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Lucas do Rio Verde MT

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Academic year: 2022

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PROJETO PEDAGÓGICO CURSO SUPERIOR

DE TECNOLOGIA

EM GESTÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL TECNÓLOGO

Aprovado pela Resolução COP nº. 146/2014 de 13/03/2014 e alterado pela Resolução COP nº. 167/2015 de 02/12/2015

Lucas do Rio Verde – MT 2018

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APRESENTAÇÃO

A Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde/MT optou por implantar o Curso Tecnológico de Gestão da Produção Industrial, pertencente ao Eixo Tecnológico de Controle e Produção Industrial, de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia- CNCST/2016. Este curso foi previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional, PDI 2013/2015, aprovado pela Resolução do Conselho Superior – COP nº 113/2011 de 08/12/2011.

O Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial da Faculdade La Salle se insere na realidade do setor de Produção Industrial do país, do estado e do município de Lucas do Rio Verde/MT, atendendo ao impulso de desenvolvimento industrial da região.

Sua elaboração leva em conta o perfil de estudantes que almejam entrar mais rapidamente no mercado de trabalho, numa atividade produtiva distinta. Isto significa atender às necessidades dos profissionais que se dedicam ao setor da Produção Industrial do município e da região, que encontram no curso oferecido pela Faculdade uma sólida fundamentação científico-tecnológico para a prática profissional.

O Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial é fruto do entendimento que a educação tecnológica está voltada para a produção e a inovação, desta forma as questões práticas da profissão são a ênfase disciplinar, possibilitando ao egresso a inserção no mercado de trabalho e a realização profissional e pessoal.

Por sua vez, por ser uma Instituição Privada e de perfil Cristão-católico Lassalista, sua visão de pessoa e de mundo, bem como a de educação, seguem às linhas de pensamento e ação do Projeto Político Pedagógico da Rede La Salle de Educação Superior. Sua missão visa à promoção integral da pessoa humana como centro do processo formativo da aprendizagem, que através da trilogia clássica da educação superior, ensino, pesquisa e extensão, para a transformação da sociedade local e regional.

Na declaração de sua missão, a instituição descreve seus princípios institucionais que orientam a administração superior e de gestão acadêmica bem como toda sua ação educativa.

Em termos administrativos destacam-se os princípios de qualificação dos agentes educativos, a eficiência e a eficácia nos processos administrativos e a valorização do ambiente para as relações interpessoais. Por sua vez, em termos pedagógicos, reforçam-se a prática da excelência da educação superior, a integração entre ensino, pesquisa e extensão e da inovação, da criatividade e do empreendedorismo.

Em cumprimento as etapas instalação de Cursos conforme a Resolução 05/2010 de

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Faculdade La Salle, que define o Roteiro para Implantação de Novos Cursos Superiores de Graduação, Licenciatura e de Tecnologia de suas Mantidas, em sua reunião ordinária de 22/11/2013, a Diretoria confirmou a decisão de implantação do Curso em Tecnologia de Gestão da Produção Industrial, conforme previsto no PDI e nomeou a Comissão responsável pela elaboração do Projeto Pedagógico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial composta pelos seguintes membros: a) Prof. Dr. Nelso Antonio Bordignon, b) Prof.

Paulo Renato Foletto, c) Prof. Fernando Cezar Orlandi, d) Prof. Rafael Zunino Marques, e) Profa. Sandra Inês Horn Bohm, f) Sra. Katiane Manhabosco, g) Profa. Cirlei da Aparecida Brandão.

A Comissão deu andamento na elaboração do Projeto conforme normas do Ministério da Educação, da Mantenedora da Rede La Salle de Ensino Superior e do Regimento da Faculdade La Salle, para que o mesmo pudesse ser inserido no e-MEC no período de 01 de fevereiro a 17 de março de 2014, para receber o parecer final até 30 de outubro de 2014, conforme determina a Portaria Normativa nº 1, de 2/01/2014, do Ministério da Educação que estabelece o Calendário 2014 de abertura de Protocolo de Ingresso de Processos regulatórios no sistema e-MEC.

Assim, o curso de Gestão da Produção Industrial, doravante denominado de GPI, tem seu projeto pedagógico original elaborado em 2014. Foi autorizado através da Portaria Ministerial nº401, de 29/05/2015, publicado no DOU em 1 de junho de 2015. O Curso recebeu a visita in loco dos avaliadores do MEC no período de 08 a 11 de abril de 2015. O projeto teve alteração em uma disciplina, Projeto Integrador – I, que foi ofertado no 1º semestre e agora passa a ser ofertado no 4º semestre, de acordo com a resolução do COP nº.167/2015. A primeira turma iniciou em 2016.

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 2

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA IES 8

1.1 Mantenedora 8

1.1.1 Endereço 8

1.1.2 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica 8

1.1.3 Registo no Cartório 8

1.2 Nome da IES 8

1.3 Base Legal da IES 8

1.4 Diretoria da Mantida 9

1.5 Perfil e Missão da IES 9

1.5.1 Objetivo Geral 10

1.5.2 Objetivos Específicos da Faculdade 10

1.6 Dados Socioeconômicos da Região 11

1.6.1 Inserção Regional 11

1.6.2 Contexto do Estado 12

1.6.3 Contexto do Município de Lucas do Rio Verde 15

1.7 Breve Histórico da IES 17

1.7.1 Aspectos Históricos da Instituição 17

1.8. Políticas Pedagógicas Institucionais 18

1.8.1. Políticas de Ensino 18

1.8.2 Políticas de Educação a Distância (EAD) 21

1.8.3 Política de Pós-Graduação Lato Sensu 21

1.8.4 Políticas de Extensão 22

1.8.5 Políticas de Pesquisa 22

1.8.6 Programa de Iniciação Científica, Tecnológica e Cultural 23 1.8.7 Indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão 24

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1.8.8 Políticas de Gestão 24

1.9 Responsabilidade social da IES 25

1.9.1 Projetos Sociais 25

1.9.2 Inclusão social 26

1.9.3 Meio Ambiente 27

1.9.4 Memória e patrimônio Artístico e Cultural 28

1.9.5 Educação em Direitos Humanos 29

1.9.6 Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura

Afro-brasileira e Indígena 29

1.9.7 Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista 30

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO 32

2.1 Identificação e Local de Funcionamento 32

2.2 Regime Acadêmico 32

2.3 Formas de Ingresso 32

3 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA 34

3.1 Contexto Educacional 34

3.1.1 Relevância Social do Curso no Estado e no Município 34 3.1.2 Impacto do Curso para o Desenvolvimento Socioeconômico, Redução das Desigualdades Regionais e Promoção da Inclusão Social. 35

3.2 Justificativas 36

3.2.1 Legal 37

3.2.2 Acadêmica 38

3.3 Concepções do Curso 40

3.3.1 Concepção do Curso Superior de Tecnologia 41

3.4 Objetivos 42

3.4.1 Objetivo Geral 42

3.4.2 Objetivos Específicos 42

(6)

3.5.1 Público Alvo 45

3.5.2 Área de Atuação 45

3.5.3 Principais Competências 46

3.6 Concepção Curricular 49

3.6.1 Descrição dos Módulos e Certificações 51

3.6.2 Aproveitamento das Competências 52

3.6.3 Matriz Curricular 53

3.6.4 Disciplina Optativa 55

3.6.5 Ementas e Bibliografia 55

3.6.6 Atualização das Ementas 75

3.6.7 Metodologia de Ensino 75

3.6.8 Estágios 78

3.6.9 Atividades Complementares 79

3.6.10 Inter-Relação das Unidades de Estudo na Concepção e Execução do

Currículo 79

3.6.11 Avaliação 80

3.6.12 Avaliação do Desempenho Acadêmico 80

3.6.13 Auto avaliação do Curso 81

3.7 Atendimento ao Discente 81

3.7.1 Apoio Psicopedagógico 81

3.7.2 Atividades de Nivelamento 82

3.7.3 Monitoria 82

3.7.4 Programa de Iniciação Científica - ProIniC 83

3.7.5 Ebsco Host 83

3.7.6 Pergamum 84

3.7.7 Portais Científicos, livros e periódicos on-line 84 3.7.8 Produção colaborativa e compartilhamento de conteúdo em ambientes virtuais

