ACEF/1112/04302 — Relatório final da CAE
Caracterização do ciclo de estudos
Perguntas A.1 a A.10
A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Dos Açores
A.1.a. Identificação da instituição de ensino superior / Entidade instituidora (proposta em associação):
Universidade Dos Açores
A.2. Unidade orgânica (faculdade, escola, instituto, etc.): Departamento de Ciências da Educação (UAç)
A.2.a. Identificação da unidade orgânica (faculdade, escola, instituto, etc.) (proposta em associação): Departamento de Ciências da Educação
A.3. Ciclo de estudos: Psicologia da Educação A.4. Grau:
Mestre
A.5. Publicação do plano de estudos em Diário da República (nº e data): <sem resposta>
A.6. Área científica predominante do ciclo de estudos: Psicologia
A.7.1 Classificação da área principal do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF):
31
A.7.2 Classificação da área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
76
A.7.3 Classificação de outra área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
<sem resposta>
A.8. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 120
A.9. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março): 4 semestres (2 anos curriculares)
A.10. Número de vagas aprovado no último ano lectivo: 30
Relatório da CAE - Ciclo de Estudos em Funcionamento
Pergunta A.11
A.11.1.1. Condições de acesso e ingresso, incluindo normas regulamentares Existem mas não são adequadas ou não cumprem os requisitos legais
A.11.1.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
As condições de ingresso cumprem as exigências legais mas não são adequadas, já que a definição dos objectivos não é compatível com estas condições. Os objectivos centram-se na formação de profissionais de psicologia, o que não é possível para estudantes que não têm um 1º ciclo também
em Psicologia. Tornar esta formação acessível a estudantes sem uma sólida formação de base em psicologia é problemático porque ou as UC não formam para a intervenção psicológica, não sendo adequadas para a formação de futuros psicólogos ou formam, e a intervenção psicológica surge como um conjunto de receitas desenraizadas dos contextos teóricos que as deviam enquadrar, e acessíveis a qualquer profissional. Além disso, há o risco de baixar o nível das UC, a um nível de licenciatura, para tornar os conteúdos acessíveis aos alunos sem formação de base em Psicologia. Na pronúncia a instituição diz já ter limitado as admissões a candidatos com formação anterior em Psicologia.
A.11.2.1. Designação É adequada
A.11.2.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. A designação do curso é apropriada.
A.11.3.1. Estrutura curricular e plano de estudos Satisfaz as condições legais
A.11.3.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. A estrutura curricular e o plano de estudos satisfazem as condições legais.
A.11.4.1 Docente(s) responsável(eis) pela coordenação da implementação do ciclo de estudos Não foi indicado ou não tem o perfil adequado
A.11.4.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
Apesar dos docentes responsáveis pelo CE terem PhD em Psicologia, não têm nenhuma publicação em revistas de referência com revisão por pares na área do ciclo de estudos (só numa revista multidisciplinar).
Pergunta A.12
A.12.1. Existem locais de estágio e/ou formação em serviço. Sim
A.12.2. São indicados recursos próprios da instituição para acompanhar os seus estudantes no período de estágio e/ou formação em serviço.
Sim
A.12.3. Existem mecanismos para assegurar a qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço dos estudantes.
Sim
A.12.4. São indicados orientadores cooperantes do estágio ou formação em serviço, em número e qualificações adequadas (para ciclos de estudos de formação de professores).
Sim
A.12.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Existem protocolos com diversas instituições e existem recursos para supervisão interna e externa. A.12.6. Pontos Fortes.
Existem diversos locais de estágio, estruturados a partir de relações da instituição com a comunidade envolvente.
A.12.7. Recomendações de melhoria. Nada a assinalar.
1. Objectivos gerais do ciclo de estudos
1.1. Os objectivos gerais definidos para o ciclo de estudos foram formulados de forma clara. Não
1.2. Os objectivos definidos são coerentes com a missão e a estratégia da instituição. Sim
definidos. Sim
1.4. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Embora coerentes com a missão da instituição e conhecidos por professores e alunos, os objectivos são definidos de forma tão pouco específica que parecem adaptar-se à formação de qualquer
profissional que trabalhe em contextos educativos ou comunitários. Não são explicitadas as diversas competências específicas que os psicólogos da educação devem adquirir e dominar para o exercício autónomo da sua actividade profissional.
