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Academic year: 2021

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(1)

Gerenciamento de

Gerenciamento de

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Eliane Wolff

(2)

Por que temos

Por que temos

que nos esforçar

que nos esforçar

para gerenciar o

para gerenciar o

meio ambiente?

(3)

Meio ambiente

Meio ambiente

Conjunto de condições que

afetam a existência,

desenvolvimento

e bem-estar dos

seres vivos

(4)

Propagação dos efeitos da poluição

Propagação dos efeitos da poluição

no meio físico e na biota

no meio físico e na biota

ATMOSFERA ATMOSFERA FONTE FONTE POLUIDORA POLUIDORA ÁGUA

ÁGUA SOLOSOLO

Respiração animal Vida animal INFILTRAÇÃO LIXIVIAÇÃO Absorção foliar Vegetação Microorganismos EMISSÃO DEPOSIÇÃO DESPEJO

(5)

Poluição ≈ Ineficiência

Poluição ≈ Ineficiência

Perda financeira direta para a

organização ou para os usuários

dos seus produtos

(6)

Principais agentes

Principais agentes

causadores

causadores

de impactos ambientais

de impactos ambientais

Resíduos sólidos

Resíduos sólidos

Efluentes líquidos

Emissões atmosféricas

Ruídos

Radiações

(7)

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Ressalta-se que o gerador do resíduo é

responsável pelo mesmo enquanto este estiver em suas instalações e é

co-responsável por qualquer dano ou uso indevido do mesmo, enquanto nas mãos de terceiros, nas operações de

manuseio, de transporte, de depósitos transitórios ou definitivos, de

(8)

TODOS OS

RESÍDUOS QUE VOCÊ ESTÁ ATUALMENTE PAGANDO PARA

TRATAR OU DISPOR FORAM ANTERIORMENTE ADQUIRIDOS

POR SUA EMPRESA

RESÍDUOS MATÉRIAS-PRIMAS

(9)

Gerenciamento de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Resíduos Sólidos Gerenciamento de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Resíduos Sólidos Disposição final Tratamento Minimização Manuseio Legislação

(10)

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Aqueles no estado sólido e semi-sólido

Origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial,

agrícola, de serviços e de varrição

Lodos provenientes das estações de tratamento de

água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição

Determinados líquidos cujas peculiaridades tornam

inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face a melhor tecnologia disponível

(11)

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Classificação quanto à natureza ou

origem

 Lixo doméstico ou residencial

 Lixo comercial

 Lixo público

 Lixo domiciliar especial

 Lixo de fontes especiais

(IBAM, 2001) • Industrial • Radioativo • De portos, aeroportos e terminais rodoferroviários • Agrícola • Do serviço de saúde • Industrial • Radioativo • De portos, aeroportos e terminais rodoferroviários • Agrícola • Do serviço de saúde • Entulho de obrasPilhas e bateriasLâmpadas fluorescentes • PneusEntulho de obrasPilhas e bateriasLâmpadas fluorescentes • Pneus

(12)

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Classificação quanto aos riscos potenciais de

contaminação do meio ambiente e à saúde

pública

ABNT NBR 10 004:2004

Função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas

 Classe I - Perigosos

 Classe II – Não perigosos

Classe IIA – Não inertes Classe IIB – Inertes

(13)

Resíduos Sólidos

Resíduos Sólidos

Resource Conservation and Recovery Act (RCRA) Subtitle C - Managing Hazardous Waste

Não são considerados resíduos aqueles utilizados como matéria-prima, como substitutos de produtos comerciais ou

retornados diretamente ao processo produtivo, sem antes

(14)

Classificação

Classificação

1o passo

Envolve a IDENTIFICAÇÃO do processo ou atividade que deu origem aos resíduos e de seus constituintes e

características e a comparação destes com as listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido

A IDENTIFICAÇÃO dos constituintes deve ser criteriosa, de acordo

com as matérias-primas, os insumos e o processo que lhe deu origem

(15)

Classificação

Classificação

Caracterização

Auxilia na identificação e definição do

manejo, tratamento e disposição final

adequada

(16)

Informações necessárias para

Informações necessárias para

a caracterização de resíduos

a caracterização de resíduos

Processo de geração

Forma física

Constituintes químicos do processo

Outros materiais incorporado no resíduo

Número do resíduo nas listagens das normas

vigentes

Substância orgânica líquida

(ponto de fulgor < 60

o

C resíduo inflamável)

(testes para as substâncias orgânicas mais

comuns)

Processo de geração

Forma física

Constituintes químicos do processo

Outros materiais incorporado no resíduo

Número do resíduo nas listagens das normas

vigentes

Substância orgânica líquida

(ponto de fulgor < 60

o

C resíduo inflamável)

(testes para as substâncias orgânicas mais

comuns)

(17)

