DE
TORRES VEDRAS
R E L A T Ó R I O D A S E S S Ã O
D E
A P R E S E N T A Ç Ã O D O P L A N O
1 4 J u l h o 2 0 0 1
Elaborado para aCâmara Municipal de Torres Vedras
Por
DCEA/FCT/UNL
Centro de Estudos sobre Cidades e Vilas Sustentáveis
Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente Faculdade de Ciências e Tecnologia / Universidade Nova de Lisboa
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Equipa Técnica da Sessão por parte da CMTV
Sector de Ambiente
email: [email protected]
Eng.ª Carla Ribeiro
Engª Margarida Neves
Engª Fabiola Correia
Paulo Rodrigues, Fiscal
Helena Carmo, Técnica
Equipa Técnica da Workshop por parte da FCT/UNL
Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente
Centro de Estudos sobre Cidades e Vilas Sustentáveis
Tel. 212948300 ext. 10110 ou 10157
Prof. Doutor João Farinha
Dr.ª Ursula Caser
Eng.º Eduardo Santos
Eng.º Pedro Carteiro
Eng.º Pedro Santos
Eng.ª Ana Sampaio
Eng.ª Graciete Silva
Eng.º Hugo Tente
Eng.ª Patrícia Barroso
Eng.ª Paula Lucas
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ÍNDICE
1. Sessão de Abertura...4
1.1 Abertura da Sessão pelo Sr. Presidente da Câmara...4
1.2 Discurso do Sr. Secretário de Estado da Administração Local...4
2. TORRES XXI – Rumo ao Desenvolvimento Sustentável...9
3. Resultado da Sessão em Grupos de Trabalho...10
3.1 Ordenamento do Território Ambientalmente Sustentável...10
3.2 Linhas de Água e Recursos Hídricos...15
3.3 Educação Ambiental...17
3.4 Resíduos Sólidos: Entulhos, Sucatas e Outros Resíduos...19
3.5 Agro-Pecuárias e Ambiente...21
4. Sessão de Encerramento...23
5. Constituição dos Grupos de Acompanhamento da Implementação do Plano...23
5.1 Grupo sobre Ordenamento do Território Ambientalmente Sustentável...23
5.2 Grupo sobre Linhas de Água e Recursos Hídricos...24
5.3 Grupo sobre Educação Ambiental...25
5.4 Grupo sobre Resíduos Sólidos: Entulhos, Sucatas e Outros Resíduos...25
5.5 Grupo sobre Agro-Pecuárias e Ambiente...26
Anexo 1: Sugestões dos Participantes...27
Anexo 2: Avaliação da Sessão pelos Participantes...31
Agradecimentos
A todos os participantes na Sessão e a todos os que contribuíram para a sua
organização e realização, muito em especial ao:
•
Sr. Presidente da Câmara, Dr. Jacinto Leandro;
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1. SESSÃO DE ABERTURA
1.1 Abertura da Sessão pelo Sr. Presidente da Câmara
A abertura da sessão de apresentação do Plano Municipal de Ambiente (PMA) esteve a cargo do
Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Dr. Jacinto Leandro, que começou por dar
as boas vindas aos cerca de 130 participantes.
Referiu de seguida a importância do PMA enquanto documento estratégico para o presente e
futuro do concelho, constituindo uma base de referência para todas as intervenções a realizar.
Destacou a responsabilidade da Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV) na implementação
do plano, relembrando no entanto que também outras entidades desempenham um papel
fundamental na execução do plano, como sejam o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do
Território (MAOT) e outras entidades públicas e privadas, dando como exemplo a RESIOESTE e
as Águas do Oeste. A este nível, destacou ainda a importância da autarquia assegurar uma
correcta articulação quer ao nível dos vários departamentos e sectores da sua própria estrutura,
quer ao nível da articulação desta com o MAOT e outros organismos da Administração Central.
Relembrou que alguns dos problemas identificados são muitas vezes problemas que ultrapassam
os limites concelhios, citando o exemplo da poluição das linhas de água, sendo necessário o
estabelecimento de parcerias e cooperação com os municípios envolventes.
A finalizar, desejou a todos os presentes um óptimo dia de trabalho.
1.2 Discurso do Sr. Secretário de Estado da Administração Local
O Sr. Secretário de Estado da Administração Local, Dr. José Augusto Carvalho, proferiu de
seguida o seguinte discurso:
“Nas últimas décadas temos assistido a processos acelerados de urbanização e de industrialização, ao enraizamento de padrões de produção e de consumo indutores de desperdícios e de desequilíbrios. O modelo de crescimento prosseguido em boa parte do Globo gerou e acentuou desigualdades económicas, sociais e regionais, por vezes insustentáveis e intoleráveis.
Gerou problemas ambientais como o crescimento urbano desregrado, a ocupação turística sobredimensionada do litoral ou o congestionamento do tráfego urbano e interurbano. Problemas ambientais como, por exemplo, a acumulação dos resíduos sólidos urbanos e industriais, a acentuação do ruído e da poluição do ar, da água e dos solos ou a redução da presença da natureza no interior das cidades.
Por tudo isto, a Conferência das Nações Unidas para o Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, veio chamar a atenção para a necessidade de integrar o ambiente nos processos de desenvolvimento. Na verdade, o eco-desenvolvimento advogado pelas Nações Unidas pretende conciliar as exigências da promoção económica e social com o funcionamento equilibrado das estruturas ecológicas fundamentais do território.
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A promoção do ambiente não pode ser pensada e concretizada isoladamente, impondo-se a integração das políticas sócio-económicas e ambientais. Importa, assim, desenvolver uma visão integrada, alargada e pluridisciplinar dos sistemas sociais, económicos e ecológicos; uma visão que implica a integração dos saberes, das políticas e dos instrumentos sectoriais.
Importa, neste contexto, experimentar modelos inovadores de planeamento, gestão e avaliação dos sistemas territoriais e ambientais, valorizando a participação criativa e interactiva de todos os agentes económicos e sociais.
Neste sentido, a Conferência do Rio produziu um documento marcante: a Agenda para o Século XXI; e o capítulo 28 da Agenda 21 destacou o papel das autoridades locais na promoção do desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento sustentável que pretende satisfazer as necessidades económicas e sociais do presente sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.
É, em especial, a solidariedade inter-geracional que está em causa exigindo uma nova ética, exigindo novas atitudes. Nova ética e novas atitudes aos gestores públicos e aos gestores privados. Autarcas, gestores e técnicos municipais incluídos.
Neste sentido, em especial, a Agenda 21 fez apelo às autoridades locais de cada país para que realizassem as suas próprias agendas 21 – as Agendas 21 Locais – tendo em vista o diálogo ambiente-desenvolvimento. Sendo que a Agenda 21 Local corresponde a um plano de acção local para o desenvolvimento sustentável, um plano ou programa que deve integrar soluções locais, diversificadas, criativas e participadas.
Posteriormente, as Conferências Europeias de Cidades e Vilas Sustentáveis, realizadas em Aalborg (1994), Lisboa (1996) e Hanôver (2000), vieram reiterar a mais valia da elaboração de Planos de Acção Local para a Sustentabilidade.
Na era da globalização das economias, das sociedades e das culturas urge combater a uniformização e a despersonalização dos territórios locais, apostando firmemente em modelos de desenvolvimento localmente sustentados. A preservação da singularidade dos ecossistemas naturais e a salvaguarda da identidade dos ecossistemas rurais e urbanos constitui um incessante desafio.
