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DIRINT Aula 11 - Fontes e Tratados

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DIREITO INTERNACIONAL

Parte I – Direito Internacional Público

Prof. Dr. Marcus Maurer de Salles

10/05/2013

Fontes do Direito Internacional e

o Direito dos Tratados

Plano de aula

• Fontes do Direito Internacional – Estatuto da CIJ

– Fontes principais – Fontes secundárias – Fontes complementares • Direito dos Tratados

– Convenções sobre tratados – Classificação dos tratados – Condições de validade – Extinção dos tratados

• Obrigatoriedade do Direito Internacional – Jus Cogens

(2)

Fontes do Direito Internacional

Fontes do Direito Internacional

• Fontes primárias

– Tratados

• Fontes secundárias

– Doutrina – Jurisprudência

• Fontes complementares

– Princípios gerais do direito – Costume

– Atos unilaterais

• Princípio orientador

– Equidade

Estatuto da Corte Internacional de Justiça

Art. 38. A Corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional

as controvérsias que lhe forem submetidas, aplicará:

– a) as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;

– b) o costume internacional, como prova de uma prática geralmente aceita como o direito;

– c) os princípios gerais do direito, reconhecidos pelas nações civilizadas; – d) a jurisprudência e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes

nações, como meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no Artigo 59.

– 2. A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma questão ex aequo et bono, se as partes com isto concordarem. (equidade)

(3)

Fontes do Direito Internacional

TRATADOS

• Grau maior de certeza.

• Se apresenta na forma escrita. Trata-se do direito

internacional positivado.

• Os tratados são uma resposta à complexidade da

sociedade internacional.

• São instrumentos de transformação.

Fontes do Direito Internacional

DOUTRINA

• Trata-se de meio auxiliar

• A doutrina não é meio suficiente para criar direito. Serve

apenas como indicativo do que o direito é por força dos

costumes, princípios gerais ou tratados.

• A doutrina não pode, tecnicamente, criar normas.

• Os doutrinadores utilizados devem ter notável

reconhecimento internacional (publicistas mais

qualificados das diferentes nações)

Fontes do Direito Internacional

JURISPRUDÊNCIA

• Cada decisão jurisdicional é fonte de direito, no

sentido de produzir normas individuais e

concretas.

• Cria direitos e obrigações apenas para as partes

em contenda.

• A corte não elabora direito internacional aplicável

a outras situações e outros Estados que não

participam da lide (súmulas).

(4)

PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO

• Fonte supletiva (caso não se encontre solução

nos tratados e nas regras costumeiras)

• Trata-se de normas de caráter mais geral, normas

internacionais como:

– a igualdade dos Estados,

– a Boa-fé,

– o dever de reparação de danos causados por atos

ilícitos,

– a pacta sund servanda.

Fontes do Direito Internacional

COSTUMES

• Fonte costumeira é aquela que calca o direito no

tempo e na tradição.

• Dois elementos imprescindíveis:

– a) prática generalizada

– b) a aceitação ou crença de que essa prática constitui

direito

• Prova de uma prática geral reconhecida como

sendo de Direito.

– ex.: Direito do Mar

Fontes do Direito Internacional

ATOS UNILATERAIS

• São os atos unilaterais de OIs e Estados, ou seja, sem

a aprovação ou concordância de outras OIs e

Estados.

• Participam do processo de formação do DIP ainda

que não seja reconhecida como fonte formal, pois

podem interferir numa decisão da CIJ.

• Ex: Renúncia a um tratado, reconhecimento de um

Estado, denúncia de uma OI, declarações.

(5)

Fontes do Direito Internacional

EQUIDADE

• A sua utilização se dá somente quando as

partes assim concordam.

• Trata-se de uma decisão com base em caso

semelhante, quando não há outra fonte a ser

utilizada.

