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C D U 0 8 7 . 7 : 6 5 . 0 1 4 . 1 3

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

CENTRALIZAÇÃO

DA EDITORAÇÃO

OFICIAL

Resumo

ihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

E s tu d a a p u b lic a ç ã o o fic ia l s o b s e u s a s

-p e c to s m a is ' s ig n ific a tivo s , ta is c o m o a s

va r iá ve is : a d m in is tr a ç ã o p ú b lic a , p e s s o a l

e s p e c ia liza d o , c o n tr o le e d is tr ib u iç ã o d e

p u b lic a ç õ e s . C o m is s o le va n ta a r g u m e n to s

q u e te n d e m a c o m p r o va r a e fic á c ia d a

c e n tr a liza ç ã o d o s p r o c e d im e n to s a d m

i-n is tr a tivo s , e d ito r ia is e b ib lio te c ô i-n o m tc o s

d a p u b lic a ç ã o o fic ia l e n ã o n e c e s s a r ia m e n

-te a c e n tr a liza ç ã o d a im p r e s s ã o .

P u b lic a ç õ e s o fic ia is / D o c u m e n to s g o ve r

-n a m e -n ta is / P u b lic a ç õ e s g o ve r -n a m e -n ta is /

E d ito r a ç ã o o fic ia l.

Abstract

T h is p a p e r s tu d ie s th e o ffic ia l p u b lic a

-tio n s a n d th e ir m o r e im p o r ta n ts a s p e c ts

p u b lic a d m in is tr a tio n , s p e c ia lize d h u m a n

r e s o u r c e s a n d c o n tr o l, a n d d is ttib u tio n .

O ffic ia l p u b lic a tio n s ' ] G o ve r n m e n t d o

-c u m e n ts / G o ve m m e n t p u b lic a tio n s /

O ffic ia l p u b lis h in g .

6 6

Francisco das Chagas de Souza**

1. INTRODUÇÃO

As mais significativas discussões e/ou teorizações sobre a centralização

adminis-trativa (50) conduzem aos aspectos de

centralização econômica e política (6, 7, 8, 12, 48, 49, 57, 67) e enveredam tam-bém pela área da ciência do direito (27).

Aprofundando-se mais um pouco, a

discussão passa a ser setorizada nas

cate-gorias ou áreas do serviço público e se estabelece em nível de empresas públicas

* Com base natese de Mestrado 'Publicações

Oficiais do Estado do Ceará: centralização

administrativa', apresentada ao CPG/EB/

UFMG, em julho de 1982, perante a seguin-te Banca: Jannice Monseguin-te-Mór, Paulo da Ter-ra CaldeiTer-ra e Maria de Lourdes B. Carvalho.

* * Ex-Bibliotecário da Fundação Instituto de

Planejamento do Ceará. Ex-Editor da

Re-vista de Economia do Ceará. Atualmente, Professor Assistente do Departamento de Bi-blíoteconornia e Documentação da Univer-sidade Federal de Santa Catarina. M. S. em

Administração de Bibliotecas Especiais.

Áreas de Interesse: publicações oficiais, edi-toração pública, bibliotecas.

R e v is t a B r a s ile ir a d e B ib lio t e c o n o m ia e D o c u m e n t a ç ã o 1 7 ( 1 / 2 ) : 6 6 - 7 8 . ja n . lju lh o 1 9 8 4

Em contraposição a tais idéias, Motta

& Pereira mostram as seguintes vantagens da descentralização:

1. Contribui para a elevação do moral das organizações;

2. Concentra a atenção da administração nos resultados;

3. Estimula a iniciativa dos administrado-res de nível médio;

4. Facilita a identificação do administra-dor com os objetivos da organização;

5. Eum meio de treinamento de

adminis-tradores;

6.

f:

um meio de testar administradores;

7. Alivia a carga de trabalho dos adminis-tradores de cúpula;

8. Facilita a concorrência interna. As idéias acima enfocadas são deriva-das do pensamento da Escola de Relações Humanas e colocam o trabalhador no cen-tro da discussão.