No nosso País, o planeamento ambiental é ainda relativamente recente. Os valores ambientais são salvaguardados mediante a aplicação de instrumentos sectoriais da política de ambiente. Porém, os valores e as exigências ambientais têm que ter expressão visível em todos os instrumentos autárquicos, desde os Planos Municipais de Ordenamento do Território aos Planos de Actividades e aos Orçamentos Municipais. Importa assim apostar em intervenções preventivas em detrimento de intervenções correctivas. A indiferença perante o incumprimento das normas de qualidade do ambiente tem que dar lugar a uma cultura de exigência, de responsabilidade e de rigor.
O planeamento dos sistemas territoriais e ambientais exige a definição de objectivos, a disponibilização de meios humanos e financeiros, a avaliação dos resultados alcançados.
Neste contexto, os Planos Municipais de Ambiente (PMA) vêm dar sequência às recomendações e orientações da Cimeira do rio e das Conferências Europeias para a sustentabilidade. Planos Municipais de Ambiente que visam a clarificação de estratégias locais de desenvolvimento sustentável, que constituem instrumentos inovadores de planeamento ambiental.
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Planos que são uma espécie de pactos ambientais, uma vez que devem envolver e comprometer os diversos parceiros institucionais indispensáveis à criação de condições favoráveis a um desenvolvimento harmonioso, equilibrado e continuado.
Planos Municipais de Ambiente que devem identificar as metas a alcançar, as áreas de intervenção a privilegiar, as estratégias a seguir, as entidades a envolver, as parcerias institucionais a construir.
Trata-se, pois, de criar um quadro de referência capaz de orientar e de estimular práticas de desenvolvimento social, económico e cultural subsidiárias da sustentabilidade. Trata-se de apostar em práticas de desenvolvimento alternativas, de apostar em modelos de desenvolvimento mais harmoniosos, mais equilibrados, mais sustentados.
Contudo, como o município de Torres Vedras não é uma ilha, importa pensar o planeamento e a gestão do seu território e do seu ambiente tendo em conta a sua inserção na Subregião Oeste e na Região de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo. Segundo o Plano Estratégico da Região de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo 2000-2006, a estratégia de desenvolvimento desta Região tem um objectivo central:
“proporcionar às pessoas que aqui residem e trabalham uma melhor qualidade de vida, padrões de bem-estar material, humano e social mais elevados, ao nível médio dos países europeus mais desenvolvidos”.
Esta estratégia de desenvolvimento regional assumiu um “compromisso com o ambiente” e considera que a sustentabilidade ambiental, a competitividade económica e a coesão social formam uma “indissociável trilogia”. Estratégia de desenvolvimento regional que considera o ambiente um “factor de bem estar e de oportunidade”, um “elemento distintivo da atractividade e da competitividade da Região”.
De facto, a qualificação territorial e ambiental constitui um factor decisivo para a atracção das empresas mais avançadas e para a fixação dos grupos sociais mais jovens, qualificados, dinâmicos e empreendedores. Por isso, importa privilegiar a salvaguarda dos recursos hídricos, despoluir rios e ribeiras, valorizar as orlas costeiras e as paisagens, conservar a natureza e a biodiversidade.
Os instrumentos urbanísticos de planeamento e gestão, designadamente os planos directores municipais da segunda geração, devem dar uma atenção especial à salvaguarda e à valorização do património ambiental. Por sua vez, interessa ter em conta as principais linhas de orientação do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Região do Oeste (PEDRO) que também destaca a requalificação do ambiente e do ordenamento do território. O PEDRO preconiza a satisfação da totalidade das necessidades nos domínios do saneamento básico e da distribuição de água, o tratamento dos efluentes das suiniculturas, a despoluição das linhas de água, a requalificação da orla costeira, a protecção dos espaços naturais e das áreas protegidas e a requalificação das áreas urbanas e rurais.
As propostas, sugestões e recomendações reunidas no PMA, elaborado pelo Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa cujos representantes saúdo, pela leitura, embora apressada que fiz, estou certo que constituem um exercício de grande valia alicerçado na realidade.
Permito-me, aliás, e a propósito, relevar alguns aspectos que reputo de significativos.
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da edificação que tem impactos negativos no funcionamento dos sistemas naturais, rurais e litorais. Dispersão de edificação gravosa até pelos custos acrescidos na realização de investimentos infra-estruturantes nas acessibilidades, no saneamento básico e nos equipamentos, bem como no serviços. De assinalar igualmente que o PMA proponha a reorganização da estrutura das acessibilidades capaz de contrariar o atravessamento dos aglomerados por vias de tráfego de passagem, bem como as propostas de minimizar os impactes da circulação automóvel no interior dos aglomerados.
Assim, é proposto o desenvolvimento integrado do sistema de transportes públicos da cidade de Torres Vedras em estreita articulação com a criação de parques de estacionamento periféricos dissuasores.
No domínio do Ordenamento do Território, igualmente louvável a proposta de resolução de disfunções ambientais relacionadas com a indesejável mistura de formas de ocupação residencial e industrial, relacionadas com a industrialização dispersa ou difusa.
Igualmente válida a aposta na qualificação urbana, através da criação e requalificação de equipamentos colectivos, da criação e valorização de espaços públicos e espaços verdes no interior dos aglomerados.
Especial atenção requer também a faixa litoral embora vá ser enquadrada pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça-Mafra. Importa proteger a natureza e a biodiversidade, cuidando dos diferentes usos e actividades do litoral e orientando o desenvolvimento turístico.
Mas a sustentabilidade ambiental exige a salvaguarda e a valorização das estruturas ecológicas fundamentais do território e da paisagem, correspondentes a ecossistemas de maior sensibilidade, de maior valor ecológico e biofísico. Além da orla costeira são áreas ecologicamente sensíveis as linhas de água e as suas margens e as zonas ameaçadas pelas cheias.
Para além da definição de corredores ecológicos, impõe-se que as áreas associadas às linhas de água e às suas margens sejam associadas a práticas de recreio e lazer desde que compatíveis com os condicionamentos e servidões existentes.
Apraz-me, a este propósito, confirmar que Sua Excelência o Senhor Ministro aprovou ontem a candidatura POLIS para Torres Vedras. POLIS, Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades. Programa para, no caso específico de Torres Vedras, “fazer com que a cidade se volte de novo para o rio Sizandro e para o Choupal”, através da recuperação paisagística daquelas componentes ambientais.
Estou, porém, certo que a gestão dos recursos hídricos terá igualmente o devido enquadramento no futuro Plano das Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste e com a inserção do município de Torres Vedras no Sistema Multimunicipal das Águas do Oeste.
Será crucial para a qualidade de vida local e regional, o combate mais determinado e consequente à poluição das linhas de água, associada às actividades agrícolas, pecuárias e industriais no rigoroso cumprimento das normas ambientais da União Europeia. Os empresários neste domínio, devem melhorar as práticas de gestão e de produção, minimizando, em especial, a poluição do ar, da água e dos solos, bem como cuidar dos resíduos e do ruído.
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com os padrões europeus de qualidade ambiental com a relocalização das suas unidades quando necessário.
Em especial no que respeita a resíduos importa disponibilizar aos promotores em geral toda a informação legislativa e normativa reguladora das actividades relativas à deposição e tratamento de matérias residuais. Atente-se que, de harmonia com o quadro legal vigente, os encargos respeitantes à gestão dos resíduos devem ser suportados pelos respectivos produtores, cidadão comum incluído.
Importa divulgar as melhores práticas de produção, recolha, localização, armazenagem, reciclagem, reutilização e eliminação de resíduos sólidos. Importa criar parques de sucata e parques de recolha e triagem de entulho, a fim de pôr termo à dispersão dos depósitos de resíduos sólidos, sobretudo de construção civil.
