Lei de Coulomb
1. Surgimento da eletricidade
As primeiras observações de fenômenos elétricos remontam à antiga Grécia, quando o filósofo grego Tales, (640 a 546 a C), da cidade de Mileto friccionou um pedaço de âmbar, uma resina fóssil amarela, e percebeu que ela adquiriu a propriedade de atrair pedaços de palha.
Uma aplicação da eletrização por atrito foi feita por Otto von Guericke, (1602 a 1686). Ele desenvolveu um gerador de fricção, que funcionava com o atrito das mãos contra uma esfera girante de enxofre. O pesquisador francês Charles Du Fay, (1698 a 1739), demonstrou claramente que a força elétrica podia ser tanto atrativa como repulsiva e descobriu que todos os corpos isolados podiam ser eletrizados pelo atrito. Concluiu, também, que algumas substâncias conduziam bem a eletricidade, enquanto outras não o faziam.
O eletroscópio, aparelho utilizado para confirmar a presença de eletricidade, somente foi construído na segunda metade do século XVIII.
Atualmente a tecnologia tem-se aproveitado das vantagens da eletricidade estática no funcionamento das copiadoras ou das cabinas eletrostáticas de pinturas.
Entretanto, a eletricidade estática tem-se manifestado contra no funcionamento de equipamentos que necessitam ser blindados para reduzir os indesejáveis ruídos. Ou em descargas elétricas que surgem do poder das pontas em substações elétricas de elevadas voltagens.
A natureza também tem-se manifestado com a formação de relâmpagos em descargas atmosféricas desencadeadas no interior das nuvens pelo atrito das gotículas de água com o ar.
2. Carga elementar
Não podemos imaginar a eletricidade sem a presença da matéria porque a estrutura atômica da matéria é a responsável pelas propriedades elétricas.
Escolhemos para descrição da matéria o modelo de Bohr pela facilidade de entendimento. No modelo de Bohr os átomos são constituídos de um núcleo massivo 104 vezes menor do que o átomo, sendo formado por prótons e nêutrons, e outra parte, a eletrosfera, formada pelos elétrons mantidos em órbita em torno do núcleo.
Associamos carga elétrica positiva ao próton e carga elétrica negativa ao elétron do átomo, enquanto que os nêutrons não possuem cargas elétricas.
Existem duas constatações importantes na eletricidade devido à existência dessas duas espécies de cargas elétricas. A primeira é que as cargas elétricas de mesmos sinais se repelem enquanto cargas elétricas de sinais opostos se atraem. E uma segunda diz respeito à constituição discreta de cargas elétricas, isto é, as cargas
elétricas não variam continuamente mas são formadas por unidades básicas de carga elétrica mínima.
Esta menor quantidade de carga elétrica contida em um elétron ou próton é chamada de carga elementar e tem um valor absoluto igual a
e = 1,6x10-19C.
O elétron possui exatamente carga de 1,6x10-19C negativa, enquanto o próton possui uma carga igual a 1,6x10-19C positiva. Apesar da massa do elétron de 9,11x10-31kg ser 1839 vezes menor do que a massa do próton que é de 1,67x10-27kg.
A natureza granular da eletricidade não se manifesta em experiências macroscópicas devido à grande quantidade de cargas elétricas que passam despercebidas nas experiências diárias, da mesma forma que não percebemos as moléculas de água no leito de um rio.
Entretanto, devido ao trabalho árduo de um pesquisador americano, Robert Millikan, foi possível descobrir a natureza corpuscular da carga elementar. Ele usou um compartimento adaptado com um capacitor de voltagem variável. Na sua parte superior foram borrifadas gotas de óleo. Algumas gotas que penetraram no compartimento foram eletrizadas com raio-X. O uso de uma ocular permitiu acompanhar o movimento de cada uma das gotas de óleo. Quando submetidas a um equilíbrio entre a força elétrica F, o peso e a força de resistência viscosa, foi possível medir a quantidade de carga elétrica contida nas gotas de óleo. Após avaliação estatística, constatou-se que qualquer carga elétrica é sempre múltipla da carga elementar 1,6x10-19C e sem jamais ter sido constatada uma carga menor do que esta carga elementar.
V q mgd
3. Carga Elétrica
Todos os materiais apresentam uma enorme quantidade de cargas elétricas positivas, em quantidade exatamente igual à quantidade de cargas elétricas negativas, portanto, os materiais são eletricamente neutros.