Esses dois conjuntos de princípios que

se contrapõem seriam suficientes para

provocar uma discussão definitiva sobre que rumo dar à editoração da publicação oficial.

Por sua característica, a atividade

edi-torial deve ater-se a padrões, normas e

princípios que, apesar de flexível,

pos-sam ser considerados uniformes. Isso só

seria conseguido dentro de uma visão

administrativa centralizadora onde os

mais capazes decidem e onde as normas

e diretrizes podem ser uniformes. Esse

privilégio dado ao produto final é

exata-mente o que deve procurar o editor e

mais ainda o editor oficial, pois numa

administração descentralizadora a

con-corrência interna será um elemento

alta-C E N T R A L lZ A Ç A o D A E D I T O R A Ç A o O F I C I A L

(32) ou a todos os ramos integrantes da chamada administração indireta (33),

che-gando às fundações que segundo alguns

pertencem a admirústração indireta e que

.segundo outros constituem uma

catego-ria própcatego-ria (45).

Neste artigo procura-se focalizar, em plano geral, idéias essenciais da área de

administração como um parâmetro que

permita a discussão em tomo da

centra-lização e descentracentra-lização da editoração

oficial. Estudou-se o trabalho de Motta

& Pereira 'Introdução àorganização

buro-crática' (50), no qual os autores "exami-nam a burocracia exclusivamente em

ter-mos de organização burocrática e

consi-deram certas vantagens na centralização":

1. As decisões mais importantes são

to-madas pelas pessoas mais capazes; 2. Há necessidade de menor número de

administradores de alto nível;

3. Há uníformídade de diretrizes e

nor-mas;

4. A coordenação toma-se mais fácil;

5. Aproveita-se mais o trabalho dos espe-cialistas;

6. Toma a identificação dos

administra-dores de nível médio com a organiza-ção menos decisiva;

7. Possibilita . a realização de compras

em larga escala.

Vê-se que as idéias arroladas identifi-cam-se claramente com a Escola de

Admi-nistração Científica. São, contudo,

prin-cípios largamente considerados e adaptá-veis a qualquer categoria de empresa ou órgãos do setor público ou privado, aten-dendo aos aspectos de eficiência e unífor-I)lidade.

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F r a n c is c o d a s C h a g a s d e S o u z a

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mente desestabilízador das normas e pa-drões desejáveis para uma bem orienta-da ativiorienta-dade técnica-editorial.

A seguir, ver-se-à que a editoração de

publicações oficiais tende para a

centra-lização e muitos dos textos analisados

apresentam indicações de tentativas já

praticadas.

2_PUBLICAÇÃO OFICIAL

Vasta literatura sobre publicações ofi-ciais vem emergindo de há muito nos paí-ses mais desenvolvidos. Boa parte em

pe-riódicos (1, 4, 29,37,47,55), trabalhos

de congressos (53), etc. e outro tanto em forma de livros. Estes últimos, tanto ana-líticos (34), históricos (36), quanto ma-nuais de trabalho (39) para os profissio-nais de Biblioteconomia.

. A emergência de preocupação com o assunto fez surgir também a necessidade dos especialistas envolvidos promoverem encontros, simpósios, seminários e

pesqui-sas* (17, 54, 60, 61, 62, 63,64,65),

on-de, além dos aspectos produção,controle

e distribuição, há a preocupação com a

forma das bibliotecas obterem,

processa-rem e manteprocessa-rem essas grandes coleções

de publicações oficiais.

Essas coleções resultam em três fato-res: 1) os publicadores e os

bibliotecá-• A seção de publicações oficiais da IFLA, por

interesse da UNESCO, recebeu a incumbên-cia de preparar e distribuir, para aproxima-damente 400 bibliotecas em 5.0 países, um questionário sobre disponibilidade e uso de publicações oficiais. O final do estudo esta-va previsto para 30.11.1980.

rios acreditam queelas sejam importantes

para o público (9:60); 2) o Estado tem-se tornado um grande produtor de

informa-ções (23:116) e 3) a publicação oficial

vem adquirindo considerável importância no campo da educação (24:87).

