Cálculos aplicados
a farmácia magistral
Sumário
• Conceitos em matemática e estatística: Regras de Arredondamento
Porcentagem Regra de três
Cálculos estatísticos
• Cálculos em Controle de qualidade • Cálculos em Manipulação
Matemática
Principais cálculos matemáticos em farmácia
• Conhecimento prévio: regras de arredondamento, divisão, multiplicação, subtração e adição.
• Porcentagem • Regra de três
Regras para Arredondamento de Números
Para efectuar um arredondamento de um número, poderemos considerar três situações distintas:
• Se o algarismo a suprimir for inferior a 5, mantém-se o algarismo anterior. Exemplo: 3,234 → 3,23
• Se o algarismo a suprimir for superior a 5, acrescenta-se uma unidade ao algarismo anterior.
Regras para Arredondamento de Números
• Se o algarismo a suprimir for superior a 5, acrescenta-se uma unidade ao algarismo anterior.
Definição de porcentagem
É uma fração de denominador centesimal, ou seja, fração de denominador 100. Representamos percentagem pelo simbolo %.
Representação de porcentagem
Forma de fração
Representação de porcentagem
Forma decimal 75% = 75 = 0,75
Cálculo de porcentagem
Para cálculo de porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração p por V.
100 p% de V = p X V
Exemplo
Cálculo de porcentagem
p% de V = p X V 100
20% de 100 = 20 X 100 = 20 gramas
Exercício
Preparar 50 mL de uma solução de ácido cítrico a 10%. Resolução: 5 gramas
Resolução do exercício
p% de V = p X V 100
10% de 50 = 10 X 50 = 5 gramas
Atenção!
• Porcentagem (%) é o mais simples de expressar as
concentrações.
Atenção !!
• % peso volume (p/v) – gramas de soluto em 100 mL de solução.
• p% x V = 0,9 x 100 mL 100 mL
Resultado = 0,9 gramas em 100 mL de solução.
Atenção
• % peso / peso (p/p) = gramas do soluto em 100 gramas de produto. • p % x V = 1 x 30 g = 0,3 gramas
Preparo do álcool (FB)
• Para preparar o álcool diluído, siga as seguintes instruções: • Medir o volume de álcool e água separadamente.
• Fazer a mistura dos dois líquidos.
• Deixar em repouso até acomodação das moléculas.
• Fazer a conferência do álcool obtido, usando o alcoômetro. • Fazer os ajustes necessários adicionando água ou álcool.
• Refazer a conferência do álcool obtido, usando o alcoômetro e repetir os dois últimos itens até atingir o valor desejado.
Determinação do teor alcoólico (FB)
• Colocar 1000mL do álcool neutro em uma proveta de mesma capacidade. • O menisco inferior do líquido deve ficar acima da linha (divisão).
• Deixar o álcool por alguns minutos para que haja acomodação das moléculas.
• Colocar a ponta inferior do termômetro. Anotar a temperatura.
• Mergulhar no líquido o alcoômetro previamente molhado no álcool em
ensaio e enxugado cuidadosamente e imprimir uma rotação de 360º, sentido anti-horário no alcoômetro que deverá flutuar livremente na proveta, sem
Determinação do teor alcoólico (FB)
• Quando o alcoômetro deixar de oscilar, fixar o olhar abaixo do plano da superfície do líquido.
• Elevar o olhar até que o raio visual fique no mesmo plano da superfície do líquido. Ler o nº da graduação correspondente ao afloramento.
• A correspondência entre % V/V (ºGL) e % p/p é demonstrada através da tabela no próximo slide:
Aplicações
• Preparo de soluções:
Soluções estoques na manipulação: Solução de ácido cítrico
10,0% p/v (ajuste do pH)
Soluções estoques no controle de qualidade: Solução de NaOH
20,0% p/v (ajuste de pH)
Regra de três
Comparar duas ou mais quantidades Procedimento de razão e proporção
Cálculo de regra de três
Pede-se para preparar 60 mL de uma solução de hipossulfito de sódio 40 % (p/v). 40 g = X g
100 mL 60 mL
100 mL x Xg = 40 g x 60 mL X = 2400 / 100
Cálculo de regra de três
• Fórmulas em mg/g • Cetoconazol 20 mg / g em 30 g de creme • 20 mg...1 g • X mg...30 g • X = 600 mg ou 0,6 gramasEstatística
É o ramo do conhecimento que se destina ao estudo dos processos de obtenção, coleta, organização, apresentação, análise e interpretação de dados numéricos variáveis referentes a qualquer fenômeno, sobre uma população, coleção ou conjunto de seres, com dupla finalidade: (a) descrever esses conjuntos (b) fazer inferências sobre conjuntos maiores dos quais se supõe, provenientes os dados em estudo.