Aliás, a integração do município de Torres Vedras no sistema multimunicipal – RESIOESTE, com os financiamentos públicos que lhe estão associados, vai permitir encarar com mais recursos e, por isso, maior capacidade a resolução dos problemas que se colocam neste domínio.
Por último, uma referência À educação ambiental, na consideração de que o verdadeiro gestor do ambiente é o cidadão. De facto, a Agenda 21 Local destacou claramente a questão da participação das comunidades locais na elaboração e na implementação das estratégias locais de desenvolvimento.
Ora a participação qualificada dos cidadãos exige informação e sensibilização. A Administração Local Autárquica tem, neste campo, um papel insubstituível. Nesta perspectiva, as Câmaras Municipais não podem deixar de promover e desenvolver estratégias de educação ambiental em parceria com as demais entidades públicas e privadas.
Interessa sublinhar que a causa do desenvolvimento sustentável não constitui uma responsabilidade exclusiva da Administração Pública, Central e Local. A causa do desenvolvimento sustentável faz apelo ao princípio da responsabilidade partilhada, implicando a constituição de redes e parcerias de cooperação, bem como o desenvolvimento de novas formas de relacionamento institucional.
Partilha de informações, de experiências e de responsabilidades respeitantes ao estado do ambiente e às melhores práticas de desenvolvimento é, pois, fundamental. Uma Rede de Informação Ambiental, utilizando como instrumentos de suporte as novas tecnologias da informação (a internet) e os meios de comunicação social, locais e regionais, é algo de irrecusável.
Os PMA são essencialmente planos estratégicos na medida em que desenham e clarificam estratégias locais de desenvolvimento sustentável. Mas os planos estratégicos não são instrumentos rígidos, imutáveis e fechados. Pelo contrário, são instrumentos de trabalho flexíveis e evolutivos. São instrumentos participados e dinâmicos.
“O caminho faz-se caminhando”
Que aqui, como na generalidade do municípios, no quadro de uma participação aberta e plural, se caminhe rumo à sustentabilidade.”
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2. TORRES XXI – RUMO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
O Prof. Doutor João Farinha (FCT/UNL) começou por enquadrar o PMA de Torres no movimento
internacional para a sustentabilidade local, nomeadamente na Campanha Europeias para as
Cidades e Vilas Sustentáveis. Referiu-se no contexto nacional ao trabalho da Rede CIVITAS
dinamizada pela FCT/UNL.
Apresentou depois resumidamente a estrutura, a metodologia e o percurso participativo adoptado
para a realização do PMA, que contou com as seguintes 6 workshops.
1 WORKSHOP GLOBAL
DataTORRES XXI--OS PRINCIPAIS DESAFIOS AMBIENTAIS 18 Dez 1999
5 WORKSHOPS TEMÁTICOS
DataResíduos Sólidos (Entulhos / Sucatas / Outros) - Como Intervir ? 26 Fev 2000 Agro-Pecuária e Ambiente - Como Compatibilizar ? 11 Mar 2000 Linhas de Água Despoluídas e Saudáveis - Como Conseguir ? 8 Abril 2000 Educação Ambiental - Como Alargar ? 6 Maio 2000 Ordenamento do Território Ambientalmente Sustentável - Como Actuar ? 3 Junho 2000
1 SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DO PMA
DataTORRES XXI--O Plano de Acção Rumo ao Desenvolvimento Sustentável 14 Julho 2001
A equipa técnica do PMA aproveitou a ocasião para destacar os participantes que foram mais mais
assíduos nos workshops do PMA, e que estiveram presentes em pelo menos quatro dos seis
Workshops realizados: António Espírito Santo (Presidente da Junta de Freguesia do Ramalhal);
Carlos Teixeira (Gabinete de Apoio Técnico de Torres Vedras); Jacinto Leandro (Presidente da
Câmara Municipal de Torres Vedras); José Vale Paulos (Vereador da Câmara Municipal de Torres
Vedras); Helena Martins Lopes (Associação de Protecção dos Animais de Torres Vedras); Ruy
Moura Guedes (Grupo dos Amigos de Torres Vedras e Universidade Arrábida). Especial menção
também para um dos grandes impulsionadores do PMA, o Sr. Vereador Ferreira Nunes.
Ao finalizar a sua apresentação, o Prof. João Farinha definiu os objectivos a atingir com apresente
sessão de trabalho, apresentou a estrutura do trabalho a realizar durante a manhã e explicou a
metodologia de trabalho.
O Plenário terminou com os participantes a constituírem 5 grupos de trabalho com o intuito de
analisar as propostas de acção contidas no PMA e de atribuir prioridades de intervenção para a
sua implementação.
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3. SESSÃO EM GRUPOS DE TRABALHO
Apresentam-se de seguida os resultados agregados do trabalho sobre cada um dos vectores
estratégicos do PMA. Os números representam o valor total dos votos obtidos por cada acção e
indicam desse modo a prioridades dos cerca de 130 participantes na sessão de trabalho.
3.1. Ordenamento do Território Ambientalmente Sustentável
Q U A D R O D E I N T E R V E N Ç Ã O E S T R A T É G I C A
2 0 P R O P O S T A S D E A C Ç Ã O
ÁREASPROBLEMA
VECTORPARAA ACÇÃO
ORLACOSTEIRA CONCELHOEMGERAL INTERIORDOS
AGLOMERADOS A1 . P r e s e r v a r o s s i s t e m a s d u n a r e s e a s a r r i b a s . A4 . P r o m o v e r u m a e s t r u t u r a t e r r i t o r i a l d e c o r r e d o r e s v e r d e s . A6 . C o n s o l i d a r o i n t e r i o r d o s a g l o m e r a d o s e e v i t a r o c r e s c i m e n t o p a r a o e x t e r i o r . A2 . A p o i a r a i m p l e m e n t a ç ã o d o P O O C . A) CONTER A DISPERSÃO URBANA E PROTEGER O ESPAÇO NATURAL A3 . O r d e n a m e n t o m u i t o p r u d e n t e n a o r l a c o s t e i r a . A5 . R e - e q u a c i o n a r a e s t r u t u r a d a r e d e u r b a n a d o c o n c e l h o e o s l i m i t e s u r b a n o s . A7 . P r o t e g e r o s e s p a ç o s n a t u r a i s n o i n t e r i o r d o s a g l o m e r a d o s . B) REDUZIR A POLUIÇÃO NO INTERIOR DOS AGLOMERADOS URBANOS E O SEU IMPACTE B 1 . I m p e d i r q u e a p o l u i ç ã o g e r a d a p e l o s a g l o m e r a d o s u r b a n o s a t i n j a a o r l a c o s t e i r a . B 2 . C r i a r p a r q u e s d e e m p r e s a s e m v á r i o s p o n t o s d o C o n c e l h o . B 3 . C o n t r o l a r e r e d u z i r a p o l u i ç ã o e e n c o r a j a r a r e l o c a l i z a ç ã o d e a c t i v i d a d e s i n c o m p a t í v e i s . C 2 . C r i a r v i a s p e r i f é r i c a s a o s a g l o m e r a d o s e m e l h o r a r a s e g u r a n ç a r o d o v i á r i a . C 4 . P l a n e a r p a r a o P e ã o e o C i c l i s t a e R e d u z i r o I m p a c t e d o A u t o m ó v e l n o T e c i d o U r b a n o . C) MELHORAR AS ACESSIBILI-DADES NO CONCELHO E REDUZIR O SEU IMPACTE AMBIENTAL C 1 . A c e s s o s à o r l a c o s t e i r a c o m p a t í v e i s c o m a c a p a c i d a d e d e c a r g a d o s i s t e m a n a t u r a l . C 3 . C r i a r r e d e m u n i c i p a l d e c a m i n h o s d e b i c i c l e t a . C 5 . I n t r o d u z i r t r a n s p o r t e s p ú b l i c o s e e s t a c i o n a m e n t o s p e r i f é r i c o s n a c i d a d e d e T o r r e s . D 3 . C r i a r m a i s e s p a ç o s v e r d e s e d e l a z e r n o i n t e r i o r d o s a g l o m e r a d o s . D 4 . V a l o r i z a r e d e v o l v e r o e s p a ç o p ú b l i c o a o c i d a d ã o . D) REQUALIFICAR OS AGLOMERADOS URBANOS D 1 . R e q u a l i f i c a r o s a g l o m e r a d o s u r b a n o s n a o r l a c o s t e i r a p a r a r e d u z i r i m p a c t e s a m b i e n t a i s , m e l h o r a r r e s p o s t a à s c a r g a s s a z o n a i s e q u a l i d a d e d e v i d a . D 2 . P r o m o v e r u m a r e d e u r b a n a e q u i l i b r a d a e m q u e c a d a a g l o m e r a d o p o s s u a f u n c i o n a m e n t o a u t ó n o m o e m e q u i p a m e n t o s , c o m é r c i o e e m p r e g o s . D5. Aumentar a centralidade da cidade de Torres.
