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(1)

Estudos de Cenários

Econômicos

Prof Alexandre Dellamura

(2)

Introdução à Microeconomia

- Ciência dos preços;

- Estuda o comportamento do consumidor e

da empresa;

- Mercados, Oferta, Demanda, equilíbrio,

(3)

Demanda

DEMANDAR = PROCURAR, desejar comprar

A demanda depende, entre outras variáveis: *Preço do Bem

*Renda do Consumidor

*Preço dos Bens Substitutos ou Complementares

(4)

Demanda

Demanda = f{Px, Y, Pz, G}

Se mantivermos todos os outros fatores constantes (Coeteris Paribus):

Qdx = f{Px}

(5)

Demanda

(6)
(7)
(8)

Demanda

(9)

Demanda

Lei da Procura ou Demanda: “A Quantidade demandada de um bem ou serviço varia inversamente ao comportamento do seu preço; quanto maior o preço, menor a quantidade demandada; menor o preço maior a quantidade demandada”.

(10)

Demanda

Efeito-Renda: se o preço de determinado bem subir, consequentemente o consumidor acaba ficando mais pobre. Daí o fato do consumidor reduzir a quantidade demandada do bem.

(11)

Demanda de Mercado

(12)
(13)

Demanda: exemplo de fixação

Traçar uma curva de demanda de Picanha do Piraporinha (somando vários açougues e consumidores:

Preço Quantidade Demandada

(14)

Demanda: modificação na renda dos

consumidores

*Mudanças na renda eliminam o Coeteris Paribus. A curva TODA SE MOVE. Ocorre um movimento DA CURVA DE DEMANDA.

(15)

Demanda: modificação na renda –

Bens Normais

*Bens em que quando a RENDA AUMENTA, a DEMANDA POR ESSE BEM TAMBÉM AUMENTA. O consumidor fica mais rico.

*Se a renda do consumidor for REDUZIDA, o consumo desse bem DIMINUIRÁ.

(16)
(17)
(18)

Demanda: modificação na renda –

Bens Inferiores

*Bens em que quando a RENDA AUMENTA, a DEMANDA POR ESSE BEM é REDUZIDA. O consumidor fica mais rico e prefere bens melhores.

*Se a renda do consumidor for REDUZIDA, o consumo do bem AUMENTARÁ.

(19)
(20)
(21)
(22)

Demanda: modificação no preço dos

outros bens – Bens Substitutos

*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.

(23)

Demanda: modificação no preço dos

outros bens – Bens Substitutos

*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.

(24)

Demanda: modificação no preço dos

outros bens – Bens Substitutos

*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.

(25)

Demanda: modificação no preço dos

outros bens – Bens Complementares

*Dois bens são COMPLEMENTARES se o consumo de um deles complementa o consumo do outro. Um aumento ou uma redução no preço de um deles afetará o consumo dos dois bens.

(26)

Demanda: modificação no preço dos

outros bens – Bens Complementares

*Dois bens são COMPLEMENTARES se o consumo de um deles complementa o consumo do outro. Um aumento ou uma redução no preço de um deles afetará o consumo dos dois bens.

(27)

Demanda: modificação no Gosto dos

Consumidores

(28)

Demanda: modificação no Gosto dos

Consumidores

(29)

Demanda: modificação no Gosto dos

Consumidores

(30)

Função Demanda:

*É uma função do tipo Qdx = a – bPx

*a e b são parâmetros estatísticos;

*A função é encontrada através de fórmulas estatísticas ou diretamente no Excel;

Exemplo de função:

(31)

Construindo um gráfico com uma

Função Demanda:

*Usando Qdx = 900 -200Px como exemplo.

1 – “Zeramos” o preço:

Qdx = 900 -200(0) Qdx = 900 - 0 Qdx = 900 900 será o intercepto horizontal

2 – “Zeramos” a quantidade demandada:

(32)
(33)

Oferta

OFERTA = OFERECER, desejar vender. É o lado do produtor, do vendedor.