(7)

3.7.8.1 Portal do Aluno 84

4 CORPO DOCENTE 86

4.1. Coordenador de Curso 86

4.2. Núcleo Docente Estruturante 86

4.3 Corpo Docente 86

4.4 Colegiado de Curso 87

5. INFRAESTRUTURA 88

5.1 Instalações Gerais 88

5.2 Laboratórios 88

5.2.1 Laboratórios de Informática Aplicada 89

5.2.2 Laboratório de Fabricação Digital 89

5.2.3 Laboratório de Desenho/Sala de Projeto 89

5.2.4 Laboratório de Química 89

5.2.5 Laboratório de Física 89

5.2.6 Laboratório Interdisciplinar III – Microscopia 90

5.2.7 Laboratório de Apoio 90

5.3 Biblioteca 90

5.4 Infraestrutura de Acessibilidade as Pessoas Portadores de Deficiência Física 92

6. PLANEJAMENTO ECONÔMICO-FINANCEIRO 94

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 96

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1CONTEXTUALIZAÇÃODAIES

1.1 Mantenedora

Sociedade Porvir Científico

1.1.1 Endereço Rua Honório Silveira Dias, 636 Bairro São João

CEP 90550-150 – Porto Alegre – RS

1.1.2 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ nº: 92741900/0001-37

1.1.3 Registo no Cartório

Sociedade Porvir Científico, Associação Civil de Direito Privado, sem fins lucrativos e econômicos, de caráter educativo, cultural, esportivo, beneficente, filantrópico e caritativo, com Sede na Rua Honório Silveira Dias, 636, Bairro São João, Porto Alegre, CEP 90.550-150, estatuto registrado aos 3 (três) dias do mês de dezembro de 2014, no Livro “A-180” – Nº 89660, às fls. 188 verso, do “Serviço de Registro Civil das Pessoas Jurídicas”, de Porto Alegre - RS

1.2 Nome da IES Faculdade La Salle.

1.3 Base Legal da IES

A Faculdade La Salle é mantida pela Sociedade Porvir Científico, sob o CNPJ/MF 94.741.990/0029-38. A Unidade Sede é situada na Av. Universitária, 1000 W, Bairro Bandeirantes, telefone: (65) 3549-7370, fax: (65) 3549- 7300 e a Unidade II situa-se junto ao Colégio La Salle, na Rua Foz do Iguaçu 594 S, Bairro Menino Deus, Lucas do Rio Verde – MT, CEP 78.455-000.

A Faculdade La Salle foi credenciada junto ao Ministério da Educação, pela Portaria Ministerial Nº 2653, de 07 de dezembro de 2001. D.O.U. 10/12/01 e o ato regulatório de Recredenciamento através da Portaria Ministerial Nº 693, de 28 de maio de 2012. D.O.U 29/05/2012.

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1.4 Diretoria da Mantida

Diretor Geral: Prof. Nelso Antonio Bordignon, fsc Diretor Acadêmico: Prof. Fernando Cezar Orlandi Diretor Administrativo: Prof. Paulo Renato Foletto

1.5 Perfil e Missão da IES

A declaração da missão representa os princípios essenciais e permanentes nos quais a instituição se fundamenta. Ela expressa a razão de ser da Instituição em relação às outras similares, identificando sua linha de ação, fundamentação histórica, finalidade básica e ideal central.

Ela foi construída a partir da missão institucional da Rede La Salle e das políticas e princípios de Educação Superior da Proposta Educativa da Rede. Sua tradição em Educação Superior no perfil cristão-lassalista orienta a forma de ser e fazer educação para a instituição.

Missão

A missão busca afirmar o que é a instituição em termos de seus princípios essenciais e permanentes. Expressa a razão de ser da Instituição em relação às outras similares, identificando sua linha de ação, fundamentação histórica, sua finalidade básica e ideal central.

Promover o desenvolvimento integral da pessoa humana através do ensino, da pesquisa e da extensão, comprometida com a transformação da sociedade local e regional.

Princípios

1. Inspiração e vivência cristão-lassalistas 2. Prática da Excelência da Educação Superior 3. Exercício da Cidadania fraterna e solidária 4. Respeito à diversidade e à vida

5. Valorização da inovação, da criatividade e do empreendedorismo 6. Qualificação dos agentes educativos

7. Agilidade e compartilhamento da informação 8. Integração entre ensino, pesquisa e extensão 9. Eficiência e eficácia na gestão

10. Valorização do ambiente para as relações interpessoais

11. Equilíbrio das práticas econômico agroindustrial aliado à sustentabilidade ambiental.

(10)

Visão

A visão define onde a Instituição pretende chegar e o que pretende conseguir em determinado tempo.

Ser uma instituição de educação superior reconhecida pela excelência de sua presença e atuação voltada para o desenvolvimento sustentável local e regional.

Este compromisso social da Faculdade com o desenvolvimento cultural e econômico da região, mais justo e fraterno encontra nos Cursos de Ciências Sociais Aplicadas, Bacharelados, Licenciaturas e Tecnológicos, juntamente com Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial um forte sustentáculo para o cumprimento de sua missão.

Neste sentido, o objetivo maior deste Projeto é contribuir para a construção de uma sociedade em que cidadãos tenham uma posição crítica referente ao uso do conhecimento, seu processamento, seu armazenamento e sua comunicação, e que possam ser exemplo de postura ética e crítica àqueles com quem travarão contato no mundo profissional, seja na Produção Industrial ou em quaisquer outras atividades profissionais que se estabeleçam.

1.5.1 Objetivo Geral

A Faculdade La Salle, inspirada nos Princípios Pedagógicos da Província Lassalista, propõe-se a oportunizar ao educando uma pedagogia que viabilize a produção, a apropriação e a socialização do conhecimento, necessárias para a compreensão da realidade que o cerca e para que possa intervir nela progressivamente, desenvolvendo-a de forma integrada e sustentável.

1.5.2 Objetivos Específicos da Faculdade

Os objetivos específicos descrevem em detalhes o objetivo geral da Faculdade enfocando aspectos atinentes à sua forma de ser e fazer educação superior:

a) preparar, sob a inspiração cristã, profissionais com sólida formação ética, cultural, filosófica, tecnológica e pedagógica, com espírito científico, crítico e criativo;

b) promover o ensino nas diferentes áreas do conhecimento, formando diplomados para atuarem no desenvolvimento da sociedade e colaborando para o processo de formação e qualificação contínua dos acadêmicos, profissionais e egressos;

c) incentivar o trabalho de pesquisa e de investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura e desse modo,

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d) promover a elaboração, a construção e a divulgação de conhecimentos culturais científicos, acadêmicos e técnicos, através do ensino, da pesquisa, da extensão nas diferentes áreas do conhecimento;

e) estimular a compreensão e a pesquisa dos problemas atuais, em particular os nacionais e regionais, favorecendo a prestação de serviços especializados à comunidade em parceria e relação recíproca;

f) promover o ensino, a pesquisa e a extensão, abertos à participação da comunidade, visando socializar os conhecimentos gerados na instituição e difundindo as conquistas e os benefícios oriundos da pesquisa e da criação cultural;

g) promover a unidade teoria e prática por meio de estratégias variadas, como seminários, palestras, estudos de casos e pesquisas no âmbito da área de atuação e adequada às demandas locais e regionais;

h) desenvolver a cultura dentro da visão cristã e adaptada à realidade;

i) colaborar na investigação da verdade e na busca de soluções dos problemas humanos através da análise e difusão do pensamento ético, moral e social cristão;

j) integrar-se na comunidade local contribuindo para o seu desenvolvimento social, cultural, agroindustrial e na melhoria da qualidade de vida, considerando suas múltiplas manifestações.

