame precoce aliado a uma alimentação inadequada e à rápida taxa de crescimento Brunken et al, (2002).

Segundo estudo realizado por Szafarc (2002 ) e Vieira (2010) a proporção de anêmicos é significativamente maior entre crianças do grupo etário de 6 a 24 meses. Mostrando que, nesses estudos, a idade é fator de risco, de acordo com os dados existente na literatura.

Em pesquisa realizada por Vieira (2010) com crianças no Estado de Alagoas relatou que a prevalência de anemia foi de 45,0% e o valor médio de hemoglobina foi de 11,0. O percentual de 34,4% das crianças apresentava anemia leve 9,4% anemia moderada e 1,2 tinha quadro de anemia grave .

A prevalência de anemia encontrada no estudo de Carvalho et al (2008) foi de 31,2% semelhante ao que foi encontrado por Almeida (2007) em estudo realizado no município de Natividade RJ e por Neuman et al (2000) e estando classificada de acordo com a OMS, em nível moderado, ou seja , quando a prevalência de anemia se situa entre 20,0 e 39,9%.

Ao realizar estudo em hospital em Tubarão SC, Carvalho et al (2008) avaliou crianças com anemia e usou o VCM e RDW, encontrando 18,8% de prevalência de ferropenia, porém outros autores como Heijblom et al (2007) e Oliveira et al (2002) consideram apenas o fato de a criança apresentar anemia como sendo um diagnóstico de ferropenia sem levar em consideração estes índices.

Crianças amamentadas por menos tempo apresentam anemia com maior frequência do que aquelas que receberam por mais tempo, o que pode sugerir que o uso de dietas lácteas ricas em farináceos pode ser um dos fatores associados à anemia, mesmo com a fortificação de

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farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico que são obrigatórias no Brasil (Heijblom, 2005 e Ministério da Saúde 2002.

Os estudos clássicos dizem que a anemia ferropriva está associada a diversos fatores como desmame precoce e alimentação inadequada, porém o estudo de Carvalho et al, 2008 realizado com crianças da cidade de Tubarão SC não mostrou significância estatística entre estes fatores e a ocorrência de anemia. Nesse mesmo estudo realizado na cidade de Tubarão SC , além do leite materno, encontrou-se 120 crianças (70,6%) recebiam ou já receberam leite de vaca e 121(71,2%) recebiam alimentação complementar. Dentre as que recebiam complementação, 67 crianças(39,4%) não recebiam carne e 54 (31,8%) semelhante a de adulto. Não houve associação estatisticamente significativa entre aqueles alimentados com leite de vaca ou alimentação complementar com baixa biodisponibilidade de ferro e anemia, porém 39 das 50 que não recebiam leite de vaca e 35 das 49 que não recebiam alimentação complementar apresentavam anemia. Neste sentido é possível perceber que a alimentação é um fator determinante para o desenvolvimento de anemia, como citado pelos demais autores.

Azeredo et al (2011) relata em seus estudos que a deficiência de ferro tem origem multifatorial sendo necessária uma abordagem que identifique os fatores determinantes em cada situação que possam contribuir para o controle da mesma.

Em trabalho realizado por Brunken et al (2002) com crianças menores de 3 anos que frequentam creches públicas turno integral em Cuiába a carência de ferro pode ser reflexo da interrupção precoce do aleitamento materno e de uma alimentação com baixa disponibilidade desse nutriente, nem sempre acompanhado de baixa ingestão calórica. Embora fontes de ferro (carnes e feijões) participem do consumo alimentar diário, conforme identificado no cardápio das creches, certamente não ocorrem na proporção que deveriam, além de serem ingeridos concomitante com fatores antinutricionais presentes nos chás e em outras bebidas à base de guaraná, muito comum na região.