Esses fatores criam novas perspectivas em tomo dos aspectos da produção

im-pressa, aí considerando a

ihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

a d m in is tr a ç ã o

p ú b lic a , com seus regulamentos e normas;

o p e s s o a l, considerando os especialistas

gráficos, revisores e documentalistas; o

c o n tr o le q u a lita tivo da produção

im-pressa, aí considerando a atividade do

pessoal; ad is tr ib u iç ã o , considerando tan-to a distribuição livre de encargo quantan-to

a distribuição feita por venda; o c o n tr o

-le b ib lio g r á fic o , através das bibliografias

e 'checklists' e as b ib lio te c a s d e p o s itá -r ia s .

2 .1 . Ad m in is tr a ç ã o P ú b lic a

A administração pública tem

influí-do de diversas maneiras na editoração

de publicações oficiais. No entanto um

aspecto comum é ressaltado: uma

visí-vel inexistência da instituição editora.

Na maioria dos casos o que existe são as gráficas oficiais (17:353).

Os Estados Unidos, com o

Govern-ment Printing Office- GPO (46), e

vá-rios outros países têm órgãos que são

antes de tudo instituições impressoras.

Entretanto, a Dinamarca tem no

STA-TENS TRIKMINGSKONTOR (30) uma

instituição parecida com uma central

de editoração, e o Estado da Tasmânia (em uma pesquisa feita por Cherns (17),

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,entre 19 governos e 9 organizações ínter-nacionaiS), parece ter a função de editor

colocada em algum instituto individual

(17:353)- Por outro lado, o caráter em-presarial dessas impressoras oficiais pode ser considerado um fato universal.

Neste aspecto, o Government Printing

Office (EUA), o Her Majesty's Stationery

Office (Grâ-Bretanha), os órgãos

instala-dos na Suécia, Holanda e Itália parecem

ser os mais desenvolvidos, posto que eles próprios, além de vender seu trabalho ao órgão responsável pela edição, mantêm livrarias e serviço de assinaturas das pu-blicações dispondo, assim, de um conta-to direconta-to com o público.

No aspecto específico de controle e

subordinação administrativa, percebe-se

a diferença de enfoque em alguns países. Nos Estados Unidos, "Administrativa-mente o Governement Printing Office é

parte do Congresso... e está

especifica-mente sob a supervisão do Congressional Joínt Committee on Printing, que é cons-tituído de três Senadores e três Deputa-dos" (11 :480). Já em outros países, a

Subordinação está vinculada ao Poder

Executivo. Um caso característico é o da Itália, onde " ... apenas a Presidência do

Conselho de Ministros através do Serviço de Informação e Copyright, do Instituto

Central de Estatística e do Instituto

Poli-gráfico do Estado, publica e distribui no

País e no estrangeiro, uma completa

sé-rie de documentos referentes ao

panora-ma geral da vida italiana" (38:315)_

2.2. Pessoal da Área de Editoração e Controle Qualitativo

O pessoal envolvido na editoração das publicações oficiais mereceu pouco

trata-mento na líteratura. Isso ocorre

prova-velmente pelo fato da literatura

analisa-da ser em sua maioria, uma literatura

bí-blioteconômica e por isso mesmo

enfo-cando o assunto sob o ponto de vista bi-bliotecário, isto é, sobre a obtenção,

pro-cessamento e manutenção do acervo. Admitindo a inexistência de

preoeupa-ção explícita com a amostra do

desem-penho do pessoal, esse aspecto pode ser

considerado implícito quando do

trata-mento do controle qualitativo da produ-ção. Assim, no artigo sobre publicações oficiais na Holanda há um trecho

mar-cante sobre controle da produção onde

é afirmado que "vários anos de estudo

produziram um leiaute completamente

novo e um projeto gráfico

contemporâ-neo que tornarão todas as publicações

parlamentares acessíveis o mais rápido

possível. A intenção é que cada

docu-mento impresso seja provido de

referên-cias enquanto ele está sendo preparado,

e de um índice de assuntos e nomes" (53:344).

