• Nenhum resultado encontrado

PROCESSO PENAL MILITAR PROF: JOÃO BATISTA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "PROCESSO PENAL MILITAR PROF: JOÃO BATISTA"

Copied!
254
0
0

Texto

(1)

PROCESSO PENAL MILITAR

PROF: JOÃO BATISTA

(2)

PROGRAMA PMGO 2016

1. Da Lei processual penal militar e sua aplicação.

2. Da polícia judiciária militar.

3. Da ação penal militar.

4. Do juiz, auxiliares e partes no processo.

5. Da denúncia.

6. Do foro militar. Da competência.

7. Das questões prejudiciais. Dos incidentes. Das medidas assecuratórias.

8.Das comunicações processuais.

(3)

• 9. Das provas.

• 10. Dos processos.

• 11. Das nulidades e dos recursos.

• 12. Da execução.

• 13. Da justiça militar em tempo de Guerra.

(4)

• 1. Da Lei processual penal militar e sua aplicação.

• DOS PRINCIPIOS

• a) devido Processo legal – Deriva do artigo 5º, Inciso LIV (54) (Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal).

(5)

• É o rigor de obediência ao que está previsto na lei.

• Sentido formal – Significa que o processo penal observará rigorosamente as formalidades previstas na lei.

• Sentido Material – Os direitos fundamentais da pessoa serão respeitados pelo Estado no processo.

(6)

b) Juiz Natural – CF artigo 5º, XXXVII (37); Não haverá juízo ou tribunal de exceção.

c)Presunção de Inocência - Art. 5º, inciso LVII (57), da CF (Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória).

Consequências:

1.O ônus de provar é da acusação

2. O acusado não é obrigado a colaborar com essa prova

3. Não se admite a majoração da pena com base em inquérito ou ação penal não transitados em julgado.

(7)

d) Ampla defesa - Art. 5º, LV (55), CF. É o direito conferido ao réu, de oferecer amplos argumentos em seu favor e de demonstrá-los nos termos da legislação processual.

Defesa técnica – feita por advogado.

Autodefesa - feita pelo acusado. O mesmo poderá argüir as teses de defesa que entender cabíveis, as quais deverão obrigatoriamente ser enfrentadas na sentença, sob pena de nulidade.

(8)

• O Supremo Tribunal Federal (STF), em sua Súmula 523, dispõe: "No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prejuízo para o réu".

(9)

e) Contraditório – Deriva do artigo 5º, LV(55), da CF (aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes).

• Conceito - é a ciência bilateral dos atos e termos processuais e a possibilidade de contrariá-los. (Joaquim Canuto Mendes de Almeida).

(10)

f) verdade real – O conjunto de provas deve refletir a verdade dos fatos, não se limitando o juiz a presunções de veracidade.

(11)

• G) PUBLICIDADE - Art. 93, IX(9) –“todos os julgamentos dos órgãos do poder judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse público o exigir, limitar a presença em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a

estes”.

(12)

• ATENÇÃO - Sigilo do inquérito

• Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dêle tome conhecimento o advogado do indiciado.

• STF – HC 90232. Inconstitucional. Súmula vinculante 14

(13)

H) obrigatoriedade – Havendo justa causa, o MPM é obrigado a oferecer a denúncia.

I) oficialidade – O MPM é titular exclusivo da ação penal militar, admitindo-se somente a ação penal privada subsidiária da pública.

(14)

J) inadmissibilidade das provas ilícitas - deriva do artigo 5º, LVI (56), CF (são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos)

(Cespe. STM.2011.Analista)

Acerca dos princípios gerais do processo penal, julgue os itens aseguir.

(V) O dispositivo constitucional que estabelece serem inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos, bem como as restrições à prova criminal existentes na legislação processual penal, são exemplos de limitações ao alcance da verdade real.

(15)

• Art. 1º O processo penal militar reger-se-á

pelas normas contidas neste Código, assim em tempo de paz como em tempo de guerra,

salvo legislação especial que lhe fôr estritamente aplicável.

• Não há regras específicas para tempo de guerra declarada.

(16)

• 1º Nos casos concretos, se houver divergência entre essas normas e as de convenção ou

tratado de que o Brasil seja signatário, prevalecerão as últimas.

• Aplicação subsidiária

• 2º Aplicam-se, subsidiàriamente, as

normas dêste Código aos processos regulados em leis especiais.

(17)

• Art. 2º A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas

expressões. Os têrmos técnicos hão de ser

entendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra

significação.

(18)

• 1º Admitir-se-á a interpretação extensiva ou a interpretação restritiva, quando fôr

manifesto, no primeiro caso, que a expressão da lei é mais estrita e, no segundo, que é mais ampla, do que sua intenção.

• A norma deixa à discricionariedade do

julgador tal interpretação, devendo sempre fundamentar suas decisões.

(19)

• 2º Não é, porém, admissível qualquer dessas interpretações, quando:

• a) cercear a defesa pessoal do acusado;

• b) prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe desvirtuar a natureza;

• c) desfigurar de plano os fundamentos da acusação que deram origem ao processo.

(20)

Art. 3º Os casos omissos neste Código serão supridos:

a) pela legislação de processo penal comum, quando aplicável ao caso concreto e sem prejuízo da índole do processo penal militar;

b) pela jurisprudência;

c) pelos usos e costumes militares;

d) pelos princípios gerais de Direito;

e) pela analogia.

