Estudos de Cenários
Econômicos
Prof Alexandre Dellamura
Introdução à Microeconomia
- Ciência dos preços;
- Estuda o comportamento do consumidor e
da empresa;
- Mercados, Oferta, Demanda, equilíbrio,
Demanda
DEMANDAR = PROCURAR, desejar comprar
A demanda depende, entre outras variáveis: *Preço do Bem
*Renda do Consumidor
*Preço dos Bens Substitutos ou Complementares
Demanda
Demanda = f{Px, Y, Pz, G}
Se mantivermos todos os outros fatores constantes (Coeteris Paribus):
Qdx = f{Px}
Demanda
Demanda
Demanda
Lei da Procura ou Demanda: “A Quantidade demandada de um bem ou serviço varia inversamente ao comportamento do seu preço; quanto maior o preço, menor a quantidade demandada; menor o preço maior a quantidade demandada”.
Demanda
Efeito-Renda: se o preço de determinado bem subir, consequentemente o consumidor acaba ficando mais pobre. Daí o fato do consumidor reduzir a quantidade demandada do bem.
Demanda de Mercado
Demanda: exemplo de fixação
Traçar uma curva de demanda de Picanha do Piraporinha (somando vários açougues e consumidores:
Preço Quantidade Demandada
Demanda: modificação na renda dos
consumidores
*Mudanças na renda eliminam o Coeteris Paribus. A curva TODA SE MOVE. Ocorre um movimento DA CURVA DE DEMANDA.
Demanda: modificação na renda –
Bens Normais
*Bens em que quando a RENDA AUMENTA, a DEMANDA POR ESSE BEM TAMBÉM AUMENTA. O consumidor fica mais rico.
*Se a renda do consumidor for REDUZIDA, o consumo desse bem DIMINUIRÁ.
Demanda: modificação na renda –
Bens Inferiores
*Bens em que quando a RENDA AUMENTA, a DEMANDA POR ESSE BEM é REDUZIDA. O consumidor fica mais rico e prefere bens melhores.
*Se a renda do consumidor for REDUZIDA, o consumo do bem AUMENTARÁ.
Demanda: modificação no preço dos
outros bens – Bens Substitutos
*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.
Demanda: modificação no preço dos
outros bens – Bens Substitutos
*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.
Demanda: modificação no preço dos
outros bens – Bens Substitutos
*Dois bens são SUBSTITUTOS se um AUMENTO no PREÇO de um deles AUMENTAR a DEMANDA do outro bem; ou, pelo contrário, se o preço de um deles sofrer uma redução, a demanda do outro bem será reduzida.
Demanda: modificação no preço dos
outros bens – Bens Complementares
*Dois bens são COMPLEMENTARES se o consumo de um deles complementa o consumo do outro. Um aumento ou uma redução no preço de um deles afetará o consumo dos dois bens.
Demanda: modificação no preço dos
outros bens – Bens Complementares
*Dois bens são COMPLEMENTARES se o consumo de um deles complementa o consumo do outro. Um aumento ou uma redução no preço de um deles afetará o consumo dos dois bens.
Demanda: modificação no Gosto dos
Consumidores
Demanda: modificação no Gosto dos
Consumidores
Demanda: modificação no Gosto dos
Consumidores
Função Demanda:
*É uma função do tipo Qdx = a – bPx
*a e b são parâmetros estatísticos;
*A função é encontrada através de fórmulas estatísticas ou diretamente no Excel;
Exemplo de função:
Construindo um gráfico com uma
Função Demanda:
*Usando Qdx = 900 -200Px como exemplo.
1 – “Zeramos” o preço:
Qdx = 900 -200(0) Qdx = 900 - 0 Qdx = 900 900 será o intercepto horizontal
2 – “Zeramos” a quantidade demandada:
Oferta
OFERTA = OFERECER, desejar vender. É o lado do produtor, do vendedor.