Principais cálculos estatísticos
• Média aritmética • Variação
• Desvio padrão
Principal aplicação farmacêutica magistral
Outras aplicações farmacêuticas
• Calibração dos conta-gotas
• Titulação ( Média de 3 resultados) • Peso das cápsulas vazias (estoque)
Média aritmética
É o mais simples dos valores descritos de uma amostra.
Representada:
• Pelo símbolo - x (x barra) • Pela fórmula - x = X
n
X = x1+x2...x9
n
X = 774
9
X = 86 mg
Número de
Amostra (n)
X
1
2
3
4
5
6
7
8
9
90 mg
86 mg
78 mg
90 mg
98 mg
90 mg
82 mg
76 mg
84 mg
n = 9
= 774
Variância
As medidas de tendência central são insuficientes para descrever adequadamente uma amostra.
É necessário também descrever em que medida os dados de observações estão agrupados ao redor da média.
Variância
A variância mede a dispersão dos dados de observações de uma amostra em relação à respectiva média.
Representada:
• Pelo símbolo: s2
• Pela fórmula: s2 = (x – x )2
n – 1
s
2= (x – x )
2n – 1
s
2= 376
9 – 1
s
2= 376
8
s
2= 47
X
X – X
( X – X )
290
86
78
90
98
90
82
76
84
4
0
-8
4
12
4
-4
-10
-2
16
0
64
16
144
16
16
100
4
0
376
Principal aplicação farmacêutica
Variação do peso individual com relação ao peso médio.
Desvio padrão
É a medida de dispersão dos valores individuais ao redor da média. S = (x – x )2
n – 1
Desvio padrão
S = (x – x )2 n – 1 S = 376 9 – 1 S = 47 S = 6,85Coeficiente de variação (CV)
É a magnitude relativa do desvio padrão expresso em porcentagem da média. Fórmula = CV = s x 100
X
Coeficiente de variação
CV = s x 100 X CV = 6,85 x 100 86 CV = 7,96%Onde comparar os resultados?
Tabela de desvio padrão para cápsulas
Peso Desvio
Até 300 mg 10,0%
Acima de 300 mg 7,5%
Requisito: não mais que 10,0% das cápsulas ensaiadas
podem afastar da média mais ou menos o desvio. E se isto ocorrer, as cápsulas que se afastarem desse valor, as
cápsulas que se afastarem deve ficar entre a média mais ou menos duas vezes o desvio.
Cálculo de concentrações
Concentração comum Molaridade
Concentração
Concentração comum
E o quociente da massa do soluto (em gramas) pelo volume da solução dado em litros.
Fórmula da concentração comum
Fórmula: C = m1 V
m1 = massa do soluto em gramas V = volume da solução em litros
Unidade C = g / L
Cálculo da concentração comum
Calcule a concentração, em g/L, de uma solução de nitrato de potássio, sabendo que ela encerra 60 g do sal em 300 cm3 de solução.
Resolução do problema
C = m1 V C = 60 0,3 C = 200 g / LExercício
Calcule a massa de ácido nítrico necessária para a preparação de 150 mL de uma solução de concentração 50 g/L.
Exercício
Qual a quantidade em gramas de uma solução de HCl cujo concentração comum da é 20 g/L.
Principal aplicação farmacêutica
Preparo de soluções padrões (SR, SI, Soluções Titulante) para o controle de qualidade.
Principal aplicação farmacêutica
Preparo de soluções titulantes para o controle de qualidade. Padronização das soluções titulantes (aplicar fator de correção).
Concentração molar ou molaridade
Definição
É o quociente do número de moles do soluto pelo volume da solução dada em litros.
Fórmula da molaridade
Fórmula: M = n1 V Temos: n1 = m1
M1
Substituindo a 1 fórmula teremos: M = m1 M1V
Fórmula da molaridade
M = m
1M
1V
M = molaridade
m1 = massa do soluto dada em gramas M1 = massa molar ou peso molecular V = volume da solução dada em litros Unidade: moles por litro
Cálculo da molaridade
Qual a molaridade de uma solução de iodeto de sódio que encerra 45 g do sal em 400 mL de solução? Massas atômicas: Na = 23; I = 127.