Informações necessárias para a

Informações necessárias para a

caracterização de resíduos

caracterização de resíduos

Contém substâncias orgânicas halogenadas

(F, Cl, Br, I, At)

Reage com água ou ar (resíduo reativo)

Líquido aquoso pH (2 a 12,5)

Contém metais pesados (teste de lixiviação)

Contém substâncias orgânicas halogenadas

(F, Cl, Br, I, At)

Reage com água ou ar (resíduo reativo)

Líquido aquoso pH (2 a 12,5)

(18)

Resíduos potencialmente

Resíduos potencialmente

mais nocivos

mais nocivos

Metais pesados: Cd, Pb, Cr, Hg

Hidrocarbonetos aromáticos: benzeno,

tolueno, xileno

Compostos organo-halogenados: DDT

(dicloro-difenil-tricloroetano), PCBs (bifenil

policlorados) e CFCs

Dioxinas e dibenzofuranos

Asbestos

2,3,7,8, tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD) Primavera Silenciosa Rachel Carson Primavera Silenciosa Rachel Carson

(19)

Resíduos domiciliares

Resíduos domiciliares

potencialmente perigosos

potencialmente perigosos

Tintas, solventes, pigmentos, vernizes Inseticidas, herbicidas, pesticidas

Óleos e graxas usados Restos de combustíveis Medicamentos vencidos Pilhas e baterias

Lâmpadas fluorescentes Embalagens de aerossóis

(20)

Classificação

Classificação

Laudo de classificação

Pode ser baseado EXCLUSIVAMENTE no processo produtivo quando os resíduos se enquadram nos anexos A e

B. Deve constar a ORIGEM DO RESÍDUO, DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO e DESCRIÇÃO DO CRITÉRIO ADOTADO na escolha dos parâmetros analisados, quando for o caso, incluindo laudos de análises laboratoriais

Os laudos técnicos devem ser

elaborados por TÉCNICOS HABILITADOS

(21)

NBR 10 004:2004

NBR 10 004:2004

Anexo A - Resíduos perigosos de fontes não especificas Anexo B - Resíduos perigosos de fontes especificas

Anexo C - Substâncias que conferem periculosidade aos resíduos

Anexo D - Substâncias agudamente tóxicas Anexo E - Substâncias tóxicas

Anexo F - Concentração - limite máximo no extrato obtido no teste de lixiviação

Anexo G - Padrões para o ensaio de solubilização

Anexo H - Codificação de alguns resíduos classificados como não perigosos

Anexo A - Resíduos perigosos de fontes não especificas Anexo B - Resíduos perigosos de fontes especificas

Anexo C - Substâncias que conferem periculosidade aos resíduos

Anexo D - Substâncias agudamente tóxicas Anexo E - Substâncias tóxicas

Anexo F - Concentração - limite máximo no extrato obtido no teste de lixiviação

Anexo G - Padrões para o ensaio de solubilização

Anexo H - Codificação de alguns resíduos classificados como não perigosos

(22)

Classe I - Perigosos

Classe I - Perigosos

Periculosidade

Em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, pode apresentar:

 risco à saúde pública

(23)

Classe I - Perigosos

Classe I - Perigosos

Inflamabilidade

Corrosividade

Reatividade

Patogenicidade

Toxicidade

Não passam nos testes normalizados de

LIXIVIAÇÃO

(NBR 10 005:2004)

Não passam nos testes normalizados de

LIXIVIAÇÃO

(24)

Inflamabilidade

Inflamabilidade

líquido com ponto de fulgor < 60 oC

não ser líquido e ser capaz de produzir fogo (fricção, absorção de umidade ou alterações químicas

espontâneas)

não ser líquido e quando inflamado, queimar

vigorosamente e persistentemente, dificultando a extinção do fogo

substância capaz de liberar oxigênio e estimular a combustão e aumentar a intensidade do fogo em outro material

ser um gás comprimido inflamável

Menor temperatura na qual um combustível

libera vapor em quantidade suficiente

para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor

Menor temperatura na qual um combustível

libera vapor em quantidade suficiente

para formar uma mistura inflamável por uma fonte externa de calor

(25)

Corrosividade

Corrosividade

substância aquosa ou em mistura com água na proporção de 1:1 possuir pH<2,5 ou >12,5

em mistura com água na proporção de 1:1, corrói

(26)

Reatividade

Reatividade

ser instável e reagir de forma violenta sem detonar reagir violentamente com água

formar misturar potencialmente explosivas com água

gerar gases, vapores e fumos tóxicos em

quantidades suficientes para provocar danos à saúde pública

possuir CN- ou S2- (liberação de HCN > 250mg/kg

de resíduo ou de H2S > 500 mg/kg de resíduo) ser capaz de produzir explosão ou detonação

(27)

Toxicidade

Toxicidade

quando o extrato contiver qualquer contaminante em concentração superior ao listado no Anexo F possuir uma ou mais substâncias constantes no Anexo C

ser constituído por restos de embalagens

contaminadas com substâncias do Anexo D ou E ser letal ao homem

(28)

Patogenicidade

Patogenicidade

É patogênico se uma amostra obtida conforme NBR 10007, contiver ou se suspeitar de conter

microrganismos patogênicos, vírus, DNA ou RNA

recombinante, organismos geneticamente modificados, toxinas, etc.