Oferta
A OFERTA depende (é função) de: *Preço do bem
*Insumos de Produção *Preço dos Outros bens *Tecnologia
Oferta
Assim:
Oferta = f(Preço do bem, Preço dos insumos,
Preço dos outros bens, Tecnologia, Clima, Nº de empresas)
Mas, na condição Coeteris Paribus:
Oferta
LEI DA OFERTA:
Oferta de Mercado
Oferta de Mercado
Função Oferta
A função oferta tem a forma Qox = c + dPx
*C e d são parâmetros estatísticos
*Exemplo de Função Oferta: Qox = 10 +2Px
Se substituirmos o preço por 2,00,
teremos uma quantidade oferecida de 14
unidades. Caso quiséssemos um preço de
3,00, a quantidade seria de 16 unidade;
Função Oferta
Equilíbrio de Mercado
O
ponto de equilíbrio
será encontrado quando
um só preço
IGUALAR
a
QUANTIDADE
PROCURADA
e a
QUANTIDADE
OFERECIDA
,
sem SOBRAS (
EXCEDENTE
) ou FALTA
(
ESCASSEZ
).
Esse preço será chamado
PREÇO DE
Equilíbrio de Mercado
Equilíbrio de Mercado
Equilíbrio de Mercado
No quadro, ao preço de R$ 2,50:
- os consumidores demandariam 100 dúzias
de bananas;
- os vendedores ofereceriam também 100
dúzias de banana.
Equilíbrio de Mercado
O que ocorreria se o preço praticado fosse de
R$ 2,00?
- ao preço de R$ 2,00 tocaremos a curva de
oferta
na quantidade de
50 unidades
.
- encostará na
curva de demanda
na
quantidade de 150 unidades.
- faltarão 100 dúzias de banana. Houve
Equilíbrio de Mercado
O que ocorreria se o preço praticado fosse de
R$ 3,00?
- ao preço de R$ 3,00 tocaremos a curva de
demanda na quantidade de 50 unidades.
- encostará na
curva de oferta
na quantidade
de
150 unidades
.
Equilíbrio com Funções
Dadas as funções oferta e demanda:
Demanda >>>> Qd = 350 -100p
Oferta >>>>>>
Qo = -150 +100p
Equilíbrio com Funções
Igualamos as duas funções para encontrar o
preço de equilíbrio:
350 -100p = -150 +100p
-100p -100p = -150 -350
-200p = -500
P = -500/-200
P = R$ 2,50
Equilíbrio com Funções
Depois substituímos o preço de 2,50 nas
funções:
Qd = 350 -100p Qd = 350 -100(2,50)
Qd = 350 -250 Qd = 100
Qo = -150 +100p Qo = -150 + 100(2,50)
Qo = -150 + 250
Qo = 100
Flexibilidade do Equilíbrio
Flexibilidade do Equilíbrio
Elasticidade
A ELASTICIDADE mede a reação de determinada quantidade (demandada ou ofertada) em relação a mudança de um outro fator (preço do bem, renda ou preço dos outros bens).
Elasticidade
Principais tipos de elasticidade:
Elasticidade
Trabalharemos apenas a Elasticidade-preço da demanda (EPD). Ela deve responder a seguinte questão:
Elasticidade
Para respondermos a essa questão, é necessário o uso da PORCENTAGEM.