Mas, quando as quantidades de cargas elétricas positivas e negativas são desbalanceadas, surge um saldo de carga líquida, positiva ou negativa, e o corpo torna-se eletrizado.
A eletrização de um corpo é um desbalanceamento do número de elétrons em relação ao número de prótons, isto é, quando ocorre um excedente de prótons ou de elétrons contidos no corpo eletrizado.
Assim, a carga elétrica q de um corpo eletrizado está de acordo com a expressão
q = ne,
onde e é a carga elementar e n é o número de excedente de elétrons ou de prótons. Ou seja, a carga elétrica de um corpo eletrizado é um múltiplo da carga elementar em n vezes. A unidade da carga elétrica é o coulomb ou C, no Sistema Internacional de Unidades, o SI.
A carga elétrica tem caráter algébrico, isto é, as cargas elétricas positivas têm a capacidade de anular as
negativas ou de se somarem umas às outras quando são de mesmo sinal.
Exemplo
Vamos determinar a quantidade total de carga elétrica positiva contida em uma moeda de cobre de 5 centavos de real com massa de 3,11 gramas. A quantidade de cargas positivas neutraliza a quantidade de cargas elétricas negativas na moeda. O cobre tem número atômico Z = 29 e tem massa molar, isto é, massa de um mol, igual a 63,5 gramas. Esta quantidade pode ser tanto em número de mols, n, quanto em quantidades múltiplas do número de Avogadro NA = 6,02 x 1023 ,
Mol m N
n N
A
Calculando a quantidade de átomos de cobre contidos em 3,11 gramas, usando a relação N = NA (m / Mol), chegamos a N = 2,95 x 1022 átomos.
Assim, pela relação da carga elétrica q = ne, obtemos que a carga elétrica contida na moeda q = ZNe = 29.(2,95 x 1022).(1,6x10-19) é igual a q = 1,37x105 C.
4. Materiais elétricos
O elétron tem uma notável mobilidade, ou capacidade de se locomover, através da matéria Isto faz com que o elétron seja o responsável direto pelos efeitos de eletrização e de condução da corrente elétrica.
a) Condutores ou metais
Os materiais condutores como os apresentam menos de quatro elétrons na camada de valência de seus átomos. Segundo a matéria condensada, os metais apresentam a banda de condução contígua com a banda de valência na escala de energia. Este fato contribui para que os elétrons estejam fracamente ligados ao núcleo, podendo deslocar-se livremente através da banda de condução como num gás de elétrons. E que portanto qualquer excesso de carga elétrica nos condutores migra rapidamente para a superfície externa do condutor devido à repulsão mútua entre as cargas elétricas.
Exemplos: metais cobre, ferro, alumínio, mercúrio, etc.
64Cu29 > 1s2, 2s2, 1p6, . . . , 3d8 e 4s2 Valência tem 2 elétrons
b) Eletrização por contato
A eletrização por contato elétrico de um condutor eletrizado A com o polo positivo de uma bateria
Na sequência o contato elétrico A com um condutor neutro B faz com que o excedente de cargas elétricas do corpo eletrizado A seja redistribuído pela superfície dos dois condutores A e B.
Na eletrização por contato os corpos envolvidos são eletrizados com cargas elétricas de mesmo sinal.
c) Densidade Superficial
Apesar de as cargas elétricas terem natureza discreta, a eletrização de corpos extensos é tratada continuamente com eletrização do excesso de carga elétrica fica confinada na superfície externa esférica cuja a densidade superficial é escrita por,
S
q
c) Eletroscópio
O eletroscópio é uma aplicação prática e imediata da eletrização por indução e por contato dos condutores. É um aparelho usado para a detecção de cargas elétricas em corpos eletrizados. O eletroscópio é montado com duas folhas de ouro muito finas e flexíveis penduradas por um condutor central. Inicialmente as folhas estão fechadas.
Quando um corpo eletrizado positivamente é aproximado da esfera do eletroscópio os elétrons livres das folhas são atraídos para a esfera metálica e as folhas ficam com falta de elétrons, e, portanto, com carga positiva, e se afastam uma da outra. Se o corpo eletrizado é removido para longe do eletroscópio as folhas de ouro se fecham.