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O Quadro seguinte apresenta as 7 acções que no conjunto de todos os participantes foram
seleccionadas como as mais relevantes e prioritárias para um Ordenamento do Território
Ambientalmente Sustentável do Concelho. Inclui-se igualmente a indicação das prioridades
para cada um dos grupos de actores.
Prioridades dos diversos Actores
Priorid.
Global
Título da Acção Proposta
DP TA TE EP CD
1º
A4. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
12º
2º
2º
5º
1º
2º
B2. Ciar Parques de Empresas em vários pontos do Concelho
2º
4º
7º
1º
5º
3º
A7. Proteger os Espaços Naturais no Interior dos Aglomerados
9º
1º
4º
8º
13º
3º
A1. Preservar os Sistemas Dunares e as Arribas
9º
12º
4º
1º
2º
5º
A2. Apoiar a Implementação do POOC
20º
5º
11º
1º
2º
5º
D2. Promover uma Rede Urbana Equilibrada e Bem Equipada
2º
5º
15º
4º
8º
7º
B3. Controlar e Reduzir a Poluição e Relocalizar Actividades
2º
9º
1º
19º 17º
Legenda:
DP - Decisores Políticos; TA - Técnicos da Autarquia; TE - Técnicos Exteriores; EP – Empresários; CD – Cidadãos, ONG´s, Instituições de Ensino e Comunicação Social.
Nota: A atribuição de prioridades com o mesmo nível significa que se regista um empate nos votos atribuídos a estas acções.
Breves Comentários
Como seria de esperar, as prioridades manifestadas variam substancialmente conforme o grupo
de actores, reflectindo muito provavelmente os interesses e os valores próprios desse grupo. A
acção globalmente mais votada, “Estrutura de Corredores Verdes”, recebe enorme adesão e a
prioridade máxima por parte do grupo CD (cidadãos, ONG´s, instituições de ensino e comunicação
social) e prioridade muito elevada por parte dos grupos dos Técnicos da Autarquia, dos Técnicos
do Exterior e mesmo dos Empresários. Os Decisores Políticos, pelo contrário, atribuem-lhe uma
prioridade bastante reduzida, numa posição claramente diferente de todos os restantes grupos.
É interessante constatar que o grupo dos Decisores Políticos é o único que no Vector
‘Ordenamento do Território’ não coloca a sua primeira prioridade de acção (C5. Transportes
Públicos e Estacionamentos Periféricos na Cidade de Torres) entre as 7 acções globalmente mais
votadas.
A segunda acção da lista de prioridades “Criar Parques de Empresas em vários pontos do
Concelho” é bastante consensual entre todos os actores e recolhe a prioridade máxima por parte
do grupo dos Empresários, como bem se compreende. Os Decisores Políticos conferem-lhe
também enorme prioridade, seguidos depois pelos Técnicos da Autarquia e Cidadãos.
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Situada na terceira posição global, a acção Proteger os Espaços Naturais no Interior dos
Aglomerados Urbanos recolhe a prioridade máxima por parte do grupo dos Técnicos da
Autarquia. O grupo dos Técnicos Externos também lhe atribuem bastante relevo. Estranhamente,
esta posição dos técnicos não é acompanhada pelo grupo dos Cidadãos, ONG´s e outros, que a
relegam para a distante 13º prioridade, havendo aqui um claro desfazamento. Os Empresários e
os Decisores Políticos situam-se em posições intermédias.
Preservar os Sistemas Dunares e as Arribas situa-se, tal como a acção anterior, na terceira
posição global. O grupo dos Empresários e o grupo constituído pelos Cidadãos, ONG´s e outros,
são os que com enorme prioridade mais apoiam esta acção. Segue-se-lhes de perto o grupo dos
Técnicos Externos. Para o grupo dos Técnicos da Autarquia trata-se da acção que menor
prioridade regista de entre as 7 globalmente mais seleccionadas. Este facto, conjugado com o
resultado da acção anterior, aponta para uma hipotética concentração das prioridades dos
Técnicos da Autarquia preferencialmente no interior das zonas urbanas em detrimento de outros
espaços.
Em quinto lugar surge a acção Apoiar a Implementação do POOC. É, tal como a anterior,
fortemente apoiada pelo grupo dos Empresários e pelo grupo dos Cidadãos e outros, que lhe
atribuem elevada prioridade. A alguma distância surge o apoio do grupo dos Técnicos da
Autarquia. Para o grupo dos Decisores Políticos trata-se da última prioridade entre todas as 20
acções propostas. Uma possível interpretação para este facto poderá ser o entendimento de que a
responsabilidade pela implementação do POOC caberá à Administração Central e que, portanto,
não seria prioritário reforçar parcerias nesta componente. O grupo dos Técnicos Externos à
autarquia também atribui uma prioridade relativamente baixa a esta acção. Nos resultados globais
trata-se da acção que menor consenso reúne entre as 7 mais votadas, devido à disparidade de
apoios.
A acção Promover uma Rede Urbana Equilibrada e Bem Equipada, também em quinto lugar
global, reúne forte apoio dos grupos dos Decisores Políticos, Empresários e Técnicos da
Autarquia. O grupo dos Cidadãos e outros conferem-lhe uma prioridade um pouco menor, mas
ainda em sintonia com os grupos anteriores. Para o grupo dos Técnicos Exteriores à autarquia a
acção reúne a menor das prioridades entre as 7 acções mais votadas globalmente. Uma eventual
interpretação para esta profunda diferença poderá ser o facto dos Técnicos Exteriores à autarquia
tenderem a não residir no Concelho e portanto a estarem menos sensibilizados para este aspecto.