(34)

Oferta

A OFERTA depende (é função) de: *Preço do bem

*Insumos de Produção *Preço dos Outros bens *Tecnologia

(35)

Oferta

Assim:

Oferta = f(Preço do bem, Preço dos insumos,

Preço dos outros bens, Tecnologia, Clima, Nº de empresas)

Mas, na condição Coeteris Paribus:

(36)

Oferta

LEI DA OFERTA:

(37)
(38)
(39)
(40)
(41)

Oferta de Mercado

(42)

Oferta de Mercado

(43)

Função Oferta

A função oferta tem a forma Qox = c + dPx

*C e d são parâmetros estatísticos

*Exemplo de Função Oferta: Qox = 10 +2Px

Se substituirmos o preço por 2,00,

teremos uma quantidade oferecida de 14

unidades. Caso quiséssemos um preço de

3,00, a quantidade seria de 16 unidade;

(44)

Função Oferta

(45)
(46)

Equilíbrio de Mercado

O

ponto de equilíbrio

será encontrado quando

um só preço

IGUALAR

a

QUANTIDADE

PROCURADA

e a

QUANTIDADE

OFERECIDA

,

sem SOBRAS (

EXCEDENTE

) ou FALTA

(

ESCASSEZ

).

Esse preço será chamado

PREÇO DE

(47)

Equilíbrio de Mercado

(48)

Equilíbrio de Mercado

(49)

Equilíbrio de Mercado

No quadro, ao preço de R$ 2,50:

- os consumidores demandariam 100 dúzias

de bananas;

- os vendedores ofereceriam também 100

dúzias de banana.

(50)

Equilíbrio de Mercado

O que ocorreria se o preço praticado fosse de

R$ 2,00?

- ao preço de R$ 2,00 tocaremos a curva de

oferta

na quantidade de

50 unidades

.

- encostará na

curva de demanda

na

quantidade de 150 unidades.

- faltarão 100 dúzias de banana. Houve

(51)

Equilíbrio de Mercado

O que ocorreria se o preço praticado fosse de

R$ 3,00?

- ao preço de R$ 3,00 tocaremos a curva de

demanda na quantidade de 50 unidades.

- encostará na

curva de oferta

na quantidade

de

150 unidades

.

(52)

Equilíbrio com Funções

Dadas as funções oferta e demanda:

Demanda >>>> Qd = 350 -100p

Oferta >>>>>>

Qo = -150 +100p

(53)

Equilíbrio com Funções

Igualamos as duas funções para encontrar o

preço de equilíbrio:

350 -100p = -150 +100p

-100p -100p = -150 -350

-200p = -500

P = -500/-200

P = R$ 2,50

(54)

Equilíbrio com Funções

Depois substituímos o preço de 2,50 nas

funções:

Qd = 350 -100p Qd = 350 -100(2,50)

Qd = 350 -250 Qd = 100

Qo = -150 +100p Qo = -150 + 100(2,50)

Qo = -150 + 250

Qo = 100

(55)

Flexibilidade do Equilíbrio

(56)
(57)
(58)

Flexibilidade do Equilíbrio

(59)

Elasticidade

A ELASTICIDADE mede a reação de determinada quantidade (demandada ou ofertada) em relação a mudança de um outro fator (preço do bem, renda ou preço dos outros bens).

(60)

Elasticidade

Principais tipos de elasticidade:

(61)

Elasticidade

Trabalharemos apenas a Elasticidade-preço da demanda (EPD). Ela deve responder a seguinte questão:

(62)

Elasticidade

Para respondermos a essa questão, é necessário o uso da PORCENTAGEM.

(63)

Elasticidade

Veja a seguinte situação:

Arroz Preço Quant. Demandada

Inicial R$ 8,00 500 pacotes Final R$ 8,80 475 pacotes

(64)

Elasticidade

Para calcular o coeficiente de EPD, usaremos a fórmula:

Epd = Δ%Qd

Onde: %PΔ

Epd = Elasticidade-preço da demanda

%Qd = variação percentual da quantidade

Δ

demandada

%P = variação percentual do preço

(65)

Elasticidade

Então:

Epd = Δ%Qd

%PΔ

Epd = -5%

10%

(66)

Elasticidade

A saber:

- Chamamos o resultado -0,5 de coeficiente da

elasticidade-preço da demanda;

- Significa que se o preço do arroz subir 1%,

sua quantidade demanda cairá em 0,5%;

- Sempre será negativo (pela própria lei da

(67)

Elasticidade

Vejamos outro exemplo:

Perfumes Preço Quant. Demandada

Inicial R$ 90,00 200 frascos Final R$ 99,00 160 frascos

(68)

Elasticidade

Então:

Epd = Δ%Qd

%PΔ

Epd = -20%

10%

(69)

Elasticidade

A saber:

- Se o EPD for < 1 (menor que 1) dizemos que

a demanda é inelástica. Nesse caso o bem é necessário, tem poucos substitutos e pesa bastante no orçamento do consumidor;

- Se o EPD for > 1 (maior que 1) sua demanda

(70)

Elasticidade

A saber:

- Demanda elástica: perfume, laticínios,

diversão;

- Demanda inelástica: arroz, feijão, combustíveis, medicamentos;

- Demanda unitária (EPD = 1, muito raro):

(71)

Elasticidade

Fórmula alternativa para o EPD:

Epd = P inicial x QdΔ

Qd inicial PΔ

P inicial = Preço Inicial

Qd inicial = Quantidade demandada inicial

Qd = Variação quant. demand. (em unidades)

Δ

P = Variação do preço (em R$)

(72)

Elasticidade

No caso do arroz chegaremos ao mesmo EPD:

Epd = P inicial x QdΔ

Qd inicial PΔ

Epd = R$ 8,00 x -25 500 R$ 0,80 Epd = - 200

(73)

Elasticidade: casos extremos

(74)

Elasticidade: casos extremos

(75)

Elasticidade e a receita dos

vendedores

A Receita Total dos vendedores é: RT = P x Q

RT = Receita Total P = Preço

(76)

Elasticidade e a receita dos

vendedores

Exemplo do arroz:

(77)

Elasticidade e a receita dos

vendedores

Exemplo do perfume:

(78)

Elasticidade e a receita dos

vendedores

Resumindo:

Bens inelásticos (necessários)

- elevação de preços eleva a RT (compensa). - redução de preços reduz a RT (não

(79)

Elasticidade e a receita dos

vendedores

Resumindo:

Bens elásticos (desnecessários)

- elevação de preços reduz a RT (não

compensa).

- redução de preços aumenta a RT

(80)

Estruturas de Mercado

MERCADO é:

“a interação entre vendedores e compradores no que se refere a transação de algum produto ou serviço”.

(81)

Estruturas de Mercado

Exemplo de MERCADO:

- Feira livre;

- Supermercados; - Lojas da Web;

(82)

Estruturas de Mercado

Um MERCADO pode ser:

- Competitivo: concorrência perfeita e

concorrência monopolística;

(83)

Estruturas de Mercado

CONCORRÊNCIA PERFEITA:

- Grande número de vendedores e compradores

(agentes tomadores de preços);

- Produto homogêneo;

- Liberdade de entrada e saída; - Transparência;

(84)

Estruturas de Mercado

MONOPÓLIO:

- Apenas uma empresa vende um bem ou

serviço para grande número de compradores;

- Bem ou serviço sem substituto próximo;

- Curva de demanda da empresa é a curva de

demanda do mercado;

- Lucros extraordinários;

(85)

Estruturas de Mercado

OLIGOPÓLIO:

- Pequeno número de empresas domina o mercado; - Sem diferenciação de produto ou serviço

(oligopólio puro);

- Com diferenciação de produto ou serviço (oligopólio diferenciado);

- Decisões de uma empresa influencia as outras - Competição direcionada ao marketing.

(86)

Estruturas de Mercado

CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA:

- Mistura de concorrência perfeita e monopólio; - Livre entrada e saída de empresas;

- Produtos não homogêneos;

(87)

Introdução à Macroeconomia

- É a ciência dos grandes agregados (Produto,

Renda, Consumo, Emprego, Inflação, Câmbio...)

- Mais presente na mídia que a Microeconomia - Simon Kuznets e John Maynard Keynes

(88)

Contabilidade Nacional

Vamos estudar agora a Contabilidade Nacional.

- Ela quantifica as transações da economia.

