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Sumário

PREVIDÊNCIA SOCIAL CONTRIBUIÇÃO

Cessão de Mão de Obra – Solução de

Consulta 41 SRRF 6ª RF ...410 Cessão de Mão de Obra – Solução de

Consulta 72 SRRF 7ª RF ...410 FOLHA DE PAGAMENTO

Desoneração – Lembrete...413 PROCESSO ADMINISTRATIVO

Mandado de Segurança – Portaria

Conjunta 1.321 RFB-PGFN-PGF ...410 RFB – SECRETARIA DA RECEITA

FEDERAL DO BRASIL

Processo de Consulta – Instrução

Normativa 1.396 RFB...411

TRABALHO

JORNADA DE TRABALHO

Intervalo Intrajornada – Jurisprudência – Recurso

Ordinário 1.210 TRT...409 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

Serviço de Informações ao Cidadão –

Portaria 1.405 MTE ...409

PIS/PASEP

RFB – SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL

Processo de Consulta – Instrução

Normativa 1.396 RFB...411

Fascículo Semanal nº 38 Ano XLVII 2013

FECHAMENTO:19/09/2013 EXPEDIÇÃO:22/09/2013 PÁGINAS: 414/409

PESQUISADO 19/09/2013

(2)

PREVIDÊNCIA SOCIAL

LEMBRETE

FOLHA DE PAGAMENTO

Desoneração

Veja quais empresas estão enquadradas na desoneração da folha de pagamento

A desoneração da folha de pagamento, prevista na Lei 12.546/2011 e suas alterações, consiste em substituir ou reduzir, conforme o caso, a contribuição previdenciária patronal de 20%, calculada sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada ao segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual, pelo recolhimento de um percentual fixo sobre o valor da receita bruta das empresas. Esta mudança de base de cálculo e recolhimento da contribuição não se aplica para todas as empresas, apenas para aquelas que se enquadram no regime da contribuição previdenciária substitutiva.

Assim, considerando as diversas alterações promovidas na Lei 12.546/2011, elaboramos um quadro-resumo para consulta dos serviços e produtos inseridos na desoneração da folha de pagamento e suas respectivas vigências:

Descrição dos Serviços e Produtos

Alíquota sobre a Receita Bruta

(%)

Vigência Ato Legal

Serviços exclusivamente de TI e TIC referentes a: – análise e desenvolvimento de sistemas; – programação;

– processamento de dados e congêneres;

– elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos; – licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; – assessoria e consultoria em informática;

– suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de programas de computação e bancos de dados; e

– planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.

2,5 1-12-2011 a

31-7-2012 Lei 12.546/2011

Serviços exclusivamente de TI e TIC 2,0 1-8-2012 a

31-12-2014 Lei 12.715/2012

Serviços de TI e TIC que se dediquem a outras atividades.

2,5 e redução da con-tribuição de 20% 1-4-2012 a 31-7-2012 Lei 12.546/2011 2,0 e redução da con-tribuição de 20% 1-8-2012 a 31-12-2014 Lei 12.715/2012

Serviços de TI e TIC exclusivamente referentes a suporte técnico em equipamentos de informática em geral. 2,0

1-4-2013 a 31-5-2013 MP 601/2012. (Vigência encerrada em 3-6-2013) 1-11-2013 a 31-12-2014 Reestabelecido pela Lei 12.844/2013

Empresas de Call Center.

2,5 1-4-2012 a

31-7-2012 Lei 12.546/2011

2,0 1-8-2012 a

31-12-2014 Lei 12.715/2012 Setor hoteleiro, enquadrado na subclasse 5510-8/01 da CNAE 2.0; e empresas que exerçam atividades de

concep-ção, desenvolvimento ou projeto de circuitos integrados . 2,0

1-8-2012 a

31-12-2014 Lei 12.715/2012 Serviços de transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal, intermunicipal em região

metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional, enquadrados nas classes 4921-3 e 4922-1 da CNAE 2.0.