Em sétimo lugar surge a acção Controlar e Reduzir a Poluição e Relocalizar Actividades
Incompatíveis. É muito interessante constatar que ela é, entre as 20 acções propostas, a que
menor apoio recebe por parte do grupo dos Empresários (0 votos), apesar deste grupo ter
concedido a primeira prioridade para a criação de Parques de Empresas. No outro extremo, o
grupo dos Técnicos Exteriores à autarquia atribuem-lhe a prioridade máxima. Uma possível
interpretação será o facto de se tratar de técnicos geralmente ligados a serviços da administração
central com responsabilidades na fiscalização e gestão ambiental, e portanto provavelmente muito
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sensibilizados para este tipo de acção. De sublinhar a forte prioridade concedida pelo grupo dos
Decisores Políticos a esta acção. O grupo dos Técnicos da Autarquia possui uma posição
intermédia. Surpreendentemente, o grupo dos Cidadãos e outros atribui-lhe prioridade bastante
reduzida e próxima dos empresários.
Apresentam-se nos Quadros seguintes as acções mais prioritárias seleccionadas por cada grupo
de actores.
Prioridade
do Grupo
G r u p o d o s D e c i s o r e s P o l í t i c o s
Acções Prioritárias
Prioridade
de todos
os Grupos
1º
C5. Introduzir Transportes Públicos e Estacionamentos Periféricos
9º
2º
B2. Ciar Parques de Empresas em vários pontos do Concelho
2º
2º
D2. Promover uma Rede Urbana Equilibrada e Bem Equipada
5º
2º
B3. Controlar e Reduzir a Poluição e Relocalizar Actividades
7º
5º
C2. Criar Vias Periféricas aos Aglomerados e melhorar Segurança
13º
Prioridade
do Grupo
G r u p o d o s T é c n i c o s d a A u t a r q u i a
Acções Prioritárias
Prioridade
de todos
os Grupos
1º
A7. Proteger os Espaços Naturais no Interior dos Aglomerados
3º
2º
A4. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
1º
3º
C4. Planear para o Peão e o Ciclista e Reduzir o Impacte do
Automóvel no Tecido Urbano
9º
4º
B2. Ciar Parques de Empresas em vários pontos do Concelho
2º
Prioridade
do Grupo
G r u p o d o s T é c n i c o s E x t e r i o r e s
Acções Prioritárias
Prioridade
de todos
os Grupos
1º
B3. Controlar e Reduzir a Poluição e Relocalizar Actividades
7º
2º
A4. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
1º
2º
D1. Requalificar os Aglomerados Urbanos na Orla Costeira
11º
4º
A1. Preservar os Sistemas Dunares e as Arribas
3º
4º
A7. Proteger os Espaços Naturais no Interior dos Aglomerados
3º
4º
B1. Impedir que a Poluição Gerada pelos Aglomerados Urbanos atinja
a Orla Costeira
8º
Prioridade
do Grupo
G r u p o d o s E m p r e s á r i o s
Acções Prioritárias
Prioridade
de todos
os Grupos
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1º
B2. Ciar Parques de Empresas em vários pontos do Concelho
2º
1º
A1. Preservar os Sistemas Dunares e as Arribas
3º
1º
A2. Apoiar a Implementação do POOC
5º
4º
D2. Promover uma Rede Urbana Equilibrada e Bem Equipada
5º
5º
A4. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
1º
Prioridade
do Grupo
Grupo dos Cidadãos, ONG´s, Ensino e Outros
Acções Prioritárias
Prioridade
de todos
os Grupos
1º
A4. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
1º
2º
A1. Preservar os Sistemas Dunares e as Arribas
3º
2º
A2. Apoiar a Implementação do POOC
5º
4º
C5. Introduzir Transportes Públicos e Estacionamentos Periféricos
9º
5º
B1. Impedir que a Poluição Gerada pelos Aglomerados Urbanos
atinja a Orla Costeira
8º
5º
B2. Ciar Parques de Empresas em vários pontos do Concelho
2º
5º
C4. Planear para o Peão e o Ciclista e Reduzir o Impacte
do Automóvel no Tecido Urbano
9º
Breves Comentários
Relativamente ao desvio das 5 principais prioridades de cada grupo relativamente à posição
agregada de todos os participantes, verifica-se que o grupo dos Empresários é aquele que mais se
aproxima dos valores globais, de todos os grupos. Trata-se de um aspecto a sublinhar tendo em
conta que era o grupo com menor número de elementos, cerca de 10. Os Técnicos da Autarquia
são o grupo que se coloca em segundo lugar na centralidade das suas respostas.
O grupo dos Decisores Políticos, com cerca de 12 elementos presentes, é surpreendentemente o
que apresenta as 5 principais prioridades mais descentradas do valor médio de todos os
participantes. Segue-se-lhe depois o grupo dos Técnicos Externos à autarquia.
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3.2 Linhas de Água e Recursos Hídricos
Q U A D R O D E I N T E R V E N Ç Ã O E S T R A T É G I C A
2 9 P R O P O S T A S D E A C Ç Ã O
ÁREAS PROBLEMA VECTOR PARA A
ACÇÃO
POLUIÇÃO CHEIAS LAZER
A1. Promover uma campanha de informação e sensibilização.
A3. Promover campanhas de informação e sensibilização. A) SENSIBILI-ZAÇÃO, INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A2. Promover acções de sensibilização junto de sectores específicos.
A4. Incentivar junto dos diferentes sectores de actividade a demolição das construções indevidas em leito de cheia.
A5. Promover o envolvimento de diferentes sectores da sociedade em programas que visem a criação de áreas de recreio e lazer associadas aos cursos de água. B1. Implementar princípio do poluidor pagador. B) GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
B2. Garantir uma melhor eficiência e qualidade na gestão dos recursos hídricos em geral.
B3. Promover a implementação das acções decorrentes do Plano das Bacias Hidrográficas do Oeste.
B4. Identificar os usos compatíveis com os
condicionantes decorrentes do Domínio Hídrico e que permitam a sua protecção e valorização.
C1. Promover fiscalização eficiente.
C4. Reforçar a fiscalização do Domínio Hídrico.
C2. Criar um suporte digital com todas as fontes poluídoras.
C5. Promover a articulação entre os serviços de fiscalização do MAOT e CM.
C) FISCALIZAÇÃO
C3. Criar uma linha especial de alerta acessível a toda a população (linha telefónica).
C6. Assegurar a formação do pessoal afecto à fiscalização.
C7.Reforçar a fiscalização do Domínio Hídrico. D) INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPAMEN-TOS D1.Reforçar a Rede de Monitorização já existente. D2. Promover a implementação de espaços verdes de recreio em áreas urbanas.
D3. Promover uma estrutura de corredores verdes para a prática de actividades de recreio e lazer.
E1. Inventariar os focos de poluição.
E3. Promover a limpeza e manutenção da galeria ripícola.
E4. Promover o
desenvolvimento de um modelo de ocupação territorial que dê cumprimento às condicionantes e servidões decorrentes do domínio hídrico E) ORDENAMENT O ESPACIAL E2. Promover o desenvolvimento de um modelo de ocupação territorial que permita a protecção e valorização dos recursos hídricos.
E5. Estabelecer as restrições necessárias para fazer face ao risco de cheia nos perímetros urbanos.
E6. Promover o
desenvolvimento de um modelo de ocupação territorial que permita a protecção e valorização dos recursos hídricos, nomeadamente pela definição de usos compatíveis com as condicionantes ao uso do solo decorrentes dos próprios recursos hídricos.
F1. Garantir o cumprimento das normas de qualidade ambiental.
F) EFICAZ ARTICULAÇÃO COM DIFERENTES SECTORES DA ACTIVIDADE ECONÓMICA
F2. Divulgar o guia das boas práticas agrícolas para a protecção da água.
F3. Desocupação do leito de cheia por ocupações indevidas.
F4. Tirar partido do
posicionamento face à AML, e criar uma rede de espaços verdes apoiada nos recursos hídricos aproveitando as características rurais do concelho.
