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REATÓRIO TÉCNICO: REUNIÓN CONSULTIVA SOBRE A EABORACIÓN DE UN INSTRUMENTO INFORMATIVO QUE APOYE LOS SISTEMAS COMUNITARIOS Y A
A TENCIÓN DE SALUD PRIMARIA - TAXCAlMÉXICO·
APRESENTAÇÃO
Em 1 991 , o Conselho Internacional de En fermeiras (CIE) iniciou um projeto especíico para desenolver uma Classificação Internacio nal da Prática de Enfermagem (CIPElICNP). Sua pemissa básica foi a constituição de um sistema de apoio que favorecesse a prestação de assistência de enfermagem com qualidade. Tal sistema, além de proporcionar uma nomen clatura para a enfemagem, poderá ser utilizado na descição e oganizaão dos dados da enfer magem. Com esse projeto pretende-se apreen der as situações - nas quais a enfemagem intevem e a avaliação dos resultados (CLARKlLANG, 1 992).
Como etapa preliminar do projeto, identii cou-se, em âmbito mundial, algumas das classi ficações existentes, demonstrando que enfer meiros de diesos países usam sistemas de classificação paa descrever a enfemagem e valorizam a idéia de se desenolver uma CIPElICNP.
A análise do conjunto das classiicações de enfermagem existentes revela um direciona mento para a prática no âmbito hospitalar. Dian te dessa constatação o CIE, como pate do projeto CIPElICNP, decidiu direcionar esforços no sentido da saúde coletiva, contemplando o exercício da enfemagem na Atenção Primáia à Saúde.
INTRODUÇÃO
o Conselho Internacional de Enfermeiras promoeu de 31 de janeiro a 05 de fevereiro de 1 994, em Tlaxala - México a Reunião Consul tiva sobre a Elaboração .de um Instrumento que apoie os Sistemas Comunitários e a Atenção Primária à Saúde. Essa reunião,
31 de janeiro a 5 de fevereiro de 1 994.
apoiada pelo Colégio Nacional de Enfermeiras do México e financiada pela Fundação W.K. Kellogg, teve como meta: sondar os instrumen tos infomatios que contribuiriam para a formu lação de uma classificação internacional da prá tia de enfermagem.
Estiveram representados 3 continentes: América do Sul (Brasil, Chile e Colômbia), Amé rica do Note (México, Estados Unidos e Cana dá) e África (Zimbabwe, Bolswana, Áfria do Sul e Swaziland), num total de 49 paticipantes, dos quais 4 eam obsevadores, 9 consultoes e membro do CIE.
OBJETIVOS
1 . Identificar as aracterísticas dos sistemas e instrumentos de informação necessários para a opeacionalização, educação, planifi cação e desenvolvimento adminitrativo e normativo dos sistemas de enfermagem co munitária e de atenção primária à saúde; 2. Eaminar a terminologia utilizada na descri
ção de todas as atividades de enfermagem nos âmbitos citados anteiomente e que po deriam ser incorporados à classifiação inter nacional da prática de enfermagem numa linguagem comum;
3. Testar a eficácia do procedimento emprega do com o objetivo de clarear os termos que descrevem as atividades de enfermagem; 4. Elaborar estratégias e planos para o futuro
desenvolvimento deste trabalho no conteto do Projeto do CIE sobre a Classifiação In ternacional da Prátia de Enfemagem.
Como preparatio para a reunião, a oorde nação do CIE encaminhou aos paticipantes um questionário om o objetivo de identificar o co nhecimento e utilização de classiicações
tentes e de obter informações - sobre o trabalho om sistemas de informação em nível comunitá io e de assistência pimária. Também foram eniados documentos básios para subsidiar as discussões, a saber:
- CIE - Pautas para las asociaciones naciona les de enfermeras y demás interesados. Pre paación de la enfermera administradora y la enfermera en la administación general de salud;
- CIE - Costo de los sei cios de enfermeria. Infome dei grupo - especial dei CIE sobre el costo de los seicios de enfermeria;
- CARK, J; LANG, N. Una classificaci6n inter nacional de ejercicio de la enfermeria (CIE); - WARE, U ; MU�PHY, U; AFFARA, F; LANG,
N; CARKE, J; MONTENSEN, R. Hacia una clasiicación intenaional dei ejercício de la enfermeria; estudios deferentes de informa ción y encuesta;
- CIE - Diretrices sobre la planificación de ecusos humanos paa la enfermeria.