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Nesse quadro acima expresso por

Oltheten (53), percebe-se claramente a

atuação do documentalista ou

bibliote-cário e do técnico gráfico. Evidentemen-te, pode-se crer também na presença de revisores redacionais ou de texto.

O italiano Graziani (38) também faz uma rápida referência à preparação edi-torial das publicações oficiais de seu País.

2.3. Distribuição de Publicações e Bibliotecas Depositárias

A 'distribuição de publicações' é

co-mumente abordada na literatura e está

realcionada com o 'controle

bibliográfi-co' e a presença ou não de 'bibliotecas

depositárias'. Através destas, há a

distri-buição livre para o público, ocorrendo

em vários países através da forma de

empréstimo bibliotecário.

Naturalmente esta forma de

distri-buição depende da extensão do país, do número de órgãos editores e da natureza do material que publicam, bem como dos

custos de produção. Aliás, este último

aspecto só recentemente vem sendo

le-vado em conta. Os Estados Unidos, país que para cumprir à risca o título 44 do seu 'United States Code' sempre distri-buiu as publicações de seus órgãos

pú-blicos por todo o seu território, já fez

mais de uma tentativa de simplificação

dessa distribuição, pois o número de pu-blicações impressas cresceu assombrosa-mente (18:59) .. A primeira tentativa foi a revisão da Lei das Bibliotecas depositá-rias de 1895, no ano de 1922, cujo obje-tivo era não -sobrecarregar as bibliotecas

menores. De acordo com essa reforma, em vez das bibliotecas depositárias rece-berem todas as publicações, elas passa-riam a selecioná-Ias com antecedência.

O resultado imediato da nova Lei foi a

divisão das bibliotecas em dois grupos:

as depositárias 'totais' e as depositárias

'seletivas', que escolhiam uma cobertura mais limitada de assuntos (28: 178). Isto

transformou um quinto das 545

deposi-tárias em depositárias 'seletivas,

dimi-nuindo a amplitude de distribuição por

parte do GPO.

Outra tentativa ocorreu em 1926, com

o estabelecimento de um sistema de

de-positárias regionais, que correspondia,

em totalidade da coleção, às anteriores

depositárias totais, e colocava todas as

outras 'bibliotecas depositárias numa ba-se ba-seletiva (28: 179). Através dessa refor-ma, as bibliotecas mais amplas: as depo-sitárias regionais, foram reduzidas a 35 e localizadas em 29 estados. Essas tenta-tivas são necessárias, pois até 1965 havia nos Estados Unidos um total de 866 de-positárias de publicações oficiais federais, incluindo-se as 35 regionais (13 :34-36). Mesmo com todos os esforços de conten-ção, em 1979 foi registrada a existência de 1300 bibliotecas depositárias das pu-blicações federais (5).

Ainda que nos Estados Unidos as bi-bliotecas depositárias estejam sempre au-mentando em número há quem acalente

a possibilidade do estabelecimento de

uma grande biblioteca depositária nacio·

nal, que contribua para que as demais

se tomem seletivas (21 :4).

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2.5. Centralização Editorial 2.4. Controle Bibliográfico

C E N T R A L I Z A Ç Ã O D A E D I T O R A Ç Ã O O F I C I A L

O controle bibliográfico de

publica-ções oficiais é altamente necessário para

a redução do custo de obtenção de

de-terminada obra. Este tópico é bastante

discutido na literatura, onde é

enfatiza-da sua ausência, seu desconhecimento, suas falhas, dentre outros aspectos.

Em relação ao controle bibliográfico

nos Estados Unidos, Brock diz: "O Go-verno não dispõe para si mesmo de uma lista ou coleção completa de suas

publi-cações, mesmo na Biblioteca do

Con-gresso" (11 :489) _ .

O desconhecimep.to existe também da parte de alguns profissionais

bibliotecá-rios, talvez acostumados à incerteza da

existência de controle em algumas áreas. Apesar disso, Bertalan (10) afirma que existem algumas fontes de referência de

utilidade variada (10:144). E tanto há

bibliografias (44) como também biblio-grafias de bibliobiblio-grafias (59). Nos Estados

Unidos houve também a preocupação

com a compilação de bibliografias de pu-blicações oficiais de outros países, exis-tentes no acervo da Library of Congress (52).