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No Quadro anterior, os números indicam o resultado agregado da votação relativamente às
prioridades de implementação das acções. O presente vector “Linhas de Água e Recursos
Hídricos” apresenta maior sintonia sobre as acções prioritárias do que o vector anteriormente
apresentado (Ordenamento do Território), sendo possível seleccionar as acções que claramente
mereceram a maior adesão dos participantes (ver Quadro seguinte).
Prioridades dos diversos Actores
Priorid.
Global
Título da Acção Proposta
DP TA TE EP CD
1º
B1. Implementar o Princípio do ‘Poluidor-Pagador’ na
Gestão dos Recursos Hídricos
1º
1º
1º
5º
1º
2º
C1. Promover Fiscalização Eficiente
3º
3º
1º
1º
2º
3º
F1. Garantir o Cumprimento das Normas de Qualidade
Ambiental nos vários sectores de Actividade Económica
9º
2º
4º
1º
3º
4º
D3. Promover uma Estrutura Territorial de Corredores Verdes
para a prática de Actividades de Recreio e Lazer
4º
7º
3º
5º
6º
4º
F3. Desocupação do Leito de Cheias por ocupações Indevidas
9º
4º
5º
9º
6º
6º
B3. Promover a Implementação das Acções decorrentes do
Plano das Bacias Hidrográficas do Oeste
9º
15º 11º
9º
5º
Legenda:
DP - Decisores Políticos; TA - Técnicos da Autarquia; TE - Técnicos Exteriores; EP – Empresários; CD – Cidadãos, ONG´s, Instituições de Ensino e Comunicação Social.
Nota: A atribuição de prioridades com o mesmo nível significa que se regista um empate nos votos atribuídos a estas acções.
Breves Comentários
O aspecto mais relevante parece ser a grande sintonia em torno das acção mais prioritárias. A
acção seleccionada em primeiro lugar recebe a prioridade máxima de quatro dos cinco grupos de
actores, reunindo assim enorme consenso. Só o grupo dos Empresários relega a implementação
do Princípio do ‘Poluidor-Pagador’ na Gestão dos Recursos Hídricos para uma posição de
menor prioridade. Este grupo aponta no entanto a prioridade máxima para a Promoção de
Fiscalização Eficiente e para que seja garantido o Cumprimento das Normas de Qualidade
Ambiental.
A sintonia que se verifica entre os grupos de actores dispensa uma análise detalhada das acções
seleccionadas por cada um deles.
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3.3. Educação Ambiental: Como Alargar?
O Quadro seguinte apresenta os resultados da votação agregada de todos os participantes.
Q U A D R O D E I N T E R V E N Ç Ã O E S T R A T É G I C A
8 P R O P O S T A S D E A C Ç Ã O
VECTOR PARA A ACÇÃO ACÇÕES A REALIZAR
OBJECTIVO GERAL
Promoção da informação e educação dos cidadãos em ambiente através da utilização dos media e das novas tecnologias de informação, assegurando a realização, avaliação e melhoria da estratégia e programas de Educação Ambiental.
A1. Criar uma rede de informação ambiental.
A) ACESSO
À INFORMAÇÃO
A2. Apoiar a produção e difusão de informação ambiental.
OBJECTIVO GERAL
Envolvimento da comunidade local na Educação Ambiental formal e não formal, através de estruturas e/ ou programas que as envolvam directa ou indirectamente.
B1. Centro Dinamizador de Educação Ambiental.
B) PARTICIPAÇÃO DA
COMUNIDADE LOCAL
B2. Apoiar a formação de núcleos de ambiente na comunidade.
OBJECTIVO GERAL
Promoção da escola enquanto local de formação, estudo e demonstração da sustentabilidade ambiental.
C1. Apoiar o desenvolvimento de programas escolares piloto.
C) PROJECTOS
ESCOLARES
C2. Clubes de ambiente nas escolas.
OBJECTIVO GERAL
Apoio a procedimentos de Boas Práticas Ambientais no sentido de melhorar o desempenho ambiental de entidades públicas e privadas no concelho. D1. Publicar guias de procedimentos ambientais.
D) PARTICIPAÇÃO DE
OUTRAS ENTIDADES
PÚBLICAS E PRIVADAS
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As 4 acções que receberam as prioridades mais elevadas em termos globais, recolheram o suporte
dos diversos grupos de actores da forma como o Quadro seguinte indica.
Prioridades dos diversos Actores
Priorid.
Global
Título da Acção Proposta
DP TA TE EP CD
1º
C1. Apoiar o desenvolvimento de Programas Escolares Piloto
3º
1º
3º
2º
1º
2º
A1. Criar uma Rede de Informação Ambiental
1º
5º
2º
1º
1º
3º
B1. Criar Centro Dinamizador de Educação Ambiental
2º
2º
1º
3º
3º
4º
D1. Publicar Guias de Procedimentos Ambientais
4º
3º
4º
6º
4º
Legenda:
DP - Decisores Políticos; TA - Técnicos da Autarquia; TE - Técnicos Exteriores; EP – Empresários; CD – Cidadãos, ONG´s, Instituições de Ensino e Comunicação Social.
Nota: A atribuição de prioridades com o mesmo nível significa que se regista um empate nos votos atribuídos a estas acções.
O reduzido número de acções propostas e a elevada sintonia dos grupos de actores dispensa uma
análise mais pormenorizada por grupo de actor.