Resolução do problema
M = m1
M1V
M = 45
150 x 0,4
Exercício
Calcule a massa de NaOH necessária para preparar meio litro de solução 0,1 molar. Massas atômicas: H = 1; O = 16; Na = 23.
Principal aplicação farmacêutica
Cálculo de teor para titulação
• Fórmula
• Teor (%) = V x M x Mol x 100 Tea
• V = volume gasto na titulação • M = molaridade da solução • Mol = mol do titulado
Principal aplicação do cálculo de teor
Doseamento do fármaco.
Cálculo da titulação ( ácido salicilico)
• Volume gasto de titulante: 36,4 mL NaOH
1 mL de NaOH .... 13,81 mg de ácido salicilico 36,4 mL (gasto).... X mg • X = 502,684 x (FC = 0,98) • X = 492,63 mg (converter em %) • TEA = 500 mg ...100% • 492,63 mg...x % • X = 98,54% (Comparar c/ FB)
•
Cálculo de teor para titulação c/ fórmula
• Fórmula
• Teor (%) = V x M x Mol x 100 Tea
• V = volume gasto na titulação • M = molaridade da solução • Mol = mol do titulado
• Tea = tomada de ensaio da amostra
Teor (%) = 36,4 x (0,1x0,98)x138,12 x 100 500 mg
Teor (%) = 49270,1664/ 500 Teor (%) = 98,54
Densidade relativa
Indica relação entre massa e volume da solução. d = m
V
Densidade relativa
d = densidade
M = massa da solução em gramas V = volume da solução em mL
Unidade = g / mL
Densidade relativa
• H2SO4 solução aquosa • Densidade = 1,2 g / cm3
• Cada 1 cm3 de solução possui uma massa igual a 1,2 gramas
• Cada 10 cm3 de solução possui uma massa igual a 12 gramas
Densidade relativa
• Picnômetro
• Calibração: peso vazio e peso contendo água destilada e fervida, medida
a 20ºC.
• Colocar a amostra no picnômetro a 20ºC.
• Pesar
• Peso da amostra (g) e o peso da diferença do picnômetro cheio e vazio
de água
• Densidade relativa = massa da amostra líquida
Massa da água
Principal aplicação farmacêutica
Controle de qualidade das matérias-primas principalmente óleos essenciais para avaliar adulteração.
Cálculo da densidade de produtos acabados
e matérias-prima
• D = Mpic (amostra) - Mpic (H2O)
Mpic (vazio) - Mpic (H20)
Obs: comparar o valor da
Picnômetro de vidro com termômetro
Para calcular densidade de liquidos
matérias-prima ou produtos
Picnômetro metálico
• Densidade de produtos acabados: picnômetro metálico
Shampoos: 1,010 a 1,020 g/mL a 25ºC
Condicionadores: 0,99 a 1,00 g/ mL a 25ºC
Definição de diluição
Diluir uma solução consiste em adicionar uma porção do solvente puro. O volume e a concentração de uma solução são inversamente proporcionais.
Fórmula da diluição
V1C1 = V2C2 C1 = concentração inicial V1 = volume inicial C2 = concentração final V2 = volume finalCálculo da diluição de solução
Diluindo-se 200 mL de solução 5 molar de ácido sulfúrico a 250 mL, qual a molaridade final?
Resolução do problema
V1M1 = V2M2 200 mL x 5 molar = 250 mL x M2 M2 = 200 x 5 250 M2 = 4 molarExercício
5 mL de uma solução aquosa de furosemida 20,0% p/v foi diluída para 10 mL. Qual é a concentração final da solução de furosemida?
Porque diluir os fármacos?
Aumentar exatidão de pesagem. Transformar uma forma líquida em pó.
Qual diluição?
Faixa de dose Diluição
0,1 mg 100 mcg 1:1000
0,11 a 0,99 mg 110 a 990 mcg 1: 100
Como fazer?
• Exemplo
• Diluição geométrica 1/ 10 = 10 gramas
• 1 grama do fármaco + 9 gramas de excipiente • Início
• 1 g do Fármaco + 1 g de excipiente = 2 g • 2 g da mistura + 2 g de excipiente = 4 g • Assim por diante
Correção do teor e conversão de sais dos fármacos
Fator de equivalência Fator de correção
Fator de equivalência
Fator utilizado para conversão da massa do sal ou ester para a massa do fármaco ativo, ou substância hidratada para a substância anidra.
