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Radiol Bras vol.44 número2

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Academic year: 2018

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VII

Radiol Bras. 2011 Mar/Abr;44(2):VII

Editorial

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é um dos lí-deres de morbi-mortalidade no Brasil e no mundo. Por ser mais comum na faixa etária de adultos jovens, apre-senta ainda impactos socioeconômicos importantes numa população economicamente ativa. Apesar da medicina ter evoluído bastante em termos de diagnós-tico e tratamento do TCE, os números ainda são alar-mantes, dada a escassez de políticas públicas que nor-teiem a redução da incidência dos acidentes. No Rio de Janeiro, há cerca de dois a três anos, temos experimen-tado a operação “lei seca”. Os resulexperimen-tados têm sido ani-madores e demonstram que boas políticas públicas podem acarretar mudanças culturais com ótimo im-pacto na sociedade.

Nesse contexto, o artigo publicado por Morgado e Rossi(1) no número anterior da Radiologia Brasileira é

bastante pertinente ao demonstrar números resultan-tes do TCE em nossa população. Na série de 102 pacien-tes, apesar de 82,4% dos casos serem TCE leve, cerca de 80% dos pacientes apresentavam alterações tomográ-ficas. Conforme previamente relatado na literatura, as lesões mais graves foram demonstradas com maior fre-quência nos pacientes que apresentam escala de coma de Glasgow mais baixa no momento do exame. Além disso, os autores demonstraram boa correlação entre os achados tomográficos e variáveis clínicas, como

ne-0100-3984 © Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Tomografia computadorizada no traumatismo

cranioencefálico

Computed tomography in traumatic brain injury

Emerson L. Gasparetto1

1. Professor Adjunto do Departamento de Radiologia da Universi-dade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Médico Neurorradiologista das Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: [email protected]

cessidade de intubação e escore na escala de coma de Glasgow.

Estes resultados corroboram a literatura(2,3) no

sen-tido de demonstrar que a tomografia computadorizada de crânio ainda é o exame de escolha na avaliação inicial de pacientes com TCE. Por ter ampla disponibilidade, baixo custo, rapidez na aquisição e resultados satisfa-tórios, a tomografia computadorizada é mais vantajosa do que a ressonância magnética nestes casos. Vale lem-brar que nos pacientes que apresentam disparidade entre os achados clínicos e tomográficos, a ressonância magnética tem papel fundamental no esclarecimento diagnóstico, podendo, por exemplo, demonstrar de modo mais claro lesão axonal difusa. De qualquer forma, Mor-gado e Rossi(1) caracterizaram de forma interessante não

somente os achados de tomografia computadorizada numa série nacional de TCE, mas também a relação entre estes achados e a gravidade do TCE. Demonstrado isso, voltamos a ressaltar que, para termos algum impacto positivo nos números de TCEs, mais importante do que a evolução das técnicas de imagem são políticas públi-cas preventivas e a conscientização da população.

REFERÊNCIAS

1. Morgado FL, Rossi LA. Correlação entre a escala de coma de Glasgow e os achados de imagem de tomografia computadori-zada em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico. Radiol Bras. 2011;44:35–41.

2. Broder JS. Head computed tomography interpretation in trauma: a primer. Psychiatr Clin North Am. 2010;33:821–54.

Referências

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