O controle bibliográfico, apesar de re-ceber bom nível de atenção, é feito nos Estados Unidos por mais de uma entida-de (31). E, na maioria dos outros países, é bastante falho, inclusive no Brasil (22: 49). Isso talvez se deva ao fato do interes-se no controle bibliográfico interes-ser mais da classe bibliotecária que de quaisquer ou-tras classes profissionais (17:352).

Grande parte da literatura lamenta a

inexistência de uma centralização das

ati-vidade de editoração da maioria dos

go-vernos, pleiteando sua criação, seja a

ní-vel federal, estadual ou municipal. Ainda que a nível federal seja mais comum

algu-ma centralização, esta é mais de caráter

gráfico (impressão), possivelmente em

função da motivação histórica identifica-da por Cherns (17: 353).

2.5.1 Centralização editorial nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, segundo trabalho escrito em 1958 (23), "os órgãos do go-verno federal tomam suas próprias deci-sões sobre o que será publicado e como deve ser publicado e provêem seu próprio controle editorial e fmanceiro"(23:118).

Em 1965, naquele país, a situação era

aproximadamente a mesma, havendo,

contudo, vários programas de publicação

e distribuição sobrepondo-se e

entrecru-zando-se numa emaranhada confusão

administrativa (11:478), posto que, de

acordo com o Código dos Estados Uni-dos, todas as impressões, encadernações e trabalhos impressos para o Congresso, o

Executivo, os Ministérios, Escritórios

independentes e estabelecimentos do

go-verno devem ser feitos no Government

Printing Office. Certas exceções que a

Lei previa resultaram no estabelecimen-to não de uma, porém de mais de 340

instalações de gráficas governamentais

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(4)

t,

F r a n c is c o d a s C h a g a s d e S o u z a

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(11 :480). Isso, porém, era resultado de grande e complexa história de

centraliza-ção X descentralizacentraliza-ção da impressão

go-vernamental (11:481).

Apesar do aparente caos, os Estados

Unidos mantêm as instalações

impresso-ras gove.rnamentais sob firme controle do Congresso, através do Joint Committee on Printing que autoriza ou não as insta-lações gráficas fora do GPO e regula suas operações nos menores detalhes

(11:481-82).

Em 1974, pregando um controle mais enérgico, Crowers (20) dizia: "O que está em jogo é a necessidade de planejamento global de um sistema para controle

efi-ciente das publicações governamentais,

com um corpo diretivo autorizado a esta-belecer política e direção integrais" (20:

148).

No ano de 1978, Buckley Jr. (14) afir-mava que o Congresso dos Estados Uni-dos estava revendo a Lei de Impressão

de 1895 objetivando atualizá-Ia para

adequar-se à utilização da nova

tecnolo-gia e dos novos métodos de

dissemina-ção da informadissemina-ção.

Em 21 de junho de 1979 o Deputado

Frank Thompson introduziu o HR 4572

_ Lei de Reorganização da Impressão

PÚ-blica, de 1979. Nesse projeto havia a

intenção de reformular o Government

Printing Office, transformando-o em uma

agência independente dirigida por uma

Comissão de sete membros em vez do Joint Committee do Congresso. A Comis-são a ser nomeada pelo Presidente devia

incluir três membros representando o

pú-11111'

111II

blico. Os outros quatro postos deviam

representar certos interesses: bibliotecas,

indústria da informação, indústria

gráfi-ca e sindigráfi-catos (14 :453).

Depois desse artigo de Buckley Jr.

(14) a notícia mais recente enfatiza a

existência, em âmbito federal e estadual, de órgãos centrais para o controle de pu-blicações ou distribuição (35).