(21)

• Aplicação no espaço e no tempo

• Art. 4º Sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, aplicam-se as normas dêste Código:

• Tempo de paz

(22)

• I - em tempo de paz:

• a) em todo o território nacional;

• b) fora do território nacional ou em lugar de extraterritorialidade brasileira, quando se tratar de crime que atente contra as

instituições militares ou a segurança nacional, ainda que seja o agente processado ou tenha sido julgado pela justiça estrangeira;

(23)

c) fora do território nacional, em zona ou lugar sob administração ou vigilância da fôrça militar brasileira, ou em ligação com esta, de fôrça

militar estrangeira no cumprimento de missão de caráter internacional ou extraterritorial;

d) a bordo de navios, ou quaisquer outras embarcações, e de aeronaves, onde quer que se encontrem, ainda que de propriedade privada, desde que estejam sob comando militar ou

militarmente utilizados ou ocupados por ordem de autoridade militar competente;

(24)

• e) a bordo de aeronaves e navios estrangeiros desde que em lugar sujeito à administração militar, e a infração atente contra as

instituições militares ou a segurança nacional;

(25)

Tempo de guerra

II - em tempo de guerra:

a) aos mesmos casos previstos para o tempo de paz;

b) em zona, espaço ou lugar onde se realizem operações de fôrça militar brasileira, ou

estrangeira que lhe seja aliada, ou

cuja defesa, proteção ou vigilância interesse à segurança nacional, ou ao bom êxito daquelas operações;

(26)

• Aplicação intertemporal

• Art. 5º As normas dêste Código aplicar-se- ão a partir da sua vigência, inclusive nos

processos pendentes, ressalvados os casos previstos no art. 711, e sem prejuízo da

validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.

(27)

• Aplicação Imediata/Efeito Imediato da lei processual/Isolamento dos atos processuais

• a) A lei processual se aplica imediatamente

• b) Os atos anteriores são válidos

• Benéfica ou maléfica, a lei processual será aplicada de imediato.

(28)

• Lei híbrida/mista – Prevalece o aspecto material Retroatividade benéfica.

(29)

Aplicação à Justiça Militar Estadual

Art. 6º Obedecerão às normas processuais previstas neste Código, no que forem aplicáveis, salvo quanto à organização de Justiça, aos

recursos e à execução de sentença, os processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares.

(30)

QUESTÕES

• Julgue o item que se segue , a respeito da justiça militar.

Cespe. 2014. Analista legislativo.O Código de Processo Penal Militar rege o processo penal militar em tempo de paz, o que não ocorre em tempo de guerra, quando o processo deve ser regido por legislação específica. ERRADO. Art.

(31)

Promotor. MPM. 2013. DE ACORDO COM O CPPM, OS CASOS NELE OMISSOS PODERÃO SER SUPRIDOS:

• a) Pelas normas do Código de Processo Penal comum, sem adoção de leis extravagantes, em face do princípio da especialidade;

b) Pelos princípios gerais de direito e pela analogia;

(32)

• c) Pela analogia e pelos usos e costumes militares estabelecidos pelos respectivos regulamentos;

• d) Em tempo de guerra ou de conflito armado pelas normas do Estatuto de Roma e pelas Convenções de Genebra.

(33)

Promotor. MPM. 2013. QUANTO À APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL MILITAR:

• a) Tem aplicação intertemporal apenas nos crime militares em tempo de guerra; Errada.

Vide art. 5º CPPM

(34)

• b) Não tem aplicação a militares estaduais no que tange aos recursos e à execução de sentença; Correta, vide art. 6º

• c) Tem aplicação em tempo de paz exclusivamente no território nacional; Errada.

Vide art. 4º

(35)

• d) A bordo de aeronaves ou navios estrangeiros em qualquer lugar se a infração atenta contra as instituições militares ou a segurança nacional. Errada. Vide art. 4º

“desde que em lugar sujeito à administração militar”

(36)

Cespe. Promotor. MPES. 2010. Com base no direito processual

penal militar, assinale a opção correta.

a) Segundo a lei processual penal militar, o princípio da imediatidade é aplicado aos processos cuja tramitação esteja em curso, ressalvados os atos praticados na forma da lei processual anterior. Caso a norma processual penal militar posterior seja, de qualquer forma, mais favorável ao réu, deverá retroagir, ainda que a sentença penal condenatória tenha transitado em julgado.

b) O CPPM dispõe expressamente a aplicação de suas normas, em casos específicos, fora do território nacional ou em lugar de extraterritorialidade brasileira. Nesse ponto, o CPPM difere do

CPP.

(37)

c) O sistema processual penal castrense veda, em qualquer hipótese, o emprego da interpretação extensiva e da interpretação

não literal.

d) Se, na aplicação da lei processual penal militar a caso concreto, houver divergência entre essa norma e os dispositivos constantes em convenção ou tratado de que o Brasil seja signatário, prevalecerá a regra especial da primeira, salvo em matéria de

direitos humanos.

e) Os casos omissos na lei processual penal militar serão supridos pelo direito processual penal comum, sem prejuízo da peculiaridade do processo penal castrense. Nesses casos, o CPPM impõe que haja a declaração expressa de omissão pela corte militar competente, com quorum qualificado.

(38)

2. Da polícia judiciária militar.

NATUREZA DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR

Analisando a CF88, percebe-se que duas são as polícias com função judiciária, ou seja,

responsável pela apuração de infrações penais, a Civil e a Federal.

Art. 144. A segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da

incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

(39)

• I – polícia federal;

• II – polícia rodoviária federal;

• III – polícia ferroviária federal;

• IV – polícias civis;

• V – polícias militares e corpos de bombeiros militares.

(40)

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:

I – apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e Interesses da União ou de suas

entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha

repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo dispuser em lei;

(41)

• II – prevenir e reprimir o tráfico ilícito de

entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação

fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;

• III – exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;

• IV – exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

(42)

• [...]

• § 4º - Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.