2,0 1-1-2013 a

31-12-2014 Lei 12.715/2012

– Empresas do setor de construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0. 2,0

1-4-2013 a 31-5-2013 MP 601/2012 (Vigência encerrada em 3-6-2013) 1-11-2013 a 31-12-2014 Restabelecida pela Lei 12.844/2013 – Empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros por fretamento e turismo municipal, intermunicipal em

região metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional, enquadradas na classe 4929-9 da CNAE 2.0; – Empresas que prestam os serviços classificados na Nomenclatura Brasileira de Serviços – NBS, instituída pelo Decreto 7.708/2012, nos códigos 1.1201.25.00, 1.1403.29.10, 1.2001.33.00, 1.2001.39.12, 1.2001.54.00, 1.2003.60.00 e 1.2003.70.00;

– Empresas de engenharia e arquitetura, enquadradas no grupo 711 da CNAE 2.0; e

– Empresas de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, enquadradas nas classes 3311-2, 3312-1, 3313-9, 3314-7, 3319-8, 3321-0 e 3329-5 da CNAE 2.0. 2,0 1-1-2014 a 31-12-2014 MP 612/2013 (Vigência encerrada em 1-8-2013) Não foi restabelecida pela Lei 12.844/2013

– Empresas de transporte ferroviário de passageiros, enquadradas nas subclasses 4912-4/01 e 4912-4/02 da CNAE 2.0;

– Empresas de transporte metroferroviário de passageiros, enquadradas na subclasse 4912-4/03 da CNAE 2.0; – Empresas de construção de obras de infraestrutura, enquadradas nos grupos 421, 422, 429 e 431 da CNAE 2.0.

2,0 1-1-2014 a

(3)

Para compreender como as empresas beneficiadas pela desoneração devem proceder para calcular a contribuição previdenciária sobre a receita bruta e sobre a folha de pagamento, de forma a atender as determinações previstas na legislação, sugerimos a leitura das Orienta-ções divulgadas nos Fascículos 02 e 48/2012 e 20, 21 e 32/2013, deste Colecionador.

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:Lei 8.212, de 24-7-91 (Portal COAD); Lei 12.546, de 14-12-2011 (Fascículo 50/2011 e Portal COAD); Lei 12.844, de 19-7-2013 (Fascículo 30/2013); Medida Provisória 601, de 28-12-2012 (Fascículos 01 e 06/2013); Medida Provisória 612, de 4-4-2013 (Fascículo 15/2013); Decreto 7.660, de 23-12-2011 – Tipi – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Portal COAD); Decreto 7.828, de 16-10-2012 (Fascículo 42/2012); Decreto 7.877, de 27-12-2012 (Fascículo 01/2013); Ato Declara-tório 36 CN, de 5-6-2013 (Fascículo 23/2013); Ato DeclaraDeclara-tório 49 CN, de 6-8-2013 (Fascículo 32/2013).

Descrição dos Serviços e Produtos

Alíquota sobre a Receita Bruta

(%)

Vigência Ato Legal

Empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi, aprovada pelo Decreto 7.660/2011, nos seguintes códi-gos: 3926.20.00, 40.15, 42.03, 43.03, 4818.50.00, 63.01 a 63.05, 6812.91.00, 9404.90.00 e nos capítulos 61 e 62; e 4202.11.00, 4202.21.00, 4202.31.00, 4202.91.00, 4205.00.00, 6309.00, 64.01 a 64.06. 1,5 1-12-2011 a 31-7-2012 Lei 12.546/2011 e Lei 12.715/2012 1,0 1-8-2012 a 31-12-2014

Empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi nos seguintes códigos: 41.04, 41.05, 41.06, 41.07 e 41.14; 8308.10.00, 8308.20.00, 96.06.10.00, 9606.21.00 e 9606.22.00; e 9506.62.00. 1,5 1-4-2012 a 31-7-2012 Lei 12.546/2011 e Lei 12.715/2012 1,0 1-8-2012 a 31-12-2014 Empresas fabricantes dos produtos classificados na Tipi nos códigos referidos no Anexo I do Decreto 7.828/2012. 1,0 1-8-2012 a 31-12-2012

Decreto 7.828/2012 e Decreto 7.877/2012 Empresas fabricantes dos produtos classificados na Tipi nos códigos referidos no Anexo II do Decreto 7.828/2012. 1,0 1-1-2013 a

31-12-2014

Decreto 7.828/2012 e Decreto 7.877/2012 Empresas dos setores:

– de manutenção e reparação de aeronaves, motores, componentes e equipamentos correlatos; – de transporte aéreo de carga;

– de transporte aéreo de passageiros regular;

– de transporte marítimo de carga na navegação de cabotagem; – de transporte marítimo de passageiros na navegação de cabotagem; – de transporte marítimo de carga na navegação de longo curso; – de transporte marítimo de passageiros na navegação de longo curso; – de transporte por navegação interior de carga;

– de transporte por navegação interior de passageiros em linhas regulares; e – de navegação de apoio marítimo e de apoio portuário.