(89)

Produto da Economia

AGENTES ECONÔMICOS:

- Empresas (unidades produtoras) - alugam os

fatores de produção das famílias;

- Famílias (unidades consumidoras) – recebem

renda;

- Governo (administração pública);

- Resto do Mundo (outras economias do

(90)

Produto da Economia

SETORES DA ECONOMIA

- Setor Primário: agricultura, pecuária, pesca,

extração vegetal. 5,44% da economia (R$ 295 bi);

- Setor Secundário: extração mineral e

indústria. 21,4% da economia brasileira (R$ 1,15 tri);

- Setor Terciário: comércio, construção,

(91)

Produto da Economia

PRODUTO

- Valor de todos os bens e serviços finais

produzidos em determinado período;

- Não considera matéria-prima e

intermediários;

- PIB (Produto Interno Bruto). Essa é a principal nomenclatura do Produto.

(92)

Produto da Economia

PRODUTO INTERNO BRUTO:

(93)

Produto da Economia

PRODUTO INTERNO BRUTO:

(94)
(95)

Produto da Economia

PRODUTO INTERNO BRUTO:

(96)
(97)

Produto da Economia

- A economia dos EUA é 13x maior que a nossa.

- Será que o PIB retrata com veracidade o

padrão de vida?

- Seria o Brasil o 9º melhor país do mundo

para se viver?

(98)

Produto da Economia

Queda de 3,6% do PIB brasileiro em 2016:

- Agropecuária: -6,6% - Indústria: -3,8%

- Serviços: -2,7%

- Investimentos: -10,2%

- Consumo das famílias: -4,2% - Exportações: +1,9%

(99)

Produto da Economia

VALOR ADICIONADO

É o principal modo de se medir o produto da economia:

(100)

Produto da Economia

VALOR ADICIONADO

O Valor Bruto da Produção (VBP) é a receita de vendas;

(101)

Produto da Economia

VALOR ADICIONADO

As matérias-primas e insumos são retirados para que não ocorra dupla contagem por parte do IBGE.

(102)

Produto da Economia

(103)

Produto da Economia

VALOR ADICIONADO

Veja que esse carro adicionou à economia foi de apenas R$ 10.000,00.

(104)

Produto da Economia

ÓTICA DA RENDA

Também podemos medir o produto pela ótica da renda (recebida pelas famílias). Assim:

(105)

Produto da Economia

ÓTICA DA RENDA

(106)

Produto da Economia

ÓTICA DA DEMANDA (DESPESA)

A despesa é o gasto que os agentes realizaram na compra do PIB. Também será 10.000,00:

D = C + I + G + (X – M) C = consumo das famílias

I = investimento das empresas G = gastos do governo

(107)

Produto da Economia

ÓTICA DA DEMANDA (DESPESA) em 2016

- o consumo das famílias atingiu 64% da despesa (R$ 4,01 trilhões) - um dos principais agregados da economia.

- gastos do governo em 20,17% (R$ 1,264 trilhão). - e o investimento das empresas foi de 15,44% do

PIB.

(108)

Produto da Economia

TRÍADE DA MACROECONOMIA

Encontramos uma das principais identidades da macroeconomia:

PRODUTO = RENDA = DESPESA

(109)

Poupança e Investimento

POUPANÇA

Parte da renda não gasta em consumo. Renda guardada.

S = R – C

S = saving (poupança em inglês) R = renda

(110)

Poupança e Investimento

POUPANÇA

- Não confundir com a famosa “caderneta de

poupança”

- Em 2016 foi de 14% no Brasil. Na China

alcança 50% e é de 20% a média mundial.

- Muito importante para o crescimento e

(111)

Poupança e Investimento

INVESTIMENTO

Bens produzidos que não foram consumidos. Dividido em:

- FBKF (Formação Bruta de Capital Fixo): tudo que aumenta a capacidade de produção. Máquinas, equipamentos, pontes, aeroportos...

(112)

Poupança e Investimento

INVESTIMENTO = POUPANÇA

Veja:

I = P – C (produto – consumo) S = R – C (renda – consumo

(113)

Poupança e Investimento

(114)

Produto Real e Nominal

Produto Nominal: medido em moeda corrente. Pode variar em função dos preços ou da

produção. Chamado de PIB Corrente.

Produto Real: só pode variar em função de

modificações na produção. Elimina o aumento de preços (inflação). Chamado de PIB

(115)

Produto Real e Nominal

Exemplo:

PIB Real de 2011 (sem inflação) = $ 100.000,00

(116)

Produto Real e Nominal

Exemplo:

O PIB Real de 2012 foi de $ 104.000. Se

(117)

Carga Tributária Bruta e Líquida

A Carga Tributária Bruta mede quanto do PIB foi utilizado para o pagamento de tributos, como impostos, taxas e contribuições de melhoria.