1.5. Pontos Fortes.
Os objectivos são divulgados e parecem ser claramente conhecidos por todos os intervenientes. 1.6. Recomendações de melhoria.
Tornar específicos os objectivos da formação, enunciando claramente as competências profissionais dos Psicólogos da Educação.
2. Organização interna e mecanismos de garantia da
qualidade
2.1. Organização Interna
2.1.1. Existe uma estrutura organizacional adequada responsável pelos processos relativos ao ciclo de estudos.
Sim
2.1.2. Existem formas de assegurar a participação activa de docentes e estudantes nos processos de tomada de decisão que afectam o processo de ensino/aprendizagem e a sua qualidade.
Sim
2.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Existe uma estrutura organizacional adequada e os diversos órgãos estão constituídos. Existe uma participação activa de docentes e estudantes nos diversos conselhos.
2.1.4. Pontos Fortes.
Parece haver boas redes de comunicação formais e informais.
Os diversos intervenientes definem como fácil a participação e apresentação de sugestões, assim como a obtenção de respostas para as suas dificuldades ou sugestões.
2.1.5. Recomendações de melhoria. Nada a assinalar
2.2. Garantia da Qualidade
2.2.1. Foram definidos mecanismos de garantia da qualidade para o ciclo de estudos. Sim
2.2.2. Foi designado um responsável pelo planeamento e implementação dos mecanismos de garantia da qualidade.
Sim
2.2.3. Existem procedimentos para a recolha de informação, acompanhamento e avaliação periódica do ciclo de estudos.
Em parte
2.2.4. Existem formas de avaliação periódica das qualificações e competências dos docentes para o desempenho das suas funções.
Sim
utilizados na definição de acções de melhoria. Não
2.2.6. O ciclo de estudos já foi anteriormente avaliado/acreditado. Não
2.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Existiam procedimentos formais para recolher e tratar informação; eram realizados questionários aos alunos mas a sua participação foi sempre muito escassa. O processo encontra-se em
reestruturação.
Os critérios para a avaliação dos docentes estão definidos mas não há atualmente condições de progressão na carreira dados os constrangimentos económicos.
2.2.8. Pontos Fortes.
A instituição manifesta vontade de melhorar. 2.2.9. Recomendações de melhoria.
Considerando a vontade institucional em introduzir melhorias no processo, é necessário definir que inquéritos serão usados e quais as melhores estratégias para que os alunos se envolvam nos
processos de avaliação.
3. Recursos materiais e parcerias
3.1. Recursos materiais
3.1.1. O ciclo de estudos possui as instalações físicas necessárias ao cumprimento sustentado dos objectivos estabelecidos.
Sim
3.1.2. O ciclo de estudos possui os equipamentos didácticos e científicos e os materiais necessários ao cumprimento sustentado dos objectivos estabelecidos.
Em parte
3.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Instalações gerais com boas condições e bem apetrechadas.
Biblioteca com muito boas condições para trabalhar individualmente ou em grupo, mas com poucos livros e obras de referência actualizados no domínio da Psicologia da Educação. Testoteca pobre e os testes que existem não respondem às necessidades dos estudantes no que diz respeito à formação em avaliação psicológica na área da Psicologia da Educação. Existe espaço de trabalho para os alunos com acesso a computadores e wireless. Existem Gabinetes para os docentes. Não há laboratórios de Psicologia.
3.1.4. Pontos Fortes.
A Biblioteca tem acesso à B-on. 3.1.5. Recomendações de melhoria.
É necessário investir no apetrechamento da Biblioteca e da Testoteca a um nível apropriado para um 2º ciclo e na criação de Laboratórios de Psicologia.
3.2. Parcerias
3.2.1. O ciclo de estudos estabeleceu e tem consolidada uma rede de parceiros internacionais. Em parte
3.2.2. O ciclo de estudos promove colaborações com outros ciclos de estudo dentro da sua instituição, bem como com outras instituições de ensino superior nacionais.
Sim
estudos. Em parte
3.2.4. Existe uma prática de relacionamento do ciclo de estudos com o seu meio envolvente, incluindo o tecido empresarial e o sector público.
Sim
3.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A participação na Rede Erasmus é muito limitada; existe colaboração com outros ciclos de estudo dentro e fora da instituição, nomeadamente com a Universidade do Minho, Coimbra, Lisboa e ISPA. Existem diversas iniciativas de relacionamento com o meio envolvente: câmara, escolas, etc.