No entanto se o metal do eletroscópio é tocado pelo objeto positivamente eletrizado as duas folhas adquirem o mesmo sinal positivo e se separam devido à repulsão elétrica. O ângulo de separação é a medida indicativa da quantidade de prótons contidos no corpo eletrizado.
6. Dielétricos, Isolantes ou ametais.
Os materiais dielétricos, ou isolantes, possuem mais do que quatro elétrons na camada de valência e isso faz com que os elétrons estejam fortemente ligados ao núcleo.
De acordo com a matéria condensada, os materiais dielétricos apresentam a banda de valência separada da banda de condução por uma banda proibida de 10 eV que dificulta a passagem do elétron da banda de valência para a banda de condução.
Os materiais dielétricos podem ser eletrizados apenas localmente por contato. Podem, no entanto, sofrer eletrização por atrito ou por indução.
35Cl17 > 1s2, 2s2, 1p6, . . . , 3s2, 3p5 Valência 7 elétrons
a) Eletrização por atrito
Existe uma lista conhecida como Lista de Tribologia, montada por J. Jeans , que é formada por uma sequência de materiais dielétricos, como: lã animal,
vidro,
marfim, seda,
cristal de rocha, mão,
madeira, enxofre, flanela,
gomalaca, borracha, resina,
guntapercha, etc.
Quando dois materiais desta lista, pela ordem indicada na lista, são atritados, o primeiro material fica eletrizado positivamente enquanto o segundo material fica eletrizado negativamente. Ou seja, o primeiro material perde elétrons enquanto o segundo material recebe elétrons do primeiro.
Quanto mais distantes os dois materiais forem escolhidos dentro da lista maior será a eletrização entre eles.
Experimentos de eletrização por atrito foram realizados com uma barra de vidro sendo atritada com um pedaço de seda e outra barra de plástico atritado com lã animal. No caso da barra de vidro atritado com um pedaço de seda, uma quantidade de elétrons é transferida do vidro para a seda e, friccionando-se um pedaço de plástico com pele de animal, elétrons da pele do animal são transferidos para o pedaço de plástico. Quando aproximamos duas barras de vidro ou duas barras de plástico, em ambos os casos percebemos que ocorre o fenômeno de repulsão entre elas. Entretanto, quando aproximamos uma barra de vidro de uma barra de plástico notamos um fenômeno de atração.
Portanto, este pequeno experimento de repulsão e de atração elétrica demonstra a existência de duas espécies de cargas elétricas , a positiva e a negativa. A eletricidade positiva foi associada à barra de vidro e a eletricidade negativa associada à barra de plástico, ambas eletrizadas conforme descrito.
b) Densidade Linear e Volumétrica de Cargas elétricas
Já os materiais dielétricos podem ser eletrizados nos formatos filiformes convenientemente descritos com a densidade linear , que corresponde as cargas elétricas q distribuída ao longo do comprimento do fio ℓ.
q
Ou mesmo quando as cargas elétricas podem ser produzidas no interior de volume dos dielétricos como acontece dentro de um cristal bombardeado por um feixe eletrônico ou a eletrização no interior das nuvens durante uma tempestade. Desta forma lidamos com um densidade volumétrica de cargas elétricas
V
q
De modo geral, a concentração de cargas elétricas é difícil de ser medida dentro de um dielétrico mas pode ser inferida a partir do campo elétrico produzido.
7. Eletrização por indução
É um processo de eletrização de um corpo sem haver a necessidade de contato com outro. Por exemplo, quando um corpo negativamente eletrizado A, conhecido como indutor, é aproximado sem tocar de um segundo condutor neutro B, conhecido como induzido, os elétrons do corpo induzido são deslocados com grande liberdade para a extremidade oposta à do corpo eletrizado A, deixando a extremidade próxima de B positivamente carregada,.
Se um aterramento de massa for conectado na região negativa do corpo B, os elétrons desta região serão escoados para a Terra e o corpo B ficará eletrizado com carga elétrica de sinal oposto ao de A. Numa eletrização por indução o corpo induzido fica eletrizado com carga elétrica de sinal oposto ao do indutor.
Portanto, o efeito global dessa polarização superficial de cargas elétricas é o de uma força de atração entre o dielétrico e o indutor devido à proximidade da carga elétrica de sinal oposto à do indutor.