• Exceção : CPPM

(43)

Não existindo um órgão específico de Polícia Judiciária Militar, não encontramos no seu âmbito uma instituição policial voltada para essa finalidade, mas sim, militares que

exercem a atribuição de PJM.

(44)

Art. 7º A polícia judiciária militar é exercida nos têrmos do art. 8º, pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições:

a) pelos ministros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em todo o território nacional e fora dêle, em relação às fôrças e órgãos que constituem seus

Ministérios, bem como a militares que, neste caráter, desempenhem missão oficial, permanente ou

transitória, em país estrangeiro;

b) pelo chefe do Estado-Maior das Fôrças

Armadas, em relação a entidades que, por disposição legal, estejam sob sua jurisdição;

(45)

• c) pelos chefes de Estado-Maior e pelo secretário-geral da Marinha, nos órgãos,

fôrças e unidades que lhes são subordinados;

• d) pelos comandantes de Exército e pelo comandante-chefe da Esquadra, nos órgãos, fôrças e unidades compreendidos no âmbito da respectiva ação de comando;

(46)

e) pelos comandantes de Região Militar, Distrito Naval ou Zona Aérea, nos órgãos e unidades dos respectivos territórios;

f) pelo secretário do Ministério do Exército e pelo chefe de Gabinete do Ministério da

Aeronáutica, nos órgãos e serviços que lhes são subordinados;

g) pelos diretores e chefes de órgãos, repartições, estabelecimentos ou serviços previstos nas leis de organização básica da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;

(47)

h) pelos comandantes de fôrças, unidades ou navios;

Sendo assim, extrai-se do conceito genérico de

Comandantes de Forças, referido na alínea “h” do artigo em comento, que as autoridades com

competência de PJME, são:

- Comandante-Geral

- Chefe do Estado-Maior

- Comandantes Regionais

- Comandantes de Unidades

(48)

• (PMGO. Cadete. 2010) 52. A polícia judiciária militar é exercida pelas seguintes autoridades, EXCETO:

• A) chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, em relação a entidades que, por disposição

legal, estejam sob sua jurisdição.

• B) comandantes de Região Militar, Distrito Naval ou Zona Aérea, nos órgãos e unidades dos respectivos territórios.

(49)

• C) comandantes de Exército e pelo

comandante-chefe da Esquadra, nos órgãos e unidades compreendidos no âmbito da

respectiva ação de comando.

D) ministros da Justiça, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

• E) comandantes de unidades ou navios.

(50)

DELEGAÇÃO

1º Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições enumeradas neste artigo poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por

tempo limitado.

2º Em se tratando de delegação para

instauração de inquérito policial militar, deverá aquela recair em oficial de pôsto superior ao do indiciado, seja êste oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado.

(51)

• 3º Não sendo possível a designação de oficial de pôsto superior ao do indiciado,

poderá ser feita a de oficial do mesmo pôsto, desde que mais antigo.

• 4º Se o indiciado é oficial da reserva ou reformado, não prevalece, para a delegação, a antiguidade de pôsto.

(52)

Designação de delegado e avocamento de inquérito pelo ministro

5º Se o pôsto e a antiguidade de oficial da ativa excluírem, de modo absoluto, a existência de outro oficial da ativa nas condições do § 3º, caberá ao ministro competente a designação de oficial da reserva de pôsto mais elevado para a instauração do inquérito policial militar; e, se êste estiver iniciado, avocá-lo, para tomar essa

providência.

(53)

Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar:

a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria;

b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça

Militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por êles lhe forem requisitadas;

(54)

• A possibilidade de intervenção do magistrado nos rumos da investigação é extremamente criticada pela doutrina, pois macula a isenção do julgador, que se torna suspeito.

• c) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar;

• d) representar a autoridades judiciárias militares acêrca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado;

(55)

• e) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua guarda e

responsabilidade, bem como as demais prescrições dêste Código, nesse sentido;

• f) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à

elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo;

(56)

g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar;

h) atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade

civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido.

(57)

QUESTÕES

• Analista. Cespe. DPU. 2016. Acerca do

processo penal militar, julgue o seguinte item.

• No âmbito das Forças Armadas, compete à Polícia Judiciária Militar o exercício das

funções de polícia judiciária, de polícia investigativa e de polícia de segurança.

• Errado. Não existe essa atribuição de polícia de segurança.

(58)

• Cespe. 2011. Analista. STM. A polícia judiciária militar exerce funções idênticas à polícia judiciária, e ambas têm como uma de suas finalidades o colhimento de elementos que indiquem a autoria e comprovem a materialidade do delito.

• Correta.

(59)

• Cespe. STM Analista. 2004. À polícia judiciária militar, que é exercida pelas autoridades militares, cabe auxiliar as polícias civil e federal na apuração de infrações penais militares, dado que são estas que detêm a exclusividade na apuração de quaisquer inf rações penais.

• Errado

(60)

IPM

• Trata-se de procedimento de natureza administrativa, presidido por oficial militar com atribuição para tanto, que tem por finalidade apurar a autoria e a materialidade de crime militar, visando formar a opinio delicti do membro do ministério público.

(61)

CARACTERÍSTICAS

• a) Instrumentalidade – Sua finalidade é

possibilitar a reunião de elementos de prova acerca de autoria e materialidade de uma

infração penal.

• b) Obrigatoriedade - Uma vez oferecida a

notitia criminis, estará a autoridade obrigada a instaurar o IPM.

• Uma vez instaurado, o inquérito não poderá ser arquivado pela autoridade militar.

(62)

• C) Caráter meramente informativo – Não se presta, por si mesmo, como instrumento

punitivo.

• d) Discricionariedade – A escolha das

diligências investigatórias é discricionária da autoridade.