Estes objetivos específicos da Instituição estarão nos programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão da Faculdade. Ao integrar o PDI eles iluminam a formatação dos projetos de Cursos da Instituição. Assim, estes objetivos são orientadores das linhas de ação do Projeto do Curso Superior Tecnológico em Produção Industrial.

1.6 Dados Socioeconômicos da Região

1.6.1 Inserção Regional

A Faculdade La Salle está inserida em um contexto socioeconômico caracterizado por um processo contínuo de mudanças que ocorrem na sociedade contemporânea, em especial na região de Lucas do Rio Verde, reconhecida como uma região de excelência na produção e comercialização de grãos, com participação expressiva em diversas atividades do agronegócio.

Desta forma, através do seu PPI, a instituição promove sua inserção regional com a oferta de atividades de ensino, pesquisa e extensão, que na sua característica indissociável, promovem a melhoria na formação das pessoas que participam deste contexto de desenvolvimento

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Para melhor entendimento deste cenário, seguem alguns dados mais atuais em relação ao Estado de Mato Grosso e o município de Lucas do Rio Verde. Essas informações servem de base para a análise e justificativa das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico desta região.

1.6.2 Contexto do Estado

Mato Grosso é o terceiro estado brasileiro em extensão territorial, com 903.357km², com uma população, segundo dados do IBGE (2010), de 3.035.122 habitantes. Esse contingente populacional é o segundo maior do Centro-Oeste e o 19° do Brasil, correspondendo a aproximadamente 1,6% da população total do país. O Mato Grosso apresenta grandes vazios demográficos, em especial na porção norte. Esse fato influencia diretamente na densidade demográfica estadual, de apenas 3,3 habitantes por quilômetro quadrado, o que significa que o estado é pouco povoado tendo espaço para o crescimento das cidades, novos investimentos e a geração de emprego e renda. Já a taxa de crescimento demográfico, com 1,9% ao ano, figura entre as maiores do país.

Neste contexto, aproximadamente 82% dos mato-grossenses residem em áreas urbanas e 18%, em áreas rurais. Considerando os dados sobre o crescimento populacional, nos últimos 10 anos (2004-2014) foi identificado que em 73% das cidades de Mato Grosso houve crescimento populacional com variações bastante diferentes, que vão de 0,04% (Santa Carmem) à 206,47% (Ipiranga do Norte).

De forma específica sobre o crescimento econômico de Mato Grosso, em um período de duas décadas (1996-2016), o estado apresentou um ritmo de crescimento econômico elevado, sendo em média 8,76% ao ano. Neste período, para efeito de comparação, o PIB estadual passou de R$ 12,3 bilhões (1999) para R$ 89,21 bilhões (2016), ou seja, em termos financeiros apresentou crescimento de 625,28%, sendo que para este mesmo período, o crescimento do PIB brasileiro aumentou 312%.

No ano de 2015, estado de Mato Grosso teve um PIB per capita de R$ 32.894,96 em contraposição aos R$ 28.036 referente ao ano de 2013. A decomposição dos componentes do PIB em Mato Grosso, pela ótica da renda foi de 38,0% para remuneração do trabalho, 10,4%

para impostos sobre produto e 51,6% para rendimento do capital (IBGE, 2017).

Ambos os indicadores de população e renda per capita refletem o crescimento e desenvolvimento econômico apresentados em Mato Grosso. Porém, os setores produtivos (agrícola, industrial e de serviços) também contribuem para essa realidade. De forma isolada, a

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grossense, apesar da ampliação e diversificação da matriz econômica realizada a partir da metade dos anos 2000, onde a produção do agronegócio, principalmente em relação às cinco principais culturas, respectivamente algodão, arroz, cana-de-açúcar, milho e soja corroboram para elevar os índices de crescimento e desenvolvimento econômico em Mato Grosso.

Neste sentido, a agropecuária aumentou em 21% o valor adicionado bruto estadual no ano de 2014, e continua sendo um importante propulsor do crescimento econômico em Mato Grosso. Isoladamente, este setor agrícola contribuiu com 10,8% do total do crescimento do setor agropecuário, onde no ano de 2014, o cultivo da soja contribuiu com 12,5% do setor com incremento de 8,5% das áreas de produção em relação ao ano de 2013 (IBGE, 2017).

Dados do IMEA - Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (2016) destacam que o agronegócio em Mato Grosso representa 50,5% do total de seu PIB.

Considerando a cultura da soja, o estado de Mato Grosso é o líder no país na produção dessa oleaginosa, sendo que na safra 2017/2018 está projetada em 32,3 milhões de toneladas. Outra cultura importante no cenário agrícola mato-grossense é a produção do algodão em pluma com uma produção de 856.184 toneladas em Mato Grosso, sendo considerada de forte incremento para a economia regional e responsável por aproximadamente 50% da produção nacional (IMEA, 2016), (IBGE, 2016).

É tido como o maior produtor de pescado de água doce do país, responsável por 20%

da produção do Brasil, com 75,629 mil toneladas (IBGE 2013) e de bovinos, onde o rebanho bovino estadual está estimado no estado do Mato Grosso a 30,07 milhões de cabeças, se destacando como o primeiro colocado no ranking nacional (IMEA, 2018).

Considerando a produção de milho 2ª safra, Mato Grosso consolidou-se como maior produtor nacional apresentando 38,7% da produção nacional, totalizando 30,07 milhões de toneladas na safra 2017/2018. A safra 2015/16 para a cultura do arroz, embora menos produtiva do que a safra anterior apresentou uma produção total de 364.100 toneladas em 126.600 hectares produzidos, destacando o estado de Mato Grosso na 8° posição nacional. E por fim a produção de cana-de-açúcar. Esta cultura teve crescimento importante em vários municípios de Mato Grosso, consolidando-se dentre os três principais produtos em alguns municípios tais como Tangará da Serra e Rondonópolis, onde no aglomerado total do estado, sua produção foi de 17,15 milhões de toneladas na 2015/2016, colocando Mato Grosso na quinta colocação nacional dentre os maiores produtores (IMEA, 2018), (IBGE, 2016).

Em relação à indústria, o PIB industrial de Mato Grosso fechou 2016 em R$ 18,3 bilhões, o que equivalente a 1,6% da indústria nacional, empregando atualmente

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111,9 bilhões. Sua participação no PIB estadual foi de 17,4%, estando ela dividida da seguinte maneira: 37,8% na construção civil, 30,6% indústria de alimentos, 13,6% serviços industriais e de utilidade pública, 3,0% mineração e não metálicos, 3,1% indústria química. Juntos, estes setores representam 88,1% da indústria estadual (Governo de Mato Grosso, 2018).

Em relação ao tamanho das indústrias e sua participação no mercado de trabalho, tem- se que as microempresas (com até 9 empregados) representam 75,2% do total e 15,1% do emprego industrial gerado; as pequenas empresas (com 10 a 49 empregados) representam 20,6% do total de indústrias e geram 25,3% dos empregos industriais. As indústrias de tamanho médio (com 50 a 249 empregados) são responsáveis por 3,4% do total das indústrias, gerando 21,5% do total dos empregos industriais, enquanto que as grandes indústrias (com 250 empregados ou mais) representam apenas 0,8% do total, gerando 38,1% do total de empregos industriais no estado de Mato Grosso (Governo de Mato Grosso, 2018).