Contudo, não foram encontradas provas da existência de parcerias apoiadas em protocolos nacionais ou internacionais ou integração em redes internacionais. Não há indicação de procedimentos para consolidar este tipo de parceria.
3.2.6. Pontos Fortes.
Boa relação com a comunidade local. 3.2.7. Recomendações de melhoria.
É necessário um investimento forte no desenvolvimento e sistematização de parcerias nacionais e de integração em redes internacionais de docência e de investigação.
4. Pessoal docente e não docente
4.1. Pessoal Docente
4.1.1. O corpo docente cumpre os requisitos legais. Não
4.1.2. Os membros do corpo docente (em tempo integral ou parcial) têm a competência académica e experiência de ensino adequadas aos objectivos do ciclo de estudos.
Em parte
4.1.3. O número e o regime de trabalho dos membros do pessoal docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
Em parte
4.1.4. É definida a carga horária do pessoal docente e a sua afectação a actividades de ensino, investigação e administrativas.
Em parte
4.1.5. O corpo docente em tempo integral assegura a grande maioria do serviço docente. Em parte
4.1.6. A maioria dos docentes mantém a sua ligação ao ciclo de estudos por um período superior a três anos.
Em parte
4.1.7. Existem procedimentos para avaliação da competência e do desempenho dos docentes do ciclo de estudos.
Sim
4.1.8. É promovida a mobilidade do pessoal docente, quer entre instituições nacionais, quer internacionais.
Não
4.1.9. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Dos 17 docentes, 8 estão doutorados em tempo integral, com ligação à Instituição superior a 3 anos. Apesar das colaborações pontuais de especialistas de outras universidades nacionais e
internacionais, o número de docentes em tempo integral é insuficiente para poder assegurar a maioria do ensino nos dois domínios de especialidade propostos.
internacionais com revisão por pares na área do ciclo de estudos, nos últimos 5 anos, é nula. Os poucos artigos internacionais referidos foram publicados em revistas que não são da especialidade. A produção científica é quase exclusivamente nacional e limitada a capítulos de livros ou livros. Deste modo, não se encontra garantido que o requisito legal para a acreditação de um grau de mestrado relativo à investigação seja cumprido (cf. alínea b) do nº 2 do Art. 57.º do DL 107/2008 de 25 de Junho).
4.1.10. Pontos Fortes.
Existem mecanismos para assegurar a avaliação pedagógica do corpo docente. 4.1.11. Recomendações de melhoria.
Para assegurar a qualidade da oferta formativa ao nível de um 2º ciclo, é necessário criar condições que permitam garantir o investimento pelos docentes em investigação de relevo para a área do ciclo de estudos.
Aumentar a produção científica dos docentes em revistas internacionais de referência avaliadas por pares.
Criar melhores condições para o desenvolvimento da investigação e da produção científica dos docentes, sobretudo em termos de tempo disponível para a investigação, reduzindo a carga lectiva dos docentes.
É também necessário promover a mobilidade do corpo docente.
4.2. Pessoal Não Docente
4.2.1. O pessoal não docente tem a competência profissional e técnica adequada ao apoio à leccionação do ciclo de estudos.
Sim
4.2.2. O número e o regime de trabalho do pessoal não docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
Sim
4.2.3. O desempenho do pessoal não docente é avaliado periodicamente. Sim
4.2.4. O pessoal não docente é aconselhado a frequentar cursos de formação avançada ou de formação contínua.
Em parte
4.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O pessoal não docente parece ser em número suficiente e é qualificado, motivado, com formação para responder às necessidades; o horário é adequado ao dos estudantes. Contudo tem poucas oportunidades de aceder a cursos de formação nas suas áreas profissionais, cujos custos não são assumidos pela instituição.
4.2.6. Pontos Fortes.
Equipa muito motivada e coesa. 4.2.7. Recomendações de melhoria.
É desejável um melhor planeamento e organização da formação profissional da equipa não-docente, para lhe permitir acompanhar as mudanças das funções que exercem e ser assim uma fonte de valorização profissional e pessoal.