1,0 1-1-2013 a

31-12-2014 Lei 12.715/2012

– Empresas que fabricam absorventes e tampões higiênicos, cueiros e fraldas para bebês e artigos higiênicos se-melhantes, de qualquer matéria, classificados no código 9619.00.00 da Tipi;

– Empresas que fabricam suportes de camas (somiês), classificados no código 9404.10.00 da Tipi.

1,0 1-8-2013 a

31-12-2014 Lei 12.844/2013

– Empresas dos setores de manutenção e reparação de embarcações. 1,0

1-4-2013 a 31-5-2013 MP 601/2012 (Vigência encerrada em 3-6-2013) 1-11-2013 a 31-12-2014 Restabelecida pela Lei 12.844/2013

– Empresas de varejo que exercem as atividades listadas no Anexo II da Lei 12.546/2011 1,0

1-4-2013 a 31-5-2013 MP 601/2012 (Vigência encerrada em 3-6-2013) 1-11-2013 a 31-12-2014 Restabelecida pela Lei 12.844/2013 – Empresas que fabricam os produtos classificados nos códigos da Tipi: 39.23 (exceto 3923.30.00 Ex.01);

4009.41.00; 4811.49; 4823.40.00; 6810.19.00; 6810.91.00; 69.07; 69.08; 7307.19.10; 7307.19.90; 7307.23.00; 7323.93.00; 73.26; 7403.21.00; 7407.21.10; 7407.21.20; 7409.21.00; 7411.10.10; 7411.21.10; 74.12; 7418.20.00; 76.15; 8301.40.00; 8301.60.00; 8301.70.00; 8302.10.00; 8302.41.00; 8307.90.00; 8308.90.10; 8308.90.90; 8450.90.90; 8471.60.80; 8481.80.11; 8481.80.19; 8481.80.91; 8481.90.10; 8482.10.90; 8482.20.10; 8482.20.90; 8482.40.00; 8482.50.10; 8482.91.19; 8482.99.10; 8504.40.40; 8507.30.11; 8507.30.19; 8507.30.90; 8507.40.00; 8507.50.00; 8507.60.00; 8507.90.20; 8526.91.00; 8533.21.10; 8533.21.90; 8533.29.00; 8533.31.10; 8534.00.1; 8534.00.20; 8534.00.3; 8534.00.5; 8544.20.00; 8607.19.11; 8607.29.00; 9029.90.90; e 9032.89.90. 1,0 1-4-2013 a 31-5-2013 MP 601/2012 (Vigência encerrada em 3-6-2013) 1-11-2013 a 31-12-2014 Restabelecida pela Lei 12.844/2013 Empresas:

– de transporte aéreo de passageiros e de carga não regular (táxi-aéreo), enquadradas na classe 5112-9 da CNAE 2.0;

– de agenciamento marítimo de navios, enquadradas na classe 5232-0 da CNAE 2.0; – de transporte por navegação de travessia, enquadradas na classe 5091-2 da CNAE 2.0;

– de prestação de serviços de infraestrutura aeroportuária, enquadradas na classe 5240-1 da CNAE 2.0.

1,0 1-1-2014 a

31-12-2014

MP 612/2013 (Vigência encerrada

em 1-8-2013) Não foi restabelecida pela Lei 12.844/2013 Empresas:

– que realizam operações de carga, descarga e armazenagem de contêineres em portos organizados, enquadra-das nas classes 5212-5 e 5231-1 da CNAE 2.0;

– de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0; – de transporte ferroviário de cargas, enquadradas na classe 4911-6 da CNAE 2.0; e

– jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0.

1,0 1-1-2014 a

(4)

INSTRUÇÃO NORMATIVA 1.396 RFB, DE 16-9-2013 (DO-U DE 17-9-2013)

RFB – SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Processo de Consulta

RFB define novas regras sobre o processo de consulta

O referido ato, cuja íntegra encontra-se disponível no Portal COAD, trata dos processos administrativos de consulta sobre interpretação da legislação tributária e aduaneira relativa aos tributos administrados pela RFB – Secretaria da Receita Federal do Brasil e sobre classificação de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio.