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3.4. Resíduos Sólidos: Entulhos, Sucatas e Outros Resíduos
Q U A D R O D E I N T E R V E N Ç Ã O E S T R A T É G I C A
2 8 P R O P O S T A S D E A C Ç Ã O
ACÇÕES A REALIZAR VECTOR PARA
A ACÇÃO
SUCATAS ENTULHOS OUTROS RESÍDUOS
A1 . I n v e n t a r i a r e r e a l i z a r a n á l i s e a m b i e n t a l d o s d e p ó s i t o d e s u c a t a n o c o n c e l h o . A3 . C r i a r G a b i n e t e d e a p o i o a o s p r o d u t o r e s . A) ANÁLISE E APOIO GERAL À ACTIVI-DADE DO SECTOR A2 . C r i a r G a b i n e t e d e a p o i o e a c o m p a n h a m e n t o d a a c t i v i d a d e . A4 . I n c e n t i v a r a c r i a ç ã o d e e m p r e s a s l o c a i s p a r a a d e m o l i ç ã o s e l e c t i v a d e c o n s t r u ç õ e s . A5 . C r i a r G a b i n e t e d e a p o i o a o p r o d u t o r d e o u t r o s r e s í d u o s p a r a p r o c u r a r s o l u ç õ e s a d e q u a d a s e p a r a f o r m a ç ã o d e p a r c e r i a s e n t r e p r o d u t o r e s . B 1 . C a m p a n h a d e i n f o r m a ç ã o e s e n s i b i l i z a ç ã o . B 4 . C a m p a n h a d e i n f o r m a ç ã o e s e n s i b i l i z a ç ã o . B 2 . A c ç õ e s d e f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l . B 5 . P r o j e c t o p i l o t o d e d e m o l i ç ã o s e l e c t i v a e a p l i c a ç ã o d e m a t e r i a i s . B) SENSIBILI-ZAÇÃO, MOTIVAÇÃO E FORMAÇÃO AMBIENTAL DOS OPERA-DORES B 3 . G u i a p r á t i c o d e i n c e n t i v o à r e c i c l a g e m . B 6 . E l a b o r a r u m m a n u a l d e r e d u ç ã o , a p r o v e i t a m e n t o / r e c i c l a g e m d e r e s í d u o s n a c o n s t r u ç ã o . B 7 . C a m p a n h a s d e i n f o r m a ç ã o e s e n s i b i l i z a ç ã o p a r a m e l h o r e s p r á t i c a s e m r e l a ç ã o a u m v a s t o c o n j u n t o d e r e s í d u o s . C 2 . C r i a ç ã o d e p a r q u e s d e r e c o l h a e t r i a g e m d e e n t u l h o s ( e c o - c e n t r o s ) . C 5 . C r i a r v á r i o s e c o -c e n t r o s . C 3 . R e c o l h e r e n t u l h o s n o s p e q u e n o s p r o d u t o r e s . C) INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPA-MENTOS C 1 . C r i a r u m P a r q u e M u n i c i p a l d e S u c a t a . C 4 . D e p o s i ç ã o f i n a l d e p a r t e d o s e n t u l h o s e m a t e r r o s e p e d r e i r a s . C 6 . E s t r a t é g i a d e e n c a m i n h a m e n t o d e r e s í d u o s p a r a v a l o r i z a ç ã o . D 1 . E n c e r r a r e r e l o c a l i z a r o s d e p ó s i t o s d e s u c a t a i l e g a i s e i n v i á v e i s . D) ORDENA-MENTO ESPACIAL E RECUPE-RAÇÃO AMBIENTAL D 2 . R e c u p e r a r a m b i e n t a l m e n t e o s l o c a i s a p ó s r e l o c a l i z a ç ã o . D 3 . L i m p a r e r e c u p e r a r a m b i e n t a l m e n t e o s a c t u a i s l o c a i s d e d e p o s i ç ã o i l e g a l d e e n t u l h o s . D 4 . G r a n d e a c ç ã o d e l i m p e z a d o C o n c e l h o . E 1 . F i s c a l i z a ç ã o e r e g u l a m e n t a ç ã o e f i c i e n t e s . E 3 . A l t e r a r r e g u l a m e n t o m u n i c i p a l d e o b r a s p a r t i c u l a r e s e f i s c a l i z a ç ã o . E 5 . F i s c a l i z a ç ã o e f i c i e n t e . E) FISCALIZA-ÇÃO E 2 . C r i a r l i n h a t e l e f ó n i c a d e a l e r t a . E 4 . C r i a r l i n h a t e l e f ó n i c a d e a l e r t a . E 6 . C r i a r l i n h a t e l e f ó n i c a d e a l e r t a .
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No Quadro anterior, os números indicam o resultado agregado da votação relativamente às
prioridades de implementação das 28 acções. Apresentam-se de seguida as 7 acções que foram
seleccionadas como as mais prioritárias e indicam-se as prioridades atribuídas por cada um dos
grupos de actores.
Prioridades dos diversos Actores
Priorid.
Global
Título da Acção Proposta
DP TA TE EP CD
1º
C1. Criar um Parque Municipal de Sucata
1º
1º
1º
1º
1º
2º
C2. Ciar Parques de Recolha e Triagem de Entulhos
(EcoCentro)
3º
2º
3º
3º
4º
3º
D1. Encerrar e Relocalizar os Depósitos de Sucata Ilegais
e Inviáveis
3º
3º
3º
2º
6º
4º
E1. Promover uma Fiscalização e Regulamentação Eficientes
3º
4º
3º
4º
2º
5º
D3. Limpar e Recuperar Ambientalmente os actuais Locais de
Deposição Ilegal de Entulhos
6º
6º
8º
4º
2º
5º
B1. Campanha de Informação e Sensibilização (Sucatas)
2º
6º
10º
8º
7º
7º
D2. Limpar e Recuperar Ambientalmente os Locais após
a Relocalização dos depósitos de sucata
9º
6º
3º
4º
8º
Legenda:
DP - Decisores Políticos; TA - Técnicos da Autarquia; TE - Técnicos Exteriores; EP – Empresários; CD – Cidadãos, ONG´s, Instituições de Ensino e Comunicação Social.
Nota: A atribuição de prioridades com o mesmo nível significa que se regista um empate nos votos atribuídos a estas acções.
Breves Comentários
A criação de um Parque Municipal de Sucatas recebeu a mais elevada prioridade no conjunto
dos participantes assim como em cada um dos cinco grupos de actores, mostrando elevadíssimo
consenso sobre esta acção. Para as restantes acções registam-se ligeiras oscilações nas
prioridades atribuídas por cada grupo, mas ainda com um consenso relativamente elevado.
As prioridades do grupo dos Técnicos da Autarquia surgem como as mais próximas das
prioridades do conjunto dos participantes.
No tratamento dos resultados da votação não se efectuaram agregações de acções semelhantes.
Poder-se-ia por exemplo fazer a agregação das acções que incidem sobre a Melhoria da
Fiscalização (acções E1; E3 e E5), sobre a Criação de EcoCentros (C2 e C5) ou sobre
Campanhas de Sensibilização e Informação (B1; B4 e B7). Neste caso, as acções agregadas
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3.5. Agro-Pecuárias e Ambiente
Q U A D R O D E I N T E R V E N Ç Ã O E S T R A T É G I C A
1 5 P R O P O S T A S D E A C Ç Ã O
SECTOR DE ACTIVIDADE VECTOR PARA A ACÇÃOSUINICULTURAS/ PECUÁRIAS ESTUFAS
A1 . P r e p a r a r b a s e d e d a d o s s o b r e a s e xp l o r a ç õ e s p e c u á r i a s d o c o n c e l h o . A2 . C r i a r g a b i n e t e d e a p o i o e a c o m p a n h a m e n t o . A) ANÁLISE E APOIO GERAL À ACTIVIDADE A3 . C r i a r s i s t e m a s d e i n c e n t i v o s a m b i e n t a i s . A4 . C r i a r c o m i s s ã o d e p r o m o ç ã o d a u t i l i z a ç ã o d a s m e l h o r e s t é c n i c a s d i s p o n í v e i s . B 1 . C a m p a n h a d e i n f o r m a ç ã o e s e n s i b i l i z a ç ã o d o s o p e r a d o r e s d a s p e c u á r i a s . B 4 . C a m p a n h a s d e i n f o r m a ç ã o e s e n s i b i l i z a ç ã o a m b i e n t a l p a r a a u t i l i z a ç ã o d a s m e l h o r e s t é c n i c a s d i s p o n í v e i s . B 2 . Ma n u a l d e b o a s p r á t i c a s a m b i e n t a i s . B 5 . E l a b o r a ç ã o d e u m Ma n u a l d e B o a s P r á t i c a s A m b i e n t a i s p a r a o S e c t o r . B) SENSIBILI-ZAÇÃO AMBIENTAL DOS EMPRESÁRIOS B 3 . O r g a n i z a r a c ç õ e s d e f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l p a r a t é c n i c o s e e m p r e s á r i o s d e p e c u á r i a s , c o m b a s e n o m a n u a l d e b o a s p r á t i c a s a m b i e n t a i s p a r a o s e c t o r . B 6 . F o r m a ç ã o c o m b a s e n o Ma n u a l d e B o a s P r á t i c a s A m b i e n t a i s . C 1 . E s t u d a r a v i a b i l i d a d e d e c r i a ç ã o d e s u i n i c u l t u r a s d e c a r á c t e r c o l e c t i v o . C 3 . O r d e n a m e n t o d o T e r r i t ó r i o e a s e s t u f a s / C r i a ç ã o d e p a r q u e s d e e s t u f a s . C) ORDENAMENTO ESPACIAL E INTEGRAÇÃO PAISAGÍSTICA C 2 . E n c e r r a r e r e l o c a l i z a r p e c u á r i a s i n c o m p a t í v e i s c o m a g l o m e r a d o s u r b a n o s . C 4 . R e c u p e r a ç ã o a m b i e n t a l e p a i s a g í s t i c a d o s l o c a i s l o c a i s d e i xa d o s l i v r e s p e l o a b a n d o n o d a s e s t u f a s . D 2 . P r o j e c t o d e G e s t ã o d e R e s í d u o s d e F i l m e P l á s t i c o A g r í c o l a . D 3 . P r o j e c t o d e G e s t ã o d e R e s í d u o s d e E m b a l a g e n s d o s A g r o -q u í m i c o s . D) GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS D 1 . E s c o a r o s r e s í d u o s s ó l i d o s d a s p e c u á r i a s . D 4 . C o m p o s t a g e m d a m a t é r i a o r g â n i c a p r o v e n i e n t e d o s r e s t o s d e p r o d u ç ã o . E) TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS E 1 . C r i a r s i s t e m a ( s ) c o l e c t i v o ( s ) d e t r a t a m e n t o d e e xp l o r a ç ã o d e p e c u á r i a s .