5.1. Caracterização dos estudantes
5.1.1. Existe uma caracterização geral dos estudantes envolvidos no ciclo de estudos, incluindo o seu género, idade, região de proveniência e origem sócio-económica (escolaridade e situação
profissional dos pais). Sim
5.1.2. Verifica-se uma procura do ciclo de estudos por parte dos potenciais estudantes ao longo dos últimos 3 anos.
Em parte
5.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Existe uma caracterização geral dos estudantes; estes são, na sua maioria, trabalhadores-estudantes e maiores de 23 anos.
Em 2010/2011 o número de vagas (24) não foi preenchido (19 alunos). Em 2011/2012 o curso não abriu.
5.1.4. Pontos Fortes. Nada a assinalar.
5.1.5. Recomendações de melhoria. Nada a assinalar.
5.2. Ambiente de Ensino/Aprendizagem
5.2.1. São tomadas medidas adequadas para o apoio pedagógico e o aconselhamento sobre o percurso académico dos estudantes.
Sim
5.2.2. São tomadas medidas para promover a integração dos estudantes na comunidade académica. Sim
5.2.3. Existe aconselhamento dos estudantes sobre a possibilidade de financiamento e de emprego. Sim
5.2.4. Os resultados de inquéritos de satisfação dos estudantes são usados para melhorar o processo de ensino/aprendizagem.
Não
5.2.5. A instituição cria condições para promover a mobilidade dos estudantes. Em parte
5.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os inquéritos pedagógicos têm uma taxa baixa de respostas da parte dos alunos, o que não tem permitido a sua utilização para melhorar os processos de ensino-aprendizagem.
Não existe evidência de mobilidade de professores e de alunos. O perfil dos estudantes, maioritariamente estudantes-trabalhadores, não facilita as condições para a mobilidade. 5.2.7. Pontos Fortes.
Os estudantes consideram que a instituição facilita a participação e está atenta às suas necessidades. Os professores são próximos dos alunos e disponíveis para os ajudar.
5.2.8. Recomendações de melhoria.
Aumentar a taxa de resposta aos inquéritos pedagógicos e a sua monitorização, de modo a que a Direcção do curso disponha de informação para melhorar a qualidade da aprendizagem dos estudantes.
A adequação do curso a trabalhadores-estudantes (horário, tipos de aulas, tutorias, avaliação), de modo a garantir o apoio pedagógico e o aconselhamento individualizado sobre o percurso académico dos estudantes.
que impedem os estudantes de aproveitar as oportunidades de mobilidade internacional.
6. Processos
6.1. Objectivos de Ensino, Estrutura Curricular e Plano de Estudos
6.1.1. Estão definidos os objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes e foram operacionalizados os objectivos permitindo a medição do grau de cumprimento.
Em parte
6.1.2. A estrutura curricular corresponde aos princípios do Processo de Bolonha. Sim
6.1.3. Existe um sistema de revisão curricular periódica que assegura a actualização científica e de métodos de trabalho.
Em parte
6.1.4. O plano de estudos garante a integração dos estudantes na investigação científica. Não
6.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O Mestrado em Psicologia da Educação está organizado em duas especialidades: contextos
educativos e contextos comunitários. Apesar dos dois domínios de especialidade serem científica e socialmente relevantes, o número de ECTs de cada um é insuficiente para poder garantir a
preparação teórica e a preparação prática necessárias a uma formação de qualidade.
A falta de experiência de investigação após o doutoramento da maioria do corpo docente torna difícil a integração dos estudantes na investigação científica na área do ciclo de estudos.
Na pronúncia, a instituição refere que está em curso uma revisão curricular. 6.1.6. Pontos Fortes.
Nada a assinalar.
6.1.7. Recomendações de melhoria.
Ao abrir ramos de especialidades no domínio da psicologia da educação, é necessário garantir que a oferta formativa permita a formação consistente e aprofundada para a intervenção psicológica no ramo de especialidade do Mestrado em Psicologia da Educação.
Para assegurar a qualidade da formação dos estudantes neste 2º ciclo, nomeadamente a sua integração na investigação científica, é necessário ter um corpo docente activo e com produção científica recente na área do ciclo de estudos. Apesar da existência de várias UCs metodológicas no plano de estudos, a falta de experiência de investigação autónoma validada da maioria do corpo docente de Psicologia torna difícil, quer uma aprendizagem sólida das práticas metodológicas, quer a integração dos estudantes na investigação científica na área do ciclo de estudos.