A nova norma determina que a consulta poderá ser formu-lada por sujeito passivo de obrigação tributária principal ou aces-sória; órgão da administração pública ou entidade representativa de categoria econômica ou profissional.

No caso de pessoa jurídica, a consulta será formulada pelo estabelecimento matriz.

Não será admitida a apresentação de consulta formulada por mais de um contribuinte em um único processo, ainda que sejam partes interessadas no mesmo fato, envolvendo a mesma matéria, fundada em idêntica norma jurídica.

A consulta deverá ser formulada por escrito, conforme os modelos constantes nos Anexos I a III a esta Instrução Normativa, dirigida à Cosit – Coordenação-Geral de Tributação e apresentada na unidade da RFB do domicílio tributário do consulente.

A consulta poderá ser formulada por meio eletrônico (Portal e-CAC), mediante uso de certificado digital ou em formulário impresso, caso em que será digitalizada, passando a compor o processo eletrônico (e-processo).

A consulta deverá atender aos seguintes requisitos: I – identificação do consulente:

a) no caso de pessoa jurídica ou equiparada: nome, ende-reço, telefone, endereço eletrônico (e-mail ou Caixa Postal Eletrô-nica), cópia do ato constitutivo e sua última alteração, autenticada ou acompanhada do original, número de inscrição no CNPJ ou no CEI e ramo de atividade;

b) no caso de pessoa física: nome, endereço, telefone, endereço eletrônico (e-mail ou Caixa Postal Eletrônica), atividade profissional e número de inscrição no CPF; e

c) identificação do representante legal ou procurador, me-diante cópia de documento que contenha foto e assinatura, auten-ticada em cartório ou por servidor da RFB à vista da via original, acompanhada da respectiva procuração; e

II – declaração de que:

a) não se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já instaurado para apurar fatos que se relacionem com a matéria objeto da consulta;

b) não está intimado a cumprir obrigação relativa ao fato objeto da consulta; e

c) o fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior, ainda não modificada, proferida em consulta ou litígio em que foi parte o consulente;

III – circunscrever-se a fato determinado, conter descrição detalhada de seu objeto e indicação das informações necessárias à elucidação da matéria; e

IV – indicação dos dispositivos da legislação tributária e aduaneira que ensejaram a apresentação da consulta, bem como dos fatos a que será aplicada a interpretação solicitada.

No caso de consulta formulada por pessoa jurídica, a decla-ração do item II deverá ser prestada pela matriz e abranger todos os estabelecimentos.

Ressalvada a hipótese de matérias conexas, a consulta deverá referir-se somente a um tributo administrado pela RFB.

O consulente poderá ser intimado para apresentar outras informações ou elementos que se fizerem necessários à aprecia-ção da consulta.

A solução da consulta compete à Cosit e a ineficácia da consulta poderá ser declarada pela Disit – Divisão de Tributação das Superintendências Regionais da Receita Federal do Brasil e pela Cosit.

A consulta será solucionada em instância única, não caben-do recurso nem pedicaben-do de reconsideração da Solução de Consulta ou do Despacho Decisório que declarar sua ineficácia.

A Solução de Consulta Cosit e a Solução de Divergência, a partir da data de sua publicação, têm efeito vinculante no âmbito da RFB, respaldam o contribuinte que as aplicar, independente-mente de ser o consulente, desde que se enquadre na hipótese por elas abrangida.

Na hipótese de alteração de entendimento expresso em Solução de Consulta sobre interpretação da legislação tributária e aduaneira, a nova orientação alcança apenas os fatos geradores que ocorrerem depois da sua publicação na Imprensa Oficial ou depois da ciência do consulente, exceto se a nova orientação lhe for mais favorável, caso em que esta atingirá, também, o período abrangido pela solução anteriormente dada.

Existindo Solução de Consulta Cosit ou Solução de Diver-gência, as consultas com mesmo objeto serão solucionadas por meio de Solução de Consulta Vinculada.

A Solução de Consulta Vinculada, assim entendida como a que reproduz o entendimento constante de Solução de Consulta Cosit ou de Solução de Divergência, será proferida pelas Disit ou pelas Coordenações de área da Cosit.