Elasticidade
Veja a seguinte situação:
Arroz Preço Quant. Demandada
Inicial R$ 8,00 500 pacotes Final R$ 8,80 475 pacotes
Elasticidade
Para calcular o coeficiente de EPD, usaremos a fórmula:
Epd = Δ%Qd
Onde: %PΔ
Epd = Elasticidade-preço da demanda
%Qd = variação percentual da quantidade
Δ
demandada
%P = variação percentual do preço
Elasticidade
Então:
Epd = Δ%Qd
%PΔ
Epd = -5%
10%
Elasticidade
A saber:
- Chamamos o resultado -0,5 de coeficiente da
elasticidade-preço da demanda;
- Significa que se o preço do arroz subir 1%,
sua quantidade demanda cairá em 0,5%;
- Sempre será negativo (pela própria lei da
Elasticidade
Vejamos outro exemplo:
Perfumes Preço Quant. Demandada
Inicial R$ 90,00 200 frascos Final R$ 99,00 160 frascos
Elasticidade
Então:
Epd = Δ%Qd
%PΔ
Epd = -20%
10%
Elasticidade
A saber:
- Se o EPD for < 1 (menor que 1) dizemos que
a demanda é inelástica. Nesse caso o bem é necessário, tem poucos substitutos e pesa bastante no orçamento do consumidor;
- Se o EPD for > 1 (maior que 1) sua demanda
Elasticidade
A saber:
- Demanda elástica: perfume, laticínios,
diversão;
- Demanda inelástica: arroz, feijão, combustíveis, medicamentos;
- Demanda unitária (EPD = 1, muito raro):
Elasticidade
Fórmula alternativa para o EPD:
Epd = P inicial x QdΔ
Qd inicial PΔ
P inicial = Preço Inicial
Qd inicial = Quantidade demandada inicial
Qd = Variação quant. demand. (em unidades)
Δ
P = Variação do preço (em R$)
Elasticidade
No caso do arroz chegaremos ao mesmo EPD:
Epd = P inicial x QdΔ
Qd inicial PΔ
Epd = R$ 8,00 x -25 500 R$ 0,80 Epd = - 200
Elasticidade: casos extremos
Elasticidade: casos extremos
Elasticidade e a receita dos
vendedores
A Receita Total dos vendedores é: RT = P x Q
RT = Receita Total P = Preço
Elasticidade e a receita dos
vendedores
Exemplo do arroz:
Elasticidade e a receita dos
vendedores
Exemplo do perfume:
Elasticidade e a receita dos
vendedores
Resumindo:
Bens inelásticos (necessários)
- elevação de preços eleva a RT (compensa). - redução de preços reduz a RT (não
Elasticidade e a receita dos
vendedores
Resumindo:
Bens elásticos (desnecessários)
- elevação de preços reduz a RT (não
compensa).
- redução de preços aumenta a RT
Estruturas de Mercado
MERCADO é:
“a interação entre vendedores e compradores no que se refere a transação de algum produto ou serviço”.
Estruturas de Mercado
Exemplo de MERCADO:
- Feira livre;
- Supermercados; - Lojas da Web;
Estruturas de Mercado
Um MERCADO pode ser:
- Competitivo: concorrência perfeita e
concorrência monopolística;
Estruturas de Mercado
CONCORRÊNCIA PERFEITA:
- Grande número de vendedores e compradores
(agentes tomadores de preços);
- Produto homogêneo;
- Liberdade de entrada e saída; - Transparência;
Estruturas de Mercado
MONOPÓLIO:
- Apenas uma empresa vende um bem ou
serviço para grande número de compradores;
- Bem ou serviço sem substituto próximo;
- Curva de demanda da empresa é a curva de
demanda do mercado;
- Lucros extraordinários;
Estruturas de Mercado
OLIGOPÓLIO:
- Pequeno número de empresas domina o mercado; - Sem diferenciação de produto ou serviço
(oligopólio puro);
- Com diferenciação de produto ou serviço (oligopólio diferenciado);
- Decisões de uma empresa influencia as outras - Competição direcionada ao marketing.
Estruturas de Mercado
CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA:
- Mistura de concorrência perfeita e monopólio; - Livre entrada e saída de empresas;
- Produtos não homogêneos;
Introdução à Macroeconomia
- É a ciência dos grandes agregados (Produto,
Renda, Consumo, Emprego, Inflação, Câmbio...)
- Mais presente na mídia que a Microeconomia - Simon Kuznets e John Maynard Keynes
Contabilidade Nacional
Vamos estudar agora a Contabilidade Nacional.
- Ela quantifica as transações da economia.