6.2. Organização das Unidades Curriculares
6.2.1. São definidos os objectivos da aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) que os estudantes deverão desenvolver em cada unidade curricular.
Em parte
6.2.2. Existe coerência entre os conteúdos programáticos e os objectivos de cada unidade curricular. Em parte
6.2.3. Existe coerência entre as metodologias de ensino e os objectivos de cada unidade curricular. Em parte
conteúdos. Em parte
6.2.5. Os objectivos de cada unidade curricular são divulgados entre os docentes e os estudantes. Sim
6.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os programas de diversas unidades curriculares comuns às duas áreas de especialidade e da área de contextos educativos são demasiado generalistas não permitindo a aquisição de conceitos e
ferramentas necessários para a intervenção em Psicologia da Educação. Não existem unidades curriculares em que instrumentos de diagnóstico e de intervenção específicos desta área sejam trabalhados de uma forma aprofundada o que não parece adequar-se aos objectivos a que este Mestrado se propõe. Este mestrado não forma profissionais capazes de intervir como psicólogos nos contextos educativos.
6.2.7. Pontos Fortes. Nada a assinalar.
6.2.8. Recomendações de melhoria.
Dar mais peso na estrutura do curso a UC centradas no diagnóstico e na intervenção psicológicos em contexto educativo. Os conteúdos leccionados nas diversas unidades curriculares devem ser mais aprofundados para corresponder ao que se espera de um 2º ciclo de formação.
6.3. Metodologias de Ensino/Aprendizagem
6.3.1. As metodologias de ensino e as didácticas estão adaptadas aos objectivos de aprendizagem das unidades curriculares.
Em parte
6.3.2. A carga média de trabalho necessária aos estudantes corresponde ao estimado em ECTS. Em parte
6.3.3. A avaliação da aprendizagem dos estudantes é feita em função dos objectivos da unidade curricular.
Em parte
6.3.4. As metodologias de ensino facilitam a participação dos estudantes em actividades científicas. Em parte
6.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
No geral, observou-se uma boa relação entre os professores e estudantes, as metodologias são diversificadas, havendo uma preocupação de introduzir actividades participativas. Contudo, os objectivos, conteúdos e competências a adquirir nas unidades curriculares nem sempre têm como referência o perfil profissional dos futuros Psicólogos nos contextos educativos, e não há adequação entre estes e as metodologias de ensino e de avaliação propostas para cada unidade.
6.3.6. Pontos Fortes. Nada a assinalar.
6.3.7. Recomendações de melhoria.
É necessário rever e reformular a atribuição dos ECTS às unidades curriculares.
A reformulação dos objectivos, conteúdos e competências a adquirir nas unidades curriculares permitirá uma melhor adequação das metodologias de ensino e de avaliação a cada unidade curricular.
7. Resultados
7.1. Resultados Académicos
Em parte
7.1.2. O sucesso académico é semelhante para as diferentes áreas científicas e respectivas unidades curriculares.
Sim
7.1.3. Os resultados da monitorização do sucesso escolar são utilizados para a definição de acções de melhoria no mesmo.
Em parte
7.1.4. Não há evidência de dificuldades de empregabilidade dos graduados. Em parte
7.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Nenhum dos estudantes que entrou em 2008/2010 terminou em 2010/2011, o que levanta dúvidas relativas à eficiência deste curso. Só terminaram em 2010/2011 12 estudantes com um ano de atraso. 7.1.6. Pontos Fortes.
Nada a assinalar.
7.1.7. Recomendações de melhoria.
Deverá eventualmente ser aconselhada a estudantes-trabalhadores a inscrição em regime de tempo parcial (Decreto-Lei n.º 107/2008. D.R. n.º 121, Série I ).
7.2. Resultados da actividade científica, tecnológica e artística
7.2.1. Existem Centro(s) de Investigação reconhecido(s), na área científica do ciclo de estudos onde os docentes desenvolvam a sua actividade.
Não
7.2.2. Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, nos últimos 3 anos e na área do ciclo de estudos. Em parte
7.2.3. Existem outras publicações científicas relevantes do corpo docente do ciclo de estudos. Em parte
7.2.4. As actividades científicas, tecnológicas e artísticas têm uma valorização e impacto no desenvolvimento económico.
Não
7.2.5. As actividades científica, tecnológica e artística estão integradas em projectos e/ou parcerias nacionais e internacionais.
