XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO REGIME GERAL
Samanta Viana RESUMO
O sistema brasileiro de previdência é custeado pelos trabalhadores da ativa, que contribuem compulsoriamente com uma porcentagem em cima do salário bruto de acordo com o salário percebido pelo empregador.
Além disso, há ainda os sistemas previdenciários voltados para classes específicas, como aqueles destinados aos servidores públicos das mais diversas categorias, com regras próprias mas de certa forma vinculadas e semelhantes àquelas utilizadas e aplicadas pelo Instituto Nacional de seguridade Social. Todavia, é importante verificar que além de apenas garantir a aposentadoria no futuro, a previdência também tem o seu papel no amparo ao trabalhador e a sua família em várias situações. No caso específico do presente trabalho, o tema abordado é a pensão por morte, que sofreu uma alteração significativa no ano de 2015 e atualmente há em tramite a possibilidade de novas modificações. Tal benefício consiste em uma importância financeira pago pela Previdência para suprir a perda ou ausência daquele que provia o sustento da família e o risco social no caso da falta de subsistência para famílias de baixa renda que dependiam necessariamente daquele que veio a falecer. Justifica-se aqui a importância da manutenção deste benefício como um amparo ou uma garantia em se tratando de eventos futuros, visando principalmente à segurança financeira para aqueles que não possuem outra fonte de renda, pois bem sabemos que uma grande parte da população necessita dos recursos que provêm dos benefícios previdenciários. Tendo como única chance de sobrevivência, sem sucumbir à indigência, no caso da morte do responsável pelo seu sustento total ou mesmo parcial. Embora a lei seja clara, há muitas situações em que é preciso buscar auxilio ao sistema judicial para que o beneficiário possa conseguir o benefício devido a falta de clareza em alguns pontos da lei.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES – E A PROPAGAÇÃO DE
CONDUTAS DELITUOSAS
Lucas Daniel Morais Delize FAFIMAN [email protected] O desenvolvimento tecnológico permitiu ao homem atuar em campos inimagináveis. Grande exemplo é o meio virtual, que possibilita que tenhamos melhor qualidade de vida devido ao maior acesso a informações, a possibilidade de comunicar com amigos e entes queridos com maior facilidade. O que ocorre é que juntamente com a comodidade oferecida pela internet, surgem também novas ameaças, tendo em vista que, atualmente, muito de nossa intimidade está presente no meio virtual. Assim sendo, o ordenamento jurídico deve estar em constante evolução, devendo acompanhar o desenvolvimento da sociedade, em busca de tutelar os bens jurídicos “disponíveis” na rede mundial de computadores.
Logo, o presente artigo irá tratar de uma crescente modalidade criminosa que vem se alastrando por meio virtual, que é a pratica e incitação de crimes por meio da rede mundial de computadores, tendo em vista que alguns dos autores acreditam que não podem ser localizados, sentindo-se mais seguros para cometerem atividades delituosas. Serão abordados os princípios constitucionais e penais envolvidos na proteção do internauta, a conceituação e tipos de crimes virtuais, a impunidade dos crimes virtuais e possíveis soluções para o problema, bem como breves considerações sobre a lei ordinária 12.737/2012 e Projeto de Lei 6.630/2013.
Para isto, serão realizados estudos das mudanças ocorridas no Direito atual sobre tal modalidade delituosa e como deve ser a devida aplicação das leis penais, além da apresentação de casos gerais até chegar à conclusão da análise do tema abordado, adotando o raciocínio hipotético-dedutivo, para construir uma possível resposta ou solução à problemática aqui levantada.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) A DELIMITAÇÃO DO PRAZO MATERIAL NO C.P.C/2015. UMA ANÁLISE A LUZ DO
ART. 219 DO DIPLOMA PROCESSUAL
TANIA GONÇALVES NOGUEIRA Há pouco tempo de vigência do CPC/2015, diversas dúvidas pairam sobre os operadores do direito acerca da sua aplicabilidade prática, uma delas, nesta ótica, considerada relevante, refere-se sobre além da definição, a forma de contagem do prazo material, sendo este, em dia útil ou não.
No cotidiano forense, o tema que sem dúvida mais gera angústia ao advogado se refere a prazos, eis que, item fundamental a ser rigorosamente cumprido, para garantir a tempestividade de todos os atos processuais realizados.
Qualquer ordenamento de Estado de Direito Democrático deve se assentar num sistema judicial que garanta certeza e segurança na resolução dos litígios e que proporcione aos integrantes, sobretudo, um sistema judicial eficaz, cuja decisão venha a tempo de acautelar os interesses das partes envolvidas.
Tem-se como definição de prazo, o período ou intervalo de tempo, no qual o causídico realiza os atos processuais necessários ao deslinde do feito, sob pena de preclusão ou prescrição, para a satisfação da tutela jurídica.