• e) Forma escrita

(63)

• f) Sigilo – art. 16 do CPPM.

• Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dêle tome conhecimento o advogado do indiciado.

• g) Inquisitivo

(64)

VALOR PROBATÓRIO

• STF: “Os elementos do inquérito podem influir na formação do livre convencimento do juiz para a decisão da causa quando complementam outros indícios e provas que passam pelo crivo do contraditório em juízo”(HC 102.473 RJ)

(65)

PRAZOS

• Art. 20 do CPPM – O inquérito deverá terminar dentro em vinte dias, se o indiciado estiver preso, contado esse prazo a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no prazo de quarenta dias, quando o indiciado estiver solto, contados a partir da data em que se instaurar o inquérito.

(66)

• § 1º - Este último prazo poderá ser prorrogado por mais vinte dias pela autoridade militar

superior, desde que não estejam concluídos exames ou perícias já iniciados, ou haja

necessidade de diligências, indispensáveis à elucidação do fato.

(67)

FINALIDADE

Art. 9º O inquérito policial militar é a apuração sumária de fato, que, nos têrmos legais, configure crime militar, e de sua autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar elementos necessários à propositura da ação penal.

Parágrafo único. São, porém, efetivamente instrutórios da ação penal os exames, perícias e avaliações realizados regularmente no curso do inquérito, por peritos idôneos e com obediência às formalidades previstas neste Código.

(68)

Art. 10. O inquérito é iniciado mediante portaria:

a) de ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de jurisdição ou comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia do infrator;

b) por determinação ou delegação da autoridade militar superior, que, em caso de urgência, poderá ser feita por via telegráfica ou radiotelefônica e confirmada, posteriormente, por ofício;

(69)

c) em virtude de requisição do Ministério Público;

d) por decisão do Superior Tribunal Militar, nos têrmos do art. 25;

e) a requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a represente, ou em virtude de representação devidamente autorizada de quem tenha conhecimento de infração penal, cuja repressão caiba à Justiça Militar;

(70)

• f) quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte indício da existência de infração penal militar.

• Atenção - Por meio de auto de prisão em flagrante delito, quando este não for suficiente à formação da convicção do MP (art. 27, CPPM).

(71)

Art. 27. Se, por si só, fôr suficiente para a elucidação do fato e sua autoria, o auto de flagrante delito constituirá o inquérito, dispensando outras diligências, salvo o exame de corpo de delito no crime que deixe vestígios, a identificação da coisa e a sua avaliação, quando o seu valor influir na aplicação da pena. A remessa dos autos, com breve relatório da autoridade policial militar, far-se-á sem demora ao juiz competente, nos têrmos do art. 20.

(72)

Superioridade ou igualdade de pôsto do infrator

1º Tendo o infrator pôsto superior ou igual ao do comandante, diretor ou chefe de órgão ou serviço, em cujo âmbito de jurisdição militar haja ocorrido a infração penal, será feita a comunicação do fato à autoridade superior competente, para que esta torne efetiva a delegação, nos têrmos do § 2° do art. 7º.

(73)

Providências antes do inquérito

2º O aguardamento da delegação não obsta que o oficial responsável por comando, direção ou chefia, ou aquêle que o substitua ou esteja de dia, de serviço ou de quarto, tome ou determine que sejam tomadas imediatamente as providências cabíveis, previstas no art. 12, uma vez que tenha conhecimento de infração penal que lhe incumba reprimir ou evitar.

(74)

• Infração de natureza não militar

• 3º Se a infração penal não fôr, evidentemente, de natureza militar, comunicará o fato à autoridade policial competente, a quem fará apresentar o infrator. Em se tratando de civil, menor de dezoito anos, a apresentação será feita ao Juiz de Menores.

(75)

• Oficial general como infrator

• 4º Se o infrator fôr oficial general, será sempre comunicado o fato ao ministro e ao chefe de Estado-Maior competentes, obedecidos os trâmites regulamentares.

• Indícios contra oficial de pôsto superior ou mais antigo no curso do inquérito

(76)

• 5º Se, no curso do inquérito, o seu encarregado verificar a existência de indícios contra oficial de pôsto superior ao seu, ou mais antigo, tomará as providências necessárias para que as suas funções sejam delegadas a outro oficial, nos têrmos do § 2°

do art. 7º.

(77)

Escrivão do inquérito

Art. 11. A designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação para aquêle fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se o indiciado fôr oficial, e em sargento, subtenente ou suboficial, nos demais casos.

Compromisso legal

Parágrafo único. O escrivão prestará compromisso de manter o sigilo do inquérito e de cumprir fielmente as determinações dêste Código, no exercício da função.

(78)

• O dispositivo legal que trata da designação do escrivão é taxativo, em respeito à hierarquia militar, devendo recair em 2º ou 1º Tenente se o indiciado for oficial, e em sargento ou subtenente se o indiciado for praça.

(79)

MEDIDAS PRELIMINARES AO INQUÉRITO

• Art. 12. Logo que tiver conhecimento da

prática de infração penal militar, verificável na ocasião, a autoridade a que se refere o § 2º do art. 10 deverá, se possível:

• a) dirigir-se ao local, providenciando para que se não alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessário;

• b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato;

(80)

• c) efetuar a prisão do infrator, observado o disposto no art. 244;

• d) colhêr tôdas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas

circunstâncias.