Fator de equivalência (sal/base)
Sal cujo produto de referência é dosificado em relação a molécula base. F eq = Eq-g do sal
Eq-g da base
Fator de equivalência (sal/base)
Sulfato de salbutamol • Salbutamol base PM = 239,31- C13H21NO3 • Sulfato de salbutamol PM = 576,71 – (C13H21NO3)2 • F eq = 576,71 / 2 = 1,20 Eq = PM / Valência 239,31/ 1 • F eq = 1,20Fator de equivalência (sal/base)
Fluoxetina cloridrato • Fluoxetina base PM = 309,33 • Fluoxetina cloridrato PM = 345,79 • F eq = 345,79 309,33 • F eq = 1,12Fator de equivalência (hidratado/anidro)
Sal ou base hidratada cujo produto de referência é dosificado em relação a base ou sal anidro.
F eq = Eq-g do sal ou base hidratada Eq-g do sal ou base anidra
Fator de equivalência (hidratado/anidro)
Amoxicilina triidratada • Amoxicilina anidra – PM = 365,41 • Amoxicilina triidratada – PM = 419,46 • F eq = 419,46 365,41 • F eq = 1,15Fator de correção
Fator utilizado para corrigir a diluição de uma substância, o teor do princípio ativo, o teor elementar de um mineral ou umidade.
Fator de correção (Fc)
Para calcular o fator de correção, divide-se 100 pelo teor da substância ou do elemento.
Fc = 100 teor
Fator de correção
(teor da matéria-prima)
Betacaroteno
Teor especificado no certificado = 11,0% Fc = 100
11 Fc = 9,09
Fator de correção
(teor da matéria-prima)
• Betacaroteno – Fc = 9,09 • Betacaroteno 10 mg / cápsula • Cálculo • 10 mg x 1caps x 9,09 = 90,9 mg / cápsulaFator de correção
(perda de umidade)
Para correção da umidade, a partir do teor de umidade indicado no certificado de análise.
Fc = 100 100 - teor
Fator de correção
(perda de umidade)
• Betacaroteno
• Teor por perda por dessecação = 5,5% • Fc = 100
100 – teor • Fc = 100
100 – 5,5 • Fc = 1,058
Fatores de correção para o betacaroteno
• Betacaroteno
• Fc (teor da matéria-prima) = 9,09
• Fc (teor por perda da umidade) = 1,058 • Cálculo
Fator de correção
(diluição dos ativos)
Realizados por motivos farmacotécnicos Diluição 1:10 - Fc = 10
Diluição 1:100 – Fc = 100 Diluição 1:1000 – Fc = 1000
Densidade e volume aparente dos pós
Densidade aparente
É a relação existente entre a massa e o volume aparente dos pós. D ap = massa
V ap
Cálculo de densidade aparente
• Tarar a balança com uma proveta graduada de 10 mL • Encher a proveta até 10 mL de pó
• Ajustar o menisco • Anotar o peso do pó
Exemplo de cálculo da densidade aparente
• V = 10 mL de pó • Peso = 10 g de pó • D ap = m (g) / V (mL) • Densidade aparente = 10 / 10 • Densidade aparente = 1 g / mLPrincipal aplicação farmacêutica
Conhecer a densidade aparente do pó servirá como dado para identificar o volume de pó e selecionar a cápsula adequada pelo seu volume.
Volume aparente
Soma do volume ocupado pelas partículas do pó e o volume de ar entre as partículas.
V ap = m d ap
Volume aparente
Medido na proveta.
Principal aplicação farmacêutica
Capacidade de volume das cápsulas
00 0,95 mL 0 0,68 mL 1 0,50 mL 2 0,37 mL 3 0,30 mL 4 0,21 mLQual problema pode acarretar ao utilizar
simplesmente dados do peso teórico?