Em pleno desenvolvimento, a industrialização dos produtos também chama a atenção em relação a geração de empregos, investimentos e arrecadação fiscal. O Governo Mato- grossense, por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (PRODEIC) atraiu mais de 500 novas empresas nos últimos anos que investiram juntas cerca de R$ 12 bilhões, fomentando os setores produtivos primários, secundários e terciários.

Segundo dados da SEFAZ/MT - Secretaria da Fazenda do estado de Mato Grosso (2018) a arrecadação proveniente da indústria gerou 0,8 bilhões de reais em ICMS; 0,3% da arrecadação nacional do ICMS; o ICMS recolhido representa 1,5% do PIB industrial. A industrial mato-grossense pagou R$ 123,7 milhões em IPI; foi responsável por 0,3% da arrecadação nacional, representando 0,5% do PIB industrial no ano de 2017.

Quanto ao desempenho da indústria, este se deve, principalmente, a fabricação de produtos alimentícios, em especial pelo maior fabrico de carnes e miudezas de aves congeladas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja. O setor de biocombustíveis também colaborou de modo relevante pela maior produção de álcool etílico. Influenciaram também o fabrico de produtos químicos, produção e distribuição de eletricidade e obras de infraestrutura. Os serviços apresentam a maior participação relativa dentro do conjunto da economia regional e a maior diversidade de produtos e serviços, e passaram a representar 61,6%

em 2014. O crescimento em volume foi influenciado pelo desempenho do comércio (2,0%), atividades financeiras (10,9%), alojamento e alimentação e educação e saúde privados (FIEMT, 2015).

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1.6.3 Contexto do Município de Lucas do Rio Verde

O município de Lucas do Rio Verde também possui, assim como o Estado de Mato Grosso, vocação para o agronegócio. Dados da Prefeitura Municipal (2018) apontam que o Produto Interno Bruto – PIB do município alcançou o valor de R$ 2,997 bilhões em 2015, sendo a 5º maior economia do estado. O crescimento do Valor Agregado – VA do município saltou de R$ 570 milhões em 2005 para R$ 2,2 bilhões em 2013, sendo que a Receita Corrente Líquida atingiu R$ 158 milhões em 2014. Os dados industriais e comerciais apontam mais de 3 mil empresas, gerando 18 mil empregos formais no município. Desses dados, estima-se que o agronegócio produza em torno de 85% da riqueza do município.

A produção de grãos nas culturas de soja e milho são dominantes na região, com volumes de 755 mil toneladas de soja e 858,2 mil toneladas de milho. O algodão já desponta como a 3º cultura dominante, com média anual de 64,8 mil toneladas produzidas. O município registra ainda a produção de feijão (15 mil toneladas) e sorgo (7,2 mil toneladas). Já no setor de produção animal, o destaque é a produção de suínos, com 394,4 milhões de animais/ano, e a produção de aves (frango), com 112,8 milhões de animais/ano. A Prefeitura Municipal (2014) tem o registro de 521 produtores rurais, sendo que 120 deles são considerados de agricultura familiar, com foco em hortifrutigranjeiros.

Observa-se também um contínuo aumento populacional em Lucas do Rio Verde.

Segundo dados do IBGE, as estimativas para o ano de 2016 destacam um total de aproximadamente de 65.000 habitantes este município e de quase 35.000 eleitores cadastrados, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral/MT. Esse crescimento se deu muito fortemente pelo processo de imigração, caracterizado pela forte presença sulista nas décadas de 80 até meados de 2000; e um incremento da imigração mais recentemente da própria região Centro- Oeste, Norte e Nordeste do país. Essa diversidade é um importante fator cultural para o desenvolvimento da região, inclusive na criação de novos negócios.

Cabe registrar ainda, segundo dados do IBGE, que a taxa de urbanização de Lucas do Rio Verde, comparativamente entre os anos de 1991 (64,72%), 2000 (83,58%) e 2010 (93,19%), demonstrando uma grande movimentação da população do campo para a cidade. Em relação a sua infraestrutura, o Censo demográfico (2010) revelou que 91,27 % e 99,23 % dos domicílios possuem água encanada e rede de energia elétrica respectivamente. A maioria dos domicílios, ou seja, 93,78 % possuem seu lixo coletado, porém, somente 21,73% são atendidos por rede de esgotamento sanitário.

Em termos de atividade econômica, assim como em outros municípios de Mato Grosso,

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composição de sua pirâmide etária com uma população que provém de um forte movimento migratório, principalmente aquela relacionada a força produtiva do setor agrícola e de serviços, ou seja, quase 30% da população possui idade entre 15 e 30 anos, conforme dados do IBGE (2010).

Em seu perímetro urbano, existe uma intensa ocupação do solo, resultando em valorizações fundiárias, que se tornam ainda maiores com os investimentos públicos em infraestrutura e serviços. O município de Lucas do Rio Verde possui um Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), principalmente com a vinda dos mais de 11.000 migrantes para ocupar vagas de trabalho no intenso processo de agroindustrialização ocorrida neste município a partir do ano de 2011.

A Taxa de Migração Líquida apresentou-se maior para o município de Lucas do Rio Verde (5,05%) do que para a microrregião (3,82%) e estado do Mato Grosso (0,13, sendo que neste caso, a taxa de migração líquida do município é 38 vezes maior do que a apresentada pelo estado do Mato Grosso. Além disso, o Índice de Eficácia Migratória que identifica a capacidade de atração, evasão ou rotatividade migratória, sendo essa calculada a partir da relação entre o saldo migratório e o volume total de migrantes, segundo informações do IBGE (2014), para o município de Lucas do Rio Verde, essa é maior (0,54) do que a taxa apresentada para o estado de Mato Grosso (0,031). Neste contexto, pode-se afirmar que o município de Lucas do Rio Verde tem atraído mais migrantes do que as outras duas localidades, perdendo poucos cidadãos no processo de emigração.

Com a migração em alta, os setores produtivos devem contribuir para gerar condições e oportunidades para que os migrantes possam ser inseridos no processo produtivo. Em relação a ocupação dos setores formais existentes no município, o setor de extração mineral possuía ao todo 14 colaboradores nesta área, a indústria de transformação com aproximadamente 5.823 colaboradores, o setor da construção civil aproximadamente 970 e o setor de comércio e de serviços com um total de 8.800 pessoas a ele vinculados, além da administração pública com 1.488 e agropecuária com 1.944, sendo esses dados para o ano de 2015.

O município apresenta altos índices de produtividade nas culturas de soja, algodão e milho (no milho safrinha é o maior produtor nacional). Segundo dados da Prefeitura Municipal (2014), Lucas do Rio Verde é o 5º maior produtor de soja do estado, A capacidade de armazenagem estática de grãos é de 2.450.000 toneladas, numa área de 363.189 ha e com 250.528 ha de área explorada (área de vegetação remanescente é de 112.661 ha). Outro

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componente econômico significativo do Município que tem grande potencial de crescimento é a Bacia Leiteira.

Hoje o município de Lucas do Rio Verde vive o segundo ciclo econômico, com a instalação de grandes empresas de todos os portes. Segundo dados da Prefeitura Municipal, em 2012 o número de empresas no município era de 2.886, sendo a maior parte de micro porte. O panorama de industrialização atinge diversos segmentos, porém, com destaque para a industrialização de produtos e subprodutos de grãos, aves e suínos. O município conta com a presença de diversas unidades industriais de grandes empresas como: BRF, FS Bioenergia, Cargill, Bunge, Fiagril, Amaggi, entre outras. Este extraordinário contexto, gera novas demandas de trabalho em todas as áreas, e necessita de educação de qualidade para atender o acelerado desenvolvimento econômico e social.

1.7 Breve Histórico da IES

1.7.1 Aspectos Históricos da Instituição

A instalação da Faculdade de Lucas do Rio Verde e sua incorporação e integração à Rede La Salle são momentos históricos distintos, mas complementares. A Faculdade de Lucas do Rio Verde surgiu, quando alguns empresários, percebendo a carência de educação superior no município, tanto para suprir a falta de profissionais qualificados, quanto para atender os anseios de pais e filhos obrigados a buscar a educação superior em outros centros, criaram uma instituição capaz de atender também a região.