REPRESENTAÇÃO BRASILEIRA NA REUNIÃO
Em setembro de 1 993 a Associacão Brasi leira de Enfermagem (ABEn Nacional) recebeu solicitação do CIE para que designasse dois epresentantes basileios para a Reunião Con sultiva sobe a Elaboracão e um Instrumen to Informativo que apoie os Sistemas Comu ntáios e a Aenção Primária à Saúde.
As pessoas selecionadas para o refeido eento deeriam atender aos seguintes critérios;
1 . ser membo da ABEn;
2.
ter prepaação em nível de pós-graduação em enfermagem; desempenhar um ago na áea de educação ou de administração em enfermagem ou execer a poissão e ontar om epeiênia paa ontibuir om as me tas e objetivos da reunião; ter expeiência no âmbito da enfemagem omunitária e da atenção primária à saúde;3. disponibilidade em paticipar da preparação e realização de euniões pévias e posterio es ao evento;
4. falar om facilidade inglês ou espanhol.
Em cumpimento ao requeido, a ABEn Na cional indicou as enfermeiras MARIA GORETI DAVID LOPES e CRISTINA MELO. Por solicita ção da Diretora Executiva Adjunta do CIE, Dra. Taka guisso, foram indicadas mais duas e resentantes para paticiparem da reunião; Enfer meiras ISABEL CRISTINA CRUZ e DINÁ DE ALMEIDA M. DA CRUZ. Representando a m dação W.K. Kellogg também paticipou do een to a enfermeia brasileira ROSENI CHOMPRÉ.
DESENVOLVIMENTO DA REUNIÃO
A reunião onsultiva foi coodenada pela Dra. Fadwa Afara e pelos consultores do pojeto ICNP. A metodologia adotada constou de epo sições dos consultoes, trabalhos de gru po com apresentação e discussão dos resultados em plenáio e trabalho inal de grupo, por País. Durante o decorer da reunião pequenos ajustes foam feitos ao pograma original, possibilitando visita a seios loais de saúde e outras ativi dades.
Durante os trabalhos de grupo foam utiliza dos oteiros orientadores das atiidades (ques tionários; execício de identificação de proble mas essenciais de clientes na Atenção Pimária à Saúde que compete ao tratamento/preenção da enfermagem).
Dentre as questões undamentais, destaa das durante os trabalhos, foram ressaltadas:
- a marante diferenças entre a oganização dos seiços de saúde da América do Sul e Méio em relação a África e Estados Unidos, principalmente na conceção dos mesmos; - o econhecimento da inexistência e/ou não
utilização de uma classiiação da prátia da enfemagem em quase todos os países pati cipantes (exceção a países do note);
- a preariedade ou inexistência de registos de enfemagem;
- a entralização de dados e informaões; - a utilização de infomações em elação à
epi-demiologia das doenças mas não em relação às on)es de enemaem;
- o limite em toda a discussão, quando se on siderou apenas a prática do enfermeio, es quecendo-se que em elaão à Atenão Pri máia à Saúde o trabalho do auxiliar de ener magem é preponderante;
- que os enfermeios não controlam as informa ções coletadas;
- inexistência de deinição quanto às informa ções necessárias para o trabalho e de instu mentos para coletá-Ias;
- fata de clareza duante as discussões quanto a neessidade de deinir qual modelo de aten ção deve permear a prátia de enfermagem e a sua classiiação;
Como onclusão do trabalho de Grupo por País, o grupo do Brasil apresentou ao plenário as estratégias e atividades identiicadas para apoiar o desenvolvimento do Pojeto de Classi ficação Internacional da Pática de Enfermagem.
Estratégia 1 :
- Disseminar as informações sobre o pojeto de Classificação Intemacional da Prática de En fermagem (CIPElICNP) no Brasil.