Assim se explica a atração que um pente ou uma caneta de plástico, atritados nos cabelos, exercem sobre pequenos pedaços de papel picado. Ou quando, pela mesma razão, um filete de água de uma torneira é atraído por um corpo eletrizado.
Entretanto, mesmo nos dielétricos pode ocorrer uma condução elétrica promovida pela umidade atmosférica que algumas vezes dissolve sais na sua superfície e a solução salina propicia a condução de eletricidade.
7. Lei de Coulomb
A lei de Coulomb, deduzida por Charles Augustin Coulomb em 1785, afirma que a força eletrostática entre duas cargas puntiformes q1 e q2 aumenta com o produto das cargas q1 e q2 e diminui com o quadrado da distância r, conforme a expressão seguinte.
2 2 1
r q k q
Fe onde k é a constante eletrostática que depende do meio em que estão inseridas as duas cargas elétricas e, para o vácuo vale
109
99 , 4 8
1
o
ko
Nm2/C2
Nesta expressão, o é a permissividade elétrica, igual a 8,85 x 10-12 C2/Nm2 no vácuo.
Uma carga elétrica pode ser considerada como carga elétrica puntiforme quando suas dimensões são desprezíveis em relação à distância que a separa de outras cargas elétricas.
A força descrita pela lei de Coulomb é uma força de campo, isto é, não se exige o contato mecânico entre as duas cargas puntiformes para que a força exista. Um campo elétrico intermediador permite que uma carga elétrica q1 interaja com a outra carga puntiforme q2 à distância. São forças de ação e reação, aplicadas entre dois corpos eletrizados e sempre aos pares.
A direção da força eletrostática é a da reta que une as duas cargas puntiformes. O sentido da força de Coulomb é de atração quando as cargas elétricas tiverem sinais opostos, e de repulsão quando as cargas elétricas forem de sinais iguais.
Exemplo
Vamos usar a lei de Coulomb para determinar a força necessária para manter afastada de uma distância de 100m a carga total positiva da moeda de cobre de 5 centavos, de 1,37 x 105 C, da carga total negativa, de - 1,37 x 105 C, do Exemplo I deste capítulo. Para manter separados estes dois pacotes de cargas elétricas a uma distância de 100 metros necessitamos de uma força de
9 5 2
2 2
100 10 37 , 10 1 99 , 4 8
1
x
r x F q
o
e
que vale aproximadamente 1,7 x 1016 N.
Notamos que seria necessário uma força imensa para a eletrização completa da moeda, sendo que haveria uma enorme dificuldade para manter separados estes dois pacotes devido à elevada atração entre as cargas elétricas de cada pacote.
A Lei de força de Coulomb obedece ao princípio da superposição, isto é, quando na presença de mais de duas cargas elétricas puntiformes, cada par de cargas elétricas puntiformes interage separadamente.
8. Conservação das cargas elétricas
A lei da conservação das cargas elétricas na eletricidade é tão fundamental quanto a lei da conservação da energia na mecânica. Esta lei garante que em qualquer experimento científico envolvendo cargas elétricas, não se constata qualquer criação ou aniquilação de cargas elétricas, mas apenas troca de cargas elétricas entre os participantes.
Num sistema eletricamente isolado, a soma algébrica das cargas elétricas é constante antes e após a ocorrência do evento,
qantes = qapos
Vamos considerar um sistema de dois corpos eletrizados e eletricamente isolados com cargas elétricas q1 e q2, antes da ocorrência de um evento. Admitindo que, de certo modo, tenha ocorrido uma interação e trocas de cargas elétricas entre os dois corpos, de tal maneira que as cargas elétricas finais ficaram q1’ e q2’, então podemos escrever que,
Fissão Nuclear
Numa fissão nuclear vem do aproveitamento da energia nuclear da divisão de um núcleo de urânio 235 liberada quando bombardeado por um nêutron lento. Como produto desta reação nuclear é obtido dois elementos, o césio 141 e o rubídio 93, a produção de dois nêutrons rápidos e a liberação de uma grande quantidade de energia.
235U92 + n →
141Cs55 + 93Rb37 + 2n + 200MeV
Podemos conferir a conservação das cargas elétricas envolvidas antes da fissão, de 92 prótons, correspondendo a soma das cargas elétricas depois da fissão, isto é, de 55+37 prótons dos subprodutos da reação.
