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QUEM SOU 2

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Academic year: 2021

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QUEM SOU

Sou Joana Andrade e minha missão é acolher, apoiar, facilitar e transformar a vida de mulheres no período da gestação e do pós-parto com informações e ferramentas oriundas do yoga, da meditação, da dança, das massagens, para que elas possam compreender e vivenciar com tranqüilidade tudo o que precisam saber sobre essa incrível e desafiadora fase da vida ao lado de seu bebê!

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INTRODUÇÃO

Sou mãe de dois, o Tutu (Artur), um adolescente de 17 anos e Vicente, um sapequinha que está com 3 aninhos. Tornei o universo da maternidade o meu ofício por conta da minha jornada com a gestação, parto e pós-parto. Meus

desafios se tornaram o meu maior estímulo para poder ajudar outras mulheres a passarem por essa experiência

de uma forma mais consciente e positiva. Tive duas experiências de parto, o primogênito, Artur, nasceu por uma cirurgia cesariana totalmente desnecessária e Vicente veio de forma natural, um parto

vaginal, sem nenhuma intervenção, com uma equipe qualificada. Foi uma vivência muito forte e transformadora

que ressignificou a minha história. Parir foi uma das sensações mais incríveis que pude viver!

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MEDO DA DOR DO PARTO

Quando uma aluna vem fazer uma aula experimental comigo no curso presencial eu sempre pergunto quais são as suas expectativas em relação à prática e muitas respondem imediatamente:

- Ah! Eu quero que você me ensine qual é a respiração que terei que fazer durante o parto e todas as posturas da yoga que me ajudarão

é um portal de passagem, uma grande transformação na vida de uma mulher, logo, isso gera muito medo, principalmente pela cultura criada sobre o parto.

Provavelmente, você já foi surpreendida por alguém quando relatou o seu desejo em passar por um parto normal. Deve ter escutado diversos comentários do tipo:

- Credo, você vai ficar toda arreganhada. - Sofrer pra que?

- Deus que me livre, isso dói demais! - Sabia que é a pior dor do mundo?

- Nossa, Deus é mais! É como se estivessem quebrando vários ossos!

Comentários como esses desestimulam e desencorajam a ter um parto normal. Isso é uma cultura negativa do parto, sabe porquê? Antigamente, no tempo de nossas avós, as mulheres pariam em um ambiente domiciliar com a ajuda das parteiras, as doulas eram as comadres, vizinhas que ajudavam na logística do momento. Era um evento feminino, o homem ficava do lado de fora esperando o choro do bebê para comemorar fumando o seu charuto.

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WWW.YOGAMAMI.COM.BR 5 na fi gura do médico, as mulheres

perderam bastante autonomia e muitas intervenções começaram a surgir, como por exemplo:

Privação de alimentação e oferta de água; Proibir o direito do acompanhante

(a lei federal nº 11.108 de 7 de abril de 2005

prevê que a parturiente tem direito a 1 (um)

acompanhante de sua livre escolha no pré-parto, parto e pós-parto.)

Negar este direito é uma violência obstétrica e deve ser denunciada;

Obrigá-la a se depilar;

Fazer lavagem intestinal e/ou anal;

Impedi-la de se movimentar e fi car deitada;

Não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado; Agressão verbal ou física por parte do

profi ssional da saúde;

Toques vaginas em excesso;

Rompimento precoce da bolsa das águas, entre outras.

Muitas de nossas mães passaram por procedimentos como esse e agora eu te pergunto.

Qual mãe quer que sua fi lha sofra em um dos momentos mais importantes e especiais de sua vida?

Portanto, o que precisamos fazer é mudar essa cultura e compreender que muito da dor e do sofrimento de alguns partos não é pelo parto em si, mas, pelas intervenções desnecessárias realizadas. Agora que você compreendeu um pouco mais sobre a realidade obstétrica brasileira eu quero te fazer um convite. Por gentileza, pegue um papel e uma caneta.

Feche os seus olhos e se imagine durante todo o seu trabalho de parto até

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o nascimento do seu bebê. As pessoas que estarão presentes, a equipe, o local, como você estará, enfim, visualize o seu parto. Após essa visualização concentre-se em suas apreensões relacionadas a esse momento.