Atividades:
- divulgar o Projeto ICNP no Boletim Infomati vo da ABEn Nacional e Regionais;
- publicar o informe da Reunião Consultiva na Revista Brasileira de Enfermagem;
- incluir na agenda do Congresso Brasileiro de Enfemagem, nos Congressos/Encontos e gionais e no Enontro de Enfermagem dos países de Língua Potuguesa o Projeto ICNP; - estimular aos oganizadores de eentos a
discussão do tema;
- divulgar na mídia o Pojeto ICNP;
- enlminhar o informe da reunião consultiva às E�colas de Enfermagem, solicitando disu tir e divulgar o assunto;
- incluir na agenda do Fórum Nacional de Enti dades de Enfermagem a discussão do tema.
Estatégia 2:
- identiicar grupos e pessoas que estão traba lhando com a questão da Classiicação da Prátia de Enfemagem no Brasil.
Ativid
f
des:- ealzar um inentário de grupos e pessoas por estado;
- estimular aos grupos e pessoas que traba lhem com o tema paa diulgá-los nas Revis tas Nacionais e Intemacionais;
- estimular a onformação de grupos de inte resse por Estado paa trabalhar com a Clas siiação da Prática de Enfermagem.
Estratégia 3:
- capacitar os recusos de enfermagem sobre as metodologias e atividades da Classificação da Prátia de Enfemagem.
Atividades:
- ofeecer cusos em congressos/eentos na cionais/regionais/locais;
- oferecer cusos para pessoal de seviço e docentes.
Estratégia 4:
- construir um grupo de estudo de interface ABEn/CIE em relação ao Pojeto ICNP;
Atividades:
- elaborar e desenvolver projetos apazes de sistematizar as iniciativas do uso da classifi cação da prática de Enfermagem;
- identificar os fatoes que facilitam ou dificul tam o uso da Classiicação da Prátia de Enfermagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
o Projeto CIPE-ICNP (Classificação Interna cional da Prática de Enfermagem) aponta inú meras pespetivas utuas, tendo em ista que é, por sua própria natueza, um pojeto a longo prazo. Toda classiicação de fenõmenos deve ser atualizada ou revisada feqüentemente, ten do em vista a mudança no tempo-espaço destes fenõmenos e da própria concepção que deine a organização dos seviços, do trabalho de enfer magem e da assistência à saúde, nos divesos países.
A discussão e elaboração de uma Classifi cação da Prátia de Enfemagem deve ser con tetualizada e amplamente diulgada no Brasil, consideando inclusive a poposta de um novo modelo assistencial surgido no bojo da Refoma
Sanitária Brasileia .
Dentre o s quatro objetivos propostos pelo CIE paa a eunião Consultiva avalia-se que os mesmos não foram atingidos em sua plenitude, sendo que houve u ma d iscussão inicial quanto aos objetios 1 e
2
e avanços signiiativos quanto ao objetivo4.
Quanto as recomendações finais, o grupo basileiro recomendou ao C I E:
- que o sfaf e os consultores do projeto ICNP isitem os países para conhecer em campo a amplitude e riqueza do trabalho de enfema gem que é ealizado;
- que o projeto ICNP busque uma u niformidade quanto aos termos subjacentes a uma Classi icação I ntenacional da Prática de
Enferma-gem;
- que o projeto ICNP elabore deinições opea cionais para subsidiar as investigações em enfemagem;
- que o CIE fomente a divulgação do Pojeto ICNP com informes regulares;
- que o CIE paticipe do
46°
Congesso Basi leio de Enfermagem paa discutir sobe o tema;. - que a coodenação do Projeto ICNP ente em contato om a Revista Latino Ameiana de Enfermagem para diulgação do desenvolvi mento do Projeto.
Maia Goreti David Lopes - Coodenadora da Comissão Permanente de Seiço de Enfemagem
dà ABEn Nacional .
Cristina Maia Meira de Melo - Representante da ABEn Nacional. Diná de Almeida da M . da Cruz - Representante da ABEn Nacional. Isabel Cristina Cruz - Representante da ABEn Nacional
Roseni Chompré - Repesentante da Fundação Kel log