Direito dos Tratados

Direito dos Tratados

Conceitos

• Tratado é todo acordo formal concluído entre pessoas

jurídicas de DIP e destinado a produzir efeitos jurídicos

Elementos

• Acordo de Vontades;

• instrumento deve ser destinado a produzir efeitos

jurídicos

• Direitos e obrigações

• Sujeitos com personalidade jurídica de direito

internacional

(6)

Nomenclatura

• Tratados,

• Convenções,

• Pactos,

• Acordos,

• Cartas,

• Estatutos,

• Protocolos...

• São todas expressões que se referem tecnicamente a

tratados!

Direito dos Tratados

Tratados sobre tratados

Convenção de Havana sobre Tratados (1928)

Convenção de Viena sobre o Direito dos

Tratados (1969)

Convenção de Viena sobre o Direito dos

Tratados entre Estados e OIs ou entre OIs

(1986)

Direito dos Tratados

Condições de validade do tratado

1) Agente capaz

– Aquele que recebeu poderes, habilitado:

– Chefe de Estado (Presidente/Monarca)

– Chefe de Governo (1ºMinistro)

– Ministro das Relações Exteriores

– Chefe de Missão Diplomática

– Chefe de Delegação Técnica (fase negocial)

– OIs: Secretário-Geral ou Diretor Geral

2) Objeto lícito e possível

3) Consentimento mútuo

(7)

Direito dos Tratados

Classificação

Quanto ao número de partes:

Bilateral

Multilateral

Quanto ao ingresso de novos Estados:

Tratados fechados ou com cláusula de adesão

Tratados abertos ou sem cláusula de adesão

Direito dos Tratados

Extinção dos Tratados

vontade dos signatários

cumprimento de objetivos

prazo de vigência determinado

descumprimento

suspensão temporária de seus efeitos

guerra

impossibilidade de execução

Direito dos Tratados

Reservas

• Direito do Estado de evitar a sujeição a um ou

mais dispositivos de um tratado internacional.

• Sujeito a aceitação dos demais signatários.

Duplo efeito

• Causa de fracassos

• Causa de sucessos

(8)

Obrigatoriedade do Direito

Internacional

Obrigatoriedade do Direito

Internacional

• Proliferação de tratados internacionais fez

surgir várias tendências normativas distintas.

• Alguns ramos normativos são mais rígidos (jus

cogens),

• Outros são mais flexíveis (soft law).

Obrigatoriedade do Direito

Internacional

Jus Cogens

• Normas internacionais imperativas

• Superiores às vontades dos Estados • Não podem ser derrogadas por tratados

• Definido pela Convenção de Viena, 1969

• É nulo o tratado que, na época da sua conclusão, esteja em conflito com uma norma imperativa de direito internacional geral.

• Para os fins da presente convenção, a norma do jus cogens é aquela norma imperativa de Direito Internacional geral,aceita e reconhecida pela sociedade internacional em sua totalidade, como uma norma cuja derrogação é proibida e só pode sofrer modificação por meio de outra norma da mesma natureza.

• Temas de jus cogens

• Direitos Humanos: Genocídio, discriminação, tráfico de pessoas, tortura, pirataria

(9)

Obrigatoriedade do Direito

Internacional

Soft Law

• Quase-direito, direito flexível

Oposição ao Hard Law

• Documentos internacionais que, apesar de gerarem obrigações, são desprovidos do caráter cogente e sancionador do direito (hard law).

Exemplos

• Objetivos de Desenvolvimento do Milênio • Programas de Ação da ONU

ODM 1: Erradicar a pobreza extrema e a fome até 2015

– Meta 1a: Reduzir para a metade, a proporção de pessoas com salários inferiores a 1 dólar por dia.

– Meta 1b: Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos, incluídos as mulheres e os jovens.

– Meta 1c: Reduzir para a metade, a porcentagem de pessoas que são passam fome.

Conclusões

• Fontes do DIP

• Direito dos Tratados

• Jus Cogens

• Soft Law

Próxima aula

17/05

• Relações entre o DIP e o Direito Estatal

• Incorporação do DIP no Brasil

Referências

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