Fusão Nuclear
No promissor reator a fusão nuclear, Tokamak previsto para entrar em funcionamento em 2035, a energia é obtida a partir de fusão de isótopos de hidrogênio, como o deutério e o trítio. Estes elementos sofrem intensas colisões para produzir núcleos de hélio e nêutrons, acompanhadas da liberação de uma soma gigantesca de energia.
2d1 + 3t1 → 4He2 + n + 17,59 MeV
Aqui também a conservação de cargas elétricas é respeitada em que a colisão de dois isótopos de hidrogênio ( deutério e trítio ) de duas cargas positivas obtemos um núcleo de He, com duas cargas positivas.
9. As quatro forças naturais
Na natureza encontramos manifestações de quatro tipos principais de forças naturais, a saber, da mais intensa para a mais fraca: força nuclear forte, força nuclear fraca, força elétrica e a força gravitacional.
A força nuclear forte é responsável por manter a estabilidade no núcleo atômico, numa região muito compacta, 104 vezes menor do que o átomo. A partícula méson é responsável pela estabilidade nuclear devido ao potencial de Yukawa com força da ordem de 103 N, de acordo com a expressão
ro
r r
F Aexp
A força nuclear fraca, da ordem de 10-11N, é responsável pela produção da radioatividade que emite partículas , e raios do núcleo.
Na terceira posição segue a força elétrica entre cargas elétricas dos átomos, da ordem de 10-8 N.
A força gravitacional é a mais fraca de todas as forças naturais com magnitudes da ordem de 10-47 N.
Coordenadas cilíndricas
Faixa de variação das coordenadas (r,,z)
a r
0 , 02 ez
Elemento diferencial de volume
dz rdrd dv
Elemento diferencial de área lateral
dz ad da
Elemento diferencial de área da base
rdrd da
Coordenadas Esféricas
Faixa de variação das coordenadas (r,,)
a r
0 , 02 e0 2 Elemento diferencial de volume
drd d r
dv 2sin
Elemento diferencial de área superficial
dz d a
da 2sin Exercícios Propostos
P01.Um corpo apresenta-se eletrizado com carga elétrica q = 32C. Determinar o número de elétrons retirados do corpo.
Resp 2 x 1014 elétrons
P02. Um pedaço de cobre eletricamente isolado contém 6 x 1010 elétrons em excesso. Para que o metal adquira uma carga de 3,2 x 109 C, determinar a quantidade de elétrons que devem ser removidos do pedaço de cobre.
Resp 8 x1010 elétrons livres
P03. Vamos considerar dois discos, um deles feito de cobre é tocado pelo ponto central por uma esfera metálica eletrizada positivamente. Rascunhar um esquema da distribuição de cargas elétricas na área do disco de cobre.
Resposta no final deste capítulo.
P04. Determine a intensidade da força de repulsão entre duas cargas elétricas iguais a 1,0x108C, situadas no vácuo e a 1m de distância uma da outra.
Resp 9 x107 N
P05. Duas cargas elétricas puntiformes positivas e iguais a q estão situadas no vácuo a 2m de distância.
Sabe-se que a força de repulsão mútua tem intensidade de 0,1N. Determine a carga elétrica q.
Resp 2/3 x105 C
P06. Duas cargas puntiformes, com cargas 3q e q, encontram-se distantes de d. A força eletrostática que uma carga exerce sobre a outra vale F. Então, colocam-se as duas esferas em contato até que atinjam o equilíbrio eletrostático. Calcule a intensidade da força que age sobre
cada esfera quando estão separadas novamente de uma distância d.
Resp 4F/3
P07. Um anel de massa 45 gramas está carregado com carga elétrica q1 = -0,2 C e pode deslizar livremente numa haste vertical isolante. No pé da haste foi colocada uma segunda carga elétrica q2. Verifica-se que o anel ficou em equilíbrio estável a 20 cm da segunda carga elétrica. Determinar a carga elétrica q2. Adotar g = 9,8 m/s2.
Resp q2 = -9,82 C
P08. Três cargas negativas iguais a –q foram colocadas nos vértices de um triângulo equilátero de lado L e umacarga positiva Q foi posicionada no seu centro geométrico.