Os resíduos de serviços de saúde deverão ser

classificados de acordo com ABNT NBR 12808/1993 Os resíduos gerados em estações de tratamento de

esgotos domésticos e os resíduos sólidos domiciliares, excetuando-se os originados na

assistência à saúde da pessoa ou animal, não serão

classificados segundo os critérios de patogenicidade

(29)

Classificação

Classificação

2

o

passo

NBR 10 005:2004 – Procedimento para

obtenção de extrato lixiviado de resíduos

sólidos

Diferencia os resíduos Classe I – Perigosos da

Classe II – Não perigosos

Lixiviação: transferência de substâncias orgânicas e inorgânicas presentes no resíduo sólido, por meio de dissolução no meio extrator

(30)

Classificação

Classificação

NBR 10 005:2004 – Procedimento para

obtenção de extrato lixiviado de resíduos

sólidos

 Procedimento simula a disposição em aterro sanitário

 EUA, Canadá e União Europeia utilizam procedimentos de

acordo com o emprego dado ao resíduo

Comportamento apresentado pelas substâncias está diretamente relacionado com as diferentes condições de

lixiviação inerentes a cada norma ou aos cenários de disposição específicos

“Outros métodos analíticos, consagrados em nível internacional, podem ser exigidos pelo órgão ambiental com a finalidade de estabelecer o potencial de

(31)

Classificação

Classificação

3

o

passo

NBR 10 006:2004 – Procedimento para obtenção

de extrato solubilizado de resíduos sólidos

Diferencia os resíduos Classe IIA – Não inertes

da Classe II B – Inertes

(32)

Classe II - Não perigosos

Classe II - Não perigosos

Classe II A - Não inertes

“ ...

em contato com a água, pH neutro, alteram os padrões de potabilidade de água”

Biodegradabilidade

Combustibilidade ou solubilidade em água

Não passam no teste normalizado de SOLUBILIZAÇÃO (NBR 10 006:2004)

Não passam no teste normalizado de SOLUBILIZAÇÃO (NBR 10 006:2004)

(33)

Classe II - Não perigosos

Classe II - Não perigosos

Classe II B - Inertes

“ ... em contato com a água, pH neutro, não

alteram os padrões de potabilidade de água,

excetuando-se cor, turbidez, dureza e sabor. ”

Rochas, tijolos, vidros e certos plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente

Passam no teste normalizado de SOLUBILIZAÇÃO (NBR 10

006:2004)

Passam no teste normalizado de SOLUBILIZAÇÃO (NBR 10

(34)

Amostragem de

Amostragem de

resíduos

resíduos

4

o

passo

1

o

passo

NBR 10 007:2004 – Amostragem de

resíduos sólidos

Coleta de uma quantidade representativa

de resíduo, visando determinar suas características quanto à classificação, métodos de tratamento,

etc.

4

o

passo

1

o

passo

NBR 10 007:2004 – Amostragem de

resíduos sólidos

Coleta de uma quantidade representativa

de resíduo, visando determinar suas características quanto à classificação, métodos de tratamento,

(35)

Resíduos sólidos

Resíduos sólidos

(ABNT 10 004: 2004)

(36)

De quem é a

De quem é a

responsabilidade

responsabilidade

TIPOS DE LIXO GERADOS NO MUNICÍPIO Domiciliar Público Pequeno Comércio Grande Comércio Industrial Agrícola Serviços de Saúde Entulho Terminais  RESPONSABILIDADE PELO GERENCIAMENTO E

DESTINAÇÃO (Prática Usual)

 Prefeitura  Prefeitura  Prefeitura  Gerador  Gerador  Gerador  Gerador  Gerador  Gerador

(37)

O que fazer com os

O que fazer com os

resíduos

resíduos

Prevenir a geração Reduzir Reaproveitar Reciclar Recuperar ou regenerar Reusar Tratar Dispor

(38)

Sistema controlado para

Sistema controlado para

resíduos sólidos industriais

resíduos sólidos industriais

Todo país necessita de um sistema de controle

nacional para o gerenciamento de resíduos sólidos

Legislação e regulamentos

Implementação apropriada dos procedimentos Prover facilidades adequadas para reciclagem,

tratamento e disposição e medidas de encorajamento do seu uso

Introdução de esquemas de treinamento para oficiais do governo e operadores/gerentes de industrias e/ou

(39)

Evolução do Gerenciamento Ambiental

Referências

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