Em parte
7.2.6. Os resultados da monitorização das actividades científica, tecnológica e artística são usados para a sua melhoria.
Não
7.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Não existe um Centro de investigação na área científica do curso que oriente e agregue as actividades dispersas dos docentes.
A grande maioria do corpo docente tem muito pouca ou nenhuma actividade de investigação sustentada, nem publicação em revistas com revisão por pares nas áreas do ciclo de estudos. Só 2 docentes têm publicações em revistas com revisão de pares.
Não existem equipas de investigação que enquadrem os estudantes na elaboração das dissertações. Não há evidência de qualquer impacto da actividade científica dos docentes no desenvolvimento económico e cultural da região.
Na pronúncia, a instituição refere ter definido as bases de uma estratégia de investigação e ter estabelecido parceria recente com a U. de Coimbra de que resultou um projeto entretanto financiado pela FCT.
Muitos membros do corpo docente têm consciência da fragilidade da actividade de investigação dos docentes deste curso na sua principal área científica. Alguns membros do corpo docente participam em projectos de investigação financiados pela FCT e mantêm relações continuadas com Centros de Investigação de outras universidades.
7.2.9. Recomendações de melhoria.
É indispensável que a Instituição crie condições para os docentes realizarem actividade científica e publicação, através da participação em redes nacionais e internacionais. A criação de um
Laboratório e de um núcleo de investigação em Psicologia que possa liderar e dinamizar essa investigação poderão vir a modificar o deficiente estado da situação.
7.3. Outros Resultados
7.3.1. No âmbito do presente ciclo de estudos, existem actividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, prestação de serviços à comunidade ou formação avançada.
Em parte
7.3.2. O ciclo de estudos contribui para o desenvolvimento nacional, regional e local, a cultura científica e a acção cultural, desportiva e artística.
Sim
7.3.3. O conteúdo das informações sobre a instituição, o ciclo de estudos e o ensino ministrado são realistas.
Sim
7.3.4. Existe um nível significativo de internacionalização do ciclo de estudos. Não
7.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O provável impacto do ciclo de estudos a nível local e regional, devido às características da
insularidade, torna ainda mais importante as exigências de elevados padrões de qualidade da oferta formativa.
7.3.6. Pontos Fortes. Nada a assinalar.
7.3.7. Recomendações de melhoria.
A internacionalização do ciclo de estudos deve ser aumentada.
8. Observações
8.1. Observações:
A atitude global da instituição e de todos os intervenientes face ao processo de auto-avaliação e à visita foi muito positiva.
A instituição está consciente da necessidade de mudança. 8.2. Observações (PDF, máx. 100kB):
<sem resposta>
9. Comentários às propostas de acções de melhoria
9.1. Objectivos gerais do ciclo de estudos: Nada a assinalar.
9.2. Alterações à estrutura curricular: Nada a assinalar.
9.3. Alterações ao plano de estudos: Nada a assinalar.
9.4. Organização interna e mecanismos de garantia da qualidade: Os objectivos de melhoria enunciados são específicos e adequados. 9.5. Recursos materiais e parcerias:
A instituição atribui à ausência de verbas as dificuldades na aquisição de material bibliográfico e de testes psicológicos. A instituição propõe a inadiável aquisição de um pacote de instrumentos de avaliação psicológica indispensáveis à formação dos estudantes. Não é feita qualquer referência à dotação de livros de Psicologia, nas suas diversas áreas, para a Biblioteca. Também não são
referidas medidas que estabeleçam parcerias com outras Universidades nacionais e estrangeiras de modo a contrariar o grau de isolamento do ensino e da investigação em Psicologia na região.
9.6. Pessoal docente e não docente:
A instituição tem consciência de que é necessário aumentar o nível de preparação pedagógica e científica dos docentes. Tem igualmente consciência da falta de pessoal docente qualificado na área do ciclo de estudos e da necessidade de criação de condições que permitam um maior envolvimento dos docentes na investigação e na publicação dos seus resultados. As medidas propostas parecem adequadas mas não são suficientes no que respeita a este último aspecto, não apontando estratégias eficientes para o conseguir. No que respeita ao pessoal não docente a instituição considera que é necessária mais formação.