(81)

Formação (instrução) do inquérito

• Art. 13. O encarregado do inquérito deverá, para a formação dêste:

• Atribuição do seu encarregado

• a) tomar as medidas previstas no art. 12, se ainda não o tiverem sido;

• b) ouvir o ofendido;

(82)

• c) ouvir o indiciado;

• d) ouvir testemunhas;

• e) proceder a reconhecimento de pessoas e coisas, e acareações;

• f) determinar, se fôr o caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outros exames e perícias;

(83)

g) determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída ou danificada, ou da qual houve indébita apropriação;

h) proceder a buscas e apreensões, nos têrmos dos arts. 172 a 184 e 185 a 189;

i) tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos ou do ofendido, quando coactos ou ameaçados de coação que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a realização de perícias ou exames.

(84)

• Reconstituição dos fatos

• Parágrafo único. Para verificar a possibilidade de haver sido a infração praticada de determinado modo, o encarregado do inquérito poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública, nem atente contra a hierarquia ou a disciplina militar.

(85)

• Assistência de procurador

• Art. 14. Em se tratando da apuração de fato delituoso de excepcional importância ou de difícil elucidação, o encarregado do inquérito poderá solicitar do procurador-geral a indicação de procurador que lhe dê assistência.

(86)

• Encarregado de inquérito. Requisitos

• Art. 15. Será encarregado do inquérito, sempre que possível, oficial de pôsto não inferior ao de capitão ou capitão-tenente; e, em se tratando de infração penal contra a segurança nacional, sê-lo-á, sempre que possível, oficial superior, atendida, em cada caso, a sua hierarquia, se oficial o indiciado.

(87)

QUEM PODE SER ENCARREGADO NA PM?

• - Coronel PM

• - Tenente Coronel PM

• - Major PM

• - Capitão PM

• - 1º Tenente PM

• - 2º Tenente PM

(88)

O Aspirante a Oficial, por se tratar de Praça Especial em período de estágio, somente poderá exercer as atribuições de polícia judiciária militar após a sua promoção ao posto de 2º Tenente.

A delegação para instauração de IPM deverá sempre recair em oficial de posto superior ao do indiciado, independente deste encontrar-se na ativa ou na reserva, remunerada ou não, ou reformado.

(89)

• Caso não seja possível a aplicação desta regra, poderá ser nomeado oficial de mesmo posto, desde que mais antigo.

• No caso de o indiciado ser oficial da reserva ou reformado, não se aplica a regra da antiguidade de posto, podendo ser o encarregado um oficial de mesmo posto, ainda que mais moderno, nos termos do § 4º, do art. 7º , do CPPM.

(90)

• Incomunicabilidade do indiciado. Prazo.

• Art. 17. O encarregado do inquérito

poderá manter incomunicável o indiciado, que estiver legalmente prêso, por três dias no

máximo.

(91)

Detenção de indiciado

Art. 18. Independentemente de flagrante delito, o indiciado poderá ficar detido, durante as investigações policiais, até trinta dias, comunicando-se a detenção à autoridade judiciária competente. Êsse prazo poderá ser prorrogado, por mais vinte dias, pelo comandante da Região, Distrito Naval ou Zona Aérea, mediante solicitação fundamentada do encarregado do inquérito e por via hierárquica.

(92)

COMENTÁRIOS:

Esta medida se trata de uma custódia excepcional, uma detenção cautelar do indiciado.

Conforme a CF - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.

Por conseguinte, esta modalidade de custódia cautelar só pode ser aplicada em crimes propriamente militares

(93)

A autoridade de PJM que aplicar a detenção ao indiciado, em crimes não propriamente militares, tais como o crime de homicídio,

roubo, etc., incorrerá em abuso de autoridade, previsto na Lei nº 4.898/65, por executar

medida privativa de liberdade individual sem as formalidades legais ou com abuso de poder.

(94)

• Prisão preventiva e menagem. Solicitação

• Parágrafo único. Se entender necessário, o encarregado do inquérito solicitará, dentro do mesmo prazo ou sua prorrogação, justificando-a, a decretação da prisão preventiva ou de menagem, do indiciado.

• MENAGEM - Constitui forma de prisão cautelar fora do cárcere.

(95)

• De acordo com Loureiro Neto, constitui uma faculdade do juiz-auditor, desde que

preenchidos alguns requisitos;

• a) que a pena privativa de liberdade cominada ao crime não exceda quatro anos;

• b) tendo em atenção a natureza do crime;

• c) bons antecedentes do acusado (art. 263).

(96)

• Inquirição durante o dia

• Art. 19. As testemunhas e o indiciado, exceto caso de urgência inadiável, que

constará da respectiva assentada, devem ser ouvidos durante o dia, em período que

medeie entre as sete e as dezoito horas.

(97)

• Inquirição. Assentada de início, interrupção e encerramento

• 1º O escrivão lavrará assentada do dia e hora do início das inquirições ou depoimentos; e, da mesma forma, do seu encerramento ou interrupções, no final daquele período.

(98)

• Inquirição. Limite de tempo

• 2º A testemunha não será inquirida por mais de quatro horas consecutivas, sendo-lhe facultado o descanso de meia hora, sempre

que tiver de prestar declarações além daquele têrmo. O depoimento que não ficar concluído às dezoito horas será encerrado, para

prosseguir no dia seguinte, em hora

determinada pelo encarregado do inquérito.

(99)

• 3º Não sendo útil o dia seguinte, a

inquirição poderá ser adiada para o primeiro dia que o fôr, salvo caso de urgência.

(100)

Diligências não concluídas até o inquérito

2º Não haverá mais prorrogação, além da prevista no § 1º, salvo dificuldade insuperável, a juízo do ministro de Estado competente. Os laudos de perícias ou exames não concluídos nessa prorrogação, bem como os documentos colhidos depois dela, serão posteriormente remetidos ao juiz, para a juntada ao processo. Ainda, no seu relatório, poderá o encarregado do inquérito indicar, mencionando, se possível, o lugar onde se encontram as testemunhas que deixaram de ser ouvidas, por qualquer impedimento.