Produto da Economia
AGENTES ECONÔMICOS:
- Empresas (unidades produtoras) - alugam os
fatores de produção das famílias;
- Famílias (unidades consumidoras) – recebem
renda;
- Governo (administração pública);
- Resto do Mundo (outras economias do
Produto da Economia
SETORES DA ECONOMIA
- Setor Primário: agricultura, pecuária, pesca,
extração vegetal. 5,44% da economia (R$ 295 bi);
- Setor Secundário: extração mineral e
indústria. 21,4% da economia brasileira (R$ 1,15 tri);
- Setor Terciário: comércio, construção,
Produto da Economia
PRODUTO
- Valor de todos os bens e serviços finais
produzidos em determinado período;
- Não considera matéria-prima e
intermediários;
- PIB (Produto Interno Bruto). Essa é a principal nomenclatura do Produto.
Produto da Economia
PRODUTO INTERNO BRUTO:
Produto da Economia
PRODUTO INTERNO BRUTO:
Produto da Economia
PRODUTO INTERNO BRUTO:
Produto da Economia
- A economia dos EUA é 13x maior que a nossa.
- Será que o PIB retrata com veracidade o
padrão de vida?
- Seria o Brasil o 9º melhor país do mundo
para se viver?
Produto da Economia
Queda de 3,6% do PIB brasileiro em 2016:
- Agropecuária: -6,6% - Indústria: -3,8%
- Serviços: -2,7%
- Investimentos: -10,2%
- Consumo das famílias: -4,2% - Exportações: +1,9%
Produto da Economia
VALOR ADICIONADO
É o principal modo de se medir o produto da economia:
Produto da Economia
VALOR ADICIONADO
O Valor Bruto da Produção (VBP) é a receita de vendas;
Produto da Economia
VALOR ADICIONADO
As matérias-primas e insumos são retirados para que não ocorra dupla contagem por parte do IBGE.
Produto da Economia
Produto da Economia
VALOR ADICIONADO
Veja que esse carro adicionou à economia foi de apenas R$ 10.000,00.
Produto da Economia
ÓTICA DA RENDA
Também podemos medir o produto pela ótica da renda (recebida pelas famílias). Assim:
Produto da Economia
ÓTICA DA RENDA
Produto da Economia
ÓTICA DA DEMANDA (DESPESA)
A despesa é o gasto que os agentes realizaram na compra do PIB. Também será 10.000,00:
D = C + I + G + (X – M) C = consumo das famílias
I = investimento das empresas G = gastos do governo
Produto da Economia
ÓTICA DA DEMANDA (DESPESA) em 2016
- o consumo das famílias atingiu 64% da despesa (R$ 4,01 trilhões) - um dos principais agregados da economia.
- gastos do governo em 20,17% (R$ 1,264 trilhão). - e o investimento das empresas foi de 15,44% do
PIB.
Produto da Economia
TRÍADE DA MACROECONOMIA
Encontramos uma das principais identidades da macroeconomia:
PRODUTO = RENDA = DESPESA
Poupança e Investimento
POUPANÇA
Parte da renda não gasta em consumo. Renda guardada.
S = R – C
S = saving (poupança em inglês) R = renda
Poupança e Investimento
POUPANÇA
- Não confundir com a famosa “caderneta de
poupança”
- Em 2016 foi de 14% no Brasil. Na China
alcança 50% e é de 20% a média mundial.
- Muito importante para o crescimento e
Poupança e Investimento
INVESTIMENTO
Bens produzidos que não foram consumidos. Dividido em:
- FBKF (Formação Bruta de Capital Fixo): tudo que aumenta a capacidade de produção. Máquinas, equipamentos, pontes, aeroportos...
Poupança e Investimento
INVESTIMENTO = POUPANÇA
Veja:
I = P – C (produto – consumo) S = R – C (renda – consumo
Poupança e Investimento
Produto Real e Nominal
Produto Nominal: medido em moeda corrente. Pode variar em função dos preços ou da
produção. Chamado de PIB Corrente.
Produto Real: só pode variar em função de
modificações na produção. Elimina o aumento de preços (inflação). Chamado de PIB
Produto Real e Nominal
Exemplo:
PIB Real de 2011 (sem inflação) = $ 100.000,00
Produto Real e Nominal
Exemplo:
O PIB Real de 2012 foi de $ 104.000. Se
Carga Tributária Bruta e Líquida
A Carga Tributária Bruta mede quanto do PIB foi utilizado para o pagamento de tributos, como impostos, taxas e contribuições de melhoria.