Com esse propósito em 15/06/1999 foi constituída a União das Escolas Superiores de Lucas do Rio Verde, mantenedora da Faculdade de Lucas do Rio Verde, que recebeu do MEC seu credenciamento pela Portaria nº. 2.653 de 07/12/2001 (D.O.U. de 10/12/01) e passou a ofertar dois cursos de bacharelado no início de 2002: Administração - Portaria Ministerial Nº.

2654 de 07/12/2001 (DOU 10/12/2001) e Ciências Contábeis - Portaria Ministerial Nº. 2920 de 14/12/2001 (DOU 18/12/2001), autorizados e já reconhecidos pelo Ministério da Educação. Por conseguinte, no final de 2004 e meados de 2006, foram autorizados respectivamente os cursos de bacharelado em Direito - Portaria Ministerial Nº. 4343 de 28/12/2004 (DOU 29/12/2004) e Turismo Portaria Ministerial Nº. 184 de /06/2006 (DOU 08/06/2006), dois presentes merecidos, por tudo o que cursos dessa magnitude representam no cenário estadual e nacional, em termos de educação e desenvolvimento sociocultural.

Em 2007, com o crescimento populacional e desenvolvimento socioeconômico

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e instalação de grandes empresas – observa-se a necessidade de buscar auxílio para a consolidação da IES, preservando conquistas e aliando-se a novos agentes educacionais a fim de ampliar os caminhos e perspectivas profissionais para os cidadãos de Lucas do Rio Verde e região. Esta busca inicia-se com um entendimento negocial junto à Sociedade Porvir Científico e termina com a celebração em 13/11/2007 de um termo de incorporação da Faculdade de Lucas do Rio Verde à Rede La Salle, assinado entre a União das Escolas Superiores de Lucas do Rio Verde.

A partir de 1º de janeiro de 2008, a agora Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde passa a ter igualmente suas raízes na obra pedagógica de João Batista de La Salle (França, 1651 - 1719). Hoje, a Faculdade La Salle contribui com o desenvolvimento local e regional disponibilizando para a sociedade cursos de graduação e Pós-Graduação, sendo Bacharelado em Administração, Agronomia, Ciência Contábeis, Direito; Licenciatura em Educação Física e Pedagogia; e Tecnólogo em Agronegócio, Gestão da Tecnologia da Informação e Gestão da Produção Industrial, e em processo de autorização os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil.

A Congregação fundada por La Salle iniciou suas atividades em 1680, com escolas populares para educação de filhos dos artesãos e dos pobres que culminou com a fundação do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, Congregação constituída de religiosos leigos inteiramente dedicados à educação cristã das crianças e dos jovens. Consolidada na França estende-se por mais de 80 países nos cinco continentes. Sua atuação escolar passa da Educação Infantil à Universidade sem esquecer as Instituições de Beneficência e Assistência Social.

1.8. Políticas Pedagógicas Institucionais

Os detalhes do Projeto Pedagógico da Instituição (PPI) estão descritos no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, período de 2013 a 2015, aprovado pela Resolução do Conselho Superior, Conselho Pedagógico Nº 113/11 de 08 de dezembro de 2011, conforme exigência legal do Decreto 5.773/2006, Art. 16, inciso II - projeto pedagógico da instituição;

dele destacam-se, para este projeto, as políticas Pedagógicas Institucionais.

1.8.1. Políticas de Ensino

Cursos de graduação e tecnólogos

A ação pedagógica está presente em todas as dimensões e estruturas que caracterizam

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transferidos. O projeto pedagógico de cada curso materializa-se no cotidiano, através das práticas que o caracteriza, dos modelos que estimula, das atitudes e valores que promove e incentiva, assim como dos recursos materiais disponíveis, sendo tão importante para a formação do profissional quanto o conhecimento técnico.

Assim, buscando contemplar a pluralidade de conceitos e práticas pedagógicas existentes, os referenciais propostos a seguir têm por objetivo fazer a Faculdade progredir, de modo articulado, na realização das atividades relacionadas à educação superior. Para esta tarefa, a Faculdade pretende reforçar o grupo de IES que buscam paulatinamente substituir o termo disciplinaridade, que até agora vem conduzindo o padrão ensino e aprendizagem na educação superior, pelo de interdisciplinaridade. Isto porque, através do enfoque interdisciplinar, promove-se a superação da visão restrita de mundo e a compreensão da complexidade da realidade.

No contexto da sala de aula, isto implica na vivência do espírito de parceria e de integração entre teoria e prática, conteúdo e realidade, objetividade e subjetividade, ensino e avaliação, meios e fins, tempo e espaço, professor e aluno, reflexão e ação, dentre muitos dos múltiplos fatores integradores do processo pedagógico. Os esforços para a construção de uma proposta educacional desta natureza ressaltam a necessidade da adoção de um paradigma de educação superior centrado no estudante.

Este paradigma está assentado nos quatro pilares da educação contemporânea, dando a sustentação necessária para a missão da educação superior:

a) Aprender a ser, que implica em aprender que a palavra "existir" significa descobrir os próprios condicionamentos, descobrir a harmonia ou a desarmonia entre a vida individual e social. Para isto o espírito científico é um precioso guia;

b) Aprender a fazer é um aprendizado da criatividade. Significa, certamente, a aquisição de uma profissão, bem como dos conhecimentos e das práticas associadas a ela. Mas, especialmente de edificar um núcleo de conhecimentos, suficientemente flexível para permitir, caso necessário, um rápido acesso à outra área profissional;

c) Aprender a conhecer significa, antes de tudo, o aprendizado dos métodos que nos ajudam a distinguir o que é real do que é ilusório e ter, assim, acesso aos saberes de nossa época.

Também quer dizer ser capaz de estabelecer pontes entre os diferentes saberes; entre estes saberes e suas significações na vida cotidiana e, entre estes saberes e significados e as nossas capacidades interiores;

d) Aprender a viver juntos significa respeitar as normas que regulamentam as relações

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compreendidas, admitidas interiormente por cada ser, e não sofridas como imposições exteriores. "Viver junto" não quer dizer simplesmente tolerar o outro com suas diferenças, mas sim que é preciso aprender a articular a multiplicidade de diferenças, muitas vezes conflituosas.

Desta forma, os processos de mudança curricular, na medida das possibilidades de cada curso, devem progressivamente incorporar aos currículos abordagens que impliquem em:

conceber a ciência como um conhecimento em construção e sujeita a incerteza ao erro e a ilusão;

promover o conhecimento capaz de apreender problemas globais e fundamentais, para neles inserir os conhecimentos parciais e locais; ensinar princípios para formulação de estratégias que permitam enfrentar os imprevistos, o inesperado e a incerteza, e modificar seu desenvolvimento, em consonância com as informações adquiridas ao longo do tempo.

Objetiva-se assim, por meio das políticas de ensino, educar estudantes para que sejam cidadãos e bem informados e profundamente motivados, capazes de pensar criticamente e de analisar os problemas com a sociedade de nossa região, procurando suas soluções e aceitando as responsabilidades sociais daí decorrentes, sendo igualmente capazes de pensar criticamente as mudanças que se operam na sociedade e que tenham habilidade de transitar nas diferentes áreas do saber.

Nas políticas de graduação, destacam-se os seguintes critérios:

- Compatibilização dos objetivos do curso com as prioridades e metas da Faculdade La Salle;

- Atendimento das necessidades e expectativas da comunidade local;

- Exigências do mundo do trabalho e capacidade de absorção dos profissionais formados;

- Utilização preferencial dos recursos materiais e humanos existentes na Faculdade La Salle;

- Possibilidade de realização de convênios nacionais e internacionais.