Assim como Azeredo et al (2011) Carvalho et al (2008) também torna evidente a necessidade de concentrar esforços na melhoria da qualidade do pré-natal, prevenindo os fatores associados a menores pesos de nascimento e suplementando profilaticamente a mãe com sais de ferro. Esta suplementação poderá contribuir para um maior aporte do mineral pelo feto durante a vida intra-uterina. Além disso, a educação da mãe desde a gestação em prol do aleitamento exclusivo até os seis meses de idade e a utilização de alimentos complementares nutricionalmente adequados poderão contribuir para a proteção de futuras gerações quanto a essa carência nutricional.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando os artigos encontrados na literatura é possível verificar que os fatores determinantes da anemia são às condições sociais e econômicas da classes de renda mais baixa, seja por uma alimentação quantitativa e qualitativa inadequada, pela precariedade de saneamento ambiental ou por outros indicadores que direta ou indiretamente poderiam estar contribuindo para a sua elevada prevalência. Dessa forma, as populações que vivem em áreas rurais e na periferia dos centros urbanos por falta de empregos, baixos salários, condições precárias de habitação, educação e saúde são mais suscetíveis a estarem anêmicas.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Azeredo CM, Cotta RMM, Silva LS, Franceschini SCC, Sant'Ana LFR, Lamounier LA. A problemática da adesão na prevenção da anemia ferropriva com sais de ferro no

Município de Viçosa (MG) 2011 Disponível em

<http://www.redalyc.org/html/630/63025680035/>Acesso em 30 de outubro 2016; 18:30

2. Brunken GS, Guimaraes LV, Fisberg M. A anemia em crianças menores de três anos que frequentam creches públicas em período integral. J. Pediatria 2002 Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0034-8910198700020000300049&lng=en>Acesso em 1º de novembro de 2016;13:30

3. Carvalho C.D, et al, Prevalência de anemia ferropriva em crianças de 0 à 5 anos internadas no Hopsital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão/SC, no período de agosto à dezembro de 2008. Arquivos Catarinenses de Medicina.

4. Heijblom GS, Santos LMP. Anemia ferropriva em escolares da primeira série do ensino fundamental da rede pública de educação de uma região de Brasília , DF. Revista de Brasileira Epidemiologia 2007.

5. Martins SI, Augusta TA, Siqueira AAF Szafarc CC, Lima FD As determinações biológicas e social da doença um estudo de anemia ferropriva 2007 Rev. Saúde Pública vol.21 no.2 São Paulo Apr. 2007

6. Neuman NA, Tanaka, OY, Szafarc SC, Guimarães PRV, Victoria CG. Prevalência e fatores de risco para anemia do Sul do Brasil. Ver. Saúde Pública 2000 Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102000000100011 n> Acesso em 03 de novembro de 2016.

7. Ribeiro, S I, Hematologia, da prática clínica à teoria, Ed: Lidel, 1ª Ed 2015.

8. Szafarc, SC, Anemia ferropriva em parturientes e recém nascidos . Rev. Saúde pública,

São Paulo, 8: 369-74,2004 Disponível

em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0034-8910198700020000300049&lng=en>Acesso em 28 de outubro de 2016;20:30

9. Szafarc,SC, Anemia nutricional entre gestantes atendidas em Centros de Saúde do Estado de São Paulo (Brasil). Rev. Saúde Pública , São Paulo, 19: 450-7 (2000)

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0034-8910198700020000300050&lng=en>Acesso em 26 de outubro de 2016; 12:30

10. Sociedade Brasileira de Pediatria, fev de 2007 Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0034-8910198700020000300049&lng=en>Acesso em 28 de outubro de 2016;20:30

11. Vieira,RCS, Ferreira, HS, Costa, ACS, Moura, FA, Florêncio, TMT.Torres, ZMC Prevalência e fatores de risco para anemia em crianças pré- escolares do Estado de

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Alagoas, Brasil Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.10 no.1 Recife Jan./Mar. 2010 Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292010000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em 04 de novembro de 2016; 15:20

Referências

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