9.7. Estudantes e ambientes de ensino/aprendizagem:
A instituição apresenta propostas adequadas para aumentar a mobilidade dos estudantes. 9.8. Processos:
A instituição está consciente dos problemas e apresenta propostas adequadas. 9.9. Resultados:
A instituição tem consciência das dificuldades dos estudantes em se integrarem em projectos de investigação. As propostas para ultrapassar esta questão parecem insuficientes, dado o facto de haver muito pouca investigação desenvolvida pelos docentes da instituição nesta área e
consequentemente dificuldades em poder integrar os estudantes em projectos de investigação.
10. Conclusões
10.1. Recomendação final.
O ciclo de estudos não deve ser acreditado 10.2. Fundamentação da recomendação:
Mantemos a proposta de não acreditação do Mestrado em Psicologia da Educação considerando que o ciclo de estudos mostra muitas fragilidades cuja resolução exigiria mudanças profundas, facto de que a instituição parece ter plena consciência. Contudo, o grau de concretização das propostas apresentadas não é suficiente para alterar a decisão.
Apesar da formação académica adequada do seu corpo docente próprio (doutorados), a CAE
considera que o Ciclo de Estudos não deve ser acreditado, (1) pela estrutura do ciclo de estudos ser inadequada; (2) pelas condições de acesso serem inadequadas, não prevendo a formação inicial em Psicologia para os estudantes, (3) pelos coordenadores do ciclo de estudos não terem perfis
adequados; (4) por não apresentar um corpo docente com investigação e publicação adequadas em revistas internacionais de referência na área da Psicologia da Educação (5) pelo plano de estudos apresentar fragilidades graves que põe em causa a qualidade da formação ministrada; (6) por não estarem garantidos os recursos logísticos de natureza pedagógica e científica de apoio ao ensino e à investigação neste curso (Laboratório, Testoteca, Biblioteca).
Como foi anteriormente referido o ciclo de estudos mostra muitas fragilidades:
1 - Na sua estrutura, dado que apresenta dois ramos de especialização para os quais não existe corpo docente próprio devidamente qualificado, e que não permite aprofundar a formação em nenhum deles.
2 – A integração nas mesmas UC de alunos com 3 anos de formação de base em psicologia com outros sem esta formação coloca sérios problemas quanto à qualidade da formação de uns e outros
(ver §A.10.4).
3 – Apesar de serem ambos doutores e de terem experiência, os docentes responsáveis pelo ciclo de estudos não têm nenhuma publicação em revistas de referência internacionais com revisão por pares na área do ciclo de estudos.
4 - Na investigação na área da Psicologia da Educação, que é escassa. A grande maioria do corpo docente tem muito pouca ou nenhuma actividade de investigação sustentada traduzida em
publicações em revistas nacionais ou internacionais com revisão por pares de referência nesta área. A produção científica não permite garantir que o estabelecimento de ensino desenvolva actividade reconhecida de formação e investigação (...) nas áreas científicas integrantes dessa
especialidade.'(alínea b) do n.º2 do Art. 57.ºdo DL 107/2008 de 25 de Junho)", requisito legal para acreditação de um grau de mestrado. Os docentes não têm assim condições para sustentar um Mestrado em Psicologia da Educação, que se espera assentar na investigação desenvolvida, nem possibilidade de integrar os estudantes em actividades de pesquisa necessárias à elaboração das suas dissertações. Ora, as fragilidades em termos de investigação reflectem-se na qualidade da própria docência, explicando em parte as fragilidades observados no plano de estudos.
5 - Em muitas unidades curriculares do tronco comum e do ramo de especialidade de contextos educativos, (i) os programas são demasiado abrangentes e (ii) existem temáticas importantes como os instrumentos de diagnóstico e de intervenção em meio educativo que não são abordadas com a necessária profundidade não garantindo que os estudantes possam beneficiar de uma formação adequada no domínio da Psicologia da Educação.
6. Finalmente não são garantidos os recursos logísticos de natureza pedagógica e científica de apoio ao ensino e à investigação neste curso (Laboratório, Testoteca, Biblioteca).
Não são ainda criadas as condições institucionais que permitam a existência de um corpo docente bem qualificado no plano científico, com actividade de investigação e de publicação em revistas de referência na área. A criação de um Núcleo de investigação deverá permitir que o corpo docente possa responder a médio prazo a essas condições, num quadro de liderança sólida, competente e cientificamente reconhecida da área de Psicologia da Educação.