(101)

Art. 21. Tôdas as peças do inquérito serão, por ordem cronológica, reunidas num só

processado e dactilografadas, em espaço dois, com as fôlhas numeradas e rubricadas, pelo escrivão.

Juntada de documento

Parágrafo único. De cada documento junto, a que precederá despacho do encarregado do

inquérito, o escrivão lavrará o respectivo têrmo, mencionando a data.

(102)

RELATÓRIO

Art. 22. O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o seu encarregado mencionará as diligências feitas, as pessoas ouvidas e os resultados obtidos, com indicação do dia, hora e lugar onde ocorreu o fato delituoso. Em conclusão, dirá se há infração disciplinar a punir ou indício de crime, pronunciando-se, neste último caso, justificadamente, sôbre a conveniência da prisão preventiva do indiciado, nos têrmos legais.

(103)

• Solução

• 1º No caso de ter sido delegada a

atribuição para a abertura do inquérito, o seu encarregado enviá-lo-á à autoridade de que recebeu a delegação, para que lhe homologue ou não a solução, aplique penalidade, no caso de ter sido apurada infração disciplinar, ou

determine novas diligências, se as julgar necessárias.

(104)

• Advocação

• 2º Discordando da solução dada ao

inquérito, a autoridade que o delegou poderá avocá-lo e dar solução diferente.

(105)

• 1. Veda-se emitir juízo de valor sobre a responsabilidade do investigado, agravantes, atenuantes, justificantes e dirimentes;

• 2. Deve descrever todas as diligências realizadas;

• 3. Deve indicar as testemunhas que não foram ouvidas no IP, indicando o local onde podem ser encontradas;

(106)

• 4. Pode representar pelo incidente de insanidade a final das investigações ou no curso destas;

• 5. Pode representar pela prisão preventiva tanto ao final das investigações como quando se fizer necessária;

• 6. Não deve a autoridade policial realizar abordagens doutrinárias ou jurisprudenciais

(107)

• Remessa do inquérito à Auditoria da Circunscrição

• Art. 23. Os autos do inquérito serão remetidos ao auditor da Circunscrição Judiciária Militar onde ocorreu a infração penal, acompanhados dos instrumentos desta, bem como dos objetos que interessem à sua prova.

(108)

• Arquivamento de inquérito. Proibição

• Art. 24. A autoridade militar não poderá mandar arquivar autos de inquérito, embora conclusivo da inexistência de crime ou de

inimputabilidade do indiciado.

(109)

OBSERVAÇÃO – NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE ARGUIR SUSPEIÇÃO DE JUIZ-AUDITOR, NEM DA AUTORIDADE MILITAR EM IPM.

EMENTA: EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. IPM. A exceção de suspeição é argüida pelas partes quando já existe a ação penal. O IPM é simples investigação, nele não há acusação formal do crime. Portanto, é inadmissível a argüição de suspeição de juiz-auditor durante o inquérito policial militar. Arguição de exceção de suspeição não conhecida. Decisão unânime. (STM. Arg.

Susp. 2002.01.000020-4).

(110)

Art 25. O arquivamento de inquérito não obsta a instauração de outro, se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira pessoa,

ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da punibilidade.

1º Verificando a hipótese contida neste artigo, o juiz remeterá os autos ao Ministério Público, para os fins do disposto no art. 10, letra c.

2º O Ministério Público poderá requerer o

arquivamento dos autos, se entender inadequada a instauração do inquérito.

(111)

IPM. REINSTAURAÇÃO. IMPEDIMENTO. EXCEÇÃO.

Há impedimento de reinstauração de inquérito policial militar, em que figura o mesmo indiciado, para apuração de fato já apreciado pela justiça, em decisão transitada em julgado, que conclui pela inexistência de crime. Não obsta a renovação do procedimento inquisitório se surgirem novas provas em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira pessoa. (TJM/MG – HC 1.183 – Rel. Juiz Cel PM Laurentino de Andrade Filocre, j. em 14.09.1995)

(112)

Art. 26. Os autos de inquérito não poderão ser

devolvidos a autoridade policial militar, a não ser:

I — mediante requisição do Ministério Público, para diligências por ele consideradas imprescindíveis ao oferecimento

da denúncia;

Comentário: O juiz-auditor é obrigado a deferir diligências requisitadas pelo MPM durante o IPM.

(113)

• II — por determinação do juiz, antes da denúncia, para o preenchimento de

formalidades previstas neste Código, ou para complemento de prova que julgue necessária.

• Parágrafo único. Em qualquer dos casos, o juiz marcará prazo, não excedente de vinte

dias, para a restituição dos autos.

(114)

Suficiência do auto de flagrante delito

Art. 27. Se, por si só, fôr suficiente para a elucidação do fato e sua autoria, o auto de flagrante delito constituirá o inquérito, dispensando outras diligências, salvo o exame de corpo de delito no crime que deixe vestígios, a identificação da coisa e a sua avaliação, quando o seu valor influir na aplicação da pena. A remessa dos autos, com breve relatório da autoridade policial militar, far-se-á sem demora ao juiz competente, nos têrmos do art. 20.

(115)

DISPENSABILIDADE

Art. 28. O inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de diligência requisitada pelo Ministério Público:

a) quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos por documentos ou outras provas materiais;

b) nos crimes contra a honra, quando

decorrerem de escrito ou publicação, cujo autor esteja identificado;

c) nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal Militar

(116)

• O MPM pode pedir o arquivamento nos seguintes casos:

• a) o fato narrado evidentemente não constitui crime militar;

• b) Falta de base para a denúncia.