2.5.2 Centralização editorial na Europa

Em Conferência promovi_dapela ASLlB (1), em 1974, Ejlersen (30), representan-do a Dinamarca, dizia que seu País não

tinha uma instituição como o HMSO e

nem livrarias do governo, mas deixava claro que em seu País centralização ou coordenação editorial das publicações do governo é assunto tratado com toda se-riedade (30: 288). Já no Grão-Ducado de Luxemburgo, nessa mesma época, não ha-via um órgão de centralização, tanto no

âmbito da publicação quanto da

distri-buição e impressão (19). Na Itália, ape-sar da iniciativa individual dos órgãos, o

Serviço ~e Informação e Copyright, o

Instituto Central de Estatística e o

Ins-tituto Poligráfico do Estado,

subordina-do à Presidência subordina-do Conselho de Minis-tros, publicam e distribuem no País e no

estrangeiro "uma completa série de

do-cumentos referentes ao panorama geral

da vida italiana, dos pontos de vista

so-cial, econômico, jurídico e, sobretudo,

cultural" (38:315).

Como se pode deduzir, o quadro euro-peu parece caótico. Tentativas foram

fei-7 2 H e v is t a B r a s ile ir a d e B ib lio t e c o n o m ia e D o c u m e n t a ç ã o 1 7 ( 1 / 2 ) : 6 6 - 7 8 , ja n . / ju lh o 1 9 8 4

C E N T R A L I Z A Ç Ã O D A E D I T O R A Ç Ã O O F I C I A L

tas. Algumas deram certo, outras não.

Um caso positivo é o da Holanda que tem

no STAATSDRUKKERIJ (Escritório de

Publicação e Impressão Governamental)

"a mais antiga empresa centralizada pelo Estado ... ; por mais de um século e meio

tem sido responsável pelas

comunica-ções impressas do Governo" (53 :342).

Em 1974, Oltheten (53) calculava que o

órgão produzia mais de quinhentos

no-vos livros por ano, além de diversos títu-los de periódicos.

Também na Suécia há um predomínio

da atividade publicadora do Governo:

uma companhia estatal que atua na área parece estar, inclusive, inibindo a

impres-são e comercialização do setor privado

(17:355).

2.6. Publicações Oficiais Estaduais nos Estados Unidos

Dalton et a1ü (23) diziam em 1958

que: "Em bem mais de um terço dos Es-tados ( ...) existe alguma espécie de con-trole financeiro e editorial sobre o órgão

que gera a publicação" (23:118). Isso

não tornaria muito clara a questão da

centralização se estivesse limitado

ape-nas ao controle financeiro, mas está

ex-plicitado o controle editorial. Embora

não haja clareza de como o processo é

desenvolvido, há a demonstração de

preocupação com o fato.

No mesmo artigo, as autoras diziam que "as publicações estaduais e munici-pais não estão tão altamente desenvolvi-das e há poucos estados, cidades e distri-tos que podem ser considerados grandes

publicadores, em seu próprio território

(23 :117). Por isso, talvez, só um terço

dos Estados, em 1958, preocupava-se

com a imposição de algum controle na

editoração de suas publicações oficiais.

As autoras mostravam, ainda no

mes-mo artigo (23), que certos Estados já

haviam atingido um estágio mais

avança-do. Certamente, bem mais próximo de

uma centralização decisória em torno

de suas publicações oficiais (23: 119). Até 1980, um número maior de Esta-dos, nos Estados UniEsta-dos, estabeleceram

alguma centralização quanto a

publica-ção ou distribuipublica-ção de publicações

ofi-ciais (41). Aliás, falando sobre a

obten-ção de publicações oficiais municipais,

Gardizer (35) dizia: "Ao contrário das

publicações federais e estaduais, não há

um órgão central para controlar a

publi-cação ou distribuição de documentos

municipais" (35:234). Com iSSQ, pode

deduzir-se que as publicações estaduais

vêm tendo um maior controle em

de-terminadas etapas de sua edítoração.

2.7. Publicações Oficiais no Brasil

No Brasil, a preocupação com as

pu-blicações oficiais é recente. A contar pe-las citações de Rocha (56) há menos de meio século se fala no assunto. Aquela autora foi quem, na verdade, teve a

gran-de preocupação de propor um estudo

mais profundo e sistemático do tema.