Exemplificação de cálculo de seleção do número da
cápsula
Calculo para seleção da cápsula
• 10 cápsulas
• Volume aparente = 10 mL
Capacidade x 10 cápsulas
00 0,95 mL x 10 9,50 mL 0 0,68 mL x 10 6,8 mL 1 0,50 mL x 10 5,0 mL 2 0,37 mL x 10 3,7 mL 3 0,30 mL x 10 3,0 mL 4 0,21 mL x 10 2,10 mLCapacidade do volume das 10 cápsulas 00
• Volume 9,5 mL
• Volume aparente de pó = 10 mL
• Faltam 0,5 mL de pó (difícil de medir na proveta)
• Aplicar o cálculo da densidade aparente (d ap = 1 g / mL)
• D ap = m / v ap --- 1 g / mL= m / 0,5 mL • m = 0,5 g de excipiente para completar
Contextualização
Quantidade de cápsulas Dose (mg) Fator equivalência Fator correção Fator diluição Fator por perda por dessecação Peso (mg) Peso (g) 5 1000 1 1 1 1 5.000 mg 5 g Exemplo 1Volume aparente (proveta) das 10 gramas Leitura na proveta = ____6 mL_________
Exemplo 2
Volume aparente (proveta) das 10 gramas Leitura na proveta = ____3 mL_________
Cálculo de isotonia
Isotonicidade
Método de equivalente em cloreto de sódio.
É a quantidade de cloreto de sódio em gramas que é osmoticamente equivalente a 1 grama da substância.
Soro Fisiológico – gotas nasais
• Solução nasal – isotônica
Composição
• Cloreto de sódio qs...isotonia • Cloreto de benzalcônio...0,01% p/v • Água purificada qsp...100 mL
Soro fisiológico – gotas nasais
Cálculo da isotonia
Passo 1 – Solução referência
Soro fisiológico – gotas nasais
Cálculo da isotonia
Passo 1: solução referência
0,9 g de NaCl x 100 mL = 0,9 g de NaCl 100 mL
Soro fisiológico – gotas nasais
Cálculo de isotonia
Passo 2: contribuição dos outros componentes E = equivalentes em cloreto de sódio
Cloreto de benzalcônio
Soro fisiológico – gotas nasais
Cálculo de isotônia
Passo 2 – Quanto o conservante contribui em equivalentes em NaCl 0,16 g de NaCl x 0,01g do conservante x 100 mL
1 g 100 mL = 0,0016 g de NaCl
Soro fisiológico – gotas nasais
Cálculo da isotônia
Passo 3 = Diferença de equivalentes em cloreto de sódio Passo 3 = Passo 1 – Passo 2
Passo 3 = 0,9 g de NaCl – 0,0016 g de NaCl = Passo 3 = 0,8984 g de NaCl
Exercício
• Sulfato de atropina...1,0% • Cloreto de sódio...qs p/isotonicidade • Água purificada estéril qsp...30mL • E = 0,12 g
• Calcule a quantidade de cloreto de sódio necessária para deixar a solução isotônica?
Unidades de conversão
x 1000 x 1000 x 1000
Kg - - g - - mg - - mcg
Unidades de conversão com especificação
Vitamina D3 – 40.000.000 UI / g Thiomucase – 350 UTR / mg
Cálculo para a vitamina D3
Quanto devo pesar de vitamina D3?
• 100 cápsulas de 400 UI de vitamina D3 (100 caps x 400 UI = 40000 UI)
Conversão
• Regra de três
• 40.000.000 UI---1 g • 40000 UI---x g • X = 0,001 g de vitamina D3
Exercício
• Uma prescrição pede 60 g de pomada contendo 150.000 unidades de nistatina/g de pomada.
• Qual a quantidade de nistatina a ser pesada.