(118)

Carga Tributária Bruta e Líquida

Tributos Diretos: incidem sobre a renda ou patrimônio. IR, IPVA, IPTU, ITBI;

Tributos Indiretos: incidem sobre a produção, venda e circulação de bens e serviços. IPI, ICMS, ISS, II.

Carga Tributária Bruta brasileira em 2016 foi de 32,66% do PIB (R$ 2 tri), com cada brasileiro

(119)
(120)

Produto Interno, Nacional, Custo

de Fatores e Preços de Mercado

- O Produto é Interno porque só se conta o

que é produzido em território brasileiro; se contabilizarmos as rendas enviadas ao exterior e do exterior, teríamos o Produto Nacional.

- O Produto Interno é Bruto porque não se

retira a depreciação; caso contrário seria

(121)

Produto Interno, Nacional, Custo

de Fatores e Preços de Mercado

- O Produto Interno Bruto é medido à Preços

de Mercado, somando-se impostos e subsídios; caso contrário seria medido à

(122)

Introdução à Macroeconomia

A Macroeconomia possui 4 princípios básicos (metas):

1 – Alto Nível de Emprego 2 – Estabilidade de Preços

3 – Distribuição equitativa de renda

(123)

Instrumentos de Política

Macroeconômica

(124)

Instrumentos de Política

Macroeconômica

Se a oferta agregada forma maior que a demanda agregada haverá sobra, estoques, desemprego e recessão.

(125)

Instrumentos de Política

Macroeconômica

São estes os instrumentos:

- Política Fiscal

- Política Monetária

- Política Cambial/Comercial (tratada na

disciplina “Mercado de Câmbio”)

(126)

Política Fiscal

- Se refere aos tributos e gastos públicos;

- Todos os governos gastam mais que do

arrecadam! Cortar gastos (despesas) ou elevar tributos (receitas)???

- Em 2016 o Consumo Final da Administração

(127)

Política Fiscal

O governo - mesmo cortando gastos e elevando receitas – tem gastos que ultrapassam seu orçamento, como acontece com qualquer cidadão comum.

(128)

Política Fiscal

(129)

Política Fiscal

(130)
(131)

Política Fiscal

A dívida contraída pelo Tesouro Nacional é chamada de Dívida Pública.

O maior devedor do mundo são os EUA, com quase US$ 18 trilhões (101% do PIB).

O Brasil deve R$ 4,45 trilhões (70,6% do PIB)

(132)

Política Fiscal

Política Fiscal Restritiva ou Contracionista: elevação de tributos e redução dos gastos públicos. Seu objetivo é o controle da inflação.

(133)

Política Monetária

Refere-se à moeda, crédito, juros.

É mais eficaz para o equilíbrio entre Oferta Agregada e Demanda Agregada.

(134)

Política Monetária

LIQUIDEZ E JUROS

Mais liquidez: menos juros, maior produção e consumo, mais emprego. Se a estrutura produtiva não suportar, tem-se inflação.

Política Monetária Expansionista

Menos liquidez: maior juros, menor produção e consumo, menor inflação.

(135)

Política Monetária

Como o governo trabalha com a liquidez?

Resposta: Taxa Básica de Juros, SELIC

(136)

Política Monetária

- Os bancos são obrigados a recolher

diariamente uma parte de seus depósitos junto ao BACEN.

- Esses depósitos são obrigatórios, e por isso

(137)
(138)
(139)

Política Monetária

(140)

Política Monetária

(141)

Política Monetária

(142)

Política Monetária

No fim do dia, o SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (de títulos) calcula a taxa média de todos esses empréstimos.

O resultado será a Selic Overnight (aproximadamente 0,05% ao dia).

(143)

Política Monetária

Por que essa taxa é chamada de básica e por que é tão importante?

A Selic é importante porque é a taxa que os bancos pagam nos empréstimos entre bancos. Se essa taxa subir eles descontarão em alguém. Você sabe em quem?

(144)

Política Monetária

Por que a Selic é de 11,25% ao ano e o limite dos bancos é de 17% ao mês?