As Soluções de Consulta Cosit e as Soluções de Divergên-cia serão publicadas da seguinte forma:

a) no Diário Oficial da União, o número, o assunto, a ementa e os dispositivos legais; e

b) na Internet, no sítio da RFB no endereço http://www.recei-ta.fazenda.gov.br, com exceção do número do e-processo, dos dados cadastrais do consulente, do relatório ou de qualquer outra informação que permita a identificação do consulente e de outros contribuintes.

As Disit e a Cosit poderão propor ao Secretário da Receita Federal do Brasil a expedição de ato normativo sempre que a solu-ção de uma consulta tiver interesse geral.

A publicação, na Imprensa Oficial, de ato normativo super-veniente modifica as conclusões em contrário constantes em Soluções de Consulta ou em Soluções de Divergência, indepen-dentemente de comunicação ao consulente.

O disposto na Instrução Normativa 1.396 RFB/2013 não se aplica às consultas relativas ao Simples Nacional quando a competência para solucioná-las for dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, e ao Refis – Programa de Recupera-ção Fiscal.

A partir de 17-9-2013, a Instrução Normativa 740 RFB, de 2-5-2007 (Fascículo 19/2007), não se aplica aos processos de consulta de que trata o primeiro parágrafo.

(5)

PORTARIA CONJUNTA 1.321 RFB-PGFN-PGF, DE18-9-2013 (DO-U DE 19-9-2013)

PROCESSO ADMINISTRATIVO Mandado de Segurança

RFB altera ato que trata das normas de prestação de informações em mandado de segurança

O referido ato altera a Portaria Conjunta 4.069

RFB-PGFN-PGN, de 2-5-2007 (Fascículo 20/2007), que normatizou a presta-ção de informações em mandados de segurança e em ações judi-ciais e a solicitação de consultoria e assessoramento jurídicos.

A alteração consiste em estabelecer que, se a informação em mandado de segurança for protegida por sigilo fiscal, deverá a autoridade impetrada adotar os seguintes procedimentos:

a) solicitar ao juiz da causa, fundamentadamente, que o processo judicial tramite em segredo de justiça e, nos casos em que a utilização das informações no corpo da peça processual seja imprescindível para a defesa da União, elaborar justificativa de

maneira a demonstrar ao juiz da causa a imprescindibilidade da medida;

b) apresentar ao juízo os documentos fiscais sigilosos em envelope lacrado, contendo os dizeres “INFORMAÇÃO PROTE-GIDA POR SIGILO FISCAL”.

A Portaria Conjunta 1.321 RFB-PGFN-PGF/2013 dispõe que a autoridade impetrada providenciará a formação de processo administrativo correspondente a cada mandado de segurança, contendo a identificação do impetrante, além do ofício do juízo requisitante, cópia da petição inicial, das informações prestadas e dos documentos pertinentes previstos anteriormente.

SOLUÇÃO DE CONSULTA 72 SRRF 7ª RF, DE 12-7-2013 (DO-U DE 26-8-2013)

CONTRIBUIÇÃO Cessão de Mão de Obra

SRRF esclarece retenção de 11% quando da prestação de serviço de copa

A Superintendência Regional da Receita Federal, 7ª Re-gião Fiscal, aprovou a seguinte ementa através da Solução de Consulta em referência:

“As notas fiscais de venda mercantil, relativas ao forneci-mento de refeições, ainda que preparadas em estabeleciforneci-mento do contratante, não estão sujeitas à retenção prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.

Esclarecimento COAD: O artigo 31 da Lei 8.212/91 (Portal COAD) determina que a empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de pres-tação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente ante-rior se não houver expediente bancário naquele dia.

Já as notas fiscais ou faturas de prestação de serviços que se enquadrem no conceito de serviço de copa, conforme descrito no art. 118, inciso VI da IN RFB nº 971, de 2009, estarão sujeitas à retenção quando os serviços forem contratados mediante cessão de mão de obra, e estarão dispensadas da retenção quando os serviços forem contratados mediante empreitada.

Esclarecimento COAD: O inciso VI do artigo 118 da Instrução Normativa 971 RFB/2009 (Portal COAD) dispõe que o estará sujeito à retenção, se contratados mediante cessão de mão de obra, o serviço de copa, que envolva a preparação, o manuseio e a distribuição de todo ou de qualquer produto alimentício.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991; art. 219, §§ 1º a 3º, do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999; arts. 115, 116 e 118, VI da IN RFB nº 971, de 2009.