A enorme preocupação que gira em torno da contagem do prazo processual não é despropositada, haja vista que as dúvidas começaram a surgir inicialmente, sobre o que seria prazo material e processual, definições que se visam atingir.
Com a vigência do CPC/2015, o cômputo dos prazos será em regra em dia útil, afastando da norma em tela apenas o âmbito dos juizados especiais, os quais, ainda seguem a regra incerta no código de 1973, passando a contagem de todos os prazos em dias corridos.
As dúvidas apresentadas, encontram guarida no art. 219, caput e § Único do CPC/2015, onde, se visa demonstrar em que cenário o prazo não será contabilizado em dia útil, ou seja, os prazos materiais, contando-os de forma corrida, nos moldes do CPC/73.
Visa-se por meio do presente estudo, desmistificar o prazo material, contextualiza-lo de forma clara, a fim de direcionar sua forma de contagem, que antes parecia simples e incontroversa pela falsa claridade imposta pelo novo comando judicial.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) O CONVÍVIO FAMILIAR E COMUNITÁTIO DA CRIAÇA E DO ADOLESCENTE
Rosana Iris Sassi Resumo
As crianças necessitam de chances onde a sociedade deve proporcionar e preservar um universo de dignidade e respeito para elas. Esse universo se denomina inicialmente dentro do convívio familiar, e posteriormente comunidade. As oportunidades deste universo não são caprichos ideológicos ou religiosos; que são necessidades essenciais num todo. Por isso têm subsistido ao longo da história.
A infância ou o sentimento de infância é um fenômeno histórico. Ele somente passa a existir com a criação de um mundo das crianças diverso do mundo dos adultos. Isso significa estabelecer espaços de atuação privilegiada para cada um, seja limitando o acesso de crianças aos jogos, brincadeiras e espaços tidos como destinados aos adultos, seja censurando ou limitando os adultos em sua conduta quando em contato com as crianças.
Todo o pensamento da sociedade contemporânea tem por referência a separação entre o mundo dos adultos e das crianças. A importância do estudo desta temática permitirá a compreensão da construção das diferentes percepções da sociedade sobre crianças e adolescentes além da própria construção do direito da criança.
No tema de estudo, buscamos na doutrina jurídica os conceitos e a melhor compreensão dos detalhes deste direito essencial para as crianças e adolescentes: o direito à convivência familiar e comunitária, ficando nossa ênfase restrita à instituição da família, natural e substituta. Entendemos que os lentes desta matéria conhecem o direito, mas para melhor compreensão e aprendizado dos que recém ingressam no mundo jurídico não nos livramos de transcrever o conteúdo, às vezes um pouco extenso da lei.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS E EXECUÇÃO DE DEVEDOR
SOLVENTE
Stephani Cristina de Mello (G-FAFIMAN) [email protected]
RESUMO
O art. 6º da Constituição Federal evidencia a educação como direito fundamental, ocorre que, as deficiências da educação pública no Brasil, além de não garantir a dignidade, acabam gerando um enorme contingente de indivíduos que em busca de uma oportunidade de boa educação, procuram pelo ensino em entidades educacionais privadas, onde os recursos financeiros levam ao entendimento de que a necessidade básica/fundamental de educação será atendida. Vale ressaltar, que a entidade privada, cumpre adequadamente o contrato educacional, mas não se pode esquecer que as duas partes devem cumprir o contrato, a entidade privada, prestar os serviços (educação de qualidade) e a outra parte, cumprir a obrigação continuada dos pagamentos, pois está usufruindo dos serviços prestados. Ocorre que, cada vez mais, o inadimplemento tem se mostrado uma constante por parte do contratante, o qual se vê protegido pela legislação nacional que proíbe o afastamento do aluno das aulas ou qualquer forma de situação de cerceamento de acesso à prestação do serviço. Desta realidade exsurge um processo de execução onde o título deve ser certo, liquido e exigível, não bastando apenas o contrato, como têm determinado as decisões jurisprudências dos tribunais brasileiros, ou seja, precisa-se ainda de uma prova inconteste da relação de prestação de serviços, qual seja: o histórico escolar. Dessa forma, o presente trabalho discute se o posicionamento jurisprudencial não estaria prejudicando o contratado, incentivando o inadimplemento.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) ANÁLISE E CONSEQUÊNCIAS DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL NO HABEAS CORPUS Nº 124.306. ABORTO É CRIME?
FABRÍCIA REIGOBELLO VIEIRA DA COSTA (G-FAFIMAN) Fafiman [email protected] RESUMO
Após o julgamento do HABEAS CORPUS Nº 124.306 no Supremo Tribunal Federal que reconheceu a atipicidade da conduta de abreviar a gestação, se praticada antes dos três meses da gravidez, inúmeras dúvidas surgiram, já que o julgamento por via indireta reconheceu uma quarta causa de aborto legal, se juntando as já previstas no Código Penal (em decorrência de estupro e em caso de risco de morte da gestante) e a reconhecida na ADPF n°54 que permite a interrupção da gravidez no caso de gestação de bebes anencéfalo.