Sua idéia era a de que o mesmo deveria

ser efetivamente explorado em evento

nacional na área de Biblioteconomia.

A partir de 1975, começaram então os

(5)

der concentrar pessoas capazes numa

uni-dade de trabalho, permitir controle de

tiragem pelo conhecimento do quanto

distribuir, poder estabelecer critérios

uni-formes de distribuição, possibilitar uma

sistemática de depósito bibliográfico e

criar mecanismos eficazes de divulgação

e controle bibliográfico, faz da

centrali-zação da editoração um. mecanismo

dese-jável para a publicação oficial.

ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

F r a n c is c o d a s C h a g a s d e S o u z a C E N T R A L I Z A Ç Ã O D A E D I T O R A Ç A o O F I C I A L

seminários sobre publicação oficial brasi-leia, que têm-se ocupado do tema.

Até o momento, realizaram-se cinco

Seminários. O primeiro durante o 89

Congresso Brasileiro de Biblioteconomia

e Documentação, realizado em Brasília

de 22 a 25 de julho de 1975 (62). O

se-gundo, realizado durante o 99

Congres-so, em Porto Alegre, de 5 a 8 de julho de 1977 (63). O terceiro, realizado em Curitiba de 22 a 27 de julho de 1979, foi um seguimento dos anteriores, tendo

sido apresentada na oportunidade um

significativo conjunto de trabalhos (2, 3,

16, 25, 26, 42, 43, 51, 58).

No final de julho de 1981 foi realiza-do o 4Ç>SPOB, novamente em Brasília,

que recentemente sediou o 5Ç>SPOB, alí

realizado entre os dias 3 a 8 de julho de 1983 (66).

Uma revisão nos temáticos do SPOB

evidencia que os problemas continuam

sendo os mesmos ao correr dos anos. São problemas comuns de editoração oficial. E são também problemas universais. As

recomendações que emanam ao final de

cada evento são uma amostra real de que

se está em ponto inicial, como outros

países subdesenvolvidos (61).

Os tópicos dos temários do SPOB

contêm idéias muito ricas e sugerem

gran-des estudos. Do 2Ç>Seminário deve ser

destacado o seguinte tópico: "princípios que deverão presidir as relações entre

edi-tores, documentalistas e gráficos

envolvi-dos na editoração de publicações oficiais" (63), por sugerir uma coordenação mais incisiva.

2.8. Coordenação ou Centralização editoração o processo mais racional de

produzir publicações oficiais.

Por todos os princípios

administrati-vos ou pela simples prática do bom senso, parece ser essa centralização almejada

pe-los países desenvolvidos, afigurando-se,

por conseguinte, mais vantajosa que a

centralização gráfica.

O simples fato de possibilitar

unifor-midade de padronização bibliográfica, po-

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Mais decisão na coordenação das

ativi-dades de editoração dos órgãos oficiais

têm-se mostrado necessária e alguns auto-res a vem sugerindo. Crowers (20) chama a atenção para essa necessidade. Segundo ele (pelo menos nos Estados Unidos) "o que está em jogo é a necessidade de um

planejamento global de um sistema para

o controle eficiente das publicações

go-vernamentais" (20: 148). Já Chems (17)

acha que são importantes a eficácia, a

acessibilidade e o controle bibliográfico

das publicações oficiais, tendo em vista que a comunicação entre o govemo e o público é uma via de mão dupla, reque-rendo pesquisas e aplicação de mais estu-dos técnicos (17:357-58).

Um resultado bastante expressivo foi

alcançado por Suzanne Honoré (40) em sua pesquisa aplicada em 1963. Ao con-cluir o trabalho, a investigadora diz

cate-goricamente: "Todas as vantagens estão

do lado da centralização: rendimento,

produtividade, controle do orçamento,

maior difusão, etc. O único obstáculo é

o particularismo das administrações. B

interessante assinalar que um país como a Inglaterra, descentralizado e individualista por tradição, tenha o sistema mais

centra-lizado. Esforços muito interessantes de

centralização na edição têm prosseguido

também no Japão, Portugal e França"

(:23).

3. CONCLUSÃO

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