Os Cursos Tecnológicos possuem formação direcionada para a aplicação, desenvolvimento e difusão de tecnologias, com formação em gestão de processos de produção de bens e serviços e capacidade empreendedora, em sintonia com o mercado e o mundo do trabalho. A organização curricular dos Cursos de Tecnologia fundamenta-se nos princípios de flexibilidade, interdisciplinaridade e contextualização.

Os cursos atendem ao Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, ao Parecer do CNE/CES nº 436, de 2 de abril de 2001, à Resolução nº 3 do CNE/CP, de 18 de dezembro de 2002, ao Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia do MEC, de julho de 2006, e ao Parecer do CNE/CES Nº 277/2006, que reestrutura e dá nova denominação aos Eixos

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Tecnológicos, sendo que o Curso Superior de Gestão da Produção Industrial está contemplado no eixo de Controle de Produção Industrial.

A oferta de cursos tecnológicos deve estar em sintonia com cursos de graduação ofertados pela instituição. A proposição de criação de cursos tecnológicos atende ao indicativo de expansão da instituição.

1.8.2 Políticas de Educação a Distância (EAD)

Em 10 de outubro de 2016, o Ministério da Educação publicou a Portaria nº 1.134. No Artigo 1º, informa que as instituições que possuam pelo menos um curso de graduação reconhecido poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos de graduação presenciais regularmente autorizados, a oferta de disciplinas na modalidade a distância. No parágrafo 1º, informa que poderão ser ofertadas, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

Em 2018 a Universidade La Salle implantou os cursos de Graduação EAD, sendo a Faculdade La Salle um Polo deste Programa. Também iniciou a utilização de disciplinas a distância nos cursos presenciais, amparada pela portaria acima mencionada; a Faculdade La Salle aderiu ao Programa de EAD, bem como a possibilidade de oferta de disciplinas no formato à distância nos cursos presenciais, conforme previsão nos Projetos Pedagógicos dos Cursos da Faculdade.

A mediação e a articulação entre tutores, docentes, coordenador do curso e coordenador do polo, está se organizando para a elaboração de mecanismos de interação para encaminhamento das questões do curso, e serão realizadas avaliações periódicas para a identificação de problemas ou incremento na interação entre os interlocutores. Este processo está acontecendo uma vez que este é o primeiro ano em que o curso oferece uma disciplina em EAD.

1.8.3 Política de Pós-Graduação Lato Sensu

Os cursos de pós-graduação lato sensu são oferecidos por instituições de educação superior devidamente credenciadas conforme as normas emitidas pela Resolução Nº. 1, de 08 junho de 2007, do CNE, D.O.U. 08 de junho de 2007.

A partir da implantação de cursos em novas áreas do conhecimento, a possibilidade de oferta de cursos se amplia. Por sua vocação regional, a Faculdade se preocupa em dar oportunidade de formação continuada aos acadêmicos e a população local e regional. Além de

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dar continuidade à formação de seus egressos, os Cursos de Pós-graduação, lato sensu, buscam atender às necessidades de formação de profissionais nas áreas de atuação da Faculdade.

A Faculdade busca parcerias para oferta de programas de Mestrado e Doutorado. Já ofertou programa de Mestrado com a UFRGS, estando atualmente com alinhamentos para oferta de Mestrado com a Universidade La Salle Canoas/RS, e está com edital de Doutorado com a UNIVATES assim, buscando parcerias com outras Universidades para contribuir para o fortalecimento de um ambiente de produção científica e tecnológica, qualificando nossa comunidade acadêmica, além de estreitar os laços com outras instituições da Rede La Salle e/ou fora dela, no cenário nacional e internacional.

1.8.4 Políticas de Extensão

As atividades de Extensão têm por finalidade promover a formação continuada, a qualificação dos membros da comunidade acadêmica e da comunidade local, regional, mesmo nacional e internacional e o serviço dessa mesma comunidade. Os programas de extensão são aprovados pelo Conselho Superior da Faculdade e seguem as políticas e normas da legislação vigente e da Rede La Salle de Educação Superior.

A extensão é uma das finalidades da Educação Superior é uma forma da IES levar os benefícios das produções geradas para a sociedade, especialmente para a população da cidade de Lucas do Rio Verde e região. As políticas de extensão devem atender aos critérios de interdisciplinaridade, integração entre ensino e pesquisa, integração entre os Projetos Pedagógicos dos Cursos e as demandas da sociedade.

Cabe ao Conselho Superior da Faculdade a normatização dos programas e atividades de extensão atendendo à legislação vigente e as normas internas integradas às orientações da Rede La Salle de Educação Superior.

1.8.5 Políticas de Pesquisa

A Constituição Federal de 1988, art. 207, trata da indissociabilidade do tripé ensino, pesquisa e extensão como missão das Universidades Brasileiras: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

A Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde não se insere na denominação

“universidade”, mas entende que essa indissociabilidade visa a democratizar o saber e a

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obrigação das universidades, a Faculdade está atenta às orientações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e está sempre aberta aos diversos setores sociais, além de pautar suas ações alicerçadas na produção crítica do conhecimento.

Por sua vez, Associação Internacional de Universidades Lassalistas (AIUL) institui linhas de pesquisa para as IES da Rede La Salle, assim, as políticas de pesquisa da Faculdade La Salle estão em sintonia com as normas da legislação nacional vigente, procuram se alinhar às Linhas de Pesquisa propostas pela AILU e ao Planejamento Estratégico da Rede La Salle do Brasil. Para tal prevê os recursos humanos e investimentos necessários para os desenvolvimentos previstos nos Projetos Pedagógicos dos Cursos e do desenvolvimento da Faculdade em vista de sua identidade futura como Centro Universitário.

É competência do Conselho Superior da Faculdade a organização, sistematização, desenvolvimento e avaliação das linhas de pesquisa, dos programas e projetos a serem realizadas, tanto internamente como em convênios e parcerias com entidades locais, regionais e internacionais.

1.8.6 Programa de Iniciação Científica, Tecnológica e Cultural

O programa de Iniciação Científica, Tecnológica e Cultural da Faculdade La Salle é uma proposta de ensino e pesquisa que tem fundamentação legal na Lei 9394/96 (LDB) que, em seu art. 3º declara que “ensino será ministrado com base nos princípios de: II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”.

Mesmo sem a obrigação das universidades, a Faculdade está atenta às orientações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que orienta para que se despertem nos acadêmicos alguns objetivos de iniciação científica:

a) despertar a vocação científica e incentivar os potenciais talentos de pesquisadores entre os acadêmicos de graduação;

b) inserir os alunos na produção de conhecimento científico e tecnológico, de forma interativa, ampliada e inovadora, pela participação de programas e projetos de iniciação científica da faculdade e outras IES, dando visibilidade à sua produção científica;

c) estimular a integração entre as atividades de ensino, os projetos de pesquisa e os programas de extensão interno e externos à faculdade.

As Linhas de Pesquisa Institucionais são definidas pelo Conselho Superior da Faculdade e atendem à legislação vigente sobre o tema, alinhando-as com as Linhas de Pesquisa propostas

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pela Associação Internacional de Universidades Lassalistas – AIUL e as definições da Rede La Salle de Ensino Superior do Brasil.

1.8.7 Indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão

O princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão possui sua origem na Constituição Federal (1988), além de estar contemplado na LDB e no Sistema de Avaliação da Educação Superior (SINAES).

Para a Faculdade La Salle, mesmo em caráter de Faculdade, ela procura desenvolver as três dimensões propostas pela constituição para a educação superior. O princípio da indissociabilidade direciona e confere unidade intrínseca à criação, sistematização e acessibilidade do conhecimento.

As atividades do ensino, da pesquisa e da extensão são espaços, tempos e processos de ensino e aprendizagem, tendo em vista da formação dos acadêmicos e da transformação social.