Carga Tributária Bruta e Líquida
Tributos Diretos: incidem sobre a renda ou patrimônio. IR, IPVA, IPTU, ITBI;
Tributos Indiretos: incidem sobre a produção, venda e circulação de bens e serviços. IPI, ICMS, ISS, II.
Carga Tributária Bruta brasileira em 2016 foi de 32,66% do PIB (R$ 2 tri), com cada brasileiro
Produto Interno, Nacional, Custo
de Fatores e Preços de Mercado
- O Produto é Interno porque só se conta o
que é produzido em território brasileiro; se contabilizarmos as rendas enviadas ao exterior e do exterior, teríamos o Produto Nacional.
- O Produto Interno é Bruto porque não se
retira a depreciação; caso contrário seria
Produto Interno, Nacional, Custo
de Fatores e Preços de Mercado
- O Produto Interno Bruto é medido à Preços
de Mercado, somando-se impostos e subsídios; caso contrário seria medido à
Introdução à Macroeconomia
A Macroeconomia possui 4 princípios básicos (metas):
1 – Alto Nível de Emprego 2 – Estabilidade de Preços
3 – Distribuição equitativa de renda
Instrumentos de Política
Macroeconômica
Instrumentos de Política
Macroeconômica
Se a oferta agregada forma maior que a demanda agregada haverá sobra, estoques, desemprego e recessão.
Instrumentos de Política
Macroeconômica
São estes os instrumentos:
- Política Fiscal
- Política Monetária
- Política Cambial/Comercial (tratada na
disciplina “Mercado de Câmbio”)
Política Fiscal
- Se refere aos tributos e gastos públicos;
- Todos os governos gastam mais que do
arrecadam! Cortar gastos (despesas) ou elevar tributos (receitas)???
- Em 2016 o Consumo Final da Administração
Política Fiscal
O governo - mesmo cortando gastos e elevando receitas – tem gastos que ultrapassam seu orçamento, como acontece com qualquer cidadão comum.
Política Fiscal
Política Fiscal
Política Fiscal
A dívida contraída pelo Tesouro Nacional é chamada de Dívida Pública.
O maior devedor do mundo são os EUA, com quase US$ 18 trilhões (101% do PIB).
O Brasil deve R$ 4,45 trilhões (70,6% do PIB)
Política Fiscal
Política Fiscal Restritiva ou Contracionista: elevação de tributos e redução dos gastos públicos. Seu objetivo é o controle da inflação.
Política Monetária
Refere-se à moeda, crédito, juros.
É mais eficaz para o equilíbrio entre Oferta Agregada e Demanda Agregada.
Política Monetária
LIQUIDEZ E JUROS
Mais liquidez: menos juros, maior produção e consumo, mais emprego. Se a estrutura produtiva não suportar, tem-se inflação.
Política Monetária Expansionista
Menos liquidez: maior juros, menor produção e consumo, menor inflação.
Política Monetária
Como o governo trabalha com a liquidez?
Resposta: Taxa Básica de Juros, SELIC
Política Monetária
- Os bancos são obrigados a recolher
diariamente uma parte de seus depósitos junto ao BACEN.
- Esses depósitos são obrigatórios, e por isso
Política Monetária
Política Monetária
Política Monetária
Política Monetária
No fim do dia, o SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (de títulos) calcula a taxa média de todos esses empréstimos.
O resultado será a Selic Overnight (aproximadamente 0,05% ao dia).
Política Monetária
Por que essa taxa é chamada de básica e por que é tão importante?
A Selic é importante porque é a taxa que os bancos pagam nos empréstimos entre bancos. Se essa taxa subir eles descontarão em alguém. Você sabe em quem?
Política Monetária
Por que a Selic é de 11,25% ao ano e o limite dos bancos é de 17% ao mês?