(117)

ENUNCIADOS DA CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO DO MPM

• ENUNCIADO 2 – O arquivamento de inquérito policial militar, Instrução provisória de Deserção e Instrução Provisória de Insubmissão, exige o prévio e expresso pedido do órgão do Ministério Público, sendo incabível mero pronunciamento opinativo.

(118)

• ENUNCIADO 3 – Arquivamento implícito ou tácito. Inadmissibilidade. A nova ordem constitucional exige que o representante do Ministério Público manifeste-se, expressa e fundamentadamente, sobre fatos e agentes, indiciados ou não, quer seja no oferecimento da denúncia, ou no pedido de arquivamento.

(119)

• ENUNCIADO 4 – O pedido de arquivamento de IPM exige o exaurimento de todas as alternativas de apuração, e relação aos fatos delituosos noticiados e agentes envolvidos, não sendo suficiente a conclusão da autoridade militar que afirma a inexistência de indícios de autoria ou de prova de fato que, em tese, constitua crime militar.

(120)

• Se o representante do MPM pedir arquivamento e o juiz-auditor entender que não, remeterá os autos ao Procurador Geral Militar, que, após a oitiva da Câmara de Coordenação e Revisão do MPM, que poderá manter o arquivamento ou nomear outro representante do MPM, que será obrigado a oferecer a denúncia.

(121)

• Se o MPM propõe arquivamento e o juiz discorda e não encaminha à Procuradoria- Geral do MPM, cabe Rese, conforme artigo 516 do CPPM.

(122)

QUESTÕES

• JUIZ. TJM-SP. VUNESP. 2016. Considere o caso hipotético. Uma viatura descaracterizada da Polícia Militar, composta pela guarnição do Tenente “X”(encarregado) e Soldado

“Z”(motorista), conduzindo a civil “Y”

(passageira), ao transitar pela Rodovia dos Imigrantes teve a sua passagem obstruída por um caminhão, precipitando-se numa ribanceira, lesionando gravemente a passageira (civil “Y”).

(123)

Analisando-se o enunciado no que concerne a atuação da Polícia Judiciária Militar, é correto afirmar que

a) compete à Polícia Judiciária Militar a apuração do fato, não importando a qualificação da vítima, pois se trata de acidente de trânsito envolvendo veículo automotor de propriedade ou sob responsabilidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

b) a apuração do fato, em razão de tratar-se de acidente de trânsito envolvendo veículo de propriedade da Polícia Militar, somente seria apurado pela Polícia Judiciária Militar se a vítima fosse militar do Estado.

c) compete à Polícia Judiciária Militar a apuração no tocante ao veículo oficial e à Polícia Judiciária Comum com relação à lesão corporal da passageira.

(124)

• d) a apuração do fato, em razão de tratar-se de acidente de trânsito envolvendo veículo de propriedade da Polícia Militar, somente seria apurado pela Polícia Judiciária Militar na hipótese de veículo oficial caracterizado.

• e) compete à Polícia Judiciária Comum (Polícia Civil) a apuração do fato, em razão de tratar-se de crime de trânsito.

(125)

Correta – A

Trata-se de apuração de possível crime militar, uma vez que havia dois militares em serviço e não houve crime doloso contra a vida de civil (Júri).

CPM

Art. 9º Consideramse crimes militares, em tempo de paz:

II - os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados:

c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou

reformado, ou civil;

(126)

• CPPM

• Competência da polícia judiciária militar Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar:

a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria;

(127)

• Súmula nº 06 do STJ: COMPETE A JUSTIÇA COMUM ESTADUAL PROCESSAR E JULGAR DELITO DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRANSITO ENVOLVENDO VIATURA DE POLICIA MILITAR, SALVO SE AUTOR E VITIMA FOREM POLICIAIS MILITARES EM SITUAÇÃO DE ATIVIDADE.

(128)

Analista. MPU. Cespe. 2013. Com base no direito processual penal militar, julgue os itens que se

seguem.

O ministro da Defesa, dada a sua condição de ministro de Estado civil, não exerce função de polícia judiciária militar. CORRETO

”O Ministro da Defesa, na condição de Ministro de Estado civil, não exerce função de polícia

judiciária militar.”

(129)

• cespe. Analista. DPU. 2016. Julgue o seguinte item, relativo ao inquérito policial militar, à ação penal militar e à suspeição.

• Diferentemente do inquérito policial civil, o inquérito policial militar é um procedimento sigiloso, razão por que o advogado do

indiciado não tem acesso ao inquérito nem aos elementos de provas em andamento.

• Errada

(130)

3. AÇÃO PENAL MILITAR

• Art. 29. A ação penal é pública e sòmente pode ser promovida por denúncia do

Ministério Público Militar.

• Comentário: Em regra, a ação penal é publica no processo penal militar. A única espécie

admitida de ação penal privada é a subsidiária da pública.

(131)

• Obrigatoriedade

• Art. 30. A denúncia deve ser apresentada sempre que houver:

• a) prova de fato que, em tese, constitua crime;

• b) indícios de autoria.

(132)

• Comentário – Trata-se do conceito de justa causa.

• O momento do recebimento da denúncia é regido pelo princípio do “in dúbio pro

societate”, de forma que basta um mínimo de elementos indiciários para que o juiz possa

receber a denúncia.

• Apenas um juízo de certeza pode permitir sua rejeição.

(133)

Condicionada

• Art. 31. Nos crimes previstos nos arts. 136 a 141 do Código Penal Militar, a ação penal;

quando o agente fôr militar ou assemelhado, depende de requisição, que será feita ao procurador-geral da Justiça Militar, pelo Ministério a que o agente estiver subordinado; no caso do art. 141 do mesmo Código, quando o agente fôr civil e não houver co-autor militar, a requisição será do Ministério da Justiça.