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Câmara Municipal de Torres Vedras Faculdade de Ciências e Tecnologia/ UNL
No Quadro anterior, os números indicam o resultado agregado da votação relativamente às
prioridades de implementação das 15 acções propostas. Apresentam-se no Quadro seguinte as 5
acções que foram seleccionadas como as mais prioritárias e indicam-se as prioridades atribuídas
por cada um dos grupos de actores.
Prioridades dos diversos Actores
Priorid.
Global
Título da Acção Proposta
DP TA TE EP CD
1º
E1. Criar Sistema(s) Colectivo(s) de Tratamento de Explorações
de Pecuárias
3º
1º
1º
1º
2º
2º
C2. Encerrar e Relocalizar Pecuárias Incompatíveis com
Aglomerados Urbanos
2º
3º
2º
2º
1º
3º
C4. Recuperação Ambiental e Paisagística dos Locais deixados
Livres pelo Abandono das Estufas
4º
2º
6º
15º
4º
4º
C3. Ordenamento espacial das Estufas / Criação de Parques de
Estufas
4º
3º
16º 12º
3º
5º
B3. Formação Profissional para Técnicos e Empresários de
Pecuárias
4º
5º
6º
5º
5º
Legenda:
DP - Decisores Políticos; TA - Técnicos da Autarquia; TE - Técnicos Exteriores; EP – Empresários; CD – Cidadãos, ONG´s, Instituições de Ensino e Comunicação Social.
Nota: A atribuição de prioridades com o mesmo nível significa que se regista um empate nos votos atribuídos a estas acções.
Breves Comentários
As duas acções mais prioritárias complementam-se bastante bem, sendo disso reflexo a
pontuação recebida por todos os grupos. Reflecte a urgência de se tratar devidamente os
efluentes das explorações pecuárias e de solucionar os problemas da relação destas explorações
com o meio envolvente, por vezes demasiado próximas do tecido urbano.
Relativamente às prioridades dos diferentes grupos de actores constata-se que o grupo dos
Técnicos da Autarquia se aproxima muito das prioridades manifestadas pelo conjunto dos
participantes. Apesar do grupo dos Decisores Políticos também estar próximo das prioridades
globais, verifica-se que a primeira prioridade deste grupo (D1. Escoar os Resíduos Sólidos das
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4.
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Foram divulgados os resultados finais das votações realizadas durante a sessão de trabalho em
grupo e sublinhadas as acções que reuniram maior prioridade para implementação.
No sentido de se formarem Grupos de Acompanhamento da Implementação do Plano Municipal de
Ambiente, os participantes coloram simbolicamente o seu nome nos vectores que desejavam
acompanhar mais directamente. O resultado desta adesão encontra-se expresso no Capítulo
seguinte.
A sessão foi encerrada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Dr. Jacinto
Leandro, que agradeceu a presença de todos e reafirmou a utilidade do PMA para a gestão
sustentável do Concelho de Torres Vedras.
5. CONSTITUIÇÃO DOS GRUPOS DE ACOMPANHAMENTO DA
IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO
Lista-se de seguida a constituição de cada Grupo de Acompanhamento por Vector Estratégico do
Plano. Os grupos são formados pelos participantes que simbolicamente expressaram esse firme
desejo, colocando o seu nome sobre o ‘Poster’ respectivo.
5.1 Grupo sobre Ordenamento do Território Ambientalmente Sustentável
Trata-se do grupo com o maior número de elementos, 59, reflectindo o profundo interesse dos
participantes por este vector.
Ana Gestal
Carlos Guardado da Silva
Ezequiel Duarte
Francisca Ramos
Francisco da Cruz Branco da Silva
Jacinto Leandro
Joaquim Moedas Duarte
José António Coito
José Vale Paulos
Marta Cristina Alves Rodrigues
Paula Alexandra de Carvalho
Paula Rodrigues
Ruy de Moura Guedes
António Maria Nunes
César de Deus
Fabiola Correia
Hermenegildo Santos Ramos
Hernâni Miranda
José Filipe Henriques
Sandra Pedro
Zita Tomás
Alberto Peres Alves
Ana Isabel santos
Ana Teresa Santos
Carla Gambôa
Carlos Bernardes
Carlos Manuel Soares Miguel
Daniel Abreu
Goretti Cascalheira
José Manuel Lopes
Luís Magalhães
Pedro Henriques
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Rui José Sousa Rosa
Susana Esteves
Afonso Umbelino
Alexandre Paiva
Carlos Alberto Teixeira
Carlos Figueiredo
Carlos Firme
Carlos Manuel da Silva
Maria de Jesus Inácio
Maria Teresa Henriques
Nuno Manuel Franco
Stefan Hubertus Rosendahl
Zélia de Oliveira
Alexandra Luís
Anabela Simões Soares
Jacinto Correia
Joana Salomé Camejo Rodrigues
João António Flores Nunes da Cunha
Joaquim Alberto Caetano Dinis
Joaquim José Gomes
Maria João Mota santos
Nuno Ângelo
Nuno Carvalho Silva
Osvaldo Abreu
Sara Santiago
José Franco Justino
Rodrigo Gonçalves
5.2 Grupo sobre Linhas de Água e Recursos Hídricos
Inscreveram-se neste Grupo de Acompanhamento 40 participantes.
Ana Gestal
Carla Ribeiro
Carlos Guardado da Silva
Jacinto Leandro
Marta Cristina Alves Rodrigues
Paula Alexandre de Carvalho
Raúl Patrocínio Duarte
Amílcar Bernardes
Carla Miranda
César de Deus
Hermenegildo Santos Ramos
Hernâni Miranda
José Filipe Henriques
Luís Almeida
Maria Helena Duarte Santos
Mylene Gomes
Sérgio Paulo
Carla Gâmboa
Fernando Gomes Felix
Luís Magalhães
Afonso Umbelino
Ana Sofia Rodrigues
Carlos Alberto Teixeira
Carlos Figueiredo
Carlos Firme
Francisco Rosa
Joana Prieto
Marcos Francisco Marques
Maria de Jesus Inácio
Esmeralda Mata
Jacinto Correia
Joaquim Alberto Caetano Dinis
Maria João Mota Santos
Moreira da Luz
Nuno Ângelo
Nuno Carvalho Silva
Osvaldo Abreu
Rodrigo Gonçalves
Tiago Marques
Maria Luisa Lourenço Dias
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