Ocorre que diferentemente das outras causas legais e extralegais reconhecidas, o julgamento do HC 124.306 esvazia o tipo penal de aborto, e fere inúmeros princípios constitucionais, como por exemplo, o direito a vida e a dignidade humana.
Além disso, o julgamento da A 1ª turma do STF, quando reconheceu a atipicidade da conduta da gestante que interrompe a gravidez antes dos terceiro mês de gestação, fez as vezes do legislador, já que deu interpretação destoante do tipo penal previsto para o aborto.
Dessa forma, o presente artigo visa demostrar os pontos os quais foram julgados de maneira falha, visto que ao julgar desta maneira adicionou uma nova causa permitindo o aborto de maneira inconstitucional, e ferindo princípios previstos constitucionalmente, sendo necessário demonstrar tal falha para que não haja futuras decisões, tendo como base o presente julgado este qual não foi o pleno quem decidiu.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) A FRAGILIDADE DO IDOSO NA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA
Luciana Rosa Cabrero Alarcon FAFIMAN – UNIMAN
RESUMO
A dinâmica das famílias contemporâneas evidencia o crescimento do abandono afetivo inverso, onde os idosos são vitimas de ausência dos próprios familiares, principalmente dos filhos. Assim, face ao crescente envelhecimento da população nacional, o tema torna-se cada vez mais importante, mesmo porque a mídia tem divulgado o aumento do número de casos de idosos abandonados, estando-se diante daquilo que, em direito nomina-se de “abandono inverso”. O abandono se dá quando alguém, de forma negligente, deixa de lado a sua responsabilidade para com outra pessoa. Para o desembargador Jones Figueiredo Alves, diretor nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), o conceito de abandono afetivo inverso está ligado a “não permanência do cuidar, dos filhos para com os genitores, de regra idosos”. Assim, entende-se que o abandono afetivo inverso pode gerar um abalo moral e sentimental, gerando um sentimento de tristeza e solidão, ocasionando doenças e até mesmo o desinteresse pela vida. Desta feita, será considerado abandono quando o idoso for privado do acessos a suas necessidades básicas, como alimentação, saúde, lazer, cuidado. Em termos legais, o idoso encontra-se amparado pelos arts. 229 e 230 da CF/88, 186 e 1.696 do Código Civil, bem como pelo Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741/2003. O tema assume vital importância não apenas jurídica, mas social, motivo pelo qual tem sido estudado sob o enfoque jurídico-antropológico.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) LEI 12441: A INVIABILIDADE LEGAL ANTE A REALIDADE DO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. UMA EXEGESE DO POSITIVISMO JURIDICO TORPEZ POSTO A
EIRELI. Resumo
Quando pensamos em empresa, é consenso a afirmativa que os empresários são uma categoria sagaz, astuta, destemida, e na verdade é mesmo, ao menos quando tratamos da realidade empresarial brasileira.
Quando um indivíduo pretende exercer a atividade empresa, descartando as situações se de fato ou de direito, está disposto a aventurar-se, provável seja o adjetivo desta classe, destemida, pois está é a própria essência do empresário, capaz de superar os desafios, vencer a alta carga tributária, lutar com a inadimplência e a concorrência desleal, e ainda a capacidade de quebrar, de ser derrotado e pôr uma força descomunal, não se acovardar.
O indivíduo empreender brasileiro, refiro-me assim, pois esta em suas entranhas se reinventar diariamente, tem aptidão plena para a desenvoltura deste exercício em qualquer outro lugar do mundo, pois as cordas que o regem costumam ser impetuosas, por vezes menos penosas para uns e há outros mais severa, existem os que perseveram conquistado espaço de mercado, e outros que acabam, por ser derrubados no abismo. Tal narrativa não está equivocada pois transita pelo céu e pelo inferno com a velocidade do vendo.
Não obstante a esta dura realidade, percebendo o legislador toda esta questão cotidiana trazida pela própria conformação do mercado, procurou ver como “proteção” não um substantivo, mas sim um predicado, trazido pelos extremos do mercado empresarial.
Não demorou para que o direito alienígena foi transladado ao nosso, iniciando pela Alemanha e Portugal, fomos o quinto ordenamento a constar tal feito protetivo, ex legem do Decreto n° 3708/1919, com o título “Sociedade por quotas, de responsabilidade limitada”, como uma simplicidade gramática indivisível, vejamos:
Art. 2o O titulo constituivo regular-se-há pelas disposições
dos arts. 300 a 302 e seus numeros do Codigo Commercial, devendo estipular ser limitada a responsabilidade dos sócios à importancia total do capital social.1
1 Decreto 3708/1919, disponível em