SOLUÇÃO DE CONSULTA 41 SRRF 6ª RF, DE 2-4-2013 (DO-U DE 5-4-2013)

CONTRIBUIÇÃO Cessão de Mão de Obra

Serviço de administração de penitenciárias não está sujeito a retenção de 11%

A Superintendência Regional da Receita Federal, 6ª Região Fiscal, aprovou a seguinte ementa através da Solução de Consulta em referência:

“A atividade de administração de penitenciárias, identifi-cada no código CNAE 8423-0/00, não se acha sujeita à retenção previdenciária de 11% de que trata o art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.

Esclarecimento COAD: O artigo 31 da Lei 8.212/91 (Portal COAD) dispõe que a empresa contratante de

serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida.

DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 8.212, de 1991, art. 31; Instrução Normativa RFB nº 971, de 2009, arts. 115 a 119 e 142; Manual de Orientação da Codificação na CNAE Subclasses, publi-cação eletrônica, atualizado até dezembro de 2011.”

(6)

TRABALHO

PORTARIA 1.405 MTE, DE 13-9-2013 (DO-U DE 16-9-2013)

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO Serviço de Informações ao Cidadão

MTE cria o Serviço de Informações ao Cidadão

O MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do

referido ato, cria o SIC/MTE – Serviço de Informações ao Cidadão, vinculado à Ouvidoria-Geral, assegurando o direito constitucional de acesso à informação, regulamentado pela Lei 12.527, de 18-11-2011 (Portal COAD), tornando possível uma maior partici-pação popular e o controle social das ações governamentais.

Para fins de resposta aos requerimentos de acesso à infor-mação consideram-se instâncias decisórias:

a) do pedido, o SIC/MTE;

b) da reclamação, o Ouvidor-Geral;

c) dos Recursos em 1ª instância, as Autoridades Hierarqui-camente Superiores;

d) dos Recursos em 2ª instância, o MTE.

O MTE deverá garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreen-são.

Compete ao SIC/MTE, dentre outros: atender e orientar ao público quanto aos requerimentos de acesso à informação; rece-ber os requerimentos de acesso à informação; avaliar o juízo de admissibilidade dos requerimentos de acesso à informação; Infor-mar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; registrar e protocolizar os requerimentos de acesso à informação no e-SIC – Sistema Eletrônico do Serviço de Informa-ções ao Cidadão e no SisOuvidor.

São considerados requerimentos: os pedidos de acesso a informações; os recursos a indeferimento de pedidos de acesso a informações; os pedidos de desclassificação e reclassificação de informações; e as reclamações contra omissões no regular pro-cessamento dos requerimentos.

Somente os requerimentos relativos à Lei 12.527/2011, poderão ser registrados no SIC/MTE, e deverão conter, no míni-mo, a identificação do requerente e a especificação do requeri-mento de acesso à informação, de forma clara e precisa.

O prazo de 15 dias para o envio de resposta aos requeri-mentos de acesso à informação terá início a partir da data de seu cadastramento no e-SIC.

Caso a data do recebimento do requerimento de acesso à informação ocorra em dia não útil, o prazo será contado a partir do primeiro dia útil subsequente.

No caso de indeferimento ao requerimento de acesso à informação ou do não fornecimento das razões da negativa do acesso, o solicitante poderá interpor recurso contra a decisão, no prazo de 10 dias.

Caso o recurso em 1ª instância, às Autoridades Hierarqui-camente Superiores, não seja coerente ao pedido inicial, caberá ao Ouvidor-Geral orientar o requerente quanto ao cadastramento de novo requerimento.

Em casos de omissão de resposta aos recursos, o reque-rente poderá apresentar reclamação ao Ouvidor-Geral, no prazo de 10 dias, a contar do 30º dia da apresentação do pedido de acesso à informação, por meio do e-SIC.

Indeferido o recurso ou não atendido no prazo estipulado para resposta, o requerente poderá interpor recurso em 2ª instân-cia, ao MTE, no prazo de 10 dias, a contar da ciência da resposta ou no transcurso do prazo.

Os recursos impetrados em 1ª e 2ª instâncias terão prazo de 5 dias para resposta a contar da data de entrada no e-SIC.

JURISPRUDÊNCIA

RECURSO ORDINÁRIO 1.210 TRT

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jornada não se aplica ao trabalhador do sexo masculino

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Referências

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