Neste sentido, a faculdade se constituir, cada vez mais, numa comunidade de aprendizes onde se desenvolvem as competências e as habilidades necessárias para a formação pessoal e profissional.

A Faculdade estabelece diretriz e desenvolve ações no sentido de oferecer oportunidades aos acadêmicos, envolvendo participação em programas e projetos, contemplando atividades diversas. Estimula a produção e a extensão do conhecimento em todos os níveis de ensino e nas diferentes áreas do conhecimento.

1.8.8 Políticas de Gestão

A organização e a gestão da Faculdade integram o processo formativo na sua plenitude.

Neste sentido, reconhecem o aluno, o docente e o técnico-administrativo como agentes ativos e corresponsáveis pelas ações desenvolvidas. Para conseguir tal interação básica, a Faculdade La Salle assegura que as formas organizativas e de gestão sejam estruturadas democraticamente, garantindo aos integrantes da Comunidade Acadêmica a participação nos organismos e órgãos colegiados de administração básica e superior da Faculdade conforme as normas Regimentais.

Por sua constituição democrática, a legislação educacional atribui o exercício da autonomia acadêmica nos processos a serem seguidos nos colegiados constituídos regimentalmente no qual está prevista a representatividade equitativa de todos os segmentos da comunidade acadêmica.

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Agregadas às orientações legais, a administração da Faculdade deve se caracterizar pelos seguintes princípios organizacionais:

1) unidade de patrimônio e administração;

2) unidade de funções de ensino, de pesquisa e de extensão, sem duplicação de meios para fins idênticos ou equivalentes;

3) racionalidade de organização, com plena utilização dos recursos humanos materiais;

4) universalidade de campo pelo cultivo das áreas fundamentais de conhecimentos humanos, estudando-as em si mesmas, ou em razão de ulteriores aplicações, e de uma ou mais áreas técnico-profissionais;

5) flexibilidade de métodos e critérios atendendo ás diferenças individuais dos estudantes, as peculiaridades regionais e ás possibilidades de combinação dos conhecimentos para os novos cursos, programas de pesquisa e fins da Faculdade La Salle; e

6) formulação integral do acadêmico, respeitando sua cultura.

Cientes de que a administração transcende o organograma, as políticas de gestão da Faculdade preveem responsabilidade por processos que permeiam todos os níveis da Instituição, privilegiando seus produtos e serviços, canalizando as capacidades, as interações, elevando ao máximo a eficiência e a eficácia administrativa e a abertura ao conhecimento e à inovação.

1.9 Responsabilidade social da IES

Também se transcreve neste Projeto Pedagógico Curso de Produção Industrial, as exigências sobre a Responsabilidade Social da Faculdade, descritas no Plano de Desenvolvimento Institucional, já que cada um dos Cursos da Faculdade deve desenvolver seus conteúdos de forma transversal em sua grade curricular.

1.9.1 Projetos Sociais

Na sua jovem trajetória, a Faculdade procura inserir ações, práticas sociais e políticas institucionais que em alguma medida apontaram para metas de compromisso social/responsabilidade social. Além disso, a política de responsabilidade social passou a estar alicerçada, além da sua própria trajetória histórica, nas novas exigências relacionadas ao ensino superior, conforme a Lei nº 10.861/2004 que, em seu inciso III, do art. 3º. que dá um indicativo sobre como a responsabilidade social deverá ser observada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior e contempla o compromisso social da instituição na qualidade de

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portadora da educação como bem público expressão da sociedade democrática e plural, de respeito pela diferença e de solidariedade, independentemente da configuração jurídica da IES.

A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social; ao desenvolvimento econômico e social; à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural (inciso III, Art. 3º).

A Faculdade se compromete com as atuais demandas político-educacionais da comunidade, implementando ações em âmbito regional e local, no que se refere à Responsabilidade Social.

Uma vez envolvida com a promoção de educação como chave da construção de uma sociedade saudável, a Faculdade, dialogando com diversos setores da sociedade, busca integrar o avanço da ciência à sensibilidade, desenvolvendo um trabalho de socialização e um aperfeiçoamento integral do ser humano, por meio de ações como:

● possibilidade de formação humanizada e aprendizado com base na realidade através da atuação voluntária;

● difusão da cooperação academia-comunidade;

● difusão da responsabilidade social internamente (junto a docentes, discentes e funcionários) e junto à comunidade;

● reflexão sobre a responsabilidade social de forma transversal nas disciplinas.

O papel da Faculdade no desenvolvimento social local/regional e, por conseguinte, na institucionalização da política de responsabilidade social, fundamentada na promoção da inclusão social, do desenvolvimento econômico e social, da defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística do patrimônio cultural, implica demarcar o lugar que a instituição ocupará neste novo contexto, enquanto participante interessada e compromissada no enfrentamento dos problemas sociais. Esse elemento será pautado na perspectiva de mobilizar interações sociais, levando à construção de compromissos e responsabilidades junto à comunidade regional.

1.9.2 Inclusão social

A igualdade de direitos para todos os cidadãos brasileiros é garantida na Constituição Federal - CF, artigo 5º. “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, [...] garantindo o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança”. Por sua vez, a LDB,

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Lei nº. 9394/96, no art. 58, diz que “entende-se por educação especial, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educando portador de deficiências”.

Além dos portadores de deficiência, a legislação prevê a inclusão dos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio (cf o Art. 37 da LDB). Neste sentido procurando garantir, legalmente, o direito à inclusão social aos portadores de deficiências e aos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino básico.

A Política de Inclusão e Acessibilidade da Faculdade La Salle/MT, exigência da legislação vigente sobre o tema, está definida na Resolução Nº 205/2017 de 25/05/2017 do Conselho Pedagógico da Instituição. O esforço da faculdade é garantir, dentro de sua responsabilidade educacional e social, a inclusão dessas e outras pessoas para oferecer-lhes a oportunidade de formação para a cidadania e qualificação profissional.

Como instituição da Rede La Salle de ensino superior, a faculdade mantém seu carácter de instituição filantrópica e comunitária e integra, por isso, a Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC) e a Associação Nacional de Educação Católica (ANEC). Por sua dimensão filantrópica está inserida no Programa de Universidade para Todos – PROUNI do Governo Federal e ao programa de Financiamento Estudantil, - FIES, também do Governo Federal, ambos os programas sob a coordenação da Mantenedora. Além disso, a IES mantém, sob a orientação da Diretoria Administrativa da Mantenedora o Programa de Assistência Social e Educacional – PASE.

1.9.3 Meio Ambiente

A Faculdade La Salle comprometida com as questões ambientais local, regional e planetária desenvolve no âmbito do Ensino Superior a prática educativa integrada, contínua e permanente. Propõe um constante exercício de transversalidade e a interdisciplinaridade no espaço acadêmico. Promotora de conhecimento individual e da coletividade dos valores sociais, habilidades e competências dentro das áreas de conhecimento específico de cada curso, insere nas disciplinas trabalhadas a relatividade com o meio ambiente e a sustentabilidade socioambiental, baseada na Lei Nº. 9.795/99 a Política Nacional de Educação Ambiental, no Decreto Nº 4.281/2002 e Res. CP/CNE Nº 02/2012 de 15/06/12.

Previsto na Constituição Federal (CF), de 1988, no inciso VI do § 1º do artigo 225 "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e

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essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".

A Faculdade La Salle acolhe os princípios, valores e as diretrizes propostas na legislação sobre a educação ambiental e adota na prática formativa “os valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (Lei Nº 9.795/99, Art. 1º). O desenvolvimento do seu conteúdo é realizado de forma integrada aos programas educacionais que desenvolve em todos os cursos da IES.