• Sabe-se que a nistatina possui 4400 unidades por mg • Resposta___________
QSP
Base não concentrada
• Creme base Fase A Cera autoemulsionante 10g Cetiol V...3 g Oleo de silicone...0,5 g Fase B Solução conservante....3,3 g EDTA...0,5 g Propilenoglicol...2 g Água destilada qsp...100 g • Prescrição 1 Óleo de amêndoas ...5,0% Uréia...5,0% Creme não iônico qsp 100g Ativos = 10 g Creme base = 90 g = 100 g (ativo+base) Cera autoemulsionante 9 g Cetiol V...2,7 g Oleo de silicone...0,45 g Solução conservante....2,97 g EDTA...0,45 g Propilenoglicol...1,8 gBase concentrada
• Creme base Fase A Cera autoemulsionante 10g Cetiol V...3 g Oleo de silicone...0,5 g Fase B Solução conservante....3,3 g EDTA...0,5 g Propilenoglicol...2 g Água destilada qsp...80 g Para 100 g = 80 g de base + 20 g de H2O • Prescrição 2 Óleo de amêndoas ...5,0% Uréia...5,0% Creme não iônico qsp 100g Ativos = 10 gCreme base = 80 g = 90 (base) + 10 (H20) Cera autoemulsionante 10 g Cetiol V...3,0 g Oleo de silicone...0,5 g Solução conservante...3,0 g EDTA...0,5 g Propilenoglicol...2,0 g
• Prescrição 2
Óleo de amêndoas ...5,0% Uréia...5,0% Creme não iônico qsp 100g Ativos = 10 g Creme base = 80 g = 90 (base) + 10 (H20) Cera autoemulsionante 10 g Cetiol V...3,0 g Oleo de silicone...0,5 g Solução conservante...3,0 g EDTA...0,5 g Propilenoglicol...2,0 g
• Prescrição 1
Óleo de amêndoas ...5,0% Uréia...5,0% Creme não iônico qsp 100g Ativos = 10 g Creme base = 90 g = 100 g (ativo+base) Cera autoemulsionante 9 g Cetiol V...2,7 g Oleo de silicone...0,45 g Solução conservante....2,97 g EDTA...0,45 g Propilenoglicol...1,8 gQuantidade de excipiente a ser utilizado
• Calibragem do molde: em volume ou peso • Cálculo da quantidade de excipiente:
a) Pelo fator de deslocamento
Fórmula para o cálculo
• M = F (d.S)
• M = quantidade total de excipiente a utilizar em gramas
• F = capacidade do molde para o número de supositórios a
serem manipulados
• d = fator de deslocamento do fármaco
• S = quantidade de fármaco para o número de supositórios a
Cálculo da massa de supositório
• Fármaco X...300 mg
• Manteiga de cacau (MC)...qs
Cálculo da massa de 12 supositórios
• Molde MC = 2 g D mc = 0,9 g/mL Dx = 4 g/mL • Total da MC = 12 x 2 = 24 gramas
• Razão entre densidades 4 / 0,9 = 4,44 g / mL • M x = 0,3 g x 12 supositórios = 3,6 g
• Deslocamento = 3,6 / 4,44 = 0,81 g
• Quantidade de MC necessária para preparar 12 supositórios: • 24 g – 0,81 g = 23,19 gramas
Cálculo para calibração de gotas
• Proveta graduada de 10 mL
• Contar o número de gotas em 2 mL
Cálculo para calibração de gotas
Se uma solução tem 60 gotas em 2 mL, quantas gotas terá 0,3 mL deste líquido?
60 gotas / 2 mL = 30 gotas / mL 1 mL = 0,3 mL
30 gotas x gotas X = 9 gotas
Exercício
• Uma solução colinérgica foi prescrita para um bebê, em uma dose de 0,25 mL. • O conta-gotas que acompanha o medicamento libera 2 mL de liquido a cada
56 gotas.
• O farmacêutico deve instruir os pais a ministrar quantas gotas? • Resposta__________
Foto
André Luiz Alves Brandão
Farmacêutico Industrial, graduado pela Universidade de Alfenas – UNIFENAS. Especialista em Manipulação Magistral Alopática pelo Instituto Racine. Aperfeiçoamento em diversos cursos de desenvolvimento e pesquisa de formulações medicamentosas e cosmeticas pelo Instituto Racine e Programa de desenvolvimento educacional pelo SENAC - SP. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica em farmácias de manipulação, atuando como Farmacêutico no setor de desenvolvimento, controle, manipulação e markentig farmacêutico em empresas como Eficácia – BH, Biopharma – Uberlândia, Gardênia – Sumaré e instituições de ensino como docente e analista técnico-científico como Racine, Senac, Centro Universitário São Camilo, Centro Universitário São Caetano do Sul e Universidade de Santo Amaro. Atualmente é docente na empresa Ensino em Farmácia, Enfermagem e Alimentos – EFEA . Residente Multiprofissional em Farmácia Clínica no Hospital Municipal Tatuapé. Docente do Instituto Racine.
Agradecemos a sua participação!
[email protected]
SINCOFARMA/SP Tel.: (11) 3224-0966 Rua Santa Isabel N° 160, 6° Andar - Vila Buarque, São Paulo - SP - CEP 01221-010 www.sincofarma.org.br