(134)

• Comentário: Este artigo se refere aos crimes de hostilidade contra país estrangeiro, provocação de país estrangeiro, ato de jurisdição indevida, violação de território estrangeiro, entendimento para empenhar o Brasil à neutralidade ou à guerra, entendimento para gerar conflito ou divergência contra o Brasil)

(135)

• Comunicação ao procurador-geral da República

• Parágrafo único. Sem prejuízo dessa disposição, o procurador-geral da Justiça Militar dará conhecimento ao procurador- geral da República de fato apurado em

inquérito que tenha relação com qualquer dos crimes referidos neste artigo.

(136)

• Art. 32. Apresentada a denúncia, o

Ministério Público não poderá desistir da ação penal.

• Comentário: Trata-se do princípio da indisponibilidade.

(137)

• Exercício do direito de representação

• Art. 33. Qualquer pessoa, no exercício do direito de representação, poderá provocar a iniciativa do Ministério Publico, dando-lhe informações sôbre fato que constitua crime militar e sua autoria, e indicando-lhe os

elementos de convicção.

(138)

• Informações

• 1º As informações, se escritas, deverão estar devidamente autenticadas; se verbais, serão tomadas por têrmo perante o juiz, a pedido do órgão do Ministério Público, e na presença dêste.

• Comentário: Neste caso, o termo representação tem outro sentido, significando

“pedido de realização de diligências.”

(139)

• Requisição de diligências

• 2º Se o Ministério Público as considerar procedentes, dirigir-se-á à autoridade policial militar para que esta proceda às diligências necessárias ao esclarecimento do fato, instaurando inquérito, se houver motivo para esse fim.

(140)

• HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DO PROCESSO PENAL MILITAR

• a) Conflito positivo de competência

• b) Questões prejudiciais – faculdade do juiz.

• c) Exceção de suspeição ou impedimento

(141)

• d) Exceção de litispendência

• e) Incidente de insanidade mental –

• f) Doença mental superveniente

• g) Incidente de falsidade de documento

(142)

QUESTÕES

• Cespe. Analista. DPU. 2016. Acerca do

processo penal militar, julgue o seguinte item.

• A ação penal militar é pública e somente o

Ministério Público Militar poderá promover a denúncia, devendo demonstrar provas da

materialidade e indícios da autoria delitiva, sob pena de inadmissão.

• Correta

(143)

• Cespe. Analista. DPU. 2016. Julgue o seguinte item, relativo ao inquérito policial militar, à ação penal militar e à suspeição.

• Conforme dispõe o Código de Processo Penal Militar (CPPM), a ação penal militar pública pode ser condicionada à representação,

também chamada de requisição, que, uma vez recebida pelo Ministério Público, nos casos de crimes contra país estrangeiro, é irretratável.

(144)

• A banca considerou correta.

(145)

4. DA DENÚNCIA

• Conceito – É a petição inicial da ação penal de iniciativa pública.

• Principio da correlação entre a denúncia e a sentença:

• A denúncia delimita a acusação (ampla defesa e contraditório)

• Segurança jurídica

(146)

Requisitos

• Art. 77. A denúncia conterá:

• a) a designação do juiz a que se dirigir;

• b) o nome, idade, profissão e residência do acusado, ou esclarecimentos pelos quais possa ser qualificado;

• c) o tempo e o lugar do crime;

(147)

• d) a qualificação do ofendido e a

designação da pessoa jurídica ou instituição prejudicada ou atingida, sempre que possível;

• e) a exposição do fato criminoso, com tôdas as suas circunstâncias;

• f) as razões de convicção ou presunção da delinqüência;

(148)

g) a classificação do crime;

h) o rol das testemunhas, em número não superior a seis, com a indicação da sua profissão e residência; e o das informantes com a mesma indicação.

Dispensa de testemunhas

Parágrafo único. O rol de testemunhas

poderá ser dispensado, se o Ministério Público dispuser de prova documental suficiente para oferecer a denúncia.

(149)

REJEIÇÃO

Art. 78. A denúncia não será recebida pelo juiz:

a) se não contiver os requisitos expressos no artigo anterior;

b) se o fato narrado não constituir

evidentemente crime da competência da Justiça Militar;

c) se já estiver extinta a punibilidade;

d) se fôr manifesta a incompetência do juiz ou a ilegitimidade do acusador.

Referências

Documentos relacionados

Essa dimensão é composta pelos conceitos que permitem refletir sobre a origem e a dinâmica de transformação nas representações e práticas sociais que se relacionam com as

Marta tem o objetivo transformar a criação, desenvolvimento e comercialização de empreendimentos imobiliários em em uma experiência de sucesso para clientes,

O trauma deixa de ser anterior ao sujeito, como queria Freud em sua concepção do mal estar, para ser aquilo que pode surgir como efeito do furo produzido

As Festas Bíblicas não existem para ser guardadas como lei, pois Jesus já as cumpriu no seu ato redentivo, embora a Igreja Cristã creia em Páscoa, Pentecoste e Tabernáculos?.

O relator do processo, desembargador Daniel Viana Júnior, destacou em seu voto o termo de inspeção elaborado pelo MPT, que demonstrou que o tempo gasto

Benetton (1999) apresenta o caráter de funcionalidade na Terapia Ocupacional como tendo sido assumido por muitos autores, pelos precurssores da profissão (Meyer, Simon e Schneider)

- Damon Dupont Cavaliere aceita Cloe Cárceres de Carvalho como sua esposa, para respeitá-la e amá- la, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, por todos s dias da sua

No Ocidente, a China recebe a maior parte das atenções; a Índia tem sido lar- gamente ignorada, sobretudo na Europa.. Aliás, a Índia é a grande omissão das