Por ser uma Instituição de fonte humanista e solidária, os princípios básicos propostos da educação ambiental pela lei (Art. 4º), já estão incluídos nos valores institucionais descritos sob os títulos 1. Inspiração e vivência cristão-lassalistas; 3. Exercício da Cidadania fraterna e solidária; 4. Respeito à diversidade e à vida; 5. Valorização da inovação, da criatividade e do empreendedorismo; 10. Valorização do ambiente para as relações interpessoais; 11. Equilíbrio das práticas econômicas agroindustriais aliado à sustentabilidade ambiental; sendo agora corroborados pela legislação.

Por sua função específica na formação de professores em seus Cursos de Licenciatura, o tema da formação ambiental, compõem os currículos dos desses cursos, conforme prevê o Art.

11 da Lei Nº 9.795/99.

Os conselhos de Curso e o Núcleo Docente Estruturante de cada Curso tem a função do acompanhamento das políticas de educação ambiental em seus Cursos. A formação continuada dos professores sobre o tema, é realizado pelas Jornadas Pedagógicas semestrais.

1.9.4 Memória e patrimônio Artístico e Cultural

A Faculdade La Salle, inserida no Estado de Mato Grosso e localizada no município de Lucas do Rio Verde se integra ao seu processo cultural de arte, música e demais aspectos culturais. Neste sentido está integrada ao desenvolvimento educacional e cultural do estado e do município. Está associada aos organismos governamentais estaduais e municipais na conservação, resgate e promoção da cultura e da arte.

Permanentemente a diversidade cultural e o multiculturalismo são focos de projetos de pesquisa, seminários, fóruns de discussão e de reflexão no âmbito dos cursos de formação docente, bem como nos Trabalhos de Conclusão de Cursos.

Também são realizadas atividades de ação e extensão comunitária nas quais é oportunizada a manifestação artístico criativo e de expressão cultural dos grupos que formam a

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apresentações artísticas e de expressão das culturas inseridas no JÓIA La Salle – Jogos de Integração Acadêmica, as apresentações artísticas que fazem a abertura dos Seminários dos Cursos de licenciatura nas quais se apresentam grupos como os do CTG – Centro de Tradições Gaúchas, Flor do Cerrado, Gruner Wald, Centro de Ballet Premier e Copéllia, Grupo de Dança da Escola Especial Renascer, Grupos de Danças do Parque Cultural de Lucas do Rio Verde – MT entre outros.

1.9.5 Educação em Direitos Humanos

Como afirma a Resolução nº 01 de 30/05/2012, do Conselho Nacional de Educação que estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, a formação em Direitos Humanos é um dos temas fundamentais da formação atual dos cidadãos brasileiros.

Com o movimento que nasce com a Revolução Francesa (1789) a presença dos direitos humanos é cada vez divulgada em muitas nações do Estado Moderno. Em 1948 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas faz a proclamação Universal dos Direitos Humanos.

A partir daí esses direitos passam a integrar muitas constituições de país, bem como manifestações e acordos internacionais e no Brasil. A Constituição Federal de 1988 também integra seu conteúdo.

De forma transversal está presente no Regimento da Instituição, neste Plano de Desenvolvimento Institucional, nos Projetos Políticos Pedagógicos e alguns cursos, por sua especificidade seu conteúdo é contemplado nas disciplinas.

1.9.6 Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena

Conforme descrito acima, atualmente a agricultura é a base de sustentação da economia regional, com a presença de grandes produtores agrícolas, vindos do sul do país. Mas a origem do Estado do Mato Grosso, bem como boa parte de sua população é descendente de grupos étnicos bem variados, dentre os quais os grupos indígenas. Além desses, acontece o fenômeno da migração de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente do norte, para atender à necessidade de mão de obra para as indústrias instaladas na cidade.

Por sua constituição de Instituição de Educação de Ensino Superior da Rede La Salle, a Faculdade contempla em seus objetivos institucionais específicos de, h) colaborar na investigação da verdade e na busca de soluções dos problemas humanos através da análise e difusão do pensamento ético, moral e social cristão; i) integrar-se na comunidade local

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qualidade de vida, considerando suas múltiplas manifestações; a visão de inserção na formação de seus alunos a Educação das Relações Étnico-raciais. Assim, a Faculdade acolhe as especificações propostas pela Resolução CP/CNE Nº 01, 17/O6/2004, Art. 1º, § 1º referente à inclusão destes conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos da Instituição e as orientações Parecer CP/CNE Nº 3/2004.

1.9.7 Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

(Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012)

A Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde está em consonância com a Lei nº 12.764/2012 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, atendendo aos princípios da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC/2008) e ao propósito da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CDPD (ONU/2006), definidos no seu art. 1º, nos seguintes termos: O propósito da presente Convenção é promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente.

De acordo com o §2º, do art. 1º da Lei nº 12.764/2012, a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência. Conforme a CDPD (ONU/2006):

Pessoas com deficiência são aquelas que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Para a realização do direito das pessoas com deficiência à educação, o art. 24 da CDPD (ONU/2006) estabelece que estas não devem ser excluídas do sistema regular de ensino sob alegação de deficiência, mas terem acesso a uma educação inclusiva, em igualdade de condições com as demais pessoas, na comunidade em que vivem e terem garantidas as adaptações razoáveis de acordo com suas necessidades individuais, no contexto do ensino regular, efetivando-se, assim, medidas de apoio em ambientes que maximizem seu desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.

Neste sentido a Faculdade La Salle, que está submetida às normas gerais da educação nacional, efetiva a matrícula do estudante com transtorno do espectro autista no ensino regular e garantir o atendimento às necessidades educacionais específicas. O custo desse atendimento integrará a planilha de custos da instituição de ensino, não cabendo o repasse de despesas

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decorrentes da educação especial à família do estudante ou inserção de cláusula contratual que exima a instituição, em qualquer nível de ensino, dessa obrigação.

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2CONTEXTUALIZAÇÃODOCURSO

2.1 Identificação e Local de Funcionamento

Curso Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial

Tipologia Tecnológico de Nível Superior

Modalidade Tecnológico Presencial

Eixo Tecnológico Produção Industrial

Local de Funcionamento Unidade Sede da Faculdade La Salle Lucas do Rio Verde Resolução do Colegiado COP Nº 146/2014

2.2 Regime Acadêmico

Regime Acadêmico Anual

Regime de Matrícula Semestral Turno de Funcionamento Noturno/diurno Número de Vagas Anuais 120 vagas Carga horária total do Curso 2400h

Tempo mínimo para

integralização

Três anos e meio

Tempo máximo para

integralização

Sete anos

Título Conferido Tecnólogo em Gestão da Produção Industrial

Forma de Ingresso Processo Seletivo Anual

2.3 Formas de Ingresso

A Faculdade La Salle, na forma do disposto no art. 44, Inciso II da Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; na Portaria Ministerial Normativa MEC Nº 2.941, de 17 de dezembro 2001; na Portaria Normativa Nº 391, de 07 fevereiro 2002; Portaria Ministerial Normativa Nº 40, de 12 de dezembro 2007, e; no Art. 10, inciso XIX do seu Regimento, publica, semestralmente o Edital do Processo Seletivo.

O processo seletivo, segundo a legislação em vigor destina-se a avaliar a formação recebida pelos candidatos e a classificá-los dentro do limite das vagas oferecidas.

No edital constam os cursos oferecidos, com as respectivas vagas, os prazos de inscrição, a documentação exigida, a relação das provas, os critérios de classificação e desempate e o conceito dos cursos junto ao MEC e outras informações úteis. Na ocasião do processo seletivo, a Faculdade torna público o valor dos encargos financeiros a serem assumidos pelos alunos e normas de reajuste aplicáveis ao período letivo a que se refere o processo seletivo.

O processo seletivo busca sempre abranger conhecimentos comuns às diversas formas de escolaridade do ensino médio, sem ultrapassar este nível de complexidade com questões,

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