Por causa do spread bancário: diferença entre o que os bancos pagam ao receber recursos e o que os bancos recebem ao emprestar os
Política Monetária
O spread é alto porque incorpora:
- Compulsório - Inadimplência
- Fundo Garantidor de Crédito - IR e CSLL
Política Monetária
Política Monetária
Se perceberem que a economia precisa ser aquecida, decidem pela queda da taxa de juros. Isso resultará em maiores financiamentos e compras.
Política Monetária
Política Monetária
Política Monetária
Política Monetária
Outros dois mecanismos de política monetária estão em desuso:
- Emissão de moeda: por ser inflacionário
- Redesconto: linha de crédito anteriormente
O lado monetário da Economia
FUNÇÕES DA MOEDA
1 - Intermediária das trocas: É a sua função principal, para intermediar as trocas de bens, serviços e fatores.
2 - Medida de valor: permite que os valores dos bens e serviços transacionados sejam expressos em quantidade de moeda, através dos preços. Vale de valer, de valor.
O lado monetário da Economia
OFERTA MONETÁRIA
O lado monetário da Economia
OFERTA MONETÁRIA
M1: papel-moeda em poder do público + depósitos à vista nos bancos
M2: M1 + poupança + títulos emitidos por instituições depositárias
M3: M2 + quotas de fundos depositários + operações compromissadas registradas no SELIC
O lado monetário da Economia
DEMANDA POR MOEDA
Em geral, a moeda é demanda (retida) para:
1 - Transações: está no cotidiano dos agentes, para as transações rotineiras de compra e venda de bens e serviços no dia-a-dia.
2 - Precaução: para pagamentos emergenciais e imprevistos;
O lado monetário da Economia
TAXAS DE JUROS
Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?
(1 + i) = (1 + π) x (1 + r)
r = taxa de juros real
O lado monetário da Economia
TAXAS DE JUROS
Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?
O lado monetário da Economia
TAXAS DE JUROS
Taxa de juros nominal: Como retirar a inflação?
(1 + 0,1450) = (1 + 0,08) x (1 + r) 1,1450 = 1,08 x (1 + r)
(1 + r) = 1,1450 1,08
1,08 + 1,08r = 1,1450 1,08r = 1,1450 – 1,08
1,08r = 0,065 r = 0,065 1,08
O lado monetário da Economia
TAXAS DE JUROS: SELIC
- Representa a taxa básica da economia
brasileira.
- Fixada nas reuniões do COPOM, a SELIC
O lado monetário da Economia
TAXAS DE JUROS: DI – Depósito Interbancário
- Divulgada pela CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), a Taxa DI é a taxa média das operações entre bancos pelo prazo de um dia, com a garantia de emissão do CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro (título privado).
Inflação
Inflação é a alta dos índices de preços.
Não basta o preço de apenas um bem ser elevado!
Inflação (Índices de Preços)
Um índice de preços é o custo em moeda de uma lista de bens e serviços.
É obtido por média ponderada.
Inflação (Índices de Preços)
IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE). É o índice oficial do Brasil.
Inflação (Índices de Preços)
IPC: Índice de Preços ao Consumidor (FIPE): Mede a inflação para cidade de São Paulo.
IGP – Índice Geral de Preços (FGV). Reajusta aluguel, contratos e dívida pública.
Inflação (Índices de Preços)
Cuidado com o IGP!!!
O IGP é um dos mais respeitados e utilizados índices. É composto pela média de:
- IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60% de peso;
- IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30% de peso;
- INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10% de peso.
O IGP, além de ser um indicador
macroeconômico de grande importância, também é usado na correção de preços e
valores de contratos. Se medido do dia 1 ao dia 30 de todos os meses, o IGP recebe o nome de IGP-DI (disponibilidade interna), corrigindo
contratos do mercado financeiro; se medido do dia 21 ao dia 20 do outro mês, o IGP se
Inflação (Índices de Preços)
Cuidado com o IGP!!!
É usado na correção de preços e contratos.