Mostrar que o valor da carga Q para que a força resultante na carga negativa superior seja nula é
Q q 3
3
P09. No modelo de Bohr para o átomo de hidrogênio, o raio do elétron tem órbita igual a 5,3x1011m. O elétron tem massa igual a 9,11 x 1031 kg e o próton tem massa de 1,67 x 1027 kg . Adote o valor da carga elementar igual 1,6 x 1019 C e o valor da Constante Universal da Gravitação G.
2
3
10 11
67 ,
6 kg s
G m
Determinar :
a) a força elétrica entre o elétron e o próton ; b) a força gravitacional entre o elétron e o próton;
c) a razão da força elétrica sobre a força gravitacional.
Resp a) 8,2x108 N, b) 3,6x1047N c) 2,3x1039 vezes
P10. Duas cargas q1=1 x 106C e q2=4 x 106C estão fixas nos pontos A e B e separadas pela distância de d = 30cm no vácuo.
Determinar :
a) a intensidade da força elétrica;
b) a intensidade da força elétrica resultante sobre uma terceira carga q3=2 x 106C, colocada no ponto médio do segmento que une q1 e q2;
c) a posição em que q3 deve ser colocada livre em equilíbrio sob a ação exclusiva de forças elétricas e d) qual tipo de equilíbrio se encontra a carga elétrica q3
no item c);
e) Explique o que ocorreria de trocássemos o sinal da carga q3.
d) O equilíbrio é estável pois empurrando a carga para cada um dos lados teríamos um aumento de força elétrica dirigida para a posição de equilíbrio,
e) o equilíbrio seria instável!
Resp a) 0,4 N, b) 2,4 N , c) a 10 cm de q1 ,
P11. Duas esferas estão positivamente carregadas. O valor total das duas cargas é de 5,0 x 105C. Sabendo-se que cada esfera é repelida pela outra com força eletrostática de 1,0 N quando a distância entre elas é de 2,0 m, determinar a carga de cada esfera.
Resp 1,15 x 105C e 3,85 x 105C
P12. Determinar a força eletrostática resultante que atua sobre a carga no vértice inferior esquerdo do quadrado, sendo q = 1,0 x 107C e a = 5cm.
Resp FR =0,169N^i0,047N^j
P13. Duas esferas condutoras idênticas, mantidas fixas, atraem-se com uma força eletrostática de módulo igual a 0,108N quando separadas por 50,0cm. As esferas são então ligadas por um fio condutor fino. Quando o fio é removido, as esferas se repelem com uma força eletrostática de módulo igual a 0,0360 N. Determinar as cargas iniciais das esferas.
Resp 1,0 x 106C e 3,0 x 106C
P14. Duas pequenas esferas condutoras idênticas, de massa m e carga q, estão suspensas por fios não condutores de comprimentos L, como mostra a figura.
Suponha tão pequeno que tg possa ser substituída por sen. Mostre que, no equilíbrio, a separação x entre as esferas é função da carga elétrica.
3 2 1
2
mg L x q
o
E sendo L =120cm, m =10g e x = 5,0cm, determinar o valor de q .
Resp 2,38 x 108 C
P15. Quatro esferas metálicas condutoras A, B, C e D, idênticas, estão isoladas entre si. Sabe-se que somente a esfera A está eletrizada com a carga q, estando as demais neutras. Coloca-se a esfera A em contatos sucessivos com as esferas B, C e D. Determinar:
a) as cargas finais de cada esfera;
b)as cargas elétricas finais das esferas A, B e C quando elas são postas em contatos simultâneos após o item a).
Resp a) q/8, q/2, q/4 e q/8 , b) (7/24) q para cada esfera.
P16. É dado um segmento de reta com 6cm de comprimento, está eletrizado com densidade linear de cargas elétricas.
2
x2
Determinar a carga total no segmento.
Resp 12μC
P17. Uma carga total está distribuída numa lâmina retangular, de 2cm por 8cm e de espessura desprezível, com densidade superficial de cargas elétrica
kxy
onde k = 0,02 C/cm4 é uma constante.
Determinar a carga elétrica total da lâmina.
Resp 1,28 C
Resposta do exercício P03.
Quando o disco de cobre é tocado pela esfera
condutora, parte da carga positiva da esfera é transferida para o disco e a carga positiva acaba migrando para a borda do disco de cobre resultando densidade superficial nula no centro e crescente positiva para a borda, conforme a figura a seguir.
Resumo