Em sua folha de papel escreva as palavras que mais te assustam nesse processo de nascimento do seu bebê. Agora que você já escreveu, faça uma outra lista descrevendo as sensações que estas palavras geram em seu corpo.

Por exemplo, essas palavras geram em mim as seguintes sensações e emoções.

Agora faça o mesmo focando nas palavras empoderadoras que foram geradas em seu parto e em seguida uma outra lista com as sensações e emoções geradas em seu

uma experiência positiva em seu parto. Te convido agora a resgatar sua criança interior, a sua artista interna e sem julgamentos ou autocríticas fazer um desenho seu parindo, na posição que deseja e escreva ao lado dessa imagem as suas palavras fortalecedoras e empoderadoras.

ELEMENTOS E RECURSOS PARA

SE LIDAR COM A DOR DO PARTO.

APOIO

Esse apoio pode ser obtido, do companheiro, da amiga, da doula, da mãe ou de uma

deverão ter compreensão, paciência, respeito e competência para a jornada dessa mulher é essencial para uma experiência positiva de parto.

Silêncio, privacidade e ambiente discreto: Ajuda bastante a concentração da mulher não ter que falar e racionalizar durante as contrações, não ter que ouvir conversa paralela, vozes alternadas de comando, sons de ambientes vizinhos, não ter pessoas entrando e saindo o tempo todo durante o trabalho de parto.

ILUMINAÇÃO

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WWW.YOGAMAMI.COM.BR 7 MUSICA

Algumas mulheres relaxam com músicas e outras se sentem incomodadas, faça a sua playlist do parto e CNA hora decida se é agradável.

VELAS AROMAS E CORES

Preparar o ambiente de uma forma que ele se torne mais sedante e relaxante pode ser um recurso para favorecer o bem estar e

entrega da parturiente.

POSICIONAMENTO E MOBILIDADE

Determinadas posições podem facilitar a evolução do trabalho de parto e, consequentemente, minimizar a dor, ter essa liberdade de ação para escutar o seu corpo e adotar uma postura confortável fará muita diferença para a parturiente.

MASSAGEM

Serão de grande valor as massagens se

for do desejo da parturiente. Os impulsos nervosos gerados pela massagem em de-terminadas regiões do corpo, vão competir com as mensagens de dor que estão sendo enviadas ao cérebro.

Essa massagem deve ser aplicada nos pés e mãos e funcionam como a técnica de contra-pressão (feita nas costas, durante a contração, na altura da borda superior da bacia). Massagens aplicadas nos ombros e pescoço são melhores entre as contrações e ajudam a relaxar. A massagem suave na barriga, braços e pernas dá a sensação de apoio físico e companheirismo.

RESPIRAÇÃO

A respiração consciente ajuda na oxigenação durante as contrações e no relaxamento durante os intervalos. Ela deve ser calma e profunda entre as contrações

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para propiciar maior relaxamente. Durante a contração, usa-se uma respiração mais intensa, começando lenta e ficando mais curta e acelerada no pico da contração. São orientações básicas que podem favorecer o alívio da dor do parto e ajudar a parturiente a ter mais presença e atenção nesse momento, tirando o foco da dor e levando à respiração USO DA ÁGUA

A água morna, tanto no chuveiro ou em banheiras para imersão, aliviam a dor.

VISUALIZAÇÕES

Pode ser um recurso para promover o relaxamento e dissolver as tensões, fazer visualizações que tenham um simbolismo de descida e abertura favorecerá esse momento. Como por exemplo, o bebê descendo pela bacia, o bebê saindo de dentro de você, seu colo do útero se abrindo. MANTRAS E AFIRMAÇÕES POSITIVAS

Pode ser um recurso de concentração, uma forma de se ancorar no momento presente com estímulos positivos, tirando o foco da dor.

Esteja consciente que são apenas recursos para minimizar os desconfortos.É essencial trabalhar a aceitação, usar a dor como a

como as ondas do mar e nade a favor delas, sem brigas e rejeições com o seu corpo.

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Referências

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