- Se medido do dia 1 ao dia 30 de todos os
meses, o recebe o nome de IGP-DI (disponibilidade interna), corrigindo contratos do mercado financeiro;
- Se medido do dia 21 ao dia 20 do outro mês,
Corrigindo um contrato
Corrigindo
um
contrato
ou
qualquer valor usando uma tabela
de correção monetária do IGP-DI
Um contrato de R$ 100.000,00 em janeiro de 2014 foi esquecido.
Corrigindo um contrato
Uma tabela de Correção Monetária: IGP-DI
Utilizamos os chamados números índices.
- Pegamos os 100.000 e dividimos pelo
número índice de janeiro de 2014
- Multiplicamos pelo número índice de maio de
2015: 100.000 : 1.409,3437 x 1.511,9136
Tipos de Inflação
Inflação de Demanda: ocorre devido o aumento da demanda agregada. Suas principais causas estão relacionadas ao aumento da oferta de moeda, redução de tributos e aumento de gastos públicos.
Efeitos da Inflação
- pobres mais expostos à redução do salário real: preços se elevam todos os dias; salário apenas no final do ano;
- a arrecadação fiscal real do governo diminui;
- diminuição da relevância dos ativos financeiros: procura por ativos reais (imóveis, ouro, moedas estrangeiras);
O que é o Focus?
Publicação online, divulgada todas as segundas-feiras pelo Bacen. Contém o resumo das expectativas de mercado.
Decisões de investimento
Decisões de investimento
Setor Público
FUNÇÕES DO ESTADO
1 – Alocativa: se refere aos bens públicos (não comercializados pela iniciativa provada);
2 – Distributiva: distribuição de renda perante a sociedade;
Setor Público
TEORIA DA TRIBUTAÇÃO: sistema tributário ideal deve possuir algumas características:
1 – Equidade – mesmo tratamento para todos os
indivíduos;
2 – Progressividade – maior tributação para quem
tem mais renda;
3 – Neutralidade – sem acarretar problemas na distribuição de renda;
Setor Público
BRASIL:
- Sistema tributário complexo;
- Predominância de tributos indiretos (sobre
os bens, serviços e folha de pagamento, afetando a classe mais pobre;
Setor Público
GASTOS PÚBLICOS
1 - Despesas Correntes: são as despesas de custeio (pessoal civil, militar e outros serviços) e as transações correntes (aposentadorias, pensão, transferências, juros da dívida);
Setor Público
RECEITAS PÚBLICAS
1 - Receitas Correntes: receitas tributárias, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços;
Setor Público
TRIBUTOS
- impostos (independem de qualquer atividade
do governo)
- taxas (pelo uso de um serviço público
específico ou poder de fiscalização)
- contribuições de melhoria (quando há
valorização do patrimônio particular).
Setor Público
TRIBUTOS
- fato gerador do tributo é a situação que o governo define necessária para sua existência. - base de cálculo é o valor sobre o qual o pagamento do tributo será calculado.
Setor Público
RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO
- Resultado Primário (Superávit ou Déficit
Primário): são os gastos não financeiros e as receitas não financeiras. Não conta o pagamento de juros ou amortizações da dívida pública. Diferença do arrecadado para o que deve gastar na administração pública.
- Brasil fechou 2015 com um déficit primário
Setor Público
RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO
Setor Público
RESULTADOS DO SETOR PÚBLICO
Crescimento e Desenvolvimento
- Crescimento Econômico: aumento contínuo
do produto agregado ao longo do tempo”, e como produto agregado podemos tomar como padrão o próprio PIB.
- Desenvolvimento Econômico: direcionado à
Crescimento e Desenvolvimento
- Capital Humano: força de trabalho e as
Crescimento e Desenvolvimento
- Capital Físico: bens de capital
(equipamentos, máquinas, utensílios, instalações) O produto por trabalhador é função crescente do capital físico por trabalhador. Quanto maior o estoque de capital físico, maior será o crescimento econômico. Aqui observamos a importância da tecnologia e do P&D (pesquisa e desenvolvimento).
- Capital Social: entendemos como capital
Crescimento e Desenvolvimento
- Capital Social: entendemos como capital
Crescimento e Desenvolvimento
- Capital Social: entendemos como capital