Por causa do spread bancário: diferença entre o que os bancos pagam ao receber recursos e o que os bancos recebem ao emprestar os

(145)

Política Monetária

O spread é alto porque incorpora:

- Compulsório - Inadimplência

- Fundo Garantidor de Crédito - IR e CSLL

(146)

Política Monetária

(147)

Política Monetária

Se perceberem que a economia precisa ser aquecida, decidem pela queda da taxa de juros. Isso resultará em maiores financiamentos e compras.

(148)

Política Monetária

(149)

Política Monetária

(150)

Política Monetária

(151)

Política Monetária

Outros dois mecanismos de política monetária estão em desuso:

- Emissão de moeda: por ser inflacionário

- Redesconto: linha de crédito anteriormente

(152)
(153)
(154)

O lado monetário da Economia

FUNÇÕES DA MOEDA

1 - Intermediária das trocas: É a sua função principal, para intermediar as trocas de bens, serviços e fatores.

2 - Medida de valor: permite que os valores dos bens e serviços transacionados sejam expressos em quantidade de moeda, através dos preços. Vale de valer, de valor.

(155)
(156)

O lado monetário da Economia

OFERTA MONETÁRIA

(157)

O lado monetário da Economia

OFERTA MONETÁRIA

M1: papel-moeda em poder do público + depósitos à vista nos bancos

M2: M1 + poupança + títulos emitidos por instituições depositárias

M3: M2 + quotas de fundos depositários + operações compromissadas registradas no SELIC

(158)

O lado monetário da Economia

DEMANDA POR MOEDA

Em geral, a moeda é demanda (retida) para:

1 - Transações: está no cotidiano dos agentes, para as transações rotineiras de compra e venda de bens e serviços no dia-a-dia.

2 - Precaução: para pagamentos emergenciais e imprevistos;

(159)

O lado monetário da Economia

TAXAS DE JUROS

Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?

(1 + i) = (1 + π) x (1 + r)  

r = taxa de juros real

(160)

O lado monetário da Economia

TAXAS DE JUROS

Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?

(161)

O lado monetário da Economia

TAXAS DE JUROS

Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?

(1 + 0,1450) = (1 + 0,08) x (1 + r) 1,1450 = 1,08 x (1 + r)

(1 + r) = 1,1450 1,08

1,08 + 1,08r = 1,1450 1,08r = 1,1450 – 1,08

1,08r = 0,065 r = 0,065 1,08

(162)

O lado monetário da Economia

TAXAS DE JUROS: SELIC

- Representa a taxa básica da economia

brasileira.

- Fixada nas reuniões do COPOM, a SELIC

(163)

O lado monetário da Economia

TAXAS DE JUROS: DI – Depósito Interbancário

- Divulgada pela CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), a Taxa DI é a taxa média das operações entre bancos pelo prazo de um dia, com a garantia de emissão do CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro (título privado).

(164)

Inflação

Inflação é a alta dos índices de preços.

Não basta o preço de apenas um bem ser elevado!

(165)

Inflação (Índices de Preços)

Um índice de preços é o custo em moeda de uma lista de bens e serviços.

É obtido por média ponderada.

(166)

Inflação (Índices de Preços)

IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE). É o índice oficial do Brasil.

(167)

Inflação (Índices de Preços)

IPC: Índice de Preços ao Consumidor (FIPE): Mede a inflação para cidade de São Paulo.

IGP – Índice Geral de Preços (FGV). Reajusta aluguel, contratos e dívida pública.

(168)
(169)

Inflação (Índices de Preços)

Cuidado com o IGP!!!

O IGP é um dos mais respeitados e utilizados índices. É composto pela média de:

- IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60% de peso;

- IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30% de peso;

- INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10% de peso.

O IGP, além de ser um indicador

macroeconômico de grande importância, também é usado na correção de preços e

valores de contratos. Se medido do dia 1 ao dia 30 de todos os meses, o IGP recebe o nome de IGP-DI (disponibilidade interna), corrigindo

contratos do mercado financeiro; se medido do dia 21 ao dia 20 do outro mês, o IGP se

(170)

Inflação (Índices de Preços)

Cuidado com o IGP!!!

É usado na correção de preços e contratos.

- Se medido do dia 1 ao dia 30 de todos os

meses, o recebe o nome de IGP-DI (disponibilidade interna), corrigindo contratos do mercado financeiro;

- Se medido do dia 21 ao dia 20 do outro mês,

(171)

Corrigindo um contrato

(172)

Corrigindo

um

contrato

ou

qualquer valor usando uma tabela

de correção monetária do IGP-DI

Um contrato de R$ 100.000,00 em janeiro de 2014 foi esquecido.

(173)

Corrigindo um contrato

Uma tabela de Correção Monetária: IGP-DI

Utilizamos os chamados números índices.

- Pegamos os 100.000 e dividimos pelo

número índice de janeiro de 2014

- Multiplicamos pelo número índice de maio de

2015: 100.000 : 1.409,3437 x 1.511,9136

(174)

Tipos de Inflação

Inflação de Demanda: ocorre devido o aumento da demanda agregada. Suas principais causas estão relacionadas ao aumento da oferta de moeda, redução de tributos e aumento de gastos públicos.

(175)

Efeitos da Inflação

- pobres mais expostos à redução do salário real: preços se elevam todos os dias; salário apenas no final do ano;

- a arrecadação fiscal real do governo diminui;

- diminuição da relevância dos ativos financeiros: procura por ativos reais (imóveis, ouro, moedas estrangeiras);

(176)

O que é o Focus?

Publicação online, divulgada todas as segundas-feiras pelo Bacen. Contém o resumo das expectativas de mercado.

(177)

Decisões de investimento

(178)

Decisões de investimento

(179)

Setor Público

FUNÇÕES DO ESTADO

1 – Alocativa: se refere aos bens públicos (não comercializados pela iniciativa provada);

2 – Distributiva: distribuição de renda perante a sociedade;

(180)

Setor Público

TEORIA DA TRIBUTAÇÃO: sistema tributário ideal deve possuir algumas características:

1 – Equidade – mesmo tratamento para todos os

indivíduos;

2 – Progressividade – maior tributação para quem

tem mais renda;

3 – Neutralidade – sem acarretar problemas na distribuição de renda;

(181)

Setor Público

BRASIL:

- Sistema tributário complexo;

- Predominância de tributos indiretos (sobre

os bens, serviços e folha de pagamento, afetando a classe mais pobre;

(182)

Setor Público

GASTOS PÚBLICOS

1 - Despesas Correntes: são as despesas de custeio (pessoal civil, militar e outros serviços) e as transações correntes (aposentadorias, pensão, transferências, juros da dívida);

(183)

Setor Público

RECEITAS PÚBLICAS

1 - Receitas Correntes: receitas tributárias, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços;

(184)

Setor Público

TRIBUTOS

- impostos (independem de qualquer atividade

do governo)

- taxas (pelo uso de um serviço público

específico ou poder de fiscalização)

- contribuições de melhoria (quando há

valorização do patrimônio particular).

(185)

Setor Público

TRIBUTOS

- fato gerador do tributo é a situação que o governo define necessária para sua existência. - base de cálculo é o valor sobre o qual o pagamento do tributo será calculado.

(186)

Setor Público

RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO

- Resultado Primário (Superávit ou Déficit

Primário): são os gastos não financeiros e as receitas não financeiras. Não conta o pagamento de juros ou amortizações da dívida pública. Diferença do arrecadado para o que deve gastar na administração pública.

- Brasil fechou 2015 com um déficit primário

(187)

Setor Público

RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO

(188)

Setor Público

RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO

(189)

Crescimento e Desenvolvimento

- Crescimento Econômico: aumento contínuo

do produto agregado ao longo do tempo”, e como produto agregado podemos tomar como padrão o próprio PIB.

- Desenvolvimento Econômico: direcionado à

(190)
(191)
(192)

Crescimento e Desenvolvimento

- Capital Humano: força de trabalho e as

(193)

Crescimento e Desenvolvimento

- Capital Físico: bens de capital

(equipamentos, máquinas, utensílios, instalações) O produto por trabalhador é função crescente do capital físico por trabalhador. Quanto maior o estoque de capital físico, maior será o crescimento econômico. Aqui observamos a importância da tecnologia e do P&D (pesquisa e desenvolvimento).

- Capital Social: entendemos como capital

(194)

Crescimento e Desenvolvimento

- Capital Social: entendemos como capital

(195)

Crescimento e Desenvolvimento

- Capital